O Spurs tira uma folga, Hibbert não é piada

Bem-vindos de volta do Carnaval, ó viajantes desavisados! Na cobertura desses dias de festança, chegamos agora à rodada do dia 21 em nossa missão divina de deixar todo mundo inteirado do que andou acontecendo na NBA enquanto nosso hemisfério mergulhava em caipirinha. Até amanhã alcançaremos a linha de espaço-tempo correta e poderemos nos dedicar integralmente ao All-Star Weekend. O Bola Presa terá muitas novidades nesse fim de semana especial, então vamos cuidar logo das rodadas passadas pra pular no All-Star sem medo de ser feliz. Yay!

Comecemos com Heat e Kings, que foi um jogo inesperadamente difícil levando em consideração que o Heat costuma matar os seus jogos ainda no meio do primeiro quarto. O Isaiah Thomas continua chutando traseiros desde que virou titular e é parada obrigatória no League Pass de qualquer um, ontem ele manteve o Kings no ritmo certo para ficar perto do Heat no placar o jogo inteiro, meteu 5 bolas de três e acabou o jogo com 24 pontos. Mas o mais fantástico a respeito do Isaiah é que o Tyreke Evans vai aos poucos se acostumando a jogar na sua posição natural, de segundo armador, e vai voltando a ser capaz de tirar proveito da sua força, do seu tamanho e da sua visão de jogo. Tyreke teve uma partida fantástica com 21 pontos, 7 rebotes e 10 assistências, e ninguém no Heat conseguiu diminuir o ritmo da dupla de armação. Mas é claro que ninguém no Kings também conseguiu parar o pessoal de Miami: Wade teve provavelmente a sua melhor partida da temporada com 30 pontos, 10 assistências, 3 roubos e 2 tocos, Bosh teve 20 pontos e 10 rebotes, e Mario Chalmers meteu 6 bolas de três para acabar o jogo com 20 pontos. Aliás, foi a primeira vez na temporada que três jogadores do Heat marcaram pelo menos 20 pontos e um deles não era o LeBron – que teve “apenas” 18 pontos, 8 assistências, 2 bolas de três e 2 tocos fenomenais.

Quem acabou vencendo o jogo, no entanto, foi o banco do Heat. No começo do último quarto, com todo mundo cansado pelo ritmo acelerado de jogo, os dois bancos entraram em quadra e os reservas do Miami deram um pau. Norris Cole, Shane Battier e Mike Miller cuidaram do jogo e aí não deu pro Kings correr atrás quando os titulares voltaram. O Kings é um bom time, talentoso, mas precisa de mais profundidade e principalmente precisa saber como se manter no jogo durante o quarto período. Se não bastassem as decisões imbecis nos minutos finais, ainda falta fôlego para a pirralhada.

O Sixers é outro que não deixa de fazer merda no final dos jogos. Perderam todos os jogos da temporada que foram decididos por 4 pontos ou menos e o Iguodala não marcou um único ponto em quartos períodos durante os últimos seis jogos. Seis! Não é à toa que são 4 derrotas seguidas. Na partida contra o Grizzlies, mesmo com o time de Memphis visivelmente exausto, Iguodala voltou a não pontuar no quarto período, Jrue Holiday também não marcou unzinho sequer, e Marc Gasol acabou selando a vitória. Aliás, o Grizzlies fez bem em insistir num garrafão alto apesar da correria, porque quando sofreu contra o meu Houston e tentou uma formação mais baixa, tomou mais pau ainda.

O garrafão alto também garantiu a vitória do Pacers em cima do Hornets, ainda que tenha sido na prorrogação. O Hornets anda dando trabalho pra todo mundo, tornando os jogos difíceis e brigados, mesmo com esse elenco todo lesionado e furado. Mas não conseguiram sobreviver ao Roy Hibbert, com 30 pontos, 13 rebotes, e uma tonelada de pontos na prorrogação vindos de rebotes de ataque. O Hibbert virou piada por ir para o All-Star Game, mas é um dos melhores pivôs da NBA. O problema é seu jogo inconsistente, a mania de jogar como se fosse nanico contra alguns times, querendo só arremessar de fora, mas cada vez mais ele está topando as trombadas e está virando uma versão estranha do Jermaine O’Neal de uns anos atrás. Lembram quando o Brad Miller virou piada por ir para o All-Star no Leste, também pelo Pacers, e depois disso virou estrela e passou a colecionar triple-doubles? Pois dá pra esperar algo bem parecido do Hibbert. Outro membro do Pacers que vai estar no All-Star Game e chutou traseiros foi o Paul George: ele vai jogar com novatos e segundo-anistas na sexta e estará no campeonato de enterradas no sábado. Contra o Hornets foram 20 pontos, 6 rebotes, 6 assistências e uma demonstração de porque estará na competição de enterradas:

Pistons e Cavs, que se enfrentaram, também vão levar um monte de gente para o All-Star na partida de novatos e segundo-anistas. Mas sabe quem com certeza não vai? Ben Gordon. Eu sei, ele teve algumas partidas simplesmente geniais pelo Bulls, já ganhou jogos impossíveis sozinho, mas também já perdeu jogos fáceis sozinho. Essa fama de “cara que sabe decidir” acaba fazendo mal demais para a carreira dele e comeu um pedaço do seu cérebro. Contra o Cavs, no final do jogo, Brandon Knight tinha metido 2 bolas de três seguidas (marcou 24 pontos, acertando 4 de 5 bolas de três), Greg Monroe estava passeando no garrafão (foram 17 pontos, 11 rebotes e 7 assistências), mas com o jogo apertado no final é claro que o Ben Gordon resolveu que iria arremessar todas as bolas sozinho e jogou a partida pela privada. Do outro lado, o Cavs vai se tornando um time fantástico em quartos períodos: Kyrie Irving parece o “Coração Gelado” dos Ursinhos Carinhosos, contra o Pistons ele acertou os lances-livres da vitória pelo que parece ser a centésima vez nessa temporada. Pra termos uma ideia, Irving fez sozinho 17 pontos no quarto período – enquanto Alonzo Gee fez 13 pontos no mesmo período (acabou o jogo com 16 e 11 rebotes). Ou seja, os dois juntos marcaram 30 pontos na fase final enquanto Ben Gordon se achava o fodão. O Pistons tem potencial, mas é preciso se livrar do passado e aceitar algumas verdades. Tayshaun Prince errou 12 arremessos seguidos durante a partida, será que ele não deveria assumir um papel diferente?

Pra fechar, o jogo mais “bleh” da rodada. Com 11 vitórias seguidas e enfrentando um Blazers que anda despencando pela tabela, o Spurs (já desfalcado de Ginóbili e Splitter) resolveu descansar Duncan e Parker e colocou um time de reservas em quadra. Era o oitavo jogo de uma longa viagem de 9 partidas fora de casa, fez sentido deixar as duas estrelas velhinhas no banco, mas o Blazers entrou mordendo e venceu a partida nos primeiros minutos. Fato importante: Raymond Felton tinha acertado um máximo de 2 bolas de três no mesmo jogo durante a temporada, algo que Jamal Crawford – que agora começou como titular – repetiu nos primeiros 4 minutos de jogo. Acabou a partida com 5 bolas de três, todo mundo no Blazers jogou muito e até o Felton desencantou e meteu 4 bolas do perímetro. De bom para o Spurs, apenas mais minutos para a pirralhada: Kawhi Leonard terminou o jogo com 24 pontos, 10 rebotes e 5 roubos de bola. Como diabos esse time sabe draftar tão bem? É ofensivo.

Fotos da rodada:

 Drible da foca
 Cara de cachorrinho pego fazendo bobagem
Cabaninha para os recém-casados 
 Roy Hibbert com sua tradicional cara de PhD em Física Nuclear
Camby dá um passe espírita em Leonard

Torcedor do Rockets e apreciador de basquete videogamístico.

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