Rose fora dos Playoffs, Durant vence no final

Os Playoffs começaram de maneira bem deprimente. Não só porque o primeiro jogo não deu nem pro cheiro, mas porque no último minuto da vitória do Bulls sobre o 76ers por 103 a 91, Derrick Rose (23 pontos, 9 rebotes, 9 assistências) machucou o joelho em uma jogada sem contato com nenhum adversário e está oficialmente fora de todo o resto dos Playoffs e até das Olimpíadas. Contusões são sempre chatas, mas sabemos são normais no esporte, mas essa em especial é mais triste porque o melhor time da temporada regular praticamente dá adeus às chances de título sem seu melhor jogador. Os Playoffs e em especial o Leste perdem boa parte de sua graça sem Rose.

Ontem o Bulls mostrou mostraram que são muito superiores ao Sixers e devem levar a série por 4-0 ou 4-1 mesmo sem Rose, mas e depois contra Celtics ou Hawks? Difícil. E contra o Miami Heat? Impossível. Sobre o Sixers: Fizeram o jogo do jeito que dava, mas não conseguiram parar uma jogada: Rip Hamilton e Kyle Korver passando por mil bloqueios até arremessarem bolas de meia distância. Hamilton fez 19 pontos em 6/7 arremessos, Kover fez 11 pontos em 5/8 arremessos. 

O 2º round da rodada teve outra contusão. Não de uma super estrela, mas quem acompanhou a temporada do Knicks sabe que Iman Shumpert era parte importante do elenco, o melhor defensor de perímetro do time. Segundo a ESPN, Shumpert pode ficar até 8 meses sem jogar. E as coisas já foram difíceis com ele em quadra… o jogo entre os Knicks e Heat, o mais esperado do dia, levou o Troféu Maria da Penha de surra da rodada: 100 a 67 para o Heat!

O herói da lavada foi LeBron James, que fez 32 pontos em 31 minutos jogados, acertou tudo de todas as maneiras. Além de LeBron exigindo o troféu de MVP, o Heat venceu na defesa com uma estratégia ridícula de tão simples. Na hora de marcar Carmelo Anthony, LeBron James ou qualquer outro que estivesse na defesa do ala do Knicks simplesmente tomava a sua frente. Sim, é isso, acabou. O Knicks tinha várias alternativas para colocar a bola na mão de sua estrela, mas falhou em todas. Bola por cima do marcador? LeBron é grande demais e acabou o jogo com 4 roubos. Trazer um pivô para a cabeça do garrafão e passar a bola para Melo no backdoor? Nem tentaram. Melo usando bloqueios? Jamais, ele é uma estrela.

Os torcedores do Knicks podem reclamar o quanto quiserem da arbitragem, que realmente marcou algumas faltas fantasmas para o Heat no primeiro tempo, mas nem de longe esse foi o problema do time. Depois dessas faltas de mentira o time começou a bater de verdade, se desesperou na defesa e no ataque passou a infiltrar a esmo, esperando compensação dos juízes. O resultado foram 6 faltas de ataque só no primeiro tempo: 2 cavadas por Shane Battier, 4 por LeBron James. A falta de cabeça do Knicks ficou mais clara nesse bloqueio/falta de Tyson Chandler em LeBron. Fazer bloqueio em movimento já é falta, baixar o ombro o transforma em falta flagrante. Fazer isso na cara do juiz quando já se tem 3 faltas no meio do 2º quarto é burrice:

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Vamos para o 3º round. O jogo menos esperado do dia, o que foi colocado no horário do “todo mundo foi jantar para voltar e ver a última partida” acabou sendo a grande surpresa da rodada. O Orlando Magic, mesmo sem Dwight Howard, roubou um jogo do Indiana Pacers em Indianapolis por 81 a 77. De tudo o que falamos no Preview de ontem, o Pacers até fez quase tudo certo, só faltou um detalhezinho de nada, aquela parte que falo do nojo que era o ataque do time no começo da temporada. O Pacers acertou apenas 34% de seus arremessos! É um absurdo de pouco, especialmente jogando em casa. O único jogador a acertar mais de 50% de seus arremessos foi David West (19 pontos e 9 rebotes) com 8 acertos em 14 tentativas.

O pior é que mesmo assim o Pacers ainda vencia até o finalzinho do jogo. Tudo porque o Magic também é uma porcaria no ataque. Sem Dwight Howard, sugeri que o time jogasse mais rápido que o de comum e achei que quando fizeram isso no final do 1º quarto e no começo do 2º deu muito certo. Rendeu bolas de 3 de Jason Richardson (17 pontos, 5 bolas de 3), lances-livres para Hedo Turkoglu e infiltrações para Jameer Nelson. Mas no segundo tempo eles voltaram para o ritmo deles, um dos mais lentos da NBA, e o resultado foi desastrado. Eles marcaram apenas 30 pontos no 2º tempo, 13 no 3º período. O ataque de meia quadra deles é medícore. Eventualmente alguém sobra para uma bola de 3 pontos, mas a jogada de pick-and-roll na linha dos 3 pontos que dá um pouco mais certo com Dwight Howard deu muito errado com Glen Davis. Sim, ele fez 19 pontos, mas precisou de 20 arremessos para isso e tomou 6 dos 9 tocos que Roy Hibbert deu no jogo, além de não ter conseguido cavar um lance-livre sequer. O que salvou o jogo de Big Baby é que ele é raçudo demais, conseguiu 6 valiosos rebotes ofensivos na marra e assim deu uma chance para o Magic vencer a partida.

E o que falar de Roy Hibbert? Ótimo na defesa (9 tocos, 13 rebotes), mas só fez 8 pontos e acertou apenas 3 dos 11 arremessos que tentou. Se posicionou mal para receber a bola, algumas vezes estava em posição de atacar a cesta e soltou passes desnecessários. A maior decepção do dia, sem dúvida. O que salva a crítica de Hibbert é que outros também federam feio: Darren Collison fez 2 pontos, 1/7 arremessos, incluindo um airball a 12 segundos do fim. Leandrinho teve 1/4 arremessos e só 3 pontos. E Danny Granger, que fez 17 pontos, andou com a bola quando teve a chance de empatar o jogo nos segundos finais. Esse final de jogo, aliás, vai ficar para sempre na memória do time caso eles não consigam virar a série: Nos últimos 4 minutos de jogo eles tomaram um 11 a 0 do Magic! Como um time passa os últimos 4 minutos de um jogo de playoff em casa sem fazer um pontinho?! O Pacers é muito mais time, mas não pode se dar ao luxo de errar tanto.

Fechando a rodada, jogaço entre o campeão Dallas Mavericks e Oklahoma City Thunder. E se não fosse por alguns centímetros eu estaria aqui idolatrando Shawn Marion a partir de agora. O Thunder perdia por 1 ponto faltando 9 segundos quando Kevin Durant recebeu a bola para tentar a vitória e Marion o marcou com perfeição: Não deu espaço para o chute de 3 pontos, quase roubou a bola, obrigou Durant para driblar para o lado esquerdo e na hora do arremesso contestou o chute sem falta, forçando KD a mudar sua mecânica de chute. Dá pra pedir mais? Mas a bola bateu no aro, subiu, bateu na tabela e entrou. Talvez se a regra de limpar o aro existisse na NBA o Mavs estaria comemorando a vitória hoje, mas não é o caso.

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Antes disso o jogo foi disputadíssimo e ninguém abriu grande vantagem, os dois times jogaram bem. O Thunder driblou a boa defesa do Mavs porque conseguiu forçar erros e sair correndo no contra-ataque, finalizando antes do Mavs se estabelecer. Jogos assim favorecem Russell Westbrook, que fez 28 pontos, 3 a mais que o herói Kevin Durant. Serge Ibaka (22 pontos, 5 tocos) também foi bem e até bola de 3 acertou! Pelo Mavs, vimos o Jason Terry do mundo bizarro sendo a ajuda necessária na pontuação. Ele foi ótimo como sempre, mas fez todos seus 22 pontos ANTES do 4º período!!!! Antes! Tá tudo muito estranho nesse mundo. O cestinha, claro, foi Dirk Nowitzki com 25 pontos, incluindo os 2 lances-livres que deram a vantagem de 98 a 97 para o Mavs antes da bola de Durant.

 

Top 10 da Rodada

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Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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