A vez de DeMar DeRozan

A vez de DeMar DeRozan

Na temporada regular passada, o Raptors teve 56 vitórias – apenas uma a menos que o campeão da NBA, o Cleveland Cavaliers, e recorde da franquia. O time chegou às Finais da Conferência Leste depois de 15 anos sem ser capaz de sequer passar da primeira rodada dos Playoffs. Toronto rendeu-se em definitivo para o basquete, com uma torcida apaixonada que lotava as ruas ao redor do ginásio para acompanhar cada partida da pós-temporada. Kyle Lowry e DeMar DeRozan, as estrelas da equipe, foram escolhas óbvias para o All-Star Game. E ainda assim, ao longo de toda a temporada, ninguém em sã consciência foi capaz de levar o Raptors a sério – não pelos resultados, que vieram com uma consistência admirável, mas pelo MODO como esses resultados eram obtidos. O basquete jogado pelo Raptors simplesmente não inspira qualquer traço de admiração ou confiança.

De certa maneira, essa é a mesma questão que aflige DeMar DeRozan ao longo de toda a sua carreira: suas médias, seus números pessoais e os resultados conseguidos com sua equipe são inquestionáveis, mas há algo na sua maneira de jogar que simplesmente nos faz sentir que ESTÁ TUDO ERRADO.

?Dinossauros em extinção

?Dinossauros em extinção

Com 56 vitórias na temporada regular, o Raptors teve a segunda melhor campanha da Conferência Leste (apenas um jogo atrás do líder Cavs), teria acabado com a terceira melhor campanha na Conferência Oeste (só atrás das campanhas históricas de Warriors e Spurs) e portanto teve a quarta melhor classificação geral. Enfrentar o Pacers, com apenas 45 vitórias na temporada (uma a mais que o oitavo colocado Pistons, já varrido dos playoffs), deveria ser um passeio no parque. Ainda mais se levarmos em consideração as atuações espetaculares de DeMar DeRozan, que acabou a temporada regular com 23.5 pontos por jogo, um dos dez maiores pontuadores da NBA. Ninguém fez mais bolas de 2 pontos e nem mais pontos por infiltração do que DeRozan nessa temporada.

Mas eis que o Pacers venceu o primeiro confronto entre eles nesses playoffs, e tivemos o desprazer de ver DeRozan simplesmente se negando a arremessar no processo. A imagem abaixo, com DeRozan deixando de arremessar mesmo com Paul George chegando atrasado para sua marcação, mostra o nível abissal em que está sua confiança depois de ter tido suas bolas mais confiáveis facilmente contestadas no início do jogo

Agora vai? Agora vai

Agora vai? Agora vai

Este blog, como a maioria dos que já se arriscaram no futurismo esportivo, tem seu histórico de apostas furadas. Só lembrar nossas previsões de Draft ou quando eu disse que o Dallas Mavericks não tinha mais chance de título em 2011 quando o Caron Butler se machucou (como eu iria adivinhar que JJ BAREA e BRIAN CARDINAL seriam importantes nos Playoffs?). Tentamos não fazer previsões sempre, mas vou OUSAR uma agora: o Toronto Raptors estará na final do Leste.

Resumo da Rodada – 24/4

O Mavericks mostrou até agora na série contra o Rockets que não faz a menor ideia de como tornar esse confronto competitivo. Em geral vemos no Oeste ajustes táticos sendo feitos partida após partida que arrumam um problema na quadra apenas para que o adversário descubra outro, num eterno cobertor curto acontecendo nas pranchetas. Mas o Mavericks foi destruído no primeiro jogo por não criar espaço para o Nowitzki, não encontrar infiltrações, não conseguir marcar o Harden e não dominar o garrafão; e no segundo jogo, NENHUM desses problemas deu qualquer sinal de ser solucionado. Terceiro jogo em Dallas o Mavericks precisava de soluções desesperadas, mas é difícil acreditar que algo efetivo surgiria do nada quando o elenco não mostrou progresso até agora.

Resumo da Rodada – 21/4

Existe coisa mais deprimente na NBA hoje do que o Toronto Raptors? O time renasceu na temporada passada, encontrando uma identidade, ídolos e cativou uma torcida apaixonada, que usa e abusa do slogan “We The North” para ter os mais orgulhosos e até futebolísticos fãs da NBA. Poucas cenas são mais legais do que os jogos de Playoff que reúnem uma multidão de pessoas para assistir aos jogos do lado de fora da arena em um telão. O lado triste é que eles só assistem fracassos.

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