Prêmios Alternativos do Bola Presa – 11/12

Todo site sério de esporte dá seus prêmios de final de temporada. Não importa o esporte, sempre tem um especialista para mostrar a sua seleção do campeonato, o melhor jogador, a revelação e toda essa palhaçada. Vocês podem achar divertido, não vou brigar com vocês, mas eu acho chato pra caralho. A maioria dos conceitos para os prêmios são vagos, as listas não acrescentam nada e só serve para o site ganhar 14 mil comentários de outros “especialistas” dando seus pitacos. Quanta merda, não? Falar sobre esportes “pra valer” às vezes parece só um monte de gente desesperada em se convencer de que leva alguma coisa a sério na vida.

Nós do Bola Presa não temos essa ambição. Sabemos que a NBA não é um assunto relevante, que nossas opiniões não querem dizer nada e sabemos que só estamos aqui nos ocupando pra ver se a vida parece um pouco menos chata se a gente passar algum tempo vendo jogos de basquete. Para deixar essa existência um pouco mais divertida, e para fugir do lugar comum dos prêmios previsíveis de final de ano, criamos os Prêmios Alternativos do Bola Presa. É uma tradição que trazemos desde o primeiro ano do blog e que você pode revisitar nos links abaixo:

Prêmios Alternativos 07/08

Prêmios Alternativos 08/09

Prêmios Alternativos 09/10

Prêmios Alternativos 10/11

 

1. Jogada Bola Presa do Ano

É o prêmio mais esperado, mais legal e o mais tradicional do blog. Chegou a ser dominado pelo nosso querido Zach Randolph há alguns anos, mas hoje está difícil não dar o troféu para JaVale McGee. “Mas o

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prêmio é para uma jogada ou para um jogador?” pegunta o amigo internauta. Geralmente é para uma jogada, mas hoje vai pelo conjunto da obra. Com vocês, JaVale McGee e uma compilação de momentos inexplicáveis:

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Algumas outras grandes asneiras foram feitas na temporada e merecem reconhecimento

Danilo Gallinari: Eu nem sempre erro bandejas, mas quando erro é com o meu time precisando de 2 pontos nos últimos segundos.

Nick Young: Conviver com McGee não é saudável

Tony Allen: Poucos dias antes desse lance Marc Gasol havia dito “Eu sei o que devemos fazer para você parar de errar bandejas no contra-ataque. A cada erro você paga 100 dólares para cada um no time”. História verdadeira. Mas rendeu mais dinheiro do que pontos.

Dwight Howard: O que ele faz enquanto não está falando mal de Stan Van Gundy

DeSagana Diop: Airball em lance-livre é feio, mas acontece. Isso é outro nível de grosseria.

Orlando Magic: Já passaram vergonha contra o Celtics com 5 jogadores em quadra, com 4 fica mais complicado.

Michael Beasley: Quem nunca, né?

 

2. Troféu Kareen Rush de melhor atuação de um jogador ruim

Todo ano uma homenagem ao jogo 6 da Final do Oeste de 2004: Lakers e Wolves numa série apertada e emocionante, 3 a 2 para o Lakers e aí Kareen Rush resolve que é dia de acertar uma gazilhão de bola de 3 pontos (6, na verdade) e tirar de Kevin Garnett a chance de disputar um jogo 7 em casa.

Durante um tempo esse prêmio poderia ter ido para o Jeremy Lin, mas quando ele embalou uma das melhores sequências de jogos da história da NBA ficou complicado colocar ele na categoria “jogador ruim”. Também pensei nos 32 pontos e 10 rebotes do Ersan Ilyasova, mas ele não é ruim (muito pelo contrário), é só uma aberração da natureza. Depois de muito pesquisar acabei ficando com os 31 pontos e 17 rebotes do Byron Mullens em uma derrota (claro) de seu Charlotte Bobcats para o Milwaukee Bucks. Mullens também ganha pontos extras por duas coisas: (1) Durante o locaute, para não ficar parado, ele treinou jogando com presidiários de uma cadeia em Ohio. E sem muito discurso de bondade, foi lá pra jogar e se preparar mesmo (2) Ele catuca o nariz sem medo de ser feliz.

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3. Troféu Lonny Baxter de jogdor que só joga nas Summer Leagues

Esse divertido prêmio é para atletas que só ameaçam virar grandes jogadores e aí nem entram em quadra na temporada. Mas nesse ano nem tivemos Summer League! O puto locaute estragou tudo. Escrevemos aqui só para lembrar que no ano passado o vencedor havia sido Jeremy Lin, que foi sensação da Summer League de Las Vegas e depois só mofou no banco do Golden State Warriors. Podem espalhar para todo mundo que Lin ganhou seu primeiro prêmio na carreira aqui no Bola Presa!

 

4. Troféu Isiah Thomas de troca do ano

Essa foi muito fácil, um conjunto de cagadas tão cagadas que só se Isiah Thomas um dia voltar a ser General Manager poderemos ver de novo. O Los Angeles Lakers tentou trocar Lamar Odom e Pau Gasol por Chris Paul, a troca foi vetada por David Stern, na época no comando do Hornets. Surpreendente o veto, mas tudo bem, as coisas ficam como estavam certo? Errado. Odom ficou puto de ser envolvido em negociações e exigiu ser trocado. O Lakers ficou sem CP3 e com Odom insatisfeito.

A solução foi genial. Sem perder tempo com propostas e analisando o mercado, o Lakers simplesmente despachou Odom para o atual campeão da NBA e possível adversário de playoff, o Dallas Mavericks. Em troca recebeu uma “trade exception”, uma espécie de vale-troca para times que estão acima do teto salarial. O resultado disso é o seguinte: O Lakers não usou o vale-troca nem para trocar por Dwight Howard e nem para nada, ficou com ele na mão até agora. Odom, então melhor reserva da NBA vazou e hoje o Lakers sofre com um dos piores bancos da liga. E quem acha que o Mavs se deu bem errou também. Odom não jogou bem, não estava afim, discutiu com o dono do time Mark Cuban, quase foi para a D-League e por fim foi afastado do elenco. Quando alguém pedir um exemplo de troca onde todos saíram perdendo, pode citar esse aqui.

 

5. Troféu Grant Hill de jogador bichado do ano

O Grant Hill até se machucou nessa temporada, mas comparado com o seu passado no Orlando Magic ele é o cara mais saudável do mundo, e é pensando no tempo do Orlando que batizamos o prêmio assim. Esse ano o vencedor poderia ser Anderson Varejão e sua síndrome de Alexandre Pato, Kevin Martin, herdeiro do histórico de lesões de Yao Ming e T-Mac no Rockets ou até para Ricky Rubio e sua contusão no joelho bem quando o seu Wolves alcançou o 8º lugar no Oeste. Mas ainda era muito pouco, tinha gente pior.

Acabei ficando na dúvida entre Brook Lopez e Chauncey Billups. Billups está zicado (não no sentido físico) desde o ano passado: saiu de Nuggets sem querer sair, quando decidiu ficar com o Knicks foi dispensado, nem pode escolher seu novo time e acabou no Clippers. Quando tudo parecia ir se acertando de novo ele machucou feio o pé e ficou fora da temporada. Já Brook Lopez ferrou sua temporada e a do Nets. Era considerado a grande peça de troca para o time conseguir Dwight Howard, mas com constantes lesões jogou apenas 5 partidas na temporada. Não ajudou seu time em quadra, empacou transações e ninguém mais confia no pivô. A zica do Billups tem muito do que não é problema de contusão, Lopez tem tudo isso e nem consegue parar em quadra, é pior. Prêmio para o pivô do Nets!

 

6. Troféu Darius Miles de atuação surpresa na última semana

Darius Miles marcou 47 pontos na última rodada da temporada regular em seu ano de contrato. Bastou para enganar o Blazers e garantir mais uns milhões na conta de um dos jogadores mais decepcionantes da última década. Como homenagem, um prêmio para a atuação mais inesperada da última semana da temporada regular.

Nessa temporada o prêmio fica para o armador Ben Uzoh. Dono de força nominal impressionante, fechou a temporada com um triple-double de 12 pontos, 11 rebotes e 12 assistências no último jogo do seu Raptors contra o Nets. Curiosidade: Em um jogo contra o Bucks na última semana, estiveram em quadra ao mesmo tempo os únicos 3 jogadores da história da NBA que tem um sobrenome começado em U e acabado em H. Beno Udrih, Ben Uzoh e Ekpe Udoh. SE ALGUÉM TIVER UMA INFORMAÇÃO MAIS RELEVANTE QUE ESSA, POR FAVOR APRESENTE-A AGORA OU CALE-SE PARA SEMPRE.

 

7. Troféu Shawn Bradley de enterrada na cabeça.

Shawn Bradley, o Yao Ming sem talento. Branquelo gigante de 2,25m ficou famoso pela cara de bobo, pela participação no Space Jam e por ser protagonista do Top 10 mais embaraçoso da história do YouTube. Em homenagem a esses gloriosos jogadores que se humilham para o nosso prazer, o prêmio Shawn Bradley de melhor cravada na cabeça!

Eu queria fugir do óbvio, mas como não dar o bi-campeonato para Blake Griffin? A enterrada “Mozgov” desse ano foi um absurdo para cima do muro de concreto que é o Kendrick Perkins. Sem empurrão exagerado como na enterrada sobre o Pau Gasol (só um pouquinho) e com muita violência. 99.9% dos jogadores na história da NBA nem tentariam uma enterrada nessa situação, pobre Perk.

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Tivemos outros bons concorrentes como Josh Smith sobre Serge Ibaka, Kevin Durant sobre JaVale McGee e Russell Westbrook sobre Omer Asik, mas não foi o bastante. Mas o que aprendemos com esses concorrentes? Seja no ataque ou na defesa, o OKC Thunder está envolvido nas enterradas mais humilhantes do ano.

Só lembro que esse é um prêmio de enterradas na cabeça, com um marcador sendo devidamente humilhado, se fosse só enterrada por enterrada seria obrigado a dar o prêmio para essa obra prima de Gerald Green

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8. Troféu Michael Schumacher de volta frustrada

Todo ano tem alguém tentando voltar a ser relevante e falhando miseravelmente nisso. Não podemos dar o troféu para Antoine Walker porque nem na NBA ele conseguiu chegar, assim como Allen Iverson não foi chamado por nenhum time. Quem leva o prêmio para casa é o outrora espetacular Gilbert Arenas. Conseguiu seu cantinho lá no Grizzlies, mas é um reserva com nível de importância level Royal Ivey. Deprimente.

 

9. Troféu Zach Randolph de melhor jogador em time que só perde

O nosso glorioso gordinho passou boa parte da sua carreira fazendo 20 pontos e pegando 10 rebotes em times que mal passavam das 30 vitórias por temporada. Hoje ele brilha em um time que tem tudo pra ir longe nos playoffs, não concorre mais, apenas dá nome ao prêmio.

Durante um bom tempo o troféu era quase certo para o Kevin Love, que seria bi-campeão, mas não é que de repente o Wolves virou um time bom? Acabou bem mal, é verdade, mas as lesões são aceitas como desculpas verdadeiras, não vou colocar o Señor Amor nessa. O que sobra então é John Wall no Wizards? Não foi tão bem assim. Eric Gordon no Hornets? Se tivesse jogado mais partidas, com certeza, mas não foi o caso. Quem leva a estatueta pra casa é o espetacular, temperamental, faltoso e pirado DeMarcus Cousins. Com médias de 18 pontos, 11 rebotes e 4 faltas por jogo ele tem tudo para ser um dos melhores pivôs do futuro próximo, hoje é o melhor jogador em um time que só toma sova. Abaixo os 41 pontos que Cousins fez em uma derrota (claro) do Kings para o Suns.

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10. Troféu Gary Payton de jogador que mais involuiu

Gary Payton foi de ser um dos melhores armadores do mundo para esquentar banco do Derek Fisher em questão de meses, é sempre exemplo de jogadores que, de repente, param de jogar o que sabem. Nesse ano tivemos vários candidatos a esse prêmio: Mike Bibby (quando você acha que não tem mais como piorar…), Andray Blatche, Raymond Felton, John Salmons, JJ Hickson… mas nenhum deles chegou aos pés de Lamar Odom.

O jogador já foi citado na pior troca do ano, mas não custa repetir. Ele foi eleito o melhor reserva da NBA na última temporada, era considerado um dos jogadores mais completos da atualidade e de um ano para o outro virou um pedaço de carne desforme e imprestável. Desinteressado, preguiçoso e fora de forma ajudou menos que o saudoso Brian Cardinal no Mavs. Suas médias caíram de 14.4 pontos e 8.7 rebotes em 32 minutos por jogo para 6.6 pontos e 4.2 rebotes em 20 minutos disputados. Abaixo um vídeo de Lamar Odom fazendo que faz desde que foi dispensado: Saindo com os Kardashians e comendo pretzel.

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11. Troféu Bruce Lee Bowen de jogada suja da temporada

O muso inspirador desse prêmio foi até homenageado nessa temporada e teve sua camiseta aposentada. Estranho mundo que vivemos. Mas para não ficar tão diferente assim, Ron Artest voltou das cinzas e em um lapso moral de Metta World Peace apareceu para cotovelar sem dó a cabeça de James Harden. Sem provocação, sem motivo e, infelizmente, sem risada maligna para completar a cena.

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=LjCGlsoRMAo[/youtube]

Você tentou, Wade, mas o prêmio é de Metta World Artest.

 

12. Troféu 8 ou 80 de Estatística Bizarra do Ano

Assim como no primeiro prêmio, vou ter que ir pelo conjunto da obra. O Orlando Magic foi a aberração estatística da temporada. Como, num campeonato tão curto, conseguiram tantas façanhas numéricas? Primeiro estiveram presentes na quebra de um recorde de lances-livres cobrados por um jogador em um jogo (39, de Dwight Howard), depois numa das piores atuações ofensivas da história da NBA e ainda sofreram uma das viradas mais humilhantes dos últimos tempos. É muito recorde negativo pra um time só.

….

O Troféu Buscapé de Foto do Ano fica em outro post, são muitas fotos, muita coisa boa e deixaria esse aqui grande e maçante demais. Posto tudo antes dos playoffs, prometo. Mas e entre os Prêmios daqui, faltou o que? Quem foi injustiçado? Comentem!

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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