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Collison

Darren Collison / Sacramento Kings / 16 milhões por 3 anos
O Sacramento Kings não acha um armador confiável desde Mike Bibby, o que é o equivalente de basquetebolístico de não ter um goleiro confiável desde o Marcos. Então, com medo de gastar muita grana Isaiah Thomas, eles deixaram a renovação do anão de lado e deram uma grana considerável para Darren Collison. Tem time que merece o fracasso, não é?

Dizem que eles estão a uns 4 milhões de conseguir um acordo com Thomas, mas, mesmo que dê certo, eles terão dois armadores que trazem dúvidas se conseguem render como titulares na NBA. Adianta ter dois da mesma categoria? Collison nunca rendeu sem ser backup de Chris Paul, até deixou traumatizados alguns torcedores do Dallas Mavericks. Thomas consegue números, mas ainda não fez o elenco do Kings jogar melhor. Será que a escolha de Nik Staukas sobre Elfryd Payton irá assombrá-los no futuro?

Para Collison, não sei se é uma boa mudar de time mais uma vez na carreira, justamente logo depois de finalmente voltar a ser relevante na NBA. Mas talvez ele ainda se veja como um possível titular e certamente tem mais chance de conseguir isso no Kings do que contra Paul no Clippers.

 

Farmar

Jordan Farmar / Los Angeles Clippers / 4.2 milhões por 2 anos
O substituto de Collison no banco do Clippers será Jordan Farmar, que troca o time Rico/Ruim da cidade pelo Pobre/Limpinho. Depois de todas as declarações de amor de Farmar para o Lakers, é até estranha a mudança, mas as últimas semanas deram a entender que Mitch Kupchak, se for pra manter algum armador do ano passado no Lakers, irá apostar em Kendall Marshall. Não faz sentido ficar lá para ser reserva do reserva em um time destinado a se dar mal por mais um tempo.

Bom para Farmar, portanto, que tem a chance de ir para um time que briga pelo título. No ano passado o armador teve altos e baixos, mas muito disso foi por suas lesões e pelo elenco abominável do Lakers. Em um grupo mais estável ele deve jogar melhor no ataque e na defesa. Sem dúvida o fato de já ter sido campeão e ser experiente pesou na sua contratação, o Clippers aposta em um time rodado. Sua precisão nas bolas de longa distância irão definir o quanto ele jogará ao lado de Chris Paul também.

Para o Clippers, certamente teria sido melhor manter Collison. O entrosamento com Paul é impressionante e jogou bem defensivamente ao longo da temporada. Porém dá pra ver a diferença no valor do contrato de Collison e Farmar, né? O Clippers já paga bastante por Paul, Griffin, Jordan e tem boa parte de seus salários medianos indo para bons jogadores como Matt Barnes, Jamal Crawford e JJ Redick, estes mais difíceis de serem substituídos do que um armador, a posição mais abundante da liga. Uma opção era usar o mid-level exception, mas, como veremos abaixo, ela foi usada para conseguir um pivô.

 

Hawes

Spencer Hawes / Los Angeles Cippers / 23 milhões por 4 anos
Outro que chegou para ajudar Doc Rivers é o pivô Spencer Hawes, que logo depois que fechou o contrato mandou uma mensagem para Blake Griffin no Twitter dizendo que eles poderiam resolver quem usaria o número 32 no braço de ferro. Griffin respondeu com algum bom humor. Eu acho.

A contratação de Hawes, que não saiu barato, foi para encontrar coisas que eles tentam sem sucesso desde o ano passado. Lembra quando eles contrataram Byron Mullens e Antawn Jamison em busca de um jogador de garrafão que soubesse arremessar de 3 pontos? Ou quando trouxeram Glen Davis para ter um reserva para tanto Griffin quanto DeAndre Jordan? É isso que Hawes, sozinho, vai tentar fazer. Com bom passe, tamanho e arremesso de longa distância, ele deve ser o terceiro elemento da rotação de garrafão do Clippers.

A NBA mudou nos últimos anos e cada vez mais vemos pivôs iniciando o ataque na cabeça do garrafão. É assim com Joakim Noah, Boris Diaw, Marc Gasol, Pau Gasol e até com passadores menos precisos como David Lee. Não duvido que Doc Rivers use Hawes assim entre os reservas do time, até porque Farmar é um armador agressivo, mas não muito organizador.

 

Shaun

Shaun Livingston / Golden State Warriors / 16 milhões por 3 anos
Mais um time da Califórnia contratando e, desta vez, muito bem. Depois que Shaun Livingston entrou no time titular do Brooklyn Nets e transformou a equipe, imaginei que ele fosse receber um exagerado e gordo contrato nesta temporada, mas ele pegou leve com os 16 milhões divididos em 3 anos. Imagino que depois de tantos contratos curtos, quando todos tinham medo dos seus joelhos, ele só queria ter a segurança de um acordo mais longo.

Livingston se encaixa bem nos planos do Warriors por sua versatilidade. Sem sucesso no experimento de Steve Blake, o time ainda busca um bom reserva para Steph Curry. Mas como achar um cara que seja bom o bastante para o time não despencar de produção e ao mesmo tempo ter um cara que aceite poucos minutos, já que Curry pouco sai de quadra?

A solução é buscar alguém que possa jogar também ao lado do armador. Livingston é alto, defende bem muitas posições e mostrou bem no ano passado como conseguia armar o time ou só servir de apoio a Deron Williams. Apesar de não arremessar bem de longe (16% em bolas de 3 ano passado!!!! Blergh), sabe jogar de costas para a cesta e ser uma ameaça ofensiva mesmo quando não está organizando o jogo. Ainda iremos descobrir como será o esquema de jogo montado por Steve Kerr em Oakland, mas Livingston é versátil o bastante para se adaptar a qualquer modo escolhido.

 

CJ Miles

CJ Miles / Indiana Pacers / 18 milhões por 4 anos
Uma prova que o contrato de Livingston foi um presente? Seu contrato é só um pouco mais lucrativo (e um ano mais curto) que o do limitadíssimo CJ Miles, que foi contratado pelo Indiana Pacers para tentar resolver dois problemas do time: arremessos de longa distância e o sempre trágico banco de reservas.

O desafio para o Pacers é criar um sistema de jogo que envolva esses reservas, já que nos últimos anos qualquer um na tal  ‘second unity’ de Frank Vogel está fedendo. Caras como CJ Watson jogavam bem antes do Pacers e mal lá, Miles Plumlee e Gerald Green despontaram quando saíram, um desastre. Será que eles criam o ambiente necessário para Miles jogar? Porque sozinho ele não resolve nada. E vamos torcer para que ele não sobre como titular em um possível fracasso na renovação de Lance Stephenson, seria exigir demais do cara.

Para CJ Miles o desafio é encontrar mais maneiras de ficar em quadra. Os 39% de acerto nas bolas de 3 pontos impressionam, mas às vezes é preciso produzir em outras áreas para se manter mais tempo em quadra. É, em resumo, uma contratação boa e discreta de um time que neste momento está totalmente focado em reassinar com Lance Stephenson e, diz-se por aí, até a trocar Roy Hibbert.

Dica de diversão: Vá no Google Imagens e pesquise por CJ Miles

Lakers passa vexame, Derrick Rose herói

Que vergonha de ser torcedor do Lakers hoje. Perder para o Wizards já não é motivo de orgulho, mas depois de estar vencendo por mais de 20 no meio do terceiro quarto? Assim dói. E nem tem desculpa de contusão, arbitragem, fase da lua, nada. Simplesmente jogou um lixo de basquete depois de começar muito bem a partida. A derrota surpreende por ser para o Wizards e pela larga vantagem, mas o desenho do segundo tempo não é novidade. O time se mexe pouco, parece acomodado e sem energia, acaba cometendo muitos desperdícios de bola e tomando cestas fáceis. Kobe Bryant (31 pontos, 9/31 arremessos), frustrado, resolve então tentar tudo sozinho, não confia mais nos outros e nada mais dá certo. É um ciclo vicioso que estranhamente só acontece fora de Los Angeles. O Lakers tem 17 vitórias e só 2 derrotas em casa, marca só atrás do Oklahoma City Thunder em toda a NBA, mas fora de casa só tem 6 vitórias e 14 derrotas, número praticamente idêntico ao do New Orleans Hornets (5-14), o último colocado do Oeste. Na hora de comentar ou criticar o Lakers precisa avisar antes de qual dos times está falando, do ótimo que joga em casa e bate o Miami Heat ou do lixo fora de casa que perde pra Pistons e Wizards em sequência.

Pelo Wizards foi uma vitória que pode ter impacto maior do que o normal. Não só por ser uma grande virada sobre o Lakers, algo que certamente dá moral para um time, mas pelos responsáveis pelo resultado. Além das 4 decisivas bolas de 3 de Roger Mason Jr, foi o garrafão do Wizards que os colocou na liderança. E não estamos falando do preguiçoso e convencido Andray Blatche e nem do maluco do JaValle McGee, mas dos jovens reservas Trevor Booker e Kevin Seraphin. Booker conseguiu 18 pontos e 17 rebotes, ambos máximos na carreira, Seraphin teve 14 pontos e 9 rebotes. Os dois juntos tiveram 12 rebotes ofensivos, mais que todo o time do Lakers. Ultimamente o técnico Randy Wittman tem pegado bastante no pé de seus jogadores para que eles joguem direito, sem os velhos vícios individualistas e irresponsáveis que marcam a equipe. Foram dois representantes dessa nova filosofia, reservas dos jogadores mais criticados, que os levaram ao bom resultado.

Outro destaque do jogo foi Nick Young, cestinha do time com 19 pontos. Mas ele ainda é um dos que fazem mais merda do que coisa boa. Além de acertar só 1 das 9 bolas de 3 pontos que tentou, foi o responsável pela mais nova candidata a Jogada Bola Presa do Ano:

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Pelo menos uma coisa deixou os torcedores do Lakers felizes ontem. O Boston Celtics foi até a Philadelphia e tomou uma sarrafada de 103 a 71 do Sixers. Eles perderam o primeiro tempo por 55 a 33 e quando parecia que o jogo ia ficar morno, apanharam ainda mais no segundo tempo. O destaque do jogo foi Evan Turner, que superou os 15 jogos seguidos marcando menos de 10 pontos fazendo 26, o máximo de sua carreira. Ele é bem instável (outro dia fez só 2 pontos em 12 arremessos, lembram?) mas nos dias bons realmente parece que tem futuro. Vamos ver.

Não é todo time que consegue fazer sua dupla de garrafão marcar 59 pontos contra o Chicago Bulls, mas o Bucks conseguiu: 32 pontos para Ersan Gaga Ilyasova, 27 para Drew Gooden! Os dois jogaram muita bola, mas o Bulls tem Derrick Rose (30 pontos, 11 assistências) para compensar qualquer dia mais inspirado de um adversário. Com 10 pontos e 3 assistências no último período, ele salvou o jogo num momento em que o Bucks era melhor. Nos últimos dois minutos de jogo Beno Udrih virou herói e conseguiu importantes cestas e lance-livres, Ilyasova ajudou com um rebote ofensivo e mais pontos, mas Rose estava lá para fazer o arremesso de último segundo mais bonito da temporada e vencer a partida. 106-104 Bulls:

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=trnZE5FtPJE[/youtube]

Por sorte achei um vídeo com uma narração diferente, a da rádio da ESPN, porque os comentarista do Bucks ficaram com uma voz de cu e dizendo “Esse foi o primeiro arremesso que ele fez hoje?”. Tá bom que é transmissão local, mas dá pra colocar um pouco de emoção num arremesso espetacular como esse? E nem é a primeira vez que esses malas fazem isso. Mas sobre o chute: É tudo o que falamos no nosso post de ontem à noite sobre arremessos de último segundo. Aposta-se na individualidade e na jogada de isolação mesmo ela sendo de aproveitamento baixo. Rose estava bem marcado, fez um arremesso forçado, com a marcação na cara e ele precisou dar um step back de 4 metros para conseguir espaço para chutar. Não era a melhor bola, nem a mais inteligente, mas quando cai é algo tão lindo, mas tão lindo que a gente fica meio assim de criticar. É um “ainda bem que ele tentou essa asneira”! Curioso que Tom Thibodeau, técnico do Bulls, costuma desenhar jogadas específicas para o fim do jogo, ontem deixou Rose improvisar e deu sorte.

Tivemos outros jogos decididos nos segundos finais. Um deles foi Cavs e Nuggets, que teve Kyrie

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Irving costurando o Denver, fintando Nenê no ar para fazer uma linda bandeja a 4 segundos do fim. Ele não é explosivo como Rose, Westbrook ou Wall, mas suas infiltrações já estão quase no mesmo nível. Irving acabou o jogo com 18 pontos, 10 deles nos últimos 2:36 da partida! Um bom complemento para os 33 de Antawn Jamison no resto da partida. Outro jogo resolvido no final foi a partida-que-ninguém-assistiu da noite, Sacramento Kings e New Orleans Hornets. O Hornets abriu 3 de diferença com uma cesta de longa distância de Trevor Ariza, mas logo depois deixou Marcus Thornton fazer 2 pontos em um rebote ofensivo e na jogada mais importante do jogo, o passe de lateral de Ariza para Belinelli foi interceptado pelo novato Isaiah Thomas, que passou para John Salmons virar o jogo a 7 segundos do fim. Vitória do Kings por 99 a 98.

Tentem adivinhar quem venceu esse jogo: Los Angeles Clippers (4ºcolocado do Oeste) com Chris Paul (22 pontos, 10 assistências e 3 roubos) e Blake Griffin (28 pontos, 17 rebotes) ou o New Jersey Nets (antepenúltimo do Leste) com Deron Williams (20 pontos, 5 turnovers) e Brook Lopez de novo machucado. Acertou quem disse Nets. Vocês ficam se enganando pelos números e esquecem que não importa o que aconteça, Deron Williams vence o Chris Paul. Não é que ele é melhor ou que o time dele seja mais completo, não importa nada na situação! O Clippers teve melhor porcentagem nos arremessos de 2 e 3 pontos, além de pegar mais rebotes, mas como se isso fosse superar alguma coisa. Pior que preocupados em parar justamente o Deron Williams, Chris Paul e Randy Foye deixaram Jordan Farmar livre, que acertou a cesta de 3 pontos da vitória. Você sabe a força de uma maldição quando ela transforma o Farmar em herói.

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E no duelo de Blake Griffin e Kris Humprhies, quem ganha? Griffin com a enterrada ou Humprhies com o toco na ponte aérea?

No resto da rodada alguns jogos que ninguém liga. Ou alguém além do Danilo parou pra se preocupar com o Toronto Raptors vencendo o Houston Rockets? Aliás, porra, Houston, chegam a ser 5º no Oeste e depois começam a perder jogos imbecis para times fracos do Leste? O Rockets é capaz de tudo, meio que um Hawks do Oeste. Em Charlotte o Bobcats voltou a apanhar depois daquela vitória improvável sobre o Magic, dessa vez para o Jazz, que teve 31 pontos de Al Jefferson e soube, melhor que Howard, se livrar da defesa do novato Bismack Byiombo, que saiu do jogo com 2 pontos, 9 rebotes e 6 faltas. Em Oklahoma, mais um show de estatísticas do Thunder: Eles perdiam em casa para o Suns por 16 pontos no 3º período, mas viraram antes do fim do quarto e acabaram o jogo na frente por 115 a 104. Tudo graças a 30pontos de Kevin Durant, 31 de Russell Westbrook e 30 de James Harden. Também ajudaram os 18 pontos e 20 rebotes de Serge Ibaka. Se a NBA fosse uma liga de fantasy o Thunder já seria campeão antecipado.

E assim, meio que sem ninguém perceber, as tais derrotas seguidas do Rockets desde que eles alcançaram o 5º lugar, somado com umas derrotas do Utah Jazz e a vitória de ontem do Wolves sobre o Blazers, colocam o time de Kevin Love na 8ª colocação do Oeste. Sim, o tal time do futuro estaria hoje mesmo indo para a pós-temporada mesmo estando na conferência mais disputada da liga. Nada mal. Kevin Love teve 29 pontos e 18 rebotes, 20 de seus pontos foram no primeiro tempo, na segunda etapa ele passou a receber marcação dupla e deixou tudo mais fácil para Wesley Johnson, que acabou com 19 pontos. Outro time que surpreende na tabela do Oeste é o Grizzlies. Ontem eles bateram o Golden State Warriors em Oakland com 26 pontos e 12 rebotes de Rudy Gay e assim assumiram a 3ª colocação da conferência. Alguém apostaria nisso após a contusão do Zach Randolph? Eles tentam agora se aproximar do San Antonio Spurs, que ontem venceu com alguma tranquilidade o New York Knicks, que continua perdendo quando tem Carmelo Anthony. Isso não parece uma síndrome de Allen Iverson? Todo mundo sabe que o cara é um dos mais talentosos do planeta, mas os times com ele simplesmente não ganham. Aconteceu com Iverson mais para o fim de sua carreira e agora é a vez de Melo. E a recém má fase do Knicks nem pode ser culpa dp Jeremy Lin, que tem sido menos espetacular mas ainda está jogando bem. Ontem foram 20 pontos, 4 assistências e só um desperdício de bola. Ainda acho que até o fim da temporada eles se acertam, mas encaixar Melo no time tem sido um desafio épico.

Para fechar o dia, lembram que ontem o Danilo disse que o Hawks ainda não tinha perdido quando Josh Smith marcava mais de 20 pontos? Já era isso. Ontem ele fez 23, mas mesmo assim eles perderam para o Heat. Até que se viraram bem, mesmo fora de casa levaram o jogo apertado até o último minuto. Eles não tinham Joe Johnson, ainda machucado e Tracy McGrady, que havia sido o herói da vitória do Hawks sobre o Heat no começo da temporada. Ah, e em uma das últimas posses de bola Dwyane Wade passou a bola para Udonis Haslem! Amarelão, cagão, mocinha! Mas Haslem pegou a ponte aérea, enterrou e tá tudo certo, tudo perfeito.

 

Fotos da Rodada

Jogo no Hornets, quero me esconder!

 

Quem é o único técnico expulso com seu time vencendo por 20?

 

Não sei se me surpreende mais a altura que chega Nate Robinson ou a cara de nada da torcida

 

O máximo de expressão fácil já vindo de Derrick Rose

 

Bullying
Um terremeto abalou o jogo entre Nets e Clippers

 

Olha mãe, sou um avião! VRUMMMMMMM

 

Westbrook JoakinNoahando

Phoenix Suns + 1

>Jamais vamos conseguir acompanhar o ritmo alucinante de contratações dessa offseason relâmpago. Todos os dias são contratações grandes e pequenas, trocas, dispensas. Uma loucura. Estamos mantendo uma planilha com as principais contratações e aqui vamos tentando analisar a maior parte delas. Vamos postando o que der nos intervalos que temos durante o dia, dessa vez deu tempo de analisar as 3 principais contratações do Suns e uma do glorioso Wolves.

Sebastian Telfair
Phoenix Suns – 1.5 milhão por 1 ano

Todo ano vemos listas de jogadores que apareceram bem fisicamente na pré-temporada. “Melhor forma da sua carreira” é uma frase comum para essa época. Nesse ano em especial alguns jogadores citados foram Andrew Bynum, Zach Randolph (o Mike Conley disse que ele até enterrou nos treinos! Eu só acredito vendo ao vivo) e o Steve Nash. Mas não podemos nos enganar com isso, mesmo em forma o Nash não vai dar conta de correr tanto nessa temporada apertada que terá sequências de 5 jogos em 6 noites. O Suns precisava de um armador reserva e não poderia contar com Aaron Brooks, que foi se meter a jogar na China e agora está com contrato lá até o fim da temporada.

Sebastian Telfair foi uma boa escolha para ajudar o Nash nessa tarefa. O mercado de armadores não está muito bom porque a maioria dos bons jogadores da posição está sob contrato e o Suns não tem muitas peças para trocas. Mas o Telfair busca seu espaço na NBA de novo, não tem moral para ficar reclamando de alguns jogos com poucos minutos e o contrato é barato e curto. O primo de Stephon Marbury foi bem quando teve espaço no Wolves de 2007 a 2009, com média de praticamente 10 pontos e 6 assistências, quebra um galhão. Também acho que seu estilo de jogo com bastante improviso pode ser ajudado pela velocidade com que o Suns tenta jogar.



Shannon Brown
Phoenix Suns – 3.5 milhões por 1 ano

Falando em se beneficiar pelo jeito do Suns jogar, o Shannon Brown tem tudo para brilhar por lá. Seus melhores momentos no Lakers eram quando o time conseguia jogar com um pouco mais de velocidade e ele é um especialista em contra-ataques. O aproveitamento de 35% nas bolas de 3 pontos no ano passado não é fora de série, mas é igual ao número do Vince Carter, que saiu do time para abrir lugar a Brown. Mas sabe o que é estranho mesmo? O Shannon Brown é um baita defensor. Com ele, Mickael Pietrus, Jared Dudley, Grant Hill e Robin Lopez o Suns pode criar várias escalações de especialistas defensivos. Aos poucos, e talvez sem muita ambição e chances, o Suns tem formado o seu elenco mais equilibrado nos últimos anos.

Grant Hill
Phoenix Suns – 6.5 milhões por 1 ano

Não é à toa que todos os contratos do Suns são de apenas uma temporada. Só falta mais um ano de contrato para o Steve Nash e estão montando um time para jogar com ele nessa última tentativa, no ano que vem sabe-se lá o que vai acontecer. Talvez o canadense queira dar o fora e aí é bom não estar preso a muitos contratos longos.

Creio que o Grant Hill também pensou nisso e preferiu não ficar muito mais tempo preso à franquia. Mas ele até se mostrou bem leal ao companheiro de time a à franquia que apostou nele quando todos acreditavam que seu tornozelo era bom como o joelho do Brandon Roy. Foi no Suns que ele voltou a ser relevante na NBA, onde conseguiu disputar temporadas inteiras em alto nível e é bacana da parte dele não ir embora na possível última chance deles de irem para os playoffs. Dizem que Hill tinha proposta do San Antonio Spurs para ser titular por lá e buscar um título ao lado de Tim Duncan, convenhamos que não deve ser algo fácil de recusar.

JJ Barea
Minnesota Timberwolves – 19 milhões por 4 anos

O Barea foi decisivo para um time campeão, chegou a ser titular nas Finais da NBA. E no time que ganhou, que fique claro. É o tipo de coisa que mesmo depois que a gente vê na nossa frente, acha que foi pegadinha e nunca vai acontecer de novo. Creio que muita gente pensa assim, porque a busca por ele não foi tão intensa assim. Quem apareceu estava interessado em contratos curtos, apenas o Wolves ofereceu algo a longo prazo e Barea topou.

O estranho é que o General Manager do Wolves, o antológico David Kahn, sempre foi piada pela sua paixão por armadores. Lembra quando ele escolheu Ricky Rubio, Ty Lawson e Jonny Flynn no mesmo Draft? Pois é, agora que ele finalmente trocou o Flynn, tratou de contratar o Barea ao mesmo tempo que o Rubio voltou da Espanha e que eles tem Luke Ridnour em contrato por mais 3 anos. Para eles é necessário ter no mínimo 3 armadores com condição de ser titulares ao mesmo tempo senão o manager não dorme à noite.

Pelo menos dessa vez o novo técnico do time é o Rick Adelman, que sempre gostou de usar dois armadores ao mesmo tempo (Lowry e Brooks no Rockets, Bibby e Bobby Jackson no Kings, Danny Young e Terry Porter no Blazers), talvez até sobre minutos para todo mundo e o Barea ajude o Wolves a chegar a seu objetivo: ser o penúltimo no Oeste.

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Leandro e Leonardo

Depois de muito tempo, finalmente o Leste é capaz de nos dar água na boca. Alguns dos melhores times da NBA estão lá, muitas estrelas foram trocadas para equipes do Leste, três equipes da conferência possuem mais de 50 vitórias e é completamente plausível (pra não dizer provável) que uma delas leve o título da NBA esse ano. Os playoffs no Leste serão incríveis, como será que o Celtics se sairá sem Perkins, como o trio do Heat reagirá à pressão, será que o Derrick Rose segura a onda, ainda dá tempo do Magic se acostumar com a mudança do elenco? Mas não podemos esquecer que essa empolgação com o Leste esconde uma verdade terrível: a conferência ainda fede.

Knicks e Indiana, atualmente donos das últimas duas vagas para os playoffs, possuem mais derrotas do que vitórias. O Sixers provavelmente manterá a sexta vaga apenas igualando o número de vitórias e derrotas. O Bobcats, que é um time que simplesmente desistiu da vida e quer se reconstruir (assumidamente nos moldes do Thunder), periga conseguir uma vaga nos playoffs mesmo tendo 10 derrotas a mais do que vitórias, chegou ao ponto deles pensarem em colocar o Stephen Jackson de molho no banco pro resto da temporada porque senão vão se classificar sem querer e ficar em pior situação ainda no draft. Isso significa que a elite do Leste (Bulls, Heat e Celtics) enfrentará um trio de cachorros semi-mortos em lavadas relativamente fáceis. Eu sei que ontem mesmo o Pacers ganhou do Celtics, e que o Sixers venceu o Bulls, e que eu não me arrisco a tentar entender o Sixers porque o time não faz sentido, mas eu duvido que numa série de playoff essas zebras se mantenham. Acho que o único confronto minimamente interessante deverá ser entre Hawks e Magic. Mas mesmo o Hawks, com 10 vitórias a mais do que derrotas,  é um time implodindo diante dos nossos olhos e vai tomar uma surra. Vão dizer: “ah, o Hawks é bom, o elenco é sólido, não venceram mais de 40 jogos a troco de nada”. Pois é, foi o que todo mundo me respondeu quando eu avisei que o único jeito do Hawks vencer o Magic nos playoffs passados era o Dwight Howard comer veneno de rato ou tomar banho de banheira ao lado de uma torradeira elétrica. Como esperado, foi uma das maiores surras da história e vamos ter algo mais ou menos parecido outra vez. Então o Leste é legal, pode aparecer uma zebra ou outra por aí, mas a elite está muito acima dos reles mortais que se classificam com mais derrotas do que vitórias. A conferência ficou mais forte, é verdade, mas foi para alguns poucos. No fundo, acabou ficando ainda mais desequilibrada.
Enquanto isso, na conferência Oeste (que é tãaaaaao ano passado, querida!), três equipes podem terminar a temporada com mais vitórias do que derrotas e mesmo assim estarão fora dos playoffs. As três últimas vagas (atualmente de Blazers, Hornets e Grizzlies) serão disputadas por 6 times (com Rockets, Suns e Jazz com chances de classificação). É um absurdo! E prova de que equipes desacreditadas, em reconstrução, mais perdidas do que cego em tiroteio, conseguiram campanhas fenomenais – e históricas, até – enquanto ninguém estava olhando. Com mais ou menos uns 10 jogos sobrando para cada equipe até o fim da temporada, apenas dois jogos separam o sexto colocado Blazers do oitavo colocado Grizzlies, e mais dois jogos separam o Grizzlies do Houston, também separado por dois jogos do Suns. Ou seja, vamos dar uma olhada nas chances de classificação do Houston e do Suns e aproveitar para ver como suas campanhas deram milagrosamente certo num momento em que os dois times já pensavam em desistir e começar de novo.
Houston Rockets
O Houston começou a temporada acreditando que iria contar com Yao Ming, apostando na armação do Aaron Brooks e seu recém-ganho prêmio de Jogador que Mais Evoluiu, e com Shane Battier defendendo o perímetro. Terminou com um pivô de 1,98m chamado Chuck Hayes fazendo triple-double, a armação entregue ao eterno reserva Kyle Lowry (também fazendo triple-double), e a defesa de perímetro nas mãos do segundo-anista e ex-jogador de vôlei Chase Budinger, ou seja, foda-se a defesa de perímetro. O que diabos aconteceu? É tipo ir dormir com a Mari BBB e acordar com a Mari Alexandre: tá tudo bem, ninguém vai reclamar de nada, mas não era exatamente o que estava nos planos.
O começo capenga e a milionésima lesão do Yao Ming levaram a equipe a uma renovação de elenco, apostando em jogadores jovens e bastante flexibilidade salarial. Novamente, o que acaba brilhando é o esquema tático do Rick Adelman com seus passes constantes, armadores que não seguram a bola e cortam constantemente para a cesta, passes para jogadores desmarcados na linha de fundo e ninguém parado assistindo o jogo acontecer. O técnico já colocou em prática esse esquema com uma equipe sem nenhuma estrela antes, já teve muito mais sucesso do que se esperava, mas não conseguiu levar o time aos playoffs sem uma estrela para segurar as pontas. O elenco de agora não deveria ser uma nova tentativa de bater a cabeça contra a parede, já que todo mundo sabe que o Kevin Martin não vai carregar o time nas costas, era pra ser uma reconstrução sem pretensões imediatas, mas é que alguns jogadores acabaram se saindo bem demais no esquema e o que deveria ser uma renovação acabou se tornando uma equipe com chances de pós-temporada. A defesa do Houston, que desmontou completamente sem Yao Ming (e que tem um pivô anão debaixo do aro!), recebeu o apoio de Kyle Lowry e de Courtney Lee pra ficar menos vergonhosa. O Kyle Lowry aprendeu a arremessar de três pontos, qualidade essencial para os armadores do Adelman, e dominou por completo o esquema tático sem forçar as bolas idiotas que o Aaron Brooks forçava todo jogo. O Chuck Hayes, que é um pivô pintor de rodapés, está dominando as jogadas – que o Adelman tanto adora – em que a bola fica nas mãos dos pivôs na cabeça do garrafão. Então a defesa melhorou, Lowry e Hayes garantem que as jogadas fluam como o técnico deseja, as bolas de três estão caindo e é uma coisa linda de ver esse time funcionando ofensivamente. Até que os reservas entrem em quadra e só façam merda, e que a defesa se mostre uma peneira completa e não dê pra se manter no jogo, claro. As poucas jogadas individuais do Houston aparecem com o Kevin Martin (que às vezes força um bocado e enlouquece todo mundo, mas em geral é comportado) e com o Luis Scola, que sempre dá um jeito de pontuar no garrafão – e sempre dá um jeito de que pontuem em cima dele também Mas o banco de reservas, ao contrário, é cheio de jogadas individuais, não consegue segurar o ritmo ofensivo e manter o esquema sonhado pelo técnico. Normal, o banco só tem fraldinha. O ideal seria dar minutos para a pirralhada, ver quem vai continuar na equipe, encerrar o contrato do Yao temporada que vem e reforçar a equipe. Mas as chances de playoff ferraram tudo. O Hasheem Thabeet, que precisa de minutos urgentemente para não morrer de tédio, sequer entra em quadra pra não comprometer as chances de pós-temporada. Ou seja, o time ficou melhor do que deveria e com isso o Thabeet continua servindo só pra pegar lata no alto do armário.
Ninguém apostava nesse Houston sem Yao, sem T-Mac, com um pivô anão e uma estrelinha como o Kevin Martin, e é por isso que ninguém percebe quão genial é o Rick Adelman. A defesa desmontou, quebrou de vez, três anéis vermelhos da morte pra ela, mas o ataque é tão fantástico que colocou esse time desistente na luta por uma vaga e vai vencer mais de 40 jogos na temporada. Quão absurdo é isso? Vale dar o prêmio de técnico do ano para uma equipe que não venceu mais de 50 jogos? Por isso é que vale assistir aos jogos finais do Houston não para ver quão bom é o Kyle Lowry ou o Chuck Hayes, porque diabos, eles simplesmente não são. Vale é para ver a mão do Adelman tornando tudo simples, bonito e orgânico – e um ou outro reserva batendo cabeça, caindo de bunda e a defesa tomando trilhões de pontos. 
O Houston tem ainda 9 partidas: enfrenta Nets fora, Sixers fora, tem uma sequência em casa em que pega Spurs, Hawks, Kings, Hornets, Clippers e Mavs, e fecha a temporada com Wolves fora.

Phoenix Suns
O Suns já era uma equipe reconstruída quando venceu o Spurs nos playoffs com Nash, Jason Richardson e Amar’e Stoudemire. Mas perder o Amar’e foi duro demais para as chances de playoff da equipe, então resolveram jogar tudo fora e finalmente começar de novo. Quer dizer, mais ou menos. Porque tem alguma coisa lá na água de Phoenix que cura qualquer lesão e renova o sangue de qualquer ancião. É lá que o Shaq se recuperou da lesão que o tirou do Heat, que o Jason Richardson se manteve saudável, que o Grant Hill ficou sólido como rocha depois de uma carreira inteira destruída por lesões constantes. Então enquanto o Suns ia pela privada para começar de novo, o Nash estava lá outra vez com suas 11 assistências e 15 pontos por jogo, acertando quase 50% dos seus arremessos, e o Grant Hill estava lá provando que é um dos melhores – se não for o melhor da atualidade – defensores de perímetro da NBA. Nessa altura, os dois deveriam estar cansados fazendo cruzadinha na lareira de casa e tomando Ovomaltine, e não tornando o Suns um time competitivo. No dia final para trocas nessa temporada, o cu piscou e aí os engravatados de Phoenix não conseguiram trocar nenhum dos dois. Trouxeram mais molecada, conseguiram o Vince Carter para liberar 17 milhões de espaço salarial na temporada que vem, mas não conseguiram se desfazer dos dois vovôs que insistem em jogar muito.
Marcin Gortat e Channing Frye estão jogando bem, o Frye também se renovou no Suns e ganhou uns jogos sozinho com suas bolas de três, mas nenhum deles renderia o que está rendendo sem o Nash por lá. Então o time manteve os moleques junto com o armador canadense para que rendam alguma coisa, faz sentido. Mas e aí? Vão manter o Nash por lá pra sempre, mesmo que não tenham chances de título? Ele vai ficar refém de um projeto de reconstrução que nunca acontece simplesmente porque o Nash é bom demais? O contrato do Grant Hill termina nessa temporada, então o Suns tem que decidir isso também: renova com o Grant Hill e seus quase 40 anos? Porque renovar é aceitar que dá pra vencer agora, já, e que os dois veteranos vão receber ajuda. Mas precisa ser ajuda à altura, nos moldes do Amar’e, não dá pra trazer o Aaron Brooks e achar que vai mudar alguma coisa.
O Suns deveria estar se lascando, tropeçando e conseguindo uma baita escolha legal de draft pra reformar a equipe, mas não conseguiu feder porque o Nash e o Grant Hill são simplesmente bons demais. Conseguir uma oitava vaga seria o maior prêmio do planeta para eles, vovôs que não deveriam mais ter que aguentar essa pirralhada tirando meleca do nariz e o Vince Carter dando migué em quadra como se fosse criança mimada. O Carter vai para o banco pelo resto da temporada, de castigo, com Jared Dudley de titular e com a oitava vaga ainda na mira. É difícil, impensável, deveriam ter desistido muito antes, mas é possível e seria muito legal se acontecesse. 
O Suns ainda tem 10 partidas: enfrenta o Kings fora, o Thunder e o Clippers em casa, e aí passeia pelo país: pega Spurs, Bulls, Wolves, Hornets e Mavs fora de casa. Depois ainda enfrenta de novo Wolves e Spurs, mas em casa.
O engraçado é que o Suns e o Rockets enfrentam vários adversários iguais: Kings, Hornets, Mavs, Wolves, Spurs e Clippers, com o Suns enfrentando Spurs e Wolves duas vezes cada. Os adversários diferentes são Nets, Sixers e Hawks para o Rockets (um saco de pancada e dois classificados no Leste) e Thunder e Bulls para o Suns (duas equipes de elite).
Para comparar, o Grizzlies enfrenta Warriors, Hornets fora, Wolves, Clippers, Kings, Hornets, Blazers fora e Clippers fora. Ou seja, assim como o Rockets e o Suns, o Grizzlies também vai enfrentar Hornets, Kings, Wolves e Clippers. Tirando o Hornets, que também luta por posição, são apenas equipes fracassadas e quem  não conseguir vencê-las vai ficar muito atrás na briga pelas vagas. Novamente, são os times pequenos decidindo o futuro de seus irmãos maiores.
Rockets e Suns saíram melhor do que a encomenda, venceram meio sem querer, no meio de um projeto de reconstrução que não esperava exatamente ir parar nos playoffs. É capaz que as duas equipes nem consigam a oitava vaga, é verdade, mas Rick Adelman, Steve Nash e Grant Hill mereciam esse presente – muito mais do que o Grizzlies sem Rudy Gay, que poderá tentar novamente mais tarde, ou até o Blazers assolado por lesões e seu projeto de reconstrução pela metade. Essa reta final da temporada costuma ser a parte mais chata, a gente nem fica com grande peso na consciência quando temos que deixar o blog de lado um pouquinho para cuidar das nossas coisas, mas vale a pena acompanhar como essas equipes continuam tendo chances quando ninguém mais acreditava. E se forem para os playoffs, aí sim todo mundo verá o absurdo de suas campanhas – e dessa vez com muita cobertura do Bola Presa, que aquece os motores pra te matar de tanta leitura assim que a temporada regular terminar.

Retrô

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Quentin Richardson mostra onde foi parar
sua carreira depois que saiu do Suns

Desde que o Suns trocou Shawn Marion por Shaquille O’Neal, criou-se um vortex espaço-temporal que engoliu a carreira de todos os envolvidos. Marion descobriu que não rende tão bem longe do Nash (ou, pra não sermos tão pentelhos, em times que não joguem na correria) e acabou de ir parar no seu terceiro time desde então, Shaq prometeu um título no Suns que não chegou nem perto de ser possível e agora já foi despachado pro Cavs, o Heat fede um bocado e tem sérias chances de não conseguir manter Dwyane Wade temporada que vem, e o Suns parece ter mergulhado de cabeça num processo de reconstrução.

Ao menos, essa era a impressão que tínhamos ao olhar para a equipe de Phoenix. Shaq trocado, Ben Wallace aposentado, dinheiro sendo economizado, boatos do Amar’e indo pro Warriors, declarações de amor para o armador Goran Dragic como futuro da equipe, e apostas em Leandrinho e Robin Lopez, que são fedelhos com potencial. Esse ano o Suns não vendeu suas escolhas de draft como sempre faz, ficou com dois novatos, e assinou o Channing Frye, pirralho que já foi intocável no Knicks mas que foi saindo de moda por não ter uma posição definida em quadra. É um elenco novo, jovem, cheirando a talco, em um time com coragem de não ficar para sempre no mais-ou-menos e disposto a começar do zero e feder por uns tempos.

Mas aí surge a notícia de que o Steve Nash assinou uma extensão contratual de dois anos por mais de 10 milhões por ano. O Nash já ganha 13 milhões de doletas, mas seu contrato acabaria na próxima temporada, permitindo ao Suns brincar de contratar uma das grandes estrelas que estarão disponíveis na maior leva de Free Agents do último milênio. Mas não, optaram por manter o canadense enfiando dinheiro em suas orelhas. Que diabos de processo de reconstrução é esse que mantém os mesmos jogadores com salários similares? Algum engravatado em Phoenix pipocou, amarelou, deu pra trás e todas essas gírias que eram tão comumente usadas com o time do São Paulo. Não teve coragem de desmanchar o time e tentar um troço novo, achou melhor renovar com o Nash mesmo por uma grana preta e sabendo que o armador não está mais no seu auge e nem nas mãos do técnico que fez sua carreira, Mike D’Antoni. O time também renovou com Grant Hill, que já está com 37 anos de idade, provavelmente pra poder ficar conversando sobre a série “Armação Ilimitada” com o Nash, que vai fazer 36. Vai ser a primeira vez que um time em reconstrução vai ter uma noite de bingo e um clube de tricô.

Talvez manter o mesmo núcleo por mais uns anos seja uma tentativa de amenizar o processo de renovação do time, treinando a pirralhada por baixo dos panos sem que ninguém perceba enquanto os veteranos tentam segurar as pontas e garantir uma oitava vaga nos playoffs. Se for o caso, seria uma decisão um tanto medrosa mas compreensível. No entanto, não acho que seja isso A renovação do contrato de Nash vem acompanhada por discursos sobre como o Suns vai voltar a jogar na correria, com relatos alegando que o armador canadense só topou continuar no Suns quando garantiram que a equipe jogaria em velocidade. O Nash é esperto e sabe o que lhe convém, num time lento sua carreira estaria acabada, ele precisa garantir que suas melhores qualidades estejam sendo utilizadas na melhor situação possível para que possa ser relevante na liga. Mas para o Suns, parece apenas a decisão de um saudosista, um arrependimento tolo por ter desfeito aquele time veloz com a troca do Shaq. Oras, aquele time era rápido, divertido, interessante e cheiroso, mas não ia ganhar nem campeonato de gamão. Se arrepender de ter destruído aquele time deve ser medo de morrer e ser julgado pelo Deus do Basquete Bonito, porque fora isso aquele time tinha mais é que tentar coisas novas e recomeçar mesmo. Não tem nada pior do que saudosismo fora de hora, como podemos perceber facilmente com essa moda horrível de retrô anos 80. Pior que isso, só quando estiver na moda o retrô anos 90 (e o Spurs de Duncan aposentado tendo nostalgia de montar uma retranca). Se aquele Suns não funcionou, não adianta insistir na mesma fórmula mas agora com peças estranhas de reposição. Ao invés de chances reais, o que esse Suns está conseguindo é atrasar o processo de reconstrução que dava bons sinais com o sangue novo que chegou ao elenco.

Aliás, outro membro daquele Suns de ouro também está sendo assunto hoje, no que parece mesmo uma moda retrô. Quentin Richardson, conhecido como “o homem que atira primeiro e pergunta depois”, acaba de ser trocado pela terceira vez desde que a temporada terminou. Passeando pelo Grizzlies, Clippers e agora o Wolves, o Quentin Richardson está fazendo uma turnê nacional pelos piores times da liga. Boatos indicam que em breve ele deverá ser trocado para o Kings, só pra conhecer todo tipo de fedor.

O que acontece é que, por jogar ao lado de Steve Nash no papel bem específico de arremessador de três pontos, Quentin Richardson pareceu um jogador de verdade e conseguiu um contrato gigantesco oferecido por um babaca que não percebeu a lorota (no caso, quem assinou o cheque foi o Isiah Thomas, profissional gabaritado da arte de pagar contratos gigantes para jogadores que só parecem bons de longe, no escuro, e na neblina). Engraçado é que o Joe Johnson, que tinha a mesma função do Quentin e também conseguiu um contrato monstro com ajuda do Nash, acabou dando realmente muito certo – provavelmente só porque não foi o Isiah quem o contratou.

Agora, depois do conto do vigário, o contrato de quase 10 milhões do Quentin Richardson vai se encerrar e todos os times querem a chance de liberar teto salarial para brincar de tentar contratar LeBron, Wade, Bosh, Nowitzki ou Boozer em 2010. Passando de mão em mão, ele já foi trocado pelo Darko, depois pelo Randolph, e agora foi para o Wolves em troca de Sebastian Telfair, Craig Smith e Mark Madsen. Para o Wolves, isso simplesmente significa que eles realmente acreditam que vão manter seus dois armadores escolhidos no draft, Jonny Flynn e Ricky Rubio, apesar de toda a polêmica de que o Rubio deve permanecer na Europa. Se livrando do Telfair, que fez um trabalho decente em toda sua estadia com a equipe, o Wolves fica sem armador reserva a não ser que os dois novatos realmente topem jogar juntos. Espero sinceramente que alguém no Wolves saiba o que está fazendo (pouco provável, convenhamos) e que isso signifique que o Rubio vai mesmo pra NBA, depois de tantos dirigentes irem até a Espanha para tentar convencê-lo e negociar exaustivamente a recisão contratual. Tanto trabalho assim, crianças, só pra pedir a mão da Alinne Moraes, e olhe lá, que nem ela pode ficar regulando mixaria.

Para o Clippers, a troca volta a deixar o garrafão forte e povoado demais. Como pivôs, Chris Kaman, Marcus Camby e DeAndre Jordan, que arrasou na Summer League que terminou agora. Na ala de força, o novato e primeira escolha do draft Blake Griffin, que também chutou traseiros na Summer League, e agora Craig Smith, que sempre foi o clone que o Wolves tinha do Jason Maxiell, algo de que todo time precisa. Telfair chega para fazer dupla com o ex-novato Mike Taylor na armação reserva, mas como o titular é o Baron Davis – que se machuca até tirando meleca do nariz e ainda por cima está no Clippers, que é amaldiçoado por natureza – o time precisa ter dois reservas sempre dispostos a jogar muitos minutos. Esse circo que o Clippers está montando desde a temporada passada, esse Frankenstein basquetebolístico com partes aleatórias que não se encaixam, parece cada vez mais atraente. Não dá pra botar fé, até porque “fé” e “Clippers” não podem estar juntos na mesma frase, mas com a saída do Randolph o time parece mais sexy, charmoso, e agora tem até um banco de reservas. Vale ficar de olho: pode não ser o melhor elenco do mundo, mas pelo menos eles não estão se enganando e tentando voltar no tempo, como um certo time de Phoenix por aí. É como diz o filósofo, tem horas em que é preciso saber feder para poder sair da merda. Se o Pistons parece não curtir muito a ideia, o Suns parece aceitar ainda menos. Ao menos talvez eles façam uns 140 pontos por jogo e nos entretenham um pouco quando a NBA estiver chata, o Baron Davis e o Camby tiverem se contundido, e o Clippers estiver tendo que usar torcedores sorteados pra tapar buraco no time titular.

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