[Resumo da Rodada] Ninguém pode contra LeBron (nem você, Shelvin Mack)

O que queremos ver de um time que está prestes a ver sua temporada dos sonhos ir para o ralo? Entrega, raça e vontade. Foi isso o que o Atlanta Hawks fez, mesmo fora de casa, para tentar evitar um incontornável 0-3 na final do Leste contra o Cleveland Cavaliers. Uma pena que só raça não ganha. E vontade, aliás, pode até atrapalhar se ela não vier com uma pitadinha de sangue frio na hora certa.

O Hawks foi para o jogo sem Kyle Korver, machucado após ter o tornozelo esmagado por Matthew Dellavedova, e com o rei da raça em seu lugar, Kent Bazemore. Eles também apareceram com um novo plano de jogo para segurar LeBron James. Como comentamos antes, eles tentaram imitar o San Antonio Spurs e simplesmente fizeram de tudo para que LeBron não infiltrasse no garrafão, mais ou menos uma defesa à la Rajon Rondo. LeBron sabe arremessar de média e longa distância, mas não tem tido bom aproveitamento nesses arremessos nos Playoffs e certamente é bem menos eficiente assim do que entrando na área pintada e engolindo pessoas.

Por um tempo a estratégia deu certo. Sem a defesa tentando abafá-lo, LeBron James fez possivelmente seu pior primeiro tempo na série, com apenas 3 acertos em 16 arremessos, incluindo 0/9 no primeiro quarto. Mas se o problema LeBron foi resolvido por 24 minutos, o dos rebotes de ataque não foi. O Cavs conseguiu pegar 11 rebotes ofensivos apenas no primeiro tempo, e as novas chances renderam arremessos de 3 para Iman Shumpert e Matthew Dellavedova, que deixaram o Cavs a um ponto de desvantagem apenas apesar do desempenho horrível de LeBron.

Para coroar a vitória de intervalo mais amarga dos Playoffs, o Atlanta Hawks perdeu Al Horford, expulso após meter uma cotovelada (ou tentativa) na cabeça de Dellavedova. Em lance similar ao do jogo passado, o australiano caiu no chão e rolou na direção da perna de Horford, que quase se machucou como Korver. Considerando o ato intencional, o pivô tentou a agressão. Se a gente realmente acreditar que o mala do Delly é sujo, temos que defender que ele seja banido da liga. Eu prefiro acreditar que não, embora ele tenha feito exatamente a mesma coisa também com Taj Gibson na série contra o Chicago Bulls. Se jogar no chão é símbolo de raça que conquista torcedores, companheiros de time e até técnicos, mas é também uma das coisas mais perigosas no basquete. No mínimo ele precisa perceber a consequência do que está fazendo. Pelo lado de Horford, não dá pra tentar uma cotovelada na ERA DO REPLAY e esperar sair impune, a cabeça quente pode ter custado o jogo.

Na segunda etapa LeBron James decidiu que iria infiltrar naquele garrafão mesmo que fosse na marra. Para garantir mais espaço para suas jogadas, o Cavs usou um time mais baixo, deixou Timofey Mozgov fora a maior parte do tempo, e fez o Hawks se virar para marcar todos os arremessadores presentes em quadra. Ainda não entendi direito a defesa que eles usaram, porque às vezes eles pareciam querer obrigar LeBron a fazer tudo sozinho, em outros lances pareciam decididos a parar LeBron a qualquer custo, a clássica tática de deixar os caras de menos renome resolverem as jogadas.

O resultado não foi dos mais bonitos. Com DEZESSEIS arremessos tentados ao redor do aro, LeBron James quebrou seu recorde de mais chutes tentados tão próximos à cesta, e seu Cavs ainda acertou honestas 5 bolas de 3 na segunda etapa do jogo e mais duas na prorrogação. Ou seja, o Hawks até forçou LeBron James a um aproveitamento pior que o de costume, mas o viu ainda dentro do garrafão, pontuando e distribuindo os mesmos bons passes de sempre.

Se o jogo foi para a prorrogação, foi porque lá no ataque, apesar da ausência de Kyle Korver e, no segundo tempo, de Al Horford, o Hawks voltou a jogar dentro da sua identidade após aquele desastre do Jogo 2. Passaram bem a bola, conseguiram 11 bolas de 3 pontos e, mais importante de tudo, cometeram apenas 7 turnovers em todo jogo. Curioso que para isso tenham deixado de usar Dennis Schröder, que jogou só 3 minutos e viu Shelvin Mack atuar por 24. Medo de turnovers? Ou é porque o alemão acertou só 19 dos 60 últimos arremessos que tentou nos Playoffs?

Entre a defesa que só funcionou pela metade e o ataque que errou pouco, o Hawks chegou no finalzinho do jogo com uma liderança de um ponto, a posse de bola e 29 segundos no relógio após forçarem um erro de LeBron James. O que vocês fariam nessa situação? Provavelmente segurariam a bola por 24 segundos e depois tentariam algum arremesso, né? Pois o Hawks resolveu atacar a cesta nos primeiros segundos da posse! Jeff Teague, supostamente o cérebro do time em quadra, infiltrou e deu a bola para Mike Scott, que errou a bandeja. No rebote o Hawks viu a situação piorar ainda mais quando DeMarre Carroll fez falta em Iman Shumpert, dando lances-livres para o adversário virar o jogo. Apagão INEXPLICÁVEL.

Para sorte do Hawks, Shumpert acertou só um lance-livre e eles tiveram uma última posse de bola do tempo normal. Traumatizados, porém, dessa vez não rodaram nenhuma jogada, só seguraram até o arremesso final para não dar chance do Cavs pegar a bola de novo. Teague até conseguiu um arremesso de 3 com algum espaço, mas não deu certo e o jogo foi para a prorrogação.

E se nos Playoffs acaba fazendo diferença ter um jogador fora de série, o que dizer de um tempo extra? LeBron James meteu bola de 3, infiltrou, deu passes; o Hawks errou todos os arremessos que tentou nos primeiros 3 minutos e meio de prorrogação, acabando com aproveitamento de 1/9 chutes. Os dois últimos, de Shelvin Mack, da linha de 3 pontos, desesperados para empatar a partida não entrariam por nada. Foi tudo tão feio na prorrogação que teve até um lance que o Mike Scott DESISTIU de pegar um rebote pra deixar a bola ir pra fora, achando, sem razão, que iriam manter a posse.

E aí, o que você prefere, LeBron James mancando e com câimbra para ganhar um jogo ou Shelvin Mack para SALVAR A SUA TEMPORADA? Deu no que deu: deu LeBron James EXAUSTO com um triple-double à la Westbrook, com 37 pontos (em 37 arremessos!!!), 18 rebotes e 13 assistências. O Atlanta Hawks vai ainda olhar para trás e se orgulhar demais dessa temporada, mas não muito desta série.

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

Como funcionam as assinaturas do Bola Presa?

Como são os planos?

São dois tipos de planos MENSAIS para você assinar o Bola Presa:

R$ 14

Acesso ao nosso conteúdo exclusivo: Textos, Filtro Bola Presa, Podcast BTPH, Podcast Especial, Podcast Clube do Livro e texto do FilmRoom.

R$ 20

Acesso ao nosso conteúdo exclusivo + Grupo no Facebook + Pelada mensal em SP + Sorteios e Bolões + Vídeo ao vivo para discutir Clube do Livro e FilmRoom.

Acesso ao nosso conteúdo exclusivo: Textos, Filtro Bola Presa, Podcast BTPH, Podcast Especial, Podcast Clube do Livro e texto do FilmRoom.

Acesso ao nosso conteúdo exclusivo + Grupo no Facebook + Pelada mensal em SP + Sorteios e Bolões + Vídeo ao vivo para discutir Clube do Livro e FilmRoom.

Como funciona o pagamento?

As assinaturas podem ser feitas pelo Aplicativo PicPay. Baixe, cadastre-se, busque o Bola Presa e escolha seu plano de assinaturas. Você pode pagar com cartão de crédito ou carregar sua Carteira PicPay com boleto ou depósito bancário. Depois de assinar, escreva para bolapresa@gmail.com para mais detalhes de como ter acesso ao conteúdo exclusivo.

DÚVIDAS SOBRE AS ASSINATURAS? Nos escreva: bolapresa@gmail.com

Assine já!