[Resumo da Rodada – 28/4] O jogo do dedo

A série até deveria ter sido mais divertida, mas o Dallas Mavericks, além de ser um time mais fraco que o Houston Rockets, acordou tarde demais. Gosto muito de Rick Carlisle, mas acho que dessa vez ele vacilou bastante. Esperou demais para mexer no time, para aceitar o fracasso de Rajon Rondo e só no meio do Jogo 3 que o Mavs passou a realmente fazer frente ao adversário. Lá tiveram um pouco de azar de ver James Harden acertar arremessos decisivos e aí, com 0-3 no placar não tinha muito o que fazer. Evitaram a varrida em casa e ontem até deram uma canseira, mas foi só pra ver Terrence Jones matá-los com uma falta-e-cesta, uma bola de 3 pontos e um roubo seguido de enterrada. Que cara é essa? Vocês não esperavam ver Terrence Jones decidindo uma série de Playoff? Ingênuos.

Sem querer voltar no assunto pela milésima vez, mas voltando: vocês lembram que o Mavs abriu mão de Jameer Nelson, Brandan Wright e Jae Crowder por Rajon Rondo? Ontem eles não acertavam uma bola de 3 pontos (NELSON!) por nada; não conseguiam segurar Howard e os rebotes (WRIGHT!) e precisavam demais de ajuda para defender Harden (CROWDER!). Aplaudo a coragem do Mavs em ir para o all-in com o negócio, mas a troca ficará para a história como um dos grandes fracassos da franquia. Vou voltar no assunto mais vezes, não se preocupem.

Abaixo, cenas de bullying:


 

Na Série de Todas as Séries, mais um épico para ser contado em forma de poesia cantada ao longo das gerações. Essa é daquelas partidas que eu sempre tenho vontade de simplesmente me recusar a escrever sobre. De que maneira eu poderia escrever que iria transmitir toda a tensão da partida? Listar todos os grandes lances do jogo não irá fazer jus à sensação que se tinha de que toda santa posse de bola iria definir o futuro de toda a temporada.

Aqui de cabeça, com sono, consigo pensar nas infiltrações de Chris Paul, em Boris Diawitzki dando um fadeaway improvisado no estouro do cronômetro, em Danny Green engolindo todos na transição defensiva, na ponte aérea de Blake Griffin para DeAndre Jordan em uma bela jogada desenhada por Doc Rivers, o toco divino de Tim Duncan em Griffin a um minuto do fim. No tapinha de Kawhi Leonard que deixou o Spurs na frente do placar no finalzinho. Tudo parecia ser decisivo até que a jogada decisiva realmente aconteceu:

Perdendo por um ponto a poucos segundos do fim, o Los Angeles Clippers tinha uma última posse de bola para tentar ganhar a partida. Conseguiram um bom lateral com Blake Griffin enganando Boris Diaw à la Bayless e recebendo em velocidade, em direção a cesta. Da última vez que ele estava tão bem assim, no Jogo 2, tinha errado tudo. Dessa vez conseguiu arremessar, mas foi brilhantemente defendido por Duncan, que conseguiu contestar o chute e evitar o lobby para DeAndre Jordan. Mesmo assim a bola de Griffin parecia boa e cutucava o aro para entrar aos poucos quando o dedo de DeAndre Jordan entregou TODA A PAÇOCA DO MUNDO ao tocar na redonda enquanto ela ainda estava sobre o aro. Interferência de ataque, bola do Spurs. Tudo bem que o Clippers ainda deixou Danny Green pegar o rebote do próprio lance-livre depois, mas nenhum erro bizarro iria ofuscar o Erro de Todos os Erros na Série de Todas as Séries. Este é o “Finger Game” para a história. O dia que DeAndre Jordan cutucou o que não devia e fez os torcedores do Clippers lembrarem que eles torcem para um dos times com a maior fama de fracasso em toda a NBA.

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 Coisas que devem ser lembradas mesmo que jamais serão lembradas porque o DeAndre Jordan estragou tudo:

Austin Rivers voltou a ser um dos piores jogadores da NBA. Errou tudo no ataque desde o começo e foi infantil deixando Green livre para um arremesso decisivo a poucos segundos do fim, sorte dele que Green não foi Gr33n ontem (de novo!)

Tiago Splitter é outro que não consegue ser relevante na série. Parece que voltou a sofrer com lesões e não tem tido condição de fazer o mínimo para ajudar o Spurs.

Hack-a-Jordan deu resultado: esfriou o jogo, limitou o ataque do Clippers, forçou Doc Rivers a tirar o pivô do jogo e o Spurs soube fazer pontos do outro lado.

– O Clippers não pode se dar ao luxo de acertar apenas 1 de 14 bolas de 3 pontos na partida.

– O Clippers ganhou do Spurs por 6 pontos nos 41 minutos que Chris Paul esteve em quadra; perdeu por 10 nos outros 7 minutos. Aquela falta técnica que ele tomou, porém…

–  Green não foi bem, nem Splitter, nem Tony Parker e nem Kawhi Leonard. O Spurs, de alguma forma, foi. Tim Duncan é o maior ser vivo da história do basquete:

 

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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