Filtro Bola Presa #1

O conceito do Filtro Bola Presa é simples: uma espécie de resumo semanal em que fazemos um apanhado de pequenas histórias que nunca iriam virar textos grandes, mas que merecem alguma atenção. Pode ser um vídeo, uma notícia, uma estatística, uma curiosidade. Vale tudo, Gil!


NOVO BOLA PRESA

Como vocês sabem, o Bola Presa tem agora um sistema de assinaturas mensais. O Filtro faz parte do conteúdo exclusivo dos assinantes e este será o último aberto a todos! O sistema do Apoia.se fará a primeira cobrança na virada do mês e, consequentemente, o post especial (toda sexta-feira) e o Filtro (aos sábados) serão fechados para nossos novos chefes =)


E essa semana aconteceu mais uma coisa que nos faz acreditar que estamos indo no caminho certo com as assinaturas. O nosso grande modelo de textos esportivos simplesmente vai ser fechado. Do nada. A ESPN gringa anunciou ontem a morte do Grantland. Sim, o site que fazia você terminar de ler o melhor texto sobre NBA da internet e cair, de repente, no melhor sobre jogos de videogame violentos, não está mais entre nós.

No Instagram, Bill Simmons, criador do Grantland e que foi demitido da ESPN neste ano, postou a foto das coletâneas impressas que o site lançava depois de cada três meses. No texto ele diz que a versão em livro era importante “caso os terroristas descobrissem um jeito de destruir a internet”, e que uma parte dele dizia que os livros deveriam existir porque “você nunca sabe”.

O amplo e claro legado de Steve Nash

O amplo e claro legado de Steve Nash

Depois que Steve Nash, quase que comicamente, voltou a sentir dores nas costas após tentar carregar suas malas há algumas semanas, todos temiam pelo pior. E o pior chegou na noite de ontem: o problema voltou a afetar os nervos da sua coluna e ele está fora de toda a temporada 2014-15. Esta que seria, segundo o próprio jogador, a última de sua carreira. Já com 40 anos e com um problema grave em uma área de difícil recuperação, o mais provável é que nunca mais veremos Nash numa quadra da NBA.

Imagino aqui que todos estejam igualmente tristes e que não seja necessário ficar lembrando o quanto Nash foi espetacular e importante para o basquete nos últimos 10 ou 15 anos, mas não é questão de necessidade, é desejo. Quero escrever e imagino que muitos queiram reler sobre a importância do armador. Dizem que a aposentadoria é uma primeira morte para um atleta, então relembrar o que todos ainda não esqueceram é o ritual de luto do comentarista esportivo.

Nash2

Nascido na África do Sul, criado desde pequeno no Canadá, fanático por futebol, sem explosão física e altura, Steve Nash tinha tudo, absolutamente tudo para nunca ser ninguém no basquete, esporte que só começou a praticar aos 13 anos. Sua carreira de basquete no colegial foi boa, mas escondido em Vancouver, nenhuma grande universidade americana deu bola pra ele. Seu técnico precisou mandar fitas para mais de 30 equipes até que o treinador da Universidade de Santa Clara se interessasse pelo jogador apesar dele ser “o pior jogador de defesa que eu já tinha visto”.

Santa Clara nunca foi grande coisa em revelar grandes nomes do basquete da NBA. Até hoje foram apenas 13 jogadores, sendo que só 3 tiveram algum destaque na liga: Nash, Kurt Rambis e Dennis Awtrey. Desde 1999 nenhum jogador de lá ultrapassa o Draft e chega aos profissionais. Mas foi lá que Nash fez boas 4 temporadas e superou uma pequena queda de produção em seu último ano para ser a 15ª escolha do Draft de 1996 pelo Phoenix Suns. Como esperado por muitos, sem a explosão física e a defesa ainda bem frágil, teve pouco impacto e logo foi trocado para o Dallas Mavericks.

No time recém-adquirido por Mark Cuban as coisas começaram a mudar. Ao lado do improvável Steve Nash, o Mavs também apostava em outro gringo improvável: Dirk Nowitzki. Um canadense anão que não saia do chão e um alemão (JOGADOR DE BASQUETE ALEMÃO!) que tinha mais de 2,10m de altura mas preferia arremessar de média e longa distância. O que eles tinham na cabeça? Mas como num bom filme de Sessão da Tarde, os dois usaram a adversidade e a pressão para primeiro virar grandes amigos e, depois, ótimos jogadores. Ambos refinaram o entrosamento dentro de quadra e deram a sorte de encontrar com Don Nelson, um dos técnicos mais malucos, criativos e excêntricos da história da NBA. O que Nelson pedia de seu time era justamente o que Nash e Nowitzki poderiam oferecer naquele momento de suas carreiras: velocidade, decisões rápidas e muitos arremessos de longa distância.

Quando pensamos no começo dos anos 2000 na Conferência Oeste, pensamos em Los Angeles Lakers, San Antonio Spurs e Sacramento Kings, mas, por incrível que pareça, o Mavs, finalista de conferência em 2003, foi o time que teve o melhor ataque de toda a liga em 2001-02, 2002-03 e 2003-04. Na época, pré-estatísticas avançadas, achávamos que o maior número de pontos do Mavs era resultado de um ataque exagerado e desorganizado. Realmente era, mas os números de hoje mostram que nos 3 anos citados, o Mavs liderou a liga também em pontos por posse de bola, não só pontos totais. Se eles perdiam, poderia ser pela defesa ou por um pouco de desorganização em jogos decisivos (ou só porque Spurs e Kings eram melhores), mas jamais porque não eram eficientes no ataque. Arremessavam muito, corriam muito e faziam tudo isso muito bem.

Nash and Nowitzki PC

Mas as derrotas pesam e o Dallas Mavericks achou que seu modelo estava errado. Ao fim da temporada 2003-04, que viu a defesa do Detroit Pistons vencer a NBA com Rasheed Wallace e Ben Wallace segurando adversários a placares de basquete juvenil, o Mavs decidiu entrar na moda. Com pouco espaço salarial para renovar o time, o time preferiu não renovar o contrato de Steve Nash e usar a grana para contratar o pesado pivô Erick Dampier, que havia feito boa temporada pelo Golden State Warriors. A proposta de renovação por Nash, já com 30 anos na época, foi de 36 milhões milhões por 4 anos. O Phoenix Suns ofereceu 63 milhões por 6 anos. Nash voltou ao Mavs e disse que, se igualassem, ele ficaria. Não toparam para não melar o negócio de Dampier e Nash retornou ao time que o draftou em 1996.

Começou então mais um capítulo de coisas improváveis na carreira do canadense. Já aos 30 anos, quando a maioria dos jogadores começa a sua decadência, Nash começou o seu auge. Sob o comando do técnico Mike D’Antoni, o Suns começou a jogar no sistema conhecido por “7 seconds or less”, onde o objetivo principal do ataque era decidir a jogada em 7 segundos ou menos, antes que a defesa adversária pudesse se posicionar adequadamente. Para incentivar a velocidade, o espaço e as decisões rápidas, o Phoenix Suns passou a abolir pivôs pesados (apesar da recaída de anos depois quando contrataram Shaquille O’Neal), a jogar com 4 jogadores abertos e a valorizar mais do que qualquer outro time as bolas de 3 pontos, especialmente a da zona morta. No ataque de meia-quadra, quando os contra-ataques não davam certo, o jogo se baseava na já clássica dupla de pick-and-roll de Nash e Amar’e Stoudemire. Bolas de 3 pontos em abundância, jogadores versáteis, pivô único, corner 3, velocidade e pick-and-rolls: o Phoenix Suns moldou a NBA contemporânea.

As ideias foram desenvolvidas por Mike D’Antoni, que até hoje não recebe crédito apropriado por essa revolução devido a alguns trabalhos ruins depois que saiu de Phoenix, mas não dá pra negar que ela só foi possível porque Steve Nash transformou tudo em realidade. Um armador sem seus precisos arremessos de três pontos, sem os passes para achar todos esses arremessadores livres e sem a capacidade de pensar, decidir e passar a bola driblando em velocidade o esquema teria ido para o ralo na metade de sua primeira temporada. Se Nash já tinha sido bom no esquema porra-louca de Don Nelson, ele virou o mais decisivo jogador da NBA quando a correria ganhou um pouco de regras, padrões e lógica sob D’Antoni. Lembra que o Mavs havia liderado a NBA em pontos por posse de bola nos últimos 3 anos de Nash por lá? Pois o Suns assumiu a liderança quando Nash chegou e ficou assim até 2010: são 9 (NOVE) temporadas seguidas com o ataque comandado por Nash se consagrando como o mais eficiente da NBA.

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A NBA também deveria agradecer muito à Steve Nash. Depois do título do Detroit Pistons em 2004, a NBA viu outra final pesada, lenta e focada na defesa em 2005, quando o mesmo Pistons foi derrotado pelo San Antonio Spurs em 7 jogos. Aquele Spurs, embora com o mesmo princípio solidário de hoje em dia, era mil vezes mais lento e burocrático que o de hoje. Seu jogo se baseava em cortar o ritmo do adversário, jogar a bola em Tim Duncan e usar da marcação dupla que ele atraia para tocar a bola de maneira quase mecânica. Era eficiente, era um basquete bem jogado e merece sua admiração, mas estava matando a audiência da NBA, que temia perder fãs.

Era compreensível, afinal se Pistons e Spurs estavam mandando na NBA, os outros times iriam querer imitar. Isso significava jogo amarrado, menos posses de bola e menos pontos. Iria para o ralo a imagem que a NBA se orgulhava de ter, de ser o basquete de placares altos e de jogadas de efeito. O momento em que o Suns começou a jogar com velocidade e quase ignorando a defesa, portanto, era o menos indicado possível. Estavam indo completamente contra a maré. Mas o basquete deles era tão rápido, criativo, cheio de jogadas de efeito e placares elásticos que logo virou o favorito de todo mundo. Nash, que um ano antes era só o armador que o Mavs tinha muito medo de gastar dinheiro, se tornou duas vezes seguidas o MVP da NBA. Os jogadores queriam jogar em esquemas parecidos, os torcedores queriam ver seus times jogando com esse mesmo ímpeto ofensivo e os General Managers viram no Suns uma maneira nova de construir equipes.

Pauso a sequência histórica aqui para relembrar o quanto essa trajetória era improvável. Só aos 30 anos de idade, depois de uma carreira apenas boa, um armador canadense se torna duas vezes seguidas o melhor jogador da temporada da NBA! Isso durante o auge de Tim Duncan, Kevin Garnett e Kobe Bryant. Não é à toa que existem canadenses que defendem Nash como o melhor e mais importante esportista do país, superando até Wayne Gretzky, considerado para muitos o maior jogador de hóquei de todos os tempos (no país no hóquei!). O motivo, polêmico, é até simples e pode ser entendido com uma comparação um pouco forçada aqui no Brasil. Pelé pode ser o melhor jogador de futebol de todos os tempos e é brasileiro, mas não parece apenas uma questão de tempo até o Brasil formar o melhor do mundo? Muitos jogadores espetaculares de futebol vieram antes de Pelé, muitos jogaram ao seu lado e tantos outros vieram depois. Por algum motivo produzimos grandes jogadores e claro que um ia calhar de ser superior aos outros. Mas e, sei lá, o Guga? O Brasil teve um tenista (!) tri-campeão de Grand Slam e que terminou uma temporada como melhor tenista do planeta. Sem nada a favor dele, o cara foi lá e se infiltrou num ambiente dominado por outros e se destacou absurdamente. Nash fez isso no basquete e um pouco mais.

A questão vai um pouco além para Steve Nash porque ele virou uma celebridade fora da quadra. Mais do que comerciais, Nash se tornou porta-voz de questões sociais e virou uma pessoa admirada e influente em seu país. Jornalistas de Toronto, que cobrem o Raptors, sempre falam do desejo enorme que a franquia tinha de levar Nash para lá para tentar se aproveitar da adoração que o país tem pelo seu jogador. A NBA quebra recordes de presença de canadenses nessa temporada e dois deles foram a primeira escolha dos últimos drafts: Anthony Bennett e Andrew Wiggins. Ao lado deles, Tyler Ennis, Robert Sacre, Kelly Olynyk, Nik Stauskas, Tristan Thompson, Cory Joseph e Andrew Nicholson são fãs declarados de Steve Nash e pretendem colocar o Canadá no mapa do basquete internacional. Mesmo ainda em atividade, Nash assumiu há alguns anos o papel de General Manager da seleção nacional canadense e tem um plano de longo prazo, desde a revelação de jogadores até seu desenvolvimento, para que o país tenha resultados expressivos na próxima década. Nash inspirou jovens jogadores, popularizou o esporte e agora ajuda a melhor a seleção. Ele não faz tudo sozinho, mas está em toda parte.

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E sabe como os canadenses tem a fama de serem bonzinhos até demais? Esterótipo criado e espalhado pelos americanos, mas que Steve Nash ajudou a consolidar do melhor jeito possível. Sempre foi gente fina com todo mundo, mas jogando agressivamente o bastante para não ganhar aquele chato rótulo de “soft“. Já disputou jogo decisivo de Playoff com o nariz quebrado e sangrando (já arrumou o nariz no meio de um jogo), já fez bolas decisivas na cara de Bruce Bowen e era dedicado o bastante para liderar times importantes até quase os 40 anos. Arrisco dizer que não existe uma pessoa na NBA que não admire ou respeite Steve Nash e isso explica o clima de luto que tomou conta da internet quando soubemos que a carreira dele tinha acabado de uma maneira tão ruim.

Se você perguntar para um atleta o que ele prefere, se é revolucionar o esporte que joga ou se é ser campeão da maior competição possível, a maioria deve responder que prefere os títulos. No mundinho deles, com a cabeça vidrada em competição como eles têm, a coisa mais importante é ganhar, ganhar e ganhar. Então é provável que Steve Nash se aposente com aquela mesma frustração de Karl Malone, Charles Barkley e Allen Iverson: de que adianta eu ter feito tanto, tantos gostarem de mim, e mesmo assim não ter vencido um título sequer?

A cabeça é dele e não podemos ir lá mexer, mas daqui, olhando de longe, o título é o de menos. Vencer campeonatos envolve mais do que um jogador, é elenco, é adversário, técnico, sorte, punições absurdas, lesões, poucas posses de bola em jogos que podem ir para qualquer lado. Mas mudar para sempre a cara do esporte pelo qual você se dedicou a vida toda é para poucos! Steve Nash, se realmente se aposentar agora, vai embora como principal personagem da última grande revolução tática da NBA, tendo mudado a cara e a popularidade do basquete no Canadá, com dois troféus de MVP, uma penca de aparições em All-Star Games e alguns recordes impressionantes: líder da história da liga em aproveitamento de lances-livres (90,4%) e membro do exclusivíssimo Clube do 50-40-90. Para quem não conhece, o clube é para quem já acabou uma temporada da NBA com ao menos 50% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 40% de 3 pontos e 90% nos lances-livres. Além de Nash, apenas Kevin Durant, Dirk Nowitzki, Reggie Miller, Mark Price e Larry Bird. A maioria conseguiu as marcas apenas uma vez na carreira, mas Bird conseguiu duas e Nash, bem, Nash conseguiu 4 vezes entre 2005 e 2009. Época, aliás, onde liderou a NBA também em assistências todo santo ano.

Sinceramente, precisa de mais? Azar do anel que não pode ir pro dedo do Nash.

[author title=”Defenestrado por” author_id=Denis””]

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Quem é melhor? (de novo)

Hoje a ESPN Brasil divulgou em seu site um ranking com os 30 maiores jogadores de todos os tempos na NBA. Ao contrário da maioria das publicações sobre o tema, não reuniram um grupo de palpiteiros para usar memória afetiva e números arbitrários para definir os melhores, ao invés disso criaram um sistema de pontos que contabiliza média de pontos, rebotes, assistências, número de títulos, MVPs (temporada e finais) e eficiência para ranquear os atletas.

O resultado deve ter agradado a maioria, já que Michael Jordan dominou a contagem de pontos e terminou em primeiríssimo lugar. Atrás dele pivôs com coleções de recordes: Bill Russell, Kareen Abdul-Jabbar e Wilt Chamberlain. Depois aparecem LeBron James, Magic Johnson, Shaquille O’Neal, seu rival Kobe Bryant, Larry Bird e, fechando o Top 10, Tim Duncan. Tirando a ordem, onde cada um tem suas preferências, imagino que boa parte das listas ao redor do mundo trariam basicamente os mesmos nomes, mas isso quer dizer que a lista foi um sucesso? Hora de fazer o que a ESPN não fez, discutir o assunto.

Ranking ESPN

Gosto da ideia de tentar transformar algo subjetivo em objetivo, por mais difícil que isso seja e por mais insatisfatório que o resultado possa ser. Tenho pensado muito nesse assunto ultimamente ao ler e pesquisar sobre estatísticas aplicadas ao futebol, a modalidade que parece ser a fronteira final na entrada dos números e da análise avançada no mundo esportivo. Muitos acreditam que um jeito de transformar o jogo de futebol em algo mais “contável” passe por separar a partida em mais categorias, mas isso sempre esbarra em alguns conceitos como o clássico “chances de gol”, que incomodam por serem muito subjetivos. Na ausência de algo melhor até o momento, vale. Assim, gosto da abordagem de pegar a famosa discussão de quem é melhor e transformá-la em algo mensurável, a decisão final é decidida por números e não porque o Jordan é mais macho que o LeBron.

Porém tenho muitas dúvidas sobre a metodologia e a própria necessidade de se gastar tempo discutindo o assunto. Antes sobre a metodologia. Não gosto dos pontos extras dados aos títulos, é algo completamente coletivo e que envolve a sorte de ter bons companheiros de time e exige a competência destes e de uma comissão técnica para que dê certo. É claro que quanto melhor o jogador é individualmente, mais chances ele tem de título, mas mesmo assim vejo isso atrapalhando o julgamento individual dos atletas. Se Chris Bosh tivesse ficado em Toronto ao invés de se juntar a LeBron James e Dwyane Wade no Heat ele seria um jogador pior individualmente?

A questão do MVP poderia até ser uma boa ideia, mas não é um prêmio tão individual assim. Como sabemos muito bem, só recebem o troféu jogadores que estão entre as equipes com as melhores campanhas da temporada. E isso acontece justamente porque os votos são feitos por pessoas, cada uma com sua subjetividade, e a maioria acha que não é uma boa ideia dar o prêmio para um jogador que não leva seu time ao topo. Novamente, portanto, a contagem de pontos favorecem grandes times ao invés de grandes jogadores. E a contagem, que visava ser objetiva, fica mais subjetiva ao levar em conta um troféu entregue baseado em votos pessoais.

Depois aparecem as estatísticas de cada jogador, pontos, rebotes e assistências. Não gostei que os pontos ganham valor dobrado. Por mais que sejam os pontos que definam um jogo, essa vantagem já existiria na contagem porque cada cesta vale 2 ou 3 pontos contra as assistências e rebotes, que vão de 1 em 1. Em outras palavras, ter 13 pontos de média vale mais do que 10 assistências ou 10 rebotes, o que é absurdo. Por fim eles ainda acrescentam a eficiência que, se for como a NBA.com computa, envolve, novamente, pontos, rebotes e assistências. Por mais que seja um cálculo mais complexo e também envolva turnovers e outras variáveis, não é prejudicial contar duas vezes o mesmo número?

Vocês lembram deste texto que eu fiz sobre um estudo que sugeria que o basquete deveria ser dividido em 13 posições ao invés das tradicionais 5? Em resumo, o cara usou o software de sua empresa, o turbinou com as estatísticas de todos os jogadores da NBA e gerou um mapa que separava os jogadores baseados em suas semelhanças e diferenças. Neste mapa ele encontrou 13 tipos diferentes de jogadores, as 13 novas posições. Só depois de terminar e publicar o texto que eu consegui conversar com o Muthu Alagappan, o rapaz responsável pelo premiado projeto. Perguntei se ele, que tinha usado estatísticas básicas como pontos, rebotes e assistências para seu mapa de semelhanças, já tinha considerado agrupar os jogadores também usando estatísticas avançadas como porcentagem de rebotes ou eficiência no programa. Ele me disse que já tinha usado, sim, mas que os resultados foram péssimos. O programa juntou atletas que pouco tinham a ver em categorias parecidas porque, segundo ele, as mesmas estatísticas estavam sendo computadas múltiplas vezes. Os mesmos rebotes eram usados dentro da eficiência, dentro da porcentagem de rebotes, por exemplo. O uso múltiplo dos mesmos números tirou a precisão dos dados simples.

Aqui acredito que acontece algo parecido, mesmo que a conta seja bem mais simples que as utilizadas no programa de Muthu Alagappan. Um jogador que se destaca em pontos é beneficiado quando suas cestas valem mais que rebotes e assistências, depois ajudado quando os pontos são multiplicados por 2 e depois quando os pontos são a parte mais influenciável dentro da conta de eficiência. Não à toa que a lista favorece especialistas em pontos (Iverson e Chamberlain, por exemplo) sobre especialistas em assistências (como Nash, que ficou de fora mesmo com 2 títulos de MVP). Entre os armadores, se destacam os que tem títulos e que eram excelentes pontuadores, não os que brilharam “somente” nas assistências.

Allen Iverson

 

Mas não quero ficar só falando do método, até porque eu não faria melhor. Acho que o relevante aqui é a gente se perguntar se essa discussão realmente vale a pena. Vocês sabem bem que aqui no Bola Presa a gente evita e odeia todas essas discussões de quem foi melhor, inclusive já tiramos muito sarro das enfadonhas “Kobe ou LeBron?” que assombram a internet dia após dia. Acreditamos que existem jogadores melhores do que outros, mas quando isso é muito óbvio, não vale a discussão. Por exemplo, Kobe Bryant é melhor que Ronnie Brewer. É uma diferença tão colossal que não vale a pena se aprofundar. E quando a diferença não é grande, mas mínima, como entre Kobe e LeBron, também não vale a discussão porque nenhum dos argumentos que surgem numa conversa vão ser definitivos. É conversa de botequim e, sejamos sinceros, conversa de botequim só é legal pra quem tá bêbado. Que discutam no botequim.

Existe só um momento em que discussões sobre quem é melhor vale a pena. Acontece quando ela é um mero pretexto para discorrer sobre a história, estilo, características e personalidade de certo jogador. Acho que existem maneiras menos apelativas de fazer isso, mas uma discussão Kobe/LeBron pode ser interessante para traçar paralelos na carreira dos dois, deixar mais claro pontos sobre as suas personalidades, como abordam o basquete e principalmente a relação com os companheiros de time. Ou seja, uma desculpa para análises individuais, sem nenhuma necessidade de um veredito final. E é nisso que a ESPN Brasil mais deixa a desejar com a lista de hoje, na discussão. A lista é jogada no site como uma galeria de fotos completamente sem comentários ou análise. E eles não tem só o Eduardo Agra e o Zé Boquinha para falar de NBA por lá. O Gustavo Hoffman manja demais de NBA e sempre participa do podcast sobre basquete deles, além de outras pessoas que trabalham na redação e também podem palpitar com autoridade sobre o assunto. Conheci alguns deles e sei que eles podem fazer uma análise mais trabalhada disso, seja em texto, vídeo, áudio, como bem entenderem porque dominam também a forma além do conteúdo. Mas só jogar a lista ficou apelativo, apenas motivando comentários indignados de ver LeBron James na frente de jogadores que tem mais carisma e fãs do que ele. E não deixa de ser mais broxante que isso venha de um canal que é o especialista em fugir das discussões banais quando o assunto é futebol. Por que com o basquete não podem ir mais a fundo também?

Sabemos que estamos há um tempão sem posts aqui no blog e que isso é chato para vocês, leitores. Mas é férias da NBA e aproveitamos para tirar umas férias desse mundo também. Mas, mais do que isso, queremos escrever sobre coisas relevantes, sobre assuntos que encantem e divirtam. Na falta de uma inspiração para isso, ficamos sem nada. E, sinceramente, é melhor não postar do que só fazer uma lista. Outro dia um leitor nos mandou um tweet empolgado com o texto sobre a análise espacial que fizemos no ano passado. O texto foi baseado em uns estudos de um cara chamado Kirk Goldsberry, que trabalha com a empresa STATS e uma ferramenta chamada SportsVU de análise de vídeo, e que é especialista no estudo do espaço usado nas quadras da NBA. Neste ano o mesmo Goldsberry apresentou um estudo sobre a defesa de garrafão, um trabalho chamadoThe Dwight Effect, que usou as análises via vídeo para descobrir quais eram os melhores jogadores da NBA em defender a área próxima à cesta. Indo além dos tocos, o estudo mostrou que jogador (Dwight Howard) mais evitava que arremessos sequer fossem tentados próximos à cesta. Assim como mostrou os jogadores que mais forçavavam um baixo aproveitamento dos arremessos adversários nos metros próximos da tabela, mesmo que estes não resultassem em toco. Nesse quesito destaque para Roy Hibbert, Larry Sanders e, surpresa, Elton Brand.

Por que lembrei deste estudo justamente agora? Porque ele foi apresentado na última Sloan Sports Conference, uma conferência sobre análise esportiva que acontece todos os anos no MIT em Boston. Basicamente é um fim de semana onde os maiores estudiosos do esporte se juntam para discutir análise de esporte, estatística e apresentar novas teorias (inovação é regra por lá) sobre qualquer atividade esportiva. Todos os anos aparecem dezenas de histórias novas, de gente querendo enxergar o esporte de um jeito diferente. E o que nós, imprensa, blogueiros e torcedores, fazemos com isso? Nada. Ainda vivemos 50 anos atrás fazendo listinha de quem é melhor. Basquete é mais do que isso, não é?

O foco pode não ser na análise espacial e na defesa do garrafão. Isso pode

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ser técnico demais para o grande público, mas que tal começar a introduzir o grande público para estes temas mais profundos de um jogo de basquete? No futebol a ESPN sabe fazer muito bem esse meio campo entre a análise mais avançada, tática, agora até com estatísticas e mapas de calor, e o papo descontraído que o público está acostumado no meio esportivo. Precisamos disso em outros esportes também ao invés destas tontas listas.

A cada ano que passa eu conheço mais gente envolvida no basquete, que escreve sobre o assunto, que tem blog, que trabalha em jornal, revista ou TV cobrindo o assunto. A maioria deles manja demais do esporte (mais do que eu, fácil) e, principal, todos são apaixonados (mil vezes mais do que eu, mais fácil ainda). Se tem uma vantagem que o basquete tem sobre os outros esportes é que quem acompanha vira bitolado, doido e fiel à modalidade. Com tanta gente que tem conhecimento e paixão no assunto, por que produzimos tão pouco e tão superficialmente? Porque essa massa apaixonada não é capaz de criar algo mais relevante? Na crítica incluo nós aqui também, óbvio, escrevemos publicamente sobre basquete. Mas e vocês, basqueteiros-leitores, estão satisfeitos? Ainda engolem esse papo de “quem é melhor?” todo santo ano? Eu estou de saco cheio.

Prêmios Alternativos do Bola Presa – 12/13

Estamos de volta com mais uma tradição do Bola Presa, uma das poucas que sobrevive desde nosso primeiro ano. Surgiu como uma resposta aos prêmios babacas dados na NBA e dura até hoje porque as pessoas insistem em se importar com isso. Jogador que mais evoluiu? Mais valioso? Melhor defensor? Tanto faz. Conceitos vagos que só servem para blogs mais ou menos discutirem isso com leitores mais ou menos.

Aqui no Bola Presa não acreditamos que isso tudo tenha muito valor. E já que não é pra ter valor, por que não chutar o pau da barraca? Pelo menos nosso prêmios são mais divertidos. Abaixo os links para os vencedores dos anos anteriores. Divirtam-se!

Prêmios Alternativos 07/08

Prêmios Alternativos 08/09

Prêmios Alternativos 09/10 

Prêmios Alternativos 10/11

Prêmios Alternativos 11/12

 

1. Jogada Bola Presa do Ano

A área nobre do prêmio Bola Presa, o troféu que todo mundo que ganhar. É o “Melhor Filme” do Oscar da mediocridade esportiva. Nesta temporada nada de Zach Randolph, um campeão dos primeiros anos, e nem um esperado bi-campeonato de JaVale McGee. Ao invés disso o prêmio vai para… ninguém. A jogada feita por pessoa alguma é a maior vergonha do ano. Confira no vídeo o dia em que Tom Thibodeau morreu um pouco mais por dentro.

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=wFTzyWyOgoY[/youtube]

Fiquei bem perto também de dar o prêmio a um dos melhores jogadores do ano fazendo uma das maiores cagadas de sua carreira. Tony Parker, o rei das infiltrações, faz o que Shaquille O’Neal chamou de o “o melhor double dribble de todos os tempos”. E pior, ele reclama com o juiz depois! Está na marca de 1:00 do vídeo abaixo.

[youtube width=”600″ height=”335″]http://youtu.be/82NdaLamj5Y?t=59s[/youtube]

Além dessas a temporada teve uma falta feita com os bagos do Thomas Robinson, o pior arremesso da carreira de Kendrick Perkins (que também poderia ter entrado com esse passe), o lance-livre mezzo Shaq mezzo Biendris de DeAndre Jordan e também a grande cuzisse do ano, o Caron Butler fingindo um cumprimento num jogo já decidido só para roubar a bola de um novato. Não vamos deixar a bandeja de gás hélio do Wes Matthews de fora também, vai.

E só pra não dizer que não citamos JaVale McGee

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=7TOAZ6anmIA[/youtube]

 

2. Troféu Kareen Rush de melhor atuação de um jogador ruim

Todo ano uma homenagem ao jogo 6 da Final do Oeste de 2004: Lakers e Wolves numa série apertada e emocionante, 3 a 2 para o Lakers e aí Kareen Rush resolve que é dia de acertar uma gazilhão de bola de 3 pontos (6, na verdade, a maioria no fim do jogo) e tirar de Kevin Garnett a chance de disputar um jogo 7 em casa.

A NBA sempre coloca em seu Twitter, durante as rodadas, um aviso chamado #TripleDoubleWatch, que é para avisar que alguém está se aproximando de um triplo-duplo na rodada. Isso aconteceu dezenas e dezenas de vezes ao longo do ano. Mas somente uma vez a NBA pôde postar um #QuadrupleDoubleWatch. Sim, alguém estava se aproximando de um raríssimo e dificílimo Quadruplo Duplo, algo só feito 4 vezes na história da liga por grandes como Nate Thurmond, David Robinson, Hakeem Olajuwon e Alvin Robertson. E sabem quem chegou perto? Não foi LeBron James, nem Kobe Bryant, nem Kevin Durant. O autor da façanha foi Spencer Hawes! Não à toa foi o cara que deixou o MVP Nikola Vucevic no banco do Sixers no ano passado.

Em partida contra o Indiana Pacers, Hawes conseguiu 18 pontos, 16 rebotes, 8 assistências e 7 tocos! Uau. E vocês podem cornetar que ele não chegou mesmo ao quadruple-double, mas sabem quantos jogadores conseguiram números iguais a esses nos últimos 30 anos? 3. Hakeem Olajuwon (2 vezes), Charles Barkley e agora este belíssimo pivô branquelo.

Spencer Hawes

 

3. Troféu Lonny Baxter de jogador que só joga nas Summer Leagues

Esse divertido prêmio é para atletas que só ameaçam virar grandes jogadores e aí nem entram em quadra na temporada. Muitos jogadores aparecem nas ligas de verão e ganham lugar na NBA, como Jeremy Lin. Outros brilham lá e… nada. É o caso de Jeremy Lamb, ala do Oklahoma City Thunder. 

Ainda jogando pelo Houston Rockets, Lamb acabou a Summer League de Las Vegas, a mais importante da NBA, com média de 20 pontos por jogo, atrás apenas de jogadores que se consagraram na temporada como Klay Thompson, Jimmy Butler e Damian Lillard. Mas na hora de jogar pra valer, nada de Lamb em quadra. Só entrou em 23 jogos e só jogou mais de 12 minutos no último da temporada, quando não valia nada e Kevin Durant estava descansando.

Jeremy Lamb

 

4. Troféu Isiah Thomas de troca do ano

Pelo segundo ano seguido o prêmio vai para uma troca envolvendo o Los Angeles Lakers em que muita gente não se deu bem. Na temporada anterior demos o prêmio para o Lakers falhando em conseguir Chris Paul e, logo em seguida, perdendo Lamar Odom por absolutamente nada. Mas meses depois a trade exception acabou virando Steve Nash, então a troca foi superada, certo? Mais ou menos, mas vamos deixar isso pra lá.

Nesse ano o Lakers, apesar de estar envolvido e de não ter conseguido seu time dos sonhos, não é o alvo do prêmio. O grande vencedor é o Philadelphia 76ers, que participou da mega-troca de Dwight Howard enviando Andre Iguodala para o Denver Nuggets e recebendo em troca Andrew Bynum. Com problemas no joelho, Bynum não jogou uma partidinha sequer pelo Sixers durante todo o ano. Ao mesmo tempo Iguodala liderou o melhor Denver Nuggets dos últimos tempos e até Nikola Vucevic, raspa de tacho da troca, foi para o Orlando Magic se tornar um dos grandes reboteiros da temporada. Ah, e Andrew Bynum agora é Free Agent e pode ir embora se quiser.

Bynum

 

5. Troféu Grant Hill de jogador bichado do ano

O Grant Hill até se machucou nessa temporada de novo, mas se comparado com o seu passado no Orlando Magic ele é o cara mais saudável do mundo, e é pensando no tempo do Orlando que batizamos o prêmio assim. Esse ano o vencedor poderia ser Anderson Varejão, que de novo não consegue jogar uma temporada inteira, ou também Derrick Rose, que no fim das contas não voltou para jogar nem nos Playoffs. Dar mais essa vitória para o Andrew Bynum não seria nenhum absurdo também. Mas o prêmio vai para o conjunto da obra, para um time, o Minnesota Timberwolves.

Candidato a vaga nos Playoffs e um dos times mais divertidos da liga, o Wolves simplesmente não conseguiu render porque teve lesões sérias de todo mundo. Sério, todo mundo. Segue a lista dos bichados e, entre parênteses, o número de jogos que cada um disputou de 82 possíveis:

Chase Budinger (22), Kevin Love (18), Josh Howard (11), Ricky Rubio (56), Andrei Kirilenko (63), JJ Barea (72),  Nikola Pekovic (62), Malcolm Lee (16) e Brandon Roy (5). 

Wolves

 

6. Troféu Darius Miles de atuação surpresa na última semana

Darius Miles marcou 47 pontos na última rodada da temporada regular em seu ano de contrato. Bastou para enganar o Blazers e garantir mais uns milhões na conta de um dos jogadores mais decepcionantes da última década. Como homenagem, um prêmio para a atuação mais inesperada da última semana da temporada regular.

Nessa temporada o prêmio vai para Chris Copeland, autor de 33 pontos em 14 de 29 arremessos na vitória do seu New York Knicks sobre o Atlanta Hawks na última rodada da temporada regular. Se Copeland tiver 33 pontos e 29 arremessos durante todos os jogos dos Playoffs já será uma surpresa. Mas o NY Knicks resolveu descansar todo mundo e até o lixo do Earl Barron fez double-double com 11 pontos, 18 rebotes e deu entrevista no intervalo. Vale notar que pelo lado do Hawks, Mike Scott (?!?!?!) fez 23 pontos e pegou 14 rebotes. Viva a última semana alternativa da temporada regular.

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7. Troféu Shawn Bradley de enterrada na cabeça.

Shawn Bradley, o Yao Ming sem talento. Branquelo gigante de 2,25m ficou famoso pela cara de bobo, pela participação no Space Jam e por ser protagonista do Top 10 mais embaraçoso da história do YouTube. Em homenagem a esses gloriosos jogadores que se humilham para o nosso prazer, o prêmio Shawn Bradley de melhor cravada na cabeça!

Nem tenho comentários a fazer sobre a enterrada. É só assistir. Tem alguma chance de DeAndre Jordan não vencer?

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=-YyUXd3Lb0I[/youtube]

Com todo o respeito ao falecido Brandon Knight, essa foi insuperável. Mas também tivemos outros bons concorrentes como Gerald Henderson sobre Dwight Howard, Jeff Green sobre Chris Bosh, Harrison Barnes em cima de Nikola Pekovic, Kobe (com 34 malditos anos!) sobre Gerald Wallace e Kris HumphriesLeBron James brandonkightiando Jason Terry.

 

8. Troféu Michael Schumacher de volta frustrada

Todo ano tem alguém tentando voltar a ser relevante e falhando miseravelmente nisso. Nesta temporada, infelizmente e com dor no coração, temos que dar o troféu a um de nossos musos, Rasheed Wallace. De repente, meio sem avisar, ele voltou de sua aposentadoria, mas foi só para fazer 21 jogos e afundar com lesões e mais lesões e nesta quarta-feira anunciou sua re-aposentadoria. Ele até jogou razoavelmente bem quando esteve em quadra, mas claramente não estava pronto.

Rasheed Wallace NYK

 

9. Troféu Zach Randolph de melhor jogador em time que só perde

O nosso glorioso gordinho passou boa parte da sua carreira fazendo 20 pontos e pegando 10 rebotes em times que mal passavam das 30 vitórias por temporada. Hoje ele brilha em um time que tem tudo pra ir longe nos playoffs, não concorre mais, apenas dá nome ao prêmio.

Candidatos para esse prêmio não faltam. DeMarcus Cousins poderia muito bem levar o bi-campeonato, LaMarcus Aldridge poderia vencer se a gente forçar a barra dizendo que o Blazers é muito ruim. Jrue Holiday e John Wall poderiam receber uns votos. Mas nesse ano o prêmio vai para o espetacular Kyrie Irving, já um dos melhores armadores da NBA mesmo estando apenas em sua segunda temporada na liga. Alguém tem o controle de bola no nível desse pivete? E alguém finaliza melhor com a mão esquerda? O garoto é especial. Só falta, bem, vencer uns jogos…

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10. Troféu Gary Payton de jogador que mais involuiu

Gary Payton foi de ser um dos melhores armadores do mundo para esquentar banco do Derek Fisher em questão de meses, é sempre exemplo de jogadores que, de repente, param de jogar o que sabem. Nesse ano tivemos vários candidatos a esse prêmio: Brandon Bass, OJ Mayo (que até começou bem a temporada, mas depois…), Andrea Bargnani, Gustavo Ayon e DJ Augustin.

Mas nenhum me chamou mais a atenção que Kris Humprhies. Na última temporada ele foi ótimo, dentro de suas limitações, com médias de 14 pontos e 11 rebotes em 35 minutos de quadra. Nesse ano passou a 5.7 pontos e 5.6 rebotes em apenas 18 minutos de jogo. No ataque deixou de ser utilizado com a volta de Brook Lopez, na defesa nunca foi grande coisa e acabou substituído pelo mais raçudo e dedicado Reggie Evans. Até Mirza Teletovic e Andray Blatche pularam na frente dele na rotação! Com o seu contrato novo de 24 milhões por 2 anos, se tornou o pior custo benefício da NBA.

Ano passado o troféu foi para Lamar Odom, o que dá um péssimo retrospecto para atletas que já fizeram parte da família Kardashian.

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11. Troféu Bruce Lee Bowen de jogada suja da temporada

O muso inspirador desse prêmio é um herói em San Antonio e até teve sua camiseta aposentada. Estranho mundo em que vivemos. E para manter vivo o legado de Bruce Bowen existem caras como Serge Ibaka. Parabéns.

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=7_OaZ3-1ix0[/youtube]

Aquela jogada do Caron Butler com o Jonas Valanciunas poderia entrar também aqui, o que acham?

 

12. Troféu 8 ou 80 de Estatística Bizarra do Ano

Esses números apareceram na tela da minha TV há algumas semanas e eu ainda não consegui superar. Talvez existam outras estatísticas piores e mais bizarras, mas meu cérebro não consegue dar conta. Vocês sabiam que Dwight Howard errou somente nesta temporada mais lances-livres do que Steve Nash em todos seus 17 anos de NBA?

Steve Nash errou 322 lances-livres dos 3360 que tentou na carreira. Dwight Howard errou 360 dos 711 que arremessou só na temporada 2012-13.

….

Sempre esqueço de alguma coisa. O que foi dessa vez? Comentem!

Talentos esquecidos

A revolução estatística da NBA, ainda em curso, está servindo para muita coisa: às vezes nos mostra com números o que só achávamos no olhômetro, outras vezes quebra mitos e, no caminho disso, serve para dar o devido valor a jogadores que às vezes não eram apreciados como deveriam. Tenho certeza, por exemplo, que a divulgação de alguns números sobre que jogadores mais conseguiam cavar faltas de ataque foi essencial para que a imprensa americana passasse a dar mais valor a Anderson Varejão ainda na temporada retrasada.

Os plus/minus, número que mostra o saldo de pontos no time com determinado jogador ou grupo de jogadores em quadra, serviu para que caras que fazem as pequenas coisas, como Shane Battier e Kendrick Perkins passassem a receber reconhecimentos dos não tão entendidos de basquete, fãs casuais mais vidrados em ver quem marca mais pontos do que qualquer outra coisa.

Porém nem todo mundo foi salvo nessa. Ainda existem muitos jogadores com talentos pouco reconhecidos pelo público da NBA e por quem cobre o assunto na mídia. Listo aqui três talentos importantes que sinto que são esquecidos quando lemos análises basqueteiras por aí:

 

Movimentação sem a bola

Durante o auge de Reggie Miller e depois, nas suas últimas temporadas, durante seus duelos nos Playoffs contra Richard Hamilton, o assunto de jogadores que se movem sem a bola até que ganhava algum destaque. Os dois, afinal, foram dos melhores da história da liga nesse quesito. Marcar Reggie Miller era infernal não só pelas provocações, mas porque Miller era liso, rápido e não precisava de muitos décimos de segundo para passar no meio de um corta luz, receber a redonda e meter o arremesso.

Mas depois disso o assunto meio que morreu. Alguém aí ouve falar sobre como o Kevin Durant consegue passar pelos bloqueios com velocidade apesar de ser gigante? Geralmente dão mais ênfase a seu arremesso perfeito. Duro quando se tem tanto para elogiar! Mas são outros que fazem isso muito bem e ignoramos: Ben Gordon, Kyle Korver, o MVP Matt Barnes, Kevin Martin e o meu favorito, Shawn Marion.

O Matrix é o que eu mais gosto porque ele é o menos óbvio. Os outros citados são grandes arremessadores, logo seus times têm jogadas desenhadas onde todo mundo faz bloqueios até que eles fiquem livres. Isso não tira méritos dele, claro, mas é algo comum, visto com frequência. Com Marion, e também com Barnes quando ele não se posiciona para os chutes de longe, não funciona assim. Pelo contrário, eles se destacam por conseguirem criar para si situações de cesta mesmo com o resto do time nem pensando nisso. O Dallas Mavericks funciona buscando Dirk Nowitzki na cabeça do garrafão ou nas diagonais da cesta, ou com Darren Collison comandando os pick-and-rolls ou, por último, com OJ Mayo comandando o ataque. Nada é desenhado para Marion. Mas mesmo assim ele se mexe incansavelmente sem a bola, lendo a defesa adversária e sempre acaba sozinho. Aí é só esperar quem está com a bola reconhecer isso e dar o passe.

O mesmo vale para Matt Barnes, mas com o bônus de que ele joga ao lado de Chris Paul. Ele se mexe, corta para a cesta no exato momento que a defesa abre um buraco e CP3 está lá para ler tudo isso e premiar Barnes. Grandes armadores muitas vezes saem com todo o crédito por uma bela assistência, mas em boa parte dos casos a assistência não seria possível se o resto do time ficasse passivo, parado, esperando algo mágico acontecer. Os passes para pontes aéreas de Paul para Blake Griffin são difíceis e espetaculares, mas exigem que Griffin se posicione na frente de seu marcador e esteja atento. Aliás, a boa mão para a recepção de assistências difíceis é outro talento esquecido.

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=PzLA78Qb3fg[/youtube]

 

O box out

Sabe aquele bloqueio que um jogador faz no outro para impedir que ele pegue o

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rebote? É um dos grandes sacrifícios que um jogador de garrafão deve fazer e que até hoje só o modo MyPlayer do NBA 2k é que soube premiar quem é bom nisso! Nós, como todo mundo que critica basquete, adora pegar no pé de pivô que pega poucos rebotes por jogo. Já enchemos o saco de Nenê, Brook Lopez e outros por aqui por causa disso. Mas a verdade é que vários deles (não todos, é verdade) sacrificam seus números ao fazer o box out, impedindo que o pivô adversário suba para o rebote de ataque.

Um exemplo clássico disso é o New Jersey Nets que foi bi-campeão do Leste em 2002 e 2003. No ano da segunda final, Jason Kidd, o armador principal do time, tinha 6.3 rebotes de média por jogo, mesmo número do pivô Dikembe Mutombo e do ala Richard Jefferson, apenas 2 a menos que o líder do time, Kenyon Martin. O motivo não é só o ótimo tempo de bola de Jason Kidd para rebotes, mas que o time abria para que o armador pegasse a bola.

O contra-ataque era a grande arma daquele Nets e para que ele saísse o mais rápido possível era necessário que Kidd recebesse a bola o quanto antes. Nada melhor do que ele mesmo pegar a bola e já sair correndo, não é? Era comum Martin ou Mutombo segurarem no corpo os adversários enquanto Kidd corria para seus rebotes e triple-doubles. Eficiente e impossível sem um bom box out de seus companheiros. Outro exemplo? Yao Ming no Houston Rockets. Queriam uns 15 rebotes dele por jogo por causa de seu tamanho, mas ele era lento demais para pegar rebotes que pipocavam em todo garrafão, então ele passou a ser mais útil simplesmente tirando o pivô adversário do lance com um box out. Os Chuck Hayes e Juwan Howards de cada época faziam o trabalho sujo.

Hoje grandes bloqueadores de rebote ofensivo são Kendrick Perkins, Joakim Noah, David West, David Lee, Tim Duncan e também Kevin Love, que é ótimo em tirar os rebotes ofensivos do adversário e também em pegar os dele logo em seguida, uma aberração. Existe algo relacionados a rebotes que Love não saiba fazer? Abaixo Blake Griffin ensina a fazer algo que ele mesmo não fazia tão bem até essa temporada.

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=-TLWi7uOI3s[/youtube]

Adendo: o quanto é estranho que uma das fotos mais famosas da história da NBA é um simples box out?

 

Bola de 3 da Zona Morta

Não é difícil ouvir dos estudiosos do basquete que o chute de 3 da zona morta é a bola mais valiosa do jogo. Primeiro porque é a bola de 3 com melhor aproveitamento na NBA: 37% contra 34% das bolas de 3 de outras regiões da quadra. Depois porque toda bola de 3 é valiosíssima simplesmente por valer 50% a mais que qualquer bola de 2 pontos.

Mas não é só isso. Ter um bom arremessador de 3 da zona morta é, há muitos anos, parte essencial de qualquer ataque eficiente da NBA. Desde o Phoenix Suns veloz de Steve Nash até o San Antonio Spurs racional de Popovich e passando pelos triângulos de Phil Jackson, todos sabiam usar com perfeição as bolas da zona morta. Os benefícios são claros. O jogador que fica estacionado lá é um alvo fácil para passes de jogadores que atacam a cesta, o cara também é uma isca de marcação: se o defensor sai de perto dele para ajudar na marcação de quem ataca a cesta ou do pivô, deixa o arremessador livre; se gruda nele para evitar o chute, fica completamente longe de tudo que está acontecendo na quadra, sendo incapaz de ajudar na defesa de qualquer jogada.

O objetivo das bolas de 3 pontos da zona morta é esse, abrir a quadra, abrir espaços e punir os times que tentem evitar isso. Um exemplo: no caso do Phoenix Suns, o espaço no meio da quadra era importante para o pick-and-roll entre Nash e Amar’e Stoudemire, mas para o espaço existir era importante que os defensores estivessem preocupados com Joe Johnson, Raja Bell ou Jared Dudley no canto da quadra.

O San Antonio Spurs deve ser o time que melhor usa as bolas de 3 da zona morta atualmente e esse post do NBA.com tem muitos vídeos explicando como. O vídeo abaixo, do NBA Playbook também dá uma boa visão de como o Spurs tortura seus adversários com a combinação Duncan-infiltração-movimentação de bola:

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=R86ou4NLecU[/youtube]

 

No Court Vision Analytics tem esse post explicando a importância das bolas de 3 da zona morta e listando que jogadores foram os mais eficientes nesse tipo específico de arremesso na última temporada. O melhor foi, claro, Ray Allen, com 50% de acerto em bolas de 3 da zona morta, atrás dele vieram Courtney Lee (49% e substituto de Allen no Celtics nesse ano), Steve Novak (48%), Nick Young (48%), Chase Budinger (47%), Jamal Crawford (46%), Ryan Anderson (45%), Danny Green (44%), Jason Terry (44%) e Brandon Rush (44%).

Entre os times, interessante ver como os melhores times em bolas de 3 da zona morta na temporada passada são os considerados bons times ofensivos: Warriors, Celtics, Rockets, Magic, Thunder e Spurs. Talvez a exceção seja o Celtics, meio empacado no ataque, mas isso é o que dá ter Ray Allen na equipe. Entre os piores em arremessos de 3 da zona morta, tragédias como Raptors, Bobcats, Nets e Sixers, que na temporada passada simplesmente não tinha arremessadores de longa distância e que fez muito bem em contratar Jason Richardson e Nick Young.

Talvez os times possam ser mais cuidadosos na hora de contratar jogadores. Se eles precisam de arremessadores de 3 pontos, podem procurar mais especialistas em zona morta ao invés de jogadores que gostam de driblar antes de chutar ou os que precisam de muitos bloqueios e jogadas desenhadas para funcionar.

E embora tenha dado o exemplo da zona morta, isso vale para outros arremessos. Alguns jogadores podem não ter números gerais ótimos, mas são especialistas em determinado tipo de arremesso. Sabendo disso os times podem contratar jogadores em baixa e usá-los de maneira mais inteligente. Abaixo dados feitos pelo mesmo Court Vision Analytics sobre os melhores arremessadores da temporada 2011-12 em cada posição da quadra. Alguns resultados surpreendem… Rondo?!

 

Vocês conseguem lembrar de outro talento específico que costuma passar despercebido na análise de jogadores? Palpite aí!

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