Preview dos Playoffs – Cleveland Cavaliers x Boston Celtics

Continuamos os micro-previews do Leste (onde não tem dancinha porque, bem, eles não merecem) pouco antes dos jogos de hoje começarem. O primeiro jogo do Leste de hoje será entre Cavs e Celtics, basicamente o confronto de um time que deveria estar aí por obrigação contra um que até agora não descobriu como é que foi parar na pós-temporada.


Cleveland Cavaliers

 Eficiência Ataque Defesa Saldo Posses de bola
(posição na liga) 111.1 (3) 106.3 (18)  +4.0 (6) 92.3 (25)

Quintetos mais usados:

NBA: Cleveland Cavaliers at Orlando Magic

Kyrie Irving, J.R. Smith, LeBron James, Kevin Love, Timofey Mozgov (480 minutos)

Kyrie Irving, LeBron James, Shawn Marion, Kevin Love, Anderson Varejão (fora da temporada) (256 minutos)

Pontos fortes: Aquele jogador fora de série que resolveu voltar a Cleveland: Mike Miller. Piadinhas à parte, a presença constante de caras como Miller, Kevin Love e J.R. Smith são parte fundamental da estratégia da equipe: esse Cavs é uma máquina de arremessar de três. LeBron e Irving também participam dessa festa no perímetro, forçando as defesas a abrirem o garrafão, exatamente onde Irving e LeBron fazem mais estrago. O Cavs pode se dar ao luxo de isolar os dois o tempo inteiro porque a defesa vira um cobertor curto, tem gente demais no perímetro para se preocupar, você cobre a cabeça e os pés ficam de fora. LeBron já esteve em grande companhia na vida, mas Irving nessa fase da carreira é o que mais abre espaço para que ele jogue, mesmo quando não tem a bola nas mãos.

Pontos fracos: Essa é a pior defesa de uma equipe de playoff em que o LeBron já esteve. Falta um pouco de tudo: movimentação defensiva, comprometimento, tamanho e força física. Mozgov melhorou um pouco a situação e LeBron, quando está com vontade, ajuda muito a qualidade geral da defesa da equipe. Mas é normal ver esse time ter seu ritmo comprometido e acabar precisando isolar gente demais ao invés de fazer pontos fáceis de transição porque a defesa simplesmente não funciona como deveria. Aí é que está o truque para tentar vencer o Cavs: cometer poucos turnovers, errar poucos arremessos, e com isso garantir que do outro lado LeBron e Irving não vão atacar na correria.


Boston Celtics

 Eficiência Ataque Defesa Saldo Posses de bola
(posição na liga) 104.7 (18) 104.5 (12)  -0.4 (19) 95.8 (5)

Quintetos mais usados:

celtics lineup

Marcus Smart, Avery Bradley, Evan Turner, Brandon Bass, Tyler Zeller (320 minutos)

Rajon Rondo (trocado), Avery Bradley, Jeff Green (trocado), Jared Sullinger, Kelly Olynyk (160 minutos)

Pontos fortes: Sangue novo, garra, força de vontade, esperança, esse monte de coisas genéricas, bregas e de significado duvidoso que atribuímos à juventude inexperiente. O Celtics é uma equipe que realmente acredita no que está fazendo e comprou a ideologia coletiva e sem estrelismos nos vestiários. Todo mundo do elenco sabe que terá sua chance, que se produzir ganhará minutos, e que se defenderem juntos aumentarão suas oportunidades de sucesso. O resultado na prática é um time em que todo mundo está correndo o tempo inteiro, distribuindo infinitos passes, forçando arremessos a torto e a direito, matando seus adversários de cansaço, e apertando a marcação no perímetro com coberturas feitas no poder do pulmão. Quem cai na armadilha de tentar manter o ritmo do Celtics em geral se atrapalha.

Pontos fracos: Sangue novo, garra, força de vontade, esperança são apenas modos fofinhos de dizer que o time é jovem e inexperiente demais para perceber que NÃO DEVERIA ESTAR AÍ. O Celtics é mais um daqueles casos de reconstrução de elenco que dão tão errado, mas tão errado, que acabam cruzando o limite da tela de Atari e indo parar do outro lado, dando certo. Era pra esse time depois de ter se livrado de todas as estrelas e de todos os grandes salários, ter implodido. Mas não, a molecada quis mostrar serviço, virou um grupo bacana e aí acabaram vencendo mais do que a diretoria gostaria. A falta de experiência aparece no ataque estabanado que perde muitas posses de bola em jogadas idiotas, e na dificuldade de segurar vantagens no placar ao longo da partida. Mesmo quando está jogando bem, o Celtics sempre parece uma bomba prestes a explodir.


Palpite

A defesa do Celtics pode até dar trabalho para o perímetro do Cavs durante a série, mas não tem muito o que fazer para segurar LeBron e Irving nas isolações. Avery Bradley vai ter que conseguir grandes atuações defensivas para minar um pouco o jogo de meia quadra do adversário, mas repito que o cobertor aqui é curto demais para dar conta. No ataque o Celtics deve ter muito mais sucesso e Isaiah Thomas vai conseguir costurar a defesa do Cavs com certa facilidade, mas o excesso de turnovers vai ser punido de uma maneira destruidora.

O encaixe da série favorece muito o Cavs, independente dos resultados da temporada regular em que os times não se enfrentaram completos. O Celtics precisa forçar o ritmo e torcer para que o adversário entre na dança, mas o Cavs é um time acostumado a fazer merda na defesa e depois ter que tirar pontos na raça num ataque meio estático de meia quadra que em geral funciona. Meu palpite real, aquele que brota lá no fundo do meu coração, é que o Cavs se assusta no meio de alguns jogos porque passa a estar perdendo por 15 pontos, corre atrás, o Celtics se embanana e no finalzinho o Cavs vence numa cesta de último segundo ou na prorrogação, várias vezes, rumo a uma varrida na série. Mas racionalmente sei que o Celtics pode, com muito comprometimento defensivo, complicar as coisas porque seu ataque terá mais efeito contra o Cavs do que teria contra, por exemplo, o Hawks. Por isso vou de 4 a 1 para o Cavs e não se fala mais nisso.

Torcedor do Rockets e apreciador de basquete videogamístico.

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