Os olheiros

Os olheiros

Nas últimas semanas praticamente todos os times da NBA tem feito treinos com os mais diversos jogadores que estarão nesse Draft 2012 que acontece na quinta-feira. Os chamados workouts envolvem não só os jogadores que os times estão mais interessados, mas outros que eles estão curiosos para ver de perto e que estão cotados para estarem disponíveis nos locais de escolha de cada equipe. Ou seja, se você tem a Escolha 10 e a 40, precisa treinar caras cotados para estarem entre os 10 primeiros e outros piores que vão sobrar lá no meio da 2ª rodada. É um processo de muito treino e especulação.

Mas essa fase de treinos não é tão decisiva quanto parece. Vou usar um exemplo feminino, porque sou meio afetada, mas acho que vocês vão entender. Você fez alguma merda e sua punição é sair com sua namorada para comprar roupas pra ela, uma atividade que dura um dia que parece uma semana. A sua digníssima namorada vê uma blusinha L-I-N-D-A e entra na loja, aí ela vai direto na blusa, experimenta e gosta. Vai comprar? Ainda não. Primeiro ela precisa ver outras 6 blusas, 4 saias, uma calça jeans (que ela passa horas olhando no espelho pra ver se o caimento ficou bom) e ainda fica na dúvida se prova ou não aquele casaquinho. Quando sua barba já começa a crescer ela vai lá e compra uma única peça: A primeira blusa, claro.

Os times da NBA são mais ou menos como essas namoradas. Eles querem ter o máximo de informação possível, querem ver tudo de perto, mas já chegam na semana do Draft conhecendo todo mundo dos pés a cabeça, o workout é apenas uma prova real, algo para confirmar o que todo mundo já sabe. Os treinos finais são para dar a chance de alguém impressionar muito ou, no máximo, para tirar uma dúvida entre um ou dois caras bem cotados. O grosso do trabalho é feito quando a mídia está preocupada em cobrir outras coisas, por gente que a nem sabemos o nome.

Cada time da NBA tem uma equipe de olheiros muito bem treinada que dedica sua vida a ver qualquer nível de basquete nos EUA e Europa. Eles se dividem entre os olheiros avançados, que trabalham dentro da NBA avaliando os outros times, e os olheiros que analisam os futuros jogadores da NBA. Estes se dividem em avaliar as promessas mais jovens (basquete colegial), as ligas menores (D-League), o basquete universitário (a parte mais importante) e o basquete internacional. Há cerca de 10 anos virou algo comum os times contratarem olheiros para os deixarem inteirados do que acontece no mundo das promessas do basquete europeu. O trabalho desses caras é o que dá material para que o General Manager possa, no fim das contas, fazer sua decisão no dia do Draft.

Mas como esses olheiros trabalham? O que eles tanto olham? O que fazem? O que comem? Como se reproduzem? Esse post é um Globo Repórter sobre como trabalham esses scouts que dão todas as informações que os times tem em mãos na hora de decidir quem escolher no Draft. Para fazer o texto consultei muitos textos sobre o assunto, mas em especial uma entrevista com Brian Hagen, ex-assistente de General Manager do Hornets, o cara que era o responsável por conversar com os olheiros. E essa matéria da FIBA com Adam Filippi, que trabalhava na época com olheiro internacional do Los Angeles Lakers.

 

Atenção Total

Os principais jogadores universitários estão sendo observados continuamente. Os olheiros não vão assistir só aquele jogo mais importante ou o March Madness, embora a atuação e a postura dos atletas nesses momentos mais tensos contem bastante. E pior, os olheiros são treinados para acompanhar não só o jogo. Segundo Brian Hagan tudo o que um atleta faz em quadra é analisado e incluído em seu relatório: Como ele se aquece antes do jogo, é preguiçoso, quer só impressionar com enterradas ou pratica situações de jogo? Ele é educado com o técnico? Sai bufando e reclamando quando vai para o banco de reservas? Parece próximo aos companheiros de grupo ou mal presta atenção na partida quando vai para a reserva? Até o fato dele falar muito durante o jogo, o famoso trash talk, é digno de anotações. Alguns times valorizam, outros desprezam.

Mas nem sempre esse acompanhamento tão próximo pode ser uma boa. Adam Filippi, que trabalha na Europa, alerta para os perigos de se acompanhar de perto um jogador por tanto tempo: “Você precisa ver pelo menos 5 vezes um jogador novo, para ter alguma ideia dele. Já assistir um único jogo só é muito perigoso. Mas também existe o risco de você ver demais um cara. que foi o que aconteceu comigo e Tiago Splitter. Depois de 5 temporadas eu o assisti tantas vezes que reparava só nas suas falhas, acabava não apreciando seu lado positivo”.

 

Fora de quadra

Existe também uma pesquisa fora de quadra, onde o olheiro é uma mistura de detetive, psicólogo e repórter investigativo. Ele deve ser simpático e ir conversar com pessoas próximas do jogador que ele está interessado, sejam eles companheiros de time, técnico e familiares. Todas essas pessoas conhecem os defeitos e qualidades do jogador, mas qual deles vai ser doido de dizer “Esse cara é mimado e não gosta de treinar”? Ninguém. Segundo Hagen, depois de um tempo os olheiros aprendem a ler o entusiasmo na declaração das pessoas, para perceber quando um técnico tece elogios apenas para ver mais um jogador de seu programa indo para a NBA ou quando realmente o cara está sendo sincero. Entrevistar caras menos ligados ao jogador, como um assistente técnico ou algum responsável pela parte disciplinar da universidade, fazem parte do processo fora da quadra também.

Ele também diz que o trabalho é tão extenso que fica difícil esconder algumas coisas, não dá pra fingir por muito tempo. Uma das coisas que eles levam muito em consideração é a chamada “força mental”. Ou seja, como o jogador lida com uma situação fora da sua zona de conforto: Pode ser uma má fase, um jogo importante em que ele está com dores, uma partida importante fora de casa, uma semana onde ouviu críticas da imprensa ou uma briga dentro do grupo. Segundo Hagan, tudo na NBA é maior e mais difícil que no basquete universitário, se ele não conseguiu no estágio anterior não há porque conseguir depois. Filippi diz que “eu posso mudar de opinião de um jogador com o passar dos anos, posso ter gostado de alguém e depois achar que o cara não é bom. Mas nunca mudo de ruim para bom”. Ele cita alguns casos de jogadores que evoluíram muito em pouco tempo, como Deron Williams, Marc Gasol e Carlos Boozer, mas que são casos muito raros.

Potencial

A palavra que a gente mais escuta em semana de Draft é também a mais perigosa: Potencial. Segundo Filippi, scout internacional do Lakers na Europa, é muito fácil ver um jovem atleta e descobrir no que ele é bom ou ruim. Qualquer um pode fazer. O desafio dele e de outros olheiros é cavar mais fundo e descobrir algumas questões fundamentais que para nós podem até soar ridículas. Tipo, o cara realmente gosta de jogar basquete? Às vezes ele está lá porque é bom, grande, mas irá dedicar suas férias a melhorar o arremesso de meia distância? Para isso precisa amar o trabalho.

Já Hagen destaca a inteligência do jogador. Ele diz que na NFL o pessoal chega a passar uns testes para conseguir mensurar a inteligência do jogador, já que é um jogo com muita estratégia e baseado em jogadas muito bem desenhadas que os jogadores precisam entender a fundo. Para ele os tipos de inteligência medidos pela NFL não valem tanto para o basquete, mas que eles se preocupam em medir o tal “Basketball IQ”, o “Q.I. de basquete”. Quanto mais inteligência de jogo e entendimento do basquete o cara mostra, mais chances ele tem de melhorar durante a carreira e assim cobrir suas falhas. O conceito é óbvio, mas eles precisam achar esse tal Basketball IQ em caras menos óbvios que Shane Battier e Kevin Love.

 

Como medir talento?

O que me irrita em sites como o NBADraft.net e o DraftExpress é que todo ano pareço estar lendo as mesmas coisas. Parece que eles tem um banco de dados com uns 30 frases positivas, 30 negativas e vão distribuindo as mesmas para descrever o estilo de jogo de cada atleta. Depois de um tempo a coisa fica tão repetitiva que você passa a duvidar de tudo aquilo. Mas tem uma explicação. Adam Filippi disse que adora fazer trabalhos enormes sobre os jogadores que observa, com muitas páginas e observações sobre questões técnicas, físicas e mentais, “mas aí estou falando com meu chefe sobre um jogador e em menos de 30 segundos ele me interrompe e diz ‘tá, mas ele pode jogar pra gente ou não?’.

São tantos jogadores sendo observados que no fim das contas, além da análise extensiva dos principais nomes, os olheiros tem que simplificar as coisas. O básico que os times pedem de todos os jogadores, em respostas curtas e grossas é:

– Informações físicas (altura, atleticismo, corpo)
– Qualidades e defeitos no ataque e na defesa
– Pode criar o próprio arremesso?
– É jogador de nível NBA? Estrela, role player, reserva?
– Ele pode jogar no nosso time, precisamos de um cara como ele?
– Ele pode melhorar suas falhas?
– O jogador possui alguma especialidade?

 

Como prever a mudança da NCAA para a NBA

Essa parte é muito complicada e uma das mais importantes. Tyler Hansbrough foi o melhor jogador universitário em seu último ano de faculdade, mas seu jogo físico iria o levar até onde sendo um ala de força baixo para os padrões da NBA? Adam Morrison e JJ Redick foram cestinhas universitários, mas nenhum deles foi grande coisa nos profissionais. Um scout que não se identificou, entrevistado pela Sports Illustrated, falou um pouco sobre isso.

Segundo ele o arremesso é parte importante da conta. Alguns caras se destacam tanto na parte física que acabam destruindo com tudo quando enfrentam uns magricelos na NCAA, mas na hora de jogar na NBA todo mundo é grande e o cara perde seu diferencial. Então se um armador ou ala se impõe muito pelo físico, precisam observar sua mecânica de arremesso para saber se existe futuro para aquele cara. Uma perspectiva de chute de média ou longa distância pode ser a diferença entre um cara com bom físico ser Top 10 ou começo de 2º round em um ano de bom Draft na NBA.

Outro fator observado é a defesa. “Se um cara não defende com vontade na universidade, não vai começar a fazer isso na NBA”, afirma o olheiro. E a palavra-chave aí é vontade. Às vezes o sistema defensivo do time é fraco ou ele não tem mesmo alguma parte técnica de defesa, mas se toda noite ele se dedica a isso, é um bom sinal. A NBA tem jogadores talentosos em todas as posições, o cara mais fim de banco sabe como fazer pontos. Basta ter um preguiçoso na defesa que o adversário vai montar em cima daquilo. Volto a um nome citado acima, Adam Morrison. Bom arremessador, sabe se mexer sem a bola, mas não podia ficar em quadra por ser uma negação defensiva.

Por fim o olheiro diz que eles tem que observar e deduzir o quanto um jogador está aberto a mudar seu estilo de jogo. Mesmo dominando o jogo fisicamente na universidade, o cara se preocupa em treinar ganchos antes das partidas? Um dia ele vai precisar daquilo. A vontade do cara de mudar é algo difícil para um olheiro descobrir, mas nesse meio qualquer informação e interpretação é valiosa e faz a diferença. Vai chegar uma hora que você vai ter LaMarcus Aldridge e Tyrus Thomas na sua frente e vai ter que ficar com apenas um. É bom escolher o certo ou ficará pensando nisso antes de

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dormir para o resto da vida. Acha que pode fazer o serviço? Tenta lá.

BTPH_#7

BTPH_#7

 

João Victor
O Dwight Howard vai ser trocado e o Ray Allen nos Celtics já não ajuda como há algum tempo. Seria uma boa uma troca entre eles?

Denis: O Howard disse que fica no Magic até o fim da próxima temporada. Mas mesmo se o Magic o trocar, que seja por muito talento, jogadores jovens e/ou escolhas de Draft. Que diabos iriam fazer com o Ray Allen? Competição de 3 pontos com o Ryan Anderson no fim do treino? Não faz sentido.

Lucas Bueno
O que significa os numeros nas costas da camiseta dos juizes de basquete?

Denis: É um número de vezes que um erro crucial dele custou uma partida. Para ninguém esquecer, sabe?

 

Octávio
Não é uma pergunta, mas sim uma sugestão de post: Seria interessante uma matéria, ou uma série de matérias sobre a arbitragem na NBA. Algo do tipo “quem são os árbitros? onde vivem? do que se alimentam? como se reproduzem?” etc.. estilo globo repórter, saca?!

Denis: Mas assim você dá a entender que árbitros são humanos com sentimentos. Isso seria mentir para nossos leitores.

Wallace
Sormani nos vestiários do NBA e vocês aí… que cruel a vida, hein

Denis: Bom, eu também não consegui entrevistar o Rose e o Lin daqui. Pelo menos nisso somos parecidos.

 

Aluisio Oliveira
Poderiam fazer u 8 ou 80 sobre os Triple-Doubles do Rajon Rondo!? I’m a Celtic
Carlos Lima
Porque diabos o Rondo só faz TD quando é em rede nacional americana?

Denis: Conta mais, amigo internauta. Você quer uma lista com todos os triple-doubles do Rondo? Simples assim? Que tipo de análise você quer? Uma opção é essa sugerida pelo Carlos. Médias de pontos, rebotes e assistências de Rondo de acordo com a força do adversário e com a audiência do jogo. Antigamente existiam muitas críticas a jogadores que só jogavam em rede nacional, mas hoje com League Pass no mundo inteiro isso ficou meio ultrapassado. Tudo é visto e ainda vira estatística, não tem como fazer corpo mole.

Milhomens
No basquete amigo e maroto de rua (quero dizer, aquele que nós reles mortais jogamos) o que vocês valorizam mais no seu time, um marcador ou um pontuador?

Denis: Eu valorizo companheiros de time e adversários que saibam que é um basquete amigo e maroto de rua. Isso quer dizer que eles não saem distribuindo empurrões e cotoveladas. Tem coisa mais chata que um 21 empacado no 19 a 19 porque toda bandeja vira falta flagrante só porque não tem lance-livre? É só brincadeira, pessoal. Pode ser marcador, pontuador, não me importa, só não seja um babaca. E ajuda se não for fominha, já basta eu.

Anônimo
Quem é o muso de plano de fundo do twitter do Bola Presa?

Denis: Bloqueio o leitor que não sabe quem é o Adam Morrison ou perdoo? Cortem-lhe a cabeça!

 

Silvia
Como é escolhido o MVP da temporada regular e dos playoffs?

Denis: O MVP da temporada é escolhido por um grupo enorme de jornalista e especialistas escolhidos pela NBA. Eles fazem uma lista de 1º a 5º colocado e de acordo com cada colocação os jogadores recebem uma pontuação diferente. Soma-se os pontos de todos e o vencedor é o MVP. Não existe um MVP dos playoffs, mas sim das Finais, esse escolhido pela NBA.

Alysson Elias
Pessoal, se eu quiser montar um time pra jogar a NBA, eu entraria com o CAP zerado, podendo assinar com qualquer um?? Teria escolhas de draft?? Alguém pode criar uma franquia em 2013 e assinar com um monte de FA estrela que vai pintar. Certo?

Denis: Só vou responder sua pergunta porque ela é muito plausível e realista. Primeiro que não pode entrar um novo time da NBA sem sair outro. São 30 franquias e David Stern só fala de diminuir times, nunca aumentar. Mas da última vez que se aumentou, com o Bobcats, o que aconteceu foi um Draft de Expansão. Todos os times protegiam 8 de seus jogadores, o resto estava disponível para o Bobcats escolher e fazer seu elenco. Eles também tinham a 4ª escolha do Draft e espaço na Folha Salarial para assinar Free Agents. Mas com um detalhe, o salary cap do Bobcats foi menor que o resto da NBA por alguns anos, para eles não se beneficiarem e terem 50 milhões livres para assinar qualquer um.

Bixo
Caralho, fui jogar o Bichusp e eu fui pior que o Brian Cardinal, fiquei incriveis 43 segundos em quadra :-(

Denis: Se dedicou bastante nos treinos? Está em forma? Respeita o treinador? É um cara de equipe? Deu tudo de si nesses 43 segundos? Sei não, mas acho que é tudo culpa sua.

Léo
vcs assistem NBB? e se assistem oq vcs acham dela?

Denis: Eu acompanhei mais o NBB de perto no primeiro ano, mas achei o nível tão fraco que desanimei. Achei só legal quando vi os jogos ao vivo aqui em São Paulo, do Pinheiros e do Paulistano. Hoje estou trabalhando no Paulistano como assessor de imprensa, então nesse ano estou acompanhando muito de perto e gostando. Tem times, técnicos e jogadores que são muito ruins, isso ainda é uma triste verdade. Mas acompanhando mais de perto você vai descobrindo o lado bom, os times bons e dá pra se divertir. Sem contar que ver ao vivo sempre é mais interessante, até os jogos ruins ficam legais. O campeonato tem uma série de problemas que dariam uma lista enorme, mas acho que já é uma liga boa, que não envergonha como já o fez num passado não muito distante. E o Paulistano está indo bem, estou dando sorte.

 

Reginaldo Gotz
Como perguntar qual o perfume que uma mulher está usando sem parecer estar a fim dela?

Denis: Ótima pergunta! Já quis fazer isso e amarelei. Não só com perfume, mas também querendo elogiar roupas e sapato. A alternativa que eu encontro é a seguinte: Se ela é muito bonita e você toparia pegar ela, pergunte e deixe ela achar que você está afim, se der certo, ótimo. Se não der, você tem pelo menos o nome do perfume. Se a garota é feia ou por algum motivo você não pode pegá-la (é irmã da sua namorada, por exemplo), use seu lado teatral: faça voz caricata de gay, solte a franga e diga “amigaaa, que perfume é esse?! Ahazou!”. Ela vai rir, achar que é piada e você consegue sua informação.

Anônimo
Tetas, tive minha 1a relação, mas não senti nada. Nem quando ela fez um bola-gato. Não tava nervoso, mas simplesmente não senti prazer algum. Isso é normal no início?

Denis: Er… hum… não, não é normal. Se você estava tranquilo não ter porque não ter sido prazeroso. Claro que se a garota também é iniciante as coisas podem não ter sido muito bem feitas, mas algum tipo de satisfação tinha que ter acontecido. No começo eu não sabia o que fazer também, mas só de ver peitinho já tava no paraíso. Sugiro que continue tentando,

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se não tiver prazer mais vezes aí talvez simplesmente não seja algo que você goste. Tente chocolate, é sempre bom.

 

Aprendiz de Defensor
me deem dicas de como defender melhor nos jogos (não vale ser dicas de “assista ao Tony Allen”

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ou coisa assim)

Denis: Tá bom, mas saiba que assistir o Tony Allen ajuda. A primeira dica é “Bunda no chão”. Tem que se agachar, dobrar os joelhos. Aí você foca os olhos da bola e não fica pensando naquela menina bonitinha do 2º ano. Se estiver marcando o homem sem a bola, lembre-se que antes de defender ele, você está defendendo a cesta. Nada de dar o backdoor todo pra ele só porque tentou cortar a linha do passe. Também lembre-se de que você deve ajudar seus companheiros. Largue seu homem se seu companheiro foi batido e o adversário está indo para a bandeja. Tem muita coisa, mas o básico é isso: concentração, posicionamento e atenção com o que acontece em torno de você. E assista o Tony Allen, porra!

Anônimo
O que os jogadores ficam olhando quando olham pra cima? Números próprios fazendo as contas para recordes pessoais, olham o tempo restante e a diferença no placar ou olham se estão sendo mostrados no telão (esse seria o LeBron)?

Denis: Podem olhar um monte de coisa. Placar, faltas, replay de uma jogada pra ver se foi falta. Ou só o corte de cabelo mesmo, mas esse seria o Neymar, não o LeBron.

João
Tem alguma lista que mostra os melhores jogadores em jogadas de cesta mais a falta?

Denis: O 82games.com fazia isso, mas parou de contar. Não sei mais onde encontrar hoje em dia. Aceito ajuda!

 

Anônimo
o both teams played hard ficou muito ruim… se for pra ser desse jeito é melhor cancelar tudo… reponde nos comentarios só…

Denis: Opa, só pra não fechar mais um BTPH sem uma crítica ao novo formato. Saudade do BTPH dos anos 50, quando ainda existia honra e respeito.

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Devin Harris apela para o “ora que melhora”

O Nets nem é tão ruim assim. No ano passado dissemos como o time era promissor, e quando eles apertaram o botão do apocalipse e trocaram Vince Carter para o Magic, apoiamos a decisão e cheguei a afirmar que a equipe não passaria muito tempo fora dos playoffs. No entanto, eles estão prestes a fazer história: perdendo para o Mavs na quarta-feira, o Nets terá o pior início de temporada de todos os tempos, tendo perdido suas 18 primeiras partidas.

Devin Harris, estrela do time, lesionou feio a virilha e só jogou 7 partidas na temporada. Yi Jianlian, que impressionou a imprensa com seus treinos públicos em New York durante suas férias, ferrou o joelho e está fora por tempo indeterminado. Jarvis Hayes jogou muito bem na pré-temporada mas lesionou o punho nos primeiros dois minutos da estreia do Nets na temporada (isso é que eu chamo de ejaculação precoce) e não jogou desde então. Keyon Dooling e Tony Battie, que vieram na troca do Carter, se machucaram na pré-temporada e ainda não jogaram oficialmente pelo Nets. Chris Douglas-Roberts, que finalmente estava se tornando a arma ofensiva que se esperava dele na noite do draft, pegou gripe suína. O Courtney Lee, que ficou tão puto de ser trocado pelo Magic que jurou vingança contra toda a humanidade, também se machucou e passou uns jogos fora. O Bobby “só jogo em ano de contrato” Simmons ficou gripado e não jogou, mas pelo menos era uma gripe comum. Até o Eduardo Najera, que é tão secundário que nem as lesões lembram dele, acabou contundindo as costas. O Trenton Hassel teve problemas pessoais e passou um tempo afastado. Ou seja, o Nets está mais amaldiçoado do que o set do “Poltergeist”.

O time chegou ao cúmulo de jogar apenas com o Brook Lopez da lista de titulares, e apenas dois jogadores no banco de reservas. Todo o resto do elenco estava de terno, fazendo o Nets parecer mais uma reunião de executivos ou vendedores de seguro do que um time de basquete. Tendo isso em vista, não é surpresa que tenham perdido tanto. Já vi time pior jogando e ganhando uma vez ou outra, esse Nets só tem um azar descomunal que lembra bastante o Clippers e sua lendária maldição. Mas é claro que o técnico, o Lawrence Frank, não ajuda. A gente sempre bateu na tecla de que ele era um dos piores técnicos da NBA (o que imediatamente coloca ele na lista de prováveis ganhadores do prêmio de Melhor Técnico do Ano, vai entender!), jovem demais, nerd demais e incapaz de lidar com a equipe. Estava na hora de mandar o sujeito empilhar coquinho na descida, mas ao menos tiveram a decência de se livrar dele antes que seu nome ficasse para sempre como o dono do recorde de pior começo de temporada.

Os atuais recordistas são o Clippers de 1999 e o Heat de 1988, com 17 derrotas para começar a temporada com o pé esquerdo. Quando o Nets perdeu sua décima sexta partida, o Lawrence Frank ganhou o respiro de que precisava: foi demitido, escapou do recorde negativo, fugiu pela famosa saída pela direita. Quem assumiu o Nets contra o Lakers fora de casa, na certeza óbvia de que iria igualar o recorde, foi um técnico interino de que nunca lembraremos o nome, tipo os oitocentos novos presidentes de Honduras. Ou seja, o fardo da vergonha ficou meio diluído e ninguém vai ter sua foto na Wikipedia do lado do verbete “fracasso”.

Mas agora o negócio começa a ficar sério: se perder a próxima partida, dessa vez contra o Mavs, o pobre-coitado do Nets vai ter o pior começo de temporada já visto pelo homem. Essa sim é uma vergonha que faria até o Clippers corar constrangido, e é preciso ao menos uma tentativa de evitar o vexame. Para isso, assume o Nets o Kiki Vandeweghe. Além do nome filho-da-mãe que exige uma consulta no Google toda vez que se quer escrever, um fato curioso sobre o Kiki é que ele é justamente o responsável pelo pior time que eu já vi jogar.

Infelizmente não tenho muitas memórias basquetebolísticas em 1988, mas eu acompanhava NBA a fundo em 1999 quando o Clippers igualou o recorde de 17 derrotas para começar a temporada. O problema é que naquela época não era tão fácil acompanhar partidas pela internet, ainda havia até aquela coisa bizarra conhecida como “net discada”, o modem fazia barulho ao se conectar, quase como se fosse uma robô prenha dando a luz, e a gente ficava nas mãos basicamente das transmissões para a tevê brasileira. Isso significava, na época, que a gente só via jogos da chatisse do Spurs, ninguém em sã consciência iria transmitir para o Brasil uma partida do Clippers. Isso quer dizer que aquele Clippers pode ter sido um dos piores times de todos os tempos e eu infelizmente não pude ver o elenco jogar. Por isso, o pior time que já presenciei foi o Nuggets de 2002: o Nenê tinha acabado de ser draftado e a televisão brasileira adorava a ideia de mostrar o novato tupiniquim. O resultado foi uma tortura em massa que deve ter afastado milhares de brasileiros do basquete e causado uma série de suicídios coletivos, porque aquele Nuggets fedia demais! A estrela do time era Juwan Howard, que seria terceira opção ofensiva em qualquer timezinho razoável, e todos os outros jogadores desapareceram em pouquíssimo tempo, incluindo um dos maiores desastres da história do draft da NBA, o lendário Nikoloz Tskitishvili, o “Skita“. Draftado antes do Nenê, o pivô da Geórgia faz o Kwame Brown parecer um gênio do basquete e da física quântica.

O Kiki Vandeweghe montou aquele Nuggets terrível, mas também draftou Carmelo Anthony e levou o time para os playoffs. Mas como o elenco nunca melhorava e a torcida queria sua cabeça, acabou indo pra rua, para enfim ser acolhido pelo Nets para dar palpite na reconstrução do time. Por mais polêmico que o cara seja, por mais que ele feda, conseguiu pegar o pior time que eu já vi jogar e levar para os playoffs alguns anos depois. Era exatamente do que o Nets precisava. Mas agora, no desespero, ele assumirá o cargo de técnico do Nets – um nome ao menos conhecido o bastante para receber o peso de perder para o Mavs, e que talvez tenha um nome a zelar o suficiente para tentar impedir o desastre. Ele não tem experiência como técnico, embora tenha sido assistente no Dallas por uns tempos, mas o negócio dele é reconstruir, cuidar da meninada e lidar com jovens talentos. Foi ele quem lidou pessoalmente com o Nowitzki no começo de carreira, e o Nets precisa mesmo se focar mais na parte administrativa, indo com calma com os jovens talentos, do que se preocupando com um baita técnico de ponta para ganhar partidas agora. Olha, já foram 17 partidas pelo ralo em sequência, a temporada já foi pras cucuias, não resta nada para o time além de sentar na guia, chorar as pitangas, tomar uma pinga e esperar pela próxima escolha de draft. Então, que se lasquem as próximas partidas, o negócio é cuidar do núcleo jovem e tentar não queimar ninguém nem permitir que a depressão se instaure no ambiente fracassado do time. Convencer todo mundo de que as derrotas são normais, de que em dois anos eles vão estar nos playoffs, que as lesões foram apenas azar. E impedir, a todo custo, que a décima oitava vitória seguida venha. Esses garotos não merecem seus nomes injustamente na história da NBA, eles não fedem o bastante e isso pode complicar suas pretensões futuras.

É por isso que não importa quantos jogos bons estejam passando na quarta-feira, quantas estrelas estejam em quadra, o jogo a se assistir é o Nets e Mavs. Se o Kiki conseguir uma vitória, será um feito histórico de um time que não merecia se lascar tanto e que em um par de anos estará maduro e brigando com os grandes. E se o Nets perder, será uma chance de ver história sendo feita, algo que maculará para sempre o ânimo dessa equipe. Não perca história sendo feita, você não quer ficar como eu, lamentando não ter assistido o Clippers de 1999, não é mesmo?

>Desconhecido do mês – parte final

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Que tal usar o número 44 no time da escola e dizer “é por causa do Hassell”?

Como disse no post anterior, o pobre Trenton Hassell iria ter só dois posts a seu respeito, mas analisando como foi o mês do cara, não dava pra falar muito mais, não. Ele esquentou muito banco em fevereiro.

Foram 11 partidas disputadas por Hassell no mês, 6 pelo Dallas e 5 pelo Nets. Será que há muita diferença, pelo menos para o nosso desconhecido, em jogar para essas duas equipes? Vamos ver:

Pelo Mavs:
6 jogos
4 vitórias
2 derrotas
3-11 Arremessos de quadra
0-0 lances-livres
0-0 bolas de 3

1 ponto por jogo
1 assistência em 6 jogos
1 rebote por jogo
8 minutos por jogo

Pelo Nets:
5 jogos
3 vitórias
2 derrotas
8-18 Arremessos de quadra
2-2 lances-livres
1-2 bolas de 3

3,8 pontos por jogo
1,6 assistências por jogo
2,8 rebotes por jogo
18 minutos por jogo

Uau!!! Uma revolução! Tá, parece piada, mas se você pensar bem, a mudança foi brutal. No Dallas ele brigava por posição com muitos caras medianos, entre eles Eddie Jones, Devean George e Mo Ager. Entre os caras bons que pegavam minutos dele estavam o titular Josh Howard e o Jason Terry, que às vezes jogava de segundo armador, e tinha também o Stackhouse, que não era titular e nem mediano, esse sim um que afanava os minutos do nosso desconhecido.

Já no Nets, a história é outra! Ele nunca vai ser titular enquanto Carter e Jefferson estiverem por lá, os dois vão ser donos das posições 2 e 3, mas em compensação o Nets tem muito menos caras medianos com poucos minutos, eles precisam de caras nessas posições pra entrar em quadra e ficar no jogo de verdade, e é isso o que está acontecendo com Hassell. Na sua estréia pelo time de New Jersey ele jogou 22 minutos, uma das suas maiores marcas na temporada toda, e respondeu com 4 pontos, 4 rebotes e 4 assistências, um também desconhecido “triple four”.

Mas será que com isso eu quero dizer que foi uma boa ele ter saído de um dos melhores times da NBA para ir para um time que está penando pra ir para os playoffs do Leste? E pior, ele foi não porque o Dallas queria se livrar dele, foi só depois que o Devean George, como explicado nesse post, vetou a troca do Kidd. Ou seja, se não fosse pelo George, Hassel estaria lá numa boa com o Kidd, Dirk e Josh Howard do lado, pronto para ir para os playoffs ao invés de estar lá brigando com o Hawks pra ver quem perde menos. E mesmo assim isso foi bom?

Pelo lado que eu enxergo essa coluna, sim, foi. Quando faço essa coluna tento sempre ver pelos olhos do jogador, como ele deve enxergar a sua situação na liga e como ele vive cada situação. Estamos acostumados nos últimos anos a ver “super estrelas” pedindo para ser trocadas só porque é um porre estar em time que só perde, porque eles querem ganhar, mas imagino que a cabeça de uma estrela seja diferente da cabeça de um cara menos conhecido, que ganha menos, que entra menos em jogo.

Certa vez, algumas temporadas atrás, um cara totalmente desconhecido do Suns, o Paul Shirley, fez um blog no site da equipe que acabou fazendo muito sucesso. O legal do blog era ver um lado da NBA completamente diferente pra gente, não era só um jogador falando sobre seus bastidores, era também um jogador que muita gente nem tinha ouvido falar e que parecia humano como a gente. Em um dos seus posts ele disse como cada tipo de jogador reagia a uma vitória ou derrota usando números, ele deu valores numéricos para mostrar o quanto cada jogador vibrava ou sofria com as derrotas. Vejam o que ele disse:

“Se X é a magnitude emocional resultante de um jogo (seja positiva ou negativa), aqui estão alguns dos níveis de emoção causadas com diferentes pessoas envolvidas com o jogo:

Titular: 2x
Reserva que joga muitos minutos: 1,8x

Técnico: 1,7x

Assistente técnico: 1,6x

Eu: 1,5x

Preparador físico: 1,3x

Segurança do ginásio 1,2x

Fã comum: 1,0x

Mendigo bêbado fora do ginásio: 0,5x”

Claramente o blog do Paul Shirley tinha muito de humor, mas tem seu fundo de verdade. E aqui deu pra ver uma parte que é bem verdadeira, como as vitórias querem dizer mais para quem está lá jogando sempre do que pra ele, que nunca entrava nos jogos. Ele conhece os caras do time dele, veste o uniforme, treina junto, torce, mas não sofrerá como os titulares. Na derrota do Dallas para o Warriors no ano passado, quem você acha que sofreu mais, o Dirk ou o Mbenga?

Por isso eu acho que é mais importante para o Trenton Hassell ter espaço, minutos e importância no mediano Nets do que ser esquecido atrás do Eddie Jones no Dallas. Claro que no fim da carreira todo mundo quer ter um anel de campeão para mostrar para os netos, mas acho que não deve ter coisa mais broxante do que ser um profissional do basquete e não jogar basquete, não competir, só treinar. As estrelas pedem trocas para times fortes porque sabem que lá vão ser titulares ou, como no recente caso do Cassell, na pior das hipóteses o sexto homem da equipe.

Então, satisfeitos com o que aconteceu com o Hassell, encerramos o curto mês sobre ele. É ver o quanto ele se mantém nessa rotação do Nets e o que vai acontecer com eles, já que muitos dizem que o Nets está pronto para reconstruir, começando por trocar o Carter na temporada que vem. Mas vamos ver, ainda tem muita coisa até lá. E não sei se vocês perceberam, mas as posições dos desconhecidos tem variado e não é à toa, estamos montando o time de desconhecidos da temporada 2007-08. Veja como ela está até agora:

PG – Royal Ivey
SG- Trenton Hassell

SF- Antoine Wright
PF- ???

C- DJ Mbenga

Técnico: ???

Mas ainda falta março e abril para terminarmos a seleção de desconhecidos, e podem ficar tranquilos que os especialistas em defesa já acabaram. Agora é ataque, ataque e ataque!

>Desconhecido do mês

>

Não tire os olhos da bola

Esse mês foi agitado. Primeiro com a maior sequência de trocas de all-stars que essa liga já viu, depois com o All-Star Weekend e, pra terminar, eu trabalhando mais do que nunca. Tudo isso somado resulta nisso aqui: o primeiro texto do desconhecido do mês saindo no fim do mês.

Mas tudo bem, ele é só um desconhecido mesmo. E vai dar pra fazer uns dois posts, o que não é ruim para um mês tão curto quanto este.

Mas então vamos parar de enrolar e ir direto ao assunto. O Desconhecido desse mês é o recém trocado Trenton Hassell, do New Jersey Nets. Eu sou fã desse cara e já queria falar sobre ele faz um tempo, a troca foi uma boa desculpa pra conseguir isso. Então nesse primeiro post falarei sobre a vida e carreira dele, para no segundo e último texto, falar desse mês que ele começou no Dallas e acabou em New Jersey.

Sua carreira na NBA começou no famoso draft de 2001. Famoso por ser cheio de caras grandes, de talento e que nunca renderam tudo o que podiam: Kwame Brown, Eddy Curry, Zach Randolph, Eddie Griffin, Brendan Haywood, Sam Dalembert.
Mas também tinham os jogadores de talento que, cedo ou tarde, mostraram que tinham lugar na NBA: Richard Jefferson, Pau Gasol, Tyson Chandler, Tony Parker. Teve também um que fica nos dois grupos, Troy Murphy. Ele já foi muito bom e hoje parece que não sabe usar esse talento, ou os Monstars passaram na casa dele.

E no meio desse emaranhado de jogadores conhecidos, lá, na primeira escolha do segundo round, a trigésima escolha, apareceu um discreto jogador de nome estranho. Era Trenton Hassell.
Escolhido pelo Bulls, ele estava em maus lençóis. O time estava em uma reconstrução (mal-sucedida). Tinham acabado de trocar Elton Brand pelo novato Tyson Chandler que, em toda sua carreira no Bulls, não jogou metade do que joga no Hornets hoje. Além disso tinham acabado de escolher Eddy Curry na primeira posição do draft e, acreditem, ele era pior antes do que é agora.

Nesse Bulls, que sofreu muito na temporada 2001-02, Hassell foi titular em 47 jogos, o que não é nada mal para um novato, mas que também não é grande coisa para um novato em um time em completa reconstrução, que aposta puramente em novatos para se reerguer. Nessa temporada ele teve média de 8,7 pontos, 3,3 rebotes e 2,2 assistências. O engraçado é que ele é uma espécie de Channing Frye, já que no primeiro ano teve seus melhores números em rebotes e assistências na carreira, além da segunda melhor média de pontos. Ele nunca foi tão bom quanto foi quando novato.

Mas na verdade, a não ser na parte dos números, o auge de sua carreira, quando até teve alguma atenção da mídia, foi nos seus anos de Timberwolves. Antes da temporada de 2003-04, o Bulls dispensou Hassell e ele foi para Minneapolis jogar com Kevin Garnett, Latrell Spreewell e Sam Cassell. Ou seja, foi para o lugar certo na hora certa. O Wolves, como o T-Mac, não passava nunca da primeira fase dos playoffs e para superar isso chamou Spree e Cassell pra dar uma força pra Garnett, o que foi uma bela de uma força. O time ficou em primeiro no Oeste e só foi eliminado pelo Lakers de Shaq, Kobe, Payton e Malone nas finais de conferência.

Como eu disse em um post na semana passada sobre Kyle Korver, os chamados “role players” só ganham devida atenção quando suas pequenas coisas, pequenos talentos, trabalham a favor de uma equipe vencedora. E o talento defensivo de Hassell, inútil no fraco Bulls, se tornava parte essencial no Wolves. Foram 74 partidas como titular e muitas vezes sobrava pra ele, como melhor defensor e também shooting guard, marcar caras como Kobe, T-Mac, Carter, Iverson e etc. Profissão ingrata mas que ele fez com talento.

Na temporada seguinte, por exemplo, a de 2004-05, ele até chegou a receber votos de primeiro lugar na votação de melhor jogador de defesa da temporada. Acabou mais para trás, com um voto para primeiro lugar, um para segundo e quatro para terceiro, mas estava lá, entre os melhores da liga. E talvez ele tenha aprendido a defender no colegial, afinal seu companheiro de escola era um cara chamado Shawn Marion.

Para se ter uma idéia da importância do Hassell para aquele Wolves de sucesso, aqui estão algumas frases do Kevin Garnett sobre ele:

“Trenton é muito importante, ele é nosso melhor jogador defensivo. Ele joga com intensidade na defesa e muitos times nem dão importância pra ele”.

“Eu não o chamaria de “role player”, ele é nosso principal jogador de defesa, se precisamos parar alguém, colocamos Trenton nele. Ele é um presente de Deus pra gente”

“Estou tão feliz de ter alguém como ele no time. Precisávamos muito de um cara assim! Ele é nosso Ron Artest, nossa versão baixa do Mutombo.”

É o Garnett quem disse tudo isso! Imagina que você é dispensado do time que o draftou e que por um tempo pensou que não ia ter lugar na NBA. Depois tem o Garnett falando tudo isso de você. Surreal. Mas o Hassell é corinthiano da Zona Leste e por isso é humilde. Sempre que falavam pra ele dos jogadores que tinham ido mal contra ele, ele dizia: “Eles só tiveram uma noite ruim.”

Bom, as noites ruins daquela memorável temporada incluiam 10 pontos (3 de 12 arremessos) para o Carmelo, 15 pontos (6 de DEZOITO arremessos) para o Paul Pierce e um dos piores jogos da carreira do T-Mac, 2 de 10 arremessos para marcar 4 pontos. Nada mal pra um cara que nunca se viu como um defensor.
Ele diz que na faculdade era um jogador de ataque, tanto que chegou a ter média de mais de 20 pontos na faculdade de Austin Peay, mas disse que precisava achar seu nicho na NBA e achou na defesa.

Quando o Wolves começou a se desmontar, com toda aquela polêmica do Spreewell recusar um contrato de 7 milhões por ano porque tinha que alimentar a família e depois com a troca do Cassell pelo Marko Jaric, Hassell ficou envolvido em rumores de troca também. Diziam que o Nuggets estava de olho nele, queriam um defensor forte no time para completar a equipe que já tinha Andre Miller e Carmelo Anthony, mas não conseguiram. O Wolves segurou Hassell e ele ficou lá, marcando caras bons mesmo com um time ruim por trás. Assim, como todo bom defensor em times ruins, caiu no esquecimento.

Para sua sorte, teve outra chance de ir para um time vitorioso, o Mavericks, em uma troca por Greg Buckner, mas a verdade é que o Dallas nunca usou muito ele. Ele era o cara que deveria entrar para parar um grande jogador adversário, mas na hora do aperto o Avery Johnson preferia colocar na quadra alguém mais fraco na defesa mas que desse conta do recado no ataque, como Jason Terry ou Jerry Stackhouse. Para finalizar essa triste decadência, ele foi o escolhido para o lugar de Devean George para ir para o Nets em troca de Jason Kidd. Agora em um time mais ou menos e reserva de Carter e Jefferson é que ele não deve jogar nada. Ou não? Bom, veremos no próximo texto, quando analisaremos seus primeiros jogos como um membro do New Jersey Nets.

(Nota: Na troca, nosso primeiro desconhecido do mês, Antoine Wright, foi para o Mavs. Será que lá ele terá mais sorte que Hassell? Suas características são parecidas.)