Heat descalibrado

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Heat descalibrado

O Pacers abriu 2 a 1 na série contra o Heat e tentamos entender porque LeBron James e Dwyane Wade tem sofrido nas últimas partidas.

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18-05-2012
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Heat descalibrado

Defenestrado por Denis

Aos que perguntam dos dias sem post, explico: Além de NBA, outra sigla de 3 letras domina minha vida, o TCC. Últimas semanas, mil coisas para fazer, sabem como é. Aos que não perguntam dos dias sem post, mas reclamam, xingam e cobram, uma mensagem: Vão tomar no cu. Ufa, sempre um alívio perder leitores chatos. Agora bora falar de basquete.

Ontem o Eduardo Agra, comentarista da ESPN Brasil, ganhou ares de gênio. Deve ter sido uma das poucas pessoas no Brasil e no mundo a realmente apostar no Indiana Pacers contra o Miami Heat. A série ainda está longe de ser decidida, mas ninguém sequer esperava ver o Pacers na frente em qualquer momento do confronto. Eu não sei se o Agra disse as razões que o fizeram pensar que isso aconteceria ou foi só no bolão, de qualquer forma, impressionante. Eu nunca apostaria no Pacers e, pra ser sincero, ainda não aposto. Vou explicar essa aposta enquanto conto como, após a vitória de 94 a 75 na noite dessa quinta-feira, o Pacers abriu 2 a 1 na série.

Imagem de Amostra do You Tube

 

Uma das razões que me fez apostar contra o Pacers é que o ataque deles é muito ruim. Não no sentido de organização, nisso são até bons, sabem rodar a bola e são pacientes. Poucas vezes um jogador ou outro quer ser herói, geralmente eles tentam jogar como time. Mas falta alguma coisa. Às vezes um passe diferente no garrafão para encontrar Roy Hibbert, ou movimentação de bola mais rápida para encontrar quem ficou livre ou mesmo um jogador que individualmente faça a diferença para atrair marcação dupla. O Pacers é aquele time que daria um salto de qualidade fantástico se adquirisse um armador acima da média. Por incrível que pareça, os 3 primeiros jogos, mesmo com 2 vitórias, comprovam essa teoria: Depois de ter sido o 5º pior time da temporada em aproveitamento de arremessos, com 43,7%, o Pacers piorou nessa série: 40% de acerto no Jogo 1, 37% no Jogo 2 e 43% agora no Jogo 3.

Simplesmente alcançar a própria média foi uma vitória nessa última partida! A melhora se deu principalmente à boa atuação de Roy Hibbert, com 19 pontos e 18 rebotes. Foi a primeira grande atuação de Hibbert em um Playoff onde ele foi marcado por Glen Davis, Chris Bosh e Joel Anthony. Mas… antes tarde do que nunca, né? Tim Duncan, que treinou com Hibbert durante o locaute, mando uma mensagem para Hibbert o elogiando após o jogo. Com algumas cestas fáceis do pivô lá embaixo, o Pacers sofreu um pouco menos no ataque, embora simplesmente não consiga sequer beirar os 50% de acerto. Nos poucos minutos onde eles pegaram fogo pra valer na série, como no 2º tempo do Jogo 3, eles atropelaram o Heat. Aliás o placar do jogo não mostra como o jogo ficou bem disputado durante um bom pedaço, o Miami até chegou a ser bem melhor no primeiro tempo, mas não deslanchou. E não o fez porque às vezes tem cheirado mal também.

O Heat, 5º melhor time da NBA em aproveitamento de arremessos (46,5%) e ataque mais eficiente em pontos por posse de bola, está fedendo. E fedendo bem fedido. As médias de aproveitamento de arremessos do Heat nos 3 primeiros jogos foram de 40%, 34% (!) e 37%. O segundo jogo foi um nojo total, o último ainda foi razoavelmente salvo por grande atuação de Mario Chalmers (25 pontos, 10/15 arremessos), mas que não serviu pra nada porque Dwyane Wade só fez 2 dos 13 chutes que tentou e saiu de quadra com 5 pontos e uma sonora discussão com Erik Spoelstra.

Imagem de Amostra do You Tube

Sobre a discussão:. É o tipo de coisa que a imprensa monta em cima e quem é jogador diz que simplesmente acontece. Não é algo saudável, é sinal de que as coisas estão erradas, mas também não é tudo isso que querem montar. Quem convive com atletas está cansado de dizer que durante o jogo se fala e se faz muita coisa que acabam esquecidas logo depois. Até que algo novo aconteça, esse episódio tem pouco significado. Dwyane Wade forçou arremessos desnecessários para ver se pegava no tranco e Spoelstra o repreendeu por isso. Justo.

Mas a questão que não quer calar é por que diabos o Heat está tão mal. Bom, o primeiro motivo é que os jogadores contratados para acertar bolas de 3 não estão fazendo seu trabalho. O aproveitamento de arremessos de longa distância do Heat na série é de 5 acertos em 42 tentativas. O Pacers faz um bom trabalho de cobertura para não deixar os arremessos sem marcação, mas é um aproveitamento patético mesmo assim, ainda mais para um grupo que tem Mario Chalmers, Mike Miller, Shane Battier e James Jones como supostos especialistas nesses arremessos. E Jones, que estava encostado no banco, até voltou a atuar nos Jogos 2 e 3, mas com 6 erros e nenhum acerto é um jogador completamente dispensável. James Jones é limitado, só sabe chutar, se não acerta é como ter um a menos na quadra.

Já falamos aqui mil vezes de como os arremessos de longa distância são importantes para abrir espaços na quadra. Assim como o Los Angeles Lakers precisa deles para que seus pivôs possam ter mais liberdade e menos marcação dupla, o Heat precisa para que LeBron James e Dwyane Wade ataquem a cesta. O resultado é que no Jogo 1 (apesar da vitória) o Heat só conseguiu jogadas de bandeja, enterrada e finalizadas sob a cesta, 21 vezes. No jogo 3 foram 25. As duas marcas abaixo dos 26 que o Heat teve de média por jogo na temporada. O aproveitamento nessas bolas, de 63% na temporada, ficaram em 57% e 63% nessas duas partidas. No único jogo em que o Heat conseguiu chegar mais na cesta, o Jogo 2, 27 vezes, teve patético aproveitamento de 48%. Isso são 10% a menos do que a média do pior time da NBA em finalizar jogadas sob a cesta,  o New Jersey Nets. 

Sem as bolas de longa distância, outra maneira para abrir espaço para LeBron e Wade seriam os arremessos de meia distância, que pelo menos são uma boa opção de passe para quando os pivôs fecham o garrafão procurando o toco. Mas os dois responsáveis por isso no Heat são Chris Bosh e Udonis Haslem. O primeiro se machucou e está fazendo falta, o segundo está em fase péssima no ataque. Depois de acertar apenas 2 chutes em 9 tentados nos primeiros jogos, Haslem foi para o banco de reservas e jogou só 7 minutos no Jogo 3.

Jogadas de costas para a cesta nunca existiram no repertório do Heat e não devem ser usadas agora contra um garrafão bem mais altos. No Jogo 3, segundo o SynergySports, em apenas 3 ocasiões o time de Miami finalizou jogadas de “post-up”, quando o jogador se posiciona de costas para seu marcador. Acertou só 1 tentativa. LeBron James jogou mais de costas pra cesta nessa temporada do que qualquer outra vez em sua carreira, mas ainda não é sua jogada de confiança.

Mas esse problema dos chutes de longe e do jogo no pivô não são os mais preocupantes, na verdade. De certa forma o Heat sempre teve esses problemas e isso não os impediu de acabar em 2º no Leste. Uma das razões foi que eles compensavam falhas no jogo de meia-quadra com ataque de transição, o contra-ataque. Isso funcionou bem durante a temporada regular. Com 52% de acerto em arremessos na transição o Heat foi o time o líder na categoria dentro da NBA. Porém, contra o Pacers, nesses 3 jogos, o Heat tem apenas 36% de acerto nessas jogadas. No Jogo 3 de ontem, foram 13 situações de contra-ataque e o Heat acertou só 5 arremessos. O motivo para isso acontecer são dois: Primeiro a boa defesa de transição do Pacers, eles voltam rápido e conseguem contestar as jogadas. A outra razão é a péssima série que faz Dwyane Wade que ou está machucado ou com a cabeça no mundo da lua, porque parece outro jogador. Sem agressividade, sem drible e mal nos contra-ataques, parece jogador comum.

Esse problema também mostra como o Indiana Pacers é um time bem mais atlético que o Heat. Muitos times sabem que precisam parar o contra-ataque do Heat, mas quem consegue correr na velocidade de LeBron James? O Pacers está conseguindo isso, especialmente com George Hill e Paul George. E Danny Granger também é rápido, assim como Roy Hibbert se considerarmos que ele tem a altura de um prédio de 4 andares. A velocidade e atleticismo do Pacers está minimizando a vantagem do Heat, que geralmente é mais rápida e forte que seus adversários. A perda de Bosh deixou o garrafão mais pesado e as péssimas atuações de Wade deixa o time lento, com só LeBron James se destacando fisicamente.

O Indiana Pacers está jogando bem dentro de suas várias limitações, mas só vence a série se o Miami Heat continuar perdido. Sem querer puxar sardinha para as estrelas, mas a série está na capacidade de LeBron James e seus companheiros se adaptarem a essa série. LeBron pode mudar um pouco seu estilo de jogo se Erik Spoelstra deixar. Na teoria LeBron tem jogado algumas partidas como ala de força, o 4, mas na prática não atua assim no ataque. Talvez fosse uma boa experimentar um time com Chalmers, Wade, Miller, LeBron e Anthony. Com o MVP da temporada jogando mais no garrafão. Por alguns minutos poderia dar certo, os 3 jogadores do perímetro tem experiência armando o jogo.

Mike Miller e Shane Battier precisam matar aquelas bolas de 3 pontos da zona morta. Ronny Turiaf e Udonis Haslem precisam ser mais ágeis no garrafão, impedindo Hibbert de receber a bola como fez Glen Davis na 1ª fase e Chris Bosh no Jogo 1, se posicionando na frente dele. Ambos precisam, também, contribuir mais com os rebotes de defesa, que tomaram um baque com a saída de Bosh. Por fim, Wade precisa voltar a ser o bom e velho Wade que não perde bandejas sem marcação no fim do jogo (como no Jogo 2) e nem fica se contentando em dar arremessos forçados de longa distância como fez na noite de ontem. Ele é o cara que ataca a cesta, que tem bom passe depois do drible, que faz mil pontos em lances-livres. Sem ele, o Heat é uma versão piorada do que era o Cleveland Cavaliers de LeBron James, que costumava ser eliminado mais ou menos nessa época dos Playoffs.

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15-05-2012
#Especiais

Bola Presa Hangout

Defenestrado por Denis

ATUALIZAÇÃO

Assista aqui o resultado do nosso 1º Hangout

Imagem de Amostra do You Tube

Lados positivos: É muito fácil de fazer. Só ligar, conversar e está salvo no YouTube. Quando aprendermos a colocar os vídeos de uma maneira que todos possam ver (não só quem está dentro da conversa), vai ficar melhor ainda. Também bom que é fácil de assistir ao vivo depois. Podemos usar para discutir um jogo logo depois que ele acabou, por exemplo, uma mesa redonda. Foi bem divertido de fazer e, espero, de assistir.

Lados negativos: Alguns problemas técnicos incomodaram. Ainda não dominamos as ferramentas e tivemos dificuldade de interagir com vocês, leitores. Depois que acabou ficamos um tempo fuçando no Hangout e da próxima vez saberemos como ler todos os comentários e até colocar mais leitores dentro das conversas. Também ainda não temos o entrosamento para fazer a conversa num ritmo mais divertido, no Podcast era editável, aqui não dava. Mas vamos melhorar.

Entre o bom e o ruim, pelo menos estamos empolgados em fazer mais vezes. Acho que só dá pra melhorar! Valeu por quem nos acompanhou ao vivo, espero que façam mais vezes. Abraços!

 

…………………………

Hoje (DIA 15, TERÇA-FEIRA) o Bola Presa fará parte dos 100 Hangouts do Google+, legal né? É legal, mas garanto que agora você se pergunta “Que porra é essa de Hangout, viado?”. A gente explica.

O Google, para divulgar o Google+ e suas ferramentas, convidou 100 blogs/sites/celebridades/sub-celebridades para usar uma das ferramentas novas da sua rede social e assim divulgar tudo isso para vocês, amigos internautas. É o 100Hangouts. A ferramenta é o tal Hangout, uma coisa meio Messenger, meio Skype, meio Twitcam, meio calabresa. É uma maneira de duas ou mais pessoas se comunicarem por vídeo, áudio, assistirem vídeos juntas e tudo isso ainda pode ser transmitido ao vivo para qualquer um assistir.

O que vocês verão amanhã não é nada mais do que uma conversa entre eu e o Danilo sobre os Playoffs e qualquer outro assunto que surgir na nossa frente. Iremos mostrar vídeos, conversar sobre eles e tentaremos também ser descolados e legais pra impressionar as meninas. A NBA.com está cheia de propagandas do Google+ Hangout com os comentaristas das TVs americanas, dá pra ver como funciona a bagaça:

Imagem de Amostra do You Tube

Nós faremos isso, mas sem uma edição super legal que nos deixa engraçado. Excitante, não?
E tem outra coisa, se você conferir a programação do 100Hangouts, verá que nós estamos no mesmo horário do Hangout do Shogun, o cara mais legal do UFC que até já ganhou um perfil bem legal na revista piauí. Se você quiser ver eles, não vamos ficar magoados. O pessoal da organização nos disse que depois ficará tudo armazenado no YouTube mesmo. E veja também a programação só pra perceber como estamos metidos e acompanhados de celebridades. Vou tomar vinho durante o Hangout pra me gabar da fama.

A brincadeira começa às 17h30. Colocaremos o link aqui, no Twitter, no Google+ e no (falem baixo porque é concorrência) Facebook. Fiquem atentos e até lá!

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14-05-2012
#Classic

Preview – Semi-finais do Oeste

Defenestrado por Denis

Para quem não lembra, aqui está o post com o Preview das Semi-Finais do Leste. Mas agora vamos para a Conferência que importa de verdade.

 

Oklahoma City Thunder x Los Angeles Lakers

O que o Thunder precisa fazer para vencer:

É bem simples, eles precisam pegar todas as fitas VHS onde gravaram os jogos da série Denver Nugget e Los Angeles Lakers e imitar o time de George Karl do começo ao fim. Com um elenco mais limitado o Nuggets ficou a 10 minutos da classificação, o Thunder, com Kevin Durant, Russell Westbrook e James Harden, não deve ter tantos problemas para isso.

Falei da imitação de brincadeira, mas na hora de ver o jogo vai parecer que é verdade. O Thunder e o Nuggets tem várias semelhanças: Se o Nuggets é o time com ritmo de jogo mais veloz da NBA e que mais faz pontos de contra-ataque, o Thunder é colocado em ambas as categorias. E fica mais feio para o Lakers: Eles não estão atrás do Nuggets porque são piores nisso, mas sim porque não dependem tanto da velocidade e dos contra-ataques para pontuar, o time é mais completo e se o adversário pede menos velocidade, podem vencer mesmo assim.

Querem sacar o poderio ofensivo do Thunder? O site SynergySports divide os ataques da NBA em diferentes grupos de jogadas, entre elas estão algumas como isolações, pick-and-roll (dividido entre os arremessos feitos por quem conduz a a bola e outra por quem faz o bloqueio), off screen (quando alguém sai de um bloqueio para realizar o chute) e hand off (a jogada onde um jogador deixa a bola na mão do outro para a finalização, geralmente já fazendo um corta-luz), entre outras. Dessas que eu citei, o Thunder só não tem o melhor aproveitamento da NBA inteira no pick-and-roll finalizado por quem faz o bloqueio. No resto eles ganham com folga.

Então o que o Thunder precisa fazer para derrotar o Lakers? Só continuar sendo um dos ataques mais mortais da NBA, porque exatamente no que eles são bons o Lakers tem dificuldade de defender. O post-up, a jogada que o Lakers melhor sabe defender, aquela que o atacante faz a jogada de costas pra cesta, é a pior arma ofensiva do Thunder e, logo, a menos usada (6,5% dos ataques). E se no ataque o Thunder tem tudo para enfiar pontos a rodo no Lakers, na defesa eles tem a 3ª melhor marca defendendo o tal post-up, jogada que o Lakers lidera a NBA. Os adversários costumam acertar apenas 37% dos chutes nessa situação contra o Thunder. A contratação de Kendrick Perkins e a constante melhora de Serge Ibaka  transformou muito o time nesse aspecto e foram feitos para derrotar o Lakers: Perkins tem a força para parar Bynum e Ibaka a agilidade para perseguir Gasol mais longe do garrafão.

Todos os números e características de jogo indicam uma série tranquila para o Oklahoma City Thunder. Para irem à Final do Oeste é só não se desesperar, manter a cabeça no lugar em um dia que a bola não esteja caindo e não tentar inventar demais, o jogo deles já encaixa direitinho com o do Lakers.

 

O que o Lakers precisa fazer para vencer:

Como dito acima, tudo indica vantagem para o Thunder. Eles são bons em tudo o que o Lakers tem dificuldade de defender e são bons defendendo a principal arma do time de Mike Brown, o uso dos pivôs Andrew Bynum e Pau Gasol de costas para a cesta. Na temporada regular o Thunder venceu 2 dos confrontos contra o Lakers, no único que perdeu foi aquele em que Metta World Artest tirou James Harden do jogo com uma cotovelada na nuca. E mesmo assim o Lakers precisou de bolas milagrosas, atuação maravilhosa de Jordan Hill e duas prorrogações para vencer.

Se tem uma coisa que o Lakers é realmente bom e o Thunder não tem muita resposta são os rebotes. É nisso que Mike Brown deve apostar todas as suas fichas. Primeiro garantindo os defensivos, impedindo que o Thunder ganhe posses de bola extras, já basta o estrago que fazem com uma só. O Lakers é o melhor time da NBA em rebotes de defesa e o Thunder o 10º nos de ataque. Precisam ter muita atenção com Serge Ibaka, que pega 3 rebotes de ataque por paritda e com Russell Westbrook que, com 1.5 rebotes de ataque por jogo, é um dos melhores armadores da NBA no quesito.

Do outro lado o Lakers precisa dar o troco. Eles são a melhor equipe da NBA em rebotes de ataque e enfrentaram apenas o 23º colocado em rebotes defensivos. Sinceramente, não existe outra coisa em um jogo de basquete que o Lakers esteja tão a frente do Thunder atualmente. O OKC acaba não sendo muito bom também em defender as situações de Spot-Up, aqueles arremessos onde o jogador se posiciona no perímetro e só pega e chuta. A estratégia deles se foca mais em marcação individual e dobrar jogadores de garrafão perigosos, por isso os arremessos se abrem. Mas para o Lakers se aproveitar disso só se Steve Blake e Metta Artest estiverem com mão pegando fogo como estiveram no Jogo 7 contra o Nuggets. Dá pra esperar isso pelo menos por uns 4 jogos na série inteira? Complicado, mas é a única esperança.

Para a estratégia dos rebotes dar certo, o Lakers precisa também forçar erros de arremesso. Para isso precisam encontrar os matchups ideais na defesa. Na série contra o Nuggets, Ty Lawson só parou de castigar o time quando Kobe Bryant o defendeu, mas será que funciona contra o mais alto Russell Westbrook? E a defesa física de Metta Artest vai fazer Kevin Durant fazer menos de 30 pontos pelo menos? E quem fica com James Harden, o especialista em usar bloqueios para infiltrar, como era Lawson? Talvez Matt Barnes, mas onde fica Ramon Sessions na brincadeira? Quanto mais cedo Mike Brown descobrir a formação que mais incomoda o Thunder, mais chances o Lakers tem. Vai ser difícil pra caralho e não dá pra confiar só que Kobe Bryant faça milagres, o basquete não é mais aquele show de mano a mano que já foi muitos anos atrás.

 

San Antonio Spurs x Los Angeles Clippers

O que o Spurs precisa fazer para vencer:

O Clippers é um time que joga mais na empolgação do que com técnica na defesa. Como melhor ataque da temporada e melhor movimentação de bola da NBA, não vejo como o Spurs pode ter dificuldade em pontuar nessa série. Claro que o revezamento entre Blake Griffin, DeAndre Jordan e Reggie Evans sobre Tim Duncan não vai ser fácil de aguentar fisicamente, mas na técnica nenhum deles tem chance contra o veterano sem expressões faciais.

Mas mais importante do que isso, o Spurs tem ótimos arremessadores de longa distância, especialmente da zona morta. O time já é um dos melhores da NBA nesse tipo de arremesso e nos 3 jogos contra o Clippers na temporada (2-1 para o Spurs), o time de Gregg Popovich acertou 48% de seus arremessos dos cantos da quadra, 6% a mais do que sua já boa média. As bolas da zona morta nem sempre recebem o valor que merecem, mas esse é o arremesso que mais abre espaços no basquete. Obrigar um defensor a sempre cuidar dessa bola é abrir espaço para jogo de garrafão, infiltrações, jogo de dupla no meio da quadra, qualquer coisa. É por isso que o Spurs tem tantas opções de jogadas e espaço para trabalha-las.

Com Duncan, bolas de 3 pontos, entrosamento, bom passe e Tony Parker e Manu Ginóbili comandando as infiltrações eu acho que o Spurs já bate o Clippers com folga, a coisa só se complica caso eles defendam muito mal. Não apostaria nisso, mas é perigoso que o Spurs não vai muito bem em algumas jogadas que o seu adversário é mestre: As isolações e o pick-and-roll finalizado pelo armador. São as duas principais jogadas de Chris Paul, assim como de seus reservas Eric Bledsoe, Mo Williams e Nick Young. Se essas situações começarem a dar muitos problemas para o Spurs, Gregg Popovich terá que fazer alguns ajustes. E como ele é um dos melhores da história em fazer ajustes táticos dentro de um jogo, os torcedores do Spurs não precisam se preocupar tanto assim.

 

O que o Clippers precisa fazer para vencer:

Apesar de ter dificuldades em defender o pick-and-roll e as isolações, o Spurs geralmente não permite que façam pontos sobre eles em bandejas. Eles tem o hábito de fechar a porta para todo mundo embaixo da cesta e forçar que chutem arremessos curtos. Tanto Chris Paul como Bledsoe, Mo Williams e Nick Young tem esse arremesso e precisam ficar calibrados durante toda a série para que se mantenham no jogo.

Outro ponto forte do Spurs é seu banco de reservas, eles não diminuem o ritmo de jogo ou sua qualidade durante todos os 48 minutos de partida. Para o Clippers não se ver correndo atrás do placar o tempo todo, precisarão que em toda a série os reservas joguem bem como o fizeram no Jogo 7 contra o Memphis Grizzlies. O problema é que Manu Ginóbili costuma enfrentar os reservas adversários, será que Kenyon Martin consegue marcá-lo no perímetro como fez contra Rudy Gay? Se além de Martin, Caron Butler marcar bem Ginóbili e se Chris Paul fizer Tony Parker não parecer um jogador de NBA Live, o Clippers tem alguma chance de levar o jogo. E falar isso é umas 100 mil vezes mais fácil do que fazer por uma posse de bola sequer.

Outro duelo interessante vai acontecer nos rebotes. O Clippers é muito bom nos rebotes de ataque e o Spurs é o melhor da NBA nos de defesa. Os pontos de rebote ofensivo podem ser a maneira de colocar Blake Griffin e DeAndre Jordan na partida ofensivamente, os dois costumam pontuar em pick-and-rolls, mas se o Spurs não é bom defendendo o armador nessas jogadas, é um dos melhores impedindo que o pivô que fez o bloqueio conclua o lance. Considerando a falta de técnica do garrafão do Clippers, é algo bem preocupante. Mais que malabarismos sobre Duncan, o Clippers precisa que Griffin faça bons bloqueios e brigue pelos rebotes de ataque, só assim para ser mais do que um coadjuvante de luxo na série.

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