Preview 2012/13 – Brooklyn Nets

Começamos nessa semana preview da temporada. Já analisamos Boston Celtics, Memphis Grizzlie, Cleveland Cavaliers e Sacramento Kings. Falaremos de todos os times até o esperado dia 30 de Outubro, quando teremos a rodada inicial da Temporada 12/13 da NBA.

Nesse ano vamos repetir uma ideia de uns vários anos atrás. Ao invés de só comentar as contratações e fazer previsões, vamos brincar de extremos: O que acontecerá se der tudo certo para tal time, qual é seu teto? E o que acontecerá se der tudo errado, onde é o fundo do poço? Em outras palavras, como seria um ano de filme pornô, onde qualquer entrega de pizza vira a trepa do século? E como seria um ano de novela mexicana, onde tudo dá errado e qualquer pessoa pode ser o seu irmão perdido em busca de vingança?

Hoje é dia de falar da única franquia que tem o nome do distrito de uma cidade, o Brooklyn Nets.

 

Brooklyn Nets

 

 

 

 

 

Nenhum time mudou mais do que Nets da última temporada para essa. A mudança mais óbvia, claro, são as do nome e sede. Saíram de New Jersey sem que ninguém realmente ficasse magoado, o time não era de atrair paixões e multidões, e agora estão no Brooklyn, o distrito com mais personalidade e identidade própria em Nova York. Agora eles tem um ginásio que é enferrujado de propósito, um bilionário russo satisfeito com a mudança e um elenco totalmente reformulado: O time perdeu 10 jogadores da pífia campanha da temporada.

Dos que saíram, poucos vão fazer falta de verdade. O Jordan Farmar era um armador reserva decente, mas a contratação de CJ Watson, que foi espetacular substituindo Derrick Rose no Bulls na última temporada, já compensa a saída. Anthony Morrow fará falta por ser um dos melhores arremessadores de longa distância da NBA, mas como ele foi peça chave no negócio por Joe Johnson, valeu a pena trocar. O resto (Sundiata Gaines, Shelden Williams, Johan Petro, etc) as pessoas nem vão lembrar que passaram pela franquia. A exceção é Gerald Green, mas mais pelas enterradas espetaculares do que pelo seu basquete.

Já citamos dois, mas muita gente chegou ao time. Além de CJ Watson e Joe Johnson, o time contratou Josh Childress, Keith Bogans, Andray Blatche e Reggie Evans. Também chegaram os novatos Mirza Teletovic, Tyshawn Taylor e Tornike Shengelia. Fechando o elenco tem os Free Agents que o Nets segurou as custas de salários estratosféricos: Gerald Wallace (10 milhões por temporada), Kris Humprhies (12 milhões por temporada) e Brook Lopez (15 milhões por temporada). Não que Mikhail Prokhorov se importe de gastar essa mixaria, não é como se ele quisesse comprar mais um iate que não sabe onde guarda, mas são contratos difíceis de serem trocados e que impedem o time de contratar novos Free Agents. É bem provável que o Nets da temporada 2012/13 seja o Nets dos próximos 3 anos. É bom que dê certo!

Isso nos traz a seguinte pergunta: Até onde esse elenco pode ir? O planejamento, antes baseado em adquirir Dwight Howard, era para brigar pelo título, mas sem o pivô ainda é possível? Sempre difícil comentar um time que mudou tanto de um ano para o outro, mas dá pra brincar de imaginação. A dupla Deron Williams e Joe Johnson tem tudo para ser uma das mais perigosas da NBA. Williams é um daqueles armadores completos da nova geração que não escolhem entre marcar muitos pontos ou distribuir assistências, ele faz as duas coisas. Concentra o jogo em suas mãos e mesmo um número elevado de turnovers (foi o que mais desperdiçou bolas na temporada passada, 4 por jogo) compensa pela maneira que comanda o ataque. Já JJ é um jogador que pode ter passado do seu auge, mas que ainda é um dos melhores da NBA. Se no Atlanta Hawks ele forçava muito o jogo individualmente, no Nets isso não será preciso, ele terá Deron Williams para comandar o show. Na última temporada Joe Johnson teve 42,5% de aproveitamento e ótimos 1,17 pontos por posse de bola em situações de spot up shots, que é quando o jogador apenas recebe a bola e chuta, sem o drible. É a jogada que ele mais deve fazer no Nets. Seu pior número foi em jogadas de pick-and-roll, coisa que não precisará fazer mais por ter Deron Williams, especialista no lance, jogando com ele.

Defensivamente, por incrível que pareça, Joe Johnson foi o 7º melhor jogador da temporada passada ao defender jogadas de 1-contra-1. Apesar de parecer meio lento, usa seu bom físico para parar os adversários, permitiu apenas 24% de aproveitamento de seus oponentes (0,53 pontos por posse de bola) nesse tipo de jogada. A força também é uma característica de Deron Williams, que gosta de marcar com muito contato. Junte a eles Gerald Wallace, um dos melhores defensores de perímetro da NBA nos últimos anos e bastará entrosamento e boa comunicação para que o time vire uma potência defensiva. Quer dizer, pelo menos no perímetro.

O trio Williams, Johnson e Wallace, quem tem os sobrenomes mais comuns, chatos e ofensivos ao culto da Força Nominal, pode ser ótimo defendendo, mas atrás deles estarão Kris Humprhies e Brook Lopez, uma dupla que não funciona desse lado da quadra há algumas temporadas. Ofensivamente não há o que falar mal de Lopez, o cara tem muitos recursos e sabe usar de sua boa altura e envergadura, fazer pontos nunca será um problema. Mas na temporada 2010-11 (a última que jogou) ele cedeu mais de 43% de aproveitamento para os atacantes nas jogadas que mais defendeu: Isolação, Post-up (o ataque de costas, típico dos pivôs) e na defesa do pick-and-roll. Isso sem contar os rebotes, é um cara de 2,13m de altura, com média de 35 minutos por jogo na carreira e que nunca teve uma temporada com média superior a 5,5 rebotes por partida. Os rebotes são o lado bom do ultra-esforçado Kris Humprhies, mas assim como Brook Lopez, Humphries não é bom defensor individualmente. Na temporada passada sofreu quase 50% de aproveitamento dos adversários em ataque de post-up. De que adianta o trio do perímetro marcar ferozmente se basta um pivô empurrar Humphries e Lopez com as costas que as portas da cesta se abrem?

Creio que a defesa do garrafão vai ser o maior problema do time na temporada. Mas pelas características do Leste de hoje em dia, não acho que isso seja o maior dos problemas. Muitos dos bons times da conferência estão usando cada vez menos pivôs (Heat e Celtics por exemplo) e outros usam caras que praticamente não participam do ataque (Knicks, Bucks). Mas qualquer confronto contra Al Horford, Andrew Bynum, Nenê ou um dia mais old school do Kevin Garnett podem virar pesadelos. No banco o Nets tem Andray Blatche, que é mais do mesmo, mas Reggie Evans é um excelente defensor de garrafão e não ficaria surpreso se ele tivesse papel grande nesse time para corrigir esse problema.

Para uma previsão mais completa vamos ter que ver que esquema tático o Avery Johnson pretende adotar com esse elenco. Também como vai ser a rotação do time, como o MarShon Brooks se adapta à função de 6º homem, o quanto Gerald Wallace vai participar do ataque e como voltarão Josh Childress e Andray Blatche, bons jogadores que vêm de temporadas ridículas. São muitas coisas que não temos ideias de como vão funcionar, mas o elenco é bem profundo e cheio de opções. Será um dos times mais interessantes de acompanhar na temporada.

 

Temporada Filme Pornô

Sem dúvida que jogar em um ginásio novo, em uma cidade nova e com torcedores apaixonados por ter um time que representa sua quebrada vai dar uma confiança extra para o elenco do Nets. Nada como uma sensação (ou mesmo ilusão) de recomeço para tirar o elenco de um marasmo derrotista que não sai da franquia há anos. Eles não chegam aos Playoffs desde a temporada 2006/07! Sem dúvida uma temporada ideal do Nets tem um boost de confiança extra motivado pelo novo momento da franquia.

A empolgação, correria e barulho da torcida podem ser bons ingredientes para a equipe superar o começo da

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temporada, que deve ser o momento mais difícil para o Nets. São muitos jogadores novos, vários tentando exercer funções diferentes das que faziam nos últimos anos. É normal que demorem um pouco até embalar, só lembrar o começo bem fraco do Miami Heat no começo do Big 3 há 2 temporadas.

O bom começo pode livrar o Nets da provável feroz luta pelas últimas vagas em Playoff do Leste entre Milwaukee Bucks, Atlanta Hawks e Washington Wizards. Se garantindo lá pela 4ª ou 5ª posição o time vai para a pós-temporada com condição de lutar de igual para igual na primeira rodada. Será um clássico contra o Knicks? Um duelo de divisão contra o Sixers? Contra qualquer um dos dois o Nets joga com chances de vencer, o que provavelmente não deverá ser possível na rodada seguinte contra Boston Celtics ou Miami Heat. Mas só a possibilidade de um dos piores times dos últimos anos (não só do último!) conseguir ir para a segunda rodada dos Playoffs já é sinal de sucesso. Emplacar Deron Williams nas discussões de melhor armador da NBA seria um bônus legal também, o time é dele.

 

Temporada Drama Mexicano

Apesar de eu não apostar nisso, será que não existe a chance do Joe Johnson virar um arremessador de luxo nesse time? Tipo, o cara recebe um dos maiores salários da NBA para ficar parado por aí arremessando umas bolas de 3 pontos. Vai saber como ele vai lidar com o fato de não ser mais a estrela do time, de não ter a bola na mão para os arremessos mais importantes da partida. Nunca podemos subestimar a capacidade de estragar tudo que esses caras milionários tem. E Joe Johnson é parte importante para que o ataque do Nets não seja só uma overdose de Deron Williams, receita que não deu certo nos últimos anos.

E sabiam que desde a temporada 2008/09 o Deron Williams não consegue jogar uma temporada inteira? Tirando 09/10 quando perdeu apenas 6 jogos, nas restantes perdeu no mínimo 14, mas muitas vezes mais de 20 partidas. Será que o Nets sobrevive sem seu melhor criador de jogadas? Tanto Joe Johnson, como CJ Watson e até o novato Tyshawn Taylor não tem a característica de criar jogadas para seus companheiros. E o time titular, tirando JJ, precisa de gente criando jogadas para eles. Sem bons passes Kris Humprhies e Gerald Wallace são pouco eficientes no ataque e até Brook Lopez precisa de boa movimentação de bola para receber em condição de fazer seu jogo de pivô. Isso é um problema tanto para possíveis lesões de Deron Williams como até para o meio das partidas. Será que o jogo individualista de MarShon Brooks e CJ Watson vão dar conta do recado? Até porque não sabemos o quanto esse time segura na defesa os momentos ruins do ataque.

O Leste pode não estar tão forte quanto o Oeste ainda, mas está bem disputado. Muitos times medianos melhoraram (Sixers com Bynum, Knicks com um técnico e elenco fechado, Bucks com Monta Ellis, Wizards reforçado, etc.) e outros times que costumavam ficar lá em cima passam por reformulações (Hawks sem Joe Johnson, Bulls sem Derrick Rose). Tudo indica um grupo bastante embolado e onde qualquer má fase pode custar uma vaga nos Playoffs e qualquer sequência de vitórias pode colocar um time em ótima posição. Seja por contusão de Deron Williams, pura falta de entrosamento, ou até mesmo pela defesa questionável do garrafão, o Nets pode acabar ficando fora dos Playoffs ou mesmo tendo que encarar o Miami Heat logo de cara.

 

Top 10 – Jogadas do Nets em 2012 (DEUS SALVE GERALD GREEN!)

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Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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