Preview 2012/13 – Denver Nuggets

Começamos na semana passada o preview da temporada. Lá analisamos Boston CelticsMemphis GrizzlieCleveland Cavaliers Sacramento Kings e Brooklyn NetsFalaremos de todos os times até o esperado dia 30 de Outubro, quando teremos a rodada inicial da Temporada 12/13 da NBA.

Nesse ano vamos repetir uma ideia de uns vários anos atrás. Ao invés de só comentar as contratações e fazer previsões, vamos brincar de extremos: O que acontecerá se der tudo certo para tal time, qual é seu teto? E o que acontecerá se der tudo errado, onde é o fundo do poço? Em outras palavras, como seria um ano de filme pornô, onde qualquer entrega de pizza vira a trepa do século? E como seria um ano de novela mexicana, onde tudo dá errado e qualquer pessoa pode ser o seu irmão perdido em busca de vingança?

Hoje é dia de falar do time que joga na cidade mais alta (1.600m acima do nível do mar!) da NBA, o Denver Nuggets. 

 

Denver Nuggets

 

 

 

 

 

O Denver Nuggets foi a estrela alternativa da offseason da NBA. Enquanto todo mundo falava de Magic, Lakers e Nets na briga por Dwight Howard, eles participaram da troca que envolveu o pivô e na brincadeira saíram com ninguém menos que Andre Iguodala, o LeBron James versão Light e sem conservantes. A pergunta que fica é se isso será o bastante para desempacar o time. Desde 2003, quando Carmelo Anthony era o novato-estrela da franquia, o Nuggets chegou aos Playoffs em todas as temporadas: Em 2009 chegaram à final do Oeste, em todas as outras 8 ocasiões caíram já na 1ª rodada.

O Nuggets tem o mesmo elenco profundo e atlético da temporada passada. Na armação Ty Lawson continua rápido e puxando contra-ataques na velocidade da luz (a.k.a. velocidade Derrick Rose), na sua reserva está Andre Miller, que depois de tanto resmungar que era reserva, reassinou contrato com o Nuggets sabendo que teria essa função. Não sei porque ele fez isso, mas para o time é ótimo. Ao contrário de Lawson, Miller é lento, joga mais com a cabeça erguida e sabe criar jogadas.  É um dos poucos jogadores na NBA que não corre, não pula, não é um grande arremessador e mesmo assim pode tomar conta de uma partida.

Manter os dois não é bom bem para ter duas opções de armador, mas porque os dois costumam se dar muito bem juntos. De todos os quintetos usados pelo Nuggets na temporada passada, um que tinha Miller e Lawson juntos foi o que teve melhor aproveitamento de ataque: 1.25 pontos por posse de bola. O quinteto tinha, além dos dois, Arron Afflalo, Al Harrington e Kenneth Faried. Dos 3, só Faried ainda está no time.

O fato desse quinteto ser forte não é por acaso. Pela presença dos dois armadores o time tinha bom controle de bola, cometia poucos erros, eles também jogavam em velocidade, trucidando os adversários em contra-ataques. Afflalo e Al Harrington foram uns dos poucos que se salvaram na última temporada nos arremessos de longa distância. Faried, por fim, foi o maior destaque do time em rebotes defensivos, outra área que eles nem sempre brilhavam. O problema era a defesa, não só desse quinteto como de outros, o Nuggets acabou apenas como a 10ª pior defesa da liga em 2011/12.

É pensando na defesa que o técnico George Karl parecia tão empolgado na época da contratação de Andre Iguodala. O ala foi líder da excelente defesa do Philadelphia 76ers na última temporada e pode marcar com qualidade jogadores das posições 1 até 4. Isso sem prejudicar o time em sua velocidade, já que ele era quem comandava os contra-ataques do Sixers, outro time especialista nesse tipo de jogada. Um dos problemas é que, em teoria, Iguodala não resolveria era o das bolas de 3 pontos, até porque Afflalo e Harrington, especialistas na jogada, deram o fora. Mas veja que curioso: Iguodala acertou 39% de seus arremessos de 3 na última temporada, já Danilo Galliari, que entrou na NBA como arremessador e que carrega a fama até hoje, acertou só 32% de suas bolas de longa distância na última temporada. Será que os dois conseguem viver uma boa fase juntos? Para um time com dificuldade de pontuar no jogo de meia quadra, seria essencial ter essa arma funcionando.

No garrafão o time tem bons jogadores, mas é um problema que poucos sabem criar o próprio arremesso. Kenneth Faried só pontua em ponte aérea ou rebote ofensivo, mas compensa com raça, defesa e todos os rebotes de defesa que você precisar. Timofey Mozgov foi discreto no último ano, mas as boas atuações nos Jogos Olímpicos deram uma animada nos torcedores. George Karl também gosta de Kosta Koufos, em uma entrevista recente ele lembrou como o pivô foi excelente no fim da temporada passada após a troca de Nenê. Por fim, JaVale Mcgee é o cara que mais faz jogadas absurdas (pra não dizer burras, insanas e infantis) na NBA, mas tem um físico fora da realidade, pode liderar a liga em tocos e temos que admitir que ele fez uma boa série de Playoff contra o difícil garrafão do Lakers na temporada passada. Será que os treinos dele com Hakeem Olajuwon vão fazer diferença a favor de McGee? E tem algum jogador que NÃO treinou com Hakeem na offseason?

Muita gente critica o Denver Nuggets por não ter uma estrela capaz de decidir um quarto período decisivo, um cara para colocar o time nas costas em um jogo difícil de Playoff. Não gosto desse papo de estrelismo, mas fica difícil defender isso quando o time leva o Lakers para um Jogo 7, está dominando jogo e aí apaga no último quarto e perde o jogo por causa de bolas de 3 do Metta World Artest.. A impressão que passa é que bastava ter um Kevin Durant no time que eles iam passar. Não sei, eles tiveram Carmelo Anthony por anos e o resultado não foi tão diferente assim. De qualquer forma, George Karl disse acreditar que podem ir mais longe nessa temporada e que o plano é brigar por título nos próximos 3 anos.

 

Temporada Filme Pornô

Acho bem provável que o Top 3 do Oeste tenha OKC Thunder, LA Lakers e San Antonio Spurs. Depois disso vai ser uma briga feroz entre Denver Nuggets, Dallas Mavericks, LA Clippers e Memphis Grizzlies. Pelo menos dois deles se pegam logo de cara um contra o outro, os demais vão enfrentar times daquele Top 3. A temporada nem começou e os Playoffs do Oeste já são empolgantes.

O Nuggets deve entrar nesse bolo e aí é que vamos poder medir a qualidade da temporada do Nuggets: Morrer de novo na 1ª Rodada dos Playoffs seria o equivalente a uma comédia romântica na Sessão da Tarde com a Julia Roberts sendo chata e dublada. Um pornô de responsa seria, finalmente, voltar a vencer uma série! Claro que uma temporada dos sonhos teria uma campanha ótima na temporada regular, Andre Iguodala entrosado e atuando como a estrela que o time sente falta. Teria Danilo Gallinari sem contusões e jogando seu melhor basquete e até JaVale McGee dando mais tocos que cabeçadas. O ponto é que o Nuggets já teve temporadas regulares memoráveis antes e ela morreu como qualquer outra. Não adianta se tudo vai para o ralo na pós-temporada. É lá que eles precisam mudar. Será que um 4º lugar e o mando de quadra seria o suficiente para mudar a sina?  Que Mônica Mattos os abençoe.

 

Temporada Drama Mexicano

Eu nunca vou entender cabeça de jogador, então não duvide que Andre Miller fique putinho no meio da temporada e questione a posição de reserva. Ele já fez isso antes. São poucos jogadores no elenco, especialmente entre os reservas, capaz de criar jogadas para outros jogadores, sem Miller em boa forma o time vira previsível (embora ainda perigoso) no ataque. Outro risco é Andre Iguodala ser um bom defensor individual, mas o time continuar falhando como grupo. De nada adianta só um cara sendo bem marcado no outro time, as cestas fáceis aparecem do mesmo jeito.

A concorrência no Oeste é pesada. Tipo, muito pesada. Oliver Miller pesada. Qualquer dificuldade de entrosamento, qualquer má fase ou sequência de derrotas podem significar uma posição ruim nos Playoffs. Se o time se classificar lá atrás e pegar o OKC Thunder logo de cara, por exemplo, quais as chances de finalmente o time sair da 1ª rodada? Mínimas. Realmente acredito que esse elenco, liderados pelo ótimo George Karl, não fica fora da pós-temporada de jeito nenhum, mas a chance de morrer no mesmo lugar de novo é enorme. Como um bom drama mexicano, é uma história repetitiva, previsível e ainda triste.

 

Top 10 – Melhores jogadas do Nuggets em 2012

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Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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