Prêmios Alternativos do Bola Presa – 13/14

Os Prêmios Alternativos do Bola Presa são uma tradição que se remontam desde o longínquo ano de 2008, época em que não tinha essa violência e pouca vergonha na TV brasileira, que as crianças podiam brincar na rua e que iPhone ainda era lançamento, coisa de grã-fino. A palavra grã-fino ainda era utilizada.

Muita coisa mudou de lá pra cá: agora vemos NBA no League Pass, somos adultos formados e pedimos cafezinho ao fim das refeições. Mas apesar de tanta maturidade, o mundo internético ainda insiste em discutir prêmios de MVP, Jogador-que-mais-evoluiu, Melhor Defensor e Zzzzzzz… vamos ao que interessa? Vamos aos prêmios que só mostram como prêmios são estúpidos e arbitrários?

Abaixo os links para os vencedores dos anos anteriores. Divirtam-se!

Prêmios Alternativos 07/08

Prêmios Alternativos 08/09

Prêmios Alternativos 09/10 

Prêmios Alternativos 10/11

Prêmios Alternativos 11/12

Prêmios Alternativos 12/13

 

1. Jogada Bola Presa do Ano

Infelizmente não podemos premiar jogadas que aconteceram em mundiais Sub-17 femininos, senão já teríamos um vencedor. Mas mesmo assim, tivemos um bocado de jogadas absurdas acontecendo na NBA no último ano: Dedé Bargnani tentou jogar uma partida no lixo; o árbitro Joey Crawford (sempre ele) brigou feio com o menino do rodo; Lance Stephenson mandou uma ponte aérea para seu amigo imaginário; DeAndre Jordan conseguiu amassar uma bola; Tony Parker teve o pior lance-livre da história do esporte moderno.

Respirem, teve mais:

Amar’e Stoudemire pede aos céus ajuda para defender; torcedor do Lakers trolla Dwight Howard; Joakim Noah dá o olhar do Luigi para seu companheiro Tony Snell por falta de entusiasmo; Kendrick Perkins tem excesso de confiança. Já deu, né?

Chegamos, finalmente, ao vencedor. Neste ano o prêmio vai para a TRILOGIA NICK YOUNG. Afinal a Jogada Bola Presa do Ano não é só um erro, não é só bizarrice, é a malemolência do basquete-moleque, é a soberba do jogador mediano, é a alegria contagiante do cara que esquenta o banco de reservas. É a vitória da falha do improviso sobre o basquete mecânico. Um viva a Swaggy P!

Começamos com Young comemorando uma cesta de 3. Que não entrou.

[youtube width=”600″ height=”335″]https://www.youtube.com/watch?v=JG_wClmLUh8[/youtube]

Passamos para ele tomando pó de pirlimpimpim de Shawne Williams…

[youtube width=”600″ height=”335″]https://www.youtube.com/watch?v=1kTsx73CMzE[/youtube]

…e chegamos ao seu clássico 360 que sai do nada e para no lugar nenhum

[youtube width=”600″ height=”335″]https://www.youtube.com/watch?v=fjNpPUm3_ps[/youtube]

 

2. Troféu Kareen Rush de melhor atuação de um jogador ruim

Todo ano uma homenagem ao jogo 6 da Final do Oeste de 2004: Lakers e Wolves numa série apertada e emocionante, 3 a 2 para o Lakers e aí Kareen Rush resolve que é dia de acertar uma gazilhão de bola de 3 pontos (6, na verdade, a maioria no fim do jogo) e tirar de Kevin Garnett a chance de disputar um jogo 7 em casa. Kareen Rush. Não é um jogo acima da média de, sei lá, Derek Fisher, é o KAREEN RUSH! Deu pra entender, né?

Neste ano foi difícil escolher um vencedor. O Vitor, nosso autor-convidado do Draft, me ajudou a lembrar dos 42 pontos de Jodie Meeks, dos 30 pontos e 15 assistências de Randy Foye e eu fiquei tentado a dar o prêmio para os 41 pontos de Jordan Crawford pelo Warriors contra o Nuggets, ou ainda a Marcus Thornton, outro que passou dos 40 na temporada.

Mas eis que outro jogo apareceu no caminho. Em uma vitória do Philadelphia 76ers (só por isso já é uma grande atuação de jogadores ruins) sobre o Houston Rockets, James Anderson, aquele cara que você não precisa se sentir mal por não conhecer, marcou incríveis 36 pontos, incluindo a bola de 3 que levou o jogo para a prorrogação.

Lá, o Sixers ganhou com uma enterrada de Spencer Hawes (18 pontos, 9 rebotes, 4 assistências, 3 roubos, 3 tocos) nos lances finais. No meio do caminho ainda vimos Jeremy Lin meter 34 pontos e 11 assistências e, preparem-se: UM TRIPLE DOUBLE DE TONY WROTEN! 18 pontos, 10 rebotes e 11 assistências. É como se essa partida tivesse acontecido num gerador aleatório de resultados do Elifoot.

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Temos que lembrar aqui que os prêmios, embora estejam sendo dados de maneira atrasada neste ano, são originalmente feitos para premiar a temporada regular. Se englobassem os Playoffs, não poderíamos deixar de premiar Troy Daniels, o Kareen Rush por excelência desta temporada. Resgatado da D-League, Daniels quase não entrou em quadra pelo Rockets até que, de repente, salvou a temporada de James Harden, Dwight Howard e companhia com cestas histórica na série contra o Portland Trail Blazers.

 

3. Troféu Lonny Baxter de jogador que só joga nas Summer Leagues

Esse divertido prêmio é para atletas que só ameaçam virar grandes jogadores e aí nem entram em quadra na temporada. Muitos jogadores aparecem nas ligas de verão e ganham lugar na NBA, como Jeremy Lin. Outros brilham lá e… nada. Nessa temporada, pelo conjunto da obra, resolvi dar o troféu para Jordan Hamilton.

O ala do Houston Rockets saiu da liga de verão de Las Vegas com boas médias de 15.8 pontos e 5.8 rebotes. Ainda jogando pelo Denver Nuggets na época, ele repetiu a grande atuação que havia tido na Summer League do ano anterior, quando tinha marcado 19.2 pontos por jogo e 6.8 rebotes por partida. Mas na VIDA REAL? Nada disso, Hamilton não conseguiu se firmar no Nuggets nem com a lesão de Danilo Gallinari e mal chegou aos 7 pontos por jogo. No Rockets, depois de ser trocado no meio da temporada, não conseguiu brilhar nem onde Troy Daniels virou herói.

Tem nome de Jordan, mas só brilha em Las Vegas.

 

4. Troféu Isiah Thomas de troca do ano

O célebre armador, um dos melhores da história da NBA, viveu o bastante para dar nome ao troféu de troca mais estúpida da temporada. Não dá pra vencer todas, né?

Neste ano acho que não tem para ninguém, o prêmio vai para a MAÇÃ ENVENENADA que Sam Hinkie, manager do Philadelphia 76ers, enviou para Larry Bird e o Indiana Pacers. Que tal, senhor Bird, ficar com o promissor Evan Turner e em troca nos enviar apenas esse vovô do Danny Granger e mais alguns mimos?

Coincidência ou não, foi a partir daí que começou a ruína do Pacers. Derrotas seguidas, brigas (envolvendo Turner) nos treinos, boatos de time rachado e um grupo meio puto que viu seu líder veterano indo embora no meio da temporada. E para piorar, o próprio Turner se deu mal ao quase não pisar em quadra nos Playoffs. Viu seu valor de mercado despencar em poucos meses. Se conseguir um contrato de valor pouco inferior ao de Avery Bradley no Celtics, será lucro.

Evan Turner

 

5. Troféu Grant Hill de jogador bichado do ano

É triste como os candidatos ao prêmio mais triste da temporada se repetem ano após ano. Na temporada passada o troféu foi, em conjunto, para o Minnesota Timberwolves, mas no texto de premiação eu cito Andrew Bynum e Derrick Rose como jogadores que claramente poderiam vencer.

Um ano se passa e não é que os dois estão lá de novo? Dois dos melhores jogadores de sua posição em toda a NBA e não conseguem jogar de jeito nenhum! Andrew Bynum ameaçou jogar um pouco no Cleveland Cavaliers, depois foi sopro de esperança para o Indiana Pacers, mas acabou dispensado sem jogar e ainda com fama de ser má influência no vestiário. Já Derrick Rose é adorado por seus companheiros de time, mas quando se recupera de um joelho, tem problemas no outro.

Podemos lembrar de outros que se lesionaram bastante nesta temporada, mas ninguém vai superar o drama dessa dupla, que há anos insiste em lembrar Grant Hill pelo pior motivo possível.

Rose Bynum

Surreal que exista uma foto dos dois jogando AO MESMO TEMPO, né?

 

6. Troféu Darius Miles de atuação surpresa na última semana

Esta é quase que uma extensão do prêmio de melhor atuação de um jogador ruim, mas tem um charme diferente. Ao invés de premiar um cara que, no meio da temporada regular, explode para uma grande atuação, este troféu é feito para celebrar a última semana da temporada, um dos momentos mais malucos do ano.

Em um canto da liga estão times esfolados só esperando o Draft; de outro, equipes poderosas só querendo descansar seus jogadores. No meio, times jogando pela vida e a vaga na pós-temporada. No meio da sopa, jogadores completamente ALEATÓRIOS sobram com 48 minutos de jogo ou com liberdade para arremessar sem tomar bronca. E é aí que as bizarrices acontecem!

Nesta temporada fiquei em uma dúvida cruel: prêmio para o pivô Timofey Mozgov que impressionou com 23 pontos e VINTE E NOVE rebotes contra o Golden State Warriors;

[youtube width=”600″ height=”335″]https://www.youtube.com/watch?v=KvVz2-zVgKM[/youtube]

do outro, Corey Brewer, que mal sabe arremessar, marcou CINQUENTA E UM pontos contra a defesa simbólica do Houston Rockets

[youtube width=”600″ height=”335″]https://www.youtube.com/watch?v=vC1srGqOrK4[/youtube]

Pensei em premiar Brewer já que ele deu a entrevista mais feliz que vi na vida! Seu sorriso após o jogo faz parecer que ele acabou de ser pai, ver seu time ganhar a Libertadores, acertar na loteria e dar um beijo da Alinne Moraes ao mesmo tempo. Por outro lado, Mozgov rendeu o erro de estagiário mais legal da temporada. O prêmio vai para o russo.

 

7. Troféu Shawn Bradley de enterrada na cabeça

Shawn Bradley, o Yao Ming sem talento. Branquelo gigante de 2,25m ficou famoso pela cara de bobo, pela participação no Space Jam e por ser protagonista do Top 10 mais embaraçoso da história do YouTube. Em homenagem a esses gloriosos jogadores que se humilham para o nosso prazer, o prêmio Shawn Bradley de melhor cravada na cabeça!

Vou ser caseiro demais se der mais um prêmio para o Los Angeles Lakers? Não me importo.

[youtube width=”600″ height=”335″]https://www.youtube.com/watch?v=7h8zVlCmX4w[/youtube]

Mas devo admitir que outras duas poderiam ter vencido esta: JJ Hickson voando por cima de Marvin Williams e Terrence Ross desafiando a física, a lógica, a anatomia humana e passando por dentro de Kenneth Faried.

 

8. Troféu Michael Schumacher de volta frustrada

Alguém POR FAVOR me ajuda a dar um nome novo para este prêmio?! De repente ele deixou de ser uma piadinha com a Fórmula 1 e virou algo de mal gosto com alguém a beira da morte. Estou aberto a sugestões.

Com peso no coração eu dou o prêmio para Chauncey Billups, que quis voltar para o Detroit Pistons, onde se consagrou como o “Mr. Big Shot” e saiu de lá com apenas 17 jogos disputados, média de 3.8 pontos por partida e um time recheado de derrotas.

Bbbbbbillups

 

9. Troféu Zach Randolph de melhor jogador em time que só perde

O nosso glorioso gordinho passou boa parte da sua carreira fazendo 20 pontos e pegando 10 rebotes em times que mal passavam das 30 vitórias por temporada. Hoje ele brilha em um time que tem tudo pra ir longe nos Playoffs, não concorre mais, apenas dá nome ao prêmio.

Legal ver que no ano passado citamos LaMarcus Aldridge e John Wall como candidatos para este prêmio, e que neste ano os dois estavam na segunda rodada dos Playoffs. Mas o campeão do ano passado, Kyrie Irving, e o quase-vencedor, DeMarcus Cousins continuam na pesada briga entre o bonzão dos perdedores. Kevin Love até poderia levar também, mas acho que isso é pegar pesado com o Wolves, que nem foi tão mal assim e até seria finalista de conferência se ficasse um pouco mais ao Leste no mapa.

Dou o troféu então para Anthony Davis, o Monocelha, que evoluiu demais no último ano e mostrou ser a potência ofensiva e defensiva que todos esperavam dele e que ficou devendo um pouco em sua difícil temporada de novato. Médias de 20 pontos, 10 rebotes e quase 3 tocos com apenas 20 anos de idade? Difícil imaginar um time que não sonhe em ter um jogador assim. Só falta o detalhe simbólico de vencer jogos.

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10. Troféu Gary Payton de jogador que mais involuiu

Gary Payton foi de ser um dos melhores armadores do mundo para esquentar banco do Derek Fisher em questão de meses, é sempre exemplo de jogadores que, de repente, param de jogar o que sabem.

Harrison Barnes assustou com um começo de temporada péssimo, mas se recuperou ao longo do ano e, mesmo reserva, fez bons Playoffs. Mas o mesmo não aconteceu com Alexey Shved, que entrou numa espiral de falta de confiança que transformou o promissor novato do ano passado em um cara que simplesmente não podia ficar em quadra. Nem pelo corte de cabelo engraçado valia a pena o ver em quadra nesta temporada.

Sua média de pontos caiu de 8.4 pontos para 4, o aproveitamento de arremessos de 43% para 31% e sua presença na rotação do time de Rick Adelman foi para o espaço mesmo com um elenco bem magro. O fracote Robbie Hummels estava na frente dele em boa parte do ano.

Shved

 

11. Troféu Bruce Lee Bowen de jogada suja da temporada

O San Antonio Spurs mostrou nesse ano que dava pra ter sido campeão sem apelar pra esses malas. Mais legal assim, não é?

Mas a liga ainda tem muito babaca para mostrar que o legado não morreu. Só uma diferença em especial nesse ano: repararam como as pessoas aprenderam a ser idiotas sem realmente agredir um ao outro? Teve tênis desamarrado, refrigerante no chão de propósito e o famoso “Sopro de Stephenson”

O tênis
[youtube width=”600″ height=”335″]https://www.youtube.com/watch?v=jNpB1vPVVMI[/youtube]

 

O refri

 

O sopro

 

12. Troféu 8 ou 80 de Estatística Bizarra do Ano

Nessa aqui eu pedi ajuda para o Vitor também. Ele me falou do jogo em que o Indiana Pacers pegou só 19 rebotes contra QUARENTA E QUATRO do Washington Wizards, mas logo eu lembrei que o Wolves tinha algumas estatísticas estranhas sobre jogos decididos por poucos pontos. O Vitor correu atrás e voltou com os seguintes absurdos numéricos:

– O Wolves teve 21 jogos na temporada decididos por 5 pontos ou menos. Isso é praticamente um quarto da temporada! E pior, só venceram 7 dessas partidas.

– O número aumenta para 37 jogos (!!!) quando buscamos partidas que estiveram com 3 pontos ou menos de diferença nos últimos 5 minutos disputados.

– Nesses minutos finais, o Wolves tem média de -28 pontos por 100 posses de bola em comparação a seus rivais! O Celtics, com -14, foi o time mais próximo.

Esqueci alguma coisa? Paciência. Deu trabalho e eu não vou editar. Espero que tenham gostado assim mesmo!

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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