Montando os finalistas

Começa nesse domingo a final do Oeste entre San Antonio Spurs e Oklahoma City Thunder. A diferença entre os dois times que todo mundo tem comentado é a idade. O Spurs é liderado por caras como Tim Duncan, Tony Parker, Manu Ginóbili, Stephen Jackson e Boris Diaw, que estão na NBA desde que Kevin Durant usava fraldas. Já o Thunder tem ao lado do pirralho Durant, gente que entrou na NBA ainda depois dele: James Harden e Russell Westbrook. Derek Fisher e seus 60 anos estão lá só para, na média, a idade do time ser mais respeitada.

Mas tem uma coisa que os dois times tem em comum: A habilidade de fazer bons negócios. Os dois elencos foram montados por boas escolhas de Draft, trocas inteligentes e apostas coerentes. Claro que toda montagem de elenco depende um pouco do acaso e da sorte, mas quando quase tudo dá certo por anos e anos é sinal de que quem está lá sabe o que está fazendo.

Os principais responsáveis por isso são os General Managers de cada equipe. RC Buford está no Spurs desde os anos 80 e no cargo de GM desde a temporada 2002-03. Sam Presti monta o elenco do Thunder desde a temporada 2007-08. Abaixo uma análise do que fizeram de melhor e dos poucos erros que cometeram em suas trajetórias no cargo.

 

Draft

RC Buford

Curiosamente a primeira escolha de Draft

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de Buford no Spurs foi um brazuca. Em 2003 ele selecionou Leandrinho na 28ª posição da 1ª rodada, mas em seguida o trocou com o Phoenix Suns para receber uma escolha futura de Draft. Foi uma ótima escolha, seguida de uma decisão questionável. Hoje parece mais errada do que na época, quando o elenco do Spurs era bom e certamente não daria muito espaço para o brasileiro. Em 2004 Buford selecionou outro gringo, Beno Udrih. O armador esloveno é um daqueles talentos gringos que só os olheiros do Spurs acham por aí, mas a verdade é que ele apareceu mesmo para a NBA quando saiu de San Antonio, na sombra de Tony Parker ele teve pouco espaço.

Seguindo a tradição Bufordiana de escolher gringos, em 2005 foi a vez de Ian Mahinmi ser selecionado. Foi outro jogador que, como Udrih, mostrou potencial no Spurs, mas só foi ganhar espaço mesmo quando saiu de lá. Foi no Dallas Mavericks que ele provou porque se insistiu tantos anos nele. Em 2007 outro brasileiro foi escolhido por Buford, Tiago Splitter. Ele foi um pouco criticado na época porque muita gente achava que o pivô nunca iria sair da Espanha, mas nessa temporada, com valiosos minutos vindos do banco, pareceu a aposta certa mesmo com os anos e anos de aguardo. Gregg Popovich disse em um jogo desses Playoffs que ter Splitter no time é como se eles tivessem tido uma escolha Top 10 de Draft. Baita elogio de um cara que não é de sair fazendo agrados.

Em 2008 Buford novamente foi bem no Draft, mas de novo não aproveitou todos os jogadores. Selecionou George Hill e Goran Dragic, mas o segundo foi imediatamente trocado para o Phoenix Suns em troca de uma escolha de 2º rodada futura e do zé ninguém Malik Hairston. Se mandar Dragic embora por nada foi burrada, a escolha de Hill foi uma aula. Muita gente sequer conhecia o armador que jogou na desconhecida universidade de IUPUI, mas bastou uma temporada pra ver o baita jogador que eles tinha encontrado. Seu achado acabou virando moeda de troca no Draft 2011, quando Hill foi para o Indiana Pacers em troca da escolha 15 do Draft, que se transformou em Kawhi Leonard, um dos melhores novatos dessa temporada e o ala defensor que o Spurs procurava desde a saída de Bruce Bowen.

Entre Hill e Leonard, Buford ainda teve tempo de Draftar DeJuan Blair em 2009. Blair é um dos grandes reboteiros de ataque da NBA e era titular desse time espetacular da temporada atual até a chegada de Boris Diaw. Apesar de algumas trocas precipitadas, o trabalho de Buford nos Drafts foi impecável. As trocas podem ser justificadas pelo elenco sempre recheado de atletas em todas as posições. Bastante perdoável. Ainda mais que a melhor posição no Draft que Buford teve em todos esses anos foi a 20ª em 2010, curiosamente quando fez uma de suas piores escolhas, James Anderson. Só lembrando que a posição 15 do Draft 2011 foi adquirida só com a troca de George Hill.

 

Sam Presti

A história de Presti no Draft é mais curta e teve muito mais escolhas no Top 10, mas não é menos impressionante. Ele começou sua carreira como General Manager do Thunder (na época ainda Seattle Supersonics) escolhendo Kevin Durant na 2ª posição do Draft de 2007. Logo depois ele fez uma troca que mudou a cara da NBA: Mandou Ray Allen e Glen Davis (escolhido na 31ª posição daquele Draft) para o Boston Celtics em troca da 5ª escolha do Draft, Jeff Green.

O Celtics, lógico, recebeu mais talento. Mas se livrar de Ray Allen era importante para a renovação do time, que precisava ir mal para continuar tendo boas escolhas de Draft, além de liberar uma boa quantia de espaço salarial. Também era importante que Kevin Durant não jogasse na sombra de ninguém, para que usasse esses anos de derrota para evoluir como jogador. Sam Presti ainda escolheu outro ótimo jogador naquele Draft, Carl Landry, mas logo o mandou uma para o Houston Rockets em troca de uma escolha de 2ª rodada futura.

Se ignorarmos Marc Gasol, que demorou anos para ir para a NBA, Sam Presti escolheu os melhores jogadores da 2ª rodada daquele ano, Carl Landry e Glen Davis. Não os manteve no elenco (e Landry poderia ter sido, facilmente) mas impressionante mesmo assim. E só um detalhe que merece ser comentado: Presti deu sorte nessa sua estreia também. Se no sorteio ele tivesse caído com a 1ª escolha ao invés da 2ª, certamente escolheria Greg Oden.

Mas passamos para o ano seguinte, onde o plano de ser ruim deu certo. Com a 4ª escolha no Draft 2008 eles escolheram Russell Westbrook. Alguns podem argumentar que Kevin Love seria uma escolha melhor, mas acho que Love tiraria um pouco da identidade de time veloz e agressivo que hoje é marca deles graças à dupla Westbrook e Durant. E a posição de ala de força foi bem compensada com a 24ª escolha do mesmo Draft 2008: Serge Ibaka. Um achado internacional de Sam Presti que hoje lidera a NBA em tocos.

Com um recorde ainda ruim e um bocado de sorte, o Thunder teve a 3ª escolha no Draft 2009. A escolha de James Harden não pareceu a ideal no começo, já que Tyreke Evans e Stephen Curry, selecionados depois, se destacaram mais no começo de suas carreiras. Mas dá tudo certo para Sam Presti: Curry tem problemas com contusão, Evans cai de produção ano após ano e James Harden se encaixou como uma luva nesse elenco. É o Manu Ginóbili do Thunder, um 6º homem que complementa o time com bolas de 3 e excelentes infiltrações. Mas no mesmo ano Presti fez sua maior cagada como manager. Selecionou o excelente Rodrigue Beaubois na 25ª escolha, mas logo depois o trocou por Byron Mullens, o ala branquelo que só foi aparecer de verdade na NBA nesse ano, jogando pelo lixo do Charlotte Bobcats. O armador francês se encaixaria perfeitamente nesse Thunder, podendo até jogar de titular ao lado de Westbrook. Uma pena.

No Draft 2010, novamente ótimas escolhas de Presti, mas ele estragou tudo por não manter ninguém. Quincy Pondexter e Craig Brackins foram para o Hornets em troca do pivô Cole Aldrich, que era grande promessa em um time que precisava de jogadores de garrafão, mas não deu em nada. Já o excelente Eric Bledsoe foi trocado para o Clippers em troca de uma futura escolha de Draft. Com Westbrook e Eric Maynor no elenco, acharam que Bledsoe não teria espaço, hoje faz falta. Assim como aconteceu com o Spurs algumas vezes, eles foram bons em selecionar talentos mas com elenco inchado não souberam como mantê-los. Ah, se existisse empréstimo como no futebol!

Finalmente em 2011, um Draft discreto do Thunder. Selecionaram o ala Reggie Jackson, que jogou poucos jogos e poucos minutos em sua primeira temporada na NBA. O Thunder não foi perfeito, mas 3 de seus 5 titulares e seu principal reserva foram selecionados em Drafts. Sucesso absoluto.

 

Trocas

A melhor troca de RC Buford no Spurs
2012: Mandou George Hill para o Indiana Pacers em troca de Kawhi Leonard
Troca arriscada, mas usaram um bom jogador que eles acharam do nada para conseguir o que eles mais buscavam nos últimos anos, um excelente defensor na posição 3.

A pior troca de RC Buford no Spurs
2007: Mandou o pivô Jackie Butler e os direitos de Luis Scola para o Houston Rockets em troca de Vassilis Spanoulis
O ala grego Spanoulis teve ótimos momentos no Rockets e parecia que poderia brilhar na NBA em alguns anos, mas logo depois da troca decidiu que era hora de voltar para a Europa. O Spurs ficou de mãos vazias e viu o Rockets levar o genial Scola para a NBA.

– Analisando o histórico de Buford no Spurs é curioso ver como ele realizou pouquíssimas trocas. E as que fez, geralmente foram pequenas e envolvendo jogadores já veteranos e de pouco destaque. A troca mais mirabolante que fez foi quando mandou Bruce Bowen, Kurt Thomas e Fabrício Oberto, todos a beira da aposentadoria, para o Bucks em troca de Richard Jefferson.

 

A melhor troca de Sam Presti no Thunder
2009: Mandou DeVon Hardin, Joe Smith e Chris Wilcox para o New Orleans Hornets em troca de Tyson Chandler

Pois é, isso aconteceu. De verdade. Mas os médicos do Thunder encontraram problemas com Chandler, que não passou nos exames e a troca foi cancelada. Conseguem imaginar como seria esse atlético Thunder com o melhor defensor da atualidade no seu garrafão? Era só dar o troféu pra eles. Que os médicos tenham sido todos torturados.

A pior troca de Sam Presti no Thunder
2009: Mandou Rodrigue Beaubois para o Dallas Mavericks em troca de Byron Mullens

Já falamos sobre ela acima. O armador francês é muito bom, jovem, atlético, rouba bolas e sabe pontuar. Seu estilo combina com o Thunder, que precisa de armadores desde a contusão do bom Eric Maynor. E pior, Byron Mullens só foi aparecer (do nada, diga-se de passagem) quando foi para o Bobcats.

– Destaque também para quando Presti mandou uma escolha futura de 1º round para o Bulls em troca de Thabo Sefolosha. Quem viu Sefolosha marcando Kobe Bryant nas últimas semanas percebeu como a troca valeu muito a pena, é um dos grandes defensores de perímetro da NBA hoje em dia e pouca gente percebia isso na época da troca. Não esqueçamos também, claro, a troca do ano passado quando enviou Jeff Green para o Celtics em troca de Kendrick Perkins. Sem Chandler, Perkins foi a presença defensiva no garrafão que eles encontraram. Tem dado resultado.

 

Free Agents

Melhor contratação de RC Buford no Spurs

2002: Não foi Buford que achou Manu Ginóbili na 57ª posição do Draft de 1999, mas a primeira coisa que ele fez quando assumiu o posto de GM em 2002 foi convencer o argentino de que era hora de ir para a NBA. Depois do ótimo mundial de 2002 em Indianápolis, onde a Argentina foi vice-campeã, ficou claro para Buford que o narigudo tinha talento de sobra para jogar no Spurs. Ele não era exatamente um Free Agent, mas a contratação foi muito boa e na hora certa para ser ignorada.

Pior contratação de RC Buford no Spurs

O Spurs não acerta sempre, mas tem a vantagem de nunca apostar muito alto. As passagens de Drew Gooden, Ime Udoka ou Jackie Butler não deram em nada, mas em nenhum caso eles gastaram fortunas em contratos muito longos.

– O Spurs é um sucesso porque não inventou demais depois de achar seu trio com Parker, Duncan e Ginóbili. Todas as contratações foram discretas e baratas. Quando não dá certo, ninguém percebe, quando dá, vemos Gary Neal ou Danny Green fazendo a diferença em jogos importantes.

 

Melhor contratação de Sam Presti no Thunder

2008: Nenad Krstic. O pivô não é nenhum gênio, mas o time estava desesperado atrás de qualque presença de garrafão nessa época. Foi com a contratação do sérvio, que estava fora da NBA, no meio da temporada que eles ganharam um impulso ofensivo e assim foram para os Playoffs pela primeira vez desde a mudança para Oklahoma City.

Pior contratação de Sam Presti no Thunder

2008: Sam Presti já pegou o time com aquela bucha do Robert Swift de pivô, não era culpa dele. Mas precisava fazer uma renovação de contrato? Poderia ter deixado o grandalhão branquelo ruivo de tatuagens estilosas ir embora. Melhor não ter pivô do que ter ele no time ocupando espaço no elenco e na folha salarial.

– Em 2008 Presti tentou assinar CJ Miles, mas ele era Free Agent restrito e o Utah Jazz cobriu a oferta. Teria sido uma contratação importante em um time que precisava de arremessadores de longa distância.

……..

Não precisa ser nenhum gênio para entender porque os dois times estão na final do Oeste. Ótimo aproveitamento no Draft, nenhuma contratação ambiciosa e astronômica de Free Agents e trocas focadas em solucionar problemas do time, não em só adicionar estrelas.

As semelhanças não são à toa, tem um motivo que deixa tudo mais claro. Sam Presti trabalhou junto com RC Buford no San Antonio Spurs antes de assumir o OKC Thunder. O Los Angeles Lakers pode ser o time com mais títulos na “era pós-Jordan”, mas ninguém influenciou mais a liga nessa época do que o Spurs, espalhando discípulos e admiradores da dupla Gregg Popovich e RC Buford ao redor da NBA.

Uma história de Buford e Presti juntos é conhecida no meio da NBA. Veja como os dois trabalhando juntos deram muito resultado para o San Antonio Spurs. Quem conta o caso é Mike Brown, técnico do Lakers e ex-assistente do Spurs na época do acontecimento: “Antes do Draft de 2001 estava fazendo um treino com Tony Parker. E foi horrível. Disse que ele tinha que melhorar muito seu jogo de meia distância, que só infiltrar não daria resultado com tantos pivôs altos na NBA. Foi então que Buford (então olheiro do Spurs) e Presti (na época ainda estagiário) fizeram de tudo para me convencer a trazer Parker para um novo treino. Nessa segunda tentativa vimos o que a NBA vê há 10 anos, seu floater era sem igual. Apenas rezamos para que ele sobrasse para a gente no dia do Draft”.

Acho que eu não exagero quando digo que ter um bom General Manager é quase tão importante quanto ter um bom técnico na hora de montar um time campeão. Não adianta ter um bom treinador e só dar jogador ruim pro cara, na NBA ninguém ganha com elenco mais ou menos. Sam Presti, RC Buford e a “escola Spurs” estão provando isso nessa temporada.

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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