Preview 2012/13 – Memphis Grizzlies

Começamos ontem o mês de preview da temporada. Iniciamos com o Boston Celtics e falaremos de todos os times até o esperado dia 30 de Outubro, quando teremos a rodada inicial da Temporada 12/13 da NBA.

Nesse ano vamos repetir uma ideia de uns vários anos atrás. Ao invés de só comentar as contratações e fazer previsões, vamos brincar de extremos: O que acontecerá se der tudo certo para tal time, qual é seu teto? E o que acontecerá se der tudo errado, onde é o fundo do poço? Em outras palavras, como seria um ano de filme pornô, onde qualquer entrega de pizza vira a trepa do século? E como seria um ano de novela mexicana, onde tudo dá errado e qualquer pessoa pode ser o seu irmão perdido em busca de vingança?

Hoje é dia de ir para o Oeste e falar do Memphis Grizzlies

 

Memphis Grizzlies

 

 

 

 

 

O Memphis Grizzlies não conseguiu se mexer muito nos últimos meses, culpa de um orçamento apertado, contratos caros e do desejo de manter o atual grupo unido. Nos últimos anos eles se ocuparam em gastar até mais do que seria prudente para garantir o quarteto de Mike Conley, Rudy Gay, Zach Randolph e Marc Gasol unido por mais 3 temporadas. Isso limita aquelas contratações menores, mas deixa intacto um grupo que tem entrosamento e talento para ir para os Playoffs todo santo ano.

O problema é que mesmo sendo ótimo, esse grupo não conseguiu passar da segunda rodada dos Playoffs nos últimos dois anos. Parou em Jogos 7 para o OKC Thunder e Los Angeles Clippers, sinal de que falta alguma coisa. Falta banco de reservas, melhores opções para quando alguém se machuca (ano passado foi Zach Randolph que perdeu boa parte da temporada, no ano anterior havia sido Gay) e também arremessadores de 3 pontos e especialistas ofensivos, principalmente após a saída de OJ Mayo.

Para corrigir isso o Grizzlies teve que apelar para as opções baratas. Com sua escolha no Draft o time apostou em Tony Wroten, que pode ser um bom quebra galho como armador e na posição 2 também. Mas as principais fichas na armação reserva estão em Josh Selby, que teve alguns poucos bons momentos na temporada passada, atrapalhados pela inconsistência típica de um novato e pela ideia discutível de usar Mayo armando o time. Se Selby der um salto de qualidade poderá ser um reserva mais confiável para Mike Conley. Se isso não acontecer eles terão que colocar a armação nas mãos de Jerryd Bayless, o que é sempre uma situação estranha. Ele vai atacar a cesta, vai fazer 25 pontos e costurar todo mundo, mas o resto do time não vai nem tocar na bola! Bayless é um dos melhores pontuadores reservas da NBA e se ele tivesse chegado na liga em 2000 ao invés 2008 teria sido um dos jogadores mais populares e disputados pelas equipes. Sem contar que teria média de pontos e minutos umas 10 vezes maior do que teve ano passado pelo Raptors. O estilo abaixa-a-cabeça-e-vai de Bayless segurou um pouco sua carreira, mas o cara sabe fazer pontos, foi barato e vai ajudar a desafogar o ataque às vezes bem pouco criativo do Grizzlies.

Para as bolas de 3 a aposta é em Wayne Ellington, que ano passado meteu seus arremessos de média e longa distância pelo Minnesota Timberwolves. No ano passado o Grizzlies foi apenas o 25º colocado entre os times com melhor aproveitamento nas bolas de 3 pontos, foi também o que menos tentou bolas de longe e o que menos converteu. Chutou pouco e mal de longe. Ao todo Ellington e Bayless juntos vão ganhar pouco mais de 5 milhões nessa temporada, dinheiro que geralmente um time gasta com apenas um jogador mediano. E por falar em jogadores medianos, Darrell Arthur, que perdeu a temporada passada machucado, está de volta e será importante na rotação do garrafão da equipe.

 

Temporada Filme Pornô

Em sua temporada filme pornô o Memphis Grizzlies é surpreendido por sua esposa, que traz uma amiguinha pra casa e oferece um menáge a trois como presente. As duas liberam a porta dos fundos. Em outras palavras, o Memphis Grizzlies consegue finalmente disparar como um dos melhores times do Oeste logo no começo da temporada, embalando vitórias consecutivas no primeiro mês de campeonato. Bem melhor do que repetir as fórmulas dos anos anteriores de arrancar só em Fevereiro e acabar com pedreiras logo na primeira rodada, né? As vitórias acontecem porque a amizade mais improvável e bonita do esporte, Zach Randolph e Marc Gasol, continua dominando os garrafões da NBA e liderando a liga em rebotes ofensivos.

Com Jerryd Bayless competindo para melhor 6º homem da temporada e Rudy Gay finalmente no All-Star Game, o time embala uma sequência de vitórias em casa e deixa para trás o cansado San Antonio Spurs, o estou-esperando-os-playoffs Thunder e se classifica entre os melhores times do Oeste, garantindo um adversário mais fácil na primeira rodada dos Playoffs.  A revanche de 2011 contra o Thunder na semi-final do Oeste é novamente em um eletrizante Jogo 7!  Mas acho que para por aí. O teto desse Grizzlies é enfrentar de igual para igual e ser uma pedra no sapato dos grandes favoritos ao título, mas ainda não vejo como esse elenco pode superar os favoritos da Conferência. Talvez possam bater o Spurs, que tem dificuldades para parar o garrafão deles, mas mesmo assim seria complicado. Para ir mais longe o Grizzlies precisa de um toque de Mavericks-2011, com alguns caras aleatórios bancando o JJ Barea e aparecendo do nada para jogar como nunca antes (e nem depois) na carreira.

 

Temporada Drama Mexicano

E então Zach Randolph descobre que se dá bem com Marc Gasol porque os dois tem o mesmo pai! E que sua esposa é na verdade sua meia-irmã, que foi a mesma que agrediu o técnico Lionel Hollins e o deixou com esse dedinho macabro. No meio do caminho Gasol torce o pé e fica de fora de vários meses da temporada. Eles são obrigados a colocar Hamed Haddadi em minutos relevantes de jogos importantes e obviamente não dá certo. Claro que o time é forte, raçudo e Tony Allen vai defender Deus se for preciso, mas com os vacilos, contusões e começo xoxo da temporada o time acaba o Oeste em 6º e perde na 1ª rodada de novo. Por sempre complicar pra todo mundo, mas nunca ir longe, são oficialmente chamados de Atlanta Hawks do Oeste e caem no choro.

Não são poucos os times na história da NBA que passam várias temporadas nesse limbo entre a briga do título e a reconstrução, e o resultado geralmente não é bom. Em muitos casos os jogadores começam a se frustrar e o time vai aos poucos caindo de produção, mas a direção, com medo de perder o grupo, insiste que não é hora de reconstruir. O resultado é um time desunido, cansado e caro. O Memphis Grizzlies não chegou nesse ponto, pelo contrário, é um time conhecido pela união de seus jogos e pela boa liderança de Tony Allen e Lionel Hollins. Mas tudo tem limite, essa é a temporada em que eles precisam provar que podem lutar por algo a mais. É importante que os jogadores e até torcedores sintam uma evolução ao invés de estagnação.

 

Top 10 – Melhores jogadas do Grizzlies em 2012

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Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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