[Resumo da Rodada] Pra que te quero, mando de quadra?

Nem sempre nossas previsões dão muito resultado, a gente imagina a série começando de um jeito e basta um jogador estar mais ou menos inspirado, o técnico tomar uma decisão um pouco diferente e toda a cara da partida muda por completo. Mas no caso de Chicago Bulls e Cleveland Cavaliers, foi exatamente como esperamos. Muito porque o Cavs ficou com opções limitadas, muito porque o Bulls não inventou, apenas jogou muito bem.

Metade do trabalho

Metade do trabalho

Na minha previsão da temporada coloquei o Los Angeles Clippers como um dos grandes favoritos ao título. Não acho que eles estejam só no grupinho da elite do Oeste, mas que tem calibre para ir a uma final da liga e brigar de igual pra igual com Indiana Pacers, Miami Heat ou qualquer outro que vier de lá. Virei motivo de chacota porque poucos dias depois de ter dito isso, o Clippers foi destruído pelo Lakers na estreia da temporada. Mas apagão a parte, o time acordou depois disso.

Com 7 vitórias e 4 derrotas o Clippers já está lá chegando em Warriors, Spurs e Blazers (quem diria!) no topo do Oeste. E isso com um dos calendários mais difíceis da liga até agora: já enfrentaram Wolves, Thunder, Heat, Rockets (duas vezes), Nets e Grizzlies. Meu palpite, portanto, ainda é prematuro, mas longe de ser piada ou sonho distante. As vitórias sobre o Rockets foram dominantes, e a sobre o Thunder simbólica e mais animadora até aqui.

Clippers1

As qualidades deste grupo são conhecidas, basicamente as mesmas desde que Chris Paul chegou ao grupo há duas temporadas. Defender o pick-and-roll deles é sempre um cobertor curto porque Paul é mestre no arremesso de meia distância, sabe infiltrar e pode achar Blake Griffin ou DeAndre Jordan em uma ponte aérea a qualquer momento.  O time também é veloz, sabe usar turnovers dos adversários para criar pontos fáceis. No fim das contas eles já estão no Top 10 em pontos de contra-ataque (8º, 19.7 pontos por jogo), em pontos no garrafão (7º, 43.5 pontos), tem o melhor ataque da NBA em pontos marcados e o segundo melhor em pontos por posse de bola.

Se tem uma coisa onde eles não são grande coisa, pelo menos ainda, é na bola de três pontos. Parte essencial de qualquer equipe (menos o Grizzlies) na atualidade, só tem 34% de acerto do Clippers na atual temporada apesar da contratação de JJ Redick. O ex-Magic acerta 37% dos arremessos dele, mas Jared Dudley (32%), Byron Mullens (30%), Matt Barnes (25%) e Chris Paul (irgh, 23%) não tem ajudado em nada apesar da fama de cada um em ser pelo menos razoável nessas bolas.

Mas pensem bem, se mesmo assim eles fazem ponto a rodo, é bom ficar esperto com os caras. Para se ter uma ideia, até em uma das jogadas menos eficientes do basquete eles estão bem. O famoso ISO, a isolação de um jogador no mano-a-mano, não costuma render muitos pontos nem para os jogadores mais talentosos, mas até nesse tipo de lance o Clippers está com bom aproveitamento: 40% dos lances acabam em pontos, 3ª melhor marca da NBA. Acho que é esse o momento que lembramos que eles tem Jamal Crawford no elenco, né?

O principal segredo para o ataque ultra eficiente é que eles tem arma para quase tudo que se pode fazer numa quadra de basquete. Chris Paul e Darren Collison sabem atacar o garrafão, eles sempre tem pelo menos dois arremessadores de 3 pontos em quadra para ocupar a marcação (apesar do aproveitamento baixo, ninguém deixa um especialista lá sem marcação) e eles fazem tudo isso com velocidade, já que o Clippers é um dos times mais jovens e atléticos da liga. Aliás a capacidade atlética do Clippers está sendo a solução para o grande problema ofensivo deles nos últimos anos, as jogadas de garrafão.

Clippers2

Já cansamos de criticar a falta de evolução de Blake Griffin. Ele é fantástico, mas é o mesmo fantástico que entrou na NBA há anos e anos atrás. Seu arremesso não melhorou tanto assim, o controle de bola não evoluiu, a defesa ainda é uma piada, o timing para os tocos nunca apareceu e por aí vai. Muito talento, faz muita diferença, mas não vemos aquele constante aprendizado que vemos em outros jovens promissores como Derrick Rose e Paul George. Em outras palavras, custa ser o milésimo jogador da história a contratar o Hakeem Olajuwon para umas aulas? Se bem que Dwight Howard e JaValle McGee não parecem exemplos de estudantes que deram certo…

Mas e se eu te contar que dados do SynergySports colocam Blake Griffin como o 9º melhor jogador desta temporada em jogadas de post-up? Sim, Griffin está no Top 10 de aproveitamento quando começa uma jogada no garrafão, de costas para a cesta. E não é que ele é como Anthony Davis, que tenta pouco a jogada, até aqui foram 38 lances em 11 partidas, com 21 acertos. 

O segredo do sucesso está nesse vídeo que eu preparei. Separei alguns de seus post-ups nos jogos contra o Memphis Grizzlies e o Brooklyn Nets.

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=jmToPgJYHYg&[/youtube]

Sacaram o segredo da coisa? É a tal semi-transição que é tão comentada pelos gringos. Não é rápido como um contra-ataque do Phoenix Suns dos bons tempos, mas é um ataque direto, veloz, que às vezes nem passa pela mão do armador, mas que visa colocar a bola no campo de ataque o mais rápido possível. Algum jogador se ocupa de garantir o rebote enquanto Griffin dispara em direção à cesta. Lá, chegando antes, é mais fácil garantir uma posição boa, próxima da cesta e sem risco de marcação dupla. Isso significa que Griffin não vai precisar ler a defesa adversária ou trabalhar muito o seu oponente, basta um ou dos movimentos rápidos e explosivos para ganhar um fácil gancho. Exclui o que ele é ruim, foca no que ele é bom.

Não sei dizer se isso é algo armado por Doc Rivers, mas isso é provável e muito bem pensado. É um jeito de aproveitar a velocidade e o poder físico absurdo de Blake Griffin sem ficar dependendo de pontes aéreas ou enterradas. Todos os times da NBA já sabem que devem impedir espaços para as passadas de Griffin a qualquer custo; todos os jogadores sabem que devem fazer uma falta dura antes de virarem o próximo Mozgov. E bastou isso para Griffin virar mais humano.

Até defendi, um tempo atrás, que de uma hora para outra, DeAndre Jordan virou mais imprescindível para o Clippers do que Griffin. Pensem bem: os dois tem o lado negativo de serem caros e terem péssimos lances-livres. Ambos são igualmente perigosos no pick-and-roll e nas pontes aéreas. Mas Jordan, apesar de suas falhas, faz mais diferença na defesa, inibe infiltrações e se posiciona (um pouquinho) melhor para os rebotes defensivos. Em jogos onde Griffin não conseguia jogar atacando a cesta como gosta, valia mais a pena jogar com vários jogadores baixos e Jordan no meio. Mas vocês devem imaginar a dor de cabeça que daria para o técnico e mesmo dentro do grupo, ficar colocando Griffin no banco em momentos decisivos. Trocá-lo então, nem pensar!

A solução era adaptar o estilo de jogo ao que Griffin sabe fazer e até aqui é isso que tem acontecido. Olhem no gráfico abaixo como Griffin está conseguindo não só bom aproveitamento, mas grande quantidade de arremessos próximos ao aro. Ainda acho que ele insiste muito em arremessos longos de dois pontos, que são péssimos e que ele não sabe fazer, mas acho que não dá pra pedir tudo de uma vez.

Griffin shotchart

Mas se algo está no caminho entre o Los Angeles Clippers e um título é a defesa.  O time é o 28º em pontos sofridos por jogo e o 29º em pontos sofridos por posse de bola. Mas o pior número, na minha opinião, é o de rebotes: 27% dos arremessos errados por seus adversários viram uma posse de bola extra devido a um rebote ofensivo.

Separei aqui um outro vídeo do jogo de ontem entre Grizzlies e Clippers, este só com rebotes ofensivos do Grizzlies que viraram cestas imediatas. Em um lance Chris Paul esquece Tony Allen embaixo da cesta e não avisa ninguém, no outro DeAndre Jordan perde de Zach Randolph mesmo chegando mil metros mais alto. Mas acho que nenhum supera o de Kosta Koufos que corre sozinho para o garrafão e não recebe um boxout sequer após o arremesso errado de Mike Miller.

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=fdCxTsZ0H3I&[/youtube]

O jogo foi disputadíssimo e muito bem jogado, como costumam ser entre essas duas equipes, mas também foi a quinta vitória seguida do Grizzlies sobre o Clippers se lembrarmos dos Playoffs da temporada passada. Lá, como ontem, o garrafão do Clippers, apesar de seu tamanho e poder atlético, foi esmagado e cedeu cestas importantes demais.  Grizzlies não tem bons arremessadores, o Clippers até consegue explorar isso, mas toda a defesa bem feita morre quando o rebote não é assegurado. Sei que estamos falando do Grizzlies, um dos melhores times da NBA no fundamento, mas os números mostram que os erros acontecem sempre.

Para um time ser tão ruim na defesa, existem outros problemas além do rebote. Geralmente times bons defensivos se destacam ou por forçar erros, desperdícios de bola, caso do Memphis Grizzlies; ou se destacam por proteger bem a cesta e forçar arremessos de baixo aproveitamento, caso do San Antonio Spurs. Mas o LA Clippers força poucos erros, é apenas o 22º em turnovers forçados por posse de bola; e é o 3º pior time em aproveitamento de arremesso dos adversários. Atrás só os desastrosos Washington Wizards e Detroit Pistons. Ou seja, contra o Clippers você pode ter certeza que seu time vai ter bom aproveitamento dos chutes e que pouco vai perder a bola. E não se preocupe, se por acaso o arremesso não cair de primeira, grandes chances de rebote cair na sua mão de novo. Como vencer assim?!

É difícil ensinar defesa de um dia pro outro, mas me recuso a aceitar que Blake Griffin e DeAndre Jordan, com a força e explosão que têm, não são capazes de se transforarem em uma dupla pelo menos razoável de defensores. A frente deles, Chris Paul, Matt Barnes e Jared Dudley já provaram que são ótimos defensores individuais, será que o Doc Rivers não consegue implantar alguma comunicação entre eles para que as coisas funcionem também coletivamente? Apesar da base da defesa do técnico em Boston ter sido implementada por Tom Thibodeau, quero acreditar que Rivers não ficava só lá sentado no cantinho comendo Doritos. A boa defesa dos verdes durou anos depois e era a marca do treinador, ele tem a capacidade de treinar um bom sistema defensivo e tem alguns meses para transformar esse grupo em algo mais equilibrado.

Lá na frente as coisas fluem cada vez melhor e brilham até nos dias que as bolas de longe não estão tão calibradas assim. Um pouco mais de atenção nos rebotes, de defesa, especialmente no pick-and-roll e nos passes que vivem cortando o garrafão deles, e aí sim o Los Angeles Clippers entra oficialmente na lista de candidatos ao título. Ficaremos de olho.

….

– Não sei se vocês viram no Facebook, mas estou atrás de pessoas que saibam editar vídeos. Estou conseguindo separar alguns vídeos, mas queria fazer com qualidade e com mais recursos. Quem puder ajudar é só entrar em contato.

Preview 2012/13 – Orlando Magic

Continuamos aqui o melhor preview da temporada já escrito por um blogueiro gordo. Veja o que já foi feito até agora:

Leste: Boston Celtics, Cleveland Cavaliers, Brooklyn Nets, Indiana Pacers, Atlanta Hawks, Washington Wizards e Chicago Bulls

Oeste: Memphis Grizzlies, Sacramento Kings, Denver Nuggets, Golden State Warriors, San Antonio Spurs, Los Angeles Clippers e Phoenix Suns

Até o esperado dia 30 de Outubro, quando teremos a rodada inicial da Temporada 12/13 da NBA, todos os times terão sido analisados profundamente aqui no Bola Presa.

Nesse ano vamos repetir uma ideia de uns vários anos atrás. Ao invés de só comentar as contratações e fazer previsões, vamos brincar de extremos: O que acontecerá se der tudo certo para tal time, qual é seu teto? E o que acontecerá se der tudo errado, onde é o fundo do poço? Em outras palavras, como seria um ano de filme pornô, onde qualquer entrega de pizza vira a trepa do século? E como seria um ano de novela mexicana, onde tudo dá errado e qualquer pessoa pode ser o seu irmão perdido em busca de vingança?

Hoje é dia de falar do time da 79ª maior cidade dos EUA, o Orlando Magic.

Orlando Magic

 

 

 

 

 

Você já ficou em casa de sábado à noite, ainda vai ter que ler sobre o Orlando Magic? A vida é uma merda mesmo. Mas vamos lá, cedo ou tarde tínhamos que falar do Magic, assim como na próxima semana terei que postar sobre o Charlotte Bobcats, são ossos do ofício.

O Orlando Magic mudou bastante em relação a temporada passada. Dos 5 jogadores que mais jogaram minutos por jogo em 2011/12, 3 deram o fora do time. Dwight Howard, como todos nós lembramos muito bem, foi para o Los Angeles Lakers, Ryan Anderson agora está no New Orleans Hornets e Jason Richardson agora despeja suas bolas de 3 pelo Philadelphia 76ers. Dos que mais jogavam, sobraram Jameer Nelson e Hedo Turkoglu (uhu!). Para completar, Stan Van Gundy não é mais técnico do time, no seu lugar assume o jovem Jacque Vaughn.

A saída de Dwight Howard foi até tardia demais. O cara queria ir embora, estava determinado a isso e a enrolação só serviu para o time perder pelo menos uma temporada onde tinha elenco para ir longe nos Playoffs. Em teoria ele poderia ter rendido mais coisas em troca, mas não eram muitos times dispostos a aceitar o pivô por apenas uma temporada e sem a garantia de que assinaria um novo contrato. Dadas as circunstâncias, conseguir o bom Arron Afflalo, o jovem pivô Nikola Vucevic e uma porrada de escolhas de Draft foi o clássico “melhor que nada”. Sem contar o alívio de encerrar essa entediante e eterna novela. Sem ele o time volta para a rabeira da NBA, mas se o pivô queria ir embora, cedo ou tarde teriam que recomeçar mesmo.

Mas se a saída de Howard era inevitável, não digo o mesmo de Stan Van Gundy. O técnico com mais cara de pizzaiolo na história da NBA era meio desesperado, gritava mais que o necessário e às vezes parecia nervoso quando deveria transmitir calma, não vou negar isso, mas ele era bom demais. Se qualquer outro treinador tivesse em mãos o elenco que ele tinha e nunca conseguisse passar da 2ª rodada dos Playoffs, todos achariam super normal. Van Gundy foi a duas finais de Conferência e venceu o Leste em 2009. Além de Howard o time não tinha estrelas, os jogadores eram limitados e praticamente nenhum deles conseguia criar jogadas por conta própria.

Com esses caras em mãos Van Gundy criou um sistema ofensivo que sabia utilizar seu grande pivô (mesmo que esse não tivesse lá tanta técnica ofensiva) e os ótimos arremessadores para infernizar a NBA com bolas de 3 pontos. Aqui no Brasil aprendemos a ser críticos das bolas excessivas de longa distância, mas a verdade é que simplesmente arremessar muito de 3 não é sinônimo de burrice, assim como arremessar pouco não é sinal de ataque coletivo e pensado. Tudo depende da qualidade dos arremessos: O arremessador estava livre? Quem arremessou tem bom aproveitamento? Tinha gente para o rebote? O time estava preparado para segurar o contra-ataque em caso de rebote longo? Tinha uma opção de passe melhor do que o arremesso?

O Orlando Magic foi o time que mais tentou bolas de 3 em cada uma das últimas 3 temporadas. Nas duas anteriores, ficou em segundo. Em todos esses anos o Magic ficou entre 2º e 6º lugar em aproveitamento de bolas de longa distância, apenas em um ano saiu da curva e mesmo assim ainda ficou dentro do Top 10. Pensando de maneira bem objetiva, parece ser uma boa ideia tentar um tipo de arremesso que vale 50% a mais que o outro se o seu aproveitamento é frequentemente alto. Moneyball aprova o conceito!

Mas se na teoria é lindo, não é fácil colocar em prática. Os outros times sabiam do bombardeio de bolas de longa distância e mesmo assim o Magic tinha que dar um jeito de continuar arremessando boas bolas, sem forçar arremessos contestados. E tudo isso sem a ajuda, comum em times que chutam bastante de 3 pontos, de jogadores que infiltram no garrafão, costuram a defesa e atraem marcação dupla. É como se o Suns conseguisse arremessar tudo aquilo de 3 sem ter Steve Nash passeando pela quadra! Podem falar mal à vontade, mas para mim Stan Van Gundy foi um dos melhores técnicos da NBA nos últimos anos. E nem comecei a falar dos milagres que ele fez em tirar o melhor de jogadores limitados como Jameer Nelson, Hedo Turkoglu e, por deus, Rafer Alston. Contrato vitalício para um cara que leva um time para a Final da NBA com Rafer Alston de armador titular.

Para finalizar os elogios à Stan Van Gundy e suas pizzas de calabresa, temos que lembrar que nas últimas 5 temporadas o Orlando Magic ficou entre as 8 melhores defesas da NBA em todos os anos. Em outras palavras, eu jamais teria mandado o cara embora. O Grantland fez um ótimo texto essa semana mostrando como times defensivos dominam os grandes resultados da liga nos últimos 20 anos, acho um desperdício jogar fora um cara que montou uma excelente defesa e ainda a aliou com um ataque eficiente. Caras assim são raros.

Mas o plano do Orlando Magic era começar do começo. Não queriam receber muitos veteranos ou contratos longos em troca de Howard ou mesmo de Ryan Anderson, a intenção era fazer o modelo OKC Thunder: Time jovem, técnico jovem, montado a partir de valiosas escolhas de Draft. Eles levaram isso tão a sério que contrataram Rob Hennigan para ser o novo General Manager do time, Hennigan passou os últimos anos como assistente de Sam Presti, o bdo Thunder. Henningan decidiu, não muito tempo depois de ser contrato, contratar Jaqcue Vaughn como novo treinador. Os dois tem menos de 40 anos, são absurdamente jovens para os cargos que ocupam.

Antes de chegar ao Orlando Magic, Jacque Vaughn foi um armador bem mais ou menos no meu NBA 2k2 do Dreamcast, mas fez boa carreira de 12 anos na liga. Depois de se aposentar em 2009, foi bom assistente técnico no San Antonio Spurs, onde ganhou elogios de Gregg Popovich. Quando Hennigan anunciou a chegada do novo treinador, disse que os fatores que o conquistaram foi sua liderança, estilo de comunicação e comprometimento em um “projeto sustentável a longo prazo”. Em português claro: O cara não vai se desesperar e fazer merda mesmo perdendo por anos seguidos.

Se é difícil analisar o novo técnico por termos visto pouca coisa dele, o mesmo vale para o resto do elenco. A coisa mudou tanto que é difícil prever qual será a rotação do time, seus pontos fortes ou fracos e, afinal, qual será o estilo do time? De qualquer forma, dá pra especular: A armação do time continua nas mãos de Jameer Nelson, o que é um problema. Não entendo porque reassinaram com o cara, era preferível ter apostado em qualquer outro armador mais jovem por aí. Para as bolas de 3 pontos o time ainda tem o JJ Redick, de quem sou fã, Al Harrington e Quentin Richardson, mas perderam o excelente Ryan Anderson. Em compensação o mexicano Gustavo Ayon chega para dar um bom jogo de meia distância para o time, coisa que eles não tinham além de Glen Davis. O gordinho chorão favorito da garotada, aliás, fez bom Playoff no lugar de Dwight Howard e tem jogado bem na pré-temporada. Não vai fazer milagre, mas se você tem um time de fantasy, vai no cara!

Entre as apostas jovens, Moe Harkless ainda não impressionou mas pode ser uma boa presença defensiva, certamente terá minutos de quadra e poderá fazer várias bobagens sem ser punido. O mesmo vale para o pivô Kyle O’Quinn, que fez ótima Summer League, e Nikola Vucevic, que fez ótimo começo de temporada passada mas acabou punido pelo ultra severo Doug Collins, que não perdoava seus erros de novato no Sixers. Em um time com menos ambição e precisando de pivôs, deverá deslanchar. Atenção também para o novato Andrew Nicholson, minha aposta para ser o MarShon Brooks da temporada: Vai aproveitar que joga em time ruim para virar protagonista ofensivo e conseguir bons números.

Outro ponto interessante para se analisar nesse próximo ano do Magic. Será que veteranos como Al Harrington, JJ Redick e Hedo Turkoglu serão trocados durante a temporada? Não duvide que o time dê bastante espaço e vitrine para que eles ganhem passagem para candidatos a título em troca de valiosas escolhas de Draft.

 

Temporada Filme Pornô

Em chuva de Xuxa, no colo do Orlando Magic cai Pelé. Se o Orlando Magic participar de um filme pornô nesse ano, será só como câmera e ainda

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poderia acabar acontecendo um desastre. Mas tudo bem, o time só quer entrar na indústria, virar uma estrela fica para os próximos anos. Sucesso para o Magic desse ano é realmente perder bastante, o que eles mais querem mesmo é ficar bem no Draft 2013.

Porém seria bom que não desse absolutamente tudo errado também. Se Andrew Nicholson, Moe Harkless e Nikola Vucevic conseguirem umas vitórias para eles, ótimo, sinal de que a reconstrução já começou. Se Gustavo Ayón jogar bem como no Hornets na temporada passada, sinal de que terão um titular barato para os próximos anos. E se JJ Redick brilhar, pode ser trocado por peças valiosas. Perder com otimismo é uma arte dominada por assessorias de imprensa e o Orlando Magic tentará incorporá-la nesse próximo ano.

 

Temporada Drama Mexicano

Nenhum dos jovens que eu citei acima é uma certeza, nenhum foi destaque de Summer League ou pré-temporada. Mesmo quando jogaram bem, não brilharam com os Damian Lillards da vida. É bem possível que eles até joguem bem nesse ano dentro de suas limitações, mas que o Magic acabe a temporada como começou: Com Arron Afflalo sendo o jogador mais completo do time.

Quando o Ultimate Role Player tem essa moral toda é porque a coisa tá feia. Já vimos como o Charlotte Bobcats, Sacramento Kings e outros times se perderam nesse limbo de reconstrução infinita que não deslancha mesmo quando os tais jovens já estão no seu 4º ano de NBA. Aliás é mais comum essa história do que a do Thunder, que foi do lixo à Final da NBA em menos de 5 temporadas. O plano do Orlando Magic não é ruim, mas está longe de dar garantias de sucesso.

 

Top 10 – Melhores jogadas do Magic em 2012

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=UEhAz6K9kNU[/youtube]

 

 

Os olheiros

Os olheiros

Nas últimas semanas praticamente todos os times da NBA tem feito treinos com os mais diversos jogadores que estarão nesse Draft 2012 que acontece na quinta-feira. Os chamados workouts envolvem não só os jogadores que os times estão mais interessados, mas outros que eles estão curiosos para ver de perto e que estão cotados para estarem disponíveis nos locais de escolha de cada equipe. Ou seja, se você tem a Escolha 10 e a 40, precisa treinar caras cotados para estarem entre os 10 primeiros e outros piores que vão sobrar lá no meio da 2ª rodada. É um processo de muito treino e especulação.

Mas essa fase de treinos não é tão decisiva quanto parece. Vou usar um exemplo feminino, porque sou meio afetada, mas acho que vocês vão entender. Você fez alguma merda e sua punição é sair com sua namorada para comprar roupas pra ela, uma atividade que dura um dia que parece uma semana. A sua digníssima namorada vê uma blusinha L-I-N-D-A e entra na loja, aí ela vai direto na blusa, experimenta e gosta. Vai comprar? Ainda não. Primeiro ela precisa ver outras 6 blusas, 4 saias, uma calça jeans (que ela passa horas olhando no espelho pra ver se o caimento ficou bom) e ainda fica na dúvida se prova ou não aquele casaquinho. Quando sua barba já começa a crescer ela vai lá e compra uma única peça: A primeira blusa, claro.

Os times da NBA são mais ou menos como essas namoradas. Eles querem ter o máximo de informação possível, querem ver tudo de perto, mas já chegam na semana do Draft conhecendo todo mundo dos pés a cabeça, o workout é apenas uma prova real, algo para confirmar o que todo mundo já sabe. Os treinos finais são para dar a chance de alguém impressionar muito ou, no máximo, para tirar uma dúvida entre um ou dois caras bem cotados. O grosso do trabalho é feito quando a mídia está preocupada em cobrir outras coisas, por gente que a nem sabemos o nome.

Cada time da NBA tem uma equipe de olheiros muito bem treinada que dedica sua vida a ver qualquer nível de basquete nos EUA e Europa. Eles se dividem entre os olheiros avançados, que trabalham dentro da NBA avaliando os outros times, e os olheiros que analisam os futuros jogadores da NBA. Estes se dividem em avaliar as promessas mais jovens (basquete colegial), as ligas menores (D-League), o basquete universitário (a parte mais importante) e o basquete internacional. Há cerca de 10 anos virou algo comum os times contratarem olheiros para os deixarem inteirados do que acontece no mundo das promessas do basquete europeu. O trabalho desses caras é o que dá material para que o General Manager possa, no fim das contas, fazer sua decisão no dia do Draft.

Mas como esses olheiros trabalham? O que eles tanto olham? O que fazem? O que comem? Como se reproduzem? Esse post é um Globo Repórter sobre como trabalham esses scouts que dão todas as informações que os times tem em mãos na hora de decidir quem escolher no Draft. Para fazer o texto consultei muitos textos sobre o assunto, mas em especial uma entrevista com Brian Hagen, ex-assistente de General Manager do Hornets, o cara que era o responsável por conversar com os olheiros. E essa matéria da FIBA com Adam Filippi, que trabalhava na época com olheiro internacional do Los Angeles Lakers.

 

Atenção Total

Os principais jogadores universitários estão sendo observados continuamente. Os olheiros não vão assistir só aquele jogo mais importante ou o March Madness, embora a atuação e a postura dos atletas nesses momentos mais tensos contem bastante. E pior, os olheiros são treinados para acompanhar não só o jogo. Segundo Brian Hagan tudo o que um atleta faz em quadra é analisado e incluído em seu relatório: Como ele se aquece antes do jogo, é preguiçoso, quer só impressionar com enterradas ou pratica situações de jogo? Ele é educado com o técnico? Sai bufando e reclamando quando vai para o banco de reservas? Parece próximo aos companheiros de grupo ou mal presta atenção na partida quando vai para a reserva? Até o fato dele falar muito durante o jogo, o famoso trash talk, é digno de anotações. Alguns times valorizam, outros desprezam.

Mas nem sempre esse acompanhamento tão próximo pode ser uma boa. Adam Filippi, que trabalha na Europa, alerta para os perigos de se acompanhar de perto um jogador por tanto tempo: “Você precisa ver pelo menos 5 vezes um jogador novo, para ter alguma ideia dele. Já assistir um único jogo só é muito perigoso. Mas também existe o risco de você ver demais um cara. que foi o que aconteceu comigo e Tiago Splitter. Depois de 5 temporadas eu o assisti tantas vezes que reparava só nas suas falhas, acabava não apreciando seu lado positivo”.

 

Fora de quadra

Existe também uma pesquisa fora de quadra, onde o olheiro é uma mistura de detetive, psicólogo e repórter investigativo. Ele deve ser simpático e ir conversar com pessoas próximas do jogador que ele está interessado, sejam eles companheiros de time, técnico e familiares. Todas essas pessoas conhecem os defeitos e qualidades do jogador, mas qual deles vai ser doido de dizer “Esse cara é mimado e não gosta de treinar”? Ninguém. Segundo Hagen, depois de um tempo os olheiros aprendem a ler o entusiasmo na declaração das pessoas, para perceber quando um técnico tece elogios apenas para ver mais um jogador de seu programa indo para a NBA ou quando realmente o cara está sendo sincero. Entrevistar caras menos ligados ao jogador, como um assistente técnico ou algum responsável pela parte disciplinar da universidade, fazem parte do processo fora da quadra também.

Ele também diz que o trabalho é tão extenso que fica difícil esconder algumas coisas, não dá pra fingir por muito tempo. Uma das coisas que eles levam muito em consideração é a chamada “força mental”. Ou seja, como o jogador lida com uma situação fora da sua zona de conforto: Pode ser uma má fase, um jogo importante em que ele está com dores, uma partida importante fora de casa, uma semana onde ouviu críticas da imprensa ou uma briga dentro do grupo. Segundo Hagan, tudo na NBA é maior e mais difícil que no basquete universitário, se ele não conseguiu no estágio anterior não há porque conseguir depois. Filippi diz que “eu posso mudar de opinião de um jogador com o passar dos anos, posso ter gostado de alguém e depois achar que o cara não é bom. Mas nunca mudo de ruim para bom”. Ele cita alguns casos de jogadores que evoluíram muito em pouco tempo, como Deron Williams, Marc Gasol e Carlos Boozer, mas que são casos muito raros.

Potencial

A palavra que a gente mais escuta em semana de Draft é também a mais perigosa: Potencial. Segundo Filippi, scout internacional do Lakers na Europa, é muito fácil ver um jovem atleta e descobrir no que ele é bom ou ruim. Qualquer um pode fazer. O desafio dele e de outros olheiros é cavar mais fundo e descobrir algumas questões fundamentais que para nós podem até soar ridículas. Tipo, o cara realmente gosta de jogar basquete? Às vezes ele está lá porque é bom, grande, mas irá dedicar suas férias a melhorar o arremesso de meia distância? Para isso precisa amar o trabalho.

Já Hagen destaca a inteligência do jogador. Ele diz que na NFL o pessoal chega a passar uns testes para conseguir mensurar a inteligência do jogador, já que é um jogo com muita estratégia e baseado em jogadas muito bem desenhadas que os jogadores precisam entender a fundo. Para ele os tipos de inteligência medidos pela NFL não valem tanto para o basquete, mas que eles se preocupam em medir o tal “Basketball IQ”, o “Q.I. de basquete”. Quanto mais inteligência de jogo e entendimento do basquete o cara mostra, mais chances ele tem de melhorar durante a carreira e assim cobrir suas falhas. O conceito é óbvio, mas eles precisam achar esse tal Basketball IQ em caras menos óbvios que Shane Battier e Kevin Love.

 

Como medir talento?

O que me irrita em sites como o NBADraft.net e o DraftExpress é que todo ano pareço estar lendo as mesmas coisas. Parece que eles tem um banco de dados com uns 30 frases positivas, 30 negativas e vão distribuindo as mesmas para descrever o estilo de jogo de cada atleta. Depois de um tempo a coisa fica tão repetitiva que você passa a duvidar de tudo aquilo. Mas tem uma explicação. Adam Filippi disse que adora fazer trabalhos enormes sobre os jogadores que observa, com muitas páginas e observações sobre questões técnicas, físicas e mentais, “mas aí estou falando com meu chefe sobre um jogador e em menos de 30 segundos ele me interrompe e diz ‘tá, mas ele pode jogar pra gente ou não?’.

São tantos jogadores sendo observados que no fim das contas, além da análise extensiva dos principais nomes, os olheiros tem que simplificar as coisas. O básico que os times pedem de todos os jogadores, em respostas curtas e grossas é:

– Informações físicas (altura, atleticismo, corpo)
– Qualidades e defeitos no ataque e na defesa
– Pode criar o próprio arremesso?
– É jogador de nível NBA? Estrela, role player, reserva?
– Ele pode jogar no nosso time, precisamos de um cara como ele?
– Ele pode melhorar suas falhas?
– O jogador possui alguma especialidade?

 

Como prever a mudança da NCAA para a NBA

Essa parte é muito complicada e uma das mais importantes. Tyler Hansbrough foi o melhor jogador universitário em seu último ano de faculdade, mas seu jogo físico iria o levar até onde sendo um ala de força baixo para os padrões da NBA? Adam Morrison e JJ Redick foram cestinhas universitários, mas nenhum deles foi grande coisa nos profissionais. Um scout que não se identificou, entrevistado pela Sports Illustrated, falou um pouco sobre isso.

Segundo ele o arremesso é parte importante da conta. Alguns caras se destacam tanto na parte física que acabam destruindo com tudo quando enfrentam uns magricelos na NCAA, mas na hora de jogar na NBA todo mundo é grande e o cara perde seu diferencial. Então se um armador ou ala se impõe muito pelo físico, precisam observar sua mecânica de arremesso para saber se existe futuro para aquele cara. Uma perspectiva de chute de média ou longa distância pode ser a diferença entre um cara com bom físico ser Top 10 ou começo de 2º round em um ano de bom Draft na NBA.

Outro fator observado é a defesa. “Se um cara não defende com vontade na universidade, não vai começar a fazer isso na NBA”, afirma o olheiro. E a palavra-chave aí é vontade. Às vezes o sistema defensivo do time é fraco ou ele não tem mesmo alguma parte técnica de defesa, mas se toda noite ele se dedica a isso, é um bom sinal. A NBA tem jogadores talentosos em todas as posições, o cara mais fim de banco sabe como fazer pontos. Basta ter um preguiçoso na defesa que o adversário vai montar em cima daquilo. Volto a um nome citado acima, Adam Morrison. Bom arremessador, sabe se mexer sem a bola, mas não podia ficar em quadra por ser uma negação defensiva.

Por fim o olheiro diz que eles tem que observar e deduzir o quanto um jogador está aberto a mudar seu estilo de jogo. Mesmo dominando o jogo fisicamente na universidade, o cara se preocupa em treinar ganchos antes das partidas? Um dia ele vai precisar daquilo. A vontade do cara de mudar é algo difícil para um olheiro descobrir, mas nesse meio qualquer informação e interpretação é valiosa e faz a diferença. Vai chegar uma hora que você vai ter LaMarcus Aldridge e Tyrus Thomas na sua frente e vai ter que ficar com apenas um. É bom escolher o certo ou ficará pensando nisso antes de

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dormir para o resto da vida. Acha que pode fazer o serviço? Tenta lá.

Love, Lawson e Lou na hora da decisão

Estava outro dia mesmo comentando das dificuldades do Philadelphia 76ers em fechar jogos. E ontem foi só mais um jogo para confirmar a teoria. Dessa vez perderam para o Milwaukee Bucks, que contou com 25 pontos e 10 rebotes de Drew Gooden e 33 pontos de Brandon Jennings. O Sixers chegou a perder de bastante no último quarto, mas como sempre soube manter a cabeça no lugar, impôr uma defesa sólida e aos poucos cortar a vantagem até empatar o jogo a 1:11 do final. Mas aí não marcaram mais nenhum ponto, Beno Udrih (que formou dupla de armação com Jennings durante todo o último quarto) fez um arremesso e bastou para o Bucks sair com a vitória.

Num primeiro momento o instinto diz que o Sixers sente falta de uma estrela, alguém para decidir no final, esse papo que todo time muito coletivo escuta de vez em quando. Eu discordo. O técnico Doug Collins não bota o time para jogar do jeito que atuam sempre e aí sim falta uma estrela pra resolver, afinal eles costumam deixar o Louis Williams decidir as jogadas, muitas vezes em isolações. Ou seja, o Sixers o elegeu como estrela e tenta ganhar jogos assim. O problema do time não é não ter um franchise player, mas ter o errado. Concordo com o cara do blog gringo

Hardwood Paroxysm que diz que o Andre Iguodala está na melhor fase da carreira dele em cabeça, enxergar o jogo e saber quando chutar, passar ou infiltrar. Por que não deixar ele cuidando da bola no fim das partidas? Lou Williams pode ser um dos caras que arremessa, claro, mas não precisa monopolizar a partida.

Os números estranhos do jogo de ontem: Todo mundo sabe que o Evan Turner é um dos melhores reboteiros de sua posição, também que ele não tem jogado tão bem quanto era esperado. Mas 12 rebotes e 1/12 arremessos já é demais, né? Não é assim que ele vai manter a posição de titular sobre o Jodie Meeks. Melhor que Turner nos rebotes só Ersan Gaga Ilyasova, que pegou 18! Do nada ele virou o Dwight Howard e eu não sei explicar o motivo. Mais um número perturbador? O Bucks é o 7º time com mais posses de bola por jogo na NBA, ou seja, um dos times mais velozes da liga. Na temporada passada eles eram o 25º na mesma lista. Não sei o que aconteceu com o Scott Skiles, mas deve ter algo a ver com mulher. Sempre tem.

Outros jogos tiveram finais apertados na noite de ontem. E só pra manter o padrão das últimas semanas, um deles envolvia o Oklahoma City Thunder, que recebeu o Dallas Mavericks. Como vocês devem lembrar, os dois times se pegaram na final do Oeste do ano passado e o Mavs é um dos poucos times que sabem como parar a dupla Russell Westbrook e Kevin Durant, já fizeram isso antes e nessa temporada também. Não foi diferente na noite de segunda-feira, com Westbrook acertando apenas 6/20 arremessos e Durant 6/18. O assustador é que mesmo assim eles venceram a partida!

O jogo ficou feio no final, ninguém acertava nada e o Thunder conseguiu uma bolinha de 3 de Westbrook e lances-livres, a jogada que sempre salva o time. Foram os pontos que bastaram já que do outro lado eles foram excelentes na defesa e conseguiram evitar que Dirk Nowitzki recebesse as bolas que queria. O alemão fez 27 pontos, mas nas posses finais mais assistiu Jason Terry tentar bolas difíceis do que qualquer outra coisa. Não sei se o Mavs ainda tem gás e talento para bater o Thunder nos playoffs, mas parece ser um dos poucos times que sabe como fazê-lo na teoria.

Não ligue ainda, não é só isso, ainda temos muitos jogos decididos na posse de bola final! Um deles foi entre Denver Nuggets e Sacramento Kings. O Nuggets, que teve Danilo Gallinari e Nenê de volta ao time, perdia em casa até o final, estava 6 pontos atrás a 22 segundos do fim do jogo. Mas aí Arron Afflalo virou a Mística e passou a se transformar em outros jogadores. Primeiro virou Tony Parker e conseguiu uma difícil bandeja, depois dos lances-livres do Kings ele resolveu incorporar Ray Allen: passou por alguns bloqueios, recebeu a bola na linha dos 3, virou e acertou. Mais lances-livres do Kings e Afflalo virou uma mistura de Kobe Bryant e Kevin Martin. Kobe porque ele se recusou a passar a bola para Ty Lawson, que estava livre, Martin porque ele cavou uma falta no chute de 3 pontos e empatou o jogo no lance-livre. Prorrogação. No tempo extra foi a vez de Lawson virar imitador, mas dele mesmo. Vejam as bolas da vitória do Nuggets nos últimos dois jogos, contra Spurs ( 1:30 do vídeo) e ontem contra o Kings:

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=asyPm-5hhIY&t=1m30s[/youtube]

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=4meti3_uy2U[/youtube]

A vitória do Nuggets foi legal também pela grande atuação de Kenneth Faried, o novato ganhou espaço após a contusão de Nenê e tem mostrado serviço: 20 pontos, 12 rebotes e 2 tocos ontem. Ele e Chris Andersen formam a combinação mais alucinada e hiperativa da NBA.

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=pCQcCuIbSuQ&feature=g-all&context=G27b5a9dFAAAAAAAACAA[/youtube]

O último dos jogos decididos no final foi Wolves e Clippers. O vencedor você deve saber, foi o Wolves, claro. Terceira vez que os times se enfrentam na temporada e o Clippers não sabe o que fazer para vencer. No primeiro duelo perderam com a bola de 3 pontos de Kevin Love no último segundo, na seguinte Love saiu machucado e Derrick Williams e Michael Beasley combinaram para 54 pontos. Ontem foi a vez de Love voltar ao papel principal e fazer 39 pontos e 17 rebotes, além de várias cestas difíceis e decisivas no minuto final, todas na cara do Kenyon Martin. Do outro lado coube a Blake Griffin segurar o Clippers no jogo com 26 pontos e 12 rebotes, minha impressão é que dos 26 pontos, uns 45 foram em enterradas. E só pra não perder a mania da Maldição do Bola Presa, Chris Paul sofreu uma falta idiota quando tentava um arremesso de 3 no último segundo, mas errou o 3º lance-livre que empataria o jogo. Tudo só porque dissemos ontem que ele é um monstro nos momentos decisivos da partida. Já estou planejando todos os elogios ao Nacional do Paraguai amanhã.

No resto da rodada, jogos bem menos emocionantes. No Clássico do RPG, Warriors e Wizards, deu guerreiros com sobra, 120 a 100, com 25 pontos de Monta Ellis. Em Portland o Blazers voltou a ganhar, mas ainda conta mesmo quando é contra o Hornets? Nicolas Batum foi o cestinha com 19 pontos para alegria do meu time de fantasy que está nos playoffs. Já o Chicago Bulls atropelou o Indiana Pacers por 20 pontos de vantagem. Sim, o mesmo Pacers que ano passado fez o Bulls suar nos playoffs e que hoje é 3º do Leste. Existe um oceano de diferença entre Heat, Bulls e o resto do Leste atualmente. Alguns times até podem alcançar, mas estão longe.

Pra fechar, mais um joguinho disputado. O Orlando Magic liderou o jogo inteiro contra o Toronto Raptors, mas nunca conseguiu abrir, acabou precisando de uma certeira e difícil bola de JJ Redick a 9 segundos do final para finalmente matar a partida. A frase do dia foi do técnico Stan Van Gundy: “O jogo não poderia ser mais lento e sem energia do que foi. Não é que jogaram mal, mas estavam só caminhando em quadra, ambos os times”.

 

Fotos da Rodada

Ariza gripado: Barcos é o belhor!

 

Se a Isabeli Fontana vê o Faried, apaixona

 

Prefiro não saber onde está indo a mão de Al Harrington

 

the fuck?!

 

Faça outra cara, Asik, essa já encheu (sacaram?!)

 

Psycho-T x Scalabrine > Silva x Sonnen

 

Simplesmente Joakim Noah
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