O estilo Scott Brooks

O estilo Scott Brooks

O técnico Scott Brooks teve uma passagem inegavelmente vitoriosa pelo Oklahoma City Thunder, ganhando o prêmio de Técnico do Ano em sua primeira temporada completa no comando da equipe ao levar um elenco improvável aos Playoffs e, nas quatro temporadas seguintes, alcançando as Finais da Conferência Oeste duas vezes e as Finais da NBA uma vez. O problema é que nunca ficou evidente quanto desse sucesso do Thunder era, de fato, responsabilidade de Brooks. O time contava com Kevin Durant, Russell Westbrook e, em parte do tempo, com James Harden, o que facilitaria a vida de qualquer técnico. Além disso, em suas cinco temporadas no comando da equipe, o Thunder sempre sofreu com uma notória falta de criatividade ofensiva, ataques estagnados, pouco poder de variação nos momentos decisivos e uma dificuldade incrível de colocar seus melhores jogadores em condições adequadas para que pontuassem. A fama de Scott Brooks como um técnico que não sabia usar seu elenco – ou, no mínimo, um técnico que não sabia levar seu elenco “ao máximo” – foi se consolidando aos poucos na NBA. Na primeira temporada em que o time verdadeiramente escorregou, graças a uma lesão grave em Kevin Durant e a consequentemente não-classificação para os Playoffs com uma nona colocação nos critérios de desempate, Scott Brooks foi demitido para que assumisse Billy Donovan.

Os primeiros sinais de que Scott Brooks talvez não fosse o responsável pela estagnação da equipe vieram na primeira temporada de Donovan como técnico, já que o Thunder apresentou as mesmas limitações e não foi capaz de expandir seu arsenal de jogadas significativamente. Entrevistas de Kevin Durant e Russell Westbrook davam a entender que a ausência de jogadas elaboradas era e sempre havia sido PROPOSITAL, resultado da enorme capacidade dos dois jogadores de decidir qualquer ataque contra seus marcadores. O estilo de Scott Brooks e sua real capacidade de liderar equipes teria que esperar, portanto, a próxima experiência dele como técnico. Só assim teríamos possibilidades de comparar seus resultados e ver como seu modo de jogo ajusta-se a diferentes estilos de jogadores.

[Resumo da Rodada] A bola mais importante dos playoffs não pera

O Hawks é instável, o Hawks não tem estrelas, o Hawks entrega a paçoca, o Hawks não vai vencer a NBA, o Hawks é o Hawks. Todas essas afirmações são verdadeiras, mas já passou da hora de entendermos o Hawks como um time que sabe vencer adversidades.

Talvez nosso erro tenha sido a irreal expectativa de que o Hawks continuasse a dominar jogos como se ainda estivesse na temporada regular, especialmente com um estilo de jogo que é notoriamente cheio de altos e baixos e que está sendo testado em séries de melhor de 7, com os adversários dissecando sua movimentação ofensiva e explorando as limitações da defesa. É normal que o Hawks oscile, e normal que algumas movimentações ofensivas simplesmente não funcionem com a mesma eficiência depois de 12 jogos de pós-temporada.

[Resumo da Rodada] Hawks se assusta; Warriors passeia

Quatro jogos série adentro, já deixamos pra trás o favoritismo irrestrito dos mandantes de quadra e aprendemos que o Wizards sabe torturar o Hawks quando as bolas de três da equipe de Atlanta não caem, assim como o Grizzlies sabe passar o Warriors no moedor de carne com Tony Allen bebendo sangue de crianças no crânio aberto e macio do David Lee (que aliás tem um crânio bem espaçoso mesmo quando o diminuto cérebro está dentro).

Mas o Jogo 5 das duas séries foi contra todas as nossas expectativas, simplesmente por ter retornado às nossas expectativas iniciais de antes da série começar. Com John Wall de volta ao quinteto titular do Wizards, tivemos um Hawks que cometeu os mesmos erros de sempre – com os arremessos de três pontos mais instáveis desde a programação de tarde do SBT – mas que mostrou ser tão completo e versátil quanto o primeiro lugar do Leste deveria ser. E no Oeste tivemos o Warriors fazendo tudo aquilo que passou a temporada regular inteira fazendo, sem nenhuma dificuldade já que Tony Allen não jogou, lesionado.

Resumo da Rodada – 24/4

O Mavericks mostrou até agora na série contra o Rockets que não faz a menor ideia de como tornar esse confronto competitivo. Em geral vemos no Oeste ajustes táticos sendo feitos partida após partida que arrumam um problema na quadra apenas para que o adversário descubra outro, num eterno cobertor curto acontecendo nas pranchetas. Mas o Mavericks foi destruído no primeiro jogo por não criar espaço para o Nowitzki, não encontrar infiltrações, não conseguir marcar o Harden e não dominar o garrafão; e no segundo jogo, NENHUM desses problemas deu qualquer sinal de ser solucionado. Terceiro jogo em Dallas o Mavericks precisava de soluções desesperadas, mas é difícil acreditar que algo efetivo surgiria do nada quando o elenco não mostrou progresso até agora.

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