Preview 2012/13 – Indiana Pacers

Começamos na semana passada o preview da temporada. Lá analisamos Boston CelticsMemphis GrizzlieCleveland Cavaliers Sacramento Kings e Brooklyn Nets. A 2ª semana de preview começou com uma análise do Denver Nuggets. Ao todo falaremos de todos os times até o esperado dia 30 de Outubro, quando teremos a rodada inicial da Temporada 12/13 da NBA.

Nesse ano vamos repetir uma ideia de uns vários anos atrás. Ao invés de só comentar as contratações e fazer previsões, vamos brincar de extremos: O que acontecerá se der tudo certo para tal time, qual é seu teto? E o que acontecerá se der tudo errado, onde é o fundo do poço? Em outras palavras, como seria um ano de filme pornô, onde qualquer entrega de pizza vira a trepa do século? E como seria um ano de novela mexicana, onde tudo dá errado e qualquer pessoa pode ser o seu irmão perdido em busca de vingança?

Hoje é dia de falar do time de uma cidade-irmã de Campinas (!), o Indiana Pacers. 

Indiana Pacers

 

 

 

 

 

O elenco do Indiana Pacers não é perfeito. O time do ano passado, base desse ano, tinha um monte de defeitos. Mas mesmo assim eles fizeram uma das melhores campanhas da Conferência Leste  e deram uma canseira no Miami Heat, chegando a liderar a série por 2 a 1. Por isso as perspectivas para o Pacers nessa temporada são as melhores, corrigindo alguns probleminhas da temporada passada o time pode bater qualquer grande equipe.

Mas antes de falar dos problemas, vamos lembrar das qualidades. Com 78% de aproveitamento em lances-livres, o time foi o 5º melhor da NBA no quesito. O alto índice de acerto faz diferença porque o time é o 4º que mais arremessa lances-livres por jogo, é garantia de pontos fáceis em toda partida. A equipe também teve a melhor marca no aproveitamento de arremesso dos adversários, que acertaram apenas 43,4% de seus chutes contra o Pacers em 11/12. Apesar de não ser espetacular, o Pacers também era bom em proteger a bola, cometendo turnovers apenas em 15% das posses de bola. Deixando os números de lado, é um time que desperdiça pouco a bola, defende bem e faz boa parte de seus pontos em lances-livres. Time amarrado, que joga feio e que sabe vencer.

Mas aí aparecem os problemas. O time tem enormes dificuldades no jogo de meia quadra e tem poucos jogadores que sabem criar situações de pontos, seja para si ou para os outros, contra defesas bem montadas. Um dos caras responsáveis por isso, o armador Darren Collison, era completamente de lua e poderia ter dias patéticos mesclados com grandes atuações. O time melhorou muito quando George Hill assumiu a posição de titular, mas foi mais pelos bons arremessos de Hill e sua defesa sufocante do que pela capacidade de criar jogadas no ataque. Como o cestinha do time, Danny Granger é basicamente apenas um arremessador sem drible e infiltração, nos momentos decisivos o time depende demais da individualidade de David West. Nem sempre dá certo.

Para esse ano Collison deu o fora, para seu lugar chegou DJ Augustin. O armador saiu do que o HoopsHype chama de “Sibéria do Basquete”, o Charlotte Bobcats, para finalmente jogar em um time relevante. É a chance de vida dele e o cara tem talento, mas também é mais pontuador do que criador. Talvez melhore em um time com esquema tático estável e bons companheiros, mas não sei se resolve esse problema ofensivo do Pacers. Graças aos muitos lances-livres e à boa marca de 13 pontos de contra-ataque por jogo o time ficou com a melhor marca de pontos por posse de bola da NBA. Mas com o 25º lugar em aproveitamento de arremessos (43.6%) dá pra ver que o time não era tudo isso ofensivamente. Claro que o que importa é marcar o máximo pontos por posse de bola e vencer jogos, o que eles conseguiam fazer, mas é difícil demais vencer os melhores times da NBA quando se pena para alcançar míseros 40% de acerto nos arremessos em um jogo.

Dos poucos reforços para o time na temporada, quem pode ajudar é Gerald Green. O homem das enterradas mais lindas da última temporada tem bola bola de 3 e velocidade no contra-ataque, pode ser um belo desafogo. Em 3 pontos o Pacers teve bom aproveitamento graças ao excelente Paul George (amo esse cara) e Danny Granger, mas era um time que chutava pouco de longe, talvez possam explorar mais esse tipo de bola. Ajudaria se Roy Hibbert fosse melhor passador quando recebesse marcação dupla.

Para o garrafão as perspectivas são boas. Eles gastaram todo o dinheiro da merenda para o resto da vida para conseguir segurar o promissor Roy Hibbert, mesmo após o pivô ter decepcionado no confronto contra Glen Davis nos Playoffs. De qualquer forma o cara é bom, alto, bom defensor e tem melhorado ano a ano, mesmo que de maneira bem lenta. Na reserva dele estão Ian Mahinmi, eterna promessa que finalmente deslanchou no ano passado pelo Mavs e o novato Miles Plumlee, que eu não dava nada mas que fez excelente Summer League em Orlando.

Ainda existem outros jogadores a serem observados: Sam Young é bom defensor e sempre ajudou bastante nos seus tempos de Grizzlies e Sixers. Blake Ahearn é um dos melhores jogadores dos últimos anos da D-League e está penando para receber mais confiança de um time da NBA. Já Lance Stephenson tem um talento escondido que volta e meia aparece, foi bem na Summer League (embora não tenha brilhado) e pode ajudar na rotação do time, é só não pedirem para ele virar um armador puro.

O Indiana Pacers é um time bem montado, com sistema de jogo bem regular e excelente defesa, tanto no perímetro quanto no garrafão. Não apostaria muito que os novos reforços vão resolver o ataque feio, mas eles já mostraram antes que sabem como fazer o outro time jogar mais feio ainda para conseguir a vitória. O time do excelente Frank Vogel tem tudo para ficar lá em cima esperando qualquer vacilo de Miami Heat ou Boston Celtics.

 

Temporada Filme Pornô

A temporada perfeita do Indiana Pacers, infelizmente, não terá um bukkake muito louco logo nos primeiros minutos de filme. O time é conservador demais para isso. Mas dá pra ser legal mesmo assim, afinal o time é basicamente o mesmo da temporada passada e está certinho enquanto o resto do Leste precisa passar por períodos de adaptação: O Miami Heat finalmente admitindo que não vão usar mais pivôs, Doc Rivers prometendo um Celtics mais veloz, o Sixers com Andrew Bynum, Hawks sem Joe Johnson, Nets COM Joe Johnson, Knicks decidindo o papel de Amar’e e Carmelo e por aí vai…

Todos eles tem chance de brigarem com o Pacers lá em cima no Leste, mas podem demorar um bocado para pegarem no breu (se é que vão pegar). O Pacers poderia aproveitar isso para ter um começo de temporada bom e disparar entre os melhores da conferência, afinal acabar em 2º ou 3º no Leste seria o ideal para eles. Por mais que nos Playoffs do ano passado eles tenham feito jogo duro, ninguém quer cruzar com o Miami Heat antes da final do Leste. Acabando em 2º ou 3º o Pacers teria a chance de desafiar o Boston Celtics por essa vaga na decisão e talvez até possam ter mando de quadra nessa disputa. Chegar na final da conferência, mesmo que para perder de LeBron James de novo, seria o topo para o Indiana Pacers.

Para embalar essa boa campanha é o time vai manter com a defesa forte, forçando os times a um aproveitamento baixo dos arremessos. O time não é de forçar turnover e se arriscar demais. No ataque George Hill e DJ Augustin conseguem fazer o time mais dinâmico no ataque, sem tanto passe lento e pensado. O desenvolvimento individual de Paul George deixa um pouco dessa estagnação de lado também.

 

Temporada Drama Mexicano

Eu duvido muito que o Indiana Pacers vai piorar em relação ao ano passado. Mas existe um porém, o time tem muitos defeitos e se aproveitou de uma conferência fraca para ir longe no ano do locaute. Times recheados de estrelas como o Knicks e o Nets estão babando, o Sixers agora tem um dos melhores pivôs da NBA. Será que o Pacers segura a posição lá em cima mesmo com tanta concorrência?

No ano passado eles devem ter quebrado um recorde de número de vitórias mesmo arremessando mal. Sério, tinha vitórias deles que acertavam uns 37% dos arremessos, um absurdo inexplicável. Foram levando, sabiam ganhar jogos, amarrar na defesa. Mas e agora? Se o time não der um passo a frente será atropelado pelos emergentes do Leste justamente no último ano de contrato de David West. É hora de mostrar para o capitão do time que ele pode lutar por um título de Indianápolis. Uma temporada trágica teria uma derrota na 1ª rodada dos Playoffs anunciando a saída de West e um novo período de vacas magras. Tudo isso depois de uma reconstrução que demorou 8 anos até dar frutos…

 

Top 10 – Jogadas do Pacers em 2012

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Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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