Não para nós

O All-Star permite retomar velhos amores

O fim de semana do All-Star já terminou e a temporada acaba de voltar ao normal. Tivemos mais uma rodada de jogos, trocentos times enfrentando outros trocentos times, aquela bagunça assustadora para os novatos ou os que não podem acompanhar a NBA tão de perto (e nem ler nossos resumos das rodadas). Como o Denis abordou em seu post sobre o Jogo das Estrelas, o All-Star é um filtro fantástico para os fãs casuais conhecerem os jogadores mais importantes e suas respectivas famas – quem é bonzinho, quem é o vilão, quem é decisivo, quem amarela. Na temporada regular é mais difícil, com tantos jogos acontecendo e tantos jogadores envolvidos, conhecer os principais protagonistas e colocar à prova se suas famas são verdadeiras, então filtros como o All-Star são muito apreciados pelos fãs em geral. No ano passado, escrevi um post sobre isso levando para fora do esporte, explicando como usamos filtros para nos localizar nesse mundo cercado por informação excessiva, e que o ódio é um filtro poderoso: aprendemos que temos que odiar “Restart” e “Justin Bieber” e aí podemos cortá-los das nossas vidas, nos dedicar ao resto e não nos sentir culpados de não estar dando atenção a tudo o tempo todo. Odiar o LeBron significa que não preciso mais acompanhá-lo a fundo. Decidir que o Kobe nunca vai ser melhor que o Jordan faz com que, tendo visto o Jordan, eu já me sinta aliviado de “ter visto o melhor de todos os tempos jogar”. Estou filtrando o Kobe da minha vida para não me sentir oprimido o tempo inteiro.

Repito sempre que o ódio é um filtro perigoso e que acaba arrancando da nossa vida coisas inesperadas que podem ser incríveis. Há muita coisa legal para ser encontrada no modo de jogar de Kobe e LeBron – e também no modo de jogar de caras mais inexpressivos, de Kevin Martin a Alonzo Gee, e que acabam sendo filtrados caso deixemos que a discussão fique apenas no “quem é melhor”. O basquete oferece muito mais do que isso o tempo inteiro, e se não nos desesperarmos com o excesso de informação, de jogos, de jogadores e de anos de história, o prêmio é recompensador: simplesmente a capacidade de apreciar, em plena felicidade, toda a grandeza do esporte independente da época, do time ou da “marra” de um jogador. É o que tantamos, aos trancos e barrancos, fazer no Bola Presa.

Se retomo isso nesse momento é basicamente porque existe algo no esporte, presente em abundância no All-Star Game, que acaba sendo filtrada pelo ódio a esse jogo festivo e quase nunca chega aos nossos olhos. Trata-se do fato de que o esporte não é apenas um trabalho, ele não é como estagiar no escritório ou ser caixa de banco, ele é algo que inicialmente se faz sem relação com o mundo exterior. Fazemos por prazer, por diversão, por paixão, por expressão. Afinal, a imensa maioria dos praticantes de esporte do planeta não ganha um centavo para isso. Jogar é, na imensa maioria das vezes, apenas isso: jogar. O fato de que os jogadores da NBA ganham fortunas bilionárias não muda esse fato.

Ou seja: ao não olhar com carinho o All-Star Game, às vezes acabamos perdendo o fato de que ele não é necessariamente um espetáculo montado para nós, é também um espetáculo montado para eles, os jogadores. Uma oportunidade para que os melhores praticantes de algo que amam fazer possam se reunir e exercer essa prática juntos sem nenhuma obrigação de vencer. Podem, finalmente, se divertir com outras pessoas tão boas quanto eles. Ou você acha que o Chris Paul não acha genial poder mandar uma ponte-aérea para o Kobe só pra variar?

É claro que no esporte é preciso ter algum grau de competição para que a partida seja divertida. Quando jogamos uma pelada na rua o jogo não vale nada, mas tentamos manter a partida o mais competitiva possível para que todos se divirtam. No All-Star é a mesma coisa (teve até

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nariz quebrado do Kobe, em falta do Wade, pra manter o jogo apertado no final), mas a diversão está em primeiro lugar. E não se trata da nossa diversão, mas da deles. Para quem não acredita, vale a pena assistir ao fantástico vídeo abaixo com alguns bastidores da partida de domingo:

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=V9dHWxPdtWs[/youtube]

São inúmeros momentos no vídeo de jogadores apenas felizes de estarem entre outros jogadores de mesmo nível. Tem o Nash pegando a assinatura do Bynum numa camiseta, colecionando autógrafos de seus colegas, e de repente é interrompido para autografar o tênis de outro jogador que está fazendo a mesma coisa. Tem o Wade e o Dwight Howard achando muito engraçado jogar basquete no aquecimento usando uma bolinha minúscula daquelas que o Denis tem no quarto dele. Scott Brooks, técnico do Oeste, deixa bem claro qual o espírito do jogo gritando antes da partida para que seus jogadores “se divirtam na quadra”. Dwight e Bynum fazem exatamente isso e se divertem pra burro apenas na expectativa pelo tapinha inicial. Carmelo Anthony depois tenta uma infiltração, acaba sendo atrapalhado sem querer pelo Dwight, e sai zoando o pivô avisando que “estão no mesmo time”. Dwight fica provocando o Kobe quando se encontram no mano-a-mano, e o Kobe acha muito engraçado ter partido pra cima do pivô e sofrido uma falta. E tem Dwight o tempo inteiro: a cara dele quando o Blake Griffin mete uma bola de três no fim do primeiro tempo (quebrando, aliás, o recorde de pontos para uma primeira metade na história do confronto) é simplesmente impagável.

No segundo tempo tem mais: LeBron fica em quadra pedindo defesa dos seus companheiros, pra manter o jogo competitivo (e, com isso, divertido). Wade fica na lateral da quadra apenas batendo um papo sobre quem ele acha que vai ser MVP, se será Durant ou o Kobe, como faríamos com nossos amigos. Carmelo vibra com orgulho das bolas de três pontos do LeBron – vale lembrar que os dois são amigos de longa, longa data, antes mesmo da NBA, e que adoram a chance de jogar juntos. E tem mais: que tal dar uma olhada agora na gravação das conversas dos jogadores durante a partida?

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=X4EuN7xpt2o[/youtube]

Quão legal é o Chris Paul confessando que demorou para se acostumar com o fato de que o Blake Griffin não quer passes logo acima do aro, onde são fáceis de enterrar, mas sim longe do aro onde viram “melhores momentos”? E pra fechar com chave de ouro: que tal o Iguodala nerd-de-basquete conversando com o Luol Deng sobre a mecânica de arremesso dos outros jogadores? Afinal, onde mais o Iguodala poderia perguntar para outras estrelas se elas olham para a bola ou para o aro depois do arremesso? (Segundo ele, Durant e Nowitzki olham para a bola e isso é muito esquisito). É o equivalente de uma convenção de fãs Star Trek em que é possível falar sobre sua maior paixão sem vergonha, a única diferença é que na NBA eles não são virgens.

Os jogadores ficam com suas equipes por 82 jogos por temporada, a chance de jogar com outros jogadores (especialmente se forem estrelas como eles, e ser convidado para o jogo ainda envolver reconhecimento pelas suas habilidades) é um prêmio precioso. A gente resmunga, reclama, corneta, chama de amarelão, diz que o jogo é inútil e não serve pra nada, mas – surpresa! – o basquete em si também não serve pra nada. Se acompanhamos por diversão, tenho certeza de que alguns podem compreender que os jogadores também merecem espaço para a diversão. Não, o All-Star Game não deveria valer mando de quadra nos playoffs, nem prêmio em dinheiro, nem grana pra caridade (aliás, me ofende que gente tão endinheirada mande dinheiro pra caridade só se ganhar alguma disputa). O All-Star é uma chance rara e merecida de diversão que os jogadores evidentemente agarram com unhas e dentes. Menos o Derrick Rose. Menos o Derrick Rose.

Torcedor do Rockets e apreciador de basquete videogamístico.

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