Preview dos Playoffs – Atlanta Hawks x Washington Wizards

Finalmente saímos da primeira rodada dos playoffs. Era hora de um preview completo, estatísticas de explodir miolos, um podcast exclusivo. Mas aí eu lembrei que era o Leste.


Atlanta Hawks

Pontos fortes na primeira rodada: O Hawks confiou em seu estilo de jogo mesmo nos momentos mais merdas, e olha que não faltaram momentos merdas para a equipe. Perder dois jogos para o Nets já dá uma ideia do tamanho da encrenca. Ainda assim, o Hawks não tentou se reinventar para o Jogo 5 ou 6, se focando apenas em melhorar a execução ofensiva e a intensidade na defesa. Isso é marca de time campeão: confiar numa identidade e fazê-la funcionar a todo custo, mesmo quando está perdendo. Ainda assim, mostrou capacidade de se aprimorar ao otimizar a defesa de pick-and-roll para estraçalhar o garrafão ofensivo do Nets. O Hawks sempre terá dias bons e dias ruins, mas é a defesa quem garante a sobrevivência nos dias ruins até que as bolas de três caiam, algo que invariavelmente acontecerá. A troca de passes se assustou um pouco em alguns momentos da primeira rodada, mas quando voltou a funcionar a contento simplesmente estraçalhou o Nets. Em condições ideias de temperatura e pressão, o Hawks tem as ferramentas e o estilo para vencer qualquer time da NBA.

Pontos fracos na primeira rodada: É o Hawks. Conseguiu perder dois jogos para o Nets. E é o Hawks.


Washington Wizards

Pontos fortes na primeira rodada: O pick-and-roll funcionou de maneira impecável, inclusive entre os armadores, gerando algumas bolas fáceis de três pontos. O garrafão fez o que era imaginado, complicando as formações mais baixas do Raptors sem comprometer o ritmo no ataque, com John Wall puxando o contra-ataque e seu garrafão conseguindo acompanhar na transição. Essa combinação de velocidade no contra-ataque e na defesa e muita força e tamanho embaixo do aro é suficiente para quebrar alguns esquemas táticos por completo, como foi o caso do Raptors. E, claro, o Wizards se saiu monstruosamente bem em fechar os jogos mais apertados com boa movimentação de bola, algo que o Wizards não conseguia fazer com frequência na temporada regular, e arremessos corajosos de toda a galera, mas especialmente de Paul Pierce. É como se a simples presença dele ali desse uma tranquilidade pra equipe continuar mantendo seu plano nos minutos finais, e a bola finalmente pode sair das mãos do John Wall nas posses decisivas, onde Wall não tem um bom aproveitamento justamente porque seu arsenal de jogadas é limitado, depende muito das infiltrações, algo mais fácil de ser marcado pelas defesas mais fortes da NBA na pós-temporada. Paul Pierce acertou todos os arremessos importantes mesmo comprometendo um pouco o ritmo na transição, até que o Wizards passou a aprender a girar a bola rapidamente e usar Pierce como finalizador quando ele finalmente chega ao ataque. É um time que obviamente ainda está aprendendo a juntar todas as peças e que, ao contrário do Hawks, ainda pode nos surpreender.

Pontos fracos na primeira rodada: O Wizards sobrecarrega muito a defesa do garrafão por tentar interceptar demais as linhas de passe. Quando força o ritmo no ataque, tende a se atrapalhar toda vez que a transição defensiva acerta a marcação e os força a arremessos rápidos de três pontos, uma área em que o Wizards mostrou muita melhora mas ainda é seu ponto mais fraco. Contra defesas mais leves e rápidas de perímetro o Wizards não conseguiu na primeira rodada gerar arremessos de fora, dependendo única e exclusivamente do pick-and-roll. Contra uma equipe que possa marcar isso efetivamente (como o Hawks conseguiu no último jogo contra o Nets), não sobra muito recurso para pontuar ao longo do jogo e não vai adiantar toda a tranquilidade que apresentam no final dos jogos.


Palpite

Se o Hawks colocar tudo que tem na defesa pra funcionar, deve sufocar as bolas de três do Wizards, forçar que John Wall use o pick-and-roll e gerar muitas bolas roubadas nessa jogada, convertendo pontos fáceis de contra-ataque, bolas de três pontos na transição e portanto não tendo que encarar a defesa de garrafão do Wizards. John Wall vai sofrer nas mãos do DeMarre Carroll, que foi continuamente o melhor jogador do Hawks na primeira rodada. Basta que algumas bolas de longa distância da equipe de Atlanta caiam em sequência para que a diferença no placar fique impraticável para o Wizards recuperar. Imagino, nesse cenário ideal, uma série mais fácil para o Hawks do que foi na primeira rodada contra o Nets.

A chance do Wizards está em pegar os inevitáveis momentos difíceis do Hawks nos arremessos para machucá-los no ataque. A execução ofensiva do Wizards precisa ser impecável para que eles tenham chances na série, e isso inclui conseguir outros modos de usar Gortat para arremessos de meia distância (área em que o Brook Lopez mais machucou o Hawks) sem para isso depender tanto do pick-and-roll. Não vejo isso acontecendo, mas é uma possibilidade.

Além disso, Paul Pierce vai ter que estar no seu auge para definir os jogos apertados que sem dúvida acontecerão (o Hawks vai abrir 20 pontos de vantagem quando as bolas caírem, aí derrubar a diferença em 19 pontos quando as bolas não caírem). O problema é que, ao contrário do Raptors que desmontou psicologicamente quando a situação apertou, o Hawks tem muitos jogadores acostumados a definir e um elenco inteiro que não tem vergonha de colocar a bola debaixo do braço e arremessar. O Hawks cobra poucos lances-livres por atacar pouco a cesta, mas seu aproveitamento é altíssimo e se o Wizards continuar agressivo demais no final dos jogos, o Hawks vai vencer os jogos na linha de bônus, pode apostar. A equipe de Washington terá que manter a compostura na defesa e tentar diminuir um pouco o ritmo no ataque, senão também perderá a “maratona” para o banco de reservas do Hawks. É possível que o Wizards consiga arrumar tudo isso, mas é tanta coisa junta que meu palpite é triste: um Hawks 4 a 2 bem menos sofrido do que o placar sugere.

Torcedor do Rockets e apreciador de basquete videogamístico.

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