[Resumo da Rodada] Wizards viajantes; Warriors invencíveis

Ainda de ressaca do Jogo 7 da Série de Todas as Séries, partimos para o primeiro dia da segunda rodada, que estranhamente parecia como um passeio amistoso no parque comparado com a tensão da noite anterior. Não ajudou em nada que o dia tenha começado com a série menos interessante desta fase, o duelo entre Washington Wizards e Atlanta Hawks.

Para nossa sorte, porém, o Wizards, de alguma forma, venceu a partida em Atlanta e se manteve invicto nos Playoffs, colocando uma pimenta nessa série. Como diz o clichê (nível “clássico é clássico”) dos esportes americanos, uma série só começa quando alguém vence fora de casa. Essa começou cedo pra ver se dá alguma graça.

A sensação que tive vendo o jogo foi de quase uma reprise do confronto entre Atlanta Hawks e Brooklyn Nets: um dos times é muito melhor e faz tudo de um jeito bem superior, mas o placar não reflete isso. A maioria das jogadas que eu tive vontade de aplaudir e reprisar vieram do lado do Hawks, mas o Wizards, mesmo sem encantar, fez sua parte. Não deixou o adversário disparar, se manteve lá perto e abocanhou a liderança no momento em que o Hawks, terrivelmente irregular nos Playoffs, tropeçou. No começo do último quarto o time de Mike Budenholzer passou uns 5 minutos sem marcar um ponto sequer, tomou a virada e não viu mais a liderança. Como explicar que esse Wizards, um time bom mas longe de ser espetacular, tenha OITO vitórias e só uma derrota em jogos de Playoff fora de casa nos últimos 2 anos?

O Hawks acertou apenas 5 dos 28 arremessos que tentou no último quarto do jogo. Cansaço por ter jogado dois dias antes em Brooklyn? Boa defesa do Wizards? Má fase? Lua cheia? Tanto faz a desculpa, o fato é que não dá pra terminar assim uma partida de placar apertado e esperar vencer. A coisa foi tão feia que o Wizards conseguiu boa parte de sua virada com os reservas em quadra, tanto que Otto Porter, Ramon Sessions e Drew Gooden (estamos em 2005?!) saíram de quadra com saldos positivos de pontos. Porter é o cara que fica livre quando o João Paredão infiltra e procura alguém para o arremesso, se continuar acertando as bolas importantes, vai dar trabalho.

Para o Jogo 2, algumas coisas a se observar: com Gooden jogando bem, Nenê mal e Paul Pierce tendo muito mais sucesso contra DeMarre Carroll na posição 3 do que contra Paul Millsap na 4, como fica a rotação do garrafão do Wizards? Será que Randy Wittman insiste em Gooden como um stretch-4, o ala de força que não tem força e chuta de 3? E, mais importante de tudo, será que a lesão de Bradley Beal no tornozelo foi muito feia? Ontem foi ele que salvou a pele do time em diversos momentos.

https://vine.co/v/eZzAqOZB2a6


 

Domingo também foi dia de ver os Splash Bros. de volta em quadra. O Golden State Warriors recebeu o Memphis Grizzlies e já meteu 20 pontos de frente para mostrar quem manda na Conferência Oeste.

O mais impressionante da partida foi ver que, mesmo muito atrás no placar, o Memphis Grizzlies não pareceu nervoso ou alterado. Pelo contrário, estavam focados e ouso dizer que até jogaram bem. Faz sentido? Eles mudaram muito seus quintetos, mas nem tanto o estilo de atacar e especialmente de defender, e fizeram mesmo uma boa partida apesar da surra de pau mole. A triste verdade é que mesmo com Mike Conley no elenco o Grizzlies não tem poder de fogo para dar conta de um duelo contra o Warriors, e sem o armador fica simplesmente desleal. Se isso fosse pelada no parque ou na escola, iriam chamar o Kevin Durant ou o Russell Westbrook, que estão de próximo, e colocar um deles pra jogar no Grizzlies “pra dar jogo”. Se a falta de um pontuador faz falta no Grizzlies há tempos, quando se tem Steph Curry e Klay Thompson do outro lado, o defeito fica tão explícito que dá agonia.

Mas se sonhar com a vitória na série ainda parece distante, o Grizzlies pode fazer algumas mudanças para dar graça:

Tony Allen deve passar mais tempo marcando Steph Curry, é a melhor saída possível e isso ficou claro ontem. Que Courtney Lee corra atrás de Thompson.

– Tony Allen não deve estragar a festa das crianças

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– Com Conley fora, é possível visualizar mais minutos como os últimos do jogo de ontem, sem um armador em quadra. Eles usaram uma formação com Allen, Courtney Lee, Jeff Green, Zach Randolph e Marc Gasol. Green e Lee quebram um galho começando o ataque, Gasol é mestre em organizar o jogo do garrafão. Dá pra tentar, especialmente se Allen for o marcador principal de Curry.

Randolph e Gasol fizeram miséria no garrafão ofensivo. Segundo o SportVU, os dois combinaram para 20 pontos em 9/15 arremessos quando marcados por Andrew Bogut, Festus Ezeli ou Draymond Green. O problema é que a defesa do Warriors não é um sucesso por defender esses caras gigantes, mas por deixar que eles só tenham tentado 15 arremessos. De alguma forma, não me pergunte como, o Grizzlies deve criar mais situações onde seus pivôs joguem no mano a mano perto da cesta.

– Na defesa o Grizzlies fez o possível, mas deve urgentemente tirar Zach Randolph de qualquer situação de pick-and-roll contra Steph Curry. Quando acontecia a troca era cesta certa para o Warriors! Uma solução curiosa proposta pelo Zach Lowe, do Grantland, seria colocar Randolph marcando Harrison Barnes, com Jeff Green em Draymond Green. Z-Bo ficaria mais escondido no canto da quadra (Barnes recebe mais para finalizar mesmo) e Jeff Green poderia combinar com Tony Allen para uma defesa mais atlética e alta sobre as jogadas de dupla entre Curry e Draymond. Assim evitariam situações constrangedoras como essa:

https://vine.co/v/eZaalzuaFdi

– Mas a mudança mais importante do mundo seria TRAZER MIKE CONLEY DE VOLTA!!1

Conley esteve na arena ontem e disse que só estar lá e sobreviver ao barulho do jogo foi uma vitória. Desde a operação, resultado de uma cotovelada involuntária de CJ McCollum em seu rosto, o armador diz que só sentiu dor, muita dor. Não conseguiu comer direito, vomitou sem parar e passou dias e dias com dores insuportáveis no rosto. Apenas agora que se sentiu um pouco melhor e se colocou o desafio de aquecer com o time, usando uma máscara protetora, e depois ver o jogo torcendo para sua cabeça não explodir com o ginásio mais ensurdecedor da NBA. Ele está vivo, mas será que joga?

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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