Preview 2012/13 – Portland Trail Blazers

Continuamos aqui o melhor preview da temporada já escrito por um blogueiro preguiçoso que deixa tudo pra última hora. Veja o que já foi feito até agora:

Leste: Boston Celtics, Cleveland Cavaliers, Brooklyn Nets, Indiana Pacers, Atlanta Hawks, Washington Wizards, Chicago Bulls, Orlando Magic, Toronto Raptors, Philadelphia 76ers, Charlotte Bobcats, Detroit Pistons e Milwaukee Bucks

Oeste: Memphis Grizzlies, Sacramento Kings, Denver Nuggets, Golden State Warriors, San Antonio Spurs, Los Angeles Clippers, Phoenix Suns, OKC Thunder, Minnesota Timberwolves, Utah Jazz e Dallas Mavericks e New Orleans Hornets

Até o esperado dia 30 de Outubro, quando teremos a rodada inicial da Temporada 12/13 da NBA, todos os times terão sido analisados profundamente aqui no Bola Presa.

Nesse ano vamos repetir uma ideia de uns vários anos atrás. Ao invés de só comentar as contratações e fazer previsões, vamos brincar de extremos: O que acontecerá se der tudo certo para tal time, qual é seu teto? E o que acontecerá se der tudo errado, onde é o fundo do poço? Em outras palavras, como seria um ano de filme pornô, onde qualquer entrega de pizza

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vira a trepa do século? E como seria um ano de novela mexicana, onde tudo dá errado e qualquer pessoa pode ser o seu irmão perdido em busca de vingança?

Hoje é dia de falar do time que representa a cidade onde foi filmado o excelente filme ‘Elefante‘, o Portland Trail Blazers.

 

Portland Trail Blazers

 

 

 

 

 

O Blazers finalmente desistiu. Os joelhos de Greg Oden e Brandon Roy impediram a equipe de ser o “time do futuro” da NBA. Eles até tentaram ir longe, mesmo assim, com a adição de veteranos como Gerald Wallace e Jamal Crawford, mas por algum motivo que eu não sei explicar bem, não deu certo. A direção do time decidiu então que era hora de recomeçar do zero. Ou melhor, quase do zero. Não são bobos nem nada e resolveram aproveitar um pedaço do elenco dos últimos anos. Ficam no time LaMarcus Aldridge, Nicolas Batum e Wesley Matthews como espinha dorsal do novo Blazers. Para segurar Batum, aliás, igualaram uma proposta de 46 milhões por 4 anos feita pelo Wolves.

Na última temporada LaMarcus Aldridge mostrou um jogo mais refinado de costas para a cesta para complementar seu bom arremesso de meia distância. Também mostrou força e atacou mais a cesta, tem cobrado muito mais lances-livres nos dois últimos anos do que no começo de carreira. Virou um jogador mais completo e credenciado para virar o nome da franquia. Ainda não está nesse mesmo nível alto na defesa e nos rebotes, é verdade, mas nada que um bom companheiro de garrafão não ajude a disfarçar. Outro que cresce bastante é Nicolas Batum, jogador completo, esmagador oficial de sacos espanhóis e que o Blazers aposta que poderá se tornar mais importante no ataque. Será que ele tem bola pra meter uns 20 pontos por jogo?

Completando os remanescentes, Wesley Matthews. O ala é um bom defensor, nunca perdeu um jogo sequer por contusão em seus 3 anos de carreira e tem um arremesso confiável, bom role player no estilo de Thabo Sefolosha e Arron Afflalo. Será que posso colocar como remanscente o JJ Hickson também? Ele jogou no Blazers na temporada passada, mas apenas 19 jogos, quando chegou no time depois de ter sido chutado do Sacramento Kings. Nesses 19 jogos ele teve ótimas médias de 15 pontos e 8.3 rebotes, se fizer um pouco disso nessa temporada já é um bom complemento para Aldridge. E ele deve começar o ano como titular, já que o outro pivô do time é o novato Meyers Leonard, que apesar de alguns bons jogos na pré-temporada ainda parece meio cru pra já sair jogando. Média de quase 4 faltas por jogo em pouco mais de 15 minutos!

Falando em reservas, o time terá outros estreantes no banco. Joel Freeland, pivô britânico, e Victor Cláver, ala espanhol, finalmente chegam na NBA. Os dois tem experiência no basquete, mas não no estilo NBA de se jogar. É sempre uma incógnita a adaptação desses gringos, especialmente os que já chegam com os vícios do basquete de fora. Pouca experiência tem também o armador Nolan Smith e o ala Luke Babbitt, que só esquentou banco nos seus dois anos de NBA. Veja que não estou dizendo que o banco deles é ruim, apenas que é impossível prever como tantos caras recém-chegados vão se sair. A imprensa de Portland está muito preocupada com esse banco de reservas, achando que o time vai penar especialmente no começo da temporada e precisará expôr Aldridge e Batum a longos períodos sem descanso.

Talento, chance de surpreender e inexperiência resumem o grande nome do Blazers na pré-temporada, o novato Damian Lillard. A 6ª escolha do Draft 2012 está arrebentando com tudo e com todos desde as Summer Leagues de Julho, quando foi eleito o melhor jogador da competição. Acabou a pré-temporada com médias de 17 pontos, 7 assistências e, claro, 4 turnovers por jogo só pra ficar clara a sua idade e o fato de que prefere atacar a cesta do que passar a bola. Mas ninguém em Portland está reclamando, o garoto lembra Kyrie Irving já arrebentando com tudo quando chegou na temporada passada. Esse ano de aprendizado de Lillard vai custar algumas vitórias ao longo da temporada, talvez Aldridge e Batum não recebam bolas açucaradas como mereçam, mas pelo talento individual de Lillard vale a pena esperar e ter paciência com o garoto.

Entra ano, sai ano e o Blazers continuam como o time do futuro, mas pelo menos Lillard, Batum e Aldridge não tem nenhum histórico de problema físico. Será que agora (leia-se daqui uns 4 anos e olhe lá) vai?

 

Temporada Filme Pornô

Eu consigo visualizar uma temporada perfeita do Blazers, com JJ Hickson mantendo o nível da temporada passada, Damian Lillard roubando o troféu de novato do ano de Anthony Davis e ajudando Aldridge e Batum a levar o Blazers para os Playoffs. Pode acontecer, mas é muito pouco provável.

Como sempre a análise realista é a mais chata. O mais provável é que Lillard tenha altos e baixos ao longo do ano, que JJ Hickson mescle jogos péssimos com outros bons e que Nicolas Batum sofra com um aproveitamento baixo antes de se estabelecer como primeira opção de ataque. Mas estamos falando do mundo perfeito do pornô, né? Nele, todos os caras do Blazers tem pinto grande e se superam para roubar uma 8ª posição no Oeste.

 

Temporada Drama Mexicano

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Se tem um time que entende de temporada dramática é o Blazers. Quantas vezes não falamos “se o Oden ficar inteiro”, “se o Roy não estourar o joelho” e eles ficaram na mão? Ou na maca? Dessa vez eles não tem ninguém no elenco com histórico tão feio como esses dois, mas ninguém aqui brinca com maldições antigas da NBA. De qualquer forma, acho que mais dramático para o Blazers seria ver seus dois novatos, Lillard e Leonard, jogando mal. Pouco provável, de Draft eles ainda entendem.

 

Top 10 – Melhores jogadas do Blazers em 2012

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Spurs líder, Sixers ladeira abaixo

Acho que boa parte das pessoas passaram o feriado longe de casa, certo? Praia, campo, 14 horas de trânsito, não importa. Para salvar essas almas que passearam para merecido descanso, um resumo de tudo o que aconteceu desde a rodada de sexta-feira até esse domingo à noite. Foram 27 jogos e, claro, não falaremos de todos. Mas o que aconteceu de importante está aqui.

Sexta-Feira Santa no Trânsito indo para a Praia Grande

Como sobreviver a um dia sem comer carne? O Danilo está sobrevivendo há 3 semanas, então perguntem pra ele, eu não tenho ideia ainda. Carne, NBA e bacon (que não é carne, é algo especial e divino) são essenciais para minha vida. Na sexta-feira um dos jogos mais importantes foi logo o primeiro da rodada, a vitória do Indiana Pacers sobre o Oklahoma City Thunder. O Pacers impressionava no começo da temporada por vencer os jogos mais feios da liga, atuavam mal, forçavam o outro time a serem ainda piores e venciam por desgosto. Mas aos poucos melhoraram, Danny Granger está sendo espetacular desde o All-Star Break e eles bateram o líder do Oeste. Digo, o ex-líder do Oeste. Depois de liderar a conferência por toda a temporada, essa derrota, somada a mais uma vitória do Spurs, mudou a cara da conferência mais forte da NBA.

Não foi por falta de esforço de Kevin Durant. Com seu time perdendo por 20 ele resolveu fazer o que faz de melhor: arremessar sem parar não importa de onde. Assim fez 24 de seus 44 pontos nos últimos 15 minutos de jogo, fazendo a diferença de 20 do Pacers cair para apenas 5 no minuto final de partida. Só que foi tarde demais, o time de Frank Vogel soube manter os nervos no lugar e segurar a vantagem nos últimos segundos. O Pacers é um dos times mais fortes da NBA quando seu ataque funciona, ainda mais quando Danny Granger (26 pontos) e Roy Hibbert (21 pontos) estão em dias bons ao mesmo tempo, pena que não é sempre. O Thunder parecia imparável até pouco tempo, mas ultimamente parecem um tiquinho mais humanos, podem se ferrar se pegarem um time que sabe explorar seus defeitos nos playoffs.

A liderança do Spurs foi garantida na mesma noite quando eles bateram em casa o Hornets. Foi a 10ª vitória seguida do time de Popovich, que não deixou nenhum jogador seu atuando por mais de 22 minutos em quadra. O Spurs sempre vai bem, isso não é surpresa, mas ao contrário do ano passado, está dando medo de verdade. Chegaram naquele ponto em que fazem tudo direitinho, tudo certo e parecem uma máquina de basquete que já está no automático. O pobre Hornets apanhou de 128 a 103! E sem Eric Gordon (31 pontos) era capaz de ter tomado de ainda mais. Após o jogo o técnico Monty Williams disse que seu time “não seria capaz de defender uma bicicleta mesmo se tivesse montado nela”. É… vou torcer para ser uma expressão idiomática que eu não conheço.

O dia ainda teve outros jogos importantes para os playoffs do Oeste: O Mavs, atual campeão, por incrível que pareça, ainda corre muito risco de ficar fora da pós-temporada. Estão 1.5 jogos na frente do Suns, 9º colocado. Entre eles o Denver Nuggets na última vaga. O Mavs pegou o Blazers em casa e acabou derrotado. Estavam indo bem até Raymond Felton, provavelmente o cara mais odiado pela torcida de Portland desde Zach Randolph, fazer 16 de seus 30 pontos (!!!) no terceiro período. No último quarto Jason Terry foi Jason Terry e mostrou porque tem pós-graduação, mestrado, doutorado e curso online em 4º período e levou o jogo para a prorrogação. Mas lá, com o jogo empatado no segundo final, o nativo de Dallas LaMarcus Aldridge selou o jogo em um arremesso sobre o lento Brendan Haywood.

O time de Dirk Nowitzki respirou aliviado porque na mesma noite o Suns também perdeu, mas foi para o Nuggets. Melhor ter o 8º colando na sua bunda se for para o 9º ficar para trás? Acho que sim, mas esse fim de temporada no Oeste vai ser uma confusão só. Arron Afflalo fez 30 pontos, Andre Miller fez 13 de seus 15 no último quarto para o Nuggets na vitória apertada sobre o Suns. Detalhe: JaVale McGee já virou reserva lá, é difícil ter paciência com ele.

O Miami Heat recebeu o Memphis Grizzlies e cometeu apenas 4 desperdícios de bola nos últimos 3 quartos de jogo. Impressionante! Uma pena que nos primeiros 12 minutos de partida tenham tido 10 turnovers e perdido a parcial por 13 pontos de diferença. Os dois times tiveram altos e baixos desde então, mas em geral a diferença ficou nisso e o Heat nunca se recuperou. LeBron James é excelente defensor, mas por algum motivo ele é péssimo contra Rudy Gay, vai entender. Não ajudou o time de Miami que Gilbert Arenas fez seu melhor jogo na temporada e acertou 4 das 5 bolas de 3 que tentou, acabando o jogo

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com 12 pontos. Fechando o dia, Bola Presa Bowl: Lakers x Rockets! Infelizmente, meu Lakers perdeu de novo. O jogo estava disputado até o começo do último quarto, mas aí Andrew Bynum (19 pontos) foi expulso (de novo, já tinha acontecido no último duelo entre os dois) e logo depois Marcus Camby acertou uma bola de 3 pontos, vi que não era dia. Ainda dava no final, mas depois de uma bola de 3 de Chandler Parsons com Kobe (28 pontos) na cara dele e duas daquelas bandejas mezzo Manu Ginóbili mezzo Derrick Rose de Goran Dragic (26 pontos, 11 assistências), o jogo já era: 112-107 Rockets.

Top 10 da Rodada (Destaque para a ausência da ponte aérea do Jason Terry para o Brandan Wright, coisa de Vince Carter!)

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Sábado de Aleluia torrando no sol e comendo camarão no espeto

Sabe os elogios do texto acima? Esqueçam tudo. Ativar memória de torcedor. Depois de vencer o Thunder, o Pacers foi massacrado pelo Boston Celtics: 86 a 72. Lembra como o Pacers foi bem no ataque antes? Foi péssimo nesse dia, acertando horríveis 35% de seus arremessos e não lembrou em nada o time que antes soube variar ataque de garrafão e de perímetro. O Celtics é assim, traz o pior de cada ataque, cada vício e defeito. Estão não só sobrevivendo como crescendo na hora certa com essa defesa. Em um momento do 3º período o Pacers chegou a encostar, mas aí o Celtics decidiu que era 2008 de novo, anulou o adversário na defesa e o trio de Garnett (15 pontos), Ray Allen (19) e Paul Pierce (24) fez os 20 pontos seguintes para os verdes, fim de jogo.

Sábado marcou uma das maiores decepções da temporada para mim. O divertido, defensivo e obediente Philadelphia 76ers está caindo pelas tabelas. Pegaram, em casa, o Magic (que está no meio de uma crise) e conseguiram perder mais uma. Depois de chegar a ser 3º colocado no Leste, agora nem mais lideram a divisão do Atlântico e com a derrota do sábado para Dwight Howard (20 pontos, 22 rebotes) estão em 8º no Leste, sendo caçados pelo Bucks, que derrotou o exausto Blazers no mesmo dia com um 4º período de 30 a 11. O Sixers começou bem, forçando erros e sendo impecáveis no contra-ataque, mas não deslancharam. No 2º tempo o Magic melhorou na defesa e no ataque contaram com grande atuação de Glen Davis (23 pontos). O Big Baby está numa sequência ótima de partidas, lembrando mais o grande jogador do Celtics do que o pedaço de carne desforme e imprestável do começo da temporada. Uma das melhores frases do dia foi de Doug Collins, técnico do Sixers, sobre o drama de estar perto de perder a vaga nos playoffs: “Todo time da liga vive dramas, menos o San Antonio Spurs”.

A disputa louca pelo fim do Oeste ficou um tiquinho mais interessante no sábado porque o Nuggets, 8º colocado, não aguentou o back-to-back e perdeu para o Golden State Warriors de Brandon Rush (20 pontos). O Nuggets, líder da NBA em pontos de contra-ataque por jogo (19) fez só 10 e tomou 25 do Warriors! “Tem sido assim a temporada inteira. Ganhamos do Chicago e aí perdemos para o Toronto. Vencemos Orlando e perdemos de New Orleans, isso já está ficando ridículo”, disse o sábio Ty Lawson sobre a inconstância de seu Nuggets.

E a coisa piorou para eles quando o Suns, que está na cola do Denver, bateu o Los Angeles Lakers, que jogou sem Kobe Bryant pela primeira vez desde abril de 2010. Com dores na tibia da perna esquerda, Kobe decidiu descansar por um jogo. Curiosamente o time não teve problema nenhum para marcar pontos: Devin Ebanks, seu substituto, fez 12 pontos, 10 só no primeiro quarto. Pau Gasol fez 30, Andrew Bynum 23 e o Lakers como um todo 105. Mas de que adianta tudo isso se é pra tomar 38 pontos no 2º quarto, 37 no 3º e 125 pontos no jogo todo? Péssima defesa de transição, da linha dos 3 pontos, de tudo, foi um nojo. Pelo Suns, 23 pontos do zumbi Michael Redd! Espero que o Suns primeiro dê um aumento pra toda área médica do time, depois que contratem Steph Curry e Andrew Bogut do Warriors.

Ainda no sábado, dois jogos interessantes: Primeiro o Grizzlies se manteve na 5ª posição do Oeste ao derrotar o Dallas Mavericks. Foi a mesma receita da vitória deles sobre o Heat na noite anterior: Venceram o 1º quarto com gosto (29 a 10 dessa vez) e só seguraram a peteca o resto do jogo. Mas não graças à grande inteligência de OJ Mayo e sua homenagem a JaVale McGee:

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Pelo Mavs, Lamar Odom jogou só 4 minutos e não voltou mais à quadra. Nessa segunda anunciaram que ele estará fora do grupo e não joga mais até o fim da temporada. Clássica troca que foi ruim pra todos os lados: Mavs, Lakers, Odom e Kardashian.

O outro jogo interessante foi a revanche entre DeMarcus Cousins e Blake Griffin, depois do primeiro ter chamado o segundo de ator fingidor, que finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente. Bom, não sei se Griffin provou que não é um ator, mas mostrou que seu time é bem melhor. Clippers bateu o Kings por 109 a 94 com 27 pontos e 14 rebotes de Griffin contra 15 pontos e 20 rebotes de Cousins. Vamos torcer para o Kings ser relevante um dia e isso virar um duelo de verdade! Vocês tem noção que o Clippers deu 13 enterradas no jogo inteiro?! Juro que nunca vi isso em um jogo que não fosse o das estrelas. Abaixo 3 dessas enterradas nas 3 primeiras posições do Top 10.

Top 10 da Rodada

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Domingo de Páscoa comendo chocolate mole na estrada

Se não fosse a queda de produção do Sixers, que perdeu de novo no domingo, dessa vez para o Celtics por 103 a 79, o confronto entre Knicks e Bulls de ontem à tarde poderia ser um preview da 1ª rodada dos playoffs. Mas o time de Mike Woodson agora é 7º do Leste e ganhou muita moral ao derrotar o líder da conferência no dia da volta de Derrick Rose. Não que tenham feito uma apresentação impecável, foi um misto de sorte e heroísmo, mas é o tipo de coisa que enche um time de confiança.

Eles começaram arrasando com o Bulls no primeiro período, em que Rose (29 pontos) parecia estar tropeçando nas próprias pernas depois de tanto tempo sem jogar. Mas aos poucos ele e o resto do time voltaram para o jogo. Sem se desesperar com os quase 20 pontos abertos pelo time da casa, se recuperaram. No finalzinho da partida ainda chegaram a abrir 9 pontos de vantagem depois de uma cesta de 3 pontos seguida de falta de Rose, mas aí o jogo virou uma loucura. No minuto final Carmelo Anthony (43 pontos, seu máximo com a camisa do Knicks) cortou a vantagem, Steve Novak quase empatou em uma bola de 3 que girou dentro da cesta, chegou a tocar a redinha e depois pulou fora, o Bulls pode matar o jogo mas perdeu 4 lances-livres seguidos com Derrick Rose e Luol Deng, só então Melo acertou uma bola forçada e maluca de 3 pontos na cara de Taj Gibson para levar o jogo para o tempo extra. Ufa. Só vendo pra entender tudo.

No tempo extra, mais Bulls na frente com infiltrações que só Derrick Rose (e Dragic!!!) poderiam fazer. Mas mesmo assim, deu Knicks. Faltando 9 segundos para o fim da partida, Carmelo Anthony mandou outra bala de 3 pontos do mesmo lugar do tempo normal, dessa vez sobre Deng, para virar o jogo. Defesa forte e Carmelo herói no ataque é um bom roteiro para um time que perdeu seu melhor armador, Jeremy Lin, e seu pontuador no garrafão, Amar’e Stoudemire, mas ainda não sei o limite disso, parece algo bem limitado.

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O resto do domingo não chegou aos pés desse jogo. Teve um jogo com prorrogação e emoção, mas a essa altura da temporada alguém ainda dedica tempo da sua vida pra ver Nets e Cavs?! Mas vale lembrar que com 32 pontos de Gerald Green podemos dizer que ele é, oficialmente, o grande achado da D-League na temporada. Outros jogos fáceis incluem a 11ª vitória seguida do Spurs, dessa vez sobre o Utah Jazz, e uma pausa na boa fase de Raptors e Pistons. Não há momento bom que resista a confrontos contra Thunder e Heat. Kevin Durant meteu 23 pontos para cima do time canadense e LeBron James fez 26 para derrotar seu ex-inimigo Pistons.

Top 10 da Rodada (MEUDEUS como o Gerald Green pula e meus pêsames, Tiago Splitter!)

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Em busca do pivô perfeito

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Consegue apoiar uma bola no pescoço? Então está contratado pelo Mark Cuban

O Mark Cuban, dono bilionário do Dallas Mavericks, conseguiu um milagre desde que chegou no time há mais de 10 anos. Transformou uma franquia que era uma das maiores piadas da NBA em um time respeitado, vencedor e o único a conseguir furar o domínio de Spurs e Lakers no Oeste desde 1999. Muitos vão questionar a falta de um título e algumas derrotas traumáticas nos playoffs, é verdade, mas analisando um pouco mais de longe, não deixam de ser vitórias. Era impossível ver o Mavs dos anos 90 e pensar que 10 anos depois eles estariam quebrando recordes de temporadas seguidas com mais de 50 vitórias, é como pensar hoje em ver o Pacers ou o Wolves dominando a próxima geração da NBA.

Porém, se ele teve sucesso em mudar o time, falhou em um dos seus grandes sonhos: ter um grande pivô. Nos últimos 10 anos o Mavs teve um dos melhores alas de força da história, Dirk Nowitzki, os dois melhores armadores da década, Jason Kidd e Steve Nash, além de outros grandes jogadores como Nick Van Exel, Antawn Jamison, Michael Finley e Josh Howard. Mas pivô ele nunca conseguiu, e não foi por falta de tentativa!
Eu sempre digo que foi o Mark Cuban que tentou e não nenhum dos General Managers que passaram pelo time nesses anos todos porque o Cuban é o dono que mais interfere nos negócios do time em toda a NBA, de longe. Ele nunca contrataria um cara que quer independência para resolver tudo sem consultá-lo. Como Mark Cuban usa de sua fortuna pessoal para bancar muita coisa lá dentro, ele quer ter o direito de dar palpites. Uma atitude questionável, mas se em quase todo lugar quem tem dinheiro manda, nos EUA isso não é só verdade como também é bem aceito.
Cuban foi o primeiro a caçar na China um de seus pivôs gigantes. Antes de aparecer Yao Ming, a estrela era Wang Zhizhi, que apesar de não ser tão ruim, era fraco demais para a NBA. Ainda no exterior o Mavs foi atrás de Obinna (melhor que Eto’o e Shaq) Ekenzie, Mamadou N’diaye e outras aberrações. A de história mais curiosa é o russo Pavel Podkolzin. Ele apareceu do nada para a imprensa americana e no dia em que foi descoberto foi para a primeira (PRIMEIRA!) posição naquele site NBADraft.net, que faz uma aposta de como serão os drafts dos anos seguintes. Os depoimentos sobre um pivô de 2,26m que sabia bater bola, driblar, chutar de 3 pontos e jogar de costas para a cesta encantaram a todos. Alguns vídeos e treinos depois e perceberam que não era tudo isso, mesmo assim ele foi a escolha 21 do Draft de 2004 (antes de caras como Kevin Martin, Beno Udrih e Anderson Varejão). Ao mostrar que era ridículo nos treinos, participou de apenas 6 jogos em dois anos na NBA, marcou 4 pontos e decidiu voltar para a Rússia.
Depois disso ainda passaram por lá aqueles típicos jogadores que só servem para fechar elenco e aumentar a média de altura: DJ Mbenga, Evan Eschmeyer, Scott Williams, Ryan Hollins e um dos jogadores mais feios da história da NBA, Calvin Booth. Além, claro, do antológico Shawn Bradley, que deixou esse legado em Dallas:
Entre os de mais destaque, o Mavs apostou no Raef LaFrentz, um pivô bem ágil e com bom arremesso, que parecia ser a solução para o time não ficar baixo demais e ao mesmo tempo continuar a correria imposta pelo então técnico Don Nelson. Não é que deu errado, mas não solucionou o problema principal, ano após ano o Mavs enfrentava Tim Duncan, Shaquille O’Neal, Kevin Garnett, David Robinson, Brad Miller, Vlad Divac, Yao Ming e não havia uma alma capaz de detê-los. Tanto que no meio do caminho até apelaram para especialistas defensivos que não sabiam nem segurar a bola no ataque, como DeSagana Diop. Confesso que durante alguns jogos achei que ninguém marcou tão bem o Duncan quanto o Diop, mas o cara era uma parede com pernas, não um jogador de basquete.
Uma das grandes derrotas do Mark Cuban foi o verão de 2004, quando o Shaquille O’Neal tinha decidido junto ao Lakers que não continuaria em Los Angeles, buscando times para troca. O Mavs logo se apresentou: ofereceu qualquer pacote com qualquer jogador no elenco, apenas Dirk Nowitzki não poderia ser incluído. De resto o Lakers poderia pedir o time inteiro! Não querendo enfrentar o Shaq sempre nos playoffs e na temporada regular, o Lakers preferiu mandar o Shaq para a outra conferência, disse que só toparia uma troca com o Mavs se envolvesse Nowitzki.
Foi então que em 2005 o Mark Cuban decidiu que não iria gastar os seus milhões para manter o Free Agent Steve Nash, ao invés disso investiu grana parecida para tirar do Warriors o Erick Dampier. Desesperado por um pivô e sem ter conseguido Shaq, que revolucionou o Miami Heat naquele ano, foi atrás do Damp, que tinha feito uma boa temporada no Warriors. Mas mal ele sabia que o Dampier é o típico homem de contrato, que só joga bem no último ano de seus acordos para se valorizar para o ano seguinte. Essa armadilha também pode responder pelo nome de Bobby Simmons, Larry Hughes, Sasha Vujacic…
O Dampier não foi horrível na sua passagem pelo Mavs, mas não foi bom como o esperado e nem tão bom quanto o que sua folha salarial poderia sugerir. É um cara que faz poucas bobagens, pega seus rebotes, mas não faz questão nenhuma de chamar o jogo e pode passar despercebido por jogos inteiros. Não é facilmente batido na defesa, mas também nem nos melhores dias pode parar um grande jogador adversário. Ou seja, o Mavs dava um de seus maiores salários para um cara que tinha tudo pra ser um reservão. Típico da tara histórica de Mark Cuban por pivôs, que sempre achou que eles mereciam receber mais por serem mais raros e a chave para os títulos.
Na temporada passada o Mavs fez sua melhor manobra para ganhar um pivô. Mandaram um monte de porcaria para o Wizards para ter em troca Caron Butler e Brendan Haywood. Não precisou passar um mês da troca para ser óbvio como o Haywood, apenas por ser bem ativo nos rebotes e na defesa, era o melhor pivô do time em 10 anos. Ele também pareceu funcionar bem com o Jason Kidd e Caron Butler em suas infiltrações, era capaz de se posicionar para receber passes embaixo da cesta e marcar seus pontos sem precisar pensar, que não é o forte dele.
E o que aconteceu quando o Mavs finalmente achou um grande pivô? Enfrentaram o Spurs nos playoffs, que tantas vezes haviam lhes eliminado usando Tim Duncan e antes David Robinson, mas que dessa vez lhes bateu usando a tática do Mavs, o small ball. Ao invés de usar os pivôs (que nem tinha, pra falar a verdade), o técnico Popovich entupiu o Spurs com jogadores rápidos e baixos, como George Hill e Tony Parker e assim bateu o Dallas, que até afundou o Haywood no banco para tentar igualar a velocidade do Spurs sem sucesso.
Mais um fracasso não parou o Mark Cuban, que satisfeito com o Haywood, resolveu torná-lo mais um dos vários pivôs que vão pagar a faculdade dos bisnetos com o dinheiro do bilionário. Haywood assinou um contrato de 55 milhões de dólares por 6 temporadas!
Eu achei um bom negócio manter o Haywood, que é o melhor pivô que eles já tiveram, mas mesmo sendo o melhor, não é um cara completo. Se com ele o Mavs tem a defesa que sempre sonhou, ainda não tem presença de garrafão, já que Nowitzki trabalha bem apenas da meia distância pra trás. E ainda gastou uma nota preta, provavelmente porque o agente do Haywood sabe que do Mark Cuban dá pra arrancar muito dinheiro.
Talvez pensando nessa questão ofensiva, o Mavs não deu por encerrada a busca por mais um pivô. Por um lado é legal ver que o time é incansável na hora de tentar melhorar, mas foi esquisito vê-los correndo atrás de Shaquille O’Neal e Al Jefferson dias depois de pagar aquele caminhão de dinheiro para o Haywood. São 55 milhões para deixá-lo no banco, é isso? Faz algum sentido? Porque titular na frente desses dois ele não seria nem se a mãe do Haywood fosse a treinadora.
As negociações com Shaq, porém, não caminharam bem e o foco do time se tornou Al Jefferson. Mesmo ele não sendo um pivô nato, Big Al atuou com sucesso nessa posição pelo Wolves e se destaca justamente por ser um dos jogadores mais completos quando o assunto é atacar. Ele sabe se posicionar embaixo da cesta, tem bom movimento de pés e um dos fakes mais traiçoeiros da NBA. Seria o parceiro ideal para Nowitzki, que com ele do lado até teria mais espaço para atacar a cesta, coisa que ele tem tentado mais nos últimos anos.
As negociações estavam bastante avançadas porque o Dallas começou essa offseason com uma das moedas de troca mais valiosas do mercado, Erick Dampier. Não que ele seja bom, mas é que o seu contrato de 13 milhões (deus salve as criancinhas com fome!) não é garantido para a próxima temporada! Ou seja, um time poderia despachar para o Dallas alguém de salário enorme, receber em troca o Dampier e simplesmente dispensá-lo antes da temporada começar, sem precisar pagar toda essa bagatela. Muitos times estavam babando para se livrar de contratos ruins com uma troca pelo Dampier e o Wolves era um deles.
Mas como vocês sabem e já foi comentado aqui, o Al Jefferson foi trocado para o Utah Jazz, não para o Dallas Mavericks, e vocês sabem o motivo? Simples, o Dallas queria aproveitar a troca para se livrar também do contrato de quase 5 milhões de dólares do DeShawn Stevenson, que nem está sendo usado. O Wolves não aceitou, a troca empacou, ninguém cedeu e o Jazz aproveitou para entrar em ação.
Preciso comentar o nível de burrice dessa decisão? Eles estiveram a um “sim” de ter o pivô que o Mark Cuban sonha há 10 anos, um cara que mesmo jogando improvisado é melhor que Dampier, Haywood, LaFrentz e toda aquela renca junta! Mas não fizeram isso porque queriam se livrar do contrato do Stevenson? Por dinheiro? Depois de pagar tão caro por tantos pivôs eles não quiseram pagar um pouquinho a mais pelo DeShawn por um ano para ter o Al Jefferson? Porra, Mark Cuban, merece sofrer sem pivô por mais 10 anos!
No fim das contas o contrato não-garantido do Erick Dampier acabou sendo enviado para o Charlotte Bobcats em troca de não um, mas dois pivôs! Tyson Chandler e Alex Ajinca. O Ajinca é um desastre total! Falei mal do Johan Petro aqui outro dia mas acho que em um duelo 1-contra-1 o Petro vai parecer o Kevin McHale perto do Ajinca. Já o Tyson Chandler não é ruim, é muito bom quando não está machucado (o que tem sido raro), mas seus talentos são na defesa: toco, rebote e, no máximo, rebotes ofensivos e pontes-aéreas. Não é exatamente o que o Haywood faz? Gastaram o valioso contrato do Dampier para ter mais do mesmo.
Ah, e para não perder o hábito, o Mavs fecha suas ações de Off-Season contratando o glorioso Ian Mahinmi. Brendan Haywood, Tyson Chandler, Alex Ajinca e Ian Mahinmi, está satisfeito ou a busca continua, Mark Cuban?

Botão do apocalipse

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Caron Butler chora uma lágrima de sangue pelos seus companheiros do Wizards

Durante o fim de semana do All-Star, o Wizards resolveu apertar o botão do apocalipse. Com 17 vitórias e 33 derrotas, o time tem a segunda pior campanha do Leste e a quarta pior de toda a NBA. A equipe aturou o Gilbert Arenas contundido por muito tempo com a esperança de que, com ele de volta, pudesse competir pelo título do Leste. Afinal, Arenas, Jamison e Caron Butler são todos All-Stars e não é qualquer time que consegue ter tantas estrelas juntas ao mesmo tempo. Mas nessa temporada o Wizards aprendeu duas coisas: a primeira é que contar com o Arenas é impossível, porque ou ele vai estar contundido ou vai ter caído numa piscina de xarope, bebido água da privada ou colocado pó-de-mico na cueca de algum companheiro de equipe. A segunda coisa é que nas raras vezes em que Arenas, Butler e Jamison estão juntos em quadra, eles simplesmente não são muito bons. Falta de química, entrosamento, esforço, defesa, não faltam razões para o fracasso de um trio que parece nunca ter entendido o papel de cada um em quadra e que nunca se levou muito a sério. Vendo que não adiantava esperar pela volta do Arenas, então, o Wizards criou um par de bagos, esgotou a paciência, apertou o botão do apocalipse e resolveu se livrar dos jogadores. Como o Arenas ganha 16 milhões e o Jamison ganha 11 milhões (e vai ganhar 15 num contrato que dura ainda mais duas temporadas, fora essa) só sobrou o Caron Butler para interessar algum time na NBA.

Com o Butler no mercado, o Mavs ficou com água na boca. Adicionar o Gooden e o Shawn Marion não adiantou bulhufas particularmente porque o resto do time não defende grandes coisas e porque o Josh Howard cai de produção mais e mais a cada ano. Não faz muito tempo ele era um pontuador excelente com momentos geniais na defesa, com roubos e tocos decisivos e potencial ilimitado. Mas depois de sua polêmica afirmação de que fumava maconha nas férias, problemas com a torcida do Mavs e uma complicada cirurgia no tornozelo durante as férias, ele nunca mais foi o mesmo, joga sem vontade e parece um jogador comum com um salário muito gordo. Trocá-lo por um ladrão de bolas (talvez o melhor de toda a NBA) com mais talento ofensivo que o Josh Howard não foi uma decisão difícil, até o Isiah Thomas conseguiria acertar nessa.
De brinde, o Wizards ainda mandou DeShawn Stevenson, que está velho, se acha a última bolacha do pacote, mas ainda é um defensor razoável, e o Brandon Haywood, que é um ótimo defensor no garrafão e tem tudo para acompanhar melhor o ritmo do Mavs no jogo de transição. O atual pivô do time, Erick Dampier, tem cada vez mais problemas nos joelhos e precisa ser poupado em jogos seguidos, então a chegada do Haywood é essencial para o garrafão do Mavs. O Dampier até que quebra um belo de um galho, especialmente com a ajuda de Jason Kidd (que faz qualquer um render melhor no ataque), e bem provavelmente vai continuar sendo o titular da equipe. Mas o Haywood vai acabar tendo mais minutos do que ele, porque embora nunca tenha sido um gênio nos rebotes, sempre teve um bom tempo de bola e pés bem rápidos na defesa. O pessoal em Dallas já fala de planos de usar os dois ao mesmo tempo contra garrafões mais fortes, o que torna a equipe muito mais versátil.
Para isso, o Mavs teve que perder também o Drew Gooden, mas ele não faz falta para a equipe. O Gooden é muito bom, mas o coitado sempre teve que jogar improvisado a vida inteira. No Grizzlies, equipe que o draftou, tinha que jogar de ala-armador porque não tinha outro mané para ocupar a vaga (o coitado teve que aprender a arremessar de três, sem sucesso), no Cavs e no Mavs tinha que quase sempre jogar de pivô para tapar buraco. Seu jogo sofre muito embaixo da cesta, ele prefere ficar nos arremessos de média distância, mas no Mavs seu talento nos arremessos era meio inútil frente à quantidade de arremessadores na equipe, especialmente o Nowitzki que também joga fora do garrafão sempre que pode. O resultado era o Gooden sendo pago para brigar por rebotes e defender o aro, coisa que ele não faz muito bem e que Haywood vai executar com muito mais facilidade. O Mavs manda também o Quinton Ross, bom defensor de perímetro, e o James Singleton, um ala brigador para dar pancada quando tiver briga com a torcida ou quando alguém não pagar uma dívida.
Pro Wizards, a troca é para começar de novo. Os contratos de Ross e Singleton são praticamente simbólicos e, assim como os contratos de Drew Gooden e Josh Howard, terminam nessa temporada. De repente, com apenas uma troca, o time entra na brincadeira para contratar alguém na imensidão de estrelas que estarão desempregadas ao fim dessa temporada. É um excelente ano para reconstruir, tendo em vista a quantidade de talento disponível, e o Wizards vai ter uma graninha para tentar a sorte. E, por enquanto, só pra não perder demais, fica torcendo para o Josh Howard mostrar que todo o potencial que se via nele não foi ilusão de óptica.
Na tentativa de reconstruir a equipe antes que se diga parangaricutirimirruaru, o Jamison também está disponível para ser trocado e, se conseguirem mandá-lo por mais contratos expirantes, o Wizards vai poder construir um time inteirinho novo com a grana. Mas vai ter que ser em volta do Arenas, porque dele não vai dar pra se livrar. Já cogitam que o Jamison vá para o Cavs ou para o Celtics, por exemplo.
Essa é uma daquelas trocas que pode parecer um assalto, mas que deixa os dois lados felizes. O Mavs se transformou num time muito mais forte. Agora Shawn Marion, Butler e Haywood podem tornar o Mavs uma equipe mais defensiva, Butler vai render tudo aquilo que se esperava de Josh Howard no ataque para desafogar Nowitzki (que não é das estrelas mais constantes em pontos), e o garrafão fica mais versátil porque terá dois jogadores capazes de brigar lá dentro, ao invés de ter um ala improvisado. Ainda acho que não é o bastante para que o Mavs pense em título, mas a aquisição de Haywood é essencial para um eventual confronto com Lakers e Nuggets, donos de um garrafão que faz todo o resto do Oeste fazer xixi na cama. O Mavs tem agora um elenco muito mais forte do que tinha na temporada passada, prova de que seu dono Mark Cuban não poupa verdinhas em busca de um título. O teto salarial dessa temporada é de 57 milhões, e o Mavs passa a pagar 90 milhões! São mais de 30 milhões acima do limite, o que resulta em 30 milhões a mais gastos só com multas (daria pra estacionar uma caralhada de carros fora da vaga). Com o esquema tático favorecendo um pouco mais Jason Kidd e um elenco cada vez mais grandioso ao seu lado, esse Mavs deve ser levado a sério, ao contrário de ser um time invisível que todo mundo sabe que não dá em nada como era até pouco tempo atrás. Ainda não acredito, sou um incrédulo infiel sujo, mas quero mais é que essa equipe prove que estou enganado. Agora, ao menos levo o time a sério. Vai demorar um pouco para todas as peças encaixarem, Haywood e Butler não conseguiram treinar com a equipe ainda, e nesse Oeste mais disputado do que mulher sem gonorreia no carnaval é bem capaz que percam várias posições na tabela, mas para os playoffs estarão firmes e fortes. Enquanto o Wizards assiste tudo em casa, tentando garantir que o Arenas não apronte nenhuma e convencendo alguma outra estrela para jogar com o armador. Vai ser difícil, mas pelo menos foi corajoso – melhor do que o Pistons que não decide se renova ou não renova, manteve o Hamilton e torrou a grana antes de poder brincar na temporada que vem. Funhé.

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A arte de entender a cabeça de Tyronn Lue

Eu tive uma conversa quase filosófica com o Danilo algum tempo atrás. Filosófica mas sobre NBA, claro. Ficamos tentando entender como funciona a cabeça de um jogador da NBA, afinal a maioria deles encara o basquete e a liga de forma diferente da que nós, fãs. Para eles a NBA é o local de trabalho, os times são empresas e empresas que ficam em lugares dos EUA que eles gostam, não gostam ou onde têm alguma história. Além disso, eles vêem o lance do dinheiro e da fama de forma diferente da nossa. Imagino que a maioria dos nossos leitores não saiba como é não ter dinheiro e, de repente, se ver em posição de ganhar milhões e milhões de dólares por jogar 82 jogos de basquete assistidos em quase todos os países do planeta.

Acho que essa discussão é bastante válida nesses meses sem temporada porque é agora que os jogadores estão decidindo (ou estão decidindo por eles) onde e por quanto vão jogar.

Primeiro tem a parte da grana, que até já falamos aqui outras vezes na época da contratação do Baron Davis e do Elton Brand, mas é realmente uma questão importante para o jogador de basquete da NBA. Eles encaram o dinheiro que recebem não só como uma chance de viver bem para o resto da vida, mas como uma medida do valor deles como jogadores e de importância junto à franquia. Então não é importante receber apenas um bom dinheiro para o cara fazer até os netos viverem na boa, é importante receber de acordo com o que o cara representa para o time. Logo, o Chris Paul deve receber mais que o Tyson Chandler, que deve receber mais que o Morris Peterson. O Duncan recebe mais que o Tony Parker, que recebe mais que o Bruce Bowen e ainda pega a Eva Longoria.

Não é raro os contratos de dentro do time servirem como parâmetro para um novo contrato, para que o melhor ganhe mais e o pior menos. Quando isso não é respeitado até cria uma discussão na mídia e entre os fãs, afinal por que pagam tanto pelo Erick Dampier se o DeSagana Diop jogava mais tempo que ele? Ou por que oferecer mais dinheiro pelo Nenê do que pelo Marcus Camby se o Camby era mais importante que o Nenê no antigo garrafão do Denver? A disucssão veio à tona nas últimas semanas porque tem gente revoltada que o Antawn Jamison ganha mais grana que o Caron Butler, o mais mal pago do trio de Washington. Se bem que eu me sinto mal de chamar de “mal pago” alguém que ganha 8 milhões de dólares em um ano.

Também há a competição entre jogadores de times diferentes. Diz a lenda (isso nunca é confirmado da boca dos atletas) que o Zach Randolph tinha acertado um bom contrato com o Blazers e ia assiná-lo quando descobriu que o Pau Gasol tinha assinado um contrato ainda melhor com o Grizzlies. Então o Randolph se recusou a aceitar aquele contrato e disse que ele tinha que ganhar mais do que o Gasol por ser melhor do que ele. Pra mim é uma atitude ridícula, ele até pode se achar melhor que o Gasol, mas mudar o contrato por causa disso é idiota. Se todo mundo na NBA quisesse ganhar mais que o Brian Cardinal (em torno de 7 milhões por ano) os times iam à falência.

Também bastante discutido, principalmente entre os Free Agents irrestritos, que podem ir para qualquer time, é a cidade em que vão jogar. Assim que saíram as notícias de que o Baron Davis não iria continuar no Warriors, os times cogitados para ficar com o armador eram Kings, Clippers e até o Lakers, tudo porque o Baron Davis é do estado da Califórnia e já deixou bem claro que gosta de morar lá e porque também é envolvido na indústria de cinema, que é concentrada em Los Angeles. No fim das contas ele topou ir para o Clippers mesmo.

Outro caso famoso é o do Shaquille O’Neal, que disse que adora lugares quentes, de clima bom e que não tenha muito frio, neve pra ele nem pensar. Ele conseguiu isso. Jogou nos dois times da ensolarada Flórida (Miami e Orlando), no calor da Califórnia com o Lakers e agora está no deserto do Arizona com o Suns. Azar do Jazz e do Nuggets, em cidades frias pra burro, e do Portland e do Sonics, que ficam (ou ficavam) em cidades conhecidas pelas suas chuvas. Nunca tiveram a chance de ter o Shaq em seus times. O assunto da onde os jogadores moram veio à tona também na semana passada quando o Gilbert Arenas tirou sarro do seu companheiro de Universidade do Arizona, Richard Jefferson, porque ele estava indo para o Bucks. Aqui as palavras do Arenas:

“Richard Jefferson vai para Milwaukee… HAHAHA! Cara, isso é engraçado. Quando eu ouvi eu comecei a dar risada. Cara, como eu ri. E você sabe por que? Porque todo jogador odeia Milwaukee. Ninguém quer morar lá. Desculpe, Milwaukee, de pegar tão pesado com vocês, mas ninguém na NBA quer morar aí. Para ele sair de New Jersey, ou melhor de Nova York, porque ele morava lá, para ir para Milwaukee é como… bom, vamos dizer que não vai combinar com ele. Foi muito engraçado quando ouvi essa notícia, mas pelo menos o Yi Jianlian deve estar feliz. “

Vai ver que é por isso que o Bucks tem essa coisa de manter por lá os jogadores que dizem até publicamente que não querem jogar com eles. O Bucks deve ter noção de que se eles forem esperar alguém que realmente quer jogar com eles, o time não vai ter o elenco mínimo no dia que começar a temporada. E o Yi deve estar feliz mesmo, ele sempre disse que queria morar em uma cidade com alguma colônia chinesa e com o Nets ele estará ao lado de Nova York, que tem mais chinês do que táxi.

Mas um outro tema, o que eu acho mais interessante de todos, é saber qual é a ambição do jogador, saber o que ele quer de sua carreira.

Não é lei, mas o padrão mostra que primeiro o jogador quer entrar na NBA em algum time em que ele tenha tempo de quadra. O time pode ser bom, ruim ou médio, se ele tiver tempo pra mostrar que é bom, ótimo. Depois que ele provou o que é, a tendência é o jogador buscar o contrato mais lucrativo possível. Já li sobre jogadores que tem medo de se machucar ou de, de repente, perder espaço na NBA, então para eles o mais importante é conseguir o contrato mais longo e lucrativo possível. Por fim, quando o jogador vê que sua carreira está indo para o fim, ele tenta buscar o que não tem ainda. Então se ele não tem um título, vai para um time com chance de título. Se nunca jogou na cidade em que nasceu, tenta ir para lá, se quer ser técnico, vai para onde ele será aceito como auxiliar técnico, caso do Sam Cassell, que considera ir para o Denver para ser treinado pelo seu amigo George Karl. Não acho que o Denver seja um bom lugar para aprender algo sobre ser técnico de basquete, mas beleza, quem sou eu pra questionar o que o Cassell faz, não é?

Mas acontece que para alguns, a carreira não é tão comum assim e durante ela o jogador tem que fazer escolhas não tão óbvias. São reações que inicialmente causam espanto mas que pensando bem, dá pra entender.

O primeiro caso é o do Tyronn Lue. Ele acabou de assinar com o Milwaukee Bucks, sim, o time em que ninguém quer jogar. E não foi por desespero não, ele não corria o risco de ficar desempregado. O Suns o queria como reserva do Nash e até ouvi uns rumores de que o Miami, que precisa desesperadamente de um armador, além do Celtics e do Kings, queriam seus trabalhos, mas não, ele preferiu ir para o Bucks. Depois de tantos anos rodando pela NBA, principalmente em times ruins, era de se esperar que o Lue escolhesse ir para um time de mais prestígio para aparecer na TV, jogar os playoffs, ganhar jogos e até tentar ganhar um anel de campeão. Mas ao invés disso ele foi para um time que não está nem perto de um título e que já tem Mo Williams e o promissor Ramon Sessions em sua posição.

O motivo foi tempo. O Suns e todos os outros times usaram esse atrativo do título, dos playoffs para o Lue, mas ofereciam sempre o contrato mínimo por um ano. Apesar de não serem fontes oficiais, dizem que o Bucks ofereceu mais dinheiro e um contrato de 3 anos de duração. Depois de ser um andarilho em times ruins, o Lue decidiu se firmar financeiramente. Ainda em um time ruim, infelizmente.

Outro caso bem interessante é o do Jarvis Hayes. Ele foi draftado pelo Wizards e lá em Washington passou os primeiros anos de sua carreira, mostrou que era talentoso, que sabia marcar pontos mas também foi bastante irregular e se machucou bastante. Virou Free Agent, foi para o Pistons, foi muito bem na temporada vindo do banco e era peça importante como reserva de Hamilton e Prince. Mas então, de repente, já que era Free Agent de novo, assinou com o New Jersey Nets.

Até aí nada de mais, mas depois descobriram que ele tinha recebido propostas do San Antonio Spurs e do New Orleans Hornets. Ele poderia ser um reserva importante, que entraria em todo jogo em dois dos melhores times da liga, mas ao invés disso preferiu ir para o Nets, que está claramente em reformulação e pensando em ganhar de verdade somente em 2010, depois de tentar pegar o LeBron. E pior, financeiramente as propostas eram muito parecidas.

O motivo é bem claro, em New Jersey ele tem muitas chances de ser titular. Com Richard Jefferson foram da equipe, Trenton Hassell não sendo lá tudo isso e o Bostjan Nachbar sondado por times europeus e pelo Hawks, o Hayes praticamente não tem competição para ser peça importantíssima na equipe. Aqui está o que ele disse:

“No fim das contas a oportunidade de ir para um time e ter a chance de realmente jogar era algo que eu não podia deixar passar.”

Achei muito legal a atitude dele. Ao invés de se contentar em ser um coadjuvante em times bons como Pistons, Hornets e Spurs, ele preferiu jogar basquete pra valer, por mais minutos possíveis, no fraco Nets.

Muito legal ver que mesmo que eles pareçam pessoas diferentes, que enxerguem as coisas de forma bem diferente, às vezes dá pra encontrar uns caras com quem a gente se identifica, que mesmo nesse mar de dinheiro, fama e busca pela glória, consagração e imortalidade na história da liga, alguns queiram somente ir lá e jogar o máximo de basquete possível.

E você, o que faria? Se recebesse propostas financeiramente iguais, iria para o time a um passo do título, onde provavelmente seria segunda ou terceira opção do banco, ou iria para um time fraco onde, pela primeira vez na carreira profissional, teria chance de ser titular?

Vídeo: Jerome James

Não tem nada a ver com o assunto mas assim que eu vi esse vídeo eu precisei colocar ele aqui. É um mix de jogadas do grande, gordo, grosso e patético pivô do New York Knicks, Jerome James. É a prova final de que até sua tia gorda que aperta suas bochechas no Natal pode parecer um bom jogador com a edição de vídeo certa.