Preview da temporada 2015/16 da NBA – Divisão Pacífico

Bem amigos do Bola Presa, bem vindos a mais uma temporada de NBA aqui neste humilde blog. Depois de merecidas férias (risos) após aquela cobertura louca dos Playoffs, voltamos em ritmo de pré-temporada aquecendo os motores para o basquete de verdade que começa no fim deste mês.

Separamos nosso preview em divisões, apresentando os times na ordem que achamos que eles vão terminar frente a seus rivais. Destacamos quem chegou e quem saiu (os mais importantes, não necessariamente todas as mudanças) e tentamos prever a rotação de cada time.

O amplo e claro legado de Steve Nash

O amplo e claro legado de Steve Nash

Depois que Steve Nash, quase que comicamente, voltou a sentir dores nas costas após tentar carregar suas malas há algumas semanas, todos temiam pelo pior. E o pior chegou na noite de ontem: o problema voltou a afetar os nervos da sua coluna e ele está fora de toda a temporada 2014-15. Esta que seria, segundo o próprio jogador, a última de sua carreira. Já com 40 anos e com um problema grave em uma área de difícil recuperação, o mais provável é que nunca mais veremos Nash numa quadra da NBA.

Imagino aqui que todos estejam igualmente tristes e que não seja necessário ficar lembrando o quanto Nash foi espetacular e importante para o basquete nos últimos 10 ou 15 anos, mas não é questão de necessidade, é desejo. Quero escrever e imagino que muitos queiram reler sobre a importância do armador. Dizem que a aposentadoria é uma primeira morte para um atleta, então relembrar o que todos ainda não esqueceram é o ritual de luto do comentarista esportivo.

Nash2

Nascido na África do Sul, criado desde pequeno no Canadá, fanático por futebol, sem explosão física e altura, Steve Nash tinha tudo, absolutamente tudo para nunca ser ninguém no basquete, esporte que só começou a praticar aos 13 anos. Sua carreira de basquete no colegial foi boa, mas escondido em Vancouver, nenhuma grande universidade americana deu bola pra ele. Seu técnico precisou mandar fitas para mais de 30 equipes até que o treinador da Universidade de Santa Clara se interessasse pelo jogador apesar dele ser “o pior jogador de defesa que eu já tinha visto”.

Santa Clara nunca foi grande coisa em revelar grandes nomes do basquete da NBA. Até hoje foram apenas 13 jogadores, sendo que só 3 tiveram algum destaque na liga: Nash, Kurt Rambis e Dennis Awtrey. Desde 1999 nenhum jogador de lá ultrapassa o Draft e chega aos profissionais. Mas foi lá que Nash fez boas 4 temporadas e superou uma pequena queda de produção em seu último ano para ser a 15ª escolha do Draft de 1996 pelo Phoenix Suns. Como esperado por muitos, sem a explosão física e a defesa ainda bem frágil, teve pouco impacto e logo foi trocado para o Dallas Mavericks.

No time recém-adquirido por Mark Cuban as coisas começaram a mudar. Ao lado do improvável Steve Nash, o Mavs também apostava em outro gringo improvável: Dirk Nowitzki. Um canadense anão que não saia do chão e um alemão (JOGADOR DE BASQUETE ALEMÃO!) que tinha mais de 2,10m de altura mas preferia arremessar de média e longa distância. O que eles tinham na cabeça? Mas como num bom filme de Sessão da Tarde, os dois usaram a adversidade e a pressão para primeiro virar grandes amigos e, depois, ótimos jogadores. Ambos refinaram o entrosamento dentro de quadra e deram a sorte de encontrar com Don Nelson, um dos técnicos mais malucos, criativos e excêntricos da história da NBA. O que Nelson pedia de seu time era justamente o que Nash e Nowitzki poderiam oferecer naquele momento de suas carreiras: velocidade, decisões rápidas e muitos arremessos de longa distância.

Quando pensamos no começo dos anos 2000 na Conferência Oeste, pensamos em Los Angeles Lakers, San Antonio Spurs e Sacramento Kings, mas, por incrível que pareça, o Mavs, finalista de conferência em 2003, foi o time que teve o melhor ataque de toda a liga em 2001-02, 2002-03 e 2003-04. Na época, pré-estatísticas avançadas, achávamos que o maior número de pontos do Mavs era resultado de um ataque exagerado e desorganizado. Realmente era, mas os números de hoje mostram que nos 3 anos citados, o Mavs liderou a liga também em pontos por posse de bola, não só pontos totais. Se eles perdiam, poderia ser pela defesa ou por um pouco de desorganização em jogos decisivos (ou só porque Spurs e Kings eram melhores), mas jamais porque não eram eficientes no ataque. Arremessavam muito, corriam muito e faziam tudo isso muito bem.

Nash and Nowitzki PC

Mas as derrotas pesam e o Dallas Mavericks achou que seu modelo estava errado. Ao fim da temporada 2003-04, que viu a defesa do Detroit Pistons vencer a NBA com Rasheed Wallace e Ben Wallace segurando adversários a placares de basquete juvenil, o Mavs decidiu entrar na moda. Com pouco espaço salarial para renovar o time, o time preferiu não renovar o contrato de Steve Nash e usar a grana para contratar o pesado pivô Erick Dampier, que havia feito boa temporada pelo Golden State Warriors. A proposta de renovação por Nash, já com 30 anos na época, foi de 36 milhões milhões por 4 anos. O Phoenix Suns ofereceu 63 milhões por 6 anos. Nash voltou ao Mavs e disse que, se igualassem, ele ficaria. Não toparam para não melar o negócio de Dampier e Nash retornou ao time que o draftou em 1996.

Começou então mais um capítulo de coisas improváveis na carreira do canadense. Já aos 30 anos, quando a maioria dos jogadores começa a sua decadência, Nash começou o seu auge. Sob o comando do técnico Mike D’Antoni, o Suns começou a jogar no sistema conhecido por “7 seconds or less”, onde o objetivo principal do ataque era decidir a jogada em 7 segundos ou menos, antes que a defesa adversária pudesse se posicionar adequadamente. Para incentivar a velocidade, o espaço e as decisões rápidas, o Phoenix Suns passou a abolir pivôs pesados (apesar da recaída de anos depois quando contrataram Shaquille O’Neal), a jogar com 4 jogadores abertos e a valorizar mais do que qualquer outro time as bolas de 3 pontos, especialmente a da zona morta. No ataque de meia-quadra, quando os contra-ataques não davam certo, o jogo se baseava na já clássica dupla de pick-and-roll de Nash e Amar’e Stoudemire. Bolas de 3 pontos em abundância, jogadores versáteis, pivô único, corner 3, velocidade e pick-and-rolls: o Phoenix Suns moldou a NBA contemporânea.

As ideias foram desenvolvidas por Mike D’Antoni, que até hoje não recebe crédito apropriado por essa revolução devido a alguns trabalhos ruins depois que saiu de Phoenix, mas não dá pra negar que ela só foi possível porque Steve Nash transformou tudo em realidade. Um armador sem seus precisos arremessos de três pontos, sem os passes para achar todos esses arremessadores livres e sem a capacidade de pensar, decidir e passar a bola driblando em velocidade o esquema teria ido para o ralo na metade de sua primeira temporada. Se Nash já tinha sido bom no esquema porra-louca de Don Nelson, ele virou o mais decisivo jogador da NBA quando a correria ganhou um pouco de regras, padrões e lógica sob D’Antoni. Lembra que o Mavs havia liderado a NBA em pontos por posse de bola nos últimos 3 anos de Nash por lá? Pois o Suns assumiu a liderança quando Nash chegou e ficou assim até 2010: são 9 (NOVE) temporadas seguidas com o ataque comandado por Nash se consagrando como o mais eficiente da NBA.

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A NBA também deveria agradecer muito à Steve Nash. Depois do título do Detroit Pistons em 2004, a NBA viu outra final pesada, lenta e focada na defesa em 2005, quando o mesmo Pistons foi derrotado pelo San Antonio Spurs em 7 jogos. Aquele Spurs, embora com o mesmo princípio solidário de hoje em dia, era mil vezes mais lento e burocrático que o de hoje. Seu jogo se baseava em cortar o ritmo do adversário, jogar a bola em Tim Duncan e usar da marcação dupla que ele atraia para tocar a bola de maneira quase mecânica. Era eficiente, era um basquete bem jogado e merece sua admiração, mas estava matando a audiência da NBA, que temia perder fãs.

Era compreensível, afinal se Pistons e Spurs estavam mandando na NBA, os outros times iriam querer imitar. Isso significava jogo amarrado, menos posses de bola e menos pontos. Iria para o ralo a imagem que a NBA se orgulhava de ter, de ser o basquete de placares altos e de jogadas de efeito. O momento em que o Suns começou a jogar com velocidade e quase ignorando a defesa, portanto, era o menos indicado possível. Estavam indo completamente contra a maré. Mas o basquete deles era tão rápido, criativo, cheio de jogadas de efeito e placares elásticos que logo virou o favorito de todo mundo. Nash, que um ano antes era só o armador que o Mavs tinha muito medo de gastar dinheiro, se tornou duas vezes seguidas o MVP da NBA. Os jogadores queriam jogar em esquemas parecidos, os torcedores queriam ver seus times jogando com esse mesmo ímpeto ofensivo e os General Managers viram no Suns uma maneira nova de construir equipes.

Pauso a sequência histórica aqui para relembrar o quanto essa trajetória era improvável. Só aos 30 anos de idade, depois de uma carreira apenas boa, um armador canadense se torna duas vezes seguidas o melhor jogador da temporada da NBA! Isso durante o auge de Tim Duncan, Kevin Garnett e Kobe Bryant. Não é à toa que existem canadenses que defendem Nash como o melhor e mais importante esportista do país, superando até Wayne Gretzky, considerado para muitos o maior jogador de hóquei de todos os tempos (no país no hóquei!). O motivo, polêmico, é até simples e pode ser entendido com uma comparação um pouco forçada aqui no Brasil. Pelé pode ser o melhor jogador de futebol de todos os tempos e é brasileiro, mas não parece apenas uma questão de tempo até o Brasil formar o melhor do mundo? Muitos jogadores espetaculares de futebol vieram antes de Pelé, muitos jogaram ao seu lado e tantos outros vieram depois. Por algum motivo produzimos grandes jogadores e claro que um ia calhar de ser superior aos outros. Mas e, sei lá, o Guga? O Brasil teve um tenista (!) tri-campeão de Grand Slam e que terminou uma temporada como melhor tenista do planeta. Sem nada a favor dele, o cara foi lá e se infiltrou num ambiente dominado por outros e se destacou absurdamente. Nash fez isso no basquete e um pouco mais.

A questão vai um pouco além para Steve Nash porque ele virou uma celebridade fora da quadra. Mais do que comerciais, Nash se tornou porta-voz de questões sociais e virou uma pessoa admirada e influente em seu país. Jornalistas de Toronto, que cobrem o Raptors, sempre falam do desejo enorme que a franquia tinha de levar Nash para lá para tentar se aproveitar da adoração que o país tem pelo seu jogador. A NBA quebra recordes de presença de canadenses nessa temporada e dois deles foram a primeira escolha dos últimos drafts: Anthony Bennett e Andrew Wiggins. Ao lado deles, Tyler Ennis, Robert Sacre, Kelly Olynyk, Nik Stauskas, Tristan Thompson, Cory Joseph e Andrew Nicholson são fãs declarados de Steve Nash e pretendem colocar o Canadá no mapa do basquete internacional. Mesmo ainda em atividade, Nash assumiu há alguns anos o papel de General Manager da seleção nacional canadense e tem um plano de longo prazo, desde a revelação de jogadores até seu desenvolvimento, para que o país tenha resultados expressivos na próxima década. Nash inspirou jovens jogadores, popularizou o esporte e agora ajuda a melhor a seleção. Ele não faz tudo sozinho, mas está em toda parte.

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E sabe como os canadenses tem a fama de serem bonzinhos até demais? Esterótipo criado e espalhado pelos americanos, mas que Steve Nash ajudou a consolidar do melhor jeito possível. Sempre foi gente fina com todo mundo, mas jogando agressivamente o bastante para não ganhar aquele chato rótulo de “soft“. Já disputou jogo decisivo de Playoff com o nariz quebrado e sangrando (já arrumou o nariz no meio de um jogo), já fez bolas decisivas na cara de Bruce Bowen e era dedicado o bastante para liderar times importantes até quase os 40 anos. Arrisco dizer que não existe uma pessoa na NBA que não admire ou respeite Steve Nash e isso explica o clima de luto que tomou conta da internet quando soubemos que a carreira dele tinha acabado de uma maneira tão ruim.

Se você perguntar para um atleta o que ele prefere, se é revolucionar o esporte que joga ou se é ser campeão da maior competição possível, a maioria deve responder que prefere os títulos. No mundinho deles, com a cabeça vidrada em competição como eles têm, a coisa mais importante é ganhar, ganhar e ganhar. Então é provável que Steve Nash se aposente com aquela mesma frustração de Karl Malone, Charles Barkley e Allen Iverson: de que adianta eu ter feito tanto, tantos gostarem de mim, e mesmo assim não ter vencido um título sequer?

A cabeça é dele e não podemos ir lá mexer, mas daqui, olhando de longe, o título é o de menos. Vencer campeonatos envolve mais do que um jogador, é elenco, é adversário, técnico, sorte, punições absurdas, lesões, poucas posses de bola em jogos que podem ir para qualquer lado. Mas mudar para sempre a cara do esporte pelo qual você se dedicou a vida toda é para poucos! Steve Nash, se realmente se aposentar agora, vai embora como principal personagem da última grande revolução tática da NBA, tendo mudado a cara e a popularidade do basquete no Canadá, com dois troféus de MVP, uma penca de aparições em All-Star Games e alguns recordes impressionantes: líder da história da liga em aproveitamento de lances-livres (90,4%) e membro do exclusivíssimo Clube do 50-40-90. Para quem não conhece, o clube é para quem já acabou uma temporada da NBA com ao menos 50% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 40% de 3 pontos e 90% nos lances-livres. Além de Nash, apenas Kevin Durant, Dirk Nowitzki, Reggie Miller, Mark Price e Larry Bird. A maioria conseguiu as marcas apenas uma vez na carreira, mas Bird conseguiu duas e Nash, bem, Nash conseguiu 4 vezes entre 2005 e 2009. Época, aliás, onde liderou a NBA também em assistências todo santo ano.

Sinceramente, precisa de mais? Azar do anel que não pode ir pro dedo do Nash.

[author title=”Defenestrado por” author_id=Denis””]

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Quem sobra no Oeste?

Quem sobra no Oeste?

Semana passada falamos do Leste, agora vamos ver a situação dos times que disputam as últimas vagas no Oeste. Aqui mais times em disputa, menos jogos restantes e alguns confrontos diretos. Ah, e antes de mais nada, uma coisa em relação aos desempates. Em caso de empate em 2-2 no confronto direto, o desempate será feito pelo aproveitamento de ambas as equipes em jogos dentro da Conferência Oeste. Entre os times citados os recordes atuais são: Mavs (24v-21d), Nuggets (18-25), Rockets (21-22), Suns (21-21) e Jazz (21-23).

Dallas Mavericks
6º lugar / 34 vitórias, 27 derrotas
Restam 5 jogos

Desempate
vs Rockets 2-0 (jogam mais uma vez)
vs Nuggets 3-1
vs Jazz 3-0 (jogam mais uma vez)
vs Suns 3-1

Fora de casa contra: Utah
F: Houston
Em casa contra: Golden State
F: Chicago
F: Atlanta

O Mavs entra na lista por segurança, a verdade é que é bem improvável que fiquem fora dos playoffs. Eles vencem o desempate contra todos os outros times da lista e teriam que praticamente perder todos os jogos restantes para ficar de fora. Isso se os outros fizerem seu dever de casa, claro. Os dois próximos jogos, contra Jazz e Rockets fora de casa, serão bem complicados, mas é difícil imaginar eles perdendo para o Warriors ou mesmo para o Bulls depois disso. O time de Tom Thiboadeau deve chegar na última rodada com a melhor campanha da NBA garantida e não terá porque cansar seus já cansados Luol Deng e Derrick Rose. Mas curioso mesmo é o último jogo: O Hawks e o Magic estão praticamente empatados em 5º lugar no Leste, mas sabendo que o melhor colocado pega o Celtics, enquanto o que ficar para trás enfrenta o Pacers. Será que pode acontecer de um dos times dar uma entregada (ou “poupar seus principais jogadores”) no final para ficar em 6º lugar e escolher adversário? O Mavs pode se dar bem nessa.

Denver Nuggets
7º lugar / 33 vitórias, 27 derrotas
Restam 6 jogos

Desempate
vs Mavs 1-3
vs Rockets 2-1 (jogam mais uma vez hoje à noite)
vs Jazz 1-2
vs Suns 2-0 (jogam mais uma vez)

Fora de casa contra: Houston
Em casa contra: LA Clippers
F: Phoenix
C: Orlando
F: Thunder
F: Wolves

Embora esse joguinho em casa contra o Magic possa parecer uma boa pelos motivos que expliquei antes, todo o resto é pedreira. São dois confrontos diretos contra Rockets e Suns, ambos fora de casa, e jogos contra os fortíssimos Clippers e Thunder, que estão lá na frente brigando por melhores posições no Oeste. Fechar contra o Wolves até que parece sossegado, mas correm o risco de pegar uma aberração de última semana da temporada. Alguém acharia estranho o Martell Webster meter uns 40 nesse jogo? Última semana tem de tudo.

O jogo de hoje contra o Rockets é mais do que essencial, seja para abrir um joguinho a mais de diferença sobre os outros e também para não perder o desempate com o próprio time de Houston. Com pouca vantagem nos desempates o Denver terá que roubar pelo menos um desses difíceis jogos contra Clippers ou Thunder, além de vencer os confrontos diretos, para ir sem sustos para os playoffs. Acho que é o time com o calendário restante mais difícil, mas também é o time com elenco mais completo.

Houston Rockets
8º lugar / 32 vitórias, 28 derrotas
Restam 6 jogos

Desempate
vs Mavs 0-2 (jogam mais uma vez)
vs Nuggets 1-2 (jogam mais uma vez essa noite)
vs Jazz 1-2
vs Suns 2-2

Em casa contra: Denver
Fora de casa contra: Dallas
F: New Orleans
C: Golden State
F: Miami
C: New Orleans

O calendário do Rockets é 8 ou 80. De um lado, dois confrontos diretos, um em casa contra o Nuggets e outro fora contra o Mavs, isso sem contrar um

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jogo complicadíssimo contra o Heat em Miami. Em compensação os outros 3 são contra os já eliminados Hornets (duas vezes) e Warriors, dois deles em casa.

O Hornets tem roubado umas vitórias de times grandes nas últimas semanas, mas o Rockets não pode se dar ao luxo de ser um dos times que perderam para Eric Gordon e cia. Deve vencer essas partidas mais fáceis e também a de hoje contra o Nuggets, ao meu ver a mais importante de todas. Se não o fizer tem tudo para ser ultrapassado e passar então a precisar secar Jazz (de quem não tem o desempate) e Suns, com quem empatou em 2 a 2 mas tem recorde pior dentro do Oeste. Hoje é dia do Danilo ficar nervoso vendo jogo.

Phoenix Suns
9º lugar / 31 vitórias, 29 derrotas
Restam 6 jogos

Desempate
vs Mavs 1-3
vs Nuggets 0-2 (jogam mais uma vez)
vs Rockets 2-2
vs Jazz 2-0 (jogam mais uma vez)

Em casa contra: Portland
C: Oklahoma City
C: LA Clippers
C: Denver
Fora de casa contra: Utah
C: San Antonio

Ok, talvez essa lista seja tão difícil quanto a do Nuggets, mas pelo menos eles tem o privilégio de jogar 5 dos 6 jogos restantes em casa. A melhor fase do Suns na temporada foi logo após a parada do All-Star Game quando embalou várias vitórias numa sequência de jogos em Phoenix. Os adversários não eram tão complicados quanto agora, mas eles tem muito mais chance atuando em seu ginásio. O Suns tem 17 vitórias em 11 derrotas em Phoenix e 14 vitórias e 18 derrotas jogando fora.

Outro problema do Suns é estar hoje fora dos playoffs, precisa secar os outros de qualquer jeito. A melhor coisa para eles seria torcer para o Nuggets bater o Rockets nessa segunda-feira e ao mesmo tempo vencer o Blazers. Com isso o Suns assume a 8ª colocação e aí depende só de si mesmo. Também não seria nada mal para eles se o Jazz tropeçar antes e chegar na partida contra eles sem esperança de playoffs. Decidir a vaga contra o Spurs também parece assustador, mas depois que Manu Ginóbili se machucou na última rodada do ano passado não espere Gregg Popovich se importando muito com essa partida contra o Suns. Difícil mesmo será conseguir pelo menos uma vitória contra Thunder ou Clippers, esse pode ser um diferencial essencial.

Utah Jazz
10º lugar / 31 vitórias, 30 derrotas
Restam 5 jogos

Desempate
vs Mavs 0-3 (jogam mais uma vez)
vs Nuggets 2-1
vs Rockets 2-1
vs Suns 0-2 (jogam mais uma vez)

Em casa contra: Dallas
Fora de casa contra: Portland
C: Orlando

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F: Phoenix
C: Portland

Como todos os times ainda tem jogos bem complicados, não seria de se surpreender que todos beirassem os 50% nessa última semana de temporada e nada mudasse de lugar. Essa é a grande desvantagem do Utah Jazz. Como mais mal colocado na lista é quem mais precisa de combinação de resultados. Por exemplo, eles tem a vantagem no desempate contra Nuggets e Rockets, basta empatar com eles para passar a frente, mas não adianta empatar com o Rockets se o Suns acabar disparando na frente e eles ficarem para trás. Pelo menos 2 times precisam vacilar um pouco para o Jazz ir para a pós temporada.

O ideal para o Jazz é vencer pelo menos 2 dos próximos 3 jogos, só não sei quais. O óbvio seria Blazers e Magic, perdendo hoje para o Mavs. Mas o Jazz é MUITO bom em casa (21 vitórias, 8 derrotas) e bem fraco fora (10 vitórias, 22 derrotas). Talvez, por incrível que pareça, seja mais plausível esperar que derrotem o Mavs hoje e percam depois para o time do ex-Jazz Wesley Matthews. Ganhar os 3 não seria bizarro, mas eles não tem sido nem um pouco regulares nas últimas semanas.

De qualquer forma, o negócio é vencer dois jogos e ir para o tudo ou nada contra o Suns, torcendo para que uma vitória naquela altura do campeonato tire o Suns da sua frente. Aí eles dependeriam de uma vitória em casa contra o já desinteressado Blazers no último jogo para tentar empatar com Rockets ou Nuggets, quem estiver mais perto. Difícil, mas longe de ser impossível.

…..
Apostam em quem? Sem querer ser muito chato com meu amigo Danilo e seu Rockets, mas no palpitômetro e vendo o calendário restante dos times eu apostaria em Mavs em 6º, Nuggets em 7º e Suns em 8º. Me cobrem depois.

As brigas pela oitava vaga

Com os playoffs chegando, não são apenas as equipes da NBA que estão com a língua de fora tentando desesperadamente entrar na zona de classificação, a gente aqui no Bola Presa também está só o pó tentando azeitar a vida fora do blog a tempo de conseguir dar a dedicação total que os playoffs merecem. Literalmente sem dormir, correndo como loucos, viajando a trabalho, enfrentando problemas técnicos, e ainda tentando acompanhar pelas beiradas a fantástica briga por posições desse finalzinho de temporada. O Denis, que anda segurando as pontas nos últimos tempos enquanto me afogo em todo o resto, merece pessoalmente uma medalha Olímpica de resistência.

Então vamos tentar compensar nesse domingo as dificuldade e dar uma geral em tudo que tem acontecido de importante nos jogos da NBA nesses últimos dias, que teve muita briga pela oitava vaga de cada Conferência. Segura firme, vai ser uma passada rápida em meia tonelada de jogos, mas você vai sair dela um novo homem: mais informado, mais saudável, com a disfunção erétil curada, menos colesterol no sangue e capaz de impressionar seus amiguinhos na fila do café com tamanho conhecimento da briga por posições na NBA. Mas não ligue ainda: você também leva de graça um descascador de batatas e uma enterrada surreal do Blake Griffin. Vamos lá?

 

Antes de mais nada, é importante dar uma olhada no post do Denis sobre a briga por posições no Leste. Sixers, Knicks e Bucks estão saindo no tapa por apenas duas vagas para os playoffs. Por isso foi tão importante a partida entre Knicks e Bucks na quarta-feira, um duelo fantástico entre Carmelo Anthony (32 pontos, 10 rebotes) e Monta Ellis (35 pontos, 10 assistências) que o Bucks liderou durante a partida inteirinha, mas que no final foi decidido por uma bola de três pontos certeira do JR Smith e um arremesso errado de três do Brandon Jennings. O Knicks está pelado, tendo que dar minutos até pro Bibby, e mesmo assim o Bucks consegue entregar a rapadura no final e colocou em sério risco as suas já complicadas chances de classificação.

Enquanto isso o Sixers fez a lição de casa vencendo o Raptors pra continuar na zona de classificação. Ainda no Leste, o Pacers também fez a lição de casa em sua luta pela terceira posição vencendo o Cavs, mas para isso precisou de uma prorrogação. Eu tento levar o Pacers a sério, e o time está lá no alto da tabela, mas quão patético é suar esse tanto pra vencer um time que está tão desfalcado que o armador titular teve que ser um tal de Donald Sloan, e que teve 20 bolas arremessadas por um tal de Lester Hudson? Se eu fosse um criminoso procurado iria me esconder no banco de reservas do Cavs, só de sentar lá já se assume que você é um inofensivo e dócil desconhecido.

O Leste também teve Hawks e Celtics se enfrentando na briga direta pela quarta posição (ou seja, pelo mando de quadra caso se enfrentem na primeira rodada dos playoffs). O Boston anda jogando sem Ray Allen, que tem o tornozelo torcido, mas o garrafão da equipe anda funcionando como nunca – quer dizer, pelo menos “como nunca” desde que o Perkins deu o fora. É fato que o Hawks é sempre assassinado por qualquer garrafão adversário minimamente decente, mas os 22 pontos e 12 rebotes de Garnett somados aos 21 pontos e 10 rebotes do Brandon Bass são bom sinal mesmo que fosse, sei lá, contra o Warriors. Ainda assim o Celtics só venceu na prorrogação – aliás, no que foi provavelmente a prorrogação mais ridícula da história. O Hawks, cansado, dependeu de arremessos completamente idiotas de Jeff Teague e Josh Smith, e marcou apenas 2 pontos no tempo extra inteiro. O Celtics, muitíssimo melhor, conseguiu a incrível façanha de marcar 4 pontos e sair com a vitória. Destaque para o fato de que, com a última posse de bola da prorrogação e perdendo por 2 pontos, é claro que o Hawks simplesmente deixou o Josh Smith dar um arremesso imbecil de 3 pontos que não tinha nenhuma chance. Jeff Teague acabou o jogo com 21 pontos, mas não é muito mais esperto do que seu companheiro de equipe. O Hawks é provavelmente o melhor time a tomar as piores decisões em quadra em toda a NBA. Pelo Celtics, destaque para o Rajon Rondo: triple-double com 10 pontos, 10 rebotes e 20 assistências (vinte!). O problema é que ele acertou 3 dos 16 arremessos que tentou, muito da carga ofensiva acaba caindo nos ombros dele com o Ray Allen fora, o garrafão fica mais amontoado e Rondo acaba com mais dificuldade de infiltrar.

No Oeste, também tem gente se estapeando para não ficar de fora dos playoffs: Suns e Houston estão lutando pela oitava vaga e na quarta-feira perderam os dois. O Suns apanhou do Grizzlies com 32 pontos do Rudy Gay (e dá água na boca pensar como esse time, chato que é nos playoffs, vai se sair agora com Randolph e Gay, mesmo com nosso gordinho vindo do banco), e o Houston perdeu para o time-do-qual-não-falamos em partida perfeita do Gordon Hayward, com 29 pontos. Mas nenhuma novidade, na última década o meu Houston não fez outra coisa da vida além de perder metodicamente para a equipe de Utah sempre que o jogo importa para alguma coisa.

No alto da tabela do Oeste, o negócio também é disputado. Clippers e Thunder se pegaram numa partida que acabou com muitos dos meus preconceitos. Concordo com o Denis e acho o Clippers o pior time dentre os melhores, tem muito talento bruto mas é muito, muito desorganizado – mas quem disse que o Thunder, líder do Oeste, é muito diferente disso? Por mais entrosado que o Thunder esteja, ainda dependem na maior parte das vezes de jogadas individuais de Westbrook e Durant, e quer saber? Simplesmente funciona na maior parte das vezes. Ainda assim, é um esquema frágil (palavra que eu tanto uso para descrever o Clippers), e num dia em que Durant acertou 7 de 21 arremessos e Westbrook apenas 3 de 14 tentativas, houve espaço para o talento puro de Chris Paul vencer o jogo com 31 pontos e uma bandeja surreal-de-tão-linda que colocou o Clippers na frente nos segundos finais. A última posse de bola foi do Thunder, que tentou um arremesso longo com Durant – uma bola que muitas vezes cai, mas é bastante idiota estar perdendo por 2 pontos e ser obrigado a tentar um arremesso de três longe pra burro porque lhe faltam outras possibilidades táticas. Nem Thunder, nem Hawks e nem Magic podem ser campeões se a bola decisiva de um jogo tem que vir dois passos atrás da linha de três pontos. É preciso ter uma bola de segurança, tipo essa bandeja do Chris Paul:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=vN0gQ55nzws[/youtube]

E como brinde daqueles que dá gosto de estar vivo, que tal a enterrada criminosa do Blake Griffin em cima do Ibaka, o líder em tocos na temporada?

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=RxWl6ToWkz0&list=UUWJ2lWNubArHWmf3FIHbfcQ&index=38&feature=plcp[/youtube]

Que tal? No mínimo, melhor do que isso aqui.

Pra fechar a rodada, ainda teve o Spurs perdendo para o Lakers sem Kobe Bryant, que tem uma lesão na tíbia e deve ficar fora até os playoffs. Não me venham com aquela balela de que “o time é melhor sem ele”, mas definitivamente o Lakers tem trocentas possibilidades, muitas variações possíveis e, portanto, não é frágil. Alguma dificuldades aparecem sem Kobe, claro, mas o garrafão segura as pontas: foram 21 pontos e 11 rebotes do Gasol, 16 pontos e 30 rebotes do Bynum (trinte rebotes, trinta, TRINTA). Pra acabar com a brincadeira, também teve 26 pontos daquele outrora-chamado-Artest, com 5 bolas de três pontos, com direito até a cesta espírita:

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O ex-Artest está em ótima forma física e ele é um jogador completamente diferente quando pode abusar do muque. Sua defesa, suas bandejas estabanadas, seu jogo de costas, tudo depende demais do seu corpo e só agora ele parece estar em plenas condições de jogar o que sabe. Quando mete suas bolinhas de três então, como vimos nos playoffs passados, o Lakers é um time muito difícil de ser batido.

Quinta-feira foi o dia de Bulls e Heat se pegarem, dessa vez com Derrick Rose de volta. O problema é que foi apenas o segundo jogo do armador depois de um mês parado, e o Rose também depende muito do seu físico. Foram só 2 pontos do Rose, um arremessozinho certo em 13 tentativas. Mas o Bulls não é mais tão dependente dele quanto era nos playoffs passados. Foi um longo processo (e do qual ainda escreverei em breve) para envolver os companheiros, para usar os talentos que o time foi coletando nas últimas duas temporadas e não depender tanto de apenas um jogador que pode, como qualquer um, ter um dia ruim. Foi assim que o Bulls conseguiu levar para a prorrogação uma partida que, ano passado, estaria perdida: o banco da equipe marcou 47 pontos, contra apenas 7 pontos do banco do Heat. Foram 17 pontos só do Kyle Korver (5 bolas de 3 pontos em 6 tentativas, e muitas em momentos cruciais), e 16 pontos só do CJ Watson, que acertou a cesta de 3 pontos no estouro pra levar o jogo para a prorrogação. Lá o banco do Bulls acabou com a brincadeira e colocou o jogo no bolso.

Mesmo que não valesse muita coisa em termos de classificação, a vitória do Bulls tem uma importância enorme. Entendam: os três maiores cestinhas do jogo foram LeBron (30 pontos), Wade (21 pontos) e Bosh (20 pontos). Ainda assim, com os três maiores pontuadores do outro lado, e com sua estrela semi-lesionada marcando apenas 2 pontos, o Bulls conseguiu uma vitória suada baseada na coletividade e num banco de reservas eficiente. É tudo que a equipe precisava para enterrar de vez o estigmo dos playoffs passados e entrar verdadeiramente como uma equipe na pós-temporada desse ano. Para o Heat, foi um banho de água fria, cria uma real preocupação de conseguir ajuda do elenco de apoio, e pra mim coloca em questão uma mania da equipe na defesa, que é apertar a bola e dobrar a marcação em toda jogada importante. O que funciona bem durante o jogo gerando muitos contra-ataques não necessariamente funciona em jogadas cruciais de fim de jogo: foi por causa dessa defesa pressionada que o Bulls achou CJ Watson livre para o arremesso que levou o jogo para a prorrogação. O Heat precisa deixar de depender sempre das mesmas marcações ou isolações para ser um time pronto para qualquer adversidade.

Na sexta-feira, o Celtics (que luta pela quarta posição do Leste com Hawks e Magic) conseguiu a proeza de perder para o Raptors. Pra se ter uma ideia, o técnico do Raptors admitiu que não conseguiu dormir achando que seu time sequer seria capaz de levar a bola para a quadra de ataque depois de ter contratado às pressas dois armadores zé-ninguém para tapar os buracos da equipe. Os armadores em questão, Alan Anderson e Ben Uzoh, não tiveram nenhuma dificuldade simplesmente porque o Celtics jogou como se não pudesse se importar menos. Lembrou aquele Pistons campeão na década passada que jogava como se estivesse colhendo flores no campo e quando percebia que estava perdendo no último período ia lá e ganhava numa boa. O Celtics percebeu a merda em que tinha se enfiado no final, correu atrás, diminuiu a vantagem para 1 ponto a 20 segundos do fim, mas aí o Paul Pierce errou a bola de 3 pontos da vitória. Se tivesse mais uns 20 segundos, o Celtics ia lá, defendia, pegava a bola de volta e fazia uma cesta, mas não, o time acordou tarde demais. Como explicar que o Celtics tenha ido tão mal na temporada e esteja se arrumando agora? Simples: não conheço equipe que jogue tão mal quando desinteressada e tão bem quando comprometida com a partida. Dependem do culhão, dos gritos, do sangue, da intensidade que simplesmente não conseguiram manter ao longo dos trocentos jogos dessa temporada-morna-pela-greve.

Naquela briga genial entre Bucks, Sixers e Knicks pela oitava vaga, mais emoção: Knicks e Bucks ganharam jogos fáceis, fáceis, mas aí vai o Sixers e consegue perder para o Nets. Que vergonha, meu deus, que vergonha, e eu que um dia acreditei que eles jogavam basquete. Boa parte da culpa para a derrota vai para a partida genial do Gerald Green, com 23 pontos, 4 bolas de três pontos em 5 tentadas, e todas as cestas decisivas no finalzinho do jogo. O Gerald Green é mais um daquela leva de “o novo Kobe Bryant”, que já viu caras como Nick Young e DaJuan Wagner, mas o Green é o que tem mais talento bruto – e também o mais imbecil de todos. É tão burro mas tão burro que sequer conhece a gravidade, pula em direção à lua, tem arremesso de três impecável e ótimos movimentos em direção à cesta. O problema é que força arremessos que fariam até o Josh Smith ficar vermelho, e não defende nem ponto de vista. Foi perdendo espaço até que não arrumou mais emprego na NBA e foi parar na D-League. O susto parece que fez bem para o rapaz – isso e o fato de que no Nets não há qualquer tipo de pressão, porque não disputam nada além da primeira escolha no draft. Azar do Sixers que caiu na armadilha do Nets de “correr-pela-sua-vida” e acabou vendo o Gerald Green chutar seus traseiros.

Ainda no Leste, o Magic continua sem Dwight Howard por culpa de uma hérnia de disco – o negócio é sério, o pivô não deve jogar até os playoffs e se voltar na pós-temporada será para jogar com dores, limitado e colocando sua saúde em risco. O Magic

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vai ganhar post próprio nos próximos dias, mas por enquanto fica isso: é uma equipe montada ao redor de Dwight e, portanto, não pode se dar ao luxo de não tê-lo. Os arremessos de três ficam comprometidos (foram 6 corretos em 28 tentados contra o Hawks) e o principal é que a defesa vira farofa. Seriam necessárias mudanças muito drásticas para que o sistema defensivo funcionasse sem o pivô, e simplesmente não dá tempo. O Hawks atropelou o Magic sem dificuldade e caso se peguem nos playoffs de novo (já é tradição) vão fazer a festa sem o Howard não estiver em condições de jogo.

No Oeste, a briga pela oitava vaga tem meu Houston, Suns, Nuggets e o time-do-qual-não-falamos. Por isso a partida entre Suns e Rockets foi uma briga direta pela classificação e também um jogaço. Marcus Camby foi um monstro no garrafão arrancando rebotes ofensivos da orelha e torrando o saco do Suns o jogo inteiro, terminando com 14 pontos e 18 rebotes e mostrando a diferença que faz ter um jogador inteligente no garrafão – o Dalembert já está de escanteio no banco de reservas para sempre. Kyle Lowry também está de volta pelo Houston depois de uma temporada espetacular, mas na sua ausência Dragic está chutando todos os traseiros do mundo, o que criou uma situação complicada: quem perde minutos? Quem vai pro banco? Por enquanto Lowry vem do banco até recuperar a forma, mas os dois estão jogando juntos a maior parte do tempo – o que eu não tenho muita certeza de ser algo funcional. Ao menos foi o bastante para marcar bem Steve Nash

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e garantir uma boa vantagem para o Houston, que foi sumindo aos poucos no segundo tempo quando (pasmem!) a defesa do Suns resolveu não deixar mais o adversário jogar. Com a defesa apertando, Nash e Gortat tiveram mais espaço pra jogar nos contra-ataques e aí o jogo desandou, com o Suns vencendo sem maiores dificuldades. De onde saiu essa defesa? O Suns é tão estranho, ressurgindo sempre das cinzas, que dá vontade demais de vê-los nos playoffs como espécie de prêmio de consolação.

O Denver, que também jogou e luta pela mesma oitava vaga, acabou perdendo para o Lakers ainda sem Kobe (e dessa vez sem o técnico Mike Brown, por questões pessoais). Se no jogo anterior Bynum tinha conseguido 30 rebotes, dessa vez saiu de quadra com 30 pontos, chutando o traseiro do garrafão do Denver tão minado por contusões. E, no papel de ex-Artest metendo arremessos espíritas e assumindo a carga ofensiva de Kobe, tivemos Matt Barnes com 24 pontos e todas as suas 4 bolas de três pontos certeiras. Desde que o Ramon Sessions chegou à equipe o banco de reservas anda rendendo muitíssimo mais e já não faz o Denis arrancar os próprios cabelos com os dentes, o que é um bom sinal pra quem gosta das medechas do nosso Bola-Preseador favorito.

Pra fechar o resumão e deixar você retornar pra sua vida mais produtiva de plantar cenoura em fazendinha virtual, o Suns perdeu ontem para seu matador-habitual Spurs, ficando um tiquinho mais longe da oitava vaga. Mas o engraçado foi como isso ocorreu: o Spurs abriu 21 a 4 logo de cara no jogo, venceu o primeiro quarto por 22 pontos, e aí o Suns jogou a toalha de vez. Tirou os titulares, deu um dia de folga para o Nash, e preferiu poupar os jogadores para os jogos que restam e que definirão, de uma vez, a luta pela última vaga nos playoffs. De que adianta se matar pra vencer o Spurs, perder mesmo assim, e depois ir pros jogos decisivos com todo mundo morto? Ser esperto é também saber quando desistir de um jogo.

Outro que perdeu, mas lutando, foi o Bucks. Pegaram o Pacers num daqueles dias em que Danny Granger e Roy Hibbert estão jogando bem ao mesmo tempo (precisam que Mercúrio e Saturno entrem em sintonia sob o signo de Escorpião) e aí não deu pra vencer. Com isso se afastaram ainda mais da oitava vaga, que agora é do Sixers. O Sixers quer perder, quer sair dos playoffs, estão fazendo de tudo para feder, mas o Bucks não ajuda, né?

Foteeenhas aleatórias porque tem rodada demais nesse post

Tiro de meta

 

- Não fui eu! - Não fui eu!

 

O Bucks, em uma foto

 

Um vaso de flores

Times cansados

Cara de cansado e pinto mole não dá pra disfarçar

Discutimos um tempo atrás o quanto essa temporada estava sendo ruim, lembram? Senti que muitos estavam insatisfeitos com a temporada, mas eu não fui muito radical. Está pior que antes, mas nada intragável. A greve, o começo apressado da temporada, a falta de training camp e as contratações feitas em cima da hora atrapalharam os times. Em geral o que os números nos contam é que essa é uma temporada com menos pontos, mais erros e pior aproveitamento de arremesso em muito tempo. A questão do calendário que eu mostrei naquele post dizia que o cansaço não era um problema. A metodologia mostrada para mostrar isso era que os times vinham tendo bom aproveitamento nos tenebrosos back-to-back-to-back, os 3 jogos em 3 noites seguidas.

O argumento me convenceu na hora, até coloquei no post por isso. Mas algo parecia errado, eu via os jogos e os times pareciam mais cansados. Não sempre, mas era bem comum ver um time simplesmente fora de sintonia, perdido, querendo que tudo acabasse logo. Sem contar que os back-to-back-to-back são raros, cada time encara isso uma vez só por temporada, dá pra se preparar psicologicamente e fisicamente e conseguir bons resultados. Mas e no dia a dia? Algum número tinha que me mostrar isso e fui atrás. A princípio, os mais óbvios.

Quando eu jogava minhas peladas de basquete e estava cansado, parava de infiltrar e ficava só arremessando de longe, em que errava mais por estar cansado. Acho que é assim com tudo mundo, né? Vamos ver na NBA: A média de 18.2 arremessos de 3 por jogo de um time é a maior da história da NBA. Está apenas 0.2 na frente da marca do ano passado, antiga recordista, mas é alguma coisa. O aproveitamento dos 3 pontos é de 34% na média, a pior marca desde o último locaute em 1999. Um outro número que despenca é o de lances-livres tentados, apenas 22.8 por partida, a menor marca de todos os tempos. Tem algo que grita mais cansaço do que parar de bater pra dentro e ficar chutando de longe? Mas queria algo mais profundo do que isso, para dar certeza. E para isso voltaremos um pouco no tempo.

Voltaremos um bocado pra dizer a verdade. A NBA nos anos 80 e começo dos anos 90 era de muita velocidade, decisões rápidas no ataque e muito contra-ataque. Se você tiver o NBA 2k12 em casa, tente jogar contra o Lakers ou o Blazers do começo dos anos 90. É assim, você perdeu a bola e já tomou um contra-ataque mortal, não tem o que fazer e vai estar odiando o Clyde Drexler em questão de minutos. Os times que não podiam com os velozes campeões tinham que dar um jeito de parar Magic, Bird, o emergente Jordan e cia.

Assim, da metade dos anos 90 até o começo dos 2000 as defesas viraram enormes paredões, coisas de outro mundo. O ritmo do jogo ficou lento e ganhava quem defendia mais. Muitos até comentam que sentem falta da virilidade dos jogos daquela época. David Stern não é um deles, assim forçou a mudança de algumas regras para fazer com que os times voltassem a pontuar mais. Vinha dando certo até esse ano. Essa temporada de 2011-12 tem apenas 3 times com mais de 100 pontos de média, resultado da greve e da falta de treinos que comentamos antes, e raridade nos últimos anos, veja:

2010/11: 11 times com média acima de 100 pontos
2009/10: 18 times com média acima de 100 pontos
2008/09: 13 times com média acima de 100 pontos
2007/08: 13 times com média acima de 100 pontos
2006/07: 9 times com média acima de 100 pontos
2005/06: 5 times com média acima de 100 pontos
2004/05: 6 times com média acima de 100 pontos
2003/04: 2 times com média acima de 100 pontos

É fácil perceber que o “fundo do poço” foi a temporada de 2003-04, aquela vencida pelo ultra defensivo Detroit Pistons (marcava apenas 90 pontos por jogo, 24º na NBA e foi campeão) que disputou pau a pau o Leste contra o Indiana Pacers, que era tão defensivo quanto. A série entre os dois times foi uma batalha em que cada cesta podia ser comemorada como gol de tão difícil que era. Uma delícia que me fez aprender a gostar de assistir defesas pesadas, mas que não caiu tão bem para a audiência da NBA e nem para as jogadas de efeito que a liga gosta tanto de usar como marketing a seu favor.

Desde então a NBA criou o semi-círculo sob a cesta que força a defesa a se distanciar da tabela, começou a ficar mais dura com o hand check (quando o defensor encosta a mão no atacante ao tentar defender) e passou a favorecer o cara que infiltra ao invés do cara que defende na hora de marcar faltas. De uma hora para outra Shaquille O’Neal passou a ter problemas de falta todo jogo sem mudar em nada a maneira que ele defendia seu garrafão. Com isso a média de pontos foi aumentando, claro. Mas outra coisa mudou, para fugir das defesas fortíssimas de meia quadra que ainda imperavam os times passaram a jogar com velocidade e na transição. E está aí a virada histórica que nos ajuda a provar o cansaço dos times de hoje.

Os dois únicos times a passarem dos 100 pontos em 2003-04 eram o Sacramento Kings de Rick Adelman (102 pontos por jogo), um time ágil e de passes rápidos, e o Dallas Mavericks, aquele da época run and gun do Don Nelson (105 pontos por jogo), que chegava a colocar 4 armadores ao mesmo tempo em quadra. O fato de nenhum desses times chegar ao título, pior, perdê-lo para potências defensivas como San Antonio Spurs e Detroit Pistons (empatados com a melhor defesa de 2004 sofrendo só 84.3 pontos por jogo) desanimava algumas equipes.

Mas eis que apareceu o revolucionário Phoenix Suns de Steve Nash em 2005.  Aos poucos as outras equipes foram copiando alguns preceitos desse time. Não ao extremo como eles, mas alguns princípios: Por exemplo, o ala de força improvisado de pivô e um quinteto com 2 ou 3 arremessadores especialistas de 3 pontos ao mesmo tempo, para abrir a defesa adversária. O Suns ignorava a defesa, alguns outros times copiavam com mais cautela, mas a média de pontos da NBA foi aumentando. Um ano depois do Mavs liderar a NBA com 105 pontos por jogo, o Suns liderou a liga com 110, 7 a mais que o Kings, segundo colocado.

Outro ponto que o Suns revolucionou foi na velocidade de seu jogo, que nas estatísticas é medido pelo “Pace“, o número de posses de bola que um time tem por jogo. Eles não só sacaram, mas provaram na prática que atacar rápido é um jeito de pegar as defesas antes delas estarem prontas. Na temporada fundo do poço de 2003-04, o time mais rápido da NBA era o Denver Nuggets, que tinha um veloz e envolvente elenco liderado pelo novato Carmelo Anthony. Eles tinham em média 93.3 posses de bola por jogo. Para se ter uma ideia, esse número hoje em dia colocaria o time na 20ª colocação da NBA, entre os lentos times do Utah Jazz e do Chicago Bulls. Mesmo os 95.9 que o Suns apresentou em 2005 o colocaria hoje em 7º lugar geral.

Aos poucos o “Pace” dos times foi aumentando, alcançando o auge de 100.4 do Golden State Warriors na temporada 2009-10. Quer dizer, por “auge” eu estou falando da nossa era. Na temporada 1986-87, por exemplo, nada menos do que 16 dos então 23 times da NBA tinham um “Pace” maior que 100. Era quase outro esporte.

E é aí que chegamos ao ponto do cansaço. Apesar de uma ou outra exceção que varia em pequenos decimais, o fato é que desde 2003/04 até o ano passado a NBA vinha experimentando um aumento da velocidade do seus times. A média geral de posses de bola de um time era de 90.1 em 2004, o número cresceu para 90.9 no ano seguinte, passou para a casa dos 91 logo depois e desde 2007-08 tem se mantido na casa dos 92. Aí nesse ano, de repente, caiu para 91.4, número próximo ao de uns 7 anos atrás. E mais: No ano passado eram 15 times com média superior a 95 posses de bola por jogo, nessa temporada são apenas 7 equipes que conseguem manter esse ritmo. Não surpreende que os 3 times mais jovens da NBA (Wizards, Kings e Wolves) estejam entre essas 7.

Não consigo pensar em nenhuma razão histórica que tenha feito vários times decidirem colocar o pé no freio. Times velozes como o Oklahoma City Thunder e o Miami Heat são exemplos de casos de sucesso e técnicos que gostam de montar ataques velozes e envolventes como Rick Adelman e Mike D’Antoni não tem problema arranjando empregos. Para ter mais certeza eu fui ver outros números, o de pontos de contra-ataque por jogo.

Estilo de jogo veloz e contra-ataque não estão sempre ligados, já que os contra-ataques são mais raros e muitas vezes resultado de defesa apertada, coisa que esses times velozes não costumam ter de maneira tão forte. Mas é um jeito de medir o quanto os times conseguem usar a velocidade a seu favor, mesmo que de maneiras esporádicas durante o jogo. Times cansados não marcam pontos em contra-ataque, esse é o ponto. Dos 30 times da NBA, apenas 11 tem média de pontos por contra-ataque maiores do que a do ano passado. Nesse ano 4 times (Magic, Lakers, Nets, Hornets) tem média de menos de 10 pontos de contra-ataque por jogo, no ano passado ninguém alcançava essa marca.

Talvez o cansaço causado por esse calendário fosse óbvio quando ele foi lançado, mas parecia disfarçado até agora. Os times tem se superado nos jogos em sequência, mas a longo prazo não tem o que fazer. E nada deda melhor isso do que os números de posse de bola por jogo e de contra-ataques. Analisar a história da liga nos diz que a tendência era ainda crescer, a queda só pode ser razão de uma causa externa. É o maldito calendário.

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