O time versátil

O time versátil

Na última segunda-feira o Miami Heat bateu o Boston Celtics por 105 a 103 e assim se tornou apenas o segundo time na história da NBA a conseguir 23 vitórias seguidas em uma temporada. O recorde ainda é do Los Angeles Lakers que venceu 33 jogos em sequência entre Novembro de 1971 e Janeiro de 1972. Após o jogo LeBron James foi educado e disse que conhece muito da história da NBA e ver seu time em segundo nessa lista é uma honra, já Dwyane Wade foi mais direto: “Segundo lugar é o mesmo que estar em último”.

Os dois estão certos, mas a abordagem de Wade parece mais útil para seu time. Pensem bem, o Heat tem 11 vitórias de vantagem sobre o Indiana Pacers, segundo colocado do Leste, e poderia muito bem acabar se acomodando perigosamente na liderança. Ainda é muito cedo para poupar jogadores para os Playoffs e eles não podem esquecer que também brigam contra San Antonio Spurs e Oklahoma City Thunder pela melhor campanha geral da liga, que pode acabar definindo quem tem mando de quadra nas finais da NBA. Se motivar para quebrar o recorde não é só fazer história, mas fazer a equipe continuar competitiva num momento onde eles poderiam facilmente perder o foco.

Mas outra questão sobre esta incrível sequência parece mais importante: como eles conseguiram isso? E, mais importante, podem manter durante o alto nível dos Playoffs?

Entre os muitos motivos que levaram o Heat a estas 23 vitórias seguidas, o que mais me chama a atenção é a regularidade. Calma, não me chamem de burro! Eu sei que vencer 23 jogos seguidos é obviamente um sinal de regularidade, mas me chama a atenção como faltam altos e baixos dentro das próprias partidas, não entre um jogo e outro. De todos estes jogos, em apenas 4 (Hawks, Blazers, Knicks e Celtics) o Heat chegou a perder por 11 pontos ou mais durante o jogo. Contra Knicks e neste último contra o Celtics, as desvantagens aconteceram logo no começo do jogo e não duraram muito.

Não consigo explicar o quanto é absurdo um time passar tanto tempo sem lidar com grandes desvantagens. E uma das razões para o sucesso do Heat é que agora eles sabem como trocar os jogadores durante o jogo sem precisar mudar o estilo de jogo, intensidade e sempre com pelo menos uma grande estrela em quadra.

Dos 20 quintetos mais usados pelo Miami Heat na temporada, apenas dois não tem Wade ou James. É o grupo Cole-Allen-Miller-Battier-Bosh (7º quinteto mais usado) e Cole-Allen-Miller-Haslem-Bosh (13º). Todos os outros tem um dos dois e 10 deles tem os dois atuando um ao lado do outro. Se há dois anos Wade e James pareciam perdidos ao jogar um ao lado do outro, hoje se entrosam muito bem e a combinação vai além das pontes-aéreas nos contra-ataques. Destaque especial para Wade, que reinventou seu jogo para aprender a ser cada vez mais

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efetivo mesmo sem ter a bola na sua mão o tempo todo.

A grande sacada de Erik Spoelstra para encaixar todo o elenco, e em especial a dupla de estrelas, foi criar papeis no time, não posições. Lembram que no começo do ano o treinador disse que queria um time livre, sem posições? Ele meio que conseguiu isso, dependendo do que você chama de posição. Se achar que deve ser algo como os velhos armadores, alas e pivôs, realmente o time é livre, mas se você encarar de uma maneira nova, talvez como aquele estudo de 13 posições do basquete que divulgamos ano passado, verá que o Heat tem posições, elas apenas não são convencionais e mudam de jogada a jogada.

Por exemplo, ao invés de ter um pivô, o Miami Heat tem jogadas de garrafão. São jogadores que recebem a bola de costas para a cesta, perto ou dentro do garrafão e tem espaço para trabalhar uma jogada lá. Nos últimos jogos pude observar LeBron James, Dwyane Wade, Chris Bosh e até Ray Allen recebendo a bola nessa posição. Em geral a decisão parte da leitura da marcação adversária. No jogo contra o Celtics, por exemplo, Wade não conseguia passar de Avery Bradley durante o primeiro tempo do jogo. Então eles partiram para jogadas onde Wade recebia a bola do lado esquerdo do garrafão, de costas para a cesta. Assim ele conseguiu algumas jogadas, faltas e o Heat voltou para o jogo.

A solução também serve para Ray Allen. Quando o time adversário coloca um armador mais baixo para marcar Allen, encarando ele só como arremessador, ele parte para o garrafão e lá consegue um daqueles giros próximos à cesta. A mesma coisa vale para LeBron James, quando ele vê que está sendo defendido por alguém menor ou mais fraco, ataca no garrafão, deixando a armação de jogada para Wade ou Chalmers.

E este exemplo serve para várias outras funções. Levar a bola da defesa para o ataque tem sido trabalho de LeBron James, até para que ele comece a jogada já atacando e lendo a defesa, mas também é função exercida por Dwyane Wade, Norris Cole ou Mario Chalmers. A função de se posicionar na zona morta para receber passes em infiltrações pode ser feita por Shane Battier, Udonis Haslem o Chris Bosh, cada um mais perto ou longe da cesta de acordo com seu melhor aproveitamento em arremessos. Nas diagonais, em jogadas parecidas, Ray Allen e Mario Chalmers. A variação também acontece na defesa, onde qualquer grupo pode jogar junto de acordo com o que o adversário manda. Contra o Celtics, por exemplo, que estava sem Kevin Garnett, eles usaram um time baixo. Com Shane Battier marcando Jeff Green, LeBron em Paul Pierce, Wade e Chalmers revezando em Bradley e Lee. Times mais altos podem pedir Haslem no grupo ou talvez LeBron defendendo algum ala de força.

Quando tudo funciona, parece algo que todo time deveria fazer. Contratar jogadores versáteis, distribuir funções entre eles e assim ter um time mais solto e imprevisível. Mas não é tão fácil assim. O entrosamento para chegar nisso é doloroso e alvo fácil de criticas, não podemos esquecer os últimos dois anos de críticas sem fim pedindo “um armador de verdade” e um “pivô de verdade” no Miami Heat. Erik Spoelstra precisou de paciência e apoio incondicional de Pat Riley, presidente do Heat, e dos jogadores para fazer seus sistema dar certo. Outro ponto chave para o time funcionar? Ter uma aberração da natureza no elenco.

Seria muito legal Kevin Durant, Tony Parker, Chris Paul ou outro jogador ganhar um prêmio de MVP pela primeira vez em suas carreiras, mas como tirar o prêmio de LeBron James? Ele continua espetacular como sempre, seu time é o de melhor campanha na NBA e os números só argumentam a seu favor. E além disso tudo, ele é o elo que liga todas as formações que o Miami Heat tenta montar. Além de executar qualquer função ofensiva, desde pedir jogadas e distribuir passes até jogar no garrafão, ele marca qualquer jogador na defesa. Qualquer jogador. Sem exceção. Em geral ele marca desde armadores até alas de força, mas duvido que não consiga marcar os pivôs da NBA de hoje em dia, ainda mais estes que gostam tanto de sair do garrafão. Da próxima vez que forem assistir o Miami Heat jogar, se foquem só em LeBron durante algumas jogadas. Veja como ele faz de tudo e parece ter funções completamente diferentes de um lance para outro.

Mas o que eu gostei de ver em LeBron James foi sua atuação no final da partida contra o Boston Celtics. E não porque ele evoluiu ou mudou, mas porque foi exatamente como sempre foi ao longo da carreira. Ele não mudou seu estilo só porque ouviu mil críticas de pessoas desesperadas em condená-lo até vê-lo campeão. Primeiro LeBron procurou Dwyane Wade para um arremesso (que não deu certo), depois achou Wade de novo para uma enterrada (caixa!) e depois não hesitou em mandar a bola da virada para Mario Chalmers, que acertou uma bola decisiva de 3 pontos. Só na jogada final que ele nem pensou em tocar a bola de lado e garantiu a vitória com um jumper de meia distância. Se não tivesse entrado teriam condenado ele como sempre condenaram: por que não bateu pra dentro? Por que não cavou a falta?

Acontece que LeBron James é assim, sempre fez isso. Pouco tempo antes ele tinha infiltrado e sido bloqueado por Jeff Green. O time ficou parado e não deu opção de jogada, era ele no mano a mano, então ele decidiu o arremesso. A jogada não era a de melhor aproveitamento, mas é a jogada que LeBron James sempre preferiu, especialmente quando enfrenta um bom defensor. No jogo contra o Orlando Magic, quando ele também venceu no final, decidiu bater para dentro apenas quando Arron Afflalo ficou preso em um bloqueio e a marcação sobre ele ficou mais baixa e mais fraca. Ou seja, LeBron James é o mesmo de antes em fins de jogos: passa quando acha que tem que passar, infiltra com segurança (não é como Wade, que infiltra às cegas) e arremessa quando essa é a opção. Não quer ser herói, não foca o jogo só nele e no meio do caminho acerta e erra, como qualquer um.

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Mas e nos Playoffs, será que essa variação toda vai dar resultado? Afinal é mais fácil surpreender e fazer mudanças quando os adversários mudam, mas é difícil apresentar algo de novo em um Jogo 7 de uma longa série onde todo mundo já está enjoado de jogar um contra o outro. Realmente vai ser mais difícil surpreender por lá, mas talvez eles não precisem disso para vencer.

O principal ponto do Heat não é surpreender, mas se adaptar. Lembra que comentamos no último post que o Denver Nuggets não tem plano B? Eles conseguem vencer os adversários quando conseguem impôr seu ritmo veloz, seus rebotes e ataque à cesta. Tem acontecido com frequência assustadora, mas sem isso eles não tem tanto a oferecer. Já o Miami Heat tem um arsenal de jogadas e estilo de jogo mais amplo, podem se adaptar a quase qualquer adversário e jogar assim. Talvez tenham que jogar 7 jogos do mesmo jeito, mas podem se reinventar na série seguinte.

Os times que mais deram problema para o Heat na temporada foram o Denver Nuggets e o Boston Celtics nos jogos em que conseguiram enfraquecer a defesa de transição do Miami Heat, e depois Memphis Grizzlies e Indiana Pacers quando usaram a altura e força de seus garrafões para abusar do time mais baixo e com poucos reboteiros. Mas o Heat mudou seu estilo de jogo no segundo tempo contra o Celtics, adaptando a volta para a defesa e forçando-os a atacar em meia quadra. No último jogo contra o Pacers, foram mais ativo em evitar que a bola chegasse no garrafão, especialmente nas mãos de David West. Mesmo que os times saibam o caminho para vencer o Heat, o time de Spoelstra tem elenco e versatilidade para se adaptar e sempre dificultar. Claro que sempre vão ter dificuldades contra o garrafão GG do Grizzlies, mas eles tem as armas para diminuir essa vantagem do adversário.

Podemos considerar o Miami Heat favorito ao título? Respondo dizendo que eles tem um elenco saudável, adaptável para enfrentar qualquer adversário, um técnico criativo que sabe ler os adversários, dois dos melhores jogadores da atualidade, provável mando de quadra até as finais e a confiança natural de um time que venceu o título na temporada passada. Está difícil apostar contra.

As 13 posições do basquete

As 13 posições do basquete

O assunto que vou tratar tem alguns meses de idade, mas a verdade é que ele ainda é extremamente recente. Mais novo, aliás, impossível. Desde 2006, uma vez por ano, acontece no MIT (Massachusetts Institute of Technology) em Boston a Sloan Sports Conference, um encontro de nerds aficionados por esporte que discutem e apresentam novas ideias sobre análise esportiva. Podem ser métodos matemáticos para qualificar um jogador de futebol, um novo jeito de medir os melhores arremessadores no beisebol ou qualquer coisa que uma mente criativa e com talento matemático possa pensar.

A partir de 2010, dentro do Sloan Sports Conference, surgiu um prêmio chamado Evolution of Sports (Evolução do Esporte) que reúne apenas ideias e apresentações de ideias únicas e focadas na (claro) evolução e mudança do esporte. Entre os concorrentes estavam especiais sobre concussão no esporte, análise de dados de MMA, Nascar, vela e impacto de enterradas em um jogo de basquete. Mas não, nada disso venceu, o vencedor foi Muthu Alagappan, estudante do 4º ano de Engenharia Biomecânica em Stanford. Ele apresentou seu “De 5 a 13: Redefinindo as posições no basquete” onde faz exatamente o que propõe no tema, joga no lixo as 5 posições clássicas do basquete (point guard, shooting, small forward, power forward e center) e cria 13 posições novas de acordo com dados coletados na temporada 2010-11 da NBA.

Iguodala é Shooting Guard? Small Forward? Point-Forward?!

Muthu Alagappan nunca jogou basquete competitivamente. Tentou entrar no time nos tempos de ginásio, não passou nos testes e desde então só voltou a jogar em peladas semanais, onde se sentia completamente fora de posição: Era baixo, o obrigavam a ser armador por isso, mas não era o cara que controlava a bola o tempo todo. Ficava perdido. Melhor em matemática do que em esportes, foi parar na empresa Ayasdi, fundada em 2008 por ex-estudantes de Stanford que contrataram Alagappan como único ainda não formado a fazer parte da equipe. A empresa tenta entrar em um nicho pouco explorado, mas muito valorizado, o de grande número da dados. Muitas empresas coletam dados, outras analisam dados, a Ayasdi queria analisar e mapear quantidades absurdas de dados. Como disse uma pesquisa da consultora McKinsey & Company citada pela revista GQ, “Grandes dados podem desvendar os segredos de qualquer indústria. É a próxima fronteira a ser ultrapassada em produtividade e competitividade”.

Na sua apresentação no Sloan Sports Conference, Alagappan começa falando sobre medicina. Ele lembra um conceito da medicina medieval onde todas as doenças humanas eram definidas de acordo com 4 cores: preto (bile negra), vermelho (sangue), amarelo (bile amarela) e branco (fleuma). Era defendido que deveria existir um balanço entre essas cores, que representavam elementos da natureza, para que um ser humano estivesse saudável. Excesso de vermelho na manifestação da doença poderia ser resolvido com sanguessugas que tirariam um pouco do sangue, vermelho. Uma mudança na dieta ou até chás de diferentes plantas e cores poderiam resolver o excesso de amarelo de uma infecção. Para Alagappan o sistema era simples, fazia sentido na época e eventualmente dava resultados, mas eram coisas arbitrárias e limitadoras ,que só foram superadas quando a ciência médica passou a adquirir mais dados sobre o funcionamento do corpo humano e especialmente sobre o desenvolvimento das doenças. Foi o acúmulo de dados e uma visualização funcional deles que revolucionou a medicina.

Como vocês já devem ter percebido, para Alagappan nós vivemos ainda na Idade Média em termos de posições de basquete. Com tantas maneiras de jogar basquete, com tantas combinações possíveis, por que apenas 5 posições? Com o desenvolvimento do jogo, vários jogadores de estilos diferentes passaram a jogar na mesma posição apesar de contribuírem de maneiras completamente diferentes. O exemplo dado por Alagappan é de LeBron James e Shane Battier, dois small forwards (posição 3, ala) por definição e que fazem coisas absurdamente diferentes quando estão na quadra. Battier nunca dribla, se posiciona para espaçar a quadra e arremessar, é focado na defesa. LeBron controla a bola, chama jogadas, dá assistências e ataca a cesta, evitando (nos bons dias) ficar parado chutando de fora como Battier. Mas apesar do exemplo gritante do Miami Heat, é fácil achar outros por aí: Russell Westbrook e Rajon Rondo, Roy Hibbert e Mehmet Okur, Rashard Lewis e Blake Griffin, Ray Allen e Tony Allen. Em teoria da mesma posição, na prática são mundos diferentes.

E aqui entro num tema não abordado diretamente pelo estudante de Stanford, a parte linguística da coisa. Para corrigir alguns desses problemas causados pela limitação das 5 posições, acabamos criando alguns outros termos, muitos tão vagos quanto os antigos: “pass-first point guard”, “combo guard”, “point-forward” e coisas do tipo.

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Mas mesmo assim ainda existem os problemas que a terminologia causa: Logo após a perda do título de 2011, muita gente disse que o Miami Heat não ia vencer se não arranjasse um armador. Outros falavam que não iam vencer se não tivessem um “pivô de verdade”. Passou um ano e eles foram campeões com Mario Chalmers de armador e Chris Bosh jogando boa parte das Finais como pivô. O que diabos aconteceu? Aconteceu que outros jogadores, sozinhos ou em grupo, executaram as funções que um armador e um pivô costumam realizar em times mais ortodoxos, coisas como chamar jogadas, controlar o ritmo do jogo e dominar os rebotes.

Isso me lembra um pouco o nosso futebol. Aos poucos isso está mudando mas especialmente da metade dos anos 90 até metade dos anos 2000 o brasileiro tinha aversão a volantes, os jogadores de meio-campo com características defensivas. Era um absurdo um técnico jogar com 2 volantes, depois virou um absurdo jogar com 3 volantes e não demorou muito para que muitos times por aí jogassem algumas partidas com 4 volantes, para desespero de torcida e comentaristas! Era a morte do futebol, a vitória dos brucutus. Mas não, na verdade era uma derrota da língua. O volante no imaginário das pessoas era aquele Gilmar Fubá que nunca deu um passe de chapa na vida, só usava o bico, mas, de pouco em pouco, foram surgindo caras que marcavam como os volantes ao mesmo tempo que sabiam passar a bola, lançar e até fazer gols. Infelizmente isso não importava. Ler “Vampeta” na escalação queria dizer “volante” não “bom passador que sabe conduzir a bola”. E foram necessários muitos anos com bons “volantes” (Kléberson em 2002, Mineiro campeão no São Paulo, Zé Roberto, Paulinho hoje em dia) para que o preconceito hoje seja menor, embora ainda exista a necessidade inexplicável do “camisa 10”, uma posição tão folclórica que nunca vai morrer no imaginário brasileiro. O futebol e o basquete evoluíram, mas ainda estão amarrados em suas terminologias, palavras que limitam o poder de enxergar o jogo. Já ouviram falar da história de que muitos povos antigos não enxergavam a cor azul como nós porque não tinham um nome para ela? Mais ou menos assim.

 

Gilmar Fubá é da fiel!

Gunnar Carlson, um dos fundadores da Ayasdi, explica o que sua empresa faz usando o termo Topologia Algébrica Computacional. Se você ficou na mesma após ouvir isso, ajuda pelo menos saber que, nas palavras de Carlson em entrevista à GQ, “topologia é a parte da matemática responsável por representar dados no espaço. É algo visto como até esotérico por tentar medir algo um pouco mais nebuloso que só números”. Foi com uma máquina e software da Ayasdi desses em mãos que Alagappan estava numa sexta-feira quando resolveu enfiar lá dados de todos os jogadores da NBA na temporada 2010-11. Aí era só esperar as respostas, ou melhor, as perguntas. Para Carlson “o que queremos é não ter que fazer uma pergunta, mas antes ver a resposta e aí saber o que perguntar”.

A ideia do Alagappan era expandir o conceito de posições do basquete, que certamente não são só 5, mas ele queria fazer da maneira menos arbitrária possível. Afinal eu poderia passar uma tarde pensando em jogadores diferentes e inventar nomes para eles, mas isso seria fazer a pergunta antes. A ideia de Alagappan era criar, a partir de dados individuais de todos os jogadores da NBA, um mapa com estilos de jogo e só depois de encontrar alguns padrões definir o número de novas posições. Após pegar todos os dados de mais de 400 jogadores da temporada 2010-11 da NBA, o resultado foi esse:

 

Resolvido? Podemos encerrar o texto ou vocês não entenderam essa coisa óbvia que está na tela? Ok, ok, vamos explicar. Alagappan, nessa primeira versão, usou os dados mais básicos sobre os jogadores. Além de minutos jogados, usados para relativizar os dados, contou pontos, rebotes, assistências, roubos, tocos, turnovers e faltas cometidas. A combinação desses números criou um mapa de semelhança: Os que tem desempenho parecido nas mesmas coisas ficam próximos um do outro, os que se parecem em apenas uma coisa ficam um pouco mais distantes e a concentração de muitos pontos em um só lugar é um padrão, uma posição. Assim Alagappan descobriu 13 concentrações diferentes, veja agora o mapa com as devidas legendas:

 

E aqui as explicações do próprio estudante sobre cada uma das novas 13 posições do basquete:

1 – Offensive Ball-Handler (controlador de bola ofensivo) – Jogadores que gostam de controlar a bola e tem boa média de pontos, mas nem tanto de assistências. Exemplos: Jason Terry e Tony Parker.

2- Defensive Ball-Handler (controlador de bola defensivo) – Jogadores que controlam a bola e são especialistas em assistências e roubos, mas abaixo da média em outras áreas. Ex: Mike Conley e Kyle Lowry.

3- Combo Ball-Handler (controlador de bola combo) – Jogadores que tem sempre a bola na mão, mas não são especialistas em defesa ou ataque, tem números medianos nas duas categorias. Ex: Jameer Nelson e John Wall.

4- Shooting Ball-Handler (controlador de bola arremessador) – Especialistas em marcar pontos com estatísticas acima da média em número de arremesso e pontos. Ex: Stephen Curry e Manu Ginobili.

5- Role-Playing Ball-Handler (puta merda difícil de traduzir!) – Jogadores que passam muito tempo em quadra, mas que tem poucas estatísticas altas. Ex: Arron Afflalo e Rudy Fernandez.

6- 3-Point Rebounder (reboteiro arremessador de 3) – Jogador com mais rebotes que os “ball handlers e bolas de 3 pontos acima da média do resto dos jogadores. Ex: Luol Deng e Chase Budinger.

7 – Scoring Rebounder (reboteiro pontuador) – Jogadores que combinam bons números em rebotes e pontos. Ex: Dirk Nowitzki e LaMarcus Aldridge.

8 – Paint Protector (protetor de garrafão) – Jogadores que conseguem ser acima da média em tocos e rebotes, mas que quase não conseguem números ofensivos. Ex: Tyson Chandler e Marcus Camby.

9 – Scoring Paint Protector (protetor de garrafão pontuador) – O meio termo entre as posições anteriores. Bons números de pontos e rebotes, menos tocos do que os Paint Protectors, mas acima da média da liga. Ex: Kevin Love e Blake Griffin.

10 – NBA 1st-Team (1º time da NBA) – Grupo seleto de jogadores que estão muito acima da média em qualquer tipo de categoria computada pelo programa. Ex: LeBron James e Kevin Durant.

11- NBA 2nd-Team (2º time da NBA) – Na média ou só um pouco acima das médias gerais. Bons, mas não espetaculares. Ex: Rudy Gay e Caron Butler.

12- Role Player – Também completos, mas com números piores do que os da categoria anterior e com média inferior de minutos por jogo. Papel menor no time. Ex: Shane Battier e Ronnie Brewer

13- One-of-a-Kind – Jogadores únicos. Tem estilos de jogo e estatísticas que o programa não conseguiu conectar com nenhum outro. Ex: Derrick Rose e Dwight Howard.

A lista completa com os jogadores de cada posição não foi divulgada, então nem comecem a perguntar onde ficaram esse ou aquele jogador, eu não sei. Mas alguns dos divulgados nessa lista e em outras divulgadas durante o Sloan Sports Conference já causaram algumas discussões. Por exemplo, isso quer dizer que Derrick Rose é melhor que o LeBron James? Ou por que Rajon Rondo é considerado apenas um “role player“?

O problema dessas coisas é, novamente, o nome. E está aí minha única crítica ao sistema criado por Alagappan (ou será que a culpa é mais nossa? Temos mania de interpretar demais as coisas). O termo role-player já é usado na NBA e designa aquele jogador meio carregador de piano, que sabe fazer algumas coisas sem se destacar, é o coadjuvante. Ele dá esse mesmo nome para o jogadores que tem estatísticas medianas em diferentes números de categoria, mas que não chegam a se destacar em outras áreas. Rondo ficou em um meio termo entre o “Defensive Ball-Handler” e o “Role Player“, mas acabou ficando sob o que tem o nome mais depreciativo. O termo “one-of-a-kind”, que significa algo como “único” ou “especial” acaba sendo mal interpretado por ser geralmente usado ao descrever coisas muito melhores que outras. Na verdade a intenção era mostrar que o computador não achou jogadores

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parecidos com eles, não que Rose é melhor que LeBron. Talvez o mesmo modelo, mas com outros nomes, seja o ideal.

Mas embora a gente tenda a cercear um pouco as coisas ao darmos nomes às posições, a contribuição de Alagappan é extremamente importante e pode mudar muitas coisas no basquete. Se fuçarmos essa lista com detalhes, encontraremos algumas coisas que não concordamos ou que parecem enganadoras, mas isso é porque ele usou números que enganam para traçar o mapa. Todo mundo que acompanha o basquete há algum tempo sabe que só marcar pontos não diz muito sobre um jogador, interessa o número de arremessos que tenta, quantos pontos faz por posse de bola, quantos pontos o time faz quando ele está em quadra. Mais que só rebotes por jogo é mais interessante saber o Rebound Rate, a estimativa de porcentagem de rebotes (de ataque ou defesa) que um jogador consegue quando está em quadra. São estatísticas avançadas criadas nos últimos anos que tem ajudado a derrubar mitos sobre o basquete e que Alagappan não usou.

E não é que ele não tenha usado por ingenuidade, apenas foi a maneira mais simples que ele encontrou para testar seu método. O principal era apresentar o seu programa e seu sistema. A grande sacada é ter um programa capaz de mapear similaridades de jogadores depois que você joga uma porrada de números no seu banco de dados. Basta pegar outros números mais complexos e refazer o posicionamento, dá até pra ser atualizado todo santo dia ou comparar o desempenho de um mesmo jogador em toda sua carreira. “Quanto melhores os dados, mais inteligente fica a rede”disse Alagappan.

As utilidades para um mapa de similaridades são quase infinitas, mas Alagappan sugere uma coisa bem simples, algo que ele fez com dados do basquete universitário norte-americano. Ao invés de pegar apenas números de jogadores usou estatísticas gerais de todos os times da Division I da NCAA e mapeou suas semelhanças. O resultado é esse abaixo:

Os pontos vermelhos indicam maior número de vitórias, enquanto as cores mais frias indicam piores campanhas. A distância dos pontos mostram semelhança ou diferença entre as equipes em termos de montagem da equipe de acordo com as 13 posições citadas anteriormente. A imagem mostra que existem 3 principais formas de ter uma boa campanha no basquete universitário, as mostradas por UConn e Butler, na parte de baixo da imagem, que são muito diferentes das de Kentucky, Duke e North Carolina que estão do outro lado do mapa. Ou seja, existem diferentes maneiras de se formar um time vencedor no basquete e o mapa tenta mostrar quais são eles e que times estão mais próximos ou distantes de alcançar esses pontos de vitória. É possível, como sugeriu Alagappan, mapear todos os times campeões da história da NBA e descobrir, por época, o que eles tinham em comum e o quanto eram próximos um do outro. Não só em termos estatísticos, mas também usando as posições citadas acima, quantas delas tinham um “Paint Protector”? Quantas tinham um “Scoring Rebounder”? Quantos times tinham uma combinação dos dois?

Em determinado ponto de sua apresentação, Alagappan mostra um mapa que mostra em que pontos daquele gráfico de posições estavam todos os jogadores de dois times da temporada 2010-11: Dallas Mavericks, campeão, e o Minnesota Timberwolves, que teve uma das piores campanhas daquele ano. O Mavs tinha jogadores de posições variadas, quase um pouco de cada, o Wolves tinha mais da metade de seus jogadores muito próximos no mapa, era um, como disse Alagappa, “elenco redundante”.

A ferramenta é nova e ainda precisa ser melhor usada e entendida, mas o mais importante é que ela existe. As 13 novas posições de Alagappan não vão chegar pra ficar e ninguém vai comentar no Twitter que seu time precisa contratar um Role-Playing Ball-Handler urgente, mas é algo que chega para abrir a cabeça de quem quer enxergar o basquete mais a fundo. Com o refinamento das estatísticas é bem possível que num futuro próximo alguém chegue a um número mais exato de tipos de jogadores na NBA e que dê nomes melhores para essas posições. Até lá vamos nos virando com os “power forwards” da vida, mas com a consciência de que esses nomes já não querem dizer lá tanta coisa.

Billy Beane, o homem que mudou o beisebol ao adotar estatísticas avançadas para avaliar jogadores no seu Oakland Athletics, recusou uma bolsa para Stanford para tentar a vida como jogador de beisebol. Não deu certo, mas ele mudou o esporte quando entrou para os bastidores. Muthu Alagappan nem teve a chance de tentar a vida na NBA e vai lá saber que decisão ele tomaria se pudesse entrar em quadra, mas do lado de fora, na mesma Stanford, ele já está começando a mudar as coisas. Se passaram 5 meses desde que o estudante se apresentou em Boston e até agora 4 times da NBA já entraram em contato com ele e a Ayasdi para adotar seu sistema.

Heat no ataque

Certamente foi a partida mais feia dessa série final, mas quem está aqui para ver beleza, certo? Não é concurso de Miss, porra. O Jogo 3 da Final da NBA, o primeiro em Miami, teve vitória do Heat sobre o OKC Thunder por 91 a 85. O time da casa agora lidera a série por 2 a 1. Sabe aquelas peladas que a gente joga em meia quadra e ninguém sabe chutar? Que é um bando de marmanjo gordo pegando rebote e fazendo cesta só embaixo do aro? Imagina isso agora em um time que ganhou

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um jogo de Final da NBA. Se alguém duvidava da capacidade do Heat, eles venceram um jogo sem saber arremessar. Chupa Allan Houston, chupa Oscar Schimdt, chupa qualquer tipo de lógica.

 

O Miami Heat começou atropelando o Thunder, mas estranhamente, ou no maior estilo “Playoffs do Leste”, o domínio não virou vantagem clara no placar. Os 26 a 20 para o time da casa no primeiro período não mostra como o Heat colocou a defesa do Thunder na roda com movimentação ofensiva feroz: Dwyane Wade (25 pontos, 7 rebotes, 7 assistências) se mexeu muito bem sem a bola, sempre arranjando um espaço para cortar em direção à cesta para receber a bola e finalizar. O mesmo vale para LeBron James (29 pontos, 14 rebotes), com a diferença que ele passou um pouco mais de tempo com a bola na mão, mas também atacou muito a cesta quando pode e foi muito bem nos rebotes de ataque, maior mérito do Heat na primeira etapa. Já Chris Bosh (10 pontos, 11 rebotes) era o responsável pelos pick-and-rolls e conseguiu duas enterradas logo no começo da partida. Após os primeiros 12 minutos de jogo o Heat tinha apenas uma cesta marcada longe do aro, um arremesso de meia distância de LeBron, o resto tinha sido lance-livre, bandeja ou enterrada.

O Thunder foi se segurando porque, para dizer de forma simples, sabem colocar a bola na cesta. O ataque deles não começou bonito, mas Russell Westbrook (19 pontos, 4 assistências) e Kevin Durant (25 pontos, 6 rebotes) não precisam estar completamente livres para acertar seus chutes. Basta um mínimo de liberdade que eles pontuam. Westbrook só precisa de espaço na transição para infiltrar sem cometer faltas de ataque, já Durant para arremessar sem precisar driblar para conseguir o próprio chute. Com um mínimo de movimentação eles se mantiveram na partida. No 2º período o Heat parou de conseguir entrar tanto no garrafão como antes e o seu ataque deu uma emperrada, eles foram para o intervalo acertando apenas 41% de seus arremesso contra 50% do Thunder, além de terem feito só 3 arremessos de fora do garrafão em todo o tempo! Além da bola anterior de LeBron, foram mais duas bombas de 3 para Shane Battier, o novo Reggie Miller. Heat 47, Thunder 46 no intervalo.

No jogo anterior o Thunder apanhou muito quando Kendrick Perkins e Serge Ibaka jogaram ao mesmo tempo. Explicamos aqui que Perkins é muito pesado para marcar o ágil Chris Bosh e que Serge Ibaka fica perdido e sem função quando deve ficar correndo atrás de Shane Battier. Se a gente aqui percebeu é sinal que todo mundo se tocou no resto do mundo também, aí a imprensa americana estava implorando para Scott Brooks mudar o time titular, o que ele não fez com a justificativa que era esse quinteto, com dois caras grandes lá dentro, que deu certo o ano todo.

Concordo com Scott Brooks que trocar time titular assim não é a melhor resposta. Acaba sendo ruim até para o psicológico do time, mudar um grupo de um ano inteiro no Jogo 3 da Final parece uma atitude desesperada, é mais inteligente começar com o mesmo quinteto, dar apoio aos jogadores, fazer mudanças táticas e, durante a partida, na miúda, colocar as combinações mais adequadas a cada situação. Curiosamente no jogo de hoje o quinteto com Ibaka e Perkins foi o melhor delas! A partir do 3º período o Thunder resolveu fechar totalmente o garrafão e pagar pra ver o Heat arremessar de fora, na hora de transformar o garrafão numa 25 de Março em semana de Natal os dois grandalhões foram ótimos e o Thunder deslanchou no placar. Bem que Jeff Van Gundy disse durante a transmissão da ESPN gringa que mudar o time o tempo todo de acordo com um jogo ou outro faz a equipe perder confiança no trabalho que está sendo realizado, tem hora que paciência e pequenos ajustes bastam. Certamente a formação com 2 caras grandes não é a ideal para essa série, mas tem seus pontos positivos e não precisa ser totalmente descartada.

As coisas começaram a mudar de novo quando Kevin Durant foi, novamente, juvenil. Assim como no Jogo 2 ele se complicou e teve que ir para o banco após cometer sua 4ª falta na metade do 3º período. Ele de novo fez faltas em contra-ataques indefensáveis contra LeBron James, cometeu essa última ao cair em uma finta simples de Dwyane Wade e ainda teve sorte que no 2º quarto deram para Nick Collison uma falta que claramente foi de KD. O ala poderia ter sido mais inteligente e se poupado, mas ao mesmo tempo não é coincidência que na semana passada estávamos comentando as mesmas coisas sobre Paul Pierce, não está nada fácil marcar LeBron sem apelar para as porradas, o cara está em outro nível.

 

Assim que Durant saiu de quadra Westbrook tentou assumir o jogo, mas cometeu erros consecutivos e Scott Brooks resolveu descansar o armador também. A ideia foi montar um quinteto defensivo com Derek Fisher, James Harden, Thabo Sefolosha, Nick Collison e Serge Ibaka. Conceito legal, mas foi um desastre. Após um bom começo, com Derek Fisher acertando uma bola de 3, sofrendo falta e aumentando a diferença para 10, só deu merda para os visitantes. Primeiro Ibaka devolveu o favor ao fazer falta em um arremesso de 3 de Shane Battier, depois foi Derek Fisher que fez falta em um arremesso de 3 de James Jones (às vezes passamos séries inteiras sem faltas em bolas de 3 pontos, aí fazem 3 em poucos minutos). Aí LeBron James fez o 4º arremesso do Heat de fora do garrafão no dia, a diferença despencou e no finzinho eles viraram a partida para ir ao 4º período liderando por 1 ponto. O placar final foi de 15 a 7 para o Heat com Durant no banco de reservas.

A formação de Scott Brooks foi um desastre na defesa, mas poderia ter pelo menos compensado no ataque se não fosse um dia péssimo de James Harden. Ele acertou apenas 2 dos 10 arremessos que tentou e saiu de quadra com 9 pontos. Com uma formação tão defensiva ao seu lado o Heat não hesitou em dobrar a marcação nele ou fazer os traps quando ele usava o bloqueio do pick-and-roll. Sim, James Harden é genial, mas um alvo mais fácil e previsível quando suas opções de passe são Fisher, Sefolosha e Collison. Ainda mais quando ele está enfrentando uma das defesas de perímetro mais fortes da NBA.

O lado bom disso tudo é que chegamos, mais uma vez, em um quarto período com o jogo aberto. O lado ruim é que os dois times sentiram a pressão dessa vez. O Miami Heat cometeu 6 turnovers nos 3 primeiros quartos somados, depois fez mais 8 só no último. O Thunder por sua vez conseguiu ser pior e jogou a bola no lixo 7 vezes nos últimos minutos de partida. Ninguém saiu ileso dessa. LeBron James errou alguns passes, Dwyane Wade perdeu a bola para Thabo Sefolosha na quadra de defesa nos últimos minutos de partida, colocando o Thunder de volta no jogo (veja a jogada no Top 5 do jogo, o vídeo está logo abaixo) . Chris Bosh não segurou um passe fácil quando estava livre sob a cesta. Pelo Thunder teve James Harden passando mal a bola para Kevin Durant, que por sua vez cometeu sozinho 5 desperdícios de bola, um número altíssimo para seus padrões.

O problema foi que o Heat, com LeBron James inspiradíssimo, conseguiu evitar que Durant recebesse livre para o chute. Aquela jogada pindown, que o Thunder usou tanto contra o Spurs, com Kevin Durant recebendo um bloqueio sob a cesta e recebendo na linha do lance-livre, só deu certo uma mísera vez. Nas outras a jogada foi anulada e KD forçado a jogar no mano a mano. Como dissemos antes, ele é um cara um tiquinho mais comum quando precisa trabalhar tanto para conseguir seu chute, e com LeBron o marcando foi um desastre. Em uma das poucas vezes que passou por James, Bosh deu um belo toco no ala do Thunder. Kevin Durant teve um péssimo último quarto com apenas 2/6 arremessos, 2 turnovers e até errando lances-livres cruciais. Entre tantos erros, mas sem sua maior estrela pontuando o Thunder não conseguiu voltar para o jogo e saiu derrotado: 96 a 91.

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Esse ponto dos lances-livres, aliás, é decisivo. O Heat atacou muito a cesta e isso significa também sofrer muitas faltas, acertaram 31 dos 35 lances-livres que cobraram, já o Thunder fez apenas 15 dos 24 que arremessaram, marca horripilante para o time que liderou a NBA no quesito durante a temporada regular. Dos erros, 4 vieram das mãos (quase) sempre precisas de Durant e Harden. Nem precisa comentar da desgraça que é a combinação de turnovers e lances-livres errados no último quarto, né? Apesar de também errar, o Heat pelo menos fechou o jogo melhor por conseguir atacar mais a cesta e fazer seus lances-livres. Uma das principais jogadas do time no último quarto foi o pick-and-roll com Chris Bosh. Ao total foram 9 vezes no jogo que Bosh fez o bloqueio e depois cortou em direção à cesta, em 5 vezes ele recebeu a bola e 8 pontos, entre cestas e lances-livres, saíram dessas jogadas. Fez a diferença nas posses de bola decisivas.

É impressionante como o Heat conseguiu vencer um jogo apesar de só ter acertado 5 arremessos de fora do garrafão. Foram 16% de aproveitamento fora da área pintada! Somente o Denver Nuggets conseguiu, uma mísera vez, ganhar um jogo nessa temporada com tão poucos acertos de longe da cesta. Ao todo o Heat acertou 22/35 arremessos sob a cesta (bandejas, enterradas, etc.), 0/7 arremessos curtos, 0/4 de meia distância, 1/15 bolas longas de 2 pontos e 4/13 bolas de 3. São números nojentos que seriam apontados como principais causas da derrota se ela tivesse acontecido, é admirável que eles tenham arrancado uma vitória mesmo assim. Não acho que o Heat vá aprender a arremessar de repente, mas uma apresentação tão péssima nesse quesito é pouco provável também, o Thunder deveria ter aproveitado.

Não dá pra falar que não tiveram chances, até tinham posses de bola o bastante para tentar empatar no fim, mas o que dizer do passe errado de Thabo Sefolosha para Russell Westbrook em um lateral logo depois do tempo técnico pedido. Sem saber o desenho da jogada é difícil apontar para quem errou, mas certamente é algo imperdoável, se pede tempo justamente para combinar essas coisas. O Thunder matou o Spurs por executar seu ataque com perfeição nos últimos quartos, precisam voltar a ter essa frieza.

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Para o próximo jogo os ajustes de cada time são claros, mas difíceis de serem executados. O Heat precisa jogar com a mesma intensidade e velocidade: defender com a mesma agilidade e atacar o garrafão em toda santa posse de bola, torcendo para que quando se chute eventualmente de longe, a bola caia um pouco mais. O Thunder precisa mais do seu contra-ataque (foram só 12 pontos hoje assim, 4 a menos que sua média), que é um bom jeito de fugir da defesa do Heat. Outra ajuste é criar mais situações para Kevin Durant arremessar, deu certo nos primeiros quartos, mas no último ele foi forçado a jogar em isolações e fracassou contra a defesa de LeBron James. Por fim eles precisam de Durant em quadra, não dá pra ele passar 11 minutos no banco de novo por causa das faltas. É difícil deixar Sefolosha marcando LeBron nos 44 minutos que o ala do Heat passa em quadra, o suíço compromete no ataque, Durant deve fazer o serviço por alguns minutos e se controlar para evitar faltas tolas quando estiver na função.

Antes que comecem a cobrar críticas ao Russell Westbrook nesse resumo de jogo, já aviso: O armador é tema de um post especial que está guardado para essa terça-feira. Aguardem!

Final empatada

Chato nesse Jogo 2 foi só ficar lendo mimimi de arbitragem no Twitter, de resto foi uma partida de tirar o fôlego. Com exceção de apagão na hora do contra-ataque, teve de tudo: grandes jogadores atuando em alto nível, jogadas de efeito, um time abrindo vantagem, outro cortando a diferença e, para fechar com chave de ouro, momentos de tensão nos minutos finais. Dessa vez deu Miami Heat, que quebrou a invencibilidade do OKC Thunder em casa nos Playoffs e empatou a série em 1 a 1 após vencer por 100 a 96.

 

A vitória começou a se concretizar logo no 1º quarto, quando o Miami Heat começou pegando fogo e fez 18-2 nos primeiros 6 minutos de partida. O principal motivo foi a mudança no quinteto inicial do Heat que Erik Spoelstra montou, a primeira vez na temporada que eles começaram um jogo com Mario Chalmers, Dwyane Wade, Shane Battier, LeBron James e Chris Bosh. Com essa formação, Kendrick Perkins teve que ficar cobrindo Chris Bosh (16 pontos, 15 rebotes, 2 tocos), enquanto Serge Ibaka era o responsável por Shane Battier. Perkins não conseguiu lidar com a agilidade de Bosh, que bateu para dentro o tempo inteiro, sofreu faltas e tentou 8 arremessos dentro do garrafão só no 1º tempo, depois de não ter tentado nenhum no outro jogo. Já Ibaka, preocupado em tentar tocos nas infiltrações de Bosh, LeBron e Wade, não conseguia acompanhar Battier na linha dos três pontos. Com um arremesso muito rápido, bem diferente do de alguns anos atrás, o ala meteu 5 das 7 bolas de longa distância que tentou. Um dos acertos, para alegria geral dos peladeiros de plantão, foi uma bola desesperada usando a tabela. Onde eu jogo não valeria!

Provavelmente Scott Brooks não mudou o time mesmo tomando pau dessa escalação baixa do Heat porque parecia, no começo, que eles também estavam dando azar. Kendrick Perkins conseguiu 4 rebotes de ataque no jogo, além de alguns tapinhas que não entram nas estatísticas, e vários deles vieram nesse início de jogo. O problema é que aquele muro de concreto humano não conseguia transformar os rebotes de ataque em cesta. Brooks deve ter achado que eventualmente daria certo, mas não deu e esse começo acabou custando a vitória.

O Thunder não saiu completamente do jogo porque James Harden (21 pontos, 7/11 arremessos) entrou pegando fogo e não deixou a diferença bater nas casa dos 20, mas não seria estranho se acontecesse. Com os matchups todos confusos, o Heat estava entrando no garrafão quando bem entendia. Deu gosto de ver Dwyane Wade (24 pontos, 6 rebotes, 5 assistências) cortando em direção a cesta para receber passes de Chalmers e LeBron James (32 pontos, 8 rebotes) usando sua força para entrar no garrafão mesmo sob a forte defesa de Thabo Sefolosha. Como a movimentação rápida e incessante dos jogadores do Heat eram o que davam a tônica do jogo, foi curioso ver que nem Joel Anthony (presente em 3 dos 6 quintetos mais usados pelo Heat na temporada) nem pisou em quadra, assim como Ronny Turiaf, que chegou a ser titular do time durantes os Playoffs. O Heat só tirou do banco Udonis Haslem, Mike Miller (por 1 minuto), James Jones (por apenas 6) e Norris Cole, que curiosamente jogou ao lado de Mario Chalmers e encheu o Thunder de problemas.

As coisas começaram a mudar de figura no segundo tempo. Em parte porque o Thunder conseguiu se ajustar à escalação do Heat. Serge Ibaka deu show nos tocos (só ver o vídeo abaixo), especialmente em uma tentativa de enterrada de LeBron James, mas tirando isso sua ajuda era nula. Não foi bem no ataque, não cortou em direção à cesta nas infiltrações de Westbrook e na defesa não acompanhava Battier. Acabou saindo para a entrada de James Harden, que deixou o time baixo como o Heat e manteve Kendrick Perkins como único jogador de garrafão. O pivô ainda teve dificuldades com a mobilidade do ataque do Heat (por isso pedidos desesperados por Nick Collison na torcida), mas mostrou porque Brooks o escolheu com corta-luzes perfeitos para as infiltrações de Russell Westbrook, James Harden e Kevin Durant.

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Porque se o Thunder voltou ao jogo, foi na estratégia Thunder-2011. Nada da versão 2012 do time com jogadas mais planejadas, era pegar a bola e partir para dentro do aro como se não houvesse amanhã. Com um pouco de melhora na defesa e controle dos rebotes (no 1º tempo o Heat dominou o quesito, só Bosh pegou 8 rebotes de ataque!) o Thunder conseguiu botar velocidade no jogo e cortar a diferença na base do contra-ataque. O Thunder, que foi o 5º time com mais pontos de transição na NBA com média de 16.3 por jogo, não conseguiu NENHUM assim no 1º tempo da partida. Mas se acabou o jogo com 11, foi por causa dos minutos finais. E não é estranho que alguns dias atrás o próprio Perkins falava que o time ia tentar correr pouco? Já era isso.

Curioso que o Thunder pegou fogo mesmo logo depois de algo que poderia ter arruinado o jogo deles: Tentando pegar um rebote ofensivo já perdido, Kevin Durant cometeu sua 5ª falta no jogo ainda no primeiro minuto do último quarto. Mas fugindo da lógica, foi aí que o jogo virou. Durant entrou em modo-4º-período, invocou seu Nowitzki interior e passou a meter arremesso atrás de arremesso para compensar um resto de jogo discreto. Por outro lado o Heat empacou no ataque porque eles se preocuparam demais em tentar forçar trocas na marcação do Thunder, para fazer Durant sair da marcação de Shane Battier e ficar em Wade ou LeBron. Não deu certo, eles não cavaram a 6ª falta no adversário e ainda perderam boas chances de manter o ataque eficiente como estava antes.

De pouco em pouco, de bolas impressionantes de Kevin Durant a atleticismo sobre-humano de Russell Westbrook chegamos em um momento crucial do jogo: Heat 94, Thunder 91, 1:45 para o fim do jogo e bola com o Heat. A torcida maluca, Thunder com todo o momento do jogo e o time visitante precisando fazer alguma coisa para manter a sua vantagem. E aí o que acontece? LeBron James chama o jogo, passa por Sefolosha e acerta um lindo arremesso usando a tabela. Curiosamente, únicos pontos de LeBron no jogo que vieram de fora do garrafão. Por um lado, linda jogada de LeBron, por outro a própria NBA trollou sua maior estrela. Pelo seu Twitter oficial de estatísticas, o @NBAstats, eles informaram que aquele foi o primeiro arremesso certo de LeBron James em situações clutch (jogo com menos de 5 pontos de diferença, menos de 5 minutos para o fim do jogo) em um jogo fora de casa em sua história nas finais da NBA. Porra NBA, até você? Após o jogo de hoje eu sigo minha teoria revolucionária de que às vezes o LeBron é bom em fim de jogos, às vezes ele é ruim. Acertou esse arremesso logo depois de forçar um passe horrível, acontece com ele e com todos os jogadores do mundo.

Na posse de bola seguinte o Thunder se embananou, como faziam na temporada passada. Kevin Durant forçou um difícil arremesso de 3 pontos, que deu um rebote longo para Sefolosha. Não sei o que deu na cabeça do suíço, mas ele achou que era hora de bater para dentro sozinho. Sim, Sefolosha. Não Durant, Westbrook ou Harden. Sefolosha. Com o time perdendo a 1 minuto do fim do jogo. Claro que errou, tomou toco de Chris Bosh. Na jogada seguinte, o milésimo décimo quinquagésimo exemplo de como o Heat, ao contrário do que a transmissão da ESPN Brazuca queira insinuar, joga em equipe: Bloqueio de LeBron para Wade, infiltração do armador e passe para Chris Bosh. Enterrada e Heat liderando por 98 a 91 a menos de um minuto para o fim.

O jogo parecia liquidado, mas o Thunder pediu tempo e logo depois Kevin Durant fez uma bandeja em questão de segundos. O Heat tentou sair com a bola depois disso, mas se complicou com a marcação e teve que gastar um tempo. Na volta desse tempo Dwyane Wade (que havia acabado de dar uma assistência decisiva) vacilou e perdeu a bola para Derek Fisher. O roubo virou um contra-ataque que por uma unha muito cortada não acabou em roubo de bola de Bosh, ao invés disso foi bola de 3 de Durant: 98 a 96 para o Heat e o Thunder ainda teria mais uma posse de bola. O Heat preferiu gastar todo o relógio de 24 segundos a fazer uma jogada de verdade, acabou com uma bola forçada de 3 de LeBron James que não deu em nada. O Thunder pediu tempo e tinha 9 segundos para empatar ou virar o jogo.

Inexplicavelmente LeBron James vacilou monstruosamente na saída de bola e nem percebeu que o lateral foi cobrado para Kevin Durant quase embaixo da cesta. James se recuperou rápido, mas acabou fazendo a falta, que os juízes não deram e Durant errou um arremesso fácil. A falta aconteceu, mas Durant tinha espaço livre para bater pra dentro e se preocupou mais em receber o contato. Também teve todo espaço do mundo para fazer a bola e não fez. Na coletiva após o jogo, em um ato bem legal, KD se recusou a admitir que sofreu a falta e apenas repetiu que ele que havia errado o arremesso. Todo mundo viu que foi falta, mas a chance ainda existiu e não tem porque fazer mimimi disso. Erro por erro os juízes já deveriam ter tirado Durant da quadra por uma falta de ataque vários minutos antes. Legal a atitude de Durant, muito mais legal que seu arremesso mequetrefe.

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Logo depois disso LeBron James sofreu falta e acertou lances-livres que deixaram a vantagem em 4 pontos. Sabe qual a média de lances-livres do LeBron em situações decisivas? 77%. E sabe qual é em situações normais? 77%. Pois é, ontem ele acertou e errou nos momentos decisivos, assim como Dwyane Wade e Kevin Durant. Até Russell Westbrook foi herói num rebote ofensivo e logo depois bobeou com uma bola roubada por Mario Chalmers. Foi um ótimo jogo, foi emocionante e ainda ensinou muita gente que em fim de jogo todo mundo erra e todo mundo acerta. Outra coisa que esse jogo nos lembrou é que o último período tem todo esse glamour e drama que vai ficar gravado na nossa mente para sempre, mas que não é só ele que vence jogos. O Miami Heat só venceu um quarto no jogo inteiro, o 1º período. O 2º empatou e os seguintes tiveram vitória do Thunder. Todos os pontos valem a mesma coisa.

Miami Heat na Final

Os últimos 9 minutos do Jogo 7 foram a primeira vez nesses Playoffs que Erik Spoelstra usou uma formação com Dwyane Wade, LeBron James, Shane Battier, Udonis Haslem e Chris Bosh na quadra ao mesmo tempo. Foi nesse período que eles reverteram a vantagem do Boston Celtics, assumiram a ponta e conquistaram o título do Leste de 2012. Foi, por um curto período de tempo, tudo o que Pat Riley sonho de seu Miami Heat: Um elenco com estrelas, ótimos role players, defesa forte e seu trio de ferro marcando praticamente todos os pontos do time no período final. O Heat venceu o último quarto do jogo por 28 a 15, o jogo por 101 a 88.

Nem tudo foi uma maravilha como esse fim de jogo, claro. O quinteto ideal de Spoelstra não foi usado antes por vários problemas: A contusão de Bosh, a falta de um elenco de apoio adequado que obrigava o técnico a não jogar todas suas forças de uma vez e, claro, a necessidade de ter Mike Miller ou Mario Chalmers em quadra para bolas de longa distância. O Jogo 7 foi diferente porque era um jogo sem descanso, ninguém iria ser poupado e quem estivesse bem passaria os 48 minutos em quadra se preciso, não era hora de organizar descansos e combinações mais adequadas. Também foi diferente porque Chris Bosh matou dois problemas de uma vez só: Não só deu mais tamanho e rebote na defesa, cortando a necessidade de usar Joel Anthony, por exemplo, como acertou 3/4 bolas de 3 pontos no jogo, incluindo a da virada no último quarto. Com Bosh acertando bolas de longe (e nem precisariam ser

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de 3 pontos), pra que gastar tempo com o irregular Mike Miller? Ou pra que deixar o time mais baixo com Chalmers?

Essa formação de Wade-LeBron-Battier-Haslem-Bosh é um trunfo do Heat que poucos times na NBA tem o prazer de ter a sua disposição. É um grupo alto o bastante para ter LeBron James jogando na posição 2, mas baixo o bastante para ter dois jogadores de garrafão ágeis que sabem acompanhar os alas de força da atualidade, que gostam de jogar no perímetro. Contra o Boston Celtics foi a combinação perfeita, eles podiam trocar a marcação a qualquer bloqueio sem se preocupar com mismatches, todos eram altos, ágeis e bons o bastante para lidar com Rajon Rondo, Paul Pierce ou Ray Allen. No garrafão ninguém era tão pequeno para tomar pau de Kevin Garnett.

O Jogo 7 não foi um Jogo 7 normal, daqueles nervosos e cheios de erros, ambas as equipes beiraram os 50% de aproveitamento e cometeram poucos turnovers (cada time cometeu 13 erros). O placar não foi dos mais altos pelo ritmo lento e bem pensado de jogo, mas o nível da partida foi bem alto, mesmo o Celtics, que ficou conhecido nas últimas séries por variar picos de genialidade com momentos de Bobcats no mesmo jogo, foi regular e consicente no ataque. Faltou mesmo esse pico de genialidade, algo para deslanchar. Talvez se Rajon Rondo (22 pontos, 1o rebotes, 14 assistências) tivesse um daqueles 5 minutos onde parece o melhor armador da história da NBA ou se Paul Pierce (19 pontos) começasse a acertar arremessos na cara de qualquer defensor. Já vimos acontecer muitas vezes na temporda e até nessa série, mas não foi o caso nos dois jogos que o Celtics teve pra eliminar o Heat.

Foi o Heat conseguiu brilhar no último período. Encaixaram uma boa sequência de defesas, forçando o Celtics a arremessos contestados e responderam com uma jogada simples, mas muito eficiente. Sim, o Heat do xingado Erik Spoelstra usou uma jogada trabalhada e ensaiada para vencer um Jogo 7. Insisto: Podem questionar muitas coisas no treinador do Heat, mas o cara entende demais de basquete. Quem ainda diz que o Heat joga Streetball só pode estar de brincadeira. A jogada em questão foi o bloqueio duplo na cabeça do garrafão, o famoso chifre. Udonis Haslem e LeBron James (31 pontos, 12 rebotes) faziam bloqueios para Dwyane Wade (23 pontos, 6 rebotes, 6 assistências) (ou Chalmers, se ele estiver em quadra) em cada lado da linha de lance-livre. Enquanto isso Chris Bosh (19 pontos, 8/10 arremessos) abria na zona morta do lado direito e Shane Battier abria do lado esquerdo, o ponto onde ele tem maior aproveitamento de arremessos na temporada. Wade tinha que escolher um dos lados do bloqueio e a partir daí simplesmente ler a defesa. Abaixo o vídeo, cortesia do Grantland, é na versão Chalmers:

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Em um primeiro momento o defensor de Chalmers não conseguiu passar pelo bloqueio de LeBron, o marcador do King James não conseguiu evitar a infiltração e isso forçou Kevin Garnett, responsável por Chris Bosh, a fechar o garrafão para impedir a bandeja. Chalmers tocou para o livre Bosh que acertou uma bola de 3 pontos e virou a partida. Logo depois, agora com Wade, a mesma jogada aconteceu e KG decidiu não ir para a ajuda, estava mais longe da cesta, resultou em uma enterrada do armador do Heat. E a mesma jogada poderia ser usada para um pick-and-pop com Udonis Haslem, pick-and-roll com LeBron James ou mesmo aquele bloqueio falso de LeBron, que ele usa para se livrar da marcação e receber livre na linha de 3 pontos. Em resumo: Uma jogada simples, que começa com a bola nas mãos do confiável Wade e que, quando tem Chris Bosh acertando de longe, obriga todos os jogadores adversários a saírem de perto da cesta e do garrafão. Para o Heat, melhor é impossível.

Não é o tipo de jogada que dá pra usar infinitamente durante todos os jogos, mas é algo que deu certo em um momento crítico de quarto período e que devemos esperar ver mais durante a série contra o OKC Thunder na final.

Normalmente eu não me preocuparia em falar mal de um time que perdeu um Jogo 7 apertado fora de casa, mas ficou um gostinho bem amargo para o Celtics, não? Tiveram um Jogo 6 em casa para despachar o Heat e foram massacrados, depois tinham a liderança no começo do último período do Jogo 7 e perderam por mais de 10 pontos. Nesses últimos anos criamos a lenda de que o Celtics é um time cascudo, que joga só quando importa, que os veteranos brilham nos momentos mais tensos, mas nessa série não foi bem assim. Acho espetacular que tenham chegado tão longe nessa temporada. Foi o pior elenco de apoio que tiveram desde que Garnett, Allen e Pierce se juntaram, perderam Avery Bradley nos Playoffs, jogaram com Ray Allen quase sem tornozelo e mesmo assim estiveram muito perto da Final. Admirável, inesperado e digno de aplausos, mas parecia tão próximo e real que essa derrota foi um balde de água fria.

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O Miami Heat também sofreu um bocado nesses Playoffs. Depois de ir bem contra o NY Knicks, sofreram demais contra o Indiana Pacers, estiveram a beira da morte contra o Celtics e no meio do caminho viram contusões de Chris Bosh, um banco de reservas por vezes medíocres e um ou outro jogo nível-MoWilliams de Dwyane Wade. Mas se os defeitos foram expostos, tudo foi respondido quando a água bateu na bunda. Bosh voltou, Wade foi espetacular para virar a série contra o Pacers, LeBron James teve a melhor atuação desses Playoffs em um jogo de eliminação fora de casa e o time jogou coletivamente e com eficiência no quarto mais importante da temporada. Dá pra ir pra final com confiança, né?

Muita gente criticou a formação do Big 3 de Miami dizendo que era “apelação”. Realmente parecia na época, mas não tem sido bem assim. São 2 títulos do Leste em 2 temporadas, mas com muita ralação e dificuldade. É fácil achar motivos para cornetar e torcer contra o LeBron James, mas hoje eles são só mais um time forte como tantos outros. Não tem mais apelação, marra ou nariz empinado que qualquer outro time que esteve na briga pelo título dessa temporada. É divertido criar histórias, o esporte fica mais emocionante com personagens, nem fujo disso, mas é chato forçar a barra: O Heat não é mais vilão. Só um time bom, forte e que tem tido sucesso em contornar seus vários problemas. Curiosamente as pessoas tem a tendência de torcer para o mais fraco, mas hoje a maioria considera o Thunder uma equipe melhor. Será que alguém vai torcer para o Miami?

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