Preview dos Playoffs – Atlanta Hawks e Brooklyn Nets

Uma hora esse dia iria chegar. Hoje é o momento em que eu, Danilo, sou levado PELAS FORÇAS DO DESTINO a falar do… do… do… do…


Atlanta Hawks

 Eficiência Ataque Defesa Saldo Posses de bola
(posição na liga) 102.5 (10) 103.1 (6)  +4.7 (4) 93.9 (15)

Quintetos mais usados:

Hawks lineup

Jeff Teague, Kyle Korver, DeMarre Carroll, Paul Millsap, Al Horford (914 minutos)

Jeff Teague, Kyle Korver, DeMarre Carroll, Paul Millsap, Pero Antic (120 minutos)

Pontos fortes: O que você faz quando tem uma quase-estrela perfeita para compor um elenco campeão mas falta uma estrela para levar o time? Resposta do Hawks: adiciona uma outra quase-estrela. E outra quase-estrela. E outra. E outra. Todo mundo nesse elenco é talentoso, inteligente, completo, mete bolas de 3 pontos, e o mais legal: todo mundo é carregador de piano, disposto a passar a bola para o coleguinha em melhores condições. Some isso a um técnico fantástico e o que você tem é um time batendo todos os recordes em número de assistências para arremessos convertidos e porcentagem de arremessos dados sem marcação por jogo. Sem nenhuma grande estrela ofensiva, o Hawks montou o maior pesado da história para todas as defesas da NBA. E o segredo é a consistência: mesmo quando não entram os arremessos são bons, dados nas melhores circunstâncias, o que dá frutos a longo prazo, especialmente numa série de 7 jogos. E como se não bastasse, a defesa é uma das melhores da NBA: protege o aro como poucas, não comete faltas e causa muitos turnovers. O quinteto que mais jogou soma mais de 900 minutos, é entrosamento que não falta mais; o segundo quinteto é igual ao titular, mas com um pivô que chuta melhor de três.

Pontos fracos: É o Hawks.


Brooklyn Nets

 Eficiência Ataque Defesa Saldo Posses de bola
(posição na liga) 104.4 (20) 107.4 (23)  -3.1 (24) 92.7 (24)

Quintetos mais usados:

Nets

Deron Williams, Joe Johnson, Markel Brown, Thaddeus Young, Brook Lopez (255 minutos)

Deron Williams, Joe Johnson, Bojan Bogdanovic, Kevin Garnett (trocado), Brook Lopez (179 minutos)

Pontos fortes: Brook Lopez é um jogador a ser temido no ataque, e só não recebeu o carinho que merecia nos últimos tempos por estar numa situação tática extremamente merda. Com os ajustes no elenco que aconteceram ao longo da temporada, aumentando a capacidade atlética e o ataque a cesta com Thaddeous Young e os arremessos de três com Bogdanovic, o time parou de ser uma máquina de chutar bolas cocô de média distância e Brook Lopez passou a ter mais espaço para atuar. Todas as jogadas que acabam quebradas da equipe (e são muitas) terminam nas mãos do Brook Lopez pra arremessar no sufoco, e nessas situações Lopez tem o melhor aproveitamento da NBA. Nos grandes dias não há marcação para seu arsenal ofensivo; além disso Joe Johnson, Jarrett Jack e Deron Williams conseguem criar o próprio arremesso e são boas válvulas de escape contra boas defesas.

Pontos fracos: O time tem enorme dificuldade em criar jogadas trabalhadas, os arremessos não são consistentes, a defesa é fraca e depende demais de Brook Lopez embaixo da cesta onde ele continuamente se mete em problemas de faltas, tudo depende demais de talento individual, Deron Williams se tornou um dos jogadores menos eficientes da liga atacando a cesta, e tudo na equipe é montado para que eles chutem muito do perímetro – o que só não acontece porque falta gente talentosa para tanto. Esse time cheira a desastre há anos e só agora deu pequenos passinhos rumo a uma melhora. Mas contra o Hawks, então fodeu.


Palpite

O Nets leva vantagem no jogo de garrafão e pode apostar que Brook Lopez, ao menos nas primeiras partidas da série, tem tudo pra causar estrago. Mas é no perímetro que os jogos vão ser decididos: o Hawks vai dar vários arremessos inteligentes de três pontos que podem ou não cair, enquanto o Nets vai dar arremessos imbecis de três pontos ou arremessos longos demais de dois pontos que não vão cair nem a pau. Invariavelmente, conforme o jogo for chegando ao final, mais arremessos de três terão entrado porque o Hawks consegue as melhores oportunidades. Vai ser assim: jogo empatado, jogo empatado, jogo empatado, Hawks mete oito bolas de três seguidas, Hawks vence por 20.

Parabéns, Hawks. Depois de passar tantos anos insistindo no mesmo erro, mantendo um elenco MÉDIO em busca de estrelas e uma oitava vaga para os playoffs, finalmente assumiram uma identidade, um esquema tático moderno e eficiente, e vão ter caminho fácil para a Final do Leste. Aí lá a gente conversa. Por enquanto, é Hawks 4 a 0 no coitado do Nets.

Torcedor do Rockets e apreciador de basquete videogamístico.

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