Preview dos Playoffs – Chicago Bulls x Milwaukee Bucks

Continuamos com nossa prévia do Leste, a Série B da NBA – aquela que merece nossa atenção, claro, mas só quando a Série A não estiver passando. Oras, mas pra quê tanta animosidade com a bacanuda Conferência Leste?, você pergunta. Abaixo está uma das respostas: uma série de playoffs que, se tudo ocorrer como deve, vai terminar zero a zero e ir pros pênaltis.


Chicago Bulls

 Eficiência Ataque Defesa Saldo Posses de bola
(posição na liga) 107.5 (11) 104.3 (11)  +2.5 (10) 92.8 (23)

Quintetos mais usados:

bulls lineup

Derrick Rose, Jimmy Butler, Mike Dunleavy, Pau Gasol, Joakim Noah (353 minutos)

Aaron Brooks, Tony Snell, Mike Dunleavy, Pau Gasol, Joakim Noah (148 minutos)

Pontos fortes: O Bulls é um time bem equilibrado, podendo em qualquer noite ter um desempenho digno de melhor ataque ou de melhor defesa da NBA – mesmo que a combinação dos dois só aconteça a cada eclipse solar. Jimmy Butler é um dos melhores defensores individuais da NBA e nessa temporada desabrochou como uma potência ofensiva; Derrick Rose é uma máquina de atacar a cesta com sua explosão e agora tem um arremesso bizarro-mas-eficiente na transição; e Pau Gasol está aí para CALAR OS CRÍTICOS tendo uma temporada que, em seus melhores momentos, gerou gritos histéricos de “MVP”. São muitas opções no ataque, todas capazes de criar grandes jogadas individuais, aliadas a uma excelente movimentação defensiva que já foi a melhor da liga e que defende o aro e a linha de três como poucos, forçando os adversários ao temível arremesso de meia distância.

Pontos fracos: O quinteto do Bulls é meio terra de ninguém, foram muitas escalações diferentes graças a lesões. Derrick Rose, pra variar, perdeu 30 jogos na temporada; Jimmy Butler, que segurou a carga ofensiva em sua ausência, perdeu 15 jogos, mesmo número de Joakim Noah, pilar na defesa e armador de grande parte das jogadas da equipe. A parte defensiva, marca registrada da equipe desde que voltou à elite da Conferência, depende muito da química entre os jogadores – tanto é que um dos piores defensores que já passou pela Terra, o Carlos Boozer, não comprometia a defesa coletiva. A movimentação e o posicionamento do Bulls ainda sofrem com a falta de regularidade dos dois lados da quadra e não é sempre que a equipe sabe ler bem o momento de colocar a bola nas mãos de cada jogador em especial, coisa de quem ainda não está calejado e não sabe bem em quem confiar nos momentos importantes. Derrick Rose vai querer chamar a responsabilidade, mas está completamente sem ritmo; Pau Gasol tem histórico de acabar se omitindo demais na putaria que é o garrafão em tempos de playoff.


Milwaukee Bucks

 Eficiência Ataque Defesa Saldo Posses de bola
(posição na liga) 102.7 (26) 102.2 (4)  -0.09 (16) 94.1 (13)

Quintetos mais usados:

bucks lineup

Michael Carter-Williams, Khris Middleton, Ersan Ilyasova, Giannis Antetokounmpo, Zaza Pachulia (343 minutos)

Brandon Knight (trocado), O.J Mayo, Jabari Parker (fora da temporada), Giannis Antetokounmpo, Larry Sanders (137 minutos)

Pontos fortes: O Bucks não é uma gracinha? De pior campanha na temporada passada conseguiram uma vaga relativamente fácil nos playoffs mesmo nunca jogando bem, tendo saldo negativo de pontos e não tendo uma única estrela no elenco. Uns fofos. Tudo baseado numa das defesas mais completas e espetaculares da NBA: defensores atléticos que correm como loucos, aberrações da natureza com braços do tamanho de trens, força física, bons defensores individuais, boa defesa por zona, posicionamento impecável na transição e aquela dose bizarra de sangue novo, desmiolado e que quer provar ser capaz do impossível.

Pontos fracos: Dá uma olhada no segundo elenco mais utilizado pelo Bucks na temporada: jogou pouco mais de 130 minutos, tem um armador trocado no meio da temporada e um novato que estourou o joelho e não joga mais até temporada que vem (se tiver muita fé). É tanto jogador médio-pra-ruim, tanto pirralho e tanta falta de estrela que dá pra formar um quinteto simplesmente sorteando 4 jogadores aleatórios do banco e um sócio-torcedor pra fechar o grupo. O resultado é que no ataque o time não tem referência, não sabe o que faz e vive de tentar dar cabeçadas na defesa adversária; e na defesa rola uma oscilada, ainda que pequena, dependendo de quem compõe a formação. Lembra quando o Bucks de dois anos atrás foi pros playoffs e vê-los atacando era o suficiente para que as crianças chorassem, os bebês acordassem e os cachorros uivassem? Pois bem: o Bucks de agora, no ataque, é como parir um satélite natural. Ou seja, tem seu charme bizarro, mas causa hemorragias internas.


Palpite

Essa série vai acabar zero a zero. O Bucks, a não ser que o O.J. Mayo esteja num daqueles dias insanos que ele tira do bolso a cada contrato prestes a expirar ou que o Michael Carter-Williams esteja num dia cagado de triple-double eminente, não tem A MENOR CHANCE de conseguir pontuar em cima da defesa do Bulls. Vai tentar na marra, na unha, no sangue e no suor, e a gente vai ao mesmo tempo vibrar porque é legal torcer pra gente sofrida e esforçada e GRITAR EM HORROR porque ninguém merece ver uma série de playoffs em que todos os jogadores de um time estão simplesmente correndo contra uma parede de concreto.

Tendo dito isso, vale lembrar que o Bulls vai suar como nunca para conseguir suas cestas e terá que contar com grandes noites de Pau Gasol e Derrick Rose pra escapar da defesa adversária. Jimmy Butler vai ter que se focar no ataque e desencanar um pouco da defesa porque, bem, dessa parte a natureza cuida. Com boas atuações ofensivas, especialmente da linha de três pontos, o Bulls tem chances de não terminar todas as partidas empatadas.

Meu palpite, em clima de Zé do Caixão: teus olhos vão SANGRAR se você se atrever a assistir a todos os jogos dessa série. E o Bulls deve acabar vencendo com gol cagado no final, chuto um 4 a 2 porém sofrido, daqueles que vai ficar todo mundo criticando o Chicago dizendo que “se jogaram tão mal contra o Bucks, como é que pretendem vencer a NBA?”, sem perceber que o mérito de foder a merda é inteiro do Bucks, aqueles fofos. Tema a rena.

Torcedor do Rockets e apreciador de basquete videogamístico.

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