Surras

Não consegui vir aqui após o Jogo 2 da Final da NBA para comentar o dia que Mario Chalmers foi o cestinha e um dos melhores jogadores em quadra num jogo que tinha LeBron James, Tim Duncan, Tony Parker e cia. Mas o destino resolveu ser bonzinho conosco e nos dá a chance de falar sobre uma partida em que Danny Green e Gary Neal entraram para a história da liga. Repito, Danny Green e Gary Neal são agora imortais e serão para sempre comentados ao longo da história das finais da NBA. Aprendam a viver com isso. Danny Green é deus Vai soar estranho o que vou dizer, mas explico. Nestes três primeiros jogos, apesar das duas lavadas históricas nas últimas partidas, os jogos foram bastante disputados. Pelo menos disputados até um certo ponto, quando uma equipe disparou como se estivesse enfrentando uma versão piorada do Charlotte Bobcats. No Jogo 2 foi um período de apenas 5 minutos que transformou um jogo empatado em uma humilhação de 20 pontos de vantagem a favor do Miami Heat. Para surpresa de ninguém foram justamente os melhores 5 minutos de LeBron James na série até agora. Muita defesa dele e do resto do time, inúmeros turnovers forçados, arremessos de três pontos na transição ofensiva e adeus San Antonio Spurs. No jogo de ontem, o terceiro, a história foi um pouco parecida, com a diferença de que o San Antonio Spurs não parou nos 20 pontos de vantagem, não acalmou a partida e continuou espancando o Miami Heat até eles ficarem irreconhecíveis. O Spurs abriu uma vantagem considerável no final do primeiro tempo, que o Heat igualou após, surpresa, forçar turnovers do adversário. Aí bolas de 3 pontos de Tony Parker e Gary Neal nos segundos finais deram 6 pontos de frente no intervalo. No terceiro quarto aconteceu a varrida de vez, o Heat parecia frustrado, não acertava arremessos de fora do garrafão, não achava espaço para infiltrar e do outro lado a movimentação do Spurs era rápida, tão rápida, que Danny Green e Gary Neal sempre acabavam relativamente livres para uma bola certeira de três pontos. A liderança disparou e quando o Heat ameaçou cortar, novamente nos 5 minutos bons de LeBron James no jogo, quando marcou 9 de seus 15 pontos, Gary Neal respondeu com duas bolas de 3 que nem Steph Curry deveria tentar. Mas ele tentou, acertou e matou o jogo ainda no começo do período final. [youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=dZauUjCtGHY[/youtube] Nesses momentos temos que saber atribuir, ou pelo menos tentar, o que é fruto de esquema tático, domínio do estilo de jogo e o que é coisa de ocasião, ou seja, que dificilmente poderá ser repetida em ocasião futura. O San Antonio Spurs quebrou, ontem, o recorde de mais bolas de 3 em um jogo de final de NBA. Foram 16 acertos, 13 deles divididos entre Gary Neal (6/10 acertos) e Danny Green (7/9). Isso é algo que provavelmente não vai se repetir tão cedo. Green vêm tendo ótimo aproveitamento durante toda a pós-temporada, aos poucos se tornou um dos mais precisos arremessadores de toda a NBA, mas mesmo os melhores não acertam 7 bolas todo jogo. Ainda mais no mesmo jogo que outro bom arremessador também está pegando fogo! Isso é coisa pra uma vez aqui e outra ali e o Spurs aproveitou para conseguir uma vitória categórica em um dia que seu melhor jogador na temporada, Tony Parker, não jogou bem por estar com muitas dores musculares. Por outro lado, mesmo que o Spurs não tenha outro jogo de quebrar recordes de 3 pontos, eles tem algo que provavelmente vai se repetir mais vezes: as chances de arremessar de 3 pontos. Nos jogos anteriores, como neste último, a movimentação de bola do San Antonio Spurs funcionou perfeitamente e chances para as bolas de longe não faltaram, foi com Kawhi Leonard na outra partida, Matt Bonner no começo do jogo de ontem, Manu Ginóbili basicamente quando ele bem entender. Os espaços estão ali e essa é uma vitória tática do Spurs que vai continuar existindo até que o Miami Heat crie uma solução, então mesmo sem recorde é algo que o time de Gregg Popovich pode contar para as próximas partidas. O mesmo vale para a atuação de LeBron James. Ele explodiu durante um curto período de tempo no Jogo 2 e durante alguns minutinhos assustadores do Jogo 3, mas a vitória tática no quesito também é do San Antonio Spurs. O melhor comentário sobre a defesa do Spurs em cima de Dwyane Wade e LeBron James veio de Jeff Van Gundy, que comenta os jogos na TV americana: “eles estão os marcando como se fossem o Rajon Rondo. O Los Angeles Lakers começou a exagerar na defesa sobre Rondo desde as Finais de 2008, quando davam a quadra inteira para Rondo trabalhar porque sabiam que ele não sabia arremessar. Era o jeito de cobrir o garrafão, ajudar nos bloqueios à Ray Allen, não se perder nos pick-and-rolls com Kevin Garnett. Estratégia que não rendeu o título, mas que foi inteligente o bastante para inúmeros times a copiassem ao longo dos anos. O San Antonio Spurs resolveu chutar o pau da barraca e fazer isso, ao mesmo tempo, com dois dos melhores jogadores do planeta. LeBron James e Dwyane Wade não são conhecidos por seus arremessos de longe e então o Spurs decidiu que iria deixá-los arremessar quando quisessem. Podem acertar, mas não vão conseguir enterradas, bandejas e muito menos lances-livres. Até nos contra-ataques é engraçado como o Spurs não está seguindo aquela regra clássica que aprendemos velho programa Fantasia do SBT, o “para a bola”. Ao invés de o defensor partir para cima de quem puxa o contra-ataque para tentar pará-lo, eles correm todos diretamente para o garrafão e lá param e levantam os braços. Tentar parar LeBron durante corrida é pedir pra levar um passe por cima, um drible, uma enterrada. Mas com o garrafão empacotado de 5 negos, fica mais difícil. [youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=xlkOk9g2pCY[/youtube] Não quero desvalorizar a defesa que Kawhi Leonard faz em LeBron James, mas acho que tem muita gente lambendo até demais as bolas do jovem ala do Spurs. Ele é forte, inteligente, se posiciona bem, é bonito e, como disseram ontem no Twitter, tem aspirador de pó nos dedos para sugar a bola e forçar turnovers. Mas o sucesso da defesa do Spurs sobre LeBron é totalmente coletivo! O que frustra o King James é que ele nunca tem espaço para dar a primeira passada no garrafão, os espaços estão sempre ocupados. Se congelarmos as imagens quando ele tenta atacar a cesta, dá pra ver 4 ou 5 jogadores dentro da área pintada prontos para encher o saco dele. Com bom passe e boa visão de jogo, James acha Mike Miller (o deus que não erra dos 3 pontos em finais), Chris Bosh e Mario Chalmers, mas o Spurs está mais do que feliz em passar 48 minutos assistindo esses caras

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chutarem de média e longa distância. É mais uma daquelas estratégias simples do Spurs que a gente assiste, pensa, pensa mais um pouco e no fim só fica indignado porque parece tão fácil e mesmo assim ninguém conseguiu fazer igual até hoje. A verdade é que parece simples quando a gente escreve em uma linha “fecha o garrafão e não deixa o LeBron entrar”. Mas não é bem assim. O entrosamento e o talento individual para saber quando fechar as portas, quando sair do seu jogador para tumultuar o garrafão, como fazer isso sem faltas, como se recuperar para atrapalhar o arremesso inevitável de 3 pontos que vai surgir do passe de LeBron, tudo isso é difícil e exige muito treino e disciplina. Até porque as situações não são sempre iguais. Como fechar o garrafão quando LeBron ataca sozinho? Como fechar quando ele ataca em um pick-and-roll? E quando o pick-and-roll é feito com um jogador baixo ao invés de um pivô? E quando o ataque vêm da zona morta e não do centro da quadra? A ajuda sai mesmo se o defensor estiver marcando Mike Miller ou Ray Allen? A gente adora ir lá e falar que o LeBron tem que ser homem e atacar a cesta, ou dizer que o Spurs precisa fechar o garrafão. Mas esses são os comentários óbvios, que qualquer pessoa que acompanha basquete há pouco tempo pode dizer. A questão é sempre o como fazer isso. E uma das soluções mais interessantes que o Miami Heat achou no Jogo 2 foi deixar de usar LeBron James como o cara que segura a bola e usá-lo, ao invés disso, como o homem do bloqueio. Ele fazia o corta na cabeça do garrafão, Mario Chalmers atacava e então procurava LeBron, que estava “rollando” no pick-and-roll já perto da cesta. Não foram muitas vezes, mas pareceu dar certo quando tentado. O sucesso de Dwyane Wade, por outro lado, se deu em duas situações: a primeira quando ele atacou a cesta partindo da zona morta, apesar de não parecer o ângulo perfeito para se infiltrar, foi quando ele enfrentou menos resistência e ajuda defensiva. A outra jogada foi a movimentação sem a bola, aproveitando a defesa 100% focada em LeBron para entrar por trás e receber a bola sob a tabela. Eficiente, mas que depende pelo menos de um princípio de infiltração de seu companheiro de time.   A vantagem até agora é do San Antonio Spurs e não só porque vencem a série por 2 a 1 e não só porque Danny Green está jogando como se fosse o Ray Allen em seu auge físico e técnico. Mas porque das estratégias dos dois times, as do Spurs tem dado mais resultado prático. O Miami Heat vêm tendo um sucesso pouco comentado em segurar as infiltrações de Tony Parker, em transformar Manu Ginóbili em coadjuvante (um bom coadjuvante, porém) e marcar Tim Duncan no mano a mano, com pouca ajuda. O aproveitamento de TD contra Udonis Haslem é ridículo até o momento na série. Ou seja, a defesa do Heat sobre o Big 3 do Spurs é quase tão eficiente a do Spurs sobre o Big 3 de South Beach. A diferença é que o Spurs tem descoberto muito mais alternativas para contornar esses problemas. Como disse no começo do texto, a movimentação de bola está alcançando níveis impressionantes de velocidade e as bolas de 3 pontos, muitas sem marcação, aparecem a qualquer momento do jogo. Tiago Splitter, apesar daquele toco devastador, tem sobrado muitas vezes livres durante as blitze de dobra de marcação no pick-and-roll e até pontos em contra-ataque com Kawhi Leonard tem desafogado o ataque do Spurs. E essas alternativas do Spurs já começam a gerar, pelo menos aparentemente, uma vantagem psicológica. LeBron James e Dwyane Wade sabem que precisam acertar mais arremessos de média e longa distância para fazer o Spurs pagar pela estratégia que adotaram, mas hesitam tanto em fazer isso que muitas vezes só chutam depois de quatro ou cinco fintas, e mesmo assim o fazem sem nenhuma naturalidade. É como se não soubessem se estão desafiando Gregg Popovich ou caindo no armadilha ao tentar aquele arremesso. Ainda dá tempo do Miami Heat encontrar alternativas para machucar mais o San Antonio Spurs, dá tempo de Tony Parker agravar sua contusão e dá tempo de Danny Green voltar a ser só o Danny Green. Mas também é bem possível que a confiança do Spurs aumente ainda mais depois da surra do Jogo 3 e que o aproveitamento de 3 pontos continue altíssimo. E quem garante a vitória de Udonis Haslem sobre Tim Duncan por mais tempo? Spurs na frente, mas muitas coisas ainda em aberto.

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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