?Filtro Bola Presa #14

Na semana passada tivemos o anúncio dos reservas do All-Star Game. Muito legal, mas nem de longe é a melhor história sobre o fim de semana festivo de Toronto. Uma delas diz respeito ao grande filme dos anos 90: Pulp Fiction? Lixo. Titanic? Zzzzzz. Um Sonho de Liberdade? Tédio. Estamos falando de Space Jam!

O Festival Internacional de Cinema de Toronto, o TIFF, organizou, para o fim de semana do All-Star Game, um ‘Live Read’ do roteiro de Space Jam. Melhor do que explicar o que é um Live Read é ver um. Do Bob Esponja.

? Filtro Bola Presa #3

Bem-vindos ao segundo Filtro Bola Presa aberto apenas para nossos assinantes no Apoia.se. Vocês, queridos assinantes, poderão acompanhar o Filtro todo sábado com exclusividade!

Para quem ainda não conhece, o conceito do Filtro Bola Presa é simples: uma espécie de resumo semanal em que fazemos um apanhado de pequenas histórias que nunca iriam virar textos grandes, mas que merecem alguma atenção. Pode ser um vídeo, uma notícia, uma estatística, um passe de bunda do Kevin Durant.

Em busca de um rosto

Há alguns anos o New York Knicks abriu mão de metade de um bom e promissor time em nome de Carmelo Anthony. Com o sucesso do ala nas últimas temporadas é difícil argumentar contra o negócio, embora em termos de resultado prático não ache que tenha existido tanta diferença assim. Aquele time de Mike D’Antoni e Danilo Gallinari tinha tudo pra morrer na primeira rodada dos Playoffs, que foi exatamente o que aconteceu com o time de Carmelo. Mudanças só quando eles adicionaram coisas que nem aquele time anterior tinha, como Tyson Chandler, Jason Kidd e JR Smith.

A razão para o NY Knicks abrir mão de um grupo jovem e que estava dando resultado em nome de uma estrela tem duas razões. Uma é a crença de toda a NBA de que um time precisa de uma estrela, de um jogador fora de série, para ser campeão. Mas a outra, que me chama mais a atenção nesse caso, é que o Knicks e sua torcida, pelo ego de estarem numa das maiores e mais importantes cidades do planeta,  não aceitam que seu time seja antro de jogadores medianos e esforçados. Em outras palavras, a cultura do Knicks exigia alguma estrela, alguém do tamanho da cidade e do Knicks. Uma cultura tão forte que já fez eles torrarem um dinheiro absurdo com Stephon Marbury e Amar’e Stoudemire nos últimos anos. Carmelo Anthony foi apenas mais um da lista, possivelmente o melhor deles, na busca de uma estrela para satisfazer uma torcida em busca de glamour.

Mas este texto não é sobre o Knicks, mas sobre outro time que pode estar em busca de uma cultura e de uma identidade, o Detroit Pistons. Quando eles anunciaram a contratação de Josh Smith por caros 56 milhões por 4 temporadas, lembrei na hora do Knicks fazendo loucuras por suas estrelas de renome e status. Mas o Pistons, ao invés de um cara com coleção de All-Star Games, estava abrindo os cofres para um jogador intenso, agressivo e, acima de tudo, excelente defensor.  É a defesa que levou o Detroit Pistons a seus 3 títulos, os de 1989 e 90 com os Bad Boys e o de 2004, a grande exceção a ser lembrada na hora de confrontar o Knicks para dizer dá, sim, para ser campeão sem uma estrela.

Josh Smith Pistons

Eu sou um grande defensor dessa identidade das equipes. Em parte é um gosto egoísta de quem tem prazer em falar sobre esporte, acho bom para a narrativa do jogo ter personagens mais bem definidos. É legal que o Los Angeles Lakers sempre tenha estrelas e seja esnobe, que o Toronto Raptors goste de apostar em jogadores não-americanos e que o Memphis Grizzlies invista nos renegados. Por outro lado, isso pode ser bom não só pra quem assiste e escreve, mas para os times também. A identidade de uma equipe pode ser o melhor guia para a contratação de técnicos, jogadores e até para a adaptação destes no novo grupo. Imagine que o Phoenix Suns resolvesse que iria manter a cultura do run and gun adotada por Mike D’Antoni com Steve Nash mesmo depois da saída dos dois. Sabendo disso eles poderiam contratar treinadores com histórico de trabalhar com esquema semelhante, ou jogadores que combinem com o sistema: atletas velozes, bons arremessadores, especialistas em pick-and-roll. Não é à toa que times bem montados, o San Antonio Spurs é o exemplo mais óbvio, costumam ter sucesso em contratações, eles sabem exatamente o que precisam porque já fazem aquilo faz tempo. O citado Suns começou a morrer quando abriu mão do que acreditava para contratar Shaquille O’Neal, o próprio Detroit Pistons não foi muito diferente, o time vencedor começou a morrer quando eles desistiram da defesa e intensidade em nome de jogadores com renome e estrela: Allen Iverson e, depois, Ben Gordon e Charlie Villanueva, todos jogadores que são opostos ao estilo voluntarioso, coletivo e defensivo que fez o sucesso da franquia em seus anos áureos.

Vejo, portanto, essa contratação de Josh Smith como um passo de volta ao Pistons que deu certo, mesmo que eles ainda estejam bem distantes de qualquer grande resultado. O General Manager Joe Dumars disse, após a contratação de Smith, que ele era necessário porque que o time já tinha muitos jogadores bonzinhos: “Ele não é nenhum escoteiro, e é exatamente o que esse grupo precisa agora”. Não foi só ele, alguns torcedores e jornalistas que acompanharam o Pistons bem de perto nos últimos anos de fracasso reclamavam da equipe ser (além de ruim) passiva, sonolenta. Josh Smith, por bem e por mal, é o oposto disso. Ele vai brigar com o técnico, talvez, ou xingar um jogador aqui e acolá, mas é bom ter pelo menos um jogador que mostre alguma vontade de alguma coisa. Um time só de Alexandres Patos, com muito talento e nenhuma vontade de nada, não vai a lugar algum.

Ao mesmo tempo entendo as críticas à contratação, Josh Smith não vale tanto dinheiro e não resolve muito dos outros problemas do Pistons. Ele não vai levar arremesso de longa distância (embora vá tentar), não vai melhorar tanto assim o ataque (embora se enxergue como um Kevin Durant) e nem vai armar o jogo (mas vai tentar, acreditem). Também incomoda um pouco que ele jogue no garrafão, exatamente onde estão os dois jovens jogadores mais promissores do elenco, Andre Drummond e Greg Monroe.

Essa última me incomodou mais no começo, mas acho que já superei o susto inicial. Tanto Monroe como Drummond podem jogar de pivô ou na ala, isso dá a flexibilidade para várias formações com os três jogadores. Entre os 96 minutos distribuídos entre as posições 4 e 5, dá pra cada um dos três jogar 32 minutos por jogo, o que está mais do que razoável. Existe também a chance de Josh Smith passar algum tempo na posição 3, ala-ala, já que ele tem o tamanho e a mobilidade para marcar os LeBron James e Carmelo Anthonys da posição, embora no ataque isso pode causar dores de cabeça. Josh Smith é um dos piores arremessadores da NBA e não só porque tem baixo aproveitamento, mas porque ainda acredita que é capaz de acertar bolas de longe. Vejam na imagem abaixo, que pareça o diacho da bandeira da Espanha de tanto vermelho e amarelo, como Josh Smith arremessou muito (e mal) de média e longa distância na última temporada.

Josh Smith Shot Chart

As reclamações sobre Josh Smith são antigas e nunca deram resultado, por isso não sei se podemos achar que ele vai mudar só porque mudou de equipe. Mas depois de ver a transformação de Zach Randolph de um buraco negro para um jogador de equipe, acho que qualquer coisa é possível. De qualquer forma, o mais importante é que Josh Smith pode ser muito útil para o Pistons mesmo se continuar jogando como em Atlanta, com os lados bons e ruins. Ele leva a defesa individual, a experiência de ter estado em times bons defensivos, de ter jogado Playoff e no ataque sabe atacar a a cesta, pegar rebotes ofensivos e até é um excelente passador, embora esse talento seja escondido por alguns turnovers bizarros. Obviamente ele não vale 56 milhões, mas o Pistons sabe, pela sua história, como é difícil atrair Free Agents para uma cidade conhecida como feia, fria e decadente. Para um jogador de elite ir para um time fraco em uma cidade sem atrativos ele deve ter algo a mais e, no caso de Josh Smith, esse algo a mais foi uma bolada de dólares que nenhum outo time na NBA estava disposto a oferecê-lo. Se ele agradecer o investimento com intensidade, defesas e seus característicos tocos, está pago.

Outra contratação do Pistons foi o retorno de Chauncey Billups, que vêm encerrar a carreira no time que o consagrou. Dentro de quadra não sei se ele pode ajudar muito, no Clippers da última temporada ele virou um daqueles inúteis arremessadores que não acertam arremessos, mas era considerado importante como liderança no vestiário e como exemplo para alguns jogadores mais novos. Talvez até visando um emprego futuro na comissão técnica ou nos bastidores da franquia, Billups pode ser importante desenvolvendo os jovens Brandon Knight, Kentavious Caldwell-Pope, Andre Drummond e Greg Monroe. Em especial para Knight, que é habilidoso mas não conseguiu fazer bem a transição para o papel de armador na NBA, um caminho que Billups também teve que percorrer ao chegar na liga sem ser considerado “armador puro”. O ideal seria Billups fazer isso enquanto também faz diferença dentro de quadra, mas não contem com isso.

Como deu para perceber, todas as soluções do Pistons tem sido no esquema “é bom mas não é perfeito”. O mesmo vale até para a contratação do técnico, Maurice Cheeks já foi duas vezes vice-campeão da NBA como assistente técnico, com o Philadelphia 76ers em 2001 e com o OKC Thunder em 2012, mas quando foi técnico principal, no Blazers e no mesmo Sixers, ficou naquele meio termo onde não fez feio, mas também não encantou com bons resultados. Será que ele é o cara ideal para refazer o time mais agressivo e defensivo que Joe Dumars imaginou quando contratou Josh Smith?

No lugar de Dumars, eu deixaria o barco correr nessa temporada, ou pelo menos até o meio dela. Acho que será interessante ver essa rotação com Smith, Drummond e Monroe no garrafão, às vezes usando os três juntos. Também seria legal ver o amadurecimento de Knight e o quanto Caldwell-Pope pode acrescentar de imediato. Se as coisas não derem tão certo assim daqui um tempo, aí sim seria a hora de algumas mudanças e elas ficam mais possíveis quando se tem Josh Smith no elenco, é um lado menos óbvio mas benéfico do negócio. Um boato de hoje dizia que o Boston Celtics poderia enviar Rajon Rondo (junto de alguns contratos ruins) para o Pistons em troca de Andre Drummond e alguns jogadores com contratos prestes a acabar, Charlie Villanueva e Rodney Stuckey. Ano passado essa troca soaria boa, mas de um risco enorme, já que pivôs jovens e bons como Drummond são raros. Mas hoje, com Smith no elenco, parece ser algo que o Pistons poderia abrir mão com menos medo em nome de um dos grandes armadores da atualidade. E até para convencer Rondo a uma eventual extensão de contrato, a presença de um jogador de experiência e nome como Josh Smith facilitaria as coisas.

Luigi Datome

Luigi Datome

Nas últimas semanas o Detroit Pistons também confirmou a manutenção do armador reserva Will Bynum, um jogador de sucesso razoável dentro de sua função secundária e que tem identificação com o time. Mas surpreendente mesmo foi a contratação de Luigi Datome, ala de 25 anos que foi MVP da última Liga Italiana. Muita gente tem destacado seu bom arremesso (40% de acerto de 3 no último ano, 92% em lances-livres), mas ele parece ser mais do que isso. Ele teve mais de 5 assistências de média na última temporada, número alto para qualquer ala, especialmente no basquete internacional onde não se contam assistências para qualquer passe para o lado. Ele tem experiência enorme no basquete profissional e na seleção italiana, pode ter sido um achado do Pistons embora cercado das dúvidas de adaptação ao basquete americano.

Se as contratações não foram perfeitas e ideais, elas pelo menos tiram o Detroit Pistons daquela monotonia medíocre dos últimos anos. Finalmente podemos discutir quintetos, escalações e até trocas por bons jogadores. Se eles não tem atrativos e peças de troca para conseguir as estrelas da liga, foram bem ao trazer um bom Free Agent que buscava um lugar para liderar, um gringo com vontade de realizar o sonho de jogar na NBA e até um veterano com bom histórico na franquia. Cada um joga com as peças que tem e o Pistons, com peças bem fracas, entra na próxima temporada com seu melhor elenco desde que o time campeão de 2004 se desmontou. E, mais importante, com a velha identidade da equipe.

Mais novatos

Há alguns anos nós tínhamos o hábito de fazer posts analisando a performance dos novatos. Embora fosse uma ideia muito divertida, ela tinha algumas coisas que hoje em dia eu não gosto mais. No fim dos posts a gente brincava de futurologia e tentava imaginar o que ia ser do resto da carreira desses atletas, embora tentássemos justificar com fatos todas as previsões, não sei o quanto de valor elas realmente tinham.

Hoje prefiro fazer diferente. Foi o que tentei no último post sobre o Anthony Davis. Analisei sua temporada até agora (boa, mas discreta) e dei pontos a serem analisados na continuação de sua carreira, mas em nenhum momento quis prever se ele será o novo Tim Duncan ou o novo Kwame Brown. Não custa lembrar que há poucos anos teve um outro jogador que teve um primeiro ano bom-mas-discreto, James Harden. E sabe quem foi espetacular num primeiro ano, com protagonismo e jogo completo? Emeka Okafor. Analisar o primeiro ano não é dar uma sentença de futuro.

Tudo isso para começar a analisar o começo de carreira de outros novatos, pedido que foi feito por alguns leitores no post do Monocelha. Bora lá?

 

1. Anthony Davis (New Orleans Hornets)

Anthony Davis

Como já disse antes, bom-mas-discreto. Não chama o jogo em um time de campanha fraca, poderia se arriscar mais, mas prefere ficar mais de lado e só fazer o que sabe. Essa consciência do que sabe e não sabe fazer pode ser sua maior qualidade num futuro próximo, muitos demoram uns 10 anos pra ter esse discernimento, mas é bom ele aumentar seu repertório também.

Outra boa solução é o time se adaptar a algumas de suas qualidades. Sabiam que Anthony Davis tem 76% de aproveitamento em jogadas de transição e contra-ataque? É a 4ª melhor marca de toda a NBA! Uma pena que elas só significaram 56 arremessos tentados por ele na temporada, menos de uma vez por jogo. Pode-se pensar em um time que joga mais rápido no próximo ano para usar esse talento e velocidade de Davis. Mas que isso não faça ele abandonar uma offseason de intenso treinamento de costas para a cesta. Ainda é um pirralho, fez 20 anos no meio dessa temporada, bom ter paciência com ele. Talento não falta.

 

2. Michael Kidd-Gilchrist (Charlotte Bobcats)

Michael Kidd-Gilchrist

No fundo, lá no fundo, todo mundo sabia que ele não era uma superestrela pop da NBA. O Charlotte Bobcats dizia estar escolhendo um jogador que daria uma nova cara para a franquia, mais séria, defensiva, de dedicação e profissionalismo. Isso tudo aconteceu, Kidd-Gilchrist é pura raça, defesa e foco. Mas eles continuam perdendo uma atrás da outra.

Mas não vamos deixar as derrotas nos enganar. Kidd-Gilchrist ainda é uma das grandes forças nominais da liga e defende muito. Em jogadas de mano a mano, as famosas ISOs, o novato segurou seus adversários a apenas 29% de aproveitamento! Defesa fenomenal. Ele também tem números bons marcando o pick-and-roll, o que já o torna um dos melhores defensores de perímetro da liga. Difícil que isso nem sempre apareça em um time com elenco tão fraco, do mesmo jeito que seu desempenho pífio no ataque fica ainda mais exposto.

 

3. Bradley Beal (Washington Wizards)

Bradley Beal

A média de pontos de Bradley Beal na temporada é de 13 pontos por jogo, mas para entender seu ano é legal ver as médias mês por mês: 11 pontos por jogo em Novembro, 13 em Dezembro, 15 em Janeiro, 17 em Fevereiro, 15 em Março. Beal começou o ano sofrendo, era um novato em um time sem entrosamento e que tinha perdido sua mair estrela, o armador John Wall. Caíram na cabeça do pirralho responsabilidades de armar o jogo em alguns momentos, pontuar, criar situações para outros jogadores. Não deu lá muito certo.

Mas aos poucos ele foi ficando mais confortável em quadra e quando Wall voltou, Beal explodiu. Sua média de aproveitamento de arremessos de 3 pontos saltou da casa dos 20% nos dois primeiros meses e saltou quase 50% desde a volta de Wall. Sem as responsabilidades de armar o jogo, até seus erros diminuíram. Nada como ter um grande armador do lado para a transição para o basquete profissional parecer fácil. A dupla tem futuro.

 

4. Dion Waiters (Cleveland Cavaliers) – Não sei o que dizer. Comento do Waiters do bem, capaz de costurar defesas e acertar arremessos de todos os cantos de uma quadra de basquete? Ou o Waiters do lado negro da força, que se acha um Ricky Davis contemporâneo? Gosto da coragem de Waiters e de sua força física nas infiltrações, mas ele precisa aprender muito sobre basquete nos próximos anos para poder ajudar mais do que atrapalhar o Cavs. De qualquer maneira, foi uma grata surpresa.

5. Thomas Robinson (Houston Rockets) – Novato mais azarado do ano. Caiu num time completamente perturbado, o Sacramento Kings, onde tinha poucas chances e era mal usado. Depois foi para o Houston Rockets, onde seu estilo se encaixa melhor, mas mesmo assim ele joga pouco porque o time está fechado, entrosado e lutando por vaga nos Playoffs. Quem sabe ano que vem.

6. Damian Lillard (Portland Trail Blazers) – Sabiam que Lillard é mais velho que John Wall, que está em sua terceira temporada na NBA? Chegar mais preparado e velho na NBA às vezes dá muito certo. Alguns questionam se isso quer dizer que Lillard está, portanto, mais próximo de seu ápice e que pouco tem a evoluir. Será? De qualquer forma, tá ótimo. Ele pode não melhorar nunca, jogar para sempre como tem jogado esse ano, com quase 19 pontos por jogo, que o Blazers nunc vai reclamar.

Melhor novato da temporada, de longe, mas pode melhorar ainda mais na arte de cavar faltas (exclusividade de veteranos), e com seu bom arremesso dá pra se especializar nos 3 pontos, como fez Derrick Rose após seu ano de novato.

7. Harrison Barnes – Sabiam que o nome completo dele é Harrison JORDAN Barnes? Tem talento escondido aí, galera. É um caso parecido com o de Anthony Davis: apenas 20 anos e apesar de mostrar talento, às vezes passa despercebido em alguns jogos. Mas ele tem motivos mais lógicos para se esconder: seu time luta por boa posição nos Playoffs e ele precisa dividir funções com o espetacular Steph Curry e o promissor Klay Thompson.

8. Terrence Ross (Toronto Raptors) – Ele enterra. Enterra muito. Mas precisa de mais consistência no seu bonito arremesso de longa distância (32% em 3 pontos) e nas suas jogadas mano a mano (31% de aproveitamento) para ganhar mais minutos na próxima temporada. Não à toa nesse ano chegou a perder minutos valiosos para o limitadíssimo Alan Anderson.

9. Andre Drummond (Detroit Pistons) – Ele tinha todas a pinta daqueles jogadores que chegam cedo na NBA porque tem um físico absurdo, mas que demoram para embalar, foi péssimo nas ligas de verão, por exemplo. Mas não, ao invés disso ele surpreendeu e fez ótimo primeiro ano de NBA. Ele é o líder do Detroit Pistons em +/-, que faz o saldo de pontos com o jogador em quadra, e os únicos 3 quintetos do Pistons que conseguem bons números defensivos (menos de 1 ponto sofrido por posse de bola) tem o poeta na formação. Ele está a um entrosamento com Greg Monroe de começar a fazer mais barulho na NBA.

10. Austin Rivers (New Orleans Hornets) – Sem um arremesso confiável e sem ser o cara mais rápido na quadra, todo o coração, força de vontade e liderança de Rivers parecem não fazer tanta diferença assim. Com o surgimento, do nada, de Brian Roberts, assim como a temporada fora de série de Greivis Vásquez tiraram ainda mais espaço do jovem armador. Por fim, também se machucou muitas vezes e perdeu sequência de jogos. Uma temporada para esquecer e, vamos torcer, para aprender. Doc Rivers pode usar seu verão para treinar o filhote.

 

Outros destaques

Valanciunas

Jonas Valanciunas (Toronto Raptors) – O pivô lituano foi selecionado no Draft 2011, mas só foi para a NBA nesta temporada. No começo do ano sofreu horrores na defesa, cometendo faltas bobas e não entendendo o porque. Aos poucos evoluiu, conseguiu passar mais tempo na quadra e não demorou muito para se soltar onde manja, no garrafão ofensivo. Em seus últimos 15 jogos, Valanciunas tem média de 1.2 pontos por posse de bola, é simplesmente a melhor marca de toda a liga!

Nos seus últimos 10 jogos ele tem média de 15,5 pontos, 7,7 rebotes, 2 tocos e só 3 faltas por partida. Tudo isso com aproveitamento de 60% nos arremessos. Seu entrosamento com Kyle Lowry no pick-and-roll, desastroso no começo da temporada, também evoluiu demais. Melhora devagar, mas constante para o pivô em seu primeiro ano. Ah, e ele é gigantesco.

13. Kendall Marshall (Phoenix Suns) – Um armador burocrático e ainda se acostumando com a velocidade da NBA. E seu titular era o melhor jogador do time. Mas apesar de tudo muita gente tem esperança no futuro do garoto, continuaremos de olho.

14. Moe Harkless (Orlando Magic) – Pediu para ser chamado de Maurice, mas é novato então não vamos obedecer.

17. Tyler Zeller (Cleveland Cavaliers) – É branquelo demais para compensar erros com capacidade atlética, saltos e tocos mirabolantes. Ele precisa entender o jogo e fazer a coisa certa para fazer a diferença, só ser grande não adianta. Bom sinal é que ele consegue isso às vezes, mau sinal que está longe ainda de alcançar regularidade. Bom reserva para Anderson Varejão e achar bons pivôs reservas não é fácil como parece.

21. Jared Sullinger (Boston Celtics) – Quer scout pré-draft mais preciso que esse? Diziam que ele era bom o bastante para ser Top 10 no Draft, mas que os times tinham medo de possíveis lesões nas costas. O que aconteceu? Era um dos melhores novatos da temporada até ser afastado com uma lesão nas costas.

34. Jae Crowder (Dallas Mavericks) e 35. Draymmond Green (Golden State Warriors) – Dois achados da segunda rodada. Com bom arremesso, excelente defesa e boa noção de espaço de quadra, Crowder impressiona por jogar como veterano. Ajuda nas mesmas coisas que seu companheiro Shawn Marion. Já Green é o especialista em defesa que Mark Jackson coloca em quadra nas maiores furadas que um novato pode enfrentar, e mesmo assim ele tem dado conta do recado.

 

Outros pirralhos tiveram bons momentos na temporada. Orlando Johnson chegou a aparecer bem na rotação do Indiana Pacers na falta de Danny Granger. John Henson é excelente reboteiro e poderia ser mais bem aproveitado pelo Milwaukee Bucks. Tony Wroten

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teria feito mais impacto se o Memphis Grizzlies tivesse menos medo de usar seu banco de reservas. Por fim, o que foi essa última partida de Will Barton? O cara foi a 40ª escolha do Draft, seu máximo de pontos na temporada tinham sido 14 e aí ele mete 22 pontos, 14 rebotes, 6 assistências e 3 roubos de bola em 32 minutos contra o Dallas Mavericks. Dá onde veio isso?! Dá pra entender por que eu desisti da futurologia?

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Preview 2012/13 – Detroit Pistons

Continuamos aqui o melhor preview da temporada já escrito por um blogueiro preguiçoso que deixa tudo pra última hora. Veja o que já foi feito até agora:

Leste: Boston Celtics, Cleveland Cavaliers, Brooklyn Nets, Indiana Pacers, Atlanta Hawks, Washington Wizards, Chicago Bulls, Orlando Magic, Toronto Raptors, Philadelphia 76ers e Charlotte Bobcats

Oeste: Memphis Grizzlies, Sacramento Kings, Denver Nuggets, Golden State Warriors, San Antonio Spurs, Los Angeles Clippers, Phoenix Suns, OKC Thunder, Minnesota Timberwolves, Utah Jazz e Dallas Mavericks

Até o esperado dia 30 de Outubro, quando teremos a rodada inicial da Temporada 12/13 da NBA, todos os times terão sido analisados profundamente aqui no Bola Presa.

Nesse ano vamos repetir uma ideia de uns vários anos atrás. Ao invés de só comentar as contratações e fazer previsões, vamos brincar de extremos: O que acontecerá se der tudo certo para tal time, qual é seu teto? E o que acontecerá se der tudo errado, onde é o fundo do poço? Em outras palavras, como seria um ano de filme pornô, onde qualquer entrega de pizza vira a trepa do século? E como seria um ano de novela mexicana, onde tudo dá

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errado

e qualquer pessoa pode ser o seu irmão perdido em busca de vingança?

Hoje é dia de falar do time da cidade que inspirou uma música bem chata do Kiss, o Detroit Pistons.

 

Detroit Pistons

 

 

 

 

 

Houve uma época que parecia que o Detroit Pistons seria o grande senhor da Conferência Leste para todo o sempre. Eles estavam lá disputando as fases mais agudas dos Playoffs contra Nets, Pacers, Heat, Celtics... sempre tinha um adversário da moda, da época, mas o seu adversário era o insistente Pistons. Parecia que a fase seria eterna porque eles faziam isso sem gastar muito, sem ter super estrelas e realizando trocas inteligentes e eficientes. Ninguém foi mais cultuado na década passada entre os General Managers do que Joe Dumars.

Tudo mudou naquele fatídico dia em que eles trocaram Chauncey Billups por Allen Iverson. Foi trocar o cara discreto e eficiente, o líder pé no chão pela tentação de ter uma mega estrela no time. Como todos lembram, não deu certo e serviu apenas para confirmar o fim de uma era que já tinha começado a ruir quando Ben Wallace assinou com o Chicago Bulls. Não só o time clássico campeão em 2004 foi embora, mas a reconstrução foi patética. Até hoje eles pagam o preço pela decisão de usar o espaço salarial aberto anos atrás para contratar Ben Gordon e Charlie Villanueva por quantias ridículas.

A NBA é mesmo cruel e o Pistons passou anos pagando por essas decisões erradas. Mas parece que pouco a pouco o time ameaça voltar ao grupo de elite do Leste. Provavelmente ainda não será esse ano, nem no próximo pra falar a verdade, mas só o fato de existir esperança é novidade nesses novos tempos. Sou fã do faz-tudo Jonas Jerebko, vejo um potencial escondido no corpo magrelo de Austin Daye e sei que Rodney Stuckey pode meter uns 20 pontos em alguns jogos ao longo da temporada. Mas não são eles a fonte de esperança, isso está depositado no trio Greg Monroe, Brandon Knight e Andre Drummond.

O pivô Monroe melhorou muito na última temporada, a segunda de sua carreira, quando teve médias de 15.4 pontos e 9.7 rebotes. Ainda falta um pouco daquele instinto assassino de seu contemporâneo DeMarcus Cousins, mas com mais calma e finesse que o pivô do Kings, Monroe consegue o que quer. Não esperem tocos espetaculares e defesa sufocante dele, mas ele tem bom posicionamento, é inteligente e deve se firmar com um dos grandes pivôs da NBA nos próximos anos.

E vamos em ordem cronológica. Greg Monroe foi a escolha do Pistons no Draft 2010. Em 2011 foi a vez de escolherem o armador Brandon Knight que, apesar da complicada temporada de locaute, impressionou com sua habilidade em criar jogadas para os outros. Quando ele chegou todo mundo apostava nele como um Stuckey 2.0, um pontuador em corpo de armador, mas Knight parece mais disposto a se adaptar à posição. As 4 assistências por jogo escondem esse esforço dele em envolver seus companheiros de time. O fato deles não acertarem o diacho dos arremessos também não ajuda.

Por fim, chegamos ao Draft 2012, quando foi escolhido o nosso poeta favorito, Andre Drummond. Depois de uma Summer League horripilante, Drummond chegou na pré-temporada chutando traseiros. O ala tem 2,08m de altura, mas é tão largo e tem envergadura tão grande que parece que tem uns 2,15m no mínimo, é assustadora a presença dele em quadra. E sabe usar essa força dentro do garrafão, onde ataca a cesta com força e se posiciona bem para pontes aéreas. Defensivamente ainda é perdido, mas tem muito mais vontade do que Monroe. Imagino que o torcedor do Pistons já esteja cansado de esperar, mas um tiquinho a mais de tempo e essa dupla de Drummond e Monroe pode aterrorizar a NBA.

A presença de Tayshaun Prince é importante para a defesa do Pistons não desmoronar, mas ele não resolve nada sozinho. O time ainda tem muitos jovens que cometem erros bobos. Apesar do esforço de Knight, o time também não tem nenhum grande criador de jogadas no perímetro e além de Stuckey ninguém é grande coisa criando o próprio arremesso. Movimentação de bola, experiência e até lances-livres são problemas que vão fazer o Pistons ficar no limbo por mais um tempo. Sabiam que Drummond teve média de 29.5% de aproveitamento lances-livres na universidade? Pois é, a lista de defeitos do time ainda pode ir bem longe.

 

Temporada Filme Pornô

O ideal seria ver o trio do futuro do Pistons funcionando a todo vapor. Brandon Knight se estabelecendo como armador e conseguindo envolver a poética dupla Carlos Drummond e Harriett Monroe (ou algo assim). Mas torcer apenas para o desenvolvimento individual parece pouco para o Pistons. O ambiente da equipe nos últimos anos tem sido péssimo: grupo desunido, jogadores individualistas, nenhum comprometimento. E, porra, nesse ano eles ainda vão ter Charlie Villanueva e Corey Maggette no vestiário para continuar envenenando o resto do grupo. O aparecimento de um líder entre os jovens jogadores talvez seja tão ou mais importante que estatísticas melhores que a do ano passado.

 

Temporada Drama Mexicano

O Detroit Pistons vai gastar 19 milhões de dólares para pagar os salários de Corey Maggette e Charlie Villanueva. E mais 8 milhões no Rodney Stuckey e 5 milhões vão para o Richard Hamilton, mesmo ele jogando em Chicago. Pode ter uma nova briga na arquibancada do Palace of Auburn Hills que não será mais triste e dramático que esses números. E que continuem draftando bem no ano que vem, porque vão estar no Top 10 de novo.

 

Top 10 – Melhores jogadas do Pistons em 2012

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