O próximo passo do Boston Celtics

Que existem diversas formas de se remontar um time, ninguém tem dúvida. O formato da NBA, sem rebaixamento, com maiores chances no Draft para os times ruins, além de uma possível reviravolta com a contratação de Free Agents, oferece uma gama enorme de opções para cada franquia buscar o topo. Thunder e Warriors se montaram com boas escolhas de Draft, o Spurs se renovou com contratações precisas de Free Agents, o Cavs investiu pesado em trocas desde a volta de LeBron James. Não tem receita, tudo pode dar certo, tudo pode dar errado.

Entre esses formatos, o Boston Celtics escolheu um caminho curioso. Depois da saída de Doc Rivers, eles contrataram o jovem técnico Brad Stevens para comandar o banco de reservas, um jovem de sucesso no basquete universitário por Butler, mas mais novo que muito jogador por aí. Ele chegou no time em 2013, quando tinha míseros 37 anos! Em volta dele, colocaram um time também muito jovem: Ray Allen já tinha ido embora, Kevin Garnett e Paul Pierce foram trocados, e dúzias de pirralhos tomaram seus lugares. O time ainda começou a acumular um número absurdo de escolhas de Draft. Além das suas próprias, eles têm escolhas de primeira rodada de Nets (QUE SORTE!), Mavericks e Wolves nos próximos anos, além de escolhas de segunda rodada de Cavs, Mavs, Heat, Clippers, Pistons e Grizzlies.

Prêmios Alternativos do Bola Presa – 13/14

Os Prêmios Alternativos do Bola Presa são uma tradição que se remontam desde o longínquo ano de 2008, época em que não tinha essa violência e pouca vergonha na TV brasileira, que as crianças podiam brincar na rua e que iPhone ainda era lançamento, coisa de grã-fino. A palavra grã-fino ainda era utilizada.

Muita coisa mudou de lá pra cá: agora vemos NBA no League Pass, somos adultos formados e pedimos cafezinho ao fim das refeições. Mas apesar de tanta maturidade, o mundo internético ainda insiste em discutir prêmios de MVP, Jogador-que-mais-evoluiu, Melhor Defensor e Zzzzzzz… vamos ao que interessa? Vamos aos prêmios que só mostram como prêmios são estúpidos e arbitrários?

Abaixo os links para os vencedores dos anos anteriores. Divirtam-se!

Prêmios Alternativos 07/08

Prêmios Alternativos 08/09

Prêmios Alternativos 09/10 

Prêmios Alternativos 10/11

Prêmios Alternativos 11/12

Prêmios Alternativos 12/13

 

1. Jogada Bola Presa do Ano

Infelizmente não podemos premiar jogadas que aconteceram em mundiais Sub-17 femininos, senão já teríamos um vencedor. Mas mesmo assim, tivemos um bocado de jogadas absurdas acontecendo na NBA no último ano: Dedé Bargnani tentou jogar uma partida no lixo; o árbitro Joey Crawford (sempre ele) brigou feio com o menino do rodo; Lance Stephenson mandou uma ponte aérea para seu amigo imaginário; DeAndre Jordan conseguiu amassar uma bola; Tony Parker teve o pior lance-livre da história do esporte moderno.

Respirem, teve mais:

Amar’e Stoudemire pede aos céus ajuda para defender; torcedor do Lakers trolla Dwight Howard; Joakim Noah dá o olhar do Luigi para seu companheiro Tony Snell por falta de entusiasmo; Kendrick Perkins tem excesso de confiança. Já deu, né?

Chegamos, finalmente, ao vencedor. Neste ano o prêmio vai para a TRILOGIA NICK YOUNG. Afinal a Jogada Bola Presa do Ano não é só um erro, não é só bizarrice, é a malemolência do basquete-moleque, é a soberba do jogador mediano, é a alegria contagiante do cara que esquenta o banco de reservas. É a vitória da falha do improviso sobre o basquete mecânico. Um viva a Swaggy P!

Começamos com Young comemorando uma cesta de 3. Que não entrou.

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Passamos para ele tomando pó de pirlimpimpim de Shawne Williams…

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…e chegamos ao seu clássico 360 que sai do nada e para no lugar nenhum

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2. Troféu Kareen Rush de melhor atuação de um jogador ruim

Todo ano uma homenagem ao jogo 6 da Final do Oeste de 2004: Lakers e Wolves numa série apertada e emocionante, 3 a 2 para o Lakers e aí Kareen Rush resolve que é dia de acertar uma gazilhão de bola de 3 pontos (6, na verdade, a maioria no fim do jogo) e tirar de Kevin Garnett a chance de disputar um jogo 7 em casa. Kareen Rush. Não é um jogo acima da média de, sei lá, Derek Fisher, é o KAREEN RUSH! Deu pra entender, né?

Neste ano foi difícil escolher um vencedor. O Vitor, nosso autor-convidado do Draft, me ajudou a lembrar dos 42 pontos de Jodie Meeks, dos 30 pontos e 15 assistências de Randy Foye e eu fiquei tentado a dar o prêmio para os 41 pontos de Jordan Crawford pelo Warriors contra o Nuggets, ou ainda a Marcus Thornton, outro que passou dos 40 na temporada.

Mas eis que outro jogo apareceu no caminho. Em uma vitória do Philadelphia 76ers (só por isso já é uma grande atuação de jogadores ruins) sobre o Houston Rockets, James Anderson, aquele cara que você não precisa se sentir mal por não conhecer, marcou incríveis 36 pontos, incluindo a bola de 3 que levou o jogo para a prorrogação.

Lá, o Sixers ganhou com uma enterrada de Spencer Hawes (18 pontos, 9 rebotes, 4 assistências, 3 roubos, 3 tocos) nos lances finais. No meio do caminho ainda vimos Jeremy Lin meter 34 pontos e 11 assistências e, preparem-se: UM TRIPLE DOUBLE DE TONY WROTEN! 18 pontos, 10 rebotes e 11 assistências. É como se essa partida tivesse acontecido num gerador aleatório de resultados do Elifoot.

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Temos que lembrar aqui que os prêmios, embora estejam sendo dados de maneira atrasada neste ano, são originalmente feitos para premiar a temporada regular. Se englobassem os Playoffs, não poderíamos deixar de premiar Troy Daniels, o Kareen Rush por excelência desta temporada. Resgatado da D-League, Daniels quase não entrou em quadra pelo Rockets até que, de repente, salvou a temporada de James Harden, Dwight Howard e companhia com cestas histórica na série contra o Portland Trail Blazers.

 

3. Troféu Lonny Baxter de jogador que só joga nas Summer Leagues

Esse divertido prêmio é para atletas que só ameaçam virar grandes jogadores e aí nem entram em quadra na temporada. Muitos jogadores aparecem nas ligas de verão e ganham lugar na NBA, como Jeremy Lin. Outros brilham lá e… nada. Nessa temporada, pelo conjunto da obra, resolvi dar o troféu para Jordan Hamilton.

O ala do Houston Rockets saiu da liga de verão de Las Vegas com boas médias de 15.8 pontos e 5.8 rebotes. Ainda jogando pelo Denver Nuggets na época, ele repetiu a grande atuação que havia tido na Summer League do ano anterior, quando tinha marcado 19.2 pontos por jogo e 6.8 rebotes por partida. Mas na VIDA REAL? Nada disso, Hamilton não conseguiu se firmar no Nuggets nem com a lesão de Danilo Gallinari e mal chegou aos 7 pontos por jogo. No Rockets, depois de ser trocado no meio da temporada, não conseguiu brilhar nem onde Troy Daniels virou herói.

Tem nome de Jordan, mas só brilha em Las Vegas.

 

4. Troféu Isiah Thomas de troca do ano

O célebre armador, um dos melhores da história da NBA, viveu o bastante para dar nome ao troféu de troca mais estúpida da temporada. Não dá pra vencer todas, né?

Neste ano acho que não tem para ninguém, o prêmio vai para a MAÇÃ ENVENENADA que Sam Hinkie, manager do Philadelphia 76ers, enviou para Larry Bird e o Indiana Pacers. Que tal, senhor Bird, ficar com o promissor Evan Turner e em troca nos enviar apenas esse vovô do Danny Granger e mais alguns mimos?

Coincidência ou não, foi a partir daí que começou a ruína do Pacers. Derrotas seguidas, brigas (envolvendo Turner) nos treinos, boatos de time rachado e um grupo meio puto que viu seu líder veterano indo embora no meio da temporada. E para piorar, o próprio Turner se deu mal ao quase não pisar em quadra nos Playoffs. Viu seu valor de mercado despencar em poucos meses. Se conseguir um contrato de valor pouco inferior ao de Avery Bradley no Celtics, será lucro.

Evan Turner

 

5. Troféu Grant Hill de jogador bichado do ano

É triste como os candidatos ao prêmio mais triste da temporada se repetem ano após ano. Na temporada passada o troféu foi, em conjunto, para o Minnesota Timberwolves, mas no texto de premiação eu cito Andrew Bynum e Derrick Rose como jogadores que claramente poderiam vencer.

Um ano se passa e não é que os dois estão lá de novo? Dois dos melhores jogadores de sua posição em toda a NBA e não conseguem jogar de jeito nenhum! Andrew Bynum ameaçou jogar um pouco no Cleveland Cavaliers, depois foi sopro de esperança para o Indiana Pacers, mas acabou dispensado sem jogar e ainda com fama de ser má influência no vestiário. Já Derrick Rose é adorado por seus companheiros de time, mas quando se recupera de um joelho, tem problemas no outro.

Podemos lembrar de outros que se lesionaram bastante nesta temporada, mas ninguém vai superar o drama dessa dupla, que há anos insiste em lembrar Grant Hill pelo pior motivo possível.

Rose Bynum

Surreal que exista uma foto dos dois jogando AO MESMO TEMPO, né?

 

6. Troféu Darius Miles de atuação surpresa na última semana

Esta é quase que uma extensão do prêmio de melhor atuação de um jogador ruim, mas tem um charme diferente. Ao invés de premiar um cara que, no meio da temporada regular, explode para uma grande atuação, este troféu é feito para celebrar a última semana da temporada, um dos momentos mais malucos do ano.

Em um canto da liga estão times esfolados só esperando o Draft; de outro, equipes poderosas só querendo descansar seus jogadores. No meio, times jogando pela vida e a vaga na pós-temporada. No meio da sopa, jogadores completamente ALEATÓRIOS sobram com 48 minutos de jogo ou com liberdade para arremessar sem tomar bronca. E é aí que as bizarrices acontecem!

Nesta temporada fiquei em uma dúvida cruel: prêmio para o pivô Timofey Mozgov que impressionou com 23 pontos e VINTE E NOVE rebotes contra o Golden State Warriors;

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do outro, Corey Brewer, que mal sabe arremessar, marcou CINQUENTA E UM pontos contra a defesa simbólica do Houston Rockets

[youtube width=”600″ height=”335″]https://www.youtube.com/watch?v=vC1srGqOrK4[/youtube]

Pensei em premiar Brewer já que ele deu a entrevista mais feliz que vi na vida! Seu sorriso após o jogo faz parecer que ele acabou de ser pai, ver seu time ganhar a Libertadores, acertar na loteria e dar um beijo da Alinne Moraes ao mesmo tempo. Por outro lado, Mozgov rendeu o erro de estagiário mais legal da temporada. O prêmio vai para o russo.

 

7. Troféu Shawn Bradley de enterrada na cabeça

Shawn Bradley, o Yao Ming sem talento. Branquelo gigante de 2,25m ficou famoso pela cara de bobo, pela participação no Space Jam e por ser protagonista do Top 10 mais embaraçoso da história do YouTube. Em homenagem a esses gloriosos jogadores que se humilham para o nosso prazer, o prêmio Shawn Bradley de melhor cravada na cabeça!

Vou ser caseiro demais se der mais um prêmio para o Los Angeles Lakers? Não me importo.

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Mas devo admitir que outras duas poderiam ter vencido esta: JJ Hickson voando por cima de Marvin Williams e Terrence Ross desafiando a física, a lógica, a anatomia humana e passando por dentro de Kenneth Faried.

 

8. Troféu Michael Schumacher de volta frustrada

Alguém POR FAVOR me ajuda a dar um nome novo para este prêmio?! De repente ele deixou de ser uma piadinha com a Fórmula 1 e virou algo de mal gosto com alguém a beira da morte. Estou aberto a sugestões.

Com peso no coração eu dou o prêmio para Chauncey Billups, que quis voltar para o Detroit Pistons, onde se consagrou como o “Mr. Big Shot” e saiu de lá com apenas 17 jogos disputados, média de 3.8 pontos por partida e um time recheado de derrotas.

Bbbbbbillups

 

9. Troféu Zach Randolph de melhor jogador em time que só perde

O nosso glorioso gordinho passou boa parte da sua carreira fazendo 20 pontos e pegando 10 rebotes em times que mal passavam das 30 vitórias por temporada. Hoje ele brilha em um time que tem tudo pra ir longe nos Playoffs, não concorre mais, apenas dá nome ao prêmio.

Legal ver que no ano passado citamos LaMarcus Aldridge e John Wall como candidatos para este prêmio, e que neste ano os dois estavam na segunda rodada dos Playoffs. Mas o campeão do ano passado, Kyrie Irving, e o quase-vencedor, DeMarcus Cousins continuam na pesada briga entre o bonzão dos perdedores. Kevin Love até poderia levar também, mas acho que isso é pegar pesado com o Wolves, que nem foi tão mal assim e até seria finalista de conferência se ficasse um pouco mais ao Leste no mapa.

Dou o troféu então para Anthony Davis, o Monocelha, que evoluiu demais no último ano e mostrou ser a potência ofensiva e defensiva que todos esperavam dele e que ficou devendo um pouco em sua difícil temporada de novato. Médias de 20 pontos, 10 rebotes e quase 3 tocos com apenas 20 anos de idade? Difícil imaginar um time que não sonhe em ter um jogador assim. Só falta o detalhe simbólico de vencer jogos.

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10. Troféu Gary Payton de jogador que mais involuiu

Gary Payton foi de ser um dos melhores armadores do mundo para esquentar banco do Derek Fisher em questão de meses, é sempre exemplo de jogadores que, de repente, param de jogar o que sabem.

Harrison Barnes assustou com um começo de temporada péssimo, mas se recuperou ao longo do ano e, mesmo reserva, fez bons Playoffs. Mas o mesmo não aconteceu com Alexey Shved, que entrou numa espiral de falta de confiança que transformou o promissor novato do ano passado em um cara que simplesmente não podia ficar em quadra. Nem pelo corte de cabelo engraçado valia a pena o ver em quadra nesta temporada.

Sua média de pontos caiu de 8.4 pontos para 4, o aproveitamento de arremessos de 43% para 31% e sua presença na rotação do time de Rick Adelman foi para o espaço mesmo com um elenco bem magro. O fracote Robbie Hummels estava na frente dele em boa parte do ano.

Shved

 

11. Troféu Bruce Lee Bowen de jogada suja da temporada

O San Antonio Spurs mostrou nesse ano que dava pra ter sido campeão sem apelar pra esses malas. Mais legal assim, não é?

Mas a liga ainda tem muito babaca para mostrar que o legado não morreu. Só uma diferença em especial nesse ano: repararam como as pessoas aprenderam a ser idiotas sem realmente agredir um ao outro? Teve tênis desamarrado, refrigerante no chão de propósito e o famoso “Sopro de Stephenson”

O tênis
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O refri

 

O sopro

 

12. Troféu 8 ou 80 de Estatística Bizarra do Ano

Nessa aqui eu pedi ajuda para o Vitor também. Ele me falou do jogo em que o Indiana Pacers pegou só 19 rebotes contra QUARENTA E QUATRO do Washington Wizards, mas logo eu lembrei que o Wolves tinha algumas estatísticas estranhas sobre jogos decididos por poucos pontos. O Vitor correu atrás e voltou com os seguintes absurdos numéricos:

– O Wolves teve 21 jogos na temporada decididos por 5 pontos ou menos. Isso é praticamente um quarto da temporada! E pior, só venceram 7 dessas partidas.

– O número aumenta para 37 jogos (!!!) quando buscamos partidas que estiveram com 3 pontos ou menos de diferença nos últimos 5 minutos disputados.

– Nesses minutos finais, o Wolves tem média de -28 pontos por 100 posses de bola em comparação a seus rivais! O Celtics, com -14, foi o time mais próximo.

Esqueci alguma coisa? Paciência. Deu trabalho e eu não vou editar. Espero que tenham gostado assim mesmo!

Agora ou em julho

Daqui dois dias, na quinta-feira (20), chegamos a uma das datas mais importantes da temporada da NBA. Após a festa do All-Star Weekend, é hora de fazer negócios, é o último dia que os times podem fazer trocas até o final desta temporada. Ou seja, se o Los Angeles Clippers quer um pivô reserva, se o Houston Rockets quer um ala de N10-005  força arremessador, se o Golden State Warriors quer melhores reservas ou se os times de Nova York querem garantir vaga nos Playoffs, a hora é agora.

Sam Hinkie

Nos últimos anos tem se falado muito da tal Trade Deadline e ela tem sido constantemente uma decepção. No ano passado o nome mais importante a ser trocado foi JJ Redick, que saiu do Orlando Magic para o Milwaukee Bucks. E só. Existem algumas razões para os últimos anos terem sido fracos e um pouco de esperança para que esta semana seja mais movimentada e divertida que as anteriores.

A temporada 2010-11, anterior ao Locaute, viu muitos times com medo da própria paralisação da liga, ninguém sabia ao certo quais seriam as novas regras salariais da NBA e alguns preferiram não se arriscar muito.  N0-120 Mas mesmo assim Carmelo Anthony, Shane Battier, Kendrick Perkins, Deron Williams e outros foram negociados. Mas os que esperaram tinham razão, mudaram muitas regras e algumas delas fizeram o trade deadline não ser tão atrativo quanto no passado. Uma das trocas comuns nessa época da temporada era a troca de contratos expirantes (os de último ano) entre times que queriam se reforçar com times que queriam limpar folha salarial na próxima temporada. Mas com as novas regras, existem menos contratos longos e cada vez mais as equipes preferem apenas deixar seus contratos acabarem e abrir espaço na própria folha salarial do que ficar recebendo mais compromissos longos em troca.

No passado, seria até óbvio o Los Angeles Lakers trocar Pau Gasol e seus últimos meses de contrato para um time com pretensões de Playoff. O Lakers não tem mais esperança de nada e poderia jogar Gasol para um Warriors, Knicks ou Suns da vida e em troca acumular alguns bons jovens jogadores para o futuro. Mas hoje as coisas são diferentes, uma das coisas mais atraentes no mercado são times com espaço salarial livre, já que eles tem mais flexibilidade na hora de montar trocas. Então só deixar o contrato de Gasol acabar é melhor para a economia do time, que não se compromete com contratos novos, e bom para as perspectivas de troca futuras. Não é que os contratos expirantes não tenham atrativos ainda, a troca de Luol Deng mostra isso, apenas não tem a mesma força de anos atrás.

Um fator que impulsiona a Trade Deadline deste ano pode ser também o mesmo motivo que a empaca. A qualidade prevista para o Draft 2014 faz com que muitos times, especialmente os que estão mal na tabela, queiram fazer negócios envolvendo escolhas de Draft do ano que vem. Por um lado isso faz o mercado esquentar porque temos muitos times tomando a iniciativa de fazer ligações e negócios, equipes como o Bucks, Sixers e Jazz estão babando para acumular o maior número possível de escolhas. Por outro lado, sabendo da qualidade da classe de 2014, os times não estão dando escolhas à toa. Mesmo equipes mais fortes não veem com bons olhos abrir mão de suas picks em um ano que pode render bons jogadores até no fim da primeira rodada.

Dito tudo isso, podemos pensar em alguns times que tem tudo para se mexer nas próximas semanas:

 

Thad Young

Philadelphia 76ers

É muito provável que o Sixers faça pelo menos um negócio nesta semana, a combinação de fatores é perfeita demais para passarem despercebidos. O time tem investido totalmente no futuro, usando seus bons (e ainda jovens) jogadores como moeda de troca para futuras escolhas. Lembram que eles trocaram o ainda jovem e já All-Star Jrue Holiday por um lesionado Nerlens Noel? O General Manager Sam Hinkie, cria de Daryl Morey no Rockets, sabe como é bom negócio acumular escolhas de Draft e jovens jogadores para futuras negociações e todos na liga sabem que eles querem o máximo de escolhas de Draft possíveis.

Mas se muitos times querem escolhas, poucos tem jogadores tão bons para servir como isca como o Sixers. Os times que buscam uma ajuda no garrafão podem trocar por Spencer Hawes, quem precisa de um ala versátil pode fazer negócio por Thaddeus Young e quem precisa de um sexto homem ou de um pontuador pode ir atrás de Evan Turner. Os três ainda são jovens, estão disponíveis para troca e dizem que tem gente babando por suas peças, em especial o Charlotte Bobcats por Evan Turner, é só acertar quais e quantas escolhas mandar para a Philadelphia em troca.

 

Jordan Hill Faried

Los Angeles Lakers

Muito se comenta sobre a troca de Pau Gasol, mas como citei antes, os contratos expirantes não tem o mesmo valor de antes. A não ser que alguém mande muitas coisas tentadoras para o Lakers, não acho que ele será negociado. Ainda existe em Los Angeles também a chance de renovar com o espanhol por um salário menor na próxima temporada, talvez um contrato que acabe junto com o de Kobe Bryant. De qualquer forma, enquanto tiver gente mandando ofertas por Gasol, existe a chance de que algo aconteça.

Mas talvez o Lakers tenha mais chance de estar envolvido em trocas menores. O time tem se destacado na temporada porque tem feito algumas boas partidas apesar de ter um dos piores elencos de toda a NBA! Eu, como torcedor do Lakers, gosto de ver os jogos do meu time e tenho o hábito de pegar os 10 atletas que começam o jogo e pensar “Se eu fosse montar um time, que jogador de cada posição eu pegaria?”. Em geral eu escolho os 5 adversários, às vezes 4 adversários e mais o Gasol. Mas mesmo assim alguns nomes desconhecidos ganharam destaque nesse período sombrio: Steve Blake fez partidas espetaculares e está sendo cogitado para o Warriors, que está desesperado atrás de um reserva para Steph Curry; Jordan Hill tem se destacado nos rebotes ofensivos e dizem que interessa o Brooklyn Nets; Chris Kaman está insatisfeito no time e pode acabar indo para algum canto também.

 

Denver Nuggets

Depois de perder tantos jogadores na última offseason, a esperança do Nuggets de continuar relevante no Oeste foi para o ralo com as seguidas lesões de Danilo Gallinari, JaValle McGee, Nate Robinson e o afastamento de Andre Miller após briga com o técnico Brian Shaw. Simplesmente nada deu certo pra eles neste ano, o que quer dizer que a feira está aberta: quem vai levar Miller pra casa? Wizards e Warriors querem armadores reservas; alguém vai oferecer algo por um bom ala como Wilson Chandler? E diz a lenda que o Knicks ainda insiste em conseguir Kenneth Faried para seu garrafão. Será que alguém no time é intocável? Talvez Ty Lawson, mas só.

 

Evan Turner

Charlotte Bobcats

Como disse acima, eles estão indo com tudo para cima de Evan Turner, do Sixers. Depois de anos de fracasso, o Bobcats tem chance de voltar aos Playoffs e está sério em relação a isso. Contratar o veterano Al Jefferson no começo da temporada mostrou que eles cansaram de apostar em Draft para ter esperança no futuro. Se não for Turner, talvez ataquem em outra frente, mas para adocicar o negócio eles tem duas escolhas de Draft do ano que vem (a do Blazers e a do Pistons) e o contrato expirante de Ben Gordon pode ajudar a igualar os salários com algum jogador mais caro.

 

Afflalo

Orlando Magic/Milwuakee Bucks

O Magic está numa situação parecida com a do Sixers. Eles querem escolhas de Draft e podem oferecer bons jovens jogadores em troca, a diferença é que o time da Flórida não deu tanta indicação até aqui que está à vontade em trocar seus jovens Nikola Vucevic, Tobias Harris ou Moe Harkless, e Victor Oladipo é intocável. Ao contrário do seu parceiro de rabeira do Leste, o Magic deve envolver nos negócios alguns jogadores mais experientes, como Glen Davis, Jameer Nelson ou Arron Afflalo, a melhor moeda de troca da equipe no momento.

O mesmo vale para o Bucks, que não parece disposto a trocar os jovens Giannis Antetokounmpo, John Henson ou Brandon Knight, mas que está ouvindo propostas por Caron Butler, OJ Mayo, Gary Neal e até nossa Lady Gaga da NBA, Ersan Ilyasova. A incógnita é Larry Sanders. líder em tocos na última temporada que assinou um contrato monstruoso na offseason e ninguém sabe o que o Bucks está achando de sua temporada horrorosa. O time diz que nem pensa em trocá-lo, mas isso pode ser só estratégia para não parecer desesperado como outros times acham que eles estão. Eles querem manter Sanders, trocar por algo valioso ou só achar algum maluco que assuma a dívida?

 

Harrison Barnes

Golden State Warriors

Apesar do time titular do Warriors ter vários recordes de aproveitamento e saldo de pontos quando estão em quadra, o time caiu para a oitava colocação do Oeste e agora se vê ameaçado pelo crescimento do Memphis Grizzlies. Alguma coisa tem que mudar! A troca por Jordan Crawford não deu em nada e o banco continua um desastre capitaneado por Harrison Barnes, favorito ao título de jogador que mais involuiu na temporada.

O problema aqui é o seguinte: a escolha de 1ª rodada do Draft de 2014 do Warriors está com o Utah Jazz (via troca do Andre Iguodala) e a de 2ª rodada com o Minnesota Timberwolves, e pelas novas regras da NBA eles não podem trocar escolhas de anos consecutivos, então a de 2015 está congelada. Se eles quiserem fazer negócio, será envolvendo a escolha de 2016 e talvez o único jogador que interessa aos adversários e que não está no time titular do Warriors, o já citado Barnes. Mas com a temporada medonha do ala, será que alguém vai oferecer bastante coisa ou vai usar a má fase como desculpa para oferecer só mixaria? O Warriors é o Nets do Oeste: quer mudar, quer trocar, mas não tem as peças para isso.

 

JJ Barea

Memphis Grizzlies/Minnesota Timberwolves

Ontem surgiu um boato de troca entre estas duas equipes, o Wolves enviaria JJ Barea e Chase Budinger em troca de Tony Allen e Tayshaun Prince. Não vejo isso acontecendo pela identificação do Grizzlies com o Allen e pela necessidade que o Wolves tem pelas bolas de longa distância do Budinger, que finalmente está saudável. Mas o rumor tem um fundamento, os dois times devem estar buscando negócios porque ambos começaram a temporada sonhando com Playoff e ainda estão fora do grupo dos 8 classificados.

O Wolves tem poucas moedas de troca, mas pode convencer algum time de Playoff que ter JJ Barea é uma boa ideia. O Grizzlies, honestamente, não sei o que pode oferecer para qualquer time. Certeza que os dois vão tentar se mexer, mas difícil prever como isso seria.

 

Rajon Rondo

Boston Celtics

Ainda no mundo dos rumores, ontem foi noticiado que

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quase rolou negócio entre Celtics e Kings: o time de Sacramento ofereceu Isaiah Thomas, Ben McLemore e escolhas de Draft (não especificaram quais) por Rajon Rondo. A troca não foi finalizada, dizem, porque o Kings disse que só fecharia o negócio se Rondo se comprometesse a assinar uma extensão de contrato, o que não aconteceu. O Toronto Raptors, por outro lado, parece interessado no armador também, mesmo sem a garantia de novo contrato.

Não sabemos se foi exatamente assim que aconteceu, mas tudo indica que o Celtics tem a mente aberta. De Rondo a Jeff Green, passando por Jared Sulinger e os contratos monstruosos de Kris Humphries e Gerald Wallace, tudo pode ser negociado, é só colocar escolhas de Draft no meio do negócio. O novo Celtics topa tudo.

 

Waiters

Cleveland Cavaliers

Aqui, um mistério total. O General Manager do time, Chris Grant, foi mandado embora durante a sequência de derrotas que o time teve mesmo após adquirir Luol Deng há algumas semanas. Não sabemos nada de David Griffin, que assumiu a posição de Grant, e nem o que ele planeja para a sua equipe. Vai continuar tentando adquirir veteranos? Vai tentar abrir espaço para lutar por LeBron James como Free Agent? Vai deixar quieto pra não fazer cagada? O cara é muito novo e ninguém sabe suas intenções, qualquer coisa pode acontecer, até Deng ser trocado de novo, mas meu palpite é que Dion Waiters pode mudar de time.

 

Houston Rockets

É o Houston Rockets. É Daryl Morey. Omer Asik está de bico. Alguma coisa acontece!

 

Pierre Jackson

New Orleans Pelicans

O armador Pierre Jackson (não confundir com Pierre The Pelican) está em uma situação bem esquisita e única na liga. Ele é um dos destaques da temporada da D-League, com 29 pontos e 6 assistências de média, tendo marcado até 58 pontos em uma partida, recorde da liga de desenvolvimento, mas mesmo assim ninguém pode chamá-lo para jogar na NBA!

É assim, após ter conseguido Jackson na segunda rodada do último Draft, o Pelicans fez a pior coisa que se pode fazer com um jogador: não assinaram um contrato com ele, mas também não renunciaram os direitos sobre o jogador, o deixando assim ligado ao time e sem a chance de assinar com qualquer um. Limbo basquetebolístico. Além disso o Pelicans, após assinar com Luke Babbitt (por que? POR QUE?!), tem os 15 espaços em seu elenco já ocupados. O que dizem nos sites gringos é que o Pelicans pretende enviar Pierre Jackson para qualquer time que topar pegar, também, o fracassado Austin Rivers. Quem fizer boa proposta pela dupla, leva.

……

Outra coisa legal do Trade Deadline? As trocas envolvendo jogadores e times que a gente nem sabia que estavam planejando trocas, fiquem de olho em tudo!

Preview 2012/13 – Philadelphia 76ers

Continuamos aqui o melhor preview da temporada já escrito por um blogueiro gordo. Veja o que já foi feito até agora:

Leste: Boston CelticsCleveland CavaliersBrooklyn NetsIndiana PacersAtlanta HawksWashington WizardsChicago BullsOrlando Magic e Toronto Raptors

Oeste: Memphis GrizzliesSacramento KingsDenver NuggetsGolden State WarriorsSan Antonio SpursLos Angeles ClippersPhoenix SunsOKC Thunder e Minnesota Timberwolves

Até o esperado dia 30 de Outubro, quando teremos a rodada inicial da Temporada 12/13 da NBA, todos os times terão sido analisados profundamente aqui no Bola Presa.

Nesse ano vamos repetir uma ideia de uns vários anos atrás. Ao invés de só comentar as contratações e fazer previsões, vamos brincar de extremos: O que acontecerá se der tudo certo para tal time, qual é seu teto? E o que acontecerá se der tudo errado, onde é o fundo do poço? Em outras palavras, como seria um ano de filme pornô, onde qualquer entrega de pizza vira a trepa do século? E como seria um ano de novela mexicana, onde tudo dá errado e qualquer pessoa pode ser o seu irmão perdido em busca de vingança?

Hoje é dia de falar do time da cidade do amor fraternal, o Philadelphia 76ers

 

Philadelphia 76ers

 

 

 

 

 

O último post do Wolves já foi cheio de adjetivos porque eu sou apaixonado pelo time. E o que eu faço agora? Decido falar do Philadelphia 76ers, o meu queridinho do Leste. Mas além do gosto pessoal deste jogador frustrado que aqui escreve, os times não tem muito em comum. Enquanto o Wolves tem uma defesa limitada e um ataque entrosado e veloz, o Sixers briga com o Bulls pelo título de defesa mais pentelha da Terra e tem um ataque mais travado que aquela sua namorada do colegial. Malditos tempos de abstinência sexual.

O Sixers me conquistou porque eles jogam com a vontade de um time de amadores, é o maior time pequeno da NBA. Sabe como o Zizao entrou no jogo do Corinthians correndo para todos os lados e chamando o jogo, tentando, desesperado, mostrar que poderia pertencer ao mundinho do futebol brasileiro? O Sixers faz a mesma coisa, só que com todos os jogadores e toda santa partida. Eles basicamente vencem jogos porque correr mais que outros, se esforçam mais que outros e são mais obedientes. Escrevi um post sobre essa obediência, aliás, na temporada passada.

Não acho que a atitude do Sixers vai mudar para esse ano, a base do time é a mesma, mas algumas coisas serão diferentes. Antes de mais nada porque eles perderam Andre Iguodala, um dos principais criadores do ataque pouco centralizado do Sixers e o melhor defensor de perímetro do time. No ataque sua perda terá de ser compensada por Jrue Holiday, que aos poucos tem melhorado e passado mais segurança para o técnico Doug Collins. Sua pré-temporada foi magnífica! Não está no patamar de Deron Williams, Rajon Rondo e afins que hoje infestam a NBA, mas é ótimo jogador.

Além dele, Evan Turner é outro que ganha responsabilidades que antes eram de Iguodala: criação de jogadas, rebote, infiltrações, movimentação de bola e, talvez principalmente, a defesa dos jogadores de perímetro do adversário. No ano passado, quando os dois jogavam juntos, Iguodala pegava o atacante mais forte e Turner o mais fraco entre os caras das posições 2 e 3. Agora Turner terá que pegar o mais forte enquanto Jason Richardson marca o menos perigoso. Mas confio no jovem jogador, ele foi ótimo nos Playoffs da temporada passada e tem tudo para estourar nesse ano, ele é o tipo de jogador que precisa da bola na mão para criar e brilhar, vai gostar de ter mais espaço.

A defesa do Sixers é coletiva, cheia de ajudas, dobras e cobertura, não vai ser a perda de um cara que vai mudar tudo. Mas volta e meia existem situações que um cara tem que se garantir sozinho, sem Iguodala o Sixers perde nisso. Para compensar, eles terão Andrew Bynum como pivô para segurar a barra lá atrás. Tá bom que Bynum tem joelho de vidro, que talvez nem esteja pronto para o começo da temporada, mas quando chegar pode mudar muita coisa: o Sixers foi um dos piores times da temporada passada em rebotes ofensivos, onde Bynum foi Top 10. Em tocos o Sixers ficou exatamente no meio da tabela entre times, o pivô chega como o 6º que mais bloqueou arremessos na última temporada, 1.93 por partida. Ele será, também, o único jogador do time que tem ataque de costas para a cesta. Não podemos esquecer que antes da chegada de Bynum o plano era ter a dupla Spencer Hawes e Kwame Brown como titulares…

O já citado Jason Richardson, novidade que chegou junto com Bynum naquela mega-troca que envolveu Andre Iguodala e Dwight Howard, também ajuda em um ponto específico que o Sixers precisava, as bolas de 3 pontos. O aproveitamento da equipe no último ano, 35%, era aceitável. Mas o time acertava essa porcentagem porque se policiava e chutava pouco (14.4 vezes por jogo, 5º time que menos arremessava de 3), com Richardson eles podem se dar ao luxo de tentar mais e com aproveitamento igual ou melhor. Outros que chegam com a mesma função e sem vergonha nenhuma de arremessar são Dorrell Wright e Nick Young, o novo 6º homem no lugar de Lou Williams. Será que Doug Collins consegue disciplinar até ele?

A aposta do Sixers trocando Iguodala por Bynum é se tornar um time mais equilibrado. Nos Playoffs da última temporada, levaram o Boston Celtics a 7 jogos em uma série emocionante, mas ficou claro lá que eles chegaram tão longe porque a defesa era fora de série, e o Celtics ajudou por atacar mal pra burro. A verdade é que durante longos minutos o Sixers não conseguia criar uma situação de ataque decente. Com Bynum existe uma válvula de escape no ataque, as posses de bola podem começar no pivô e abrir espaços para os noves arremessadores de longa distância.

 

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Para não sentir falta de Andre Iguodala e do cestinha do time, Lou Williams, que foi para o Hawks, nada melhor do que a temporada da vida de Evan Turner. O cara foi 2ª escolha do Draft 2010, teve bons Playoffs na última temporada. Tá na hora de embalar, não? Ele é ótimo atacando a cesta e tem bom passe, pode virar a alma do ataque do time. Se ele criar bem os lances ao lado de Jrue Holiday, o arsenal de Richardson, Wright e Young de longa distância pode causar estragos enormes.

Se o equilíbrio chegar e a defesa continuar como uma no Top 5 da NBA, o Sixers luta por mando de quadra na primeira rodada dos Playoffs. Estão atrás de Heat e Celtics, mas no mesmo nível de Indiana Pacers. Dá pra repetir uma semi-final do Leste, mas dessa vez sem se classificar com a última vaga da Conferência.

 

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O Sixers soltou um comunicado ontem dizendo que Andrew Bynum só irá jogar quando não estiver mais sentindo dores no joelho. Será que eles acreditam que isso é possível? Pelo o que eu sei ele joga com dor a vida inteira. O Sixers consegue ser um bom time sem ele, mas o grande pivô em uma conferência onde tantos times improvisam na posição seria o diferencial para eles irem mais longe.

 

Top 10 – Melhores jogadas do Sixers em 2012

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Paul Pierce é o máximo, Bulls está de luto

Mais um dia de Playoff e algumas séries começam a esquentar. O “Futebol é uma caixinha de surpresas” do basquete americano é a frase “uma série só começa quando alguém vence fora de casa”. Não é completamente verdade, mas convenhamos que o confronto esquenta de verdade quando isso ocorre. Ontem aconteceu duas vezes.

 

Primeiro o Boston Celtics teve sua vitória mais Celtics da temporada. Sem Rajon Rondo, sem Ray Allen, com o substituto Mickael Pietrus cometendo 3 faltas nos primeiros 4 minutos de jogo e jogando fora de casa, o time de Doc Rivers se superou e bateu o Atlanta Hawks por 87 a 80. Já perceberam que o Celtics joga muito melhor quando está tudo contra eles? Tirando aquele jogo 6 contra o Lakers nas Finais de 2008, quando eram favoritíssimos, as outras grandes atuações deles sempre aconteceram quando as pessoas começavam a duvidar, quando alguém se machuca, quando o time não é mais favorito. Não sei o que acontece na cabeça desses caras, mas eles adoram ser a zebra, devem ter orgasmos repetindo o clichê de que calaram os críticos.

Ontem Paul Pierce era “apenas” o responsável por ser o armador do time, mas sem deixar de ser o cestinha do time, ajudar com os rebotes e ainda controlar o ritmo do jogo. Tudo isso sem descansar porque o banco estava sem opções! Missão dada é missão cumprida. O ala fez os primeiros 9 pontos do time, colocou todo mundo no jogo, liderou a virada no 3º quarto e matou o jogo com uma sequência de enterrada e bola de 3 pontos, que ele comemorou Tebowando. Acabou com 36 pontos, 14 rebotes! Paul Pierce é legal pra caralho! Ele, como quase todo mundo no Celtics, não tenta fazer pose de fodão como Dwyane Wade, não tem cara de vento como Derrick Rose e Tim Duncan e nem é preocupado demais com sua imagem como Kobe Bryant. Bate no peito, xinga, grita quando se frustra. A nova geração jorra talento pelos poros com caras como Kevin Durant, Blake Griffin e Derrick Rose, mas todos parecem muito frios, nenhum se expressa como Pierce. É algo que faz falta, que cria um envolvimento entre a torcida e os jogadores, mas que talvez os garotos apenas desenvolvam depois de mais anos entre os profissionais. Pierce é tão velha guarda que depois do jogo disse que não aguenta mais jogar 44 minutos em um jogo, que só queria ir pra cama.

E falando em emoções, não dá pra ignorar Kevin Garnett. Com sua raça característica (poderia ser pré-temporada que jogaria do mesmo jeito), KG foi uma parede na defesa do Celtics durante todo o segundo tempo. Ele cobriu infiltrações, contestou todos os arremessos, pegou uma porrada de rebotes e teve a melhor atuação defensiva desses Playoffs ao lado dos 10 tocos de Andrew Bynum no último domingo. A defesa do Celtics em geral foi infernal. Em 18 jogadas de isolação, só 4 vezes o Hawks conseguiu marcar pontos! Mas uma pergunta que não quis calar: Onde estava Tracy McGrady quando o ataque do Hawks empacou? Custava colocar ele no lugar do Marvin Williams no 4º período? Vacilo.

E vejam como nos Playoffs tudo muda muito rápido. No final do jogo 1 tudo parecia a favor do Hawks: Vitória convincente no primeiro jogo, Celtics com ataque estagnado, Rajon Rondo suspenso e chance de levar a série para Boston com 2 a 0. Após um jogo a situação é essa: Rajon Rondo de volta, a série está empatada, mando de quadra foi para as cucuias e Josh Smith, melhor jogador do time nos 2 primeiros jogos, torceu o joelho e pode desfalcar o time por algum tempo. Que tal? Se existissem torcedores do Hawks no Brasil estaria com pena deles.

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A outra série que ficou empatada foi a entre Chicago Bulls e Philadelphia 76ers. O Bulls, sem Derrick Rose, fora dos playoffs com seu joelho de Greg Oden, estava em clima de funeral. O time jogou sem vibração, sem vontade e foi massacrado no 3º quarto. Que Rose faz falta no ataque todo mundo sabe, mas tomar 109 pontos do 17º melhor ataque da NBA? O Bulls? Tom Thibodeau deve ter passado a noite vomitando.

Para se ter uma ideia, o Sixers tentou 9 vezes o pick-and-roll com o jogador controlando a bola finalizando a jogada. Em 8 vezes (89%) conseguiram a cesta! A média do Bulls na temporada foi de deixar o adversário converter apenas 36% dessas bolas, melhor time da NBA em defender a jogada. Mas não foi só isso, teve também muito ponto de contra-ataque, arremessos de longe, você escolhe. Evan Turner, recém-promovido ao time titular, destruiu a defesa do Bulls com ótimo controle de bola e cabeça de armador. Fez 19 pontos, 7 rebotes e 6 assistências. Jrue Holiday (26 pontos, 11/16 arremessos) e Louis Williams (20 pontos, 8/13 arremessos) também jogaram muito.

Pelo Bulls, a dupla CJ Watson e John Lucas, que substituiu Rose na armação, somou bons 27 pontos e 7 assistências, mas com jogos patéticos de Luol Deng (8 pontos, 3/12 arremessos) e Carlos Boozer (9 pontos, 4/10 arremessos) não conseguiram levar o time muito longe. Se o time não acreditar que pode ir longe, se jogarem com a má vontade de ontem, o Sixers vai montar em cima deles na defesa e destruí-los no contra-ataque. Se tem um tipo de time que pode ser massacrado pela defesa do time de Doug Collins são os que não jogam com intensidade. Os 109 a 92 de ontem foram uma aberração para a potência defensiva que é o Bulls, mas que pode se repetir se não colocarem a cabeça no lugar.

 

Fechando o dia, o Los Angeles Lakers abriu 2 a 0 sobre o Denver Nuggets. Foi um jogo engraçado porque os dois times deixaram bem claras suas estratégias, que são tão opostas que os times são incapazes de trocar cestas. Uma hora o Lakers faz 10-0 em poucos minutos, só para pouco depois o Nuggets devolver um 8-0 e voltar para o jogo. Foi assim durante 48 minutos. O Lakers até chegou a abrir 19 pontos de frente no 3º quarto, mas precisou de cestas importantes de Kobe Bryant (38 pontos) e Ramon Sessions (14 pontos) nos minutos finais para se safar sem Grizzliar.

O Black Mamba estava pegando fogo e fez 21 de seus 38 pontos só no primeiro tempo, quando o Lakers teve atuação maravilhosa. Mas nos poucos minutos que as bolas do Lakers não caiam, o Nuggets aproveitava para puxar o contra-ataque e fazer cestas na transição. O Nuggets fez impressionantes 30 pontos de contra-ataque, 11 a mais que a média deles, que são líderes da NBA no quesito. O maior problema pra eles é correr quando Andrew Bynum está em quadra. O pivô diminui o ritmo do jogo, acerta seus arremessos (fez 26 pontos ontem) e pega rebotes, dá tocos nas infiltrações. Ontem até tomou uns tocos de JaVale McGee, é verdade, mas em geral dominou o garrafão mais uma vez. Na velocidade de Ty Lawson contra a altura de Bynum ganha o time que controlar o ritmo do jogo.

Uma questão que me peguei pensando durante o jogo de ontem após ver muitas assistências de Pau Gasol para Bynum: Se o espanhol tivesse sido trocado por Chris Paul no começo da temporada como quase chegou a acontecer, Bynum estaria jogando tão bem? Sabemos que CP3 é ótimo armador, que saberia envolver o pivô do Lakers,  mas será que ele estaria tão entrosado com Paul como está com Gasol? Seriam jogadas tão impossíveis de serem defendidas como são as entre os pivôs atualmente?

Bynum é um dos favoritos ao prêmio de jogador que mais evoluiu na temporada. Deve muito disso às jogadas que o espanhol arma pra ele. Que outros pivôs comandariam um ataque assim?

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