? Los Angeles Lakers ladeira abaixo

? Los Angeles Lakers ladeira abaixo

Em 1960, a vencedora franquia do Minneapolis Lakers deixou a cidade dos lagos para se mudar para a capital mundial do entretenimento, Los Angeles. Com 5 títulos na bagagem, o novo time não demorou para se adaptar à metrópole, que abraçou seu novo time e o transformou ao longo das décadas em um dos símbolos mais fortes do segundo maior centro urbano dos EUA. Sem um time de futebol americano para chamar de seu, o povo angelino abraçou a história vencedora do Lakers para representá-los na cena nacional.

Essa sincronia funcionou por um alinhamento de sentimentos e resultados. O Los Angeles Lakers assumiu a personalidade local: somos os maiores, os mais importantes e, acima de tudo, os mais famosos. A megalomania das grandes cidades está presente lá, mas sem a auto-ironia de Nova York. O Lakers, como sua nova cidade, jamais iria admitir seus defeitos ou rir de seus problemas. Do estrelismo de Wilt Chamberlain ao showtime de Magic Johnson, o Lakers queria ser e era o centro do mundo. As celebridades batendo palmas na plateia eram tão ou mais importantes que a qualidade do basquete na quadra.

Preview da temporada 2015/16 da NBA – Divisão Pacífico

Bem amigos do Bola Presa, bem vindos a mais uma temporada de NBA aqui neste humilde blog. Depois de merecidas férias (risos) após aquela cobertura louca dos Playoffs, voltamos em ritmo de pré-temporada aquecendo os motores para o basquete de verdade que começa no fim deste mês.

Separamos nosso preview em divisões, apresentando os times na ordem que achamos que eles vão terminar frente a seus rivais. Destacamos quem chegou e quem saiu (os mais importantes, não necessariamente todas as mudanças) e tentamos prever a rotação de cada time.

Os patinhos feitos do Oeste: Los Angeles Lakers

Mais cedo publicamos a primeira parte deste texto. Para falar sobre os dois piores times do Oeste, ou melhor, os dois únicos times que não estão agradando na conferência mais forte da NBA, começamos tentando explicar porque o Denver Nuggets fede. Agora chega a parte de falar de glamour e decadência, por que diabos o LA Lakers está passando um vexame atrás do outro?

O Los Angeles Lakers, que tanta gente me pediu para comentar, é uma história diferente e bem mais simples. Não sei direito o que falar sobre a razão de todos estarem assustados, achei que a maioria estava esperando isso ou pior. Talvez a surpresa seja porque muitos pensavam que a defesa ruim do time era culpa de Mike D’Antoni, quando na verdade não havia técnico que salvasse o elenco do ano passado. Sem bons defensores em quase NENHUMA posição fica quase impossível! Talvez algum cara especialista na área e muito acima da média, como um Tom Thibodeau da vida, pudesse até transformar o time em algo decente, mas é trabalho para poucos. Byron Scott, o novo técnico, também não tem um histórico de grandes defesas montadas. Ele começou muito bem a carreira, seu New Jersey Nets bi-campeão do Leste em 2001 e 2002 era, estatisticamente, a melhor defesa de toda a NBA! Mas depois disso foram fracassos atrás de fracassos, com a exceção de um dos seus anos em New Orleans, onde Chris Paul, David West e Tyson Chandler, três excepcionais defensores, levaram o time à 7ª melhor marca da liga na categoria.

O que a mídia americana que acompanha Byron Scott de perto nos treinos diz é que ele é um técnico antiquado. Isso ficou claro quando ele disse que queria ver o Lakers arremessando bem menos da linha dos 3 pontos, indo na contra-mão de tudo o que a liga descobriu nos últimos anos. Veja bem, ele não disse que quer que o Lakers arremesse MELHOR da linha dos 3, nem que arremesse em melhores situações, mas que chute menos e busque outros lances. Na pré-temporada o Lakers praticamente não arremessou da zona morta, o arremesso de 3 mais valioso de todo o jogo! Nos últimos anos, o único time que teve sucesso sem ter um bom número de arremessos feitos (e, logo, tentados) de longa distância foi o Memphis Grizzlies, mas eles só o fizeram com uma das melhores defesas da NBA e uma das melhores duplas de garrafão do planeta, Zach Randolph e Marc Gasol. O Lakers não tem nada disso, assim como não tem jogadores para fazer o que Scott prega, atacar a cesta. Tirando Jeremy Lin e Kobe Bryant, ambos com muitíssima limitação, quem pode atacar o garrafão adversário?

LAL3

Na defesa, aliás, não é diferente, ainda é antiquado. Se seu esquema defensivo funcionava em 2002, não funciona em 2014. Desde o Cavs dos últimos anos (onde ele, vale lembrar em sua defesa, também não tinha elenco bom nas mãos) até o Lakers de hoje, há muita dificuldade em marcar a transição em velocidade e as bolas de 3 da zona morta, justamente estilos de jogada que cresceram nos últimos anos. O foco de Scott é em fechar o garrafão, mas sem um especialista em tocos ninguém se intimida.

O time do ano passado, portanto, comandado por D’Antoni, era uma porcaria na defesa, mas sabia atacar, rodar a bola e criar cestas fáceis. Era um time montado mais de acordo com o que queria fazer, caras como Nick Young, Jordan Farmar, Kendall Marshall e Jodie Meeks nasceram para jogar com D’Antoni e seu Run-and-Gun. Com isso eles eram ruins, perdiam toneladas de jogos, mas não eram demolidos toda santa noite como tem acontecido até agora. Mas não são só esses os problemas, tem mais. Tem o azar. Das 3 maiores armas ofensivas do time, 2 se machucaram: Steve Nash e Nick Young. A outra, Kobe Bryant, está voltando após mais de um ano parado com lesões sérias. Para piorar, a quarta aposta ofensiva poderia ser Julius Randle, uma incógnita como todos os novatos, mas sua lesão no primeiro jogo da temporada foi mais um balde de água fria. Uma coisa é um time limitado, outra é um time limitado com seus melhores jogadores machucados.

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Assim como Derrick Rose está demorando para embalar, Kobe passa pela mesma má fase. Às vezes é capaz de jogadas de tirar o fôlego, mas depois vêm uma sequência de turnovers e arremessos sem ritmo. Kobe ainda tem o lado da idade, fazendo que seja basicamente inviável que ele comande um ataque de alto nível nesse momento. Sua mente, porém, não aceita isso e, vendo os companheiros jogando mal, ele resolve tentar dominar o mundo. É assim que a cabeça de Kobe sempre funcionou e não seria diferente agora. É tentando tomar conta do jogo que ele quer mostrar que se importa, que está levando a sério, que não aceita perder e que espera a mesma dedicação dos outros. É uma mentalidade antiga e que só funciona com outros caras doentes de competitivo como ele (talvez desse certo com, sei lá, Rajon Rondo), mas que não se encaixa em nada com o resto do grupo.

Mas entre essa falha de comunicação, a volta da lesão, e colocar Kobe Bryant como culpado da má fase existe um oceano. Ele sempre foi assim e isso nunca o impediu de estar em tantos e tantos times vencedores. A conta, aliás, é bem simples: quando Kobe teve um time bom ao seu lado, foi longe; quando teve companheiros ruins, não foi. E se você pensar bem, é assim com TODOS OS JOGADORES do planeta. A gente tenta personificar as coisas, mas no basquete da NBA não dá pra levar um time nas costas. Mesmo aquele Cleveland Cavaliers de 2007 que LeBron James aparentemente carregou nas costas até a final era muito bem entrosado e qualificado defensivamente. Era no ataque, a coisa que mais chama a atenção dos torcedores, que LeBron tinha que se virar sozinho, e mesmo assim contava com um grupo de especialistas em bolas de longa distância.

Alguns não colocam a culpa em Kobe por seus 40 arremessos por partida, mas dizem que ele é justamente o culpado por ter companheiros ruins. Culpam Kobe por ter o maior salário da NBA e assim privar o Lakers de espaço salarial para contratar novos jogadores. Mas isso é uma grande e bela lenda. Também é um jeito bem estranho de lidar com o salário de outra pessoa, alguém aqui abriria mão de uns 15 milhões de dólares para que sua empresa contratasse um novo gerente mais qualificado? Sabemos de jogadores que fizeram isso, como Dirk Nowitzki em Dallas, mas não dá pra cobrar isso de uma pessoa. O Lakers é o time mais lucrativo da NBA, o que tem o maior contrato local de televisão (aquele que cada time faz individualmente) e a razão disso é que todos querem ver Kobe. O próprio Dirk disse que as situações, pela situação financeira de cada franquia, eram bem diferentes. Ele estava fazendo o último contrato da carreira, o Lakers quis o valorizar e ele topou. Seria mais correto gerar o dinheiro e deixar ficar lá com os donos? De novo?

Mesmo com o contrato de Kobe Bryant, que recebe 23 milhões nessa temporada, o Lakers teve (ou poderia ter caso fizesse toda a burocracia de salary cap) mais de 20 milhões de dólares de espaço no teto salarial, mais do que o necessário para reforçar o time com basicamente qualquer Free Agent disponível na última offseason! Muito difícil conseguir LeBron James ou Carmelo Anthony? Pouco provável tirar Chris Bosh já que nem o Houston Rockets conseguiu? O Lakers ainda poderia ter oferecido uma boa grana em Lance Stephenson, Isaiah Thomas, Luol Deng, Kyle Lowry, Gordon Hayward, Eric Bledsoe ou Chandler Parsons. Todos estavam sob o alcance financeiro do time. Com um pouco de sorte, xaveco e timing, havia espaço para conseguir até dois desses caras. E tudo isso sem Kobe Bryant precisar cortar o seu salário! O Lakers não o fez porque é uma franquia ambiciosa, orgulhosa e, justamente por essas qualidades, às vezes bastante burra. Querendo só os melhores dos melhores, apenas caras já consagrados, experientes e prontos para títulos, se viram sem ninguém. Aí quando não conseguiram nem Pau Gasol, que topou receber menos grana no Chicago Bulls, tiveram que buscar os poucos veteranos que ainda estavam no mercado, Jeremy Lin e Carlos Boozer. E um importante lembrete: o Lakers estava sem nenhum técnico contratado durante boa parte das férias!!! Que plano eles estavam vendendo aos Free Agents?!

Denver Nuggets v Los Angeles Lakers

Com minutos controlados e estilo certo de jogo, Lin e Boozer podem ser importantes em muitos times da NBA. Mas Boozer está envelhecendo e sua força, uma de suas maiores qualidades na última década, já não faz tanto estrago como antigamente. Apenas com o arremesso de meia distância e alguns rebotes ele não faz o necessário para revolucionar um time. Lin é bom no pick-and-roll, mas não funciona toda noite e ele precisa de espaço para jogar, de velocidade e liberdade. Byron Scott não oferece NADA disso ao armador, que teria se dado muito melhor caso Mike D’Antoni, o técnico da época da Linsanity, tivesse ficado por lá. Assim como eles, as chegadas de Ed Davis e a volta de Xavier Henry e Nick Young foram até que bons negócios, mas nenhum que realmente tenha mudado o status do time.

O que vale a pena pensar é por que esses jogadores não quiseram ir para o Los Angeles Lakers! Cadê o glamour que todos diziam? Cadê aquele grande atrativo que diziam favorecer os “grandes mercados”? Lembram desse papo durante o locaute? Rs. Outro dia Isaiah Thomas disse que gostaria de ter ido, mas que não o ofereceram nada. Comentaristas nos EUA, porém, dizem que é Kobe Bryant que ao invés de atrair, afasta outros Free Agents com o seu comportamento feroz, de cobrança e estilo de jogo individualista. A geração Kevin Durant/LeBron James realmente prefere se juntar com amigos e formar ambientes felizes, difícil imaginar um Lakers de Kobe/Shaq funcionando e vencendo nos dias de hoje.

Então não tentem achar uma razão para o Lakers estar tão mal nesse começo de temporada, o melhor é somar todas as diversas coisas que deram errado até agora e tentar imaginar se um dia eles vão vencer uma partida. Contra o Philadelphia 76ers, talvez?

Um técnico que, apesar de alguns bons trabalhos no passado, parece ultrapassado; lesão de alguns dos jogadores mais importantes do time; elenco limitado mesmo se todos estivessem inteiros; Kobe Bryant ainda bem longe de jogar seu melhor basquete e uma offseason onde a diretoria da equipe mirou o home run e saiu com um strikeout. Mas ei, existe um lado bom nisso tudo! A escolha do Draft do ano que vem!! Trocada com o Phoenix Suns por Steve Nash, a escolha do Draft 2015 tem uma proteção, se ficar entre as 5 primeiras é do Lakers, a partir da 6ª posição já do Suns. Então se o Lakers continuar como o pior time do Oeste, crescem as chances do time conseguir um bom novato no próximo ano. Se ficar numa posição mediana, perde a escolha. Segurem o choro e aproveitem as derrotas, pessoal.

Sem receita

Os últimos dias, recheados de grandes contratações, tem sido combustível para uma série de análises sobre quem venceu e quem perdeu na briga que toda offseason oferece aos times na hora de melhorar seus elencos. Os resultados são bem óbvios: os vencedores são Cleveland Cavaliers com LeBron James, Washington Wizards com Paul Pierce e Dallas Mavericks com Chandler Parsons e o desconto na renovação de contrato de Dirk Nowitzki. Os perdedores são Houston Rockets, que perdeu Parsons e não conseguiu Chris Bosh; o Heat, que manteve o time vice-campeão mas sem o melhor jogador da galáxia; e Brooklyn Nets e Los Angeles Lakers, que perderam bons veteranos, Pierce e Gasol, e não conseguem atrair ou manter bons nomes mesmo estando em grandes centros.

Tendo dito tudo isso, surge uma questão: o quanto cada time é culpado ou merecedor de críticas por esses resultados? O quanto de sorte, talento e planejamento envolve a construção de uma equipe vencedora?

Melo

Comecemos por um time que não venceu o offseason, mas se safou de uma grande derrota. O New York Knicks ficou bem próximo de perder Carmelo Anthony para outra equipe, mas conseguiu, no fim das contas, renovar com o ala. O cenário para Anthony em NY não é dos mais animadores, depois de vários anos de resultado mediano, o time piorou muito no ano passado e não vai muito mudado para a próxima temporada. Amar’e Stoudemire e Andrea Bargnani comem boa parte da folha salarial para jogar pouco e continuam lá, Tyson Chandler foi trocado por José Calderón e o time será treinado por um novato na função, Derek Fisher.

Eu, no lugar de Anthony, já teria dado o fora de NY faz tempo! O Chicago Bulls estava lá prontinho para oferecer um bom contrato pra ele. Um time que já é bom sem Derrick Rose, que tem um dos melhores técnicos da NBA, um sistema de jogo definido e que só precisa de mais poder de fogo para dar o último passo rumo a disputa por títulos. Ele era a mudança! O que o Knicks tinha para oferecer e ofereceu era só esperança: daqui um ano acabam os contratos de Stoudemire e Bargnani, daqui 2 anos surge uma nova safra de Free Agents espetacular e pessoas irão vir jogar conosco.

Acho que é a hora de lembrar que dos grandes nomes do Draft de 2003, LeBron James e Chris Bosh têm 2 títulos cada, Dwyane Wade tem 3. Carmelo Anthony só passou da primeira rodada dos Playoffs duas vezes! Nunca vou colocar culpa individual num resultado coletivo, certamente Melo teria melhores resultados se tivesse mais sorte no Denver Nuggets, se tivesse jogado mais tempo no Leste ou se chegasse em um Knicks mais bem organizado. Nada disso é culpa dele. Porém passa a ser um pouco quando ele tem finalmente a chance de definir seus rumos na carreira e foge dos melhores lugares para se jogar.

Bosh

E é aí que temos que dar todos os parabéns para Phil Jackson, novo General Manger e faz-tudo do New York Knicks. Após seu novo contrato, Melo disse que foi difícil recusar um trabalho para o técnico mais vencedor da NBA nas últimas décadas, e que acreditou em seu plano. Ao ler isso, cheguei a conclusão de que para montar um bom time você não precisa de um bom General Manager apenas, mas de alguém com boa lábia e uma imagem muito boa dentro da liga. A ideia de uma troca ou contratação ou argumentação pode vir de qualquer um na diretoria, mas ela deve ser apresentada por alguém que cause uma boa impressão. Vender uma contratação é vender o imprevisível futuro, mas com um tempero romantizado do passado. Ninguém faz isso melhor do que os caras rodados, vencedores e idolatrados da liga: eu venci no passado e, logo, vencerei no futuro. Como se fosse tão fácil, né Felipão?

Dá pra interpretar que o argumento de Phil Jackson para Carmelo Anthony foi mais ou menos o seguinte: cheguei agora e preciso de tempo para arrumar as coisas, espera mais um ano aí, ganhando muito dinheiro, e você fará parte de tudo. Simples assim, e aí um dos melhores jogadores do planeta abraçou e colocou seus últimos anos no auge do basquete nas mãos dele.

Lembra um pouco o que Pat Riley fez com LeBron James em 2010. Foi lá, fez a proposta, mostrou sua coleção de anéis de campeão e disse que sabia o caminho das pedras. Se era pra se juntar com Wade e Bosh, que fosse no time comandando por um vencedor como Riley. Dá pra dizer que o presidente do Heat usou esse artifício mais uma vez em 2014, mas dessa vez não em LeBron, mas de Chris Bosh. Ele tinha a proposta dos sonhos em Houston: seria muito bem pago para ser o veterano que lidera um time jovem, talentosíssimo e que só pediria de Bosh aquilo que ele pode oferecer. Nada de exigir que ele jogue de costas para a cesta ou coisas que já o irritaram no passado. Mas Riley ofereceu o que podia, além do quinto ano de contrato que o Houston não era autorizado, a chance de ser o cara de um time que não quer se reconstruir perdendo, mas se mantendo entre os melhores. Riley garantiu manter o alto nível para os próximos 2 anos e, depois, uma nova reestruturação. Contratou Luol Deng e renovou com Mario Chalmers e Chris Andersen apenas até 2016. Só Bosh e Wade ficam nos planos a longo prazo, claro.

Riley

Não dá pra ignorar que tanto Pat Riley quanto Phil Jackson, além de encantar com suas histórias de sucesso, falam muito em confiança. Pode deixar com eles que tudo será resolvido, há um plano de médio a longo prazo e tudo dará certo. E, importante, será feito em volta desses super jogadores. Isso explica um pouco do fracasso do Houston Rockets nesta offseason.

Eu já tinha achado estranho na temporada passada quando Dwight Howard havia hesitado tanto antes de ir para o Rockets, time que era obviamente a melhor opção para ele em todos os aspectos. Precisou de muita lábia e até de dezenas de mensagens diárias de, vejam só, Chandler Parsons, que se aproximou do pivô para falar das maravilhas de se trabalhar e viver em Houston. Um ano depois Parsons vai embora do time se dizendo decepcionado e frustrado com a maneira que as coisas aconteceram. Abaixo suas palavras em entrevista ao Yahoo!Sports:

“Honestamente, me senti ofendido pela maneira com que o processo foi conduzido. Eles disseram publicamente que queriam uma terceira estrela para o time e eu acho que tinham uma bem na frente deles. É a maneira com que eles me veem como jogador, mas eu acho que ainda nem cheguei perto de todo o meu potencial”.

Depois, ao longo da entrevista, Parsons até diz que entende o que  Daryl Morey, “um manager muito agressivo”, estava tentando fazer, mas claramente há um ressentimento. E não sabemos como James Harden e principalmente Dwight Howard, atraído ao time por Parsons, vão reagir a saída de um dos principais jogadores do time. Mesmo com a chegada do veterano Trevor Ariza para o seu lugar, é uma baita mudança e que claramente não melhora o time a ponto de ambicionar muito mais coisas. Morey não é do meio do basquete, nunca jogou, nunca foi campeão e tenta ser pioneiro no uso de tecnologias e estatísticas na NBA. Ele pode estar se tornando aquele pioneiro que se fere por ser o primeiro a pisar no território, mas pode não sobrevive para aproveitar tudo o que descobriu.

O caso me lembra um pouco o do Minnesota Timberwolves com Kevin Love e o antigo GM, David Kahn. Entre muitos erros e alguns acertos, o agressivo e criativo Kahn chegou a montar bons elencos no Wolves, mas na temporada seguinte tudo era alterado na eterna busca por melhora. Uma vez Love se disse simplesmente cansado de sempre ter que começar do zero todo santo ano. Em geral, jogadores gostam de estabilidade para eles e para seus colegas favoritos. Mudança, só quando está dando tudo errado e com data marcada (como as de Knicks e Heat), não a qualquer momento, como acontecesse com o Rockets. Será que isso não pesou na escolha de Bosh? Os jogadores confiam no que Morey está fazendo? Descartar Jeremy Lin e Omer Asik dois anos depois de lutar tanto por eles não ajuda a reputação.

Parsons

Mas há um mérito nisso tudo. Se o Rockets muda demais, é porque eles não se contentam com o meio da tabela. Daryl Morey sabe que o mesmo time do ano passado teria que evoluir em muita coisa para lutar por um título, e que o caminho mais rápido para essa evolução era a adição de um outro jogador fora de série. A ideia era manter Bosh e Chandler e eles criaram um bom cenário para os dois ficarem, houve planejamento. Apenas não contavam com a decisão de Bosh de ser o capitão que afunda com o navio em Miami; nem com o Dallas Mavericks oferecendo um dinheiro surreal para Chandler. Chegou ao ponto em que reassinar o ala seria garantir pelo menos 3 anos onde o Rockets não teria flexibilidade econômica para novas negociações, dá pra imaginar a agonia de Morey com um mundo onde ele não pudesse trocar ninguém?

O cenário lembra, um pouco, de longe, o do Los Angeles Lakers. O time sai como um grande derrotado dessa offseason, é claro: entrou no Draft e nas negociações por Free Agents sem nem ter um técnico, sem ter um armador e com pouquíssimos jogadores garantidos no elenco. Só depois de perder na briga por LeBron James, Carmelo Anthony, Chris Bosh e até Dirk Nowitzi que se contentaram em reassinar alguns jogadores do ano passado (Jordan Hill e Nick Young) e trocar por Jeremy Lin. Mas talvez a maior humilhação tenha sido quando Pau Gasol recusou uma proposta mais lucrativa do Lakers pela chance de ir para o Bulls.

A proposta de GM Mitch Kupchak é parecida com a de Morey, simplesmente não vale a pena lutar pelo meio da tabela. Se o Lakers não conseguiu quem queria, deixou os nomes medianos para trás e pelo jeito só fará o básico necessário para ter um elenco completo no próximo ano. O problema é que o Houston faz isso já estando no meio da tabela, com tudo para ir para os Playoffs e tudo mais, enquanto o Lakers está no fundo da conferência e prestes a ser ultrapassado por Utah Jazz e Sacramento Kings. O dilema em Los Angeles é conseguir ter espaço salarial para a próxima super estrela, mas ao mesmo tempo criar um time bom o bastante para atrair esse jogador. Quem quer ir jogar num time sem técnico e cujas maiores estrelas, Kobe Bryant e Steve Nash, não dão nenhuma garantia de que estarão saudáveis no próximo ano? O tal “grande mercado”, as cidades interessantes dos EUA, até tem seus atrativos, mas não fazem milagre.

Kupchak

O ponto disso tudo é que para conseguir jogadores bom, além do Draft e de trocas, você precisa ser interessante. Pois é, com toda a subjetividade que a palavra tem nela. Para LeBron James em especial, e só ele, ser um time no noroeste de Ohio é ser interessante. E tanto faz que o Cleveland Cavaliers é uma franquia fracassada, mal dirigida e que tomou decisões péssimas nos últimos mil anos, ele quer ir pra lá para ajudar a resolver. Para o Knicks, quando deixou de bastar estar na maior cidade dos EUA, eles chamaram Phil Jackson para se tornarem mais atrativos, como fez Miami, que juntou os baixos impostos da Flórida e as praias com Pat Riley e um histórico recente de vitórias.

O Lakers, por outro lado, vive um momento de indecisão. Alguns acham que Mitch Kupchak daria o fora depois que o antigo dono do time, Jerry Buss, morreu no ano passado. Ele ficou, mas está na corda bamba e dependendo de boas contratações para se segurar no cargo, uma dessas escolhas é do técnico. Que jogador de alto nível escolha ir para um time sem treinador? Não faz sentido. E se jogar ao lado de Kobe não é das coisas mais fáceis, o que dirá de um Kobe que volta de duas lesões sérias aos 30 e muitos anos de idade?

No momento, o Lakers apela para sua história e para as raízes de alguns jogadores. Será que ano que vem Kevin Love quer voltar para sua amada Califórnia, onde jogou pela UCLA? Será que Kevin Durant que sair de Oklahoma City e viver ‘onde tudo acontece’? É pouco para um time se apoiar nisso, espero que o planejamento seja maior do que isso. Mas o pior é que pode dar certo.

Último capítulo?

Desde que levou um mediano time do Orlando Magic para a Final da NBA em 2009, a carreira de Dwight Howard tem chamado mais a atenção pelo que acontece nos bastidores do que pela sua atuação dentro de quadra. Ontem aconteceu de novo. O mundo da NBA passou o dia no Twitter esperando Howard anunciar, na própria rede social como ele havia prometido, a sua decisão. Só no fim da noite ele mudou seu avatar para uma foto sua com a camisa 12 do Rockets e mudou sua cidade atual para Houston, Texas. Não demorou muito para o General Manager do Los Angeles Lakers, Mitch Kupchak, lançar uma nota desejando o melhor para o pivô em sua nova empreitada.

Dwight Howard

Não faz muito tempo e o mesmo Kupchak estava feliz da vida anunciando a chegada de Dwight Howard para o Lakers em uma troca que surpreendeu o mundo inteiro. Como o Lakers tinha conseguido esse cara? Conseguiu, mas foi o único sucesso que tiveram com Howard. E a troca inteira deu errado para todos os participantes. O Sixers, que recebeu Andrew Bynum, não viu um minuto do pivô em quadra, que agora deve sair do time como Free Agent. Howard deixou o Lakers e Andre Iguodala ontem mesmo anunciou sua saída do Nuggets para o Golden State Warriors. Vencedor mesmo só o próprio Orlando Magic, que viu boas temporadas de Moe Harkless e especialmente de Nikola Vucevic e que a custo de uma temporada esquecível, ganhou também Victor Oladipo na 2ª escolha de quadra.

Apesar do Lakers ter até se humilhado bastante para tentar manter Dwight Howard, colocando outdoors enormes em Los Angeles suplicando para que o pivô ficasse por lá, muitos torcedores estão felizes com a saída dele. Até eu, torcedor do Lakers e com total consciência de que ele poderia ser o futuro da franquia, estou levemente aliviado com sua saída. Mas para entender esse alívio nosso e até a tristeza do Danilo, o outro lado do Bola Presa que torce para o Rockets e não é lá muito fã do Superman, precisamos lembrar de toda a história de Howard desde aquela final de 2009.

A insatisfação do pivô começa já na offseason antes da temporada 2009-10, quando o Magic não foi capaz de segurar o ala Hedo Turkoglu, o grande destaque do time nos Playoffs durante as eliminações de Boston Celtics e Cleveland Cavaliers. Sem o turco, ao invés de uma melhora em busca do pouco que faltou para o sucesso na final, o time ficou menos qualificado e, pior, sem os recursos financeiros para contratar novos jogadores. O que se viu nos próximos anos foram remendos e mais remendos, como a troca por Vince Carter, a de Rashard Lewis pelo aleijado Gilbert Arenas e até a volta de Turkoglu, já longe da boa forma depois de ter fracassado em Toronto e Phoenix. O efeito dominó chegou até a relação entre Howard e o técnico Stan Van Gundy.

O treinador do bigodinho mais firmeza do basquete queria manter o esquema tático semelhante ao da campanha do título, com defesa pressionada no perímetro que forçava os times a encontrarem Dwight Howard no garrafão, e com ataque de muitos passes e o pick-and-roll, antes comandado por Turkoglu e depois por Jameer Nelson. O pivô, porém, não estava satisfeito, ele queria que o ataque passasse inicialmente por suas mãos, queria ser o macho-alfa não só na defesa e confiava que suas jogadas de costas para a cesta deveriam ser o ponto inicial do ataque do Magic. A partir daí as coisas ficam nebulosas, com muitos boatos e histórias que ninguém tem certeza. O que dizem é que Howard conversou com o General Manager Otis Smith e com o dono da equipe, Richard DeVos, exigindo a saída de Van Gundy. O clima devia estar gostoso como aquele jantar de família onde tem mais palavrões do que talheres na mesa. Mas, por incrível que pareça, Dwight Howard abdicou da sua opção de ser Free Agent e ficou por mais um ano em um Magic que ele odiava.

É claro que nada se resolveu nesse ano extra, o do locaute, e ficaram tão feias que no fim da temporada Dwight Howard resolveu mandar tudo a merda e antecipou uma cirurgia que deveria fazer nas costas. O Magic foi eliminado nos Playoffs, Stan Van Gundy mandado embora e o General Manager Otis Smith foi substituído por Rob Hennigan, o responsável pela troca do pivô para o Lakers. A novela de mais de ano, que teve o New Jersey/Brooklyn Nets como personagem principal durante muito tempo, parecia ter acabado com mais um jogador top de linha indo para Los Angeles.

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Eis que chega mais um capítulo do que os gringos estão chamando de Dwightmare Saga, o pesadelo de Dwight Howard. O pivô chegou em Los Angeles com status de o novo grande pivô da franquia que mais teve gigantes dominantes na NBA. Os cartazes mostravam George Mikan, Kareen Abdul-Jabbar, Wilt Chamberlain, Shaquille O’Neal e Dwight Howard. Muita pressão? Muita expectativa? O resultado a gente lembra, acabou de acontecer. Lesões, relação conflituosa com Kobe Bryant, críticas ao esquema de Mike D’Antoni tal qual ele fazia a Van Gundy e muita, muita fofoca. Talvez pior do que a postura de Howard frente a suas insatisfações seja a das pessoas em sua volta, sempre tem um agente, amigo ou o diabo a quatro soltando informações de que pensa isso ou aquilo, seguido da incapacidade do próprio Howard de desmentir as coisas. Como se não bastasse, seus insistentes sorrisos e brincadeiras mesmo nos piores momentos, que muitos podem ver como qualidade, simplesmente não bateram com a cultura do Lakers e especialmente de Kobe Bryant. Segundo o astro-mor do Lakers, faltava à Howard a capacidade de separar a hora das risadas e brincadeiras como conseguiram outros brincalhões da história do Lakers como Shaq e Magic Johnson. Dwight via isso como mais uma encheção de saco, quando ele poderia, finalmente, estar à vontade em um time dele, onde suas opiniões e desejos ditassem as regras?

Não me surpreendeu que Dwight Howard tenha deixado o Los Angeles Lakers, onde ele nunca se sentiu bem. Se ele ficasse, certamente seria pelos motivos errados. A tradição da franquia, Kobe Bryant, os 30 milhões extras que o Lakers poderia oferecer por um 5º ano de contrato e o desejo de continuar sob os holofotes da cidade com mais holofotes no mundo. Até um reality show havia sido prometido à ele caso ficasse em LA. Faria mais sentido o apelo dos outros times, mesmo os piores deles. O Dallas Mavericks não tem chance de título logo de cara, provavelmente, mas estava disposto a ser o time de Howard, o lugar onde ele ditaria as regras e teria pitaco para tudo. O Golden State Warriors oferece um ambiente mais leve, com jogadores mais jovens e de uma geração mais próxima à de Howard, além de um técnico cristão fervoroso para um jogador cristão fervoroso, na hora da comunicação isso pode ajudar.

O Houston Rockets era a equipe com menos apelos fora da quadra, e por isso admiro a decisão do pivô. Chances de mimimi à parte, ele foi para a equipe mais pronta, que mais precisava dele e onde ele tem mais chances de ser campeão da NBA. Será que finalmente Dwight Howard deixou de se importar em ser o centro do mundo, em ser a estrela, em chamar a atenção e só quer ganhar um título de NBA? Seu passado diz que não, mas a decisão indica um passo no caminho certo.

Só não vamos ter certeza de tudo isso antes da hora. Até que provem o contrário, Dwight Howard é o mesmo molecão de sempre, para o bem e para o mal. Dizem que uma das razões para o pivô escolher o Rockets foi a amizade que ele criou com Chandler Parsons, um dos palhaços do Rockets, durante as últimas semanas. O ala falou com Howard todos os dias, mandou mensagens, respondeu qualquer dúvida sobre o time, jogadores e cidade e fez de tudo para convencê-lo. Do outro lado Kobe Bryant dizia que ele não queria convencer ninguém a jogar com ele, que não queria ninguém que depois que as coisas dessem errado falasse “eu não queria, vocês que me convenceram”. Não tem certo e errado, só tem o fato de Howard se sentir melhor ao lado de Parsons do que com Kobe.

Mas embora o Houston Rockets tenha conseguido lidar bem com o recrutamento de Dwight Howard, que começou já no ano passado, antes da troca com o Lakers, como lidar com ele dentro de quadra? Porque algumas coisas se mostram conflituosas aqui, o estilo, proposta e conceito de basquete do Rockets e a maneira como Howard se enxerga.

Asik x Howard

Vamos começar da primeira parte. Como sabemos, Daryl Morey, manager do Rockets, é o mais geek dos gerentes da NBA e investe pesado em estatísticas, novas tecnologias e novas leituras do jogo. O consenso entre os nerds do esporte é que dentro do basquete duas jogadas são valiosas e imprescindíveis: a primeira é a at-the-rim, jogadas no aro como bandejas e enterradas; a outra são as bolas de 3 pontos. As bandejas e enterradas valem bastante porque tem maior aproveitamento do que qualquer outro arremesso no jogo, as bolas de 3 compensam porque apesar do aproveitamento menor, valem 50% a mais. Sabendo disso o próximo passo é saber como conseguir executar bem essas duas jogadas, em outras palavras, bandejas com pouca marcação e feita pelos jogadores certos e arremessos de 3 sem marcação a executados por especialistas no chute. A solução do Houston Rockets é um time com 4 jogadores de perímetro, abertos, todos com capacidade de arremesso e um pivô, Omer Asik, que serve para os bloqueios que liberam espaço para as infiltrações. O resto é basicamente leitura da defesa, quem está mais quente e as decisões pessoais de James Harden (estas nem sempre muito espertas).

Dito isso, onde se encaixa Dwight Howard? No ataque ele pode ser usado de duas maneiras. A primeira no pick-and-roll, fazendo os bloqueios e recebendo passes, mais ou menos como Asik, mas com mais opções de passes e pontes aéreas. A segunda, se aproveitando de mismatches. Times são forçados a enfrentar o Rockets com quintetos baixos e no meio das trocas de marcação na defesa às vezes um cara baixo acaba marcando o pivô. Asik era muito limitado para tirar proveito, fazia menos de 1 ponto por jogo em jogadas de post-up, mas Howard, embora limitado, é melhor. Mas mais do que isso, Howard ajuda na defesa. Sabendo que o que valem são bandejas e bolas de 3, é isso que o Rockets tenta, sem sucesso, defender. A presença de uma potência física como Howard libera o Rockets para colocar sua defesa mais longe do garrafão, fechando os 3 pontos e confiando no pivô para proteger o aro. Mais ou menos o que ele fazia até 2009 no Orlando Magic.

Perfeito, não? Para mim soa como um time pronto para ir lá em cima brigar com San Antonio Spurs, OKC Thunder, LA Clippers e toda a trupe de favoritos ao Oeste. Mas, ei, o que acontece quando Dwight Howard descobrir que ele é um Asik de luxo? Será Kevin McHale será o terceiro técnico seguido ao ouvir críticas do pivô, dizendo que ele não recebe a bola o bastante, que o ataque não começa com ele, que ele quer decidir no último período, que sente que não faz parte e etc, etc, etc? Claro que eventualmente ele vai receber a bola, bem mais que Omer Asik, mas será o bastante para ele? O histórico recente diz que não, mas será que prometeram algo diferente durante o xaveco das últimas semanas? Ou ele entendeu que talvez precise ser mais secundário, especialmente quando as bolas de 3 pontos estiverem caindo? Não respondo tudo isso porque realmente não sei o que esperar da cabeça meio divertida, meio mimada de Dwight Howard. De qualquer forma, a aposta do Rockets foi válida. Há alguns anos problemas de saúde tiraram da franquia a chance de ver o que a dupla Tracy McGrady e Yao Ming poderia ter rendido, veremos o que fazem com James Harden e Dwight Howard.

Dwight Kobe

Para o Lakers a perda é bem simbólica. A franquia de Los Angeles se orgulhava de ser um imã de grandes jogadores, as estrelas eram atraídas para lá quando Free Agents e só saiam se o time quisesse fazer alguma troca. Sair assim, sem deixar nada, é novidade completa. E pior, não é como se sem o salário do Howard o Lakers pudesse sair por aí contratando gente. Para essa próxima temporada, que nem sabemos quando ou se ela verá Kobe Bryant, o Lakers só tem uma ou outra exceção (tipos de contrato pequenos, abertos mesmo para times acima do teto salarial) e os salários mínimos reservados para fechar um elenco.

Mas de qualquer forma, falando como torcedor do Lakers de novo, senti um certo alívio ao ver que o time não estava gastando mais de 100 milhões de dólares na aposta que Dwight Howard levaria o time nas costas até após a aposentadoria de Kobe Bryant. Simplesmente não acredito que ele seja bom o bastante para isso, acho, ao contrário, que a maior chance dele entrar para a história é aceitando ser um Asik de luxo. Não assinar Howard faz o Lakers se livrar de uma “fria”, mas não resolve nada. Pau Gasol foi excelente no final da temporada passada, mas não é mais o grande pivô que levou o Lakers a três finais seguidas. Não sabemos como Kobe Bryant volta de lesão e Steve Nash ainda não conseguiu uma sequência de jogos.

Falando em Steve Nash, sua troca com o Suns tirou do Lakers as escolhas de Draft de 2013 e 2015, mas não do novo fetiche da galera, o Draft 2014. Uma temporada sem Kobe pode significar uma boa posição numa classe cheia de talentos extraordinários. Está próxima temporada é também o último de contrato de TODOS os jogadores do elenco, exceto Steve Nash. Em 2014, além do Draft, teremos LeBron James, Chris Bosh, Dwyane Wade, Luol Deng, Andrew Bogut, Paul George, Marcin Gortat, DeMarcus Cousins e possivelmente Carmelo Anthony como Free Agents. Perder Howard significa ser ruim, mas talvez só por uma temporada. O verdadeiro teste para o ego do Lakers e sua capacidade de atrair grandes nomes acontecerá daqui um ano.

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