Prêmios Alternativos do Bola Presa – 12/13

Estamos de volta com mais uma tradição do Bola Presa, uma das poucas que sobrevive desde nosso primeiro ano. Surgiu como uma resposta aos prêmios babacas dados na NBA e dura até hoje porque as pessoas insistem em se importar com isso. Jogador que mais evoluiu? Mais valioso? Melhor defensor? Tanto faz. Conceitos vagos que só servem para blogs mais ou menos discutirem isso com leitores mais ou menos.

Aqui no Bola Presa não acreditamos que isso tudo tenha muito valor. E já que não é pra ter valor, por que não chutar o pau da barraca? Pelo menos nosso prêmios são mais divertidos. Abaixo os links para os vencedores dos anos anteriores. Divirtam-se!

Prêmios Alternativos 07/08

Prêmios Alternativos 08/09

Prêmios Alternativos 09/10 

Prêmios Alternativos 10/11

Prêmios Alternativos 11/12

 

1. Jogada Bola Presa do Ano

A área nobre do prêmio Bola Presa, o troféu que todo mundo que ganhar. É o “Melhor Filme” do Oscar da mediocridade esportiva. Nesta temporada nada de Zach Randolph, um campeão dos primeiros anos, e nem um esperado bi-campeonato de JaVale McGee. Ao invés disso o prêmio vai para… ninguém. A jogada feita por pessoa alguma é a maior vergonha do ano. Confira no vídeo o dia em que Tom Thibodeau morreu um pouco mais por dentro.

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=wFTzyWyOgoY[/youtube]

Fiquei bem perto também de dar o prêmio a um dos melhores jogadores do ano fazendo uma das maiores cagadas de sua carreira. Tony Parker, o rei das infiltrações, faz o que Shaquille O’Neal chamou de o “o melhor double dribble de todos os tempos”. E pior, ele reclama com o juiz depois! Está na marca de 1:00 do vídeo abaixo.

[youtube width=”600″ height=”335″]http://youtu.be/82NdaLamj5Y?t=59s[/youtube]

Além dessas a temporada teve uma falta feita com os bagos do Thomas Robinson, o pior arremesso da carreira de Kendrick Perkins (que também poderia ter entrado com esse passe), o lance-livre mezzo Shaq mezzo Biendris de DeAndre Jordan e também a grande cuzisse do ano, o Caron Butler fingindo um cumprimento num jogo já decidido só para roubar a bola de um novato. Não vamos deixar a bandeja de gás hélio do Wes Matthews de fora também, vai.

E só pra não dizer que não citamos JaVale McGee

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=7TOAZ6anmIA[/youtube]

 

2. Troféu Kareen Rush de melhor atuação de um jogador ruim

Todo ano uma homenagem ao jogo 6 da Final do Oeste de 2004: Lakers e Wolves numa série apertada e emocionante, 3 a 2 para o Lakers e aí Kareen Rush resolve que é dia de acertar uma gazilhão de bola de 3 pontos (6, na verdade, a maioria no fim do jogo) e tirar de Kevin Garnett a chance de disputar um jogo 7 em casa.

A NBA sempre coloca em seu Twitter, durante as rodadas, um aviso chamado #TripleDoubleWatch, que é para avisar que alguém está se aproximando de um triplo-duplo na rodada. Isso aconteceu dezenas e dezenas de vezes ao longo do ano. Mas somente uma vez a NBA pôde postar um #QuadrupleDoubleWatch. Sim, alguém estava se aproximando de um raríssimo e dificílimo Quadruplo Duplo, algo só feito 4 vezes na história da liga por grandes como Nate Thurmond, David Robinson, Hakeem Olajuwon e Alvin Robertson. E sabem quem chegou perto? Não foi LeBron James, nem Kobe Bryant, nem Kevin Durant. O autor da façanha foi Spencer Hawes! Não à toa foi o cara que deixou o MVP Nikola Vucevic no banco do Sixers no ano passado.

Em partida contra o Indiana Pacers, Hawes conseguiu 18 pontos, 16 rebotes, 8 assistências e 7 tocos! Uau. E vocês podem cornetar que ele não chegou mesmo ao quadruple-double, mas sabem quantos jogadores conseguiram números iguais a esses nos últimos 30 anos? 3. Hakeem Olajuwon (2 vezes), Charles Barkley e agora este belíssimo pivô branquelo.

Spencer Hawes

 

3. Troféu Lonny Baxter de jogador que só joga nas Summer Leagues

Esse divertido prêmio é para atletas que só ameaçam virar grandes jogadores e aí nem entram em quadra na temporada. Muitos jogadores aparecem nas ligas de verão e ganham lugar na NBA, como Jeremy Lin. Outros brilham lá e… nada. É o caso de Jeremy Lamb, ala do Oklahoma City Thunder. 

Ainda jogando pelo Houston Rockets, Lamb acabou a Summer League de Las Vegas, a mais importante da NBA, com média de 20 pontos por jogo, atrás apenas de jogadores que se consagraram na temporada como Klay Thompson, Jimmy Butler e Damian Lillard. Mas na hora de jogar pra valer, nada de Lamb em quadra. Só entrou em 23 jogos e só jogou mais de 12 minutos no último da temporada, quando não valia nada e Kevin Durant estava descansando.

Jeremy Lamb

 

4. Troféu Isiah Thomas de troca do ano

Pelo segundo ano seguido o prêmio vai para uma troca envolvendo o Los Angeles Lakers em que muita gente não se deu bem. Na temporada anterior demos o prêmio para o Lakers falhando em conseguir Chris Paul e, logo em seguida, perdendo Lamar Odom por absolutamente nada. Mas meses depois a trade exception acabou virando Steve Nash, então a troca foi superada, certo? Mais ou menos, mas vamos deixar isso pra lá.

Nesse ano o Lakers, apesar de estar envolvido e de não ter conseguido seu time dos sonhos, não é o alvo do prêmio. O grande vencedor é o Philadelphia 76ers, que participou da mega-troca de Dwight Howard enviando Andre Iguodala para o Denver Nuggets e recebendo em troca Andrew Bynum. Com problemas no joelho, Bynum não jogou uma partidinha sequer pelo Sixers durante todo o ano. Ao mesmo tempo Iguodala liderou o melhor Denver Nuggets dos últimos tempos e até Nikola Vucevic, raspa de tacho da troca, foi para o Orlando Magic se tornar um dos grandes reboteiros da temporada. Ah, e Andrew Bynum agora é Free Agent e pode ir embora se quiser.

Bynum

 

5. Troféu Grant Hill de jogador bichado do ano

O Grant Hill até se machucou nessa temporada de novo, mas se comparado com o seu passado no Orlando Magic ele é o cara mais saudável do mundo, e é pensando no tempo do Orlando que batizamos o prêmio assim. Esse ano o vencedor poderia ser Anderson Varejão, que de novo não consegue jogar uma temporada inteira, ou também Derrick Rose, que no fim das contas não voltou para jogar nem nos Playoffs. Dar mais essa vitória para o Andrew Bynum não seria nenhum absurdo também. Mas o prêmio vai para o conjunto da obra, para um time, o Minnesota Timberwolves.

Candidato a vaga nos Playoffs e um dos times mais divertidos da liga, o Wolves simplesmente não conseguiu render porque teve lesões sérias de todo mundo. Sério, todo mundo. Segue a lista dos bichados e, entre parênteses, o número de jogos que cada um disputou de 82 possíveis:

Chase Budinger (22), Kevin Love (18), Josh Howard (11), Ricky Rubio (56), Andrei Kirilenko (63), JJ Barea (72),  Nikola Pekovic (62), Malcolm Lee (16) e Brandon Roy (5). 

Wolves

 

6. Troféu Darius Miles de atuação surpresa na última semana

Darius Miles marcou 47 pontos na última rodada da temporada regular em seu ano de contrato. Bastou para enganar o Blazers e garantir mais uns milhões na conta de um dos jogadores mais decepcionantes da última década. Como homenagem, um prêmio para a atuação mais inesperada da última semana da temporada regular.

Nessa temporada o prêmio vai para Chris Copeland, autor de 33 pontos em 14 de 29 arremessos na vitória do seu New York Knicks sobre o Atlanta Hawks na última rodada da temporada regular. Se Copeland tiver 33 pontos e 29 arremessos durante todos os jogos dos Playoffs já será uma surpresa. Mas o NY Knicks resolveu descansar todo mundo e até o lixo do Earl Barron fez double-double com 11 pontos, 18 rebotes e deu entrevista no intervalo. Vale notar que pelo lado do Hawks, Mike Scott (?!?!?!) fez 23 pontos e pegou 14 rebotes. Viva a última semana alternativa da temporada regular.

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=16nOB6Plh5k[/youtube]

 

7. Troféu Shawn Bradley de enterrada na cabeça.

Shawn Bradley, o Yao Ming sem talento. Branquelo gigante de 2,25m ficou famoso pela cara de bobo, pela participação no Space Jam e por ser protagonista do Top 10 mais embaraçoso da história do YouTube. Em homenagem a esses gloriosos jogadores que se humilham para o nosso prazer, o prêmio Shawn Bradley de melhor cravada na cabeça!

Nem tenho comentários a fazer sobre a enterrada. É só assistir. Tem alguma chance de DeAndre Jordan não vencer?

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=-YyUXd3Lb0I[/youtube]

Com todo o respeito ao falecido Brandon Knight, essa foi insuperável. Mas também tivemos outros bons concorrentes como Gerald Henderson sobre Dwight Howard, Jeff Green sobre Chris Bosh, Harrison Barnes em cima de Nikola Pekovic, Kobe (com 34 malditos anos!) sobre Gerald Wallace e Kris HumphriesLeBron James brandonkightiando Jason Terry.

 

8. Troféu Michael Schumacher de volta frustrada

Todo ano tem alguém tentando voltar a ser relevante e falhando miseravelmente nisso. Nesta temporada, infelizmente e com dor no coração, temos que dar o troféu a um de nossos musos, Rasheed Wallace. De repente, meio sem avisar, ele voltou de sua aposentadoria, mas foi só para fazer 21 jogos e afundar com lesões e mais lesões e nesta quarta-feira anunciou sua re-aposentadoria. Ele até jogou razoavelmente bem quando esteve em quadra, mas claramente não estava pronto.

Rasheed Wallace NYK

 

9. Troféu Zach Randolph de melhor jogador em time que só perde

O nosso glorioso gordinho passou boa parte da sua carreira fazendo 20 pontos e pegando 10 rebotes em times que mal passavam das 30 vitórias por temporada. Hoje ele brilha em um time que tem tudo pra ir longe nos playoffs, não concorre mais, apenas dá nome ao prêmio.

Candidatos para esse prêmio não faltam. DeMarcus Cousins poderia muito bem levar o bi-campeonato, LaMarcus Aldridge poderia vencer se a gente forçar a barra dizendo que o Blazers é muito ruim. Jrue Holiday e John Wall poderiam receber uns votos. Mas nesse ano o prêmio vai para o espetacular Kyrie Irving, já um dos melhores armadores da NBA mesmo estando apenas em sua segunda temporada na liga. Alguém tem o controle de bola no nível desse pivete? E alguém finaliza melhor com a mão esquerda? O garoto é especial. Só falta, bem, vencer uns jogos…

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=PpefVpSkFkA[/youtube]

 

10. Troféu Gary Payton de jogador que mais involuiu

Gary Payton foi de ser um dos melhores armadores do mundo para esquentar banco do Derek Fisher em questão de meses, é sempre exemplo de jogadores que, de repente, param de jogar o que sabem. Nesse ano tivemos vários candidatos a esse prêmio: Brandon Bass, OJ Mayo (que até começou bem a temporada, mas depois…), Andrea Bargnani, Gustavo Ayon e DJ Augustin.

Mas nenhum me chamou mais a atenção que Kris Humprhies. Na última temporada ele foi ótimo, dentro de suas limitações, com médias de 14 pontos e 11 rebotes em 35 minutos de quadra. Nesse ano passou a 5.7 pontos e 5.6 rebotes em apenas 18 minutos de jogo. No ataque deixou de ser utilizado com a volta de Brook Lopez, na defesa nunca foi grande coisa e acabou substituído pelo mais raçudo e dedicado Reggie Evans. Até Mirza Teletovic e Andray Blatche pularam na frente dele na rotação! Com o seu contrato novo de 24 milhões por 2 anos, se tornou o pior custo benefício da NBA.

Ano passado o troféu foi para Lamar Odom, o que dá um péssimo retrospecto para atletas que já fizeram parte da família Kardashian.

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=y-tYckvF1RE[/youtube]

 

11. Troféu Bruce Lee Bowen de jogada suja da temporada

O muso inspirador desse prêmio é um herói em San Antonio e até teve sua camiseta aposentada. Estranho mundo em que vivemos. E para manter vivo o legado de Bruce Bowen existem caras como Serge Ibaka. Parabéns.

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=7_OaZ3-1ix0[/youtube]

Aquela jogada do Caron Butler com o Jonas Valanciunas poderia entrar também aqui, o que acham?

 

12. Troféu 8 ou 80 de Estatística Bizarra do Ano

Esses números apareceram na tela da minha TV há algumas semanas e eu ainda não consegui superar. Talvez existam outras estatísticas piores e mais bizarras, mas meu cérebro não consegue dar conta. Vocês sabiam que Dwight Howard errou somente nesta temporada mais lances-livres do que Steve Nash em todos seus 17 anos de NBA?

Steve Nash errou 322 lances-livres dos 3360 que tentou na carreira. Dwight Howard errou 360 dos 711 que arremessou só na temporada 2012-13.

….

Sempre esqueço de alguma coisa. O que foi dessa vez? Comentem!

Preview 2012/13 – Brooklyn Nets

Preview 2012/13 – Brooklyn Nets

Começamos nessa semana preview da temporada. Já analisamos Boston Celtics, Memphis Grizzlie, Cleveland Cavaliers e Sacramento Kings. Falaremos de todos os times até o esperado dia 30 de Outubro, quando teremos a rodada inicial da Temporada 12/13 da NBA.

Nesse ano vamos repetir uma ideia de uns vários anos atrás. Ao invés de só comentar as contratações e fazer previsões, vamos brincar de extremos: O que acontecerá se der tudo certo para tal time, qual é seu teto? E o que acontecerá se der tudo errado, onde é o fundo do poço? Em outras palavras, como seria um ano de filme pornô, onde qualquer entrega de pizza vira a trepa do século? E como seria um ano de novela mexicana, onde tudo dá errado e qualquer pessoa pode ser o seu irmão perdido em busca de vingança?

Hoje é dia de falar da única franquia que tem o nome do distrito de uma cidade, o Brooklyn Nets.

 

Brooklyn Nets

 

 

 

 

 

Nenhum time mudou mais do que Nets da última temporada para essa. A mudança mais óbvia, claro, são as do nome e sede. Saíram de New Jersey sem que ninguém realmente ficasse magoado, o time não era de atrair paixões e multidões, e agora estão no Brooklyn, o distrito com mais personalidade e identidade própria em Nova York. Agora eles tem um ginásio que é enferrujado de propósito, um bilionário russo satisfeito com a mudança e um elenco totalmente reformulado: O time perdeu 10 jogadores da pífia campanha da temporada.

Dos que saíram, poucos vão fazer falta de verdade. O Jordan Farmar era um armador reserva decente, mas a contratação de CJ Watson, que foi espetacular substituindo Derrick Rose no Bulls na última temporada, já compensa a saída. Anthony Morrow fará falta por ser um dos melhores arremessadores de longa distância da NBA, mas como ele foi peça chave no negócio por Joe Johnson, valeu a pena trocar. O resto (Sundiata Gaines, Shelden Williams, Johan Petro, etc) as pessoas nem vão lembrar que passaram pela franquia. A exceção é Gerald Green, mas mais pelas enterradas espetaculares do que pelo seu basquete.

Já citamos dois, mas muita gente chegou ao time. Além de CJ Watson e Joe Johnson, o time contratou Josh Childress, Keith Bogans, Andray Blatche e Reggie Evans. Também chegaram os novatos Mirza Teletovic, Tyshawn Taylor e Tornike Shengelia. Fechando o elenco tem os Free Agents que o Nets segurou as custas de salários estratosféricos: Gerald Wallace (10 milhões por temporada), Kris Humprhies (12 milhões por temporada) e Brook Lopez (15 milhões por temporada). Não que Mikhail Prokhorov se importe de gastar essa mixaria, não é como se ele quisesse comprar mais um iate que não sabe onde guarda, mas são contratos difíceis de serem trocados e que impedem o time de contratar novos Free Agents. É bem provável que o Nets da temporada 2012/13 seja o Nets dos próximos 3 anos. É bom que dê certo!

Isso nos traz a seguinte pergunta: Até onde esse elenco pode ir? O planejamento, antes baseado em adquirir Dwight Howard, era para brigar pelo título, mas sem o pivô ainda é possível? Sempre difícil comentar um time que mudou tanto de um ano para o outro, mas dá pra brincar de imaginação. A dupla Deron Williams e Joe Johnson tem tudo para ser uma das mais perigosas da NBA. Williams é um daqueles armadores completos da nova geração que não escolhem entre marcar muitos pontos ou distribuir assistências, ele faz as duas coisas. Concentra o jogo em suas mãos e mesmo um número elevado de turnovers (foi o que mais desperdiçou bolas na temporada passada, 4 por jogo) compensa pela maneira que comanda o ataque. Já JJ é um jogador que pode ter passado do seu auge, mas que ainda é um dos melhores da NBA. Se no Atlanta Hawks ele forçava muito o jogo individualmente, no Nets isso não será preciso, ele terá Deron Williams para comandar o show. Na última temporada Joe Johnson teve 42,5% de aproveitamento e ótimos 1,17 pontos por posse de bola em situações de spot up shots, que é quando o jogador apenas recebe a bola e chuta, sem o drible. É a jogada que ele mais deve fazer no Nets. Seu pior número foi em jogadas de pick-and-roll, coisa que não precisará fazer mais por ter Deron Williams, especialista no lance, jogando com ele.

Defensivamente, por incrível que pareça, Joe Johnson foi o 7º melhor jogador da temporada passada ao defender jogadas de 1-contra-1. Apesar de parecer meio lento, usa seu bom físico para parar os adversários, permitiu apenas 24% de aproveitamento de seus oponentes (0,53 pontos por posse de bola) nesse tipo de jogada. A força também é uma característica de Deron Williams, que gosta de marcar com muito contato. Junte a eles Gerald Wallace, um dos melhores defensores de perímetro da NBA nos últimos anos e bastará entrosamento e boa comunicação para que o time vire uma potência defensiva. Quer dizer, pelo menos no perímetro.

O trio Williams, Johnson e Wallace, quem tem os sobrenomes mais comuns, chatos e ofensivos ao culto da Força Nominal, pode ser ótimo defendendo, mas atrás deles estarão Kris Humprhies e Brook Lopez, uma dupla que não funciona desse lado da quadra há algumas temporadas. Ofensivamente não há o que falar mal de Lopez, o cara tem muitos recursos e sabe usar de sua boa altura e envergadura, fazer pontos nunca será um problema. Mas na temporada 2010-11 (a última que jogou) ele cedeu mais de 43% de aproveitamento para os atacantes nas jogadas que mais defendeu: Isolação, Post-up (o ataque de costas, típico dos pivôs) e na defesa do pick-and-roll. Isso sem contar os rebotes, é um cara de 2,13m de altura, com média de 35 minutos por jogo na carreira e que nunca teve uma temporada com média superior a 5,5 rebotes por partida. Os rebotes são o lado bom do ultra-esforçado Kris Humprhies, mas assim como Brook Lopez, Humphries não é bom defensor individualmente. Na temporada passada sofreu quase 50% de aproveitamento dos adversários em ataque de post-up. De que adianta o trio do perímetro marcar ferozmente se basta um pivô empurrar Humphries e Lopez com as costas que as portas da cesta se abrem?

Creio que a defesa do garrafão vai ser o maior problema do time na temporada. Mas pelas características do Leste de hoje em dia, não acho que isso seja o maior dos problemas. Muitos dos bons times da conferência estão usando cada vez menos pivôs (Heat e Celtics por exemplo) e outros usam caras que praticamente não participam do ataque (Knicks, Bucks). Mas qualquer confronto contra Al Horford, Andrew Bynum, Nenê ou um dia mais old school do Kevin Garnett podem virar pesadelos. No banco o Nets tem Andray Blatche, que é mais do mesmo, mas Reggie Evans é um excelente defensor de garrafão e não ficaria surpreso se ele tivesse papel grande nesse time para corrigir esse problema.

Para uma previsão mais completa vamos ter que ver que esquema tático o Avery Johnson pretende adotar com esse elenco. Também como vai ser a rotação do time, como o MarShon Brooks se adapta à função de 6º homem, o quanto Gerald Wallace vai participar do ataque e como voltarão Josh Childress e Andray Blatche, bons jogadores que vêm de temporadas ridículas. São muitas coisas que não temos ideias de como vão funcionar, mas o elenco é bem profundo e cheio de opções. Será um dos times mais interessantes de acompanhar na temporada.

 

Temporada Filme Pornô

Sem dúvida que jogar em um ginásio novo, em uma cidade nova e com torcedores apaixonados por ter um time que representa sua quebrada vai dar uma confiança extra para o elenco do Nets. Nada como uma sensação (ou mesmo ilusão) de recomeço para tirar o elenco de um marasmo derrotista que não sai da franquia há anos. Eles não chegam aos Playoffs desde a temporada 2006/07! Sem dúvida uma temporada ideal do Nets tem um boost de confiança extra motivado pelo novo momento da franquia.

A empolgação, correria e barulho da torcida podem ser bons ingredientes para a equipe superar o começo da

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temporada, que deve ser o momento mais difícil para o Nets. São muitos jogadores novos, vários tentando exercer funções diferentes das que faziam nos últimos anos. É normal que demorem um pouco até embalar, só lembrar o começo bem fraco do Miami Heat no começo do Big 3 há 2 temporadas.

O bom começo pode livrar o Nets da provável feroz luta pelas últimas vagas em Playoff do Leste entre Milwaukee Bucks, Atlanta Hawks e Washington Wizards. Se garantindo lá pela 4ª ou 5ª posição o time vai para a pós-temporada com condição de lutar de igual para igual na primeira rodada. Será um clássico contra o Knicks? Um duelo de divisão contra o Sixers? Contra qualquer um dos dois o Nets joga com chances de vencer, o que provavelmente não deverá ser possível na rodada seguinte contra Boston Celtics ou Miami Heat. Mas só a possibilidade de um dos piores times dos últimos anos (não só do último!) conseguir ir para a segunda rodada dos Playoffs já é sinal de sucesso. Emplacar Deron Williams nas discussões de melhor armador da NBA seria um bônus legal também, o time é dele.

 

Temporada Drama Mexicano

Apesar de eu não apostar nisso, será que não existe a chance do Joe Johnson virar um arremessador de luxo nesse time? Tipo, o cara recebe um dos maiores salários da NBA para ficar parado por aí arremessando umas bolas de 3 pontos. Vai saber como ele vai lidar com o fato de não ser mais a estrela do time, de não ter a bola na mão para os arremessos mais importantes da partida. Nunca podemos subestimar a capacidade de estragar tudo que esses caras milionários tem. E Joe Johnson é parte importante para que o ataque do Nets não seja só uma overdose de Deron Williams, receita que não deu certo nos últimos anos.

E sabiam que desde a temporada 2008/09 o Deron Williams não consegue jogar uma temporada inteira? Tirando 09/10 quando perdeu apenas 6 jogos, nas restantes perdeu no mínimo 14, mas muitas vezes mais de 20 partidas. Será que o Nets sobrevive sem seu melhor criador de jogadas? Tanto Joe Johnson, como CJ Watson e até o novato Tyshawn Taylor não tem a característica de criar jogadas para seus companheiros. E o time titular, tirando JJ, precisa de gente criando jogadas para eles. Sem bons passes Kris Humprhies e Gerald Wallace são pouco eficientes no ataque e até Brook Lopez precisa de boa movimentação de bola para receber em condição de fazer seu jogo de pivô. Isso é um problema tanto para possíveis lesões de Deron Williams como até para o meio das partidas. Será que o jogo individualista de MarShon Brooks e CJ Watson vão dar conta do recado? Até porque não sabemos o quanto esse time segura na defesa os momentos ruins do ataque.

O Leste pode não estar tão forte quanto o Oeste ainda, mas está bem disputado. Muitos times medianos melhoraram (Sixers com Bynum, Knicks com um técnico e elenco fechado, Bucks com Monta Ellis, Wizards reforçado, etc.) e outros times que costumavam ficar lá em cima passam por reformulações (Hawks sem Joe Johnson, Bulls sem Derrick Rose). Tudo indica um grupo bastante embolado e onde qualquer má fase pode custar uma vaga nos Playoffs e qualquer sequência de vitórias pode colocar um time em ótima posição. Seja por contusão de Deron Williams, pura falta de entrosamento, ou até mesmo pela defesa questionável do garrafão, o Nets pode acabar ficando fora dos Playoffs ou mesmo tendo que encarar o Miami Heat logo de cara.

 

Top 10 – Jogadas do Nets em 2012 (DEUS SALVE GERALD GREEN!)

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=tYDYQG_FiFA[/youtube]

Jazz ainda vive, Suns assume a 8ª posição

Ontem fiz um post comentando com um pouco

mais de detalhes a briga por uma vaga de playoff no Oeste. E alguns dos jogos mais importantes citados lá já aconteceram na noite dessa segunda-feira. Começamos pelos extremos da lista. O 6º colocado Mavs enfrentou o 10º, o Jazz. Ou devo me corrigir, o 7º colocado Mavs. Dissemos que eles tem tudo para garantir a vaga sem maiores dores de cabeça, até por ter o desempate contra todos os adversários diretos, mas essa sequência de jogos não começou nada fácil. Depois de 3 (!) prorrogações, o Mavs acabou sucumbindo para o Jazz em uma das partidas mais emocionantes da temporada. Com a vitória do Denver Nuggets, o atual campeão ainda perdeu uma posição na tabela.

Como também disse ontem, era mais provável esse Jazz conseguir uma vitória complicadíssima em casa do que uma mais fácil longe de Salt Lake City. Aconteceu a temporada toda, eles perdem jogos relativamente tranquilos fora de casa, mas lá perto de sua (muito) barulhenta torcida acham forças para qualquer coisa. Foi na raça que levaram o jogo para a prorrogação, com uma enterrada no rebote ofensivo de Paul Millsap (16 pontos, 9 rebotes, 6 assistências) após bandeja errada (e com marcação tripla) de Gordon Hayward (24 pontos). Mas teve muita coisa antes e depois disso. Antes, Vince Carter (18 pontos, 12 rebotes) tinha acertado uma bola de 3 pontos a 8 segundos do fim no que poderia ter sido a bola da vitória, quase virou herói. Depois, muitas outras bolas decisivas. Na primeira prorrogação as estrelas foram Devin Harris (23 pontos) pelo Jazz, com uma bola de 3 e uma infiltração seguida de falta, mas do outro lado Dirk Nowitzki empatou o jogo com uma bola de 3 pontos nos segundos finais após enganar a marcação com algumas fintas. Engraçado que quase rolou um replay do tempo normal: nos últimos segundos Hayward bateu para a direita, errou a bandeja e no rebote ofensivo um tapinha de Al Jefferson tocou no aro umas 3 vezes antes de cair fora.

Na segunda prorrogação, bem feia e com placar baixo de 6 a 6, Millsap quase acertou um arremesso do meio da quadra depois de roubar uma bola nos segundos finais. Não teve jeito, mais uma prorrogação tripla na temporada, a terceira. Lá, Al Jefferson consolidou seu excelente jogo (28 pontos, 26 rebotes) e levou seu time à vitória, que só foi garantida na última bola quando Dirk Nowitzki (40 pontos) errou o arremesso que poderia ter levado o jogo a um quarto tempo extra. Destaque também para os 27 pontos de Jason Terry.

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=nk2Fe_57mng[/youtube]

Aproveitem e vejam também um vídeo do Delonte West enfiando o dedo na orelha do Gordon Hayward

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=WNIzCcSy8pE[/youtube]

O Mavs perdeu a 6ª colocação após o Denver Nuggets vencer seu segundo jogo seguido contra o Houston Rockets. O jogo era o mais importante do Rockets nesse fim de temporada, mas eles vacilaram e caíram fora do Top 8. De novo jogaram bem, dessa vez nem teve apagão no 3º quarto, mas perderam nos detalhes. No final, mesmo não conseguindo parar as intensas trocas de bola do Nuggets (o time que mais dá assistências na NBA) chegaram na última bola perdendo por 2 pontos. Conseguiram colocar Luis Scola no garrafão, que fintou Al Harrington, girou e teve um arremesso mais do que livre a uns 2 metros da cesta. Errou. Não dava pra ter tido uma jogada mais perfeita, mais fácil. Podem se culpar porque pela segunda noite seguida foram arrasados pela dupla Ty Lawson e Arron Afflalo, o primeiro fez 25 pontos, o outro 26. Talvez melhor defesa de perímetro e menos infiltrações e não dependeriam da bola de Scola no final.

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=hWOCXhlBCL8&context=C48ec192ADvjVQa1PpcFPM0dG7RUWFRQvNQRIPlhXyG-MRl9_PvJs=[/youtube]

No resto da rodada alguns jogos bem menos decisivos. Ninguém assistiu o New Orleans Hornets virar para cima do Bobcats, 75 a 67, que perdeu seu 17º jogo seguido. Também não acredito que muita gente tenha visto a revanche da macarronada, com o Hawks bem mais acordado e batendo o Raptors por 109 a 87 para devolver a derrota do domingo. Nem o Wolves, que já foi o time mais legal da temporada, vale a pena ver agora. Estão cansados, frustrados e machucados. Sem Kevin Love e Ricky Rubio não é surpresa que continuem apanhado e tenham tomado de 111 a 88 para o Pacers, que teve 22 pontos de David West.

Algumas viradas foram interessantes, porém. Uma foi do lixo do Wizards, um time “não muito esperto” nas palavras de Deron Williams, sobre o líder Chicago Bulls, que estava sem Luol Deng e Derrick Rose, poupados. Mesmo assim impressiona que o Wizards tenha tirado 11 pontos de desvantagem no último quarto. Kevin Seraphin foi o destaque com 23 pontos e 11 rebotes. A outra virada foi do Miami Heat, sem Wade, que chegou a perder por 13 pontos para um Nets sem Deron Williams! Mas tudo se entende quando se vê como o Kris Humprhies estava jogando, algo como um Kevin Love melhorado, sabe? Fez 29 pontos em tudo quanto é tipo de arremesso e enterrada, foi espetacular. Mas aí LeBron James apareceu no fatídico último quarto. Fez 17 pontos seguidos para o Heat, liderou um final de jogo de 11-2 para seu time e acabou com, preparem-se: 37 pontos, 6 rebotes e 7 assistências (bocejo), mais um dia na vida de LeBron James. 101 a 98 para o Miami, ainda 2º do Leste.

Ontem também foi dia de um dos piores jogos do Oklahoma City Thunder, que fez apenas 77 pontos contra o Los Angeles Clippers. Perderam, claro. E ainda viram Russell Westbrook marcar apenas 9 pontos e Serge Ibaka, que já tinha tomado uma enterrada antológica de Blake Griffin na semana passada, tomar uma de Nick Young dessa vez. Segunda derrota em poucos dias do Thunder para o Clippers? Acharam um nêmesis? Nessas horas falta um jogador de garrafão para abusar dessa falha do Clippers em defender a área pintada.

Fechando o dia, o Sixers, outrora a melhor defesa da NBA, tomou 113 pontos do Orlando Magic, perdeu e vai dando sopa para o azar na briga

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pela 8ª vaga do Leste. Já o San Antonio Spurs bateu com facilidade o Warriors e aproveitou o tropeço do Thunder para reassumir a liderança do Oeste. . O Suns, por sua vez, bateu com a mão nas costas o Portland Trail Blazers por 125 a 107 e assim assumiu a 8ª colocação do Oeste. Agora depende só de si e com milhões de jogos em casa para ir para a pós-temporada. Sabe o que isso quer dizer, né? Mais um Suns x Spurs se aproximando na pós-temporada: é destino, é amor.

Top 10 da Rodada

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Fotos da Rodada

O mais próximo que já a vi o Perkins chegar de um sorriso. E falta muito.

 

Ótima imitação do banco de reservas do Bobcats! hahaha! Fantástico

 

Kid x Kidd

 

O que fazer para desviar a atenção da derrota? BREAKDANCE!

 

Jogo na neblina

Com toda a mídia em volta de John Lucas no vestiário do Chicago Bulls após a vitória sobre Miami Heat na noite de ontem, um outro jogador do time vencedor gritou “Ei, vocês estão procurando pelo Derrick Rose?”. Não estavam. Derrick Rose, com uma pequena contusão, foi poupado do preview da final do Leste, mas mesmo assim seu time ganhou. Contaram com um ataque balanceado, com bons passes e com a singela ajuda de John Lucas, que fez 24 pontos nos 26 minutos que ficou em quadra. A vitória foi simbólica não só para consolidar a liderança do Bulls no Leste, mas foi uma vingança pessoal de Lucas. Afinal vocês lembram o que aconteceu no jogo entre os dois times em Miami?

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E Lucas ainda teve o prazer de ser um dos poucos seres humanos a marcarem

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pontos em jogadas de isolação sobre LeBron James. Sério, foi só a 9ª vez na temporada inteira que alguém fez cesta sobre o LeBron em situações de 1-contra-1, sem bloqueio, sem ajuda, sem nada. O cara é um monstro, mas ontem tomou.

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E não é que

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LeBron tenha jogado mal, longe disso. Ele fez 35 pontos, Wade fez 36 e os dois estavam bem como sempre. Mas não estavam conseguindo fazer jogadas para os outros, apenas marcaram pontos na marra, individualmente ou no contra-ataque. Mais uma vez a defesa do Bulls prevaleceu. Ajudou também o baile que o Bulls deu nos rebotes: 50 contra 34 do Heat! Pouca gente está dando atenção à isso já que é difícil olhar para outra coisa além das infiltrações de Derrick Rose, mas o Bulls é hoje o 2º time que mais dá assistências na NBA e depende bem menos de Rose no ataque. Em uma série contra o Heat isso pode e deve ser decisivo, ontem foi uma prova de que sabem se virar sem ele.

Outro jogo entre times próximos no Leste foi Sixers e Pacers. A última vez que o Pacers havia vencido um time com aproveitamento positivo na temporada foi no começo de Fevereiro, o Mavs, de lá pra cá só bateram em cachorro morto. Mas o mais novo time de Leandrinho fez um excelente último período para bater a equipe de Doug Collins, que está virando especialista em perder jogos no quarto final. O time ia bem, com atuação fantástica de Evan Turner (21 pontos, 9/11 arremessos), mas simplesmente apagou no último período. Passou não só a errar arremessos, mas também a deixar o Pacers marcar pontos na transição, ou seja, o oposto do plano de jogo deles, que é justamente usar e abusar dos contra-ataques. George Hill (17 pontos) foi deus no último quarto, acertando bolas de longa distância e aumentando o ritmo do jogo. Ele ao lado de Leandrinho podem fazer do banco de reservas do Pacers um time mais veloz e menos dependente do jogo de meia-quadra.

Já o antigo time de Leandrinho, o Raptors, apanhou feio do New Jersey Nets. E nem precisava ter colocado o “feio” na frase, se perdeu do Nets é automaticamente feio. Sem Deron Williams, ainda fora, sem Brook Lopez, eternamente machucado e sem Dwight Howard, que fica no time da imaginação dos torcedores, o Nets contou com mais um bom jogo de Gerald Green: 26 pontos, 9/13 arremessos e algumas bolas decisivas no último período. Será que de uma vez por todas a carreira desse cara engrena? Outro que jogou bem foi Kris Humphries, de novo, com 16 pontos e 21 rebotes. Se no meio dessa draga toda o Nets conseguir encontrar alguns bons jogadores que podem virar titulares, já é uma vitória. E já que o assunto são derrotas humilhante, o que eu comento do 121 a 79 que o New York Knicks fez para cima do Portland Trail Blazers na estreia do técnico Mike Woodson? Foi a maior margem de vitória de um técnico em sua estreia na história da NBA, superando os 140-100 que o Alvin Gentry teve no seu primeiro jogo pelo Suns em 2009. É felicidade dos jogadores que estavam insatisfeitos com D’Antoni? Crise do Blazers que de repente virou o time mais arrastado da NBA? Ou tudo isso reunido numa festa?

Quem perdeu também foi o Cavs, para o Bucks. Uma derrota até normal, o Bucks está numa fase boa, seu ataque maluco está dando resultado e tudo mais. O que foi humilhante foi tomar um triple-double do Drew Gooden! 15 pontos, 10 rebotes e 13 assistências. TREZES ASSISTÊNCIAS PARA O DREW GOODEN! E o Bucks conseguiu 23 assistências como time só no primeiro tempo, recorde da temporada. Monta Ellis vai se deliciar com esse ataque corrido, vai parecer que nunca saiu de Oakland. Quer dizer, com a diferença que agora vive numa cidade bem mais feia e entediante.

O Lakers gostou da ideia de jogar prorrogações e Kobe Bryant disputou seu 100º minuto de jogo em pouco mais de 24 horas. Louco. Mas foi necessário, o Lakers estava tomando uma sova do New Orleans Hornets fora de casa, aí ele, Pau Gasol e Andrew Bynum resolveram dar aquela desculpa que todo mundo faz quando perde no FIFA: “Agora vou jogar sério, mano”. Voltaram para o segundo tempo mais agressivos, abusando das pontes aéreas entre os dois pivôs e chegaram ao fim da partida com chance de vencer. Uma falta idiota de Gustavo Ayón em Kobe, num arremesso de 3 pontos, deu o empate para o Lakers. Depois disso Chris Kaman e Kobe erraram arremessos bem posicionados que poderiam ter vencido o jogo e o jogo foi para a prorrogação. A 3ª do Lakers nos últimos 2 jogos. No tempo extra a defesa do Lakers venceu, roubos de bola de Kobe e Ex-Artest selaram a vitória. Lembra quando o World Peace disse que não importa seus números, que ele defende todo mundo quando o jogo está no final? Foi o que aconteceu.

E outra coisa. Não tava na hora do Kobe ser um velho e parar de fazer isso? O que colocam na água dele?

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No resto da rodada, placares altos. O Detroit Pistons meteu um 124-112 pra cima do Sacramento Kings. No duelo de pivôs segundo-anistas entre Greg Monroe e DeMarcus Cousins, venceu o que tem a cabeça no lugar. Monroe fez 32 pontos, 11 rebotes e liderou uma virada fantástica do Pistons. Foi a segunda derrota vergonhosa do Kings em casa nos últimos dias. Com Tyreke Evans e Cousins eles não deveriam inspirar um pouco mais de esperança? Placar alto também para o Suns, que bateu o Jazz por 120-111. O Suns tem sido impressionante desde a parada do All-Star Game, especialmente em casa, já o Jazz parece aos poucos abandonar o sonho de ir para os playoffs nesse ano. Quem marcou ponto pra mais de metro foi o Spurs, fez 122 pra cima do Magic, que não teve resposta para Tony Parker (31 pontos e 12 assistências). Lembra que eu disse que seria legal se o Jameer Nelson jogasse bem todo dia? Ontem fez 25 pontos, mas o baile que tomou do Parker arruinou com qualquer chance do Magic tentar a vitória.

Um dos jogos mais interessantes da noite aconteceu em Oakland, com o Boston Celtics derrotando o Golden State Warriors. Ainda sem Andrew Bogut, machucado, Steph Curry, aleijado e Stephen Jackson, que possivelmente vai ser trocado hoje antes de vestir a camisa do Warriors, o time botou a molecada pra jogar e fez jogo bonito. O novato Klay Thompson está aproveitando sua chance e meteu 26 pontos. Mas não deram conta do garrafão do Celtics (não que eles joguem lá dentro do garrafão, mas vocês entenderam): Brandon Bass fez 22 pontos, Kevin Garnett 24, incluindo um arremesso de longa distância a 5 segundos do fim, após infiltração de Paul Pierce que atraiu toda a marcação adversária. Foi a cesta que desempatou o jogo e garantiu a vitória. Ótima partida do Garnett, que pareceu exausto durante a partida, mas deve ter entendido que o garrafão do Celtics hoje é só ele mesmo. Até Chris Wilcox, que fazia boa temporada, terá que operar o coração e está fora até o fim do ano.

Fechando o dia, vitória do Los Angeles Clippers sobre o Atlanta Hawks. O Clippers jogou em casa, onde havia perdido seus últimos três jogos. A partida foi daquelas tranquilas-mas-nem-tanto, o time da casa começou acertando seus 7 primeiros arremessos, manteve boa liderança o jogo inteiro, mas o Hawks sempre reagia e cortava para 10 ou 8 pontos. Mas o que vale mesmo é que o Blake Griffin arruinou toda sua reputação ao dar airball em dois lanecs-livres seguidos. Vai precisar enterrar mais 10 vezes sobre o Perkins pra compensar isso.

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Fotos da Rodada

Me sinto em 2001 de novo

 

Kenyon Martin é velho, mas com o equilíbrio de um adolescente que era abusado pelo padrasto

 

Olhadinha de cafajeste

 

Metta World Peace sendo o bom e velho Artest

 

Referência cult ao Labirinto do Fauno? Só na NBA mesmo.

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O Turkoglu é o da esquerda

A situação do Turkoglu no Suns era a maior furada. Tudo que ele sabia fazer era redundante na equipe, e tudo aquilo de que a equipe precisava era justamente o que o turco não podia fazer. O Turkoglu não é nenhum gênio, mas ele é um baita de um jogador se você colocar a bola em suas mãos e deixar que ele arme o jogo, distribua a bola quando quiser, infiltre para criar o próprio arremesso e fuja do garrafão para arremessar de três. No Suns, apenas a parte dos arremessos de três poderia ser utilizada, porque o responsável por segurar a bola e armar o jogo é o soberano Nash, e o time precisava desesperadamente de uma presença no garrafão – nem que fosse apenas na defesa, vai. O turco simplesmente não se encaixava no Suns, assim como não tinha se encaixado no Raptors. Quando postei sobre o jogador um tempo atrás, disse que ele não tinha esperanças de encontrar um lar já que parecia combinar apenas com o estilo de jogo do seu ex-time, o Magic, de onde havia saído para entupir as orelhas de dinheiro.

Mas como diz o filósofo Badauí, “o mundo dá voltas” e eis que o Turkoglu voltou para o Magic em uma troca gigante, que comentamos bastante aqui. Apesar da bagunça, de tanta gente nova, de perder dois titulares e de não conseguir treinar com o novo elenco, o Magic ganhou 11 de suas últimas 16 partidas desde a troca. Todo mundo esperava que os novos jogadores batessem cabeça, que o Arenas apontasse uma arma para alguém ou trocasse a água de todo mundo por xixi, que demorasse para o técnico Stan Van Gundy encontrar um novo padrão de jogo e uma rotação definida. Mas foi tudo mais simples do que parecia, em parte porque o técnico com cara de pizzaiolo foi bastante conservador e tentou manter tudo o mais próximo possível de como era, mas também em parte porque o Turkoglu se sentiu novamente em casa.

As médias do turco não lembram as dos seus antigos momentos no Magic, agora o time é forrado de pontuadores e Turkoglu não tem mais que segurar o ataque nas costas com 20 pontos por jogo, mas só de ter a bola nas mãos e voltar a armar já podemos ver seus olhinhos brilhando. E a melhora da equipe ao colocar a armação nas mãos do turco é gigante simplesmente por um motivo: ele consegue acionar o Dwight Howard embaixo da cesta. Quando a armação cabe ao Jameer Nelson, por exemplo, a impressão é sempre de que a prioridade é o arremesso. De fato, sobra espaço para arremessar (especialmente após algum corta-luz do Dwight) e, quando a marcação aperta no armador, em geral isso significa que outro arremessador está livre para receber a bola. Quando a equipe precisa de agressividade, o que se cobra é que Jameer Nelson ataque mais a cesta, segurando mais a bola e assumindo a responsabilidade. Dwight Howard só é acionado então no início das jogadas quase como um plano secundário, em geral com apenas um pé dentro do garrafão, de costas para a cesta. Quando o jogo se aproxima do final, sequer é acionado porque – como eu insisto em dizer, enchendo o saco do pivô – não consegue converter lances livres, sofre faltas constantemente, e tende a perder a bola tentando infiltrar no garrafão. Não tenho nenhuma dúvida de que, no final dos jogos, o Magic é um time melhor sem Dwight em quadra. Mas o Turkoglu mudou tudo isso com sua capacidade de colocar a bola nas mãos do Dwight embaixo da cesta (ou em cima dela, numa quantidade enorme de pontes-aéreas). Num elenco de arremessadores e pontuadores que não confiam em seu pivô para definir jogos, o Turkoglu surpreende com passes longos, altos, que colocam Dwight de frente para a cesta sempre em possibilidade de finalização. Não é à toa que o Turkoglu tem agora a melhor média de assistências da carreira, e que a média de pontos do Dwight tem subido cada vez mais (é de quase 30 pontos nós últimos 5 jogos).

O problema não é bem o tipo de jogador que o Dwight Howard é, mas que tipo de jogador ele e seus companheiros pensam que ele é. Se continuarem achando que ele pode jogar de costas para a cesta fora do garrafão, acertando arremessos longos usando a tabela e ganchos em movimento, batendo bola para cima da marcação, teremos apenas a constatação de suas dificuldades, da falta de evolução em seu jogo e de como ele compromete uma equipe no ataque nos momentos importantes de um jogo apertado. Admitir os problemas do jogo do Dwight é o primeiro passo para explorar suas qualidades e saber usá-lo de forma correta, algo que o Turkoglu parece perceber agora. O Dwight tem que receber mais a bola, mas no alto, dentro do garrafão, nas costas dos defensores – e não fora do garrafão pra tentar imitar o Duncan.

Esse Magic que aciona o Dwight Howard em melhores situações de arremesso é muito mais eficiente. Quanto mais a defesa adversária se preocupa com o miolo do garrafão, mais difícil é dobrar a marcação no pivô com eficiência e mais espaço sobra para os arremessadores. Jameer Nelson agora tem carta branca para arremessar o quanto quiser, especialmente quando o Turkoglu assume a armação, e Jason Richardson já nasceu arremessando a placenta na lata de lixo, para ele o esquema tático do Magic é muito natural. A única coisa mais diferente nesse grupo é a entrada do Brandon Bass como titular no garrafão, algo de que eu gosto bastante mas que muda o desenho do Magic em quadra mais do que o Van Gundy acha saudável. Seu forte é o jogo de meia distância, algo que falta no Magic e que o técnico abomina, mas que funciona muito bem especialmente com o turco cuidando da armação. Mas o time sempre pode voltar para o esquema tático antigo simplesmente colocando o Ryan Anderson em quadra, que sempre foi um clone do Rashard Lewis e agora com mais minutos conseguiu provar que pode manter os mesmos números do seu sósia mais famoso (e mais caro). O Ryan Anderson também é um especialista em três pontos que alarga a marcação e abre mais espaço para o Dwight, não demanda a bola e quebra um galho na defesa. Com a falta de treinos e as mudanças tantas no elenco, toda vez que o Stan Van Gundy quer voltar a um ar retrô, à segurança dos bons e velhos tempos, coloca o Ryan Anderson na quadra. É uma espécie de estabilidade nostálgica que tem funcionado bem e ainda joga na cara do Rashard Lewis o quanto ele era desnecessário pra esse Magic que pode colocar qualquer outro arremessador de três mais altinho para ocupar seu lugar.

Quem ainda não se encaixou no grupo foi o Arenas, mas o Van Gundy também não está muito disposto a arriscar a estabilidade do elenco para dar mais minutos ao armador. A prioridade é não colocar Jameer Nelson e Arenas juntos em quadra, para assim garantir a armação do Turkoglu que vem dando resultado e os minutos do JJ Redick, que finalmente ganhou a confiança do técnico nos arremessos e na defesa. Uma escalação mais baixa, que colocaria Arenas em quadra junto com os outros tantos armadores, é cada vez mais deixada de lado para que o Ryan Anderson possa jogar mais e mais minutos e manter o padrão tático do Magic de uns tempos atrás. Resta ao Arenas, então, aproveitar os minutos limitados e decidir se ele será armador ou arremessador, porque a dúvida tem tornado seu jogo bastante inseguro e inconsistente. Com mais tempo de time tudo deve ficar mais confortável para ele, mas nunca chegará ao nível de conforto que o Turkoglu experimenta ao estar em um esquema tático que se aproveita de todas as suas qualidades e camufla todas as suas dificuldades. Esse é o tipo de coisa que faz a carreira de um jogador, que lhe garante contratos milionários, que faz a gente achar o jogador espetacular, até que de repente mude de time para uma situação diferente e todos os seus defeitos sejam expostos e nos deixem com cara de otário. Toda essa bobagem de “que jogador é melhor, Deron Williams ou Chris Paul” nunca leva em conta que os esquemas táticos são, em geral, os grandes responsáveis pelo rendimento de um jogador. Coloque o Deron no Hornets e o Chris Paul no Jazz e subitamente teremos dois jogadores muito piores do que estamos acostumados a ver.

Um exemplo ótimo para isso é o Tracy McGrady. Já foi um dos melhores jogadores do planeta nos seus tempos de Magic e de Houston, até que durante uma de suas trilhões de lesões o Houston se tornou um time veloz, de contra-ataques, de jogo coletivo, sem ninguém segurando a bola, e aí a simples ideia de que o T-Mac pudesse voltar às quadras dava calafrios na espinha do técnico Rick Adelman. Nas poucas vezes em que pisou na quadra após a lesão, T-Mac ainda parecia um bom jogador, mas lento, sem explosão, com a bola nas mãos – incapaz de acompanhar o ritmo da equipe ou de manter o jogo fluindo. Parecia um velhinho caquético tomando purê de maçã na veia. Quando foi mandado para o Knicks, parecia ainda mais lento no esquema do Mike D’Antoni, e a tendência da equipe em arremessar de três apenas expôs seus problemas com o arremesso de média distância. Era um jogador acabado. Mas floresceu meio sem querer no esquema tático como um excelente passador.

É praticamente impossível julgar tudo aquilo que um jogador sabe e não sabe fazer fora de um esquema tático que não favoreça cada coisa em especial. Um jogador pode parecer um bom arremessador de três, mas num esquema que foque nisso podemos descobrir que ele estava limitado a um tipo específico de arremesso, apenas em contra-ataques, por exemplo. Agora está na moda dizer que o Carmelo Anthony é “unidimensional”, ou seja, que só sabe fazer uma única coisa: pontuar. Como saber que ele não seria diferente em um esquema que lhe pedisse para passar a bola ou jogar mais dentro do garrafão? Tracy McGrady já foi chamado constantemente de “fominha” e agora vê a carreira dando novamente sinais de vida justamente porque está jogando como armador no Pistons. T-Mac está mais lento, não tem mais a impulsão que tinha nos arremessos e nem a potência para invadir o garrafão e cravar na cabeça de todo mundo, mas ele é um jogador inteligente e sabe colocar a bola onde quer. Em qualquer equipe ele seria usado como um pontuador e então sua lentidão seria exposta, tornando-o imprestável. No Pistons, em que nenhum dos armadores tem como foco passar a bola (Rodney Stuckey e Will Bynum atacam a cesta, Ben Gordon arremessa até a mãe), Tracy McGrady é o mais perto que se pode conseguir de um armador puro, e aí não precisa de velocidade ou de potência – o Nash não nos ensinou que dá pra ser o melhor armador da NBA sem sequer sair do chão? O que vemos no McGrady agora é sua inteligência, sua visão de jogo, seus macetes de jogador velho que sabe como encontrar espaços, forçar contato, cavar faltas. Sua carreira só não foi para a privada porque o Pistons não faz sentido e é um time em reconstrução disposto a dar 30 minutos por noite para um jogador lesionado de mais de 30 anos, e numa posição em que ele ainda pode brilhar apenas porque o elenco inteiro não tem um único armador capaz de armar o jogo.

O que não faltou nos últimos tempos foi gente metendo o pau no Turkoglu, dizendo que ele fedia. Não é o caso. Seus únicos grandes momentos no Raptors foram quando deixaram que ele jogasse como jogava no Magic, e aí vimos que ele pode render um bocado. Para o Raptors não valia a pena desmontar o esquema tático por um único jogador, e fazer o mesmo no Suns seria podar o jogo do Nash, que é a grande estrela. Se o carinha chegou na NBA, se assinou um contrato milionário, é porque é capaz de render em alto nível em alguma situação, em algum esquema tático. Cabe às equipes ter a noção de que o cara não vai ser bom em qualquer time, é preciso saber ler exatamente quais são as qualidades maximizadas pelo esquema. Se isso não for feito, vai ter ainda muito time contratando o Turkoglu e descobrindo, de um dia para o outro, que ele é apenas um turco que se movimenta em câmera lenta. Do mesmo jeito que vai ter gente insistindo que o Dwight tem que aprender a arremessar de fora, usando a tabela.

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