“Superman encontrou um lar”

As semi-finais olímpicas que me desculpem, mas hoje é dia de comentar último capítulo de novela. A chatíssima aventura de Dwight Howard pelo mundo das trocas saiu de Orlando, passou por New Jersey, foi para o Brooklyn, deu uma espiada de longe em Atlanta, um alô em Dallas, parou por um tempo em Houston e acabou do outro lado do país em Los Angeles: Howard é do Lakers. “Superman encontrou um lar” nas palavras de Kobe Bryant. O time que transformou Kwame Brown (e um pirralho chamado Marc Gasol) em Pau Gasol, que foi o mesmo a usar apenas uma trade exception para trazer Steve Nash, é o que consegue tirar Dwight Howard do Orlando Magic. Como o Lakers faz essas mágicas? Como faz isso sem perder Pau Gasol? Não sei. Mas toda a ignorância do General Manager Mitch Kupchak ao assinar Josh McRoberts e Steve Blake é perdoada com ele tira essas da cartola.

Primeira reação dos torcedores do Lakers foi de exaltação, claro. “Vamos ganhar o título de novo”. Primeira reação dos revoltados foi “A NBA está perdendo a graça com esses super-times”. Nem um nem outro, galera. O Lakers está juntando um time novo, do nada, e isso sempre é complicado. O Miami Heat demorou para engrenar o seu Big 3 e o Lakers não tem essa juventude toda para se dar ao luxo de esperar. E que história é essa de criticar a liga porque ela tem times muito fortes?! Por que culpar jogadores por querer jogar onde tem mais chance de vencer? Alguém aqui nega emprego em empresa boa pelo desafio de transformar o boteco da esquina em algo grande? E será que está tão mais desigual que nos outros anos?

Como dito por aí, LA Lakers, OKC Thunder e Miami Heat são os favoritos claros desse ano, mas dizer que a NBA virou um “campeonato espanhol” é exagero. Não podemos ignorar que Boston Celtics quase bateu o Heat ano passado e melhorou seu elenco, o San Antonio Spurs tinha time para vencer o Thunder e não está fora da briga. E o Chicago Bulls estaria na conversa se Derrick Rose estivesse inteiro. Ou seja, é uma liga com um atual campeão forte, um vice-campeão ainda com muitas chances, um time grande que se reforçou e 3 fortes candidatos a estragar a festa. Isso é falta de equilíbrio ou só um campeonato normal? Que outra liga de qualquer outro esporte começa com mais de 5 ou 6 times com chances reais de título? E quantas tem esse número ou menos? Acredito que a NBA está na média. E dizer que são sempre os mesmos times na briga é ignorância histórica. Onde estavam Thunder e Heat alguns anos atrás?

Dito isso, vamos analisar a troca gigante time a time. Ao todo ela envolveu 4 equipes, 12 jogadores e algumas escolhas de Draft. Vai demorar um pouco até o fim do post então respire fundo, prepare a caneca de café e vamos lá:

 

Los Angeles Lakers
Adquiriu: Dwight Howard, Chris Duhon e Earl Clark Orlando Magic)
Perdeu: Andrew Bynum (Sixers) Josh McRoberts, Christian Eyenga e Escolha de 1ª rodada de Draft (Orlando Magic)

Para ser muito, mas muito sincero, essa troca poderia até ter sido ruim para o Lakers em outro cenário. Andrew Bynum é um pivô com maior versatilidade ofensiva que Dwight Howard. Bynum alia poder físico e altura com o jogo mais completo de ataque que um pivô tem na NBA: Ganchos, arremessos curtos, enterradas, bom posicionamento e lance-livre decente. Na defesa, por incrível que pareça, Bynum tem algumas vantagens: Cedeu menos pontos na defesa do pick-and-roll e na defesa de jogadores que o atacaram de costas para a cesta. Isso tudo cometendo bem menos faltas. Howard vence apenas em forçar mais desperdícios de bola que o adversário.

Vocês sabem que eu não sou adepto do “quem é melhor?”, mas acho, honestamente, que Andrew Bynum tem mais recursos técnicos que Dwight Howard, maior repertório de movimentos no ataque e que defende melhor (ou no mesmo nível) outros pivôs. Pensando por esse lado o Lakers não ganharia tanto assim com essa troca. Porém a realidade não é essa. O que o Lakers vive hoje é uma época onde seu armador para os próximos anos é Steve Nash e onde seus principais adversários na NBA não usam pivôs fortes no ataque. E outra coisa, com mais ou menos recursos o que interessa é fazer pontos, e Howard consegue fazê-los. Um bom rebote de ataque seguido de enterrada valem os mesmos dois pontos de um sofisticado gancho de esquerda. Os dois são ótimos, mas com estilos bem diferentes.

Tanto Andrew Bynum como Dwight Howard não foram muito usados como jogadores de pick-and-roll na última temporada. O Orlando Magic usava seus bloqueios para criar outras jogadas, o Lakers costumava fazer o movimento com Pau Gasol. Mas essa é a jogada que consagrou Steve Nash e a que o Lakers deve usar a exaustão agora que pretende implementar o sistema ofensivo de Princeton (que irei explicar num post especial em breve), vão ser mais usados assim. E aí, como vão se sair? Enquanto Bynum era só razoável em pontos por posse de bola ao ser acionado no pick-and-roll, Howard foi o líder da NBA em aproveitamento dessa jogada. Ou seja, apesar de só em 9% de suas posses de bola ele ser o responsável por um pick-and-roll, chutava muitos traseiros quando o fazia. Some isso com o melhor passador da NBA e Dwight Howard pode virar um monstro ofensivo como jamais foi na carreira.

Portanto Howard pode se adaptar melhor ao ataque do Lakers que Bynum, mas e na defesa? Enquanto o pivô do Lakers era um dos melhores da NBA ao defender outros pivôs no mano a mano, Howard é espetacular na ajuda. Ele sabe como poucos (talvez só Tyson Chandler esteja em nível parecido) aparecer na cobertura de uma jogada e salvar o time de sofrer uma bandeja ou enterrada. Ele gosta de exagerar nos tocos e mandar a bola pra longe, mas mesmo quando é mais discreto é efetivo. Isso por causa de sua velocidade e mobilidade, que também seria útil ao enfrentar times velozes como o Denver Nuggets e o OKC Thunder que tanto deram dor de cabeça para o Lakers ano passado.

A eficiência defensiva (pontos cedidos a cada 100 posses de bola quando tal jogador está em quadra) de Dwight Howard é a melhor da NBA há anos. Apesar de não ser um Ben Wallace, que no auge era perfeito em todas as situações de defesa, ele oferece o que o Lakers precisa: Proteção do aro, já que vai ter muito armador rápido passando por Steve Nash e Kobe Bryant, rebotes de defesa e velocidade para acompanhar times velozes. E a parte de marcar pivôs no mano a mano é menor hoje em dia. A maioria dos times prefere usar times mais baixos e pivôs que gostam de jogar de frente para a cesta. Melhor, atualmente, ter a defesa um pouquinho menos eficiente (embora ainda ótima) de Howard na marcação de pivôs, mas que vêm junto de agilidade e velocidade, do que ter um Bynum paradão e lento lá embaixo.

A troca é fantástica para o Lakers não porque Dwight Howard é tão melhor que Andrew Bynum, mas porque Howard é melhor nas coisas certas. É o tipo de jogador que esse time com Steve Nash, Kobe Bryant e Pau Gasol precisava para cobrir os seus defeitos. E se assustem com esse dado: O Lakers possui os líderes em pontos (Kobe), assistências (Nash), porcentagem de acerto de lances-livres (Nash), rebotes (Howard) e tocos (Howard) das últimas 7 temporadas da NBA somadas.

Um ponto negativo sobre essa troca para o Lakers é a possibilidade de perder Dwight Howard como Free Agent no próximo ano, mas eu não apostaria nisso. Primeiro porque apenas o Lakers poderá oferecer 5 anos de contrato para ele, não apenas 4. Para um jogador que recebe um contrato máximo isso quer dizer diferença de uns 20 milhões de dólares garantidos. E o Lakers é o Lakers. Lá Dwight Howard pode receber toda a atenção das pessoas e da mídia como ele sempre adorou e sonhou, além do time ter aquela tal imaginária “cultura de vencedor” que faz os olhos dos jogadores brilharem. E isso tudo com a moral de Kobe Bryant por trás, que disse que “O Lakers agora tem alguém para carregar o time quando eu me aposentar daqui alguns anos”. Será que Howard deixa passar a chance de ser a cara do Lakers na próxima década?

Por fim, as aquisições de Chris Duhon e Earl Clark foram meramente financeiras, mas podem ajudar. Duhon está longe de ser relevante, mas é experiente e na temporada regular pode ser útil para o controle dos minutos do outro veterano Steve Nash. Já Earl Clark é um versátil ala que já teve um punhado de jogos bons pelo Magic. É fraco e instável, mas o sistema novo do Lakers pode favorecê-lo. Nada de mais, mas não é nada mal para um time que usava regularmente o Josh McRoberts como reserva até pouco tempo atrás.

 

Orlando Magic
Adquiriu: Arron Afflalo, Al Harrington, Escolha de Draft de 1ª rodada de 2014, Escolha de Draft de 2ª rodada de 2013 (Nuggets). Moe Harkless, Nikola Vucevic e Escolha de 1ª rodada de Draft (Sixers). Christian Eyenga, Josh McRoberts, Escolha de Draft de 1ª rodada de 2017 e Escolha de Draft de 2ª rodada de 2015 (Lakers).
Perdeu: Dwight Howard, Chris Duhon e Earl Clark (Lakers) Jason Richardson (Sixers)

Com a troca realizada nessa sexta-feira o Magic consegue 3 escolhas de 1ª rodada de Draft, 2 de 2ª rodada, alguns bons jogadores jovens e se livraram do contrato de Jason Richardson. Ainda ficam com o de Hedo Turkoglu, mas seu buyout não é caro e podem se livrar do cara a qualquer momento. Não soa tão ruim, mas quando a gente lembra que em troca eles estão mandando um dos melhores jogadores do mundo é que a gente se pergunta: Não dava pra ter conseguido mais que esse monte de migalha?

Adorei o ano de novato do Nikola Vucevic na última temporada pelo Sixers, mas se ele fosse tão espetacular assim não tinha perdido minutos de quadra para o limitado Lavoy Allen, ainda precisa melhorar muito a defesa. Moe Harkless tinha alguns fãs por aí durante o Draft 2012, mas não inspira confiança de que pode ser algo revolucionário. Já Arron Afflalo é um dos meus role players favoritos em toda a NBA, mas é, afinal, um role player. Certamente um líder no vestiário, um modelo de jogador, mas um role player. Se a ideia era pegar coadjuvantes bons apenas para tê-los por perto para quando a coisa boa chegar, ótimo, mas quando ela chega? Poucas chances de ser com esse monte de escolha de Draft (a maioria protegida) que vai boiar entre as posições 15 e 30 dos próximos Drafts.

Mas antes de meter o pau nessa troca desigual, precisamos entender a situação do Magic: Seu melhor jogador forçou a demissão do técnico, insistiu para ser trocado e ainda complicou todas as negociações de troca ao afirmar que não iria assinar extensões de contrato com ninguém que não se chamasse Nets. Ou seja, quem se interessava pela troca a princípio, fugiu com medo de no máximo pegar um desinteressado Howard por empréstimo de um ano. Já os times que despertavam interesse em Howard (como Hawks e Mavs) podiam apenas esperar um ano e pegá-lo como Free Agent sem perder nada. O Magic ficou sem ter com quem trocá-lo! Ou melhor, apareceram só 3 times dispostos a negociar.

Primeiro veio o Brooklyn Nets, time dos sonhos de Dwight Howard. Mas aceitar a proposta do Nets com Brook Lopez e Kris Humprhies seria deixar o time ao menos mediano, perdendo chances de conseguir uma Escolha Top 3 nos próximos anos de Draft. Sem contar a vontade nula do Magic em assinar um compromisso de longo prazo com Lopez. Nem as muitas escolhas de Draft fizeram o time mudar sua decisão.

Depois apareceu no horizonte o Houston Rockets. Apesar de um primeiro sinal contrário, o que repórteres americanos confirmaram hoje é que o time do Texas não topou receber junto de Howard qualquer outro contrato do Magic como Jason Richardson ou Hedo Turkoglu. Outros dizem que o Rockets não estava tão empolgado com a possibilidade de ter Howard só por um ano e que cobravam a extensão de contrato. Ou seja, aquele papo de semanas atrás que o Houston Rockets tinha oferecido quase o time todo pelo Howard e Turkoglu era exagerado, o negócio não era tão bom assim.

E então apareceu o Lakers, com Nuggets e Sixers de assistentes, com essa proposta que mandaria Dwight Howard para outra conferência, que renderia muitas escolhas médias de Draft (ótimas iscas de troca, no mínimo) e alguns jogadores baratos de apoio. Dava pra desenvolver os garotos e perder muitos jogos no caminho de uma longa reconstrução. Concordo com todo mundo que diz que o Magic recebeu pouco em troca de Dwight Howard, concordo que são os grandes perdedores dessa troca, mas pelo que dizem por aí as suas outras propostas não eram muito melhores. Ou eles aceitavam isso e finalmente viravam a página, podendo começar uma temporada do zero, ou teriam que iniciar o período de treinamento com o fantasma de Dwight Howard enchendo o saco. Era perder ou perder.

 

Philadelphia 76ers
Adquiriu: Andrew Bynum (Lakers) e Jason Richardson (Magic)
Perdeu: Andre Iguodala (Nuggets), Escolha de 1ª rodada de Draft, Moe Harkless e Nikola Vucevic (Magic)

Fazer trocas de jogadores importantes nunca é fácil, mas acho que ninguém sofreu como o Sixers. Andre Iguodala era a cara da franquia desde a complicada saída de Allen Iverson, o símbolo da potência defensiva que o time se tornou sob o comando do técnico Doug Collins, um cara chato, exigente e que não cansava de elogiar o ala. Trocá-lo deve ter

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sido aquela boa decisão que você odeia tomar.

Mas é que a chance era difícil de recusar. Alas versáteis como Iguodala são raros, mas existem vários caras parecidos por aí em todos os tamanhos e níveis, de LeBron James a Gerald Wallace, passando por Jeff Green e Michael Kidd-Gilchrist. Agora, quantos caras parecidos com Andrew Bynum você consegue listar? Não só hoje, mas nos últimos 10 anos. Alguém? Se sim, pouquíssimos. A última década não foi nada prolífica com pivôs e muito menos com caras do tamanho e talento ofensivo de Bynum. E destaque para a palavra ofensivo aqui. O Sixers foi uma das melhores defesas da última temporada, mas fazer cesta era difícil como fazer gol no Paraguai de 98. Não havia ninguém capaz de criar do nada lá na frente, especialmente no lento ataque de meia-quadra, era um time especialista em contra-ataques e só.

Tem coisa melhor para corrigir isso do que um pivô com muitos recursos técnicos? Quando o Sixers não conseguir correr como gosta poderá simplesmente jogar a bola em Bynum e começar seu ataque, algo revolucionário (e simples) para um time que penou ofensivamente nos últimos anos. E a aquisição de Jason Richardson só completa o pacote, o especialista em 3 pontos ficará lá para aproveitar da defesa forte e possíveis marcações duplas que Bynum irá sofrer. Aliás, esse é o único medo: Bynum comete 1 turnover a cada 4 posses de bola em que sofre marcação dupla. E dessa vez não terá Pau Gasol ou Kobe Bryant para distrair a defesa pra ele.

Nesse caso acho que o Sixers também tem muitas chances de renovar com Bynum no ano que vem. Além da questão do contrato maior, de 5 anos, que podem oferecer, Bynum é criado em uma cidade próxima da Philadelphia e isso pode ajudar a mudança. Também não são novas as notícias que o pivô sonhava em ser o centro das atenções de um time e especialmente de um ataque, provavelmente irá gostar da oportunidade de tentar ser o melhor pivô do Leste nos próximos anos.

Para substituir Iguodala alguns jogadores precisarão se superar, porém: Evan Turner precisa manter a boa fase dos Playoffs como criador de jogadas. Thaddeus Young precisará marcar mais jogadores de perímetro e usar seus longos braços para melhorar defensivamente. Jason Richardson, de maneira diferente, claro, precisará compensar os pontos que Iggy trazia toda noite. A liderança, carisma e carinho com a torcida serão difíceis de repor, mas foi um mal necessário. O Sixers precisava trocar seu melhor jogador para tentar dar um passo a mais no Leste.

 

Denver Nuggets
Adquiriu: Andre Iguodala
Perdeu: Arron Afflalo, Al Harrington, Escolha de Draft de 1ª rodada de 2014, Escolha de Draft de 2ª rodada de 2013 (Magic)

Acho que o Nuggets fez um ótimo negócio, mas algumas coisas parecem confusas. Dizem que uma das principais motivações do time foi financeira, queriam se livrar do longo contrato de Arron Afflalo e do caro salário de Al Harrington para manter a folha salarial baixa apesar das extensões de Ty Lawson e JaVale McGee. Mas essa também não foi a razão da troca do Nenê? E não foi o próprio Nuggets que deu os contratos grandes para Afflalo e para o brazuca? Parem de dar extensões para esses caras se for para achar caro 5 minutos depois, mano!

De qualquer forma, Andre Iguodala será ótimo para o Nuggets melhorar em alguns pontos onde o time ainda é falho e mesmo assim não perder sua identidade. Assim como o ex-time de Iggy, o Nuggets também adora correr e correr no contra-ataque, que é onde Iguodala é mais perigoso ofensivamente, seja finalizando enterradas ou comandando a distribuição de bola. Mas mais do que isso, Iguodala é famoso por sua ótima defesa de perímetro. Ele é versátil, alto e pode marcar jogadores de qualquer posição, algo imprescindível em um time que adora ficar trocando de marcação a cada bloqueio. Não importa com quem Iggy cair, será bem defendido.

Uma coisa que o time perde com a saída de Afflalo e Harrington é a bola de longa distância, coisa que Iguodala está longe de ser especialista. Para compensar isso é importante que Danilo Gallinari e Wilson Chandler arremessem mais e melhor de média e longa distância. Um dos dois, provavelmente Gallinari, também assumirá o papel de ser o ala de força do time quando eles jogarem small ball, escalação de time baixo com apenas um pivô. Antes era Harrington e o técnico George Karl adorava colocar o time baixo em quadra com vários armadores e alas ao lado de Kenneth Faried. Gallo tem condição para isso e já fez de vez em quando, mas precisará se adaptar. Aí é torcer para que JaVale McGee esteja aprendendo muito nas aulas de verão com Hakeem Olaujwon e aí o Nuggets será um time para dar trabalho no Oeste. De novo.

……

Uma nota triste dessa troca é que Dwight Howard se deu bem. Não que eu torça para o mal das pessoas, mas é bem broxante que um cara que fez tanta merda tenha saído por cima! Fez mimimi para ser trocado, acabou com as chances de um bom (embora limitado) elenco, brigou com o técnico e destruiu com as possibilidades do Magic de conseguir algo bom de retorno por sua troca. E isso sem contar a palhaçada da última temporada quando poderia ter virado Free Agent, decidiu optar por um ano a mais de contrato só para logo depois retomar a novela do “quero ir embora pro Nets”. O The Decision de LeBron James foi cruel, mas curto, Dwight Howard torturou o Magic.

Acho que os jogadores podem reclamar se seu time está sendo mal gerido, assim como podem falar com seus General Managers para deixar claro que querem deixar a equipe (ou que irão fazer isso quando Free Agents), mas ficar brincando de iô-iô com o time que foi sua casa por tantos anos é de foder. Um pouco mais de bom senso e Dwight Howard poderia sair de Orlando sem ser o vilão número 1 dos torcedores. Mas nada que um título em Los Angeles não sirva para limpar sua biografia na NBA.

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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