Tudo culpa dele

Em uma entrevista dada nessa segunda-feira, Kevin Durant disse que vaiarremessar até meus braços caírem, não importa o que as pessoas do lado de fora digam sobre isso”. Não sei que críticas de fora ele está lendo, mas não lembro uma única vez que alguém tenha falado mal do cestinha da temporada por chutar demais. Ao contrário do que acontece com Kobe Bryant ou outros grandes pontuadores da liga, Durant nunca escuta xingamentos por forçar demais o jogo. Pelo contrário, já aconteceu do próprio técnico do time, Scott Brooks, cobrar que Durant buscasse mais o jogo. Mas se não é Durant que arremessa, quem é? Aí que entra o vilão da história: Russell Westbrook. Se o Thunder perde, a primeira coisa que olham é como Westbrook arremessou tanto ou mais que Durant, geralmente com aproveitamento mais baixo. Tudo culpa dele.

O armador já disse, durante as Finais, que não vai mudar seu estilo de jogo só por críticas da imprensa, declaração que foi apoiada pelo técnico Scott Brooks: “Ele é meu armador e eu não quero que ele mude”. Mas isso não parece ter convencido a torcida e parte da imprensa. E não digo só da imprensa americana, aqui no Brasil é até engraçado acompanhar por aqui as reações no Twitter a cada turnover cometido por Westbrook, basta que ele ataque a cesta loucamente e cometa uma falta de ataque para que comecem a postar coisas do tipo “Ele precisa de um cérebro”, “Tira esse cara de quadra” e etc. Nós já criticamos muito o Westbrook por aqui, mas é chato demais ficar preso nos estereótipos, jogadores mudam e Westbrook é um deles.

 

Maior defeito de Westbrook são suas decisões no mundo fashion

Acho que são dois temas básicos que

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devem ser tratados quando falamos de Russell Westbrook. O primeiro é sua condição como armador principal, as suas características na posição e os desperdícios de bola que comete. O segundo, claro que ligado ao primeiro, é a quantidade de arremessos que ele tenta por jogo e se isso ajuda ou atrapalha o desempenho de Kevin Durant.

Vamos começar pelo começo. Russell Westbrook nunca foi armador antes, tanto no colegial como no basquete universitário, quando jogou pela UCLA, ele jogava como segundo armador e às vezes até na posição 3, como ala. Era a posição ideal para usar e abusar de sua condição física fora da realidade e habilidade de infiltração. Mas ao chegar na NBA, logo foi percebido que seria difícil ele jogar na posição 2 porque não tinha arremesso de média ou longa distância,

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hoje em dia não dá pra um time sobreviver sem um jogador com o mínimo de arremesso nessa posição. O técnico Scott Brooks resolveu então arriscar Westbrook na posição 1: ao invés de ter um segundo armador baixo, tinha um armador principal que é até alto e forte demais para a posição. Sua capacidade de infiltração poderia ser utilizada para criar jogadas e o arremesso, ainda em treinamento, faria menos falta.

Uma coisa boa desse time do Oklahoma City Thunder é que o time começou sem pressão nenhuma, podendo usar seus pirralhos durante períodos longos sem se preocupar com resultado. Em sua temporada de novato Kevin Durant podia fazer o que bem entendesse no ataque sem ouvir gritaria no ouvido em caso de decisão ruim, Jeff Green passou um jogo inteiro marcando Kobe Bryant, que fez 50 pontos na cabeça do pirralho, mas que valeu como uma baita lição para um cara que é hoje um ótimo defensor de perímetro. Perder o jogo era o de menos. Com Westbrook não foi diferente, ele poderia arriscar, errar e ninguém iria colocar ele no banco por isso. Em seu primeiro ano de NBA, com apenas 20 anos de idade, passou 32 minutos por jogo em quadra mesmo com uma média relativamente ruim de 5.3 assistências para 3.3 turnovers. Mas valeu a pena, nos dois anos seguintes ele pulou para 8 assistências por jogo e não mudou o número de desperdícios de bola. Apenas nesse ano que ele caiu nas assistências para 6.6 enquanto ainda erra 3.6 vezes por jogo. Mas, por incrível que pareça, digo que isso é um sinal de melhora, não de regressão.

Sou um fanático por números, mas não consigo ignorar o que eu vejo em quadra. Nesses anos que Westbrook conseguiu 8 assistências por jogo ele era um trem. Assim como um trem, não fazia mudanças drásticas de direção, não freava em espaços curtos e, como boa máquina que era, não pensava. Ele tinha um itinerário da linha dos 3 até o aro e nada poderia pará-lo em sua missão. Isso resultava em enterradas espetaculares, muitos pontos e assistências, dadas quando os pivôs adversários eram obrigados a largar sua defesa para cuidar daquele ser que pulava pessoas. Impressionante, mas pouco efetivo contra defesas bem organizadas. Bastava o adversário ter um cara que soubesse cavar faltas de ataque ou que o forçasse a não correr em linha reta para a cesta que sua eficiência caía drasticamente.

 

Para esse ano Russell Westbrook mudou um pouco seu estilo de jogo. Seu arremesso de média e longa distância, que inexistia no começo da carreira e aos poucos vinha melhorando, atingiu sua melhor forma. O time também descobriu em James Harden um cara que pode controlar a bola e criar jogadas, como aconteceu com muito destaque na série contra o Dallas Mavericks, por exemplo. Isso significa que Westbrook poderia, eventualmente, jogar longe da bola, mas também que ele, quando tinha a redonda, tinha um arsenal maior de jogadas, mais opções de como finalizar. Confirmando isso com números: Westbrook arremessou 19.2 bolas por jogo nessa temporada contra 17.0 na temporada passada, mas em compensação o número de bandejas e enterradas caiu de 6.9 para 6.1. E isso não impediu seu aproveitamento de crescer de 44% para 45%. Além disso o número de arremessos bloqueados caiu de 7.4% para 6.5% (menor marca na carreira) e as cestas vindas de assistências passaram da casa dos 20% pela primeira vez na carreira. Tudo indica maior eficiência.

Tudo isso significa que Westbrook está jogando um pouco menos como armador puro nessa temporada, o que é uma boa notícia já que ele nunca foi isso na carreira. Com um ataque baseado em muitos bloqueios e pick-and-rolls, Scott Brooks encontrou uma forma de fazer o time ser eficiente no ataque sem depender de um armador cerebral que chama todas as jogadas. O ataque do Thunder é simples e usa o leque de opções de ataque que o trio Westbrook, Harden e Durant oferece, que cresceu ainda mais nesse ano com a melhora dos chutes de longe do armador. Mas por “simples” não pense que é uma forma inferior de organização ofensiva, jogar simples às vezes é até melhor em situações extremas como 4º períodos tensos com marcação pressionada. Só ver a dificuldade do LA Lakers em executar seus triângulos nas Finais contra o Boston Celtics ou o próprio San Antonio Spurs tentando impôr sua movimentação de bola contra o Thunder há algumas semanas.

Ao se exigir menos de Westbrook na armação ele pode encobrir seus defeitos e realmente melhorar na posição. Ao longo da temporada isso não ficou tão óbvio, mas nos Playoffs ele tem se superado. No ano passado, em 17 jogos de Playoff, Westbrook cometeu 78 turnovers! Nesse ano, com já 18 jogos disputados pelo Thunder, ele cometeu apenas 40. Não é coincidência que o número de lances-livres cobrados tenha também despencado de 142 no ano passado para 95 nesse. O armador está se preocupando em ser o primeiro a voltar para a defesa, em preparar arremessos para Kevin Durant e fazendo muito mais estrago com seus arremessos de meia distância do que com as infiltrações malucas. Os pontos não ganhos em lances-livres são compensados por menos faltas de ataque, menos bolas perdidas e menos contra-ataques cedidos.

A agressividade é o diferencial de Westbrook em relação a outros armadores da NBA, aos poucos ele tem encontrado o equilíbrio para fazer isso sem prejudicar o time. Às vezes ele erra, claro, mas trazer todo o seu passado à tona a cada mísero turnover é ignorar que ele realmente melhorou em relação aos anos anteriores e está melhor ainda nesses Playoffs. Falar, hoje, que ele “não tem cérebro” depois das ótimas séries de Playoff que ele fez nesse ano é inexplicável. Gostei que na última transmissão da ESPN gringa o Jeff Van Gundy comparou Westbrook a outro “armador um-e-meio”, Steve Francis. O cara do bigodinho mais estilo do começo da década passada era outro que não sabia se jogava na posição 1 ou 2. Apesar de algumas ótimas temporadas, ele nunca conseguiu encontrar sua posição certa e acabou, aos poucos, virando irrelevante na NBA. Lembrando disso, Van Gundy, que era seu treinador no Houston Rockets, disse que um dos grandes arrependimentos dele como técnico era não ter conseguido ter feito Francis render direito: “Tentei mudar muita coisa muito rápido”. E elogiou Scott Brooks pela paciência e calma com que moldou Westbrook. De pouco em pouco ele tem melhorado desde seu primeiro ano na NBA.

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A outra questão sobre Westbrook é o quanto ele deve arremessar em relação a Kevin Durant. Como torcedor do Lakers que sou, isso me lembra muito a conversa dessa temporada de Kobe deve arremessar menos, Bynum deve chutar mais”. Acho impressionante como as pessoas pensam que o time tem um número de arremessos e o técnico vai distribuindo a cota de cada um antes do jogo. É simples, tem hora que dá pra chutar, tem hora que não dá. O Bynum tem aproveitamento bom dos chutes porque só o faz quando recebe a bola em posição boa para isso, bem próximo da cesta. Se ele não passa pela defesa, ou se o passador não tem ângulo de passe, como a bola vai chegar no pivô? Em alguns jogos, por culpa de um ou mérito de outro, simplesmente não rola.

O mesmo vale para o Oklahoma City Thunder e isso ficou ainda mais claro depois do Jogo 3 das Finais. Nessa partida em especial o Miami Heat conseguiu evitar, principalmente no 2º tempo, que Kevin Durant recebesse a bola em posição de arremessar. Com boa defesa e dobras na marcação, forçaram o ala a ir começar sua jogada, sozinho, bem longe da cesta. Foi tentando criar do nada o seu próprio chute que ele cometeu incríveis 5 turnovers (Westbrook fez só 2). Apesar de ser um dos jogadores mais fantásticos da atualidade, Durant não tem visão de jogo acima da média e não é bom passador quando recebe marcação dupla. Não que não saiba fazer isso, mas não são seus pontos fortes. Se ele foi cestinha da temporada com alto aproveitamento de seus arremessos foi porque ralou para se posicionar bem, esse é seu maior mérito. Ele sabe usar bloqueios, abusa de mismatches sobre jogadores baixos e é ótimo no catch-and-shoot.

E enquanto Kevin Durant tenta se desvincilhar da defesa para ficar em posição de arremesso, quem deve cuidar da bola? Pois é, Westbrook ou Harden. Na temporada regular Kevin Durant teve 19.7 arremessos tentados por jogo contra 19.2 de Westbrook, nos Playoffs são 18.8 arremessos tentados por Durant contra 19.7 de Westbrook. Mas deve-se considerar que Durant arremessa 8 lances-livres por partida contra 5 de Westbrook. Não acho que o Thunder está em uma situação ideal, ele precisam sim que Durant seja o cara que mais arremessa no time, é o mais eficiente, afinal. Porém não é qualquer tipo de arremesso, simplesmente trocar arremessos forçados de um por arremessos forçados do outro não vai mudar muita coisa. A preocupação maior de Scott Brooks deveria ser executar mais movimentos ofensivos que possam deixar Durant em condição de arremessar, forçar jogadas individuais de isolação com qualquer um é fazer o Thunder regredir para aquele time previsível do ano passado.

Apesar de ter defendido Russell Westbrook nesse texto, não quero dizer que ele é perfeito e não erra mais. Um cara que não é armador jogando na posição sempre vai cometer alguns erros que incomodam, mas tentei deixar claro que não dá pra ficar com as mesmas críticas dos anos anteriores sendo que o cara melhorou tanto. Também é muito fácil e simplista jogar tudo nas costas dele, é tão tolo quanto culpar LeBron James por qualquer derrota do Heat. Às vezes a culpa é de Kevin Durant, de Dwyane Wade, de Serge Ibaka ou Erik Spoelstra. Ou, veja só, às vezes todo mundo fez coisas boas e ruins mas alguém tem que ganhar no final. Perturbador, não?

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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