Resumo da Rodada – 22/4

Antes das lesões arruinarem o Portland Trail Blazers, antes de Kevin Durant ficar fora da temporada, antes do Dallas Mavericks derreter, o que esperávamos de todas as séries de primeira rodada no Oeste é o que estamos vendo entre San Antonio Spurs e Los Angeles Clippers. Mas já que os outros confrontos ficaram no plano das ideias, trataram logo de nos dar um clássico na segunda partida. Horas de batalha depois e tínhamos a única série em 1-1 em todos os Playoffs de 2015.

Como em todo bom clássico de Playoffs, vamos lembrar de mil jogadas que se tivessem final diferente poderiam ter mudado o rumo da História com H maiúsculo. E se Tony Parker não tivesse se machucado? E se o sangue de Patty Mills não fosse feito de gelo? E se o arremesso de JJ Redick nos segundos finais da prorrogação entra na cesta? E se o tapinha de Matt Barnes no segundo final do tempo normal tivesse sido um pouco mais fraco? E se Tim Duncan não tivesse feito magia negra para nunca envelhecer?

Nunca saberemos. O que sabemos é que o jogo desta quarta-feira teve tanta história, mas tanto causo, que os mesmos personagens foram heróis e vilões. O San Antonio Spurs apareceu mais ligado no Jogo 2, melhorando a velocidade de seus passes para não cair na capacidade atlética do Clippers. Eles também passaram a usar mais Tim Duncan que, na prática, é um dos poucos matchups de mano-a-mano onde eles têm vantagem. O resultado foi um Spurs que, em algumas posses de bola, lembrava o time de 2003, que colocava Duncan para trabalhar no lado esquerdo do garrafão e assistia, com todos prontos para um arremesso certeiro nos cantos da quadra. E falando em arremessos, não machucou que dessa vez eles acertaram algumas bolas sem marcação, o que não tinha acontecido no Jogo 1. Danny Green, Patty Mills e Kawhi Leonard apareceram bem.

O Los Angeles Clippers, irregular defensivamente na temporada regular, não repetiu a atuação do Jogo 1. Mas apareceram quando mais interessou, no último quarto, perdendo por 10 pontos, conseguiram inúmeros roubos de bola. DeAndre Jordan tacou medo em todos os floaters de Boris Diaw, e ainda deu um toco histórico em Duncan a um minuto do fim, quando o time voltou de vez para o jogo. Curiosamente a reviravolta veio justamente durante o Hack-a-Jordan, que deu só meio certo: o pivô errou a maior parte dos arremessos, mas o Clippers garantiu muitos rebotes de ataque; o Spurs perdeu qualquer chance de contra-ataque e Tim Duncan ficou pendurado em faltas.

Durante a virada do Clippers, Tony Parker saiu machucado e Manu Ginóbili foi eliminado com 6 faltas. Com Tim Duncan EXAUSTO em quadra, parecia que estávamos vendo o Spurs de 2017 jogando: Danny Green, Patty Mills e Kawhi Leonard carregando o time nas costas. Deu certo só porque a poucos SEGUNDOS do fim do jogo, Blake Griffin perdeu uma bola sozinho, sem qualquer explicação, e deu um contra-ataque para Patty Mills atacar a cesta, sofrer falta e empatar o jogo no lance-livre. Griffin estava na situação perfeita: o time enrolou tudo o que precisava no relógio e acabou com Griffin, melhor jogador do time na partida, na cabeça do garrafão, marcado pelo Marco Belinelli. A bola simplesmente escorregou das mãos do jogador que saiu de quadra com um triple-double e o turnover da sua vida.

Eu disse que Tim Duncan estava EXAUSTO? Pois é, depois de uma partida impecável, ele errou ao menos 3 bolas sem marcação, embaixo da cesta, antes de tomar o citado toco de DeAndre Jordan. Nas palavras do próprio jogador do Spurs, foi o pior quarto período de sua carreira. Mas a respirada antes da prorrogação deu resultado, ele voltou acertando mais bolas espetaculares, fechou o garrafão na defesa e o Spurs venceu com sua precisão típica. De outro lado, o Clippers estava levemente PILHADO e não soube lidar com a situação. Outro turnover não forçado de Griffin, um arremesso errado de Redick, um rebote ofensivo que escapou de Matt Barnes e tchau mando de quadra.

Como o jogo foi para a prorrogação, é claro que vamos lembrar disso para sempre:

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Estava no trem outro dia e tinha algumas opções: ouvir música; ler um livro; olhar as saias de quem vive pelas praias coloridas pelo sol. Mas não, decidi ficar pensando e confabulando sobre o Brooklyn Nets. Tal qual ex combatentes de guerra, sou amaldiçoado por pesadelos que não posso controlar ou evitar. Mas já que estava pensando, pelo menos fui capaz de uma associação que ainda não tinha percebido. O Nets, justo o Nets, é o novo Atlanta Hawks.

Pensa bem: um time chato, desinteressante, tédio em forma de quinteto e bola laranja. Mas não é ruim, é só chato. Não é espetacular, apenas bom. E, mais importante, depende de Joe Johnson do começo ao fim do jogo. Fim do jogo onde, claro, vai resolver tudo no mano-a-mano. O clássico ISO-Joe. Estão fadados ao fracasso.

No Jogo 2 da série contra o Atlanta Hawks, que deixou de ser Hawks para ser Spurs Jr., o Nets fez seu jogo chato e viu o adversário ter uma noite fria nos arremessos de média e longa distância. Decidido no minuto final, Joe Johnson resolveu dessa vez usar seus poderes de isolação para atrair a defesa e então passar a bola para Deron Williams. O armador, a 10 segundos do fim, perdendo por dois pontos, deu ótima finta, ficou LIVRE e…

https://vine.co/v/eaIW1hqFb7D

 


A grande estatística da noite vêm do pessoal do Grantland: nas últimas cinco temporadas o Memphis Grizzlies somou 46 jogos em que acertou 8 ou mais bolas de 3 pontos. Quantos o Houston Rockets tem no mesmo período? Sim, 296.

Mas como Playoff não foi feito para ter sentido, o time do nosso muso Zach Randolph resolveu que era dia de torturar o Portland Trail Blazers com arremessos de longa distância. Não basta o adversário estar desfalcado, não basta Tony Allen estar em modo Grindfather (ainda errando bandejas), não basta eles não terem resposta para o garrafão do Grizzlies, tinham ainda que acertar as bolas de longe. Só é um confronto gostoso de assistir se você curtia um bom Faces da Morte em VHS na adolescência.

O jornalismo chegou a seu limite?

https://vine.co/v/eajDijF66rb


 

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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