Okafor e Ariza vão para o Wizards

A temporada da NBA pode até acabar hoje, mas é boa a chance que ainda dure até terça-feira que vem. Nada de esquisito uma final disputada ir até o Jogo 7 (apesar do 3-1 de vantagem do Heat), o estranho é que 2 dias depois da possível decisão já temos o Draft 2012. Com a temporada alongada por causa do locaute, o último jogo e o dia da seleção de pirralhos ficaram quase grudados. Daqui exatamente uma semana estaremos falando do monocelha Anthony Davis indo para o New Orleans Hornets.

A proximidade do Draft quer dizer que os times não estão só fazendo testes com os garotos, mas também que já estão se movimentando em trocas. E ontem aconteceu a primeira delas: o Washington Wizards mandou Rashard Lewis e a escolha 46 desse Draft para o New Orleans Hornets em troca de Emeka Okafor e Trevor Ariza. Minha primeira reação foi a de um bom negócio para os dois lados, mas muita gente achou a troca estranha. Estranho mesmo na verdade foi descobrir que há poucos dias um cara no Fórum do InsideHoops postou essa mesma ideia de troca! E pior, todo mundo no fórum acabou com ele, que acabou PEDINDO DESCULPAS por propôr algo tão fora da realidade. Antes um mané, agora o cara é ídolo cult no submundo dos fóruns de NBA.

 

Acho que a troca é boa para o Wizards porque eles precisam virar um time sério. Desde a era Gilbert Arenas, mesmo nos momentos de sucesso, o time era bem peladeiro: pouca defesa, muita improvisação e muitas derrotas. Ano passado eles começaram a mudar isso ao mandar embora Nick Young, JaVale McGee e ao trazer Nenê, um cara mais experiente e que joga dentro de um sistema de jogo. A própria evolução do John Wall estava sendo prejudicada por jogar num time tão largado. Alguém lembra das “assistências perdidas” do Wall? A solução encontrada por eles foi melhorar o time com jogadores medianos, role players, que embora caros, vão ajudar muito o time.

Entendo que os doidos que torçam para o Hornets e Rockets não tenham as melhores lembranças de Trevor Ariza, mas nos dois times ele foi forçado a ser peça importante do ataque, coisa que não sabe fazer. A situação ideal para ele é ser o cara versátil da defesa e que só se mexe sem a bola no ataque, ele é ótimo lendo o jogo e sabe se movimentar. No Lakers ele foi importante

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na campanha do título de 2009 desse jeito. Marcou muito bem Carmelo Anthony, roubou bolas decisivas e no ataque só participou quando era acionado por Kobe Bryant ou Pau Gasol. Se o ataque do Wizards fluir por John Wall, Nenê e o cara que eles pegarem com a escolha 3 do Draft, Ariza vai ser bem útil. Faz anos que o Wizards não tem um defensor do nível dele.

A mesma análise vale para Okafor. Não é um gênio, tem jogos horríveis às vezes, mas em geral é um bom pivô em uma liga que tem poucos caras de qualidade na posição. É bom reboteiro, maior defeito de Nenê e do elenco do Wizards como um todo, além de ser útil nos tocos. Embora em primeiro momento pareça estranho colocar Okafor e Nenê juntos no time, o brazuca já jogou muito tempo na posição 4 e pode se beneficiar da mudança. Assim se envolve mais em pick-and-rolls, pode usar mais o seu bom passe e não vai ficar tomando pau dos Roy Hibberts da vida, como aconteceu na temporada passada. Não sei a quantas anda o arremesso de meia distância do Nenê, mas agora é uma boa hora de voltar a treinar esse chute.

As críticas em relação a troca são de duas frentes. A primeira é que Ariza e Okafor são jogadores medianos e não tão novos, que o Wizards estaria parando sua renovação em nome de jogadores mais ou menos. Eu discordo porque o Wizards já tem uma boa base de jovens para renovação, não precisam de mais. Eles tem John Wall, Jordan Crawford, Trevor Booker, Jan Vesely e o cara que pegarão com a valiosa escolha 3 desse ano. Possivelmente o pontuador e arremessador Bradley Beal ou o exímio chutador Harrison Barnes. Já não é o bastante? Para completar esse elenco acho que era preciso caras mais velhos, com mentalidade de jogo em equipe e que saibam defender. Eles são caros, claro, mas é o que dá pra pegar quando o que você tem a oferecer em troca é o contrato medonho de 22 milhões do Rashard Lewis.

A outra frente de críticas diz respeito justamente a questão financeira. Dizem que o Wizards abriu mão de sua flexibilidade em contratações ao pegar contratos tão grandes e longos. Mas não é bem assim: Os 18 milhões de espaço que eles teriam ao dar um buyout no contrato de Lewis não poderiam ser utilizados. Ao contrário do que disse ontem no Twitter (foi mal!) um buyout ainda conta contra o salary cap, então os 13 milhões pagos para dispensar Lewis já tirariam boa parte desse espaço para contratações. O resto seria ocupado pelo mid-level exception (que conta espaço para os times abaixo do teto) e os cap hits, os contratos mínimos que já são calculados para times com menos de 14 jogadores. É confuso, eu sei, mas não precisa entender tudo. Basta sacar que o Wizards nunca teve chance de contratar algum Free Agent nessa temporada. Eles perderam, sim, espaço na briga dos Free Agents do ano que vem. Mas até aí, quem em sã consciência iria por livre e espontânea vontade ir para o Wizards? Há anos que poucos times conseguem se reformular de verdade somente abrindo espaço salarial. E não era justamente a reclamação dos times pequenos que nenhum Free Agent queria ir para as franquias menos famosas? Não ia ser o Wizards a quebrar essa regra.

 

Para o Hornets a troca foi uma maravilha. Tirar Emeka Okafor do time foi um jeito de abrir espaço para que Anthony Davis, a provável primeira escolha do Draft da semana que vem, se acostume com a NBA. Ele terá os minutos e a tranquilidade para jogar, errar e aprender. Perder Ariza também não faz muita diferença, ele é o cara que causa impacto em um time mais completo, é o jogador que complementa os outros. Mas complementar quem no Hornets? Hoje o elenco é Jarret Jack, Gustavo Ayon, Greivis Vásquez e só. Anthony Davis chega em breve e Eric Gordon é Free Agent restrito. Deve ter sua proposta igualada e ficar por lá, mas ainda não é certo. Times nesse estágio de reformulação devem fazer o que o Wizards estava fazendo anos atrás, colecionando pivetes para, anos depois, escolher em quais apostar.

O Hornets, apesar do novo dono, Tom Benson, não é um time que nos últimos anos tem gastado muito dinheiro. Pelo contrário, eles fazem de tudo para dar uma economizada. Por isso não duvido nada que eles prefiram dar um buyout de 13 milhões em Rashard Lewis ao invés de passar a temporada toda com ele e gastar 22 milhões. Se isso não acontecer é porque eles acreditam que podem trocar o contrato expirante de Lewis mais pra frente na temporada, pouco provável.

O Hornets se livrou de compromissos contratuais longos, economizou um bom dinheiro e abre espaço para contratações, situação perfeita para um time que precisa achar uma identidade nos próximos anos. O Wizards tenta dar um próximo passo para virar um time relevante no Leste. Nada que tenha revolucionado a NBA, mas ninguém saiu perdendo nessa troca.

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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