As primeiras trocas

Como comentamos no último post, hoje, quinta-feira, é o Trade Deadline da NBA. Em português, é último dia que os times podem trocar jogadores entre si, se alguém quer mudar a equipe antes dos Playoffs, a hora é agora.

Embora a maioria dos negócios fiquem para a última hora, já que os times querem forçar a barra para conseguir o que querem até o último minuto do segundo tempo, às

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vezes alguns times conseguem o que querem antes da hora. Dois negócios já rolaram ontem e aqui estão nossos pitacos sobre esses negócios.

Thornton

Sacramento Kings envia: Marcus Thornton

Brooklyn Nets envia: Reggie Evans e Jason Terry

Vemos aqui a 3ª troca do Kings na temporada e não vejo como esta ajuda em muita coisa, assim como não ajudou em nada aquela do Derrick Williams. Jason Terry está tendo o pior ano de sua carreira, são só 4,5 pontos por jogo e ridículos 36% de acerto de arremessos, quando sua pior marca na vida tinha sido de 41%, em seu ano de novato em Atlanta. Neste ano não fez absolutamente nada de relevante pelo Brooklyn Nets, alguém enxerga ele tendo algum tipo de motivação para jogar seus últimos anos de carreira em uma das piores franquias da NBA?

Com Reggie Evans eu também não enxergo muita ajuda. Apesar de rodado, está muito longe de ser considerado aquela tal ~liderança veterana~, clichê tão adorado por General Managers ao redor da liga. Como não sabe jogar basquete, Evans só ajuda em uma coisa: rebotes. É bastante importante, mas o Kings já está entre os 10 melhores times da liga em todas as listas relevantes que envolvem rebotes, precisava mesmo dele? O valor de Thornton caiu no último ano, mas talvez desse pra conseguir mais.

E nem economicamente a troca muda muita coisa. Todos os jogadores envolvidos na troca tinham contratos para esta e a próxima temporada. Thornton recebe cerca de 8 milhões nos dois anos, Terry e Evans somados ganham 7 milhões nesta e cerca de 7,4 em 2014-15.

Para o Brooklyn Nets é capaz que pouca coisa mude também, mas dá pra enxergar um pingo de esperança. Marcus Thornton já teve ótimos momentos na NBA, chegando a beirar os 20 pontos por jogo com aproveitamento bom dos arremessos de longa distância. Mas, assim como Terry, vive sua pior temporada como profissional: é a primeira vez que tem menos de 10 pontos por jogo, a primeira que acerta menos de 40% de seus arremessos (38%) e a primeira abaixo de 35% nos 3 pontos (31%). Como ele tem apenas 26 anos, não podemos culpar a idade pela queda, como fazemos com Terry, então há a esperança que a mudança de cidade, time, técnico e estilo de jogo possam resgatar seu poder ofensivo. Existem muitas noites onde o Nets precisa desesperadamente de pontuadores, especialmente vindo do banco de reservas.

Outro lado bom desta troca para o Nets é que ela abre um espaço a mais em seu elenco. Ao mandar dois jogadores por um, agora o time de Jason Kidd tem 13 jogadores sob contrato, é algo que pode ajudar um futuro negócio (por futuro quero dizer hoje) onde eles talvez tenham que receber mais jogadores num negócio. O máximo de jogadores que um time pode ter é 15. Dizem que o alvo principal do Nets nesta quinta-feira é Jordan Hill, do Lakers.

 

Steve Blake

Los Angeles Lakers envia: Steve Blake

Golden State Warriors envia: Kent Bazemore e MarShon Brooks

Podemos chamar de uma troca por consideração? Steve Blake passou por poucas e boas em seus anos de Los Angeles Lakers. Começou muito mal, não se adaptou de cara ao time e a torcida queria trucidá-lo (com alguma razão). Mas ele foi melhorando e deslanchou quando chegou Mike D’Antoni e o time passou a jogar em alta velocidade, como ele gosta. No último ano virou um dos jogadores favoritos da torcida, do técnico e, segundo Kobe Bryant, seu amigo mais próximo no elenco, o Blake Mamba. Por que trocá-lo então?

O meu palpite é consideração. E um pouco de idade. Este é o último ano do contrato de Blake com o Lakers e provavelmente o time sabia que não iria renovar com o armador. Se for para lutar por Playoff na próxima temporada, irão tentar um jogador de mais nome ou confiar na recuperação de Steve Nash, se for para reconstruir, provavelmente irão renovar com Kendall Marshall e usar Jordan Farmar como reserva. Então se é para perder Blake, que pelo menos dê a ele a chance de jogar em um time que deve ir para os Playoffs, onde ele poderá ser útil e importante. E, claro, assim o Lakers recebe algo em troca.

Dos jogadores que vieram em troca, pouco a se falar porque eles pouco jogam. MarShon Brooks simplesmente não existiu na NBA depois daquele bom ano que teve como novato, bom para ele que o Lakers é o time da segunda chance na carreira nesta temporada. Deu certo com Xavier Henry, Kendall Marshall, Jodie Meeks, Jordan Farmar e Nick Young, por que não com Brooks? Já Kent Bazemore era até bem querido em Oakland, recebeu elogios de Mark Jackson, de seus companheiros de time e de vários caras que acompanham de perto o Warriors. Ele tem boa envergadura e defesa, o problema é seu arremesso e o jogo ofensivo em geral, ainda meio cru. Não tinha espaço no Warriors, que luta por coisas grandes, mas talvez no Lakers, podendo errar à vontade, seja a chance dele de mostrar se tem ou não lugar na NBA no próximo ano. Como torcedor do Lakers, confesso que estou animado em ver o que Bazemore pode fazer, ele foi muito bem na última Summer League de Las Vegas.

Vocês devem se lembrar de Kent Bazemore como o cara que marcou Tony Parker em alguns momentos da série entre Warriors e Spurs nos Playoffs do ano passado. Ele quase acertou a cesta da vitória no Jogo 1, momento estragado por aquela cesta de 3 espetacular de Manu Ginóbili.

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Para o Warriors, excelente negócio. Eles precisavam desesperadamente de um armador reserva após o experimento Jordan Crawford não dar certo, e perderam só jogadores que nem usavam. Blake é rodado, bom arremessador, poderá jogar também ao lado de Steph Curry, e gosta de jogar na velocidade que o Warriors impõe em seus melhores jogos. Sempre bom ter mais de um criador de jogadas no elenco.

Preview 2012/13 – Los Angeles Lakers

Continuamos aqui o melhor preview da temporada já escrito por um blogueiro preguiçoso que deixa tudo pra última hora. Veja o que já foi feito até agora:

Leste: Boston CelticsCleveland CavaliersBrooklyn NetsIndiana PacersAtlanta HawksWashington WizardsChicago BullsOrlando MagicToronto RaptorsPhiladelphia 76ersCharlotte BobcatsDetroit PistonsMilwaukee Bucks e New York Knicks

Oeste: Memphis GrizzliesSacramento KingsDenver NuggetsGolden State WarriorsSan Antonio SpursLos Angeles ClippersPhoenix SunsOKC ThunderMinnesota TimberwolvesUtah Jazz e Dallas Mavericks,  New Orleans HornetsPortland Trail Blazers e Houston Rockets

Até o esperado dia 30 de Outubro, quando teremos a rodada inicial da Temporada 12/13 da NBA, todos os times terão sido analisados profundamente aqui no Bola Presa.

Nesse ano vamos repetir uma ideia de uns vários anos atrás. Ao invés de só comentar as contratações e fazer previsões, vamos brincar de extremos: O que acontecerá se der tudo certo para tal time, qual é seu teto? E o que acontecerá se der tudo errado, onde é o fundo do poço? Em outras palavras, como seria um ano de filme pornô, onde qualquer entrega de pizza vira a trepa do século? E como seria um ano de novela mexicana, onde tudo dá errado e qualquer pessoa pode ser o seu irmão perdido em busca de vingança?

Hoje é dia de falar do time da cidade dos anjos, o Los Angeles Lakers.

 

 

Los Angeles Lakers

 

 

 

 

 

O que me encheram o saco para fazer logo esse Preview do Lakers não tá escrito. A questão é: o que diabos vocês esperem que eu fale aqui? Sério, sem querer estragar o post, mas o Lakers foi o time mais comentado da offseason. Tem esse post aqui sobre a contratação do Steve Nash, esse sobre a chegada do Dwight Howard e até o especial sobre a Princeton Offense, o sistema que deverá ser utilizado pelo Lakers em boa parte dos jogos. Mas tudo bem, tudo bem. Vamos comentar mais do Lakers, apenas tenham certeza de que leram esses posts antes de falar que faltou alguma coisa. Combinado? Posso parar de ser um resmungão ranzinza?

Desculpem pelo mau humor, mas vocês tem que levar em consideração de que estou sob muita pressão. Eu torço para o LA Lakers, meu time se empanturrou de super estrelas e mesmo assim não conseguiu vencer o Sacramento Kings na pré-temporada. Aliás, não venceu ninguém, único time da NBA a passar em branco. E eu sei que esse período de preparação não vale pelos resultados, o que me preocupa mesmo, que acaba com meu humor e que me faz descontar tudo em vocês, leitores, é que mesmo quando o Lakers jogou sério, com todas suas estrelas em quadra, foi um desastre épico.

De todos os jogadores do time, ninguém ficou mais perdido que Steve Nash. Cansei de ver posses de bola onde ele chegou no ataque, pediu um bloqueio e depois não soube o que fazer. O Lakers não tem os espaços na quadra que tinha seu Phoenix Suns, os jogadores não se mexem e Nash acabava tocando a bola no pivô e correndo para o outro lado, onde virava um arremessador à lá Jodie Meeks. Nivelar Nash com Meeks é pra me deixar mal humorado ou não é? Vai ver o Smush Parker nem era tão ruim assim, é que nenhum armador não funciona no Lakers mesmo.

Mesmo com a chegada de Dwight Howard, que perdeu os primeiros jogos da pré-temporada para se recuperar das dores nas costas, a coisa não melhorou. Os melhores lances do pivô foram, para surpresa de todos, com passes de Kobe Bryant, não de Steve Nash. E embora Chuck Hayes tenha dito que enfrentar Howard e Gasol ao mesmo tempo seja “como enfrentar os Vingadores“, eles ainda não conseguiram resultado nenhum. No mesmo jogo que Hayes disse isso, DeMarcus Cousins fez o que bem entendeu com o garrafão do Lakers.

Uma das causas dos resultados ruins foi a falta de velocidade, fluidez e precisão da Princeton Offense. Além de deixar Steve Nash sem função às vezes, o sistema exige movimentação constante e organizada, com todo mundo ainda perdido a coisa ficou feia. O único que se deu bem mesmo foi Kobe Bryant, porque forçou ele a jogar mais sem a bola, algo que há anos eu peço que aconteça. Sem forçar o jogo desde o começo da jogada, mas se posicionando melhor para finalizá-la, ele vira um jogador mais letal.

Não creio que seja hora de descartar o novo esquema tático, cedo demais, mas até para aliviar a pressão sobre o grupo seria uma boa ideia maneirar um pouco mais com ele no começo da temporada. Minha sugestão é até dividir os minutos das 4 estrelas do time para que pelo menos duas delas estejam em quadra o tempo todo.

Assim, Kobe Bryant pode dividir a quadra com Pau Gasol, com quem já se entende muito bem há alguns anos. Podem rodar várias jogadas do triângulo ofensivo que já estão acostumados a usar e com eles podem jogar Chris Duhon, Metta World Peace e Jordan Hill, que se entendeu bem com o espanhol na temporada passada. Depois, quando Steve Nash entrasse, poderia passar mais tempo com Dwight Howard, aí já usando um esquema com mais arremessadores (Antawn Jamison, Steve Blake e Jodie Meeks, por exemplo) e mais baseado em bloqueios e velocidade.

Eventualmente todos os All-Stars vão ter que se entrosar para jogar juntos, vão precisar disso nos Playoffs. Mas essa talvez fosse uma boa saída para tirar pressão e conquistar algumas vitórias no começo da temporada. Quem viu os jogos da pré-temporada percebeu que os inúmeros erros do time no ataque (passaram dos 20 turnovers diversas vezes) virou frustração na defesa, onde a linguagem corporal gritava derrota. Entrosar vencendo é bem mais fácil do que perdendo. E aí vem outra preocupação, como Mike Brown irá lidar com a parte emocional e motivacional dessa equipe? Não acredito em brigas, não combina com Howard, Nash e Gasol, mas será que ele consegue criar uma unidade, um grupo fechado?

 

Temporada Filme Pornô

Ninguém junta tantos grandes jogadores num grupo só para chegar até os Playoffs e ver no que dá. O Lakers é tão pedante que qualquer coisa que não seja título já vai para a categoria de drama. A temporada pornô do Los Angeles Lakers acaba com uma orgia de comemoração ao título! E por que Tori Black para representar o Lakers? Porque ela é a número 1.

Agora, para chegarem até lá o caminho vai ser árduo. Uma temporada perfeita exige Kobe Bryant inteiro, não com as dores no pé que podem o deixar de fora do jogo de estreia, Dwight Howard não pode ter recaídas nos problemas de coluna que exigiram até uma cirurgia. Mas pelo menos Metta World Peace está em ótima forma (muito mais ágil que no ano passado) e sua defesa de perímetro é essencial para eventuais confrontos contra Kevin Durant e LeBron James. 

 

Temporada Drama Mexicano

A chance do time ser incomodado por contusões existe, mas não vou me focar nelas. Drama mesmo será esse time não vencendo, uma segunda humilhação por ter formado um timaço e morrer na praia. Não tem como não comparar o time de Kobe Bryant, Dwight Howard, Pau Gasol e Steve Nash com aquele que tinha Kobe, Karl Malone, Shaquille O’Neal e Gary Payton. E talvez o time desse ano seja mais impressionante, porque naquela época Malone e Payton já não rendiam o mesmo do auge deles. Já Howard e Gasol estão voando, Nash, mesmo vovô, acabou a temporada passada com mais de 10 assistências, 50% de acerto de 3 pontos e 90% de lance-livre de média.

A cobertura da mídia sobre o Lakers já é enorme normalmente, com esse time vai estar em outro nível. Mais ou menos como estava em 2004 no outro Fab Four ou na temporada retrasada, o primeiro ano de LeBron James no Miami Heat. Em comum os dois times tem um vice-campeonato. Não é fácil lidar com a obrigação de vitória.

PS: Guardei a melhor obra mexicana para o meu time. La Reina del Sur. A história de Teresa Mendoza, a noiva de Güero que teve que fugir do México depois de ser jurada de morte pelo cartel de Sinaloa. É drama estilo Lakers: glamouroso e cinematográfico

 

Top 10 – Jogadas do Lakers em 2012

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Sixers e Lakers vencem em casa

Ontem assistimos o Boston Celtics do avesso. Sua versão do mundo bizarro onde a Alinne Moraes é feia e as pessoas escrevem comentários inteligentes abaixo das notícias da Folha. Estamos acostumados com um Celtics que começa o jogo com sono, acorda no meio do jogo só para o outro time não deslanchar e aí vence tudo com um 4º período furioso. Foi assim no Jogo 1 contra o Sixers, quando perdiam de 10 pontos no último quarto, lembram? E foi meio assim no Jogo 3 quando só abriram grande diferença no 2º tempo.

Mas ontem não, eles resolveram variar. Deve ser coisa de velho entediado. O Celtics começou o jogo voando. Logo na primeira jogada Paul Pierce recebeu a bola depois de um bloqueio e mandou um arremesso difícil, marcado. Foi só a primeira de uma série de cestas bonitas que o Celtics usou para abrir 18 a 3 nos primeiros minutos de jogo! Não sei se foi a precisão dos verdinhos que assustou o Sixers, mas estávamos diante daquele caso clássico de uma lavada: Um time jogando muito bem, acertando o que geralmente não acerta e o outro errando o mais básico. Culpa e mérito dos dois lados.

Mas aos poucos o Celtics começou a esfriar um pouco. Ray Allen (6 pontos, 2/5 arremessos) não entrou bem no jogo pela milésima vez seguida, Kevin Garnett (9 pontos, 11 rebotes) não foi tão bem como nos outros jogos da série e isso permitiu que os reservas do Sixers colocassem o time de volta no jogo. Não viraram nem nada assim, mas mantiveram a distância na casa dos 8 pontos durante boa parte da partida. Não caiu para menos disso porque sempre que o Sixers fazia aquela cesta de empolgar a torcida, Paul Pierce (24 pontos, 8/13 arremessos) vinha do outro lado para fazer seus pontos. Parecia que ele não queria ganhar o jogo, só cortar o coração da torcida local.

No 2º tempo o Sixers arrasou com o Celtics de vez. Cortou a diferença, virou, segurou tentativas de reação e depois deslanchou nos minutos finais, foi uma atuação fora de série do time de Doug Collins. Mérito quase que exclusivo do banco de reservas do Sixers. Lavoy Allen entrou muito bem no lugar de Spencer Hawes como pivô e além de marcar Kevin Garnett, fez 8 pontos e pegou 10 rebotes (5 ofensivos!). Já Thaddeus Young voltou a jogar bem como na temporada regular. Foi bem na cobertura de Brandon Bass, que tinha arrasado no 1º período, e ainda ajudou no ataque com 12 pontos e 9 rebotes. Vocês lembram que ele é o pontuador mais eficiente da NBA, não? Por fim, Lou Williams, o cestinha-fominha que todo time gosta de ter no banco de reservas, fez mais do que o esperado. Não só marcou 15 pontos, mas também deu 8 assistências. Jodie Meeks também veio do banco para contribuir com 9 pontos e importantes lances-livres no último minuto de jogo.

Quando o Sixers tem Lou Williams atuando bem ao lado dos titulares, o Sixers tem uma formação assustadora para qualquer adversário. Tanto Lou quanto Iguodala, Evan Turner e Thaddeus Young sabem controlar a bola, driblar e atacar a cesta. E foi com essa equipe leve e versátil que eles apertaram a defesa, começaram a forçar erros e sair em velocidade. Não demorou muito para dominarem a partida. O momento chave do jogo foi quando eles empataram o jogo em 79 a 3:11 do final da partida com uma bola de 3 pontos de Andre Iguodala. Rajon Rondo (15 pontos, 15 assistências) fez uma bandeja logo depois disso, mas o Sixers respondeu marcando pontos em todas as vezes que teve a posse de bola até o final da partida! Primeiro com arremesso de Lou Williams, depois com enterrada de Lavoy Allen, arremesso de Iguodala e, fechando o caixão, outra bola de 3 pontos de Iggy, que abriu 88 a 83 a 36 segundos do fim do jogo. Aí foi só Meeks fazer os lance livres para não dar chance de virada.

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A série agora está empatada em 2 a 2 e os dois times já ganharam dentro e fora de casa. Como vocês sabem, não acho que os últimos minutos e quartos de jogo sejam tão mais importantes que os demais, já escrevi sobre isso. Mas nessa série em especial, com duas defesas são boas, 3 dos 4 jogos foram decididos no último minuto. Prevejo mais jogos onde os times demoram 3 períodos para se ajustar um ao outro, e aí vence quem for melhor no finalzinho. Então nada de faltas de ataque, Sr.Garnett!

 

Em outra série, o Los Angeles Lakers aprendeu na marra esse negócio de saber fechar jogos. No Jogo 2 havia conseguido marcar muito bem o Oklahoma City Thunder, mas não adiantou nada já que jogaram no lixo a vantagem de 7 pontos em pouco mais de 1:30 de jogo. E, que fique claro, culpa das bolas perdidas por Kobe Bryant e não porque o arremesso da vitória caiu na mão de Steve Blake. Para quem perdeu os comentários no Twitter daquele jogo, algumas curiosidades: O Lakers já havia feito jogada idêntica àquela durante a temporada. Na ocasião o Lakers empatava com o New Orleans Hornets fora de casa. Metta World Peace tocou para Kobe, que errou o arremesso. O time ganhou apenas no tempo extra. Dá pra ver a jogada na marca de 1:45 do vídeo abaixo.

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Já esse é o vídeo da jogada do Jogo 2

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A principal diferença é que Kobe não fica tanto tempo preso nos bloqueios, assim chega na posição onde deve receber o passe mais rápido, não deixando Metta Artest com pânico de estourar os 5 segundos sem colocar a bola em jogo. Mas tem outra coisa também, Jarrett Jack fica grudado em Ramon Sessions enquanto os dois pivôs fazem os bloqueios para Kobe, ou seja, não tem outra opção de passe. No jogo contra o Thunder, Russell Westbrook dorme no ponto e Steve Blake aparece absolutamente livre para o chute. Algo de errado em passar para um arremessador de 3 sem marcação? Não, principalmente quando Kobe estava bem marcado. No mínimo instante que Kobe está em posição para receber, Artest já estava passando para Blake. Faltou velocidade para Kobe ou paciência para Artest? Um pouco dos dois, mas não foi um desastre dar a bola para o armador.

Bom, mas isso foi o Jogo 2. Ontem foi o 3º da série, em Los Angeles. O time da casa começou melhor, estilo Celtics contra o Sixers, mas só durou até James Harden (21 pontos) entrar no jogo. Esse puto barbudo está arrasando com o meu time! Quantas cotoveladas na nunca ele precisa para parar de jogar tão bem? A marcação do Lakers nos bloqueios melhorou bastante a partir do jogo passado, os pivôs estão saindo com tudo para cima de Harden, Westbrook e Durant, deixando os pivôs que fazem o bloqueio completamente livres. Está dando certo com Westbrook (21 pontos, 7/18 arremessos), que tem evitado forçar jogadas e só tem 2 (DOIS! DOIS!) turnovers em toda a série, está dando relativamente certo com Kevin Durant (31 pontos), que pelo menos arremessando em situações mais difíceis. Mas com Harden… ele é rápido, costura os pivôs, ataca a cesta na hora certa para cavar faltas. Conseguindo chegar sempre na linha de lances-livres ele continua marcando pontos até quando seu arremesso não está caindo.

Essa pequena adaptação já colocou o Lakers de volta na série, somado a isso o time está jogando num ritmo mais lento, como fez contra o Denver Nuggets, e assim favorecendo mais os seus pivôs. O Thunder ainda consegue fazer seus pontos e chegou a liderar em vários momentos, ataque nunca vai ser problema pra eles. Mas a adaptação forçou que eles fossem obrigados a usar mais os seus pivôs, que não são tão habilidosos como o trio citado acima. Reparem como várias vezes o Lakers dobra a marcação sobre Durant nas infiltrações e ele acha Perkins ou Ibaka livres, mas eles erram. No Jogo 2 consigo lembrar de uns 2 ou 3 passes errados entre Ibaka e Perkins, que são o oposto de Pau Gasol e Andrew Bynum em termos de entrosamento ofensivo. Ontem a jogada mais óbvia foi um lindo passe de Durant para Perkins que, ao invés de só enterrar, foi bater a bola no chão e se embananou todo. Eles defendem muito bem, mas no ataque são fracos.

Próximo passo para o Lakers? Não entregar o jogo nos minutos decisivos. Mais uma vez o Lakers errou no fim, com roubo de bola de Westbrook sobre Kobe, mas souberam corrigir logo depois. Kobe devolveu o favor ao cavar falta malandra sobre o armador do Thunder no minuto final de jogo, logo depois que o Lakers fez o que deve fazer o tempo inteiro: garantir rebotes de ataque. Foram dois rebotes ofensivos em erros de Kobe até o Black Mamba cavar a falta e virar o jogo nos lances-livres.

Após essa virada vimos mais um exemplo do que citei acima. O Lakers se matou para fechar a porta para os pontuadores do Thunder, que foram obrigados a ver Serge Ibaka (8 pontos, 4/10 arremessos), relativamente livre, tentar o arremesso da vitória. Errou. O Thunder teve mais uma chance depois, quando o Lakers decidiu não fazer falta mesmo liderando apenas por 3 pontos. Um erro tático, mas ético, que eu adoro. Pau Gasol saiu bem para contestar o arremesso de Durant, que deu aro. Depois Serge Ibaka tentou uma bandeja estúpida: com poucos segundos no relógio e o time perdendo por 3, pra que tentar só 2? Ainda tomou toco de Bynum.

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O Lakers precisou de ótima defesa, Steve Blake (12 pontos, 4/5 arremessos) inspirado, Ramon Sessions (12 pontos, 4 assistências) atacando a cesta  como nunca antes na sérierebotes de ataque (12),  Kobe Bryant decisivo (36 pontos, 14 no último período mais 7 rebotes, 6 assistências) e 12 rebotes de ataque da equipe. Tudo isso para ganhar no sufoco. O Thunder tem mais time, mais recursos e mando de quadra, mas o Lakers aprendeu o caminho. Bizarramente, o Jogo 4 é hoje! Back-to-back nos Playoffs? Coisas que só o locaute e o Clippers entupindo os horários do Staples Center podem oferecer.

Preview – Semi-finais do Oeste

Para quem não lembra, aqui está o post com o Preview das Semi-Finais do Leste. Mas agora vamos para a Conferência que importa de verdade.

 

Oklahoma City Thunder x Los Angeles Lakers

O que o Thunder precisa fazer para vencer:

É bem simples, eles precisam pegar todas as fitas VHS onde gravaram os jogos da série Denver Nugget e Los Angeles Lakers e imitar o time de George Karl do começo ao fim. Com um elenco mais limitado o Nuggets ficou a 10 minutos da classificação, o Thunder, com Kevin Durant, Russell Westbrook e James Harden, não deve ter tantos problemas para isso.

Falei da imitação de brincadeira, mas na hora de ver o jogo vai parecer que é verdade. O Thunder e o Nuggets tem várias semelhanças: Se o Nuggets é o time com ritmo de jogo mais veloz da NBA e que mais faz pontos de contra-ataque, o Thunder é colocado em ambas as categorias. E fica mais feio para o Lakers: Eles não estão atrás do Nuggets porque são piores nisso, mas sim porque não dependem tanto da velocidade e dos contra-ataques para pontuar, o time é mais completo e se o

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adversário pede menos velocidade, podem vencer mesmo assim.

Querem sacar o poderio ofensivo do Thunder? O site SynergySports divide os ataques da NBA em diferentes grupos de jogadas, entre elas estão algumas como isolações, pick-and-roll (dividido entre os arremessos feitos por quem conduz a a bola e outra por quem faz o bloqueio), off screen (quando alguém sai de um bloqueio para realizar o chute) e hand off (a jogada onde um jogador deixa a bola na mão do outro para a finalização, geralmente já fazendo um corta-luz), entre outras. Dessas que eu citei, o Thunder só não tem o melhor aproveitamento da NBA inteira no pick-and-roll finalizado por quem faz o bloqueio. No resto eles ganham com folga.

Então o que o Thunder precisa fazer para derrotar o Lakers? Só continuar sendo um dos ataques mais mortais da NBA, porque exatamente no que eles são bons o Lakers tem dificuldade de defender. O post-up, a jogada que o Lakers melhor sabe defender, aquela que o atacante faz a jogada de costas pra cesta, é a pior arma ofensiva do Thunder e, logo, a menos usada (6,5% dos ataques). E se no ataque o Thunder tem tudo para enfiar pontos a rodo no Lakers, na defesa eles tem a 3ª melhor marca defendendo o tal post-up, jogada que o Lakers lidera a NBA. Os adversários costumam acertar apenas 37% dos chutes nessa situação contra o Thunder. A contratação de Kendrick Perkins e a constante melhora de Serge Ibaka transformou muito o time nesse aspecto e foram feitos para derrotar o Lakers: Perkins tem a força para parar Bynum e Ibaka a agilidade para perseguir Gasol mais longe do garrafão.

Todos os números e características de jogo indicam uma série tranquila para o Oklahoma City Thunder. Para irem à Final do Oeste é só não se desesperar, manter a cabeça no lugar em um dia que a bola não esteja caindo e não tentar inventar demais, o jogo deles já encaixa direitinho com o do Lakers.

 

O que o Lakers precisa fazer para vencer:

Como dito acima, tudo indica vantagem para o Thunder. Eles são bons em tudo o que o Lakers tem dificuldade de defender e são bons defendendo a principal arma do time de Mike Brown, o uso dos pivôs Andrew Bynum e Pau Gasol de costas para a cesta. Na temporada regular o Thunder venceu 2 dos confrontos contra o Lakers, no único que perdeu foi aquele em que Metta World Artest tirou James Harden do jogo com uma cotovelada na nuca. E mesmo assim o Lakers precisou de bolas milagrosas, atuação maravilhosa de Jordan Hill e duas prorrogações para vencer.

Se tem uma coisa que o Lakers é realmente bom e o Thunder não tem muita resposta são os rebotes. É nisso que Mike Brown deve apostar todas as suas fichas. Primeiro garantindo os defensivos, impedindo que o Thunder ganhe posses de bola extras, já basta o estrago que fazem com uma só. O Lakers é o melhor time da NBA em rebotes de defesa e o Thunder o 10º nos de ataque. Precisam ter muita atenção com Serge Ibaka, que pega 3 rebotes de ataque por paritda e com Russell Westbrook que, com 1.5 rebotes de ataque por jogo, é um dos melhores armadores da NBA no quesito.

Do outro lado o Lakers precisa dar o troco. Eles são a melhor equipe da NBA em rebotes de ataque e enfrentaram apenas o 23º colocado em rebotes defensivos. Sinceramente, não existe outra coisa em um jogo de basquete que o Lakers esteja tão a frente do Thunder atualmente. O OKC acaba não sendo muito bom também em defender as situações de Spot-Up, aqueles arremessos onde o jogador se posiciona no perímetro e só pega e chuta. A estratégia deles se foca mais em marcação individual e dobrar jogadores de garrafão perigosos, por isso os arremessos se abrem. Mas para o Lakers se aproveitar disso só se Steve Blake e Metta Artest estiverem com mão pegando fogo como estiveram no Jogo 7 contra o Nuggets. Dá pra esperar isso pelo menos por uns 4 jogos na série inteira? Complicado, mas é a única esperança.

Para a estratégia dos rebotes dar certo, o Lakers precisa também forçar erros de arremesso. Para isso precisam encontrar os matchups ideais na defesa. Na série contra o Nuggets, Ty Lawson só parou de castigar o time quando Kobe Bryant o defendeu, mas será que funciona contra o mais alto Russell Westbrook? E a defesa física de Metta Artest vai fazer Kevin Durant fazer menos de 30 pontos pelo menos? E quem fica com James Harden, o especialista em usar bloqueios para infiltrar, como era Lawson? Talvez Matt Barnes, mas onde fica Ramon Sessions na brincadeira? Quanto mais cedo Mike Brown descobrir a formação que mais incomoda o Thunder, mais chances o Lakers tem. Vai ser difícil pra caralho e não dá pra confiar só que Kobe Bryant faça milagres, o basquete não é mais aquele show de mano a mano que já foi muitos anos atrás.

 

San Antonio Spurs x Los Angeles Clippers

O que o Spurs precisa fazer para vencer:

O Clippers é um time que joga mais na empolgação do que com técnica na defesa. Como melhor ataque da temporada e melhor movimentação de bola da NBA, não vejo como o Spurs pode ter dificuldade em pontuar nessa série. Claro que o revezamento entre Blake Griffin, DeAndre Jordan e Reggie Evans sobre Tim Duncan não vai ser fácil de aguentar fisicamente, mas na técnica nenhum deles tem chance contra o veterano sem expressões faciais.

Mas mais importante do que isso, o Spurs tem ótimos arremessadores de longa distância, especialmente da zona morta. O time já é um dos melhores da NBA nesse tipo de arremesso e nos 3 jogos contra o Clippers na temporada (2-1 para o Spurs), o time de Gregg Popovich acertou 48% de seus arremessos dos cantos da quadra, 6% a mais do que sua já boa média. As bolas da zona morta nem sempre recebem o valor que merecem, mas esse é o arremesso que mais abre espaços no basquete. Obrigar um defensor a sempre cuidar dessa bola é abrir espaço para jogo de garrafão, infiltrações, jogo de dupla no meio da quadra, qualquer coisa. É por isso que o Spurs tem tantas opções de jogadas e espaço para trabalha-las.

Com Duncan, bolas de 3 pontos, entrosamento, bom passe e Tony Parker e Manu Ginóbili comandando as infiltrações eu acho que o Spurs já bate o Clippers com folga, a coisa só se complica caso eles defendam muito mal. Não apostaria nisso, mas é perigoso que o Spurs não vai muito bem em algumas jogadas que o seu adversário é mestre: As isolações e o pick-and-roll finalizado pelo armador. São as duas principais jogadas de Chris Paul, assim como de seus reservas Eric Bledsoe, Mo Williams e Nick Young. Se essas situações começarem a dar muitos problemas para o Spurs, Gregg Popovich terá que fazer alguns ajustes. E como ele é um dos melhores da história em fazer ajustes táticos dentro de um jogo, os torcedores do Spurs não precisam se preocupar tanto assim.

 

O que o Clippers precisa fazer para vencer:

Apesar de ter dificuldades em defender o pick-and-roll e as isolações, o Spurs geralmente não permite que façam pontos sobre eles em bandejas. Eles tem o hábito de fechar a porta para todo mundo embaixo da cesta e forçar que chutem arremessos curtos. Tanto Chris Paul como Bledsoe, Mo Williams e Nick Young tem esse arremesso e precisam ficar calibrados durante toda a série para que se mantenham no jogo.

Outro ponto forte do Spurs é seu banco de reservas, eles não diminuem o ritmo de jogo ou sua qualidade durante todos os 48 minutos de partida. Para o Clippers não se ver correndo atrás do placar o tempo todo, precisarão que em toda a série os reservas joguem bem como o fizeram no Jogo 7 contra o Memphis Grizzlies. O problema é que Manu Ginóbili costuma enfrentar os reservas adversários, será que Kenyon Martin consegue marcá-lo no perímetro como fez contra Rudy Gay? Se além de Martin, Caron Butler marcar bem Ginóbili e se Chris Paul fizer Tony Parker não parecer um jogador de NBA Live, o Clippers tem alguma chance de levar o jogo. E falar isso é umas 100 mil vezes mais fácil do que fazer por uma posse de bola sequer.

Outro duelo interessante vai acontecer nos rebotes. O Clippers é muito bom nos rebotes de ataque e o Spurs é o melhor da NBA nos de defesa. Os pontos de rebote ofensivo podem ser a maneira de colocar Blake Griffin e DeAndre Jordan na partida ofensivamente, os dois costumam pontuar em pick-and-rolls, mas se o Spurs não é bom defendendo o armador nessas jogadas, é um dos melhores impedindo que o pivô que fez o bloqueio conclua o lance. Considerando a falta de técnica do garrafão do Clippers, é algo bem preocupante. Mais que malabarismos sobre Duncan, o Clippers precisa que Griffin faça bons bloqueios e brigue pelos rebotes de ataque, só assim para ser mais do que um coadjuvante de luxo na série.

Sixers perto da vitória, Steve Blake matador

Vale a pena chegar em casa 10 da noite e fazer o resumo do domingo? Não vale, mas quero fazer algo enquanto vejo de canto de olho o Spurs massacrar o pobre Jazz. Devem estar arrependidos de ter lutado tanto pelos Playoffs, não?

Bom, nesse domingo tivemos o Jogo 4 da série entre Philadelphia 76ers e Chicago Bulls. Sim, nessa ordem, com o Sixers na frente. O time de Doug Collins abriu 3 a 1 na série e podemos ter um 8º colocado batendo o 1º de uma conferência pelo 2º ano seguido. Seria apenas a 5ª vez na história e a 2ª em temporadas com locaute (!). Sem Derrick Rose desde o Jogo 2 e agora sem Joakim Noah, com o tornozelo ODENizado, o Bulls virou, como dizer… o Sixers. Assim como o Phila, o Bulls virou um time de defesa feroz, obediência tática, mas nenhuma estrela. Sem Rose e Noah durante toda uma temporada não duvido que o time tivesse campanha idêntica ao do seu adversário de ontem.

O resultado disso foi um jogo muito parelho. Omer Asik começou como pivô titular, mas suas qualidades não batiam com o que o Bulls precisava. Ele é ótimo marcando caras enormes embaixo da cesta, mas seu adversário, Spencer Hawes, é um daqueles estranhos pivôs brancos americanos que adoram chutar de longe. Tentou 11 arremessos, fez 9, boa parte deles de longe, e acabou com 22 pontos. O Bulls voltou para o jogo quando Taj Gibson (14 pontos, 12 rebotes) foi atuar ao lado de Carlos Boozer no garrafão, também melhorou quando Kyle Korver foi para quadra. E estranhamente vivemos uma era em que Korver joga minutos importantes a frente de Rip Hamilton e Ronnie Brewer por causa de sua defesa e movimentação, não pelos arremessos! Tá tudo errado.

No fim das contas o jogo foi tão disputado que só foi decidido nas posses de bola finais. E se o Sixers penou a temporada inteira em jogos apertados, o Bulls ficou sem sequer saber o que fazer sem poder entregar a bola nas mãos de Rose ou na cabeça do garrafão para Noah. O Sixers conseguiu boa movimentação de bola para cavar faltas e resolver o jogo em lances-livres, já o Bulls empacou no ataque e teve que contar apenas com jogadas forçadas de CJ Watson (17 pontos, 5/18 arremessos). Na única vez que tentaram com algum sucesso uma jogada diferente, Carlos Boozer deixou a bola escapar de suas mãos. Quando a fase é ruim…

 

No segundo jogo da rodada, o Miami Heat pegou o New York Knicks num dos jogos mais feios dessa pós-temporada. E não falo isso pelo placar baixo e defesas fortes, isso às vezes é até bem bonito, mas os dois times estavam desorganizados, errando bolas que não deveriam, sem qualquer precisão nos arremessos de 3 pontos mesmo quando ficavam sem marcação. Mais feio que o jogo só a contusão do Baron Davis, à la Shaun Livingston. Fora dos Playoffs, do próximo ano inteiro e talvez sem mais carreira na NBA. Sem Jeremy Lin, ainda machucado, podemos ver Mike Bibby sendo titular por um time relevante nos Playoffs pelo 3º ano seguido. É pouca zoeira?

O jogo foi salvo pelo seu final. O eterno Mike Bibby acertou uma bola de 3 e colocou o Knicks na frente, logo LeBron James (27 pontos) acertou uma bola de 3 em uma jogada bem legal que o Heat copiou do Boston Celtics e empatou o jogo. Pra não ficar barato Melo foi lá e fez a sua também. No ataque seguinte do Knicks, Anthony tentou jogada igual e o juiz deu uma falta de Shane Battier no chute de longa distância. A cara de Melo durante o arremesso, lamentando o erro, deda que não foi nada. Como a bola não mente, Melo errou 2 dos 3 lances-livres, deixando a vantagem em 4. Foi então que o amarelão LeBron James deu um giro lindo, sofreu falta de Tyson Chandler e fez uma bandeja-gancho de esquerda. Muito amarelão. Por fim, após Amar’e Stoudemire (20 pontos) acertar apenas 1 de 2 lances-livres, o Heat teve a chance de empatar ou virar na última bola. Dwyane Wade (22 pontos) tentou infiltrar, mas ótima cobertura de Landry Fields o forçou a recuar, tentar uma bola de 3 pontos e errar. UFA! Teremos um jogo 5.

Eu imaginava que a série seria mais apertada porque imaginava o Knicks jogando assim sempre. Carmelo Anthony inspirado (fez 40 pontos ontem!), Amar’e Stoudemire fazendo com a mão inteira o que fez ontem com a mão esfacelada e defesa impedindo as infiltrações do Heat no último período. Tudo isso com o Knicks superior nas bolas de longa distância. Quando aconteceu o Knicks venceu, mas foi tão pouco até agora que é difícil imaginar a série indo muito longe. O que, claro, não impediu o Twitter de pérolas do tipo “Agora é só ganhar lá em Miami, garantir mais um jogo em casa e teremos um jogo 7 épico”. Aham, uma vitória suada no último segundo do time que tem o Bibby titular nos enche de esperança!

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No jogo seguinte, uma surpresa. O que diabos Al Horford estava fazendo em quadra?! Eu não fico lendo os jornais de Atlanta pra me manter informado, mas isso era esperado? De qualquer forma, não adiantou muito. Ele foi até que bem (12 pontos, 5 rebotes em 20 minutos) pra alguém que não deveria ter conseguido voltar de contusão nessa temporada, mas o Celtics deu uma surra logo de cara e matou a parada. Josh Smith e Al Horford meia bomba não são páreos para um Paul Pierce (24 pontos) com espírito de Playoff. Rajon Rondo (20 pontos e 16 assistências) também foi bem, e não só numericamente dessa vez, que fique claro. 101 a 79 na lavada do dia.

No último jogo, emoção até altas horas da madrugada com Serginho Groisman e Los Angeles Lakers e Denver Nuggets. Mas no fim deu o óbvio, o previsível: O Lakers venceu com uma bola de 3 decisiva de Steve Blake. Quantas vezes isso já não aconteceu, certo? Apesar do Lakers ter comandado o ritmo e velocidade do jogo por boa parte dos 48 minutos, o Nuggets estava conseguindo se manter perto. Eventualmente puxavam seus contra-ataques, Danilo Gallinari (20 pontos) finalmente fez um bom o jogo e Andre Miller (15 pontos) deixou o ataque de meia-quadra deles mais decente.

Mas no fim da partida o Lakers ganhou por ter menos ansiedade e mais precisão. Primeiro, quando o Nuggets perdia por 2 pontos a 1:06 do fim, Gallinari poderia ter virado com uma bola de 3 pontos, mas pisou na linha e só empatou. Logo depois o mesmo Gallinari tentou cavar uma falta idiota em um bloqueio de Pau Gasol, os juízes não marcaram, o Lakers movimentou muito bem a bola e com um defensor fazendo o Valdívia no chão, não demorou até alguém ficar livre: Ramon Sessions (12 pontos) de 3 abriu vantagem. Na jogada seguinte Andre Miller poderia ter conseguido uma importante cesta, mas na pressa acabou indo atrás do rebote ofensivo muito cedo e encostou na bola quando ela ainda estava sobre o aro. Interferência ofensiva e bola do Lakers, que matou o jogo na jogada seguinte: Kobe infiltrou, a defesa fechou e ele encontrou Blake (10 pontos) livre para matar de 3 pontos.

Esse fim de jogo perfeito do Lakers mostra duas coisas: (1) O time é melhor quando arma jogadas do que quando só isola Kobe (22 pontos, 6 assistências) e espera milagres. (2) A defesa espera milagres de Kobe e por isso vai dar toda a atenção do mundo para ele, quem tiver esse espaço precisa aproveitar. Ontem Sessions e Blake foram precisos, mas ao longo da temporada jogadas semelhantes aconteceram e só amassaram o aro. Nessa série mesmo não lembro quantas vezes a defesa fechou toda em cima de Kobe ou Bynum e Matt Barnes, livre, era incapaz de acertar um arremesso simples. Posso meter medo na torcida do Lakers e dizer que eles dependem de uma boa série de Steve Blake para bater o Thunder? É isso, falei.

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Nos dois jogos em Denver o Nuggets mostrou como tinha um estilo que poderia bater o Lakers. O time é destruidor nos contra-ataques e a dupla Kenneth Faried e JaVale McGee pode incomodar muito o garrafão adversário. Se não são melhores, basta alguns tocos e bons rebotes para que Ty Lawson agradeça enquanto corre como um desesperado. Eu apenas esperava que no ataque de meia quadra Danilo Gallinari e Al Harrington pudessem fazer mais estragos, se isso acontecesse acho que a zebra seria possível. Com 3-1 contra não dá mais.

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