Magic e Celtics fazem história de novo

>Primeiro o Orlando Magic tem uma das piores partidas da história da humanidade conhecida, com trocentos recordes negativos. Depois, entra em quadra na noite seguinte contra o Pacers e joga um basquete veloz, coletivo, ultra-agressivo e de defesa impecável capaz de dar um pau na equipe de Indiana. Ontem, contra o Boston Celtics, o Magic conseguiu unir esses dois jogos em um só: no primeiro tempo, chegaram a estar vencendo por 27 pontos, tão agressivos que até o JJ Redick estava atacando a cesta e criando com isso milhões de rebotes ofensivos para o Dwight Howard; no segundo tempo, conseguiram tomar uma surra de pau mole vergonhosa que teve seu ponto alto quando o Magic marcou apenas 8 pontos (oito!) no último período.

A bipolaridade do Magic já é conhecida de longa data e é muito comum em times que dependem de bolas de 3 pontos, é muito fácil abrir largas vantagens quando as bolas de longe estão caindo e, de repente, quando elas param de entrar, a vantagem vai embora rapidinho. Por isso sempre duvidei dessa equipe, falta uma jogada de segurança quando as bolas longas estão num momento ruim. Mas ontem o transtorno bipolar do Magic foi muito além das bolas de 3 pontos, foi um desastre em todos os outros aspectos do jogo e um descontrole mental que faria Rasheed Wallace parecer monge budista. O Celtics voltou para o segundo tempo decidido a provar que não estava morto, acertou a defesa, acertou a rotação no garrafão, e o Magic se descontrolou. Cada hora um jogador aleatório queria salvar a pátria com uma jogada imbecil, e quando a diferença foi sumindo, sumindo, sumindo e o Magic começou a perceber a vergonha em que estava envolvido, começou a querer colocar a bola nas mãos do Dwight Howard, deixar a bomba com ele para o pivôzão decidir. Não preciso nem dizer que não funcionou: o Dwight foi bem marcado (Garnett, em especial, fez um trabalho espetacular), o Magic parou de rodar a bola, todas os passes para o garrafão foram forçados e o Celtics transformou muitos deles em contra-ataques. Foi mais o menos o que aconteceu quando o Pacers parou de jogar o que sabia para forçar bolas para o Roy Hibbert embaixo do aro, deu merda.

Quanto mais perto da derrota, mais o Magic se desesperava e mais merda fazia. O último quarto foi um festival de reclamações e faltas técnicas de um time fustrado, assustado e que não sabe o que fazer nos dias ruins. O Celtics, pelo contrário, mostrou que mesmo com o elenco defasado (Ray Allen está com o tornozelo torcido e talvez volte hoje à noite, Jermaine O’Neal ainda não sabe quando volta de sua lesão no joelho, Rajon Rondo disse que vai perder mais alguns dias com sua dor no punho) e colecionando derrotas, nunca se intimida com um momento ruim ou um jogo atrapalhado. Se tem uma coisa que diferencia esses dois times é a cabeça, os dois já passaram dos seus grandes momentos, mas um está lidando com isso bem melhor do que o outro. O Celtics ainda está longe dos melhores times da liga, mas talvez uma troca ou duas de voltar a competir, já o Magic parece precisar de uma reformulação total. Derrotas como a de ontem são aquelas simbólicas onde todo mundo senta de cabeça baixa no vestiário e diz “Não dá mais”.

Melhor momento da partida foi após a partida. Mais uma entrevista pirada do Kevin Garnett. Quando ele está assim todo animado é que você percebe que ele se alimenta de sangue de crianças:

No segundo e último jogo da micro-rodada de ontem, o Memphis Grizzlies vestiu um uniforme dos anos 70 da seleção brasileira de vôlei e foi enfrentar o Los Angeles Clippers, que usou um azul bebê básico supertendência para o verão 2012. Na verdade era uma homenagem a velhos times da ABA, a outra liga americana que veio a se unir à NBA nos anos 70. O uniforme amarelo é o do Memphis Tams e o azul do Los Angeles Stars. 

O LA Stars começou o jogo bem melhor e abriu boa vantagem no primeiro quarto, a maior razão foi o garrafão estupidamente atlético que eles tem. Em certos momentos do jogo que o adversário precisa de muita técnica, calma e cabeça para lidar com DeAndre Jordan e Blake Griffin pulando em cima de tudo e correndo como doidos. Marc Gasol soube melhorar durante a partida, Marrese Speights continuou perdidinho e passou pouco tempo em quadra. A solução para o Tams foi colocar Rudy Gay marcando Griffin na posição 4 e deu bem certo. Tirando uma enterrada do ala do Clippers depois de um bonito giro, nada que mostrasse muita dominância no garrafão ofensivo. Ele jogou bem até, mas deveria ter engolido o Gay vivo para mostrar que não se deve colocar caras improvisados para o defender.

Depois que o Grizzlies empatou o jogo ainda no segundo quarto, a partida foi disputada até o final, quando mais uma vez o herói foi Mo Williams. Sua habilidade de entrar em modo NBA Jam em determinados momentos do jogo tem sido decisivas para o Clippers, especialmente quando isso acontece no último quarto. Lembram do Eric Bledsoe, armador novinho que corre na velocidade de John Wall (Veja a jogada 5 desse vídeo para entender)? Ele está indo para a D-League disputar uns jogos e retomar ritmo de jogo, para depois voltar para o elenco normal do Clippers. Quando isso acontecer, terá que dividir espaço com Mo Williams, Randy Foye, Chris Paul e Chauncey Billups. A imprensa americana cogita que Mo Williams seja o escolhido para ser trocado por um jogador de garrafão. Será que vale a pena? Ele tem sido bem útil até agora.

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Fotos da Rodada

 Glen Davis espia por baixo da saia e descobre que meninos tem pipi, meninas tem vagina
 – Aí um surdo falou pro outro “quê?”, e o outro respondeu “hã?”
 – Garçom, vê a conta dessa budega.
 Blake Griffin é marcado por um jogador da seleção brasileira de vôlei
 Bolada no queixo

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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