Os quases de Tracy McGrady

Não somos adeptos do post-homenagem, que é aquele texto

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que você faz mesmo sem dizer nada quando acontece alguma coisa simbólica com alguém importante, nem do post-só-para-constar, que é aquele texto-pílula feito só pra dizer que você abordou algum assunto de destaque. Mas vamos abrir uma pequena exceção em nome dos vários pedidos que recebemos, por e-mail, Both Teams Played Hard e comentários, para que comentássemos as aposentadorias recém anunciadas de Tracy McGrady e Allen Iverson. Vou dividir em duas partes e hoje falo mais de McGrady, combinado?

T-Mac Vince Carter

Os anúncios são mais simbólicos do que qualquer outra coisa. Allen Iverson não joga na NBA desde 2010, não se estabeleceu na Turquia após jogar lá em 2011 e não chegou nem perto de assinar com uma equipe nos últimos anos, mesmo que às vezes ele tenha aparecido para dizer que ainda estava na busca. Já Tracy McGrady estava na final da NBA na temporada passada, quer dizer, ele tava lá sentado no banco do San Antonio Spurs, mas não estava realmente presente nos jogos. Foi assinado pouco antes dos Playoffs, logo depois da treta entre Gregg Popovich e Stephen Jackson, e pouco jogou até o vice-campeonato. T-Mac não alcança média de 10 pontos por jogo desde 2010 e seu último suspiro como jogador relevante foi quando jogou 22 minutos por jogo no Detroit Pistons em 2011. Lá pontuou mal e quase sempre reserva, mas com visão de jogo e bom controle de bola e passes que nunca tinha visto ele tentar antes, se saiu como um belo armador reserva. No ano seguinte, com um pouco de moral, foi para o Atlanta Hawks mas não rendeu nem um pouco. Em resumo, os dois já não são relevantes no basquete profissional dos EUA há algum tempo. Os pedidos para texto sobre os dois, assim como o fato de eu aceitá-los com prazer, porém, mostra o quanto os dois impactaram o basquete quando estavam no seu auge.

Nos EUA existe a expressão bastante utilizada no esporte que fala dos “what if players”. São os jogadores “e se…”, aqueles que nos passam a impressão de que não fizeram ou alcançaram tudo o que podiam, seja lá qual o for o motivo. Podemos colocar nessa lista de maiores “e se” caras como Bill Walton, pivô que começou sua carreira de forma alucinante e depois, por causa das lesões, teve que se contentar com um papel secundário; ou Len Bias, primeira escolha de Draft que morreu antes de virar profissional; Grant Hill, com história semelhante a de Walton, ou ainda, no passado recente, Brandon Roy e Greg Oden. E tem ainda Arvydas Sabonis, Drazen Petrovic e tantos outros que deixaram um gostinho de quase na NBA.

Mas Tracy McGrady vai além da maioria deles. Com T-Mac não foram só as lesões, não foi só o momento que ele viveu, foram várias e várias situações em sua carreira que nos fazem imaginar o que poderia ter sido diferente, como seu legado poderia ter sido muito maior. A carreira dele começou no Toronto Raptors no fim dos anos 90, onde era reserva do seu primo e estrela da franquia, Vince Carter. Aquela época foi o auge da carreira do então Vinsanity na liga. Ele estava motivado, em perfeita forma física, atacava a cesta como poucos e enterrava como nenhum outro. O time promissor tinha, além de Carter e T-Mac, Mugsy Bogues, Antonio Davis tomando conta do garrafão, Doug Christie antes de ir brilhar como principal defensor do Sacramento Kings e Dell Curry, papai de Steph. Ao fim da temporada 99-2000, McGrady passou a jogar bem demais, ganhou posição no time titular, foi o segundo cestinha da equipe e levou o time a marca de 41 vitórias e 41 derrotas, bastante para uma franquia nova e ainda muito fracassada.

Chegou então a offseason e Tracy McGrady resolveu que era hora de sair da sombra do primo. Aceitou uma proposta milionária do Orlando Magic e foi jogar ao lado de Grant Hill. Começam aí uma série de “e se”: primeiro que Hill passou todos seus anos de Magic no departamento médico, T-Mac teve que jogar sozinho e a grande nova dupla da NBA, numa época onde todo mundo queria recriar o duo Jordan-Pippen, nunca conseguiu dividir a quadra. Ao mesmo tempo, o promissor Raptors continuou evoluindo mesmo sem seu segundo cestinha e foi até as semifinais do Leste em 2001, quando perderam do Philadelphia 76ers de Allen Iverson nos últimos segundos do Jogo 7. Em um ano fraco da conferência onde o Sixers era o melhor time, fica a pergunta se não dava pra esse Raptors ir para as Finais da NBA caso tivessem mais poder de fogo. Em outras palavras, se tivessem Tracy McGrady. Em Orlando ele tinha perdido na primeira rodada dos Playoffs após ter encerrado o ano com o prêmio de jogador que mais evoluiu na NBA e com 26 pontos por jogo de média.

T-Mac e Grant Hill

Esse 2-em-1 já seria o bastante para T-Mac entrar em qualquer lista de maiores “e se” da NBA nos anos 2000. Seu time promissor não deu em nada por uma lesão e seu antigo time ficou a uma peça – ele – de ir muito longe numa conferência que estava implorando por um grande time. Mas T-Mac foi além, anos depois ele foi para o Houston Rockets fazer outra grande dupla, dessa vez ao lado de Yao Ming, quando a NBA tinha mudado e o duo a ser imitado era Shaq-Kobe. A dupla do Rockets teve ótimos momentos, o elenco de apoio era talentoso (Shane Battier, Bonzi Wells, Dikembe Mutombo) e no papel tinha tudo para dar certo. Mas aí começaram os problemas nas costas de McGrady, no pé de Yao Ming e de pouco em pouco todo mundo percebeu que eles nunca iam jogar juntos. E, quando ou se jogassem, não iria ser no nível mais alto de ambos. De 2000 até 2008 ficamos esperando o dia em que um saudável T-Mac jogaria ao lado de um parceiro espetacular e também bem de saúde. Nunca aconteceu.

Em termos de resultado T-Mac sempre decepcionou, virando alvo de chacota por seus times nunca passarem da primeira rodada dos Playoffs. O azar era tamanho que em 2003, ainda no Magic, T-Mac e seus companheiros, que tinham acabado em na temporada regular, chegaram a abrir 3 a 1 sobre o Detroit Pistons, , mas tomaram a virada. Para ser mais doloroso, era a primeira temporada em que a rodada inicial da pós-temporada tinha sido ampliada de melhor de 5 para 7 jogos. Ou seja, em qualquer ano antes daquele, os 3 a 1 teriam sido suficientes para a classificação.

E como T-Mac entrou na história mesmo com tantos fracassos? É que quando ele foi bom, meu deus, foi muito bom. E por sorte muita gente o assistiu e sabe que mesmo sem as conquistas o cara foi um dos melhores da sua época. Quando tinha 23 anos de idade foi cestinha da NBA com assustadores 32 pontos por jogo, feito que repetiu na temporada seguinte. No meio do caminho fez 62 pontos sobre o Washington Wizards, isso num jogo onde, nas palavras dele, ficou nervoso demais ao ver os recordes sendo quebrados e perdeu a concentração, errando NOVE lances-livres, além de não ter acertado 10 de seus 11 últimos arremessos. Se acertasse metade desses arremessos e mais os lances, teríamos os 81 pontos de Kobe Bryant antes de Kobe Bryant.

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=wvcBcQvPrCs[/youtube]

Por seu estilo de jogo, pontuador nato, com bom arremesso, e pela juventude, dá pra dizer que ele foi o Kevin Durant do seu tempo. Com a diferença que ele não tinha um time bom do lado e que no fim das contas ele foi meio James Harden e saiu de um time promissor para outro no meio do processo. Imagine Kevin Durant nunca chegando perto de uma final da NBA e você pode sacar porque existe essa agonia em saber o que poderia ter sido Tracy McGrady caso tivesse mais sorte na escolha dos seus times e, claro, com sua saúde.

T-Mac Yao

As lesões são parte importante da análise da carreira de T-Mac porque a definem em certo momento, foi seu corpo que o abandonou em um momento em que ele ainda era um dos melhores da NBA. Ao contrário de outros grandes pontuadores do começo dos anos 2000, Allen Iverson incluso, McGrady soube se adaptar ao novo basquete que rapidamente tomou conta da NBA. Como já comentamos aqui outras vezes, caras como Steve Francis, Stephon Marbury e o próprio Iverson foram de super estrelas e jogadores descartáveis em poucas temporadas. Com a volta da defesa por zona, com times mais baixos e leves e com o aumento das bolas de 3 pontos, esses clássicos fominhas pontuadores viraram cânceres para seus times. Sobreviveram os que, de algum jeito, sabiam envolver seus jogadores, arremessar com aproveitamento aceitável, passar a bola na dupla marcação e, talvez o mais importante, se adaptar para mais funções durante o jogo. Assim como Kobe Bryant, T-Mac sobreviveu a essa transição graças a visão de jogo, capacidade de armar o jogo, de defender jogadores de diferentes posições e de poder jogar como arremessador de longa distância ou envolvendo companheiros após infiltrações. T-Mac não sobreviveu, porém, a suas próprias condições físicas. E os problemas nas costas comprometeram não só sua velocidade, mas até seu estranho e reto arremesso, que nunca mais foi o mesmo.

Por sorte, mesmo que tenha sido quase sempre em jogos irrelevantes de temporada regular, Tracy McGrady conseguiu deixar sua marca nos fãs de basquete. O olho de Amaral não impediu que ele tivesse algum carisma e muitos torcedores. Abaixo alguns dos meus momentos favoritos na sua carreira:

– A enterrada em Shawn Bradley! Sempre me perguntei porque McGrady não ia com tanta sede para as enterradas, sempre foi um cara de ir mais para bandejas e arremessos. Pelo menos fazia muito bem feito quando subia com confiança.

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=5OHUAjxPo4I[/youtube]

 

– Tirando dormir e pensar em mulheres, minha adolescência se resumiu a tentar imitar Tracy McGrady passando para si mesmo no All-Star Game de 2002

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=cr98ZVj9MVw[/youtube]

 

– Os 43 pontos contra o Detroit Pistons, em Detroit, no Jogo 1 da primeira rodada dos Playoffs 2003. Vale pegar o começo do vídeo para reparar na escalação do Magic: Jacque Vaughn, Gordan Giricek (novato), T-Mac, Drew Gooden (novato) e ANDREW DECLERQ! Como um time desse consegue mais de 5 vitórias numa temporada? Como consegue 42? Como abre 3-1 num Pistons que já era quase o mesmo time campeão de 2004? Surreal.

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=gW1MqKr0fxo[/youtube]

 

– Os 52 pontos contra o Chicago Bulls em 2003. Detalhe: T-Mac não pisou em quadra no último quarto.

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=_EVG8V5VBrY[/youtube]

 

-Por fim, o maior legado da carreira de T-Mac. Sua marca no folclore da NBA, a história que será contada para os nossos filhos, netos e bisnetos. O dia que um cara sozinho fez 13 pontos em 35 segundos e virou um jogo perdido contra um dos maiores times da história.

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=e3EqY5gPrcU[/youtube]

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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