Preview dos Playoffs – Golden State Warriors x Memphis Grizzlies

Playoff é assim, amigo internauta: tudo que importa acontece AO MESMO TEMPO, e aí depois o espaço-tempo inteiro vai hibernar até os próximos playoffs. Hoje já teve o Resumo da Rodada do LENDÁRIO “Jogo da Coxa” em versão de 4 atos para contar para os netos e o preview-relâmpago da série entre Hawks e Wizards. Será que ainda dá tempo do preview-ultra-relâmpago de Warriors e Grizzlies antes do jogo começar? Não, não dá. Mas dá tempo do inovador preview escrito NO INTERVALO do primeiro jogo da série. Bola Presa quebrando barreiras – as do jornalismo de esporte convencional, e também as do sentido.


Golden State Warriors

Pontos fortes na primeira rodada: O time mais frio e calculista da NBA foi tão frio e calculista quanto possível mesmo numa situação em que era fácil se desconcentrar, temer ou entrar de salto alto. Mataram o Pelicans sem piedade, sem mudar um centímetro do plano de jogo, sem deixar de dar um arremesso sequer só porque o jogo estava apertado no final, e a defesa passou pela prova de fogo de resistir ao Anthony Davis em noites espetaculares sem perder a compostura, a eficiência e a velocidade. Forçaram seu ritmo de jogo mesmo contra um time mais alto e mais forte, e usaram Draymond Green no garrafão sem piscar apesar de todas as adversidades físicas. Ou seja: tudo que a gente viu no Warriors e tinha medo de que talvez sumisse, titubeasse ou afinasse nos playoffs, esteve na primeira rodada em toda sua glória. Ainda é o time mais “cobertor curto” da NBA: é humanamente impossível defender todas as suas armas, e um desafio amedrontador tentar não jogar no ritmo que o Warriors impõe. Boa sorte, querida NBA.

Pontos fracos na primeira rodada: Times baseados em bolas de longa distância tem altos e baixos, e nem sempre o Warriors consegue impor um jogo consistente de garrafão. Mas o fato de que as bolas de três continuam chovendo criou espaços no garrafão mesmo em seus piores dias, que o Warriors usou elas com frequência. Único ponto fraco real: talvez David Lee volte da contusão e queira jogar. Se isso acontecer, prevejo 4 a 0 para o Grizzlies.


Memphis Grizzlies

Pontos fortes na primeira rodada: Uma defesa sufocante, trituradora, assustadora, de dar pesadelos nos netos dos netos dos netos dos jogadores do Blazers. Se não bastasse uma defesa coletiva fantástica que grampeou o Blazers no perímetro, o Grizzlies ainda contou com atuações individuais na defesa impecáveis, com Mike Conley e Tony Allen merecendo medalhas de honra. As dobras de marcação foram perfeitas, a rotação foi veloz e agressiva, Marc Gasol marcou muitíssimo bem fora do garrafão. Qualquer time que enfrentar o Grizzlies deverá temer ser triturado, se frustrar e gerar desperdícios bobos que se tornarão pontos fáceis do outro lado da quadra.

Pontos fracos na primeira rodada: O Grizzlies teve mais dificuldades quando o ritmo do jogo foi maior, quando foi forçado à correria e teve que marcar em posses de bola consecutivas na transição. A execução ofensiva ainda tem dificuldades de encontrar arremessos de três pontos e, quando não os encontra, acaba forçando bolas de longe desnecessárias. Mas o maior problema aqui é não poder contar com Mike Conley. Até que o Grizzlies se virou bem sem ele contra o Blazers ofensivamente, arrancando seus arremessos de fora com outros jogadores, como Udrih e Calathes, mas na defesa ele faz falta demais na marcação individual, nas dobras e no bloqueio das linhas de passe de pick-and-pop.


Palpite

Mike Conley não está no Jogo 1 e é questionável para o Jogo 2. É bem possível que ele só volte para as quadras no primeiro jogo do Grizzlies em casa, o que é péssimo sinal. Sem ele, será quase impossível atrapalhar Curry e Thompson como será necessário para que o Warriors se enfie numa longa sequência de arremessos não convertidos. Para que o Grizzlies roube algum jogo na casa do Warriors, muita coisa estranha precisa acontecer.

No resto da série, veremos como a defesa do Warriors será testada pelo tamanho e truculência de Gasol e Zach Randolph no garrafão. No perímetro, a defesa do Warriors deve caçar as poucas bolas de três do Grizzlies sem piedade, e o Grizzlies tentará a mesma coisa embora com menos chances de sucesso.

Mas é no garrafão que a série se resolverá: o Warriors deve provar que sua marcação do Anthony Davis é reproduzível com times ainda mais físicos, e o Grizzlies terá que explorar seu jogo de costas para a cesta mesmo num ritmo frenético de jogo que certamente será imposto pelo adversário. A diferença de tamanho também causará problemas na hora de defender os rebotes ofensivos, que o Warriors acabou gerando com frequência na primeira rodada e o Grizzlies precisará evitar ao máximo. E se o Grizz gerar rebotes ofensivos para si mesmo, isso evitará que o Warriors possa se jogar inteiramente no contra-ataque em todas as posses de bola, criando um pouco de receio nos defensores de simplesmente correrem para o outro aro. Isso seria fundamental para cortar o ritmo do Warriors, e é algo viável se o Grizzlies conseguir arrumar uma rotação ofensiva adequada.

Embora eu ainda acredite que o Warriors criou um modelo que ainda não mostrou sinais de que possa ser vencido, o estilo quase oposto do Grizzlies – com rebotes de ataque, jogo físico, garrafão e defesa individual – podem criar problemas para o Warriors que ainda não conhecemos. Prevejo uma série longa que precisará de consistência, e vejo o Grizzlies menos consistente e eventualmente perdendo jogos numa sequência arrasadora de bolas eventuais do Warriors. Mas é bem possível que se ficar bem perto do placar, o Grizzlies se aproveite dos momentos ruins do adversário para consquistar e manter lideranças.

Ou seja: está sentindo esse cheirinho? É o CHEIRO DE POSSIBILIDADE DE JOGO 7. Torçamos.

Torcedor do Rockets e apreciador de basquete videogamístico.

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