Preview 2012/13 – Toronto Raptors

Continuamos aqui o melhor preview da temporada já escrito por um blogueiro gordo. Veja o que já foi feito até agora:

Leste: Boston CelticsCleveland CavaliersBrooklyn NetsIndiana PacersAtlanta HawksWashington WizardsChicago Bulls e Orlando Magic

Oeste: Memphis GrizzliesSacramento KingsDenver NuggetsGolden State WarriorsSan Antonio SpursLos Angeles ClippersPhoenix Suns e OKC Thunder

Até o esperado dia 30 de Outubro, quando teremos a rodada inicial da Temporada 12/13 da NBA, todos os times terão sido analisados profundamente aqui no Bola Presa.

Nesse ano vamos repetir uma ideia de uns vários anos atrás. Ao invés de só comentar as contratações e fazer previsões, vamos brincar de extremos: O que acontecerá se der tudo certo para tal time, qual é seu teto? E o que acontecerá se der tudo errado, onde é o fundo do poço? Em outras palavras, como seria um ano de filme pornô, onde qualquer entrega de pizza vira a trepa do século? E como seria um ano de novela mexicana, onde tudo dá errado e qualquer pessoa pode ser o seu irmão perdido em busca de vingança?

Hoje é dia de falar do time do único time que não fica nos EUA, o Toronto Raptors.

Toronto Raptors

 

 

 

 

 

Ninguém dá muita bola para o que acontece ou deixa de acontecer com o Toronto Raptors. E, vamos ser sinceros, existem motivos para isso: A imprensa americana não é de dar atenção para o único canadense da liga e há anos que o Raptors não dá motivo para que isso mude. Desde que entraram na NBA em 1996, foram para os Playoffs apenas 5 vezes e só passaram da 1ª rodada em 2001, quando o time liderado por Vince Carter foi eliminado pelo Sixers de Allen Iverson em 7 jogos na semi-final do Leste.

Uma das dificuldades do Raptors é que ninguém quer ir jogar lá. Mais ou menos como acontece com times como o Milwaukee Bucks, os jogadores preferem morar em uma cidade grande e vibrante como Nova York do que em outras consideradas tranquilas demais. E morar em outro país, embora seja só a um lago de distância, não anima muitos atletas também. A solução encontrada pelo Raptors para superar isso foi se transformar realmente no time mais internacional da NBA, não por acaso que nessa temporada o time terá 5 nã0-americanos. Desde 2009 que o Raptors tem pelo menos 5 gringos no elenco. Nessa temporada o garrafão titular terá o italiano Déia Bargnani e o lituano Jonas Valanciunas.

Mas ao mesmo tempo que o time se enchia de estrangeiros, seus números defensivos eram péssimos todo santo ano. Foi uma combinação cruel: Os jogadores europeus já tinham essa fama de, apesar de técnicos, fracos defensivamente. Quando o time com mais europeus na liga é ridículo na defesa, foi como se o mito não fosse mais mito. Pensando em corrigir isso que na temporada passada chegou ao time o técnico Dwane Casey, que na temporada anterior havia introduzido, como assistente técnico, a defesa por zona que guiou o Dallas Mavericks ao título da NBA. Era uma cartada precisa, Casey é especialista em defesa e gostava de um sistema muito mais comum na Europa do que nos EUA.

A missão, porém, não era nada fácil. O Toronto Raptors tinha sido a pior defesa da NBA em 2010-11 e Dwane Casey tinha que implementar um sistema de defesa novo justamente na temporada do locaute, quando o período de treinos e pré-temporada foi minúsculo e os jogos do campeonato todos embolados. Casey disse no começo da temporada passada que esperava uma melhora mínima, talvez levando o Raptors da 30ª para a 25ª melhor defesa da liga.

Mas para surpresa geral de todos, o Raptors virou uma potência defensiva. Em pontos sofridos por posse de bola, pulou da 30ª para a 14ª posição entre todos os times da NBA. Em total de pontos sofridos e em aproveitamento de arremesso dos adversários, acabou a temporada no Top 10.  Não deu Playoff porque aí apareceu a síndrome do cobertor curto. Andrea Bargnani se machucou, o ataque ruiu e o time teve a 2ª pior marca de pontos por posse de bola da liga.

Que fique claro, porém, que esses times que gostam de marcar por zona não o fazem durante todo o jogo. Isso não existe na NBA. Talvez em um jogo ou outro, com o outro time arremessando mal, ela possa ser usada por mais tempo, mas em geral é, como diz o próprio Dwane Casey, uma segunda opção. Algo que você faz no meio do jogo para forçar o adversário a sair de sua zona de conforto. Segunda dados do SynergySports, do meio da temporada passada, o time que mais usava a defesa por zona era o Golden State Warriors, que o fazia em 10% das posses de bola que defendia. O Raptors aparecia em com 7.5%. Então a zona ajudou o Raptors a melhorar defensivamente, mas não foi a única coisa responsável. Mas esse pouco tempo já serviu para irritar algumas pessoas. Após um jogo contra o Utah Jazz, Paul Millsap deu uma de Nezinho e disse “Zona é para times de escola, faculdade. Sejam homens, marquem homem a homem”. 

Para a temporada 2012/13 o objetivo é continuar a melhora defensiva, já que Casey disse que no último ano o time tinha pegado ” apenas uns 85% das complexidades da zona”. Mas, como citei antes, o ataque ainda é uma merda daquelas bem fedidas. Para ajudar com isso Casey conta com algumas novas contratações. Kyle Lowry, excelente armador que estava no Houston Rockets tem fama de ótimo defensor, mas nos últimos anos foi também espetacular na Princeton Offense de Rick Adelman. Ao contrário de José Calderón, antigo titular, faz bastante estrago atacando a cesta.

Outro que chegou foi Landry Fields. O ex-melhor amigo do Jeremy Lin teve dois anos de altos e baixos na carreira, basicamente foi bem quando era bastante usado por Mike D’Antoni e quando jogou ao lado de Lin, foi mal no time mais lento de Mike Woodson. Tecnicamente ele não é grande coisa, mas tem ótima percepção de jogo e se jogar em um esquema de jogo bem definido deve ajudar bastante. Falta saber também se veremos em Toronto o Fields que acertou 40% das bolas de 3 pontos na temporada 2010/11 ou que fez só 29% em 2011/12. Defensivamente Fields chega para a vaga deixada por James Johnson, que foi ótimo na temporada passada e recebeu pouquíssimo reconhecimento. Sabiam que JJ foi um dos apenas 8 jogadores a acabar a temporada passada com pelo menos 1 roubo e 1 toco de média? Kevin Durant, Kenyon Martin, DeMarcus Cousins, Andrew Bogut, Josh Smith, Dwight Howard e Dwyane Wade foram os outros.

O melhor pontuador do time, Andrea Bargnani, está de volta de contusão e sem se esforçar muito deve fazer seus 20 pontos por jogo. Se bem que, como Fields, ele teve uma boa carreira como arremessador de 3 pontos mas na temporada passada empacou nos 29%. O Raptors precisa de Fields, Bargnani e do novato Terrence Ross (já um dos arremessos mais bonitos da NBA, eu recomendo) para conseguir mais pontos de longa distância. No ano passado foram apenas 34% de aproveitamento de 3 pontos, 10ª pior marca da NBA.

Ao lado de Bargnani no garrafão estará o novato Jonas Valanciunas, uma das grandes promessas da NBA. O jovem lituano brilhou em todos os campeonatos internacionais de base, já jogou muito bem na Lituânia e teve alguns bons jogos nas últimas Olimpíadas. Na pré-temporada, onde tem média de 6.3 pontos e 6.5 rebotes em 22 minutos de jogo, já fez algumas jogadas que fizeram os olhos dos torcedores brilharem. Talvez falte consistência para ele nesse primeiro ano, mas dará ao time uma presença ofensiva de garrafão que eles não tinham desde… er… o Raptors já teve um grande pivô em sua história? Só lembro de Antonio Davis e Chris Bosh sendo improvisados na posição e preferindo jogar longe do aro. Só para vocês se prepararem: Essa é uma enterrada do Valanciunas sobre o Andrei Kirilenko, aqui uma sobre o pobre time da Islândia. E abaixo o que ele fez com o Emeka Okafor na pré-temporada:

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Temporada Filme Pornô

Nada seria mais perfeito para o Raptors do que ver Jonas Valanciunas se adaptando rapidamente à NBA. Ter um grande pivô ajudaria o time nos rebotes, onde não são grande coisa, no ataque de costas para a cesta e ajudaria bastante a vida dos pontuadores do time: Andrea Bargnani e DeMar DeRozan, esse com motivação extra de estar no último ano de contrato. Com espaço e atenção dividida os dois podem fazer um certo estrago.

O elenco, no papel, é um dos mais fortes que o Raptors já teve. Se Kyle Lowry repetir a liderança dos tempos de Rockets e se as lesões não atrapalharem Bargnani, o time canadense deve voltar aos Playoffs. Repetir o resultado de 2001 e passar da 1ª rodada parece demais, o que não falta no Leste são times especialistas em defesa, mas já dá pra brincar de pós-temporada.

 

Temporada Drama Mexicano

A contratação de Landry Fields foi aquela caríssima, com a intenção de atrapalhar os planos do New York Knicks de contratar o Steve Nash, estão lembrados? Deu certo, mas o Raptors também ficou sem o armador canadense. Será que o salário alto por um jogador só mediano vai perturbá-los depois? O elenco ainda não é tudo isso e o banco de reservas ainda não passa tanta segurança.

E se a defesa do Raptors tem tudo para melhorar nesse ano, o ataque precisa de uma verdadeira revolução para figurar na camada intermediária da NBA. Se o frágil Andrea Bargnani se machuca de novo o time fica bem magro de opções de ataque e isso pode custar uma vaga nos Playoffs. E o drama deles seria ficar na posição mais desconfortável da NBA: Não são bons o bastante para ficar lá em cima, não são ruins o bastante para lutar por uma boa posição no Draft do ano que vem.

 

Top 10 – Jogadas do Raptors em 2012

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=o5hrhFiYdW4[/youtube]

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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