Warriors quase-lá

Era previsível que a briga por Dwight Howard seria intensa na offseason. O Los Angeles Lakers partiria para cima como o único time capaz de oferecer um contrato de 5 anos de duração, além de toda a tradição de títulos e grandes pivôs. O Houston Rockets oferecia protagonismo, James Harden e até a contratação de Hakeem Olajuwon como assistente especial. Na briga ainda estavam os milhões do Dallas Mavericks e o Atlanta Hawks, time da cidade-natal do pivô. Estranho foi ver que, de repente, nos últimos dias antes de Howard afirmar que seu destino, os times mais cotados para recebê-lo eram o Rockets e o Golden State Warriors.

Da onde veio o time de Steph Curry nessa brincadeira? Pois é, pegou todos de surpresa, mas se pensarmos bem fazia muito sentido. Como vimos no caso extremo de LeBron James e Dwyane Wade, os jogadores de hoje em dia são inteligentes o bastante para perceber que o legado esportivo é, mesmo que injustamente, marcado pelas vitórias. Até algum tempo atrás era comum ver jogadores bons fugindo de boas situações para que pudessem ser o macho-alfa em outro lugar. Tracy McGrady deixou um bom time do Toronto Raptors para ser cestinha no Orlando Magic no começo da década passada, por exemplo. Hoje, ao contrário, vimos James Harden fazer bico quando o trocaram de um time onde era reserva (!) para outro onde seria o rei! E isso sem contar a quantidade cada vez maior de “Big 3s” e quartetos fantásticos formados por jogadores ainda em seu auge. Embora ainda vaidosos e egocêntricos em sua maioria, os jogadores perceberam que precisam se juntar com outros talentos se quiserem vencer campeonatos; e vencer campeonatos é necessário para se sentir realizado e entrar para a história. Trabalhar em equipe é bonito, mas tudo é, no fundo, sempre sobre fama, glória, reputação e sucesso.

Curry Iguodala

Essa linha de pensamento cria um novo tipo de atrativo durante a briga por Free Agents. Antigamente se pensava em aspectos pessoais (a ligação do jogador com alguma cidade ou franquia) e principalmente financeiros (quem pode oferecer mais), mas aí acabamos esquecendo de um terceiro tipo de time que parece cada vez mais atraente. Eu chamo dos “times-quase-lá”. Começar do zero é coisa de novato, complementar elencos prontos, de veterano, sobra para esses caras que viram Free Agents no auge de suas carreiras, lá pelos 27, 28 anos, buscar um time que já seja bom, mas que precise de um empurrãozinho para brigar por títulos.

Depois de anos sendo considerado uma piada da NBA, um circo feito para divertir a temporada regular, o Golden State Warriors finalmente voltou a ser levado a sério após os Playoffs 2013. A equipe eliminou o Denver Nuggets, um dos times mais dominantes em casa durante a temporada, e depois fez jogo duro contra o quase campeão San Antonio Spurs, sendo o único time não varrido pelo time de Tim Duncan no Oeste. Tudo isso sem David Lee e se apoiando em três novatos e um jogador de segundo ano. De repente pareceu que Mark Jackson, depois de um primeiro ano ruim, tinha colocado sua marca no jovem time, agora um dos candidatos a disputar o topo do Oeste nos próximos anos contra Spurs, Thunder e Clippers.

Essa situação se desenhou de um jeito que, de repente, fazia todo o sentido do mundo para Dwight Howard ir para lá. Como veterano em um time jovem, ele teria o papel de destaque e liderança que tanto sonhava, ao mesmo tempo o time já estava na beirada das grandes disputas e Dwight Howard já poderia chegar sem precisar mudar muita coisa. Era só jogar, vencer e ser considerado a grande diferença. O problema era dinheiro, o Warriors não tinha espaço na folha salarial para absorver o contrato de Howard, seria necessário um sign-and-trade com o Los Angeles Lakers, que teria que concordar com o negócio e aceitar um pacote que, dizem, envolveria Andrew Bogut, alguma escolha de Draft no futuro e Klay Thompson ou Harrison Barnes. Aí aparece outra vantagem dos times-quase-lá, seus jogadores, pelo sucesso do time, começam a ter um valor de troca que não tinham 6 meses atrás.

No fim, como sabemos, não deu certo. Dwight Howard nem envolveu troca na parada e foi direto para o Houston Rockets que, no fim das contas, é um time-quase-lá como o Warriors. Mas para o time de Oakland já foi uma vitória simbólica estar entre os finalistas do Free Agent mais disputado do ano, finalmente os levam em consideração. Porém o Warriors não vai ser o mesmo do último ano, no mesmo dia que Howard decidiu ir para Houston, outro Free Agent anunciou sua ida para a costa Oeste, Andre Iguodala fechou um negócio de 48 milhões de dólares por 4 temporadas para ser o novo parceiro de Steph Curry. O ala, que foi eliminado pelo próprio Warriors nos Playoffs, recusou uma proposta de contrato mais lucrativo e mais longo do Denver Nuggets em nome da nova chance.

Os times-quase-lá não são considerados quase-lá só por um resultado ou pelo elenco. Entre as coisas que todos elogiaram no Warriors estava a torcida apaixonada, o relacionamento próximo entre os jogadores, a influência positiva e a liderança inquestionável do técnico Mark Jackson, uma equipe de assistentes técnicos competentes e o espírito competitivo exigido pelo treinador e por líderes do grupo como Andrew Bogut e David Lee. Ao mesmo tempo, alguns jornalistas diziam que Andre Iguodala era um dos únicos realmente tristes e abalados após a derrota para o Warriors naquele pirado Jogo 6 em Oakland, o resto do time fazia brincadeiras no vestiário como se aquele tivesse sido só mais um jogo. Certamente pesou na hora do ala fazer a escolha do próximo time.

Iguodala

Andre Iguodala é um desses role players disfarçados de estrela. Ele tem todas as características de um coadjuvante, mas faz tudo tão bem que acham que ele é um All-Star fora de série. Não é e nem gosta de ser. Desde os tempos do Philadelphia 76ers ele insiste que gosta de envolver os companheiros, que não faz questão de ser cestinha ou de dar o último arremesso, embora até ache que ele é bom quando toma a iniciativa em momentos decisivos. Em outras palavras, é o ajudante ideal para quem tem a ambição de ser o líder do time. Iguodala faz um pouco de tudo (sempre o chamei de versão Light do LeBron James), tem um físico absurdo,

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defende jogadores de qualquer tamanho ou característica e, muito importante para o Warriors, tem ótimo controle de bola e visão de jogo. Na falta de um armador nato no elenco, ele pode assumir a distribuição de jogo sem prejudicar ninguém.

Embora Iguodala não seja Howard, a contratação pode ter o mesmo efeito (defesa+liderança), até com mais versatilidade. O ala pode ser o grande defensor de perímetro que tantas vezes faltou ao time, lembram de como o Warriors dominou a série contra o Spurs enquanto Klay Thompson anulou Tony Parker? Foi espetacular, mas durou só dois jogos ,depois Parker voltou a comandar o duelo e virou o jogo. Iguodala faz isso com mais frequência e tem histórico de marcar bem desde armadores rápidos, o que é útil no Oeste quando se enfrenta caras do nível de Parker, Chris Paul e Russell Westbrook, até caras mais altos como Kevin Durant ou Kobe Bryant. Na temporada passada, com a lesão de David Lee nos Playoffs, o Warriors foi obrigado a jogar num small ball, usando o baixo Draymond Green na posição 4. Surpreendentemente a equipe até subiu de nível, pareceu mais versátil nas trocas de marcação na defesa, não perdeu nos rebotes como parecia que ia acontecer e ainda ganharam mais poder de fogo de 3 pontos com Green inspirado. Iguodala é um cara que pode fazer essa função de Green, mas oferecendo mais talento e aproveitamento em tudo.

Mas apesar da melhora, não dou daqueles que acham que David Lee é dispensável. O segredo para o sucesso ao longo de uma temporada inteira, especialmente nos diferentes confrontos dos Playoffs, é versatilidade. Não dá pra só contar com a sorte e enfrentar times iguais que não sabem te enfrentar, é preciso, eventualmente, adaptação.

Para o Warriors é importante poder ter um time mais pesado, forte fisicamente e dominante nos rebotes com Iguodala na posição 3 com Lee e Bogut no garrafão. Também dá pra ficar super leve com Lee de pivozão ou fazer o time que citei acima com Iguodala na posição 4 e Bogut defendendo a cesta. O pivô australiano foi espetacular na pós-temporada, evitou os rebotes ofensivos do Nuggets e depois fez ótima defesa em Tim Duncan, se continuar saudável (o que nunca é uma certeza com ele), pode fazer tudo o que Dwight Howard chegaria para fazer (só que sem pular e como se estivesse se movendo embaixo d’água).

Além de Iguodala, o Warriors teve mais algumas movimentações nessa offseason. Eles perderam Jarrett Jack para o Cleveland Cavaliers, Jack era Free Agent e o Warriors não estava disposto a gastar muito mais para renovar com um reserva. Embora ele tenha sido importantíssimo no último ano, suas funções estão devidamente repostas. O segundo jogador, depois de Steph Curry, para armar o jogo agora é Iguodala, o cara experiente que controla a bola nos minutos finais enquanto Curry busca pelos espaços para chutar, também, o pontuador que vêm do banco de reservas deve ser Harrison Barnes, principal candidato a perder espaço no quinteto titular. Até o papel de liderança veterana no elenco é compensado por Iguodala, considerado no Sixers e no Nuggets como o cara capaz de juntar todo mundo no vestiário.

O time também acertou com Toney Douglas, armador de passagens duvidosas pelo Knicks, mas que fez ótima temporada no ano passado pelo Houston Rockets, se destacando especialmente na marcação de armadores. Douglas pode ter papel importante defensivamente no time, mas é um armador que não arma, vai precisar sempre estar ao lado de Curry ou Iguodala. Ele chega para brigar por espaço com Kent Bazemore, jovem que entra no seu segundo ano de NBA e que fez boas partidas na Summer League de Las Vegas na última semana. Outra boa contratação do Warriors foi Mareese Speights, que chega para compensar a saída de Carl Landry, contratado pelo Sacramento Kings. Speights não tem a velocidade e nem um décimo da energia de Landry dentro do garrafão, mas compensa sendo um dos raros jogadores a se destacar onde a NBA toda fede, nos arremessos de meia distância.

Por fim, o Warriors se livrou de alguns contratos bem ruins para poder assinar Iguodala. Eles mandaram Andris Biendris (US$ 9 milhões na próxima temporada), Richard Jefferson (US$ 11 milhões) e Brandon Rush (US$ 4 milhões) para o Utah Jazz, que mandou Randy Foye para o Nuggets, que aí fez o sign-and-trade com Iguodala para o Warriors. Levar o melhor jogador da troca e ainda economizar não saiu de graça, claro, o Jazz também levou duas escolhas de Draft de 1ª rodada (2014 e 2017) e mais duas escolhas de 2ª rodada (2016 e 2017).

O saldo do Golden State Warriors na offseason é, portanto, positivo. Foram rápidos e eficientes para compensar as perdas e a adição de Andre Iguodala é a prova do que a quase-contratação de Dwight Howard representa: grandes jogadores querem jogar no Warriors. E eu não lembro quando foi a última vez que isso aconteceu. Essas fases nem sempre duram muito tempo, impossível prever o futuro, e por isso o General Manager Bob Myers, responsável pelo time desde o ano passado, foi esperto ao tentar usar os bons ventos para deixar o time com o melhor elenco possível desde já. Custou alguns Drafts no futuro, é verdade, mas é um luxo que times com tantos pirralhos bons pode ter.

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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