Como ler um boxscore?

No último post desta nossa ‘Semana dos Novatos’, onde ajudamos recém-chegados a acompanhar a NBA, dissemos que iríamos fazer um post para explicar os “boxscores”, lembram? Em caso negativo, então leia lá o que veio antes disso:

Parte 1: Como começar a acompanhar a NBA?

Parte 2: Entenda os termos do basquete da NBA

Podcast Zero: Comece pelo começo no mundo do Bola Presa e da NBA

Um “boxscore” é uma tabela em que são contabilizados todos os principais eventos de uma partida de basquete. Acompanhado em tempo real, enquanto a partida acontece, ele é um bom resumo do que está acontecendo na quadra e ajuda a direcionar o olhar para algum acontecimento especial. Mas para quem está acostumado, o boxscore pode ser visto após uma partida para contar, com bom grau de precisão, toda a história do jogo, as razões da vitória ou da derrota e a estratégia geral de cada equipe. Kyle Lowry, armador do Toronto Raptors, por exemplo, teve reações hilárias apenas de olhar para o boxscore de uma partida em que tomou uma surra nos Playoffs, pois ela explicitava O HORROR que ele havia vivido minutos antes:

“Como um monte de números numa tabela podem contar a história de uma partida?”, você se pergunta. Vamos então listar cada um dos elementos que compõe um “boxscore”, o que eles significam e como podem ajudar a interpretar os acontecimentos de uma partida!

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O boxscore acima foi retirado da página da NBA, mas outros podem ser encontrados, em formato virtualmente idêntico, em diversos outros sites que cobrem esportes americanos, como a ESPN americana. Usaremos esse boxscore, de um jogo da atual pré-temporada que teve duas prorrogações, como exemplo para nosso guia. Seguiremos da esquerda para a direita, começando com os nomes dos jogadores.


Nomes e posições

Os cinco primeiros jogadores presentes no “boxscore” são os jogadores titulares, com suas respectivas posições conforme foram listadas pelo técnico da equipe. O primeiro “F“, de “forward” (ala) é tradicionalmente o “small forward”, o ala-armador. (Aprenda sobre as posições do basquete e seus nomes em inglês e em português aqui). O segundo “F” é tradicionalmente o “power forward”, o ala-pivô. Depois vem o “C“, de “center”, ou pivô. E por fim aparecem os dois “G“, de “guard” (armadores), o primeiro sendo tradicionalmente o “shooting guard”, o armador arremessador, e o primeiro sendo o “point guard”, o armador principal, responsável por garantir o funcionamento do esquema tático. Por vezes o time pode entrar com dois alas-armadores ou dois alas-pivôs, dois armadores principais, ou até mesmo inverter a ordem dos alas ou armadores de propósito no “boxscore”, mas em geral as posições são listadas de maneira tradicional e dão uma boa visão dos quintetos que se enfrentaram no começo do jogo.


Minutos

Um jogo de NBA tem 48 minutos jogados. Um jogador médio passa cerca de 25 minutos em quadra por partida. Na temporada passada, o líder de minutos foi James Harden, com 38 minutos por jogo, e os 20 jogadores que mais passaram tempo em quadra ficaram todos por volta de 35 minutos em jogo. Isso nos dá uma base para analisar os minutos de cada jogador num boxscore e interpretá-los. Qualquer coisa acima de 38 minutos indica uma situação extraordinária ou prorrogação, e podemos presumir que o jogador foi levado ao seu limite de exaustão e terá suas atuações futuras possivelmente comprometidas. Um titular com menos de 30 minutos de jogo pode indicar que ele cometeu faltas demais e foi eliminado ao cometer sua sexta falta (ou teve que passar tempo no banco para evitar cometer mais faltas), que o jogador estava num dia ruim e o técnico resolveu usar outra opção, que ele se contundiu ou então que ele tem um papel tático que envolve jogar menos minutos em algumas ou todas as partidas.


FGM-A

Trata-se da sigla para “Field goals made/attempted”, ou seja, “arremessos convertidos e arremessos tentados”. O primeiro número são os arremessos que entraram, o segundo número são os arremessos tentados. Essa estatística conta todos os tipos de arremesso, sejam de 2 ou de 3 pontos, mas caso o jogador sofra uma falta durante um arremesso, essa tentativa não conta, a não ser que a bola entre (para não prejudicar, claro, jogadores que erram porque foram atingidos de maneira faltosa). Essa coluna do “boxscore” ajuda a entender como foi a distribuição de arremessos da equipe, se um jogador monopolizou os arremessos, se todo mundo arremessou mais ou menos a mesma quantidade de bolas, se os reservas arremessaram muito ou pouco, etc. Isso indica o estilo de jogar da equipe naquela partida, centralizando o jogo em um ou dois jogadores, ou tentando distribuir arremessos para todos; focando num jogador de perímetro ou focando os arremessos num jogador de garrafão, etc.

A porcentagem de aproveitamento desses arremessos (algumas vezes compondo uma coluna exclusiva do “boxscore”) mostram quão eficiente o jogador é. Na temporada passada, os 20 melhores jogadores em porcentagem de aproveitamento ficaram acima dos 51%, mas deles apenas dois jogadores não eram pivôs: LeBron James e Thaddeous Young. Isso significa que pivôs, por jogarem em geral mais próximas à cesta, tendem a ter aproveitamentos melhores do que os outros jogadores. É comum esperar que um pivô acerte 50% dos seus arremessos, enquanto as outras posições ficam entre 45% e 40%. Abaixo disso estamos diante de jogadores com baixo aproveitamento. Jogadores próximos aos 40%, um pouco para cima ou para baixo, podem ser jogadores que precisam arremessar muitas bolas dentro do esquema tático de um time e que, pelo excesso de arremessos, acabam tendo seu aproveitamento comprometido. É importante analisar quantas bolas um jogador arremessa na partida para analisar seu aproveitamento: em geral, quanto mais bolas arremessadas, mais o jogador passa a ser visado pela defesa e mais cansado fica, abaixando seu aproveitamento; quanto menos bolas arremessadas, mais fácil convertê-las. Isso ajuda a explicar o motivo de um jogador que tentou poucas bolas e converteu todas não ter tentado mais arremessos ao longo do jogo.


3PM-A

A estatística é similar à anterior, mas separando apenas os arremessos de três pontos (“3 pointer made/attempted”, arremessos de três pontos convertidos e tentados). Isso indica quantos dos arremessos já vistos na coluna anterior foram tentados no perímetro e mostra quão focada uma equipe está em arremessar de longe ou de perto. Jogadores que possuem as duas colunas idênticas ou quase idênticas são especialistas em arremessos de três pontos que poucas vezes se aventuram perto da cesta, o que também mostra o estilo de alguns jogadores específicos.

A porcentagem de aproveitamento dos arremessos de três pontos também se torna uma coluna à parte em alguns “boxscores”. A média da NBA nos arremessos de longe fica próxima a 35%, tendo crescido muito nos últimos anos. Ainda assim, apenas os 20 melhores arremessadores de três pontos na temporada passada alcançaram 40% de aproveitamento, com apenas os dois melhores (JJ Redick e Stephen Curry) acertando acima de 45%. Isso indica o que esperar de um arremessador ao analisar um “boxscore”: próximo ou superior a 50% estamos falando de um arremessador inacreditável de três pontos; em 45% estamos falando de um dos melhores no quesito; em 35% estamos vendo uma atuação mediana, e abaixo disso um baixo aproveitamento.


FTM-A

Os “free throws amde/attempted” são os lances livres convertidos e tentados, um tipo especial de arremesso que acontece apenas quando o jogador sofre uma falta ou cobra uma falta técnica. Cobrar muitos lances livres por jogo não é comum: apenas 30 jogadores na NBA cobraram ao menos 5 lances livres por partida na temporada passada. Números acima disso indicam jogadores especialmente atléticos, agressivos, que atacam a cesta o tempo inteiro e que são muito visados pela defesa adversária. Apenas dois jogadores cobraram o dobro disso por jogo, 10 lances livres por partida: James Harden, que ataca a cesta com frequência e é um especialista em forçar contato, e DeMarcus Cousins, provavelmente o jogador mais dominante da NBA embaixo da cesta na atualidade.

Em termos de aproveitamento, o que devemos esperar de um jogador varia muito de acordo com a posição: point guards possuem média de 81% de aproveitamento, shooting guards possuem 80%, small forwards 77%, power forwards 73% e pivôs apenas 70%. Isso significa que quanto mais alta for a posição em geral, pior o aproveitamento de lances livres. Qualquer aproveitamento próximo a 50% está entre os piores da NBA e faz com que valha a pena estatisticamente fazer faltas de propósito nesse jogador ao invés de tentar defender normalmente uma posse de bola.


+/-

Chamada de “plus/minus” (ou PLÃS-MAINUS, para os brasucas) essa estatística mede quantos pontos o time fez a mais do que tomou enquanto esse jogador esteve em quadra. Números positivos quer dizer que com aquele jogador o time fez mais pontos do que tomou; números negativos indicam que o time tomou mais pontos do que fez. Esse número é o grande “dedo-duro” do “boxscore”, porque um jogador com números fantásticos pode não ter sido capaz de ajudar seu time a pontuar mais do que o adversário enquanto esteve em quadra. Mas use essa estatística com moderação, para não ser injusto: é preciso levar em conta o quinteto adversário que estava em quadra junto com cada jogador. Um reserva pode ter um “plus/minus” positivo porque enfrentou os reservas adversários, isso não quer dizer que ele jogou necessariamente melhor do que um titular que teve um “plus/minus” negativo ao enfrentar as estrelas adversárias.


OFF, DEF, TOTAL

Esses números se referem aos rebotes, sendo “OFF” os ofensivos (rebotes durante o ataque, muito mais difíceis de conseguir), “DEF” os defensivos (muito mais simples, porque o time inteiro deve estar posicionado para impedir que os adversários entrem no garrafão e busquem rebotes) e “TOT” o total, somando os dois tipos de rebotes anteriores. Apenas 10 jogadores da temporada passada conseguiram mais de 10 rebotes por jogo, menos de 20 conseguiram mais de 9 rebotes por jogo. Isso torna os quase 15 rebotes por jogo de Andre Drummond e os quase 14 de DeAndre Jordan verdadeiramente impressionantes. Com apenas 10 jogadores pegando pelo menos 3 rebotes de ataque por jogo, o fato de que Andre Drummond pega 5 rebotes é ainda mais sensacional. Em média, armadores pegam 3 rebotes por jogo, small forwards 4 rebotes, power forwards 5.5 e pivôs 7.5. Isso ajuda a analisar os jogadores que saem da curva, como armadores que conseguem 10 rebotes ou pivôs que não chegam a 5 rebotes por partida, mostrando a história do jogo. Pivôs com poucos rebotes podem estar arremessando muito de três pontos e deixando o garrafão vazio, podem ter sido obrigados a marcar jogadores no perímetro, ou podem ter perdido o duelo físico com os pivôs adversários e terem sido “empurrados” para fora da luta por rebotes. Armadores com muitos rebotes podem estar recebendo a ajuda dos pivôs do seu time, que estão protegendo o garrafão para que o armador possa alcançar o rebote e já correr para o ataque. Os rebotes, então, ajudam a explicar o estilo de jogo de uma equipe.


AST

“Assist”, ou assistência, é o passe que se torna uma cesta em seguida. Times em que apenas um jogador possui assistências mostra um esquema tático dependente desse jogador para criar espaços e acionar as jogadas. Times com vários jogadores com assistências mostra um jogo mais coletivo, em que a bola gira pela quadra passando pela mão de vários jogadores diferentes em busca de espaço para um arremesso. Times com poucas assistências mostram um ataque mais individual, em que jogadores enfrentam seus marcadores no mano-a-mano ao invés de passar a bola com frequência. Individualmente, armadores principais têm em média 4 assistências por jogo, com todas as outras posições ficando próximas a 1.5 assistências. Apenas 4 jogadores tiveram pelo menos 10 assistências por jogo, com 6.5 assistências já sendo suficiente para o Top 10. Qualquer número acima disso, portanto, já indica uma atuação especial, ainda mais se for de um jogador que não seja um armador, por tenderem a médias bem inferiores.

O número de assistências, entretanto, deve ser visto junto com o de “turnovers”, os desperdícios de bola. Às vezes é possível encontrar uma estatística chamada “AST/TO”, o número de assistências dadas para cada turnover. O motivo para isso é que muitas assistências podem ser conseguidas “forçando” passes, o que acaba gerando também muitos desperdícios de bola que viram contra-ataques. Em geral, é muito melhor perder a bola através de um arremesso ruim que bateu no aro do que errando um passe, pois erros de passe viram contra-ataques com mais facilidade. Os líderes da NBA em dar assistências e cuidar da bola ao mesmo tempo são Mike Conley e Chris Paul, por volta das 4 assistências para cada turnover. Estar por volta das 2.5 já coloca o jogador entre os 20 melhores, com os jogadores que forçam mais passes ficando perto das 2 ou menos.


PF

Não confundir com os “power forwards”. No boxscore são as “personal fouls”, ou seja, as faltas pessoais. Na NBA jogadores são eliminados com 6 faltas, de modo que jogadores que cometem  sua quinta falta tendem a ser poupados no banco de reservas. Jogadores que cometem duas faltas no mesmo quarto também possuem estatisticamente mais chances de estourar em faltas e costumam ser colocados para descansar no restante do quarto para poupá-los. O número de faltas indica se o time é agressivo defensivamente, se o time adversário tentou atacar a cesta e cavar faltas, e explica as possíveis limitações de minutos dos jogadores mais faltosos. Jogadores que costumam estourar com faltas (como DeMarcus Cousins, líder em faltas da NBA) sofrem com seus outros números por passarem menos tempo em quadra do que poderiam.


ST

“Steal”, ou roubo de bola, é a quantidade de vezes que um jogador tomou a bola do adversário numa situação que não seja de arremesso. Desperdícios de bola do adversário que saem pela lateral, ou faltas de ataque, não contam como roubo. Em geral existem dois tipos de ladrão de bola, o que rouba a bola das mãos dos adversários (pressionando o oponente mas com isso aumentando as chances de cometer mais faltas) e o que ataca as “linhas de passe”, ficando atento para tentar interceptar passes no meio do caminho da bola. Em média, todas as posições roubam menos de uma bola por jogo, com apenas os 5 melhores nesse quesito na NBA roubando o dobro disso. Roubar 1.5 bolas por jogo já é suficiente para estar no Top 20, mas roubar menos de uma bola por jogo indica um jogador que não tem qualquer tarefa defensiva na equipe. Apenas cuidado para não confundir roubos de bola necessariamente com boa defesa: alguns jogadores inflam esses números tentando roubar todos os passes e com isso deixando seus adversários livres para pontuar caso a tentativa de roubo falhe.


TO

Os “turnovers”, ou desperdícios de bola, que podem acontecer em passes errados, faltas de ataque, saídas pela lateral ou linha de fundo, e recuos no meio da quadra (após cruzar a linha do meio, o jogador não pode retornar com a bola para a quadra de defesa). Armadores principais tendem a passar mais tempo com a bola nas mãos e a forçar mais passes, o que consequentemente faz com que tenham uma maior média de turnovers por jogo, 1.7, contra os 1.4 de shooting guards e pivôs, e 1.1 dos alas. Jogadores que passam o jogo inteiro com a bola nas mãos ou forçam muitas jogadas costumam ter uma média próxima a 3 turnovers por jogo, que é o caso de muitas das estrelas da NBA. Acima de 4 turnovers (como é o caso de James Harden, Russell Westbrook e John Wall, os três líderes da NBA no quesito) você tem jogadores que erram muito mas que também são responsáveis pelo jogo ofensivo praticamente inteiro de suas equipes, o que aumenta a carga de pressão e a quantidade de erros. Nessa estatística, os extremos são onde encontramos mais informações: um armador sem nenhum turnover numa partida teve uma atuação excepcional; jogadores com 4 ou mais turnovers estão errando demais ou sobrecarregados no ataque; jogadores com 10 turnovers ou mais, o que é bem raro, monopolizaram completamente o ataque e erraram demais no processo. É preciso analisar essa estatística para entender quanto do ataque de um time passa pelas mãos de um jogador, e julgar os turnovers sempre em comparação com a produção ofensiva do jogador, levando em consideração quantas assistências, pontos e lances livres ele criou para chegar em determinado número de erros.


BS e BA

“BS” são os “blocked shots”, os tocos, e “BA” são as “blocked against”, arremessos do jogador que sofreram tocos. Os tocos mostram a capacidade defensiva e a explosão dos jogadores, enquanto os tocos sofridos mostram se um jogador está sendo dominado fisicamente ou se ele está infiltrando demais e recebendo muitos tocos porque a defesa está fechando nele. Jogadores de garrafão que recebem muitos tocos tendem a parar de receber a bola ao longo do jogo; armadores que sofrem muitos tocos em infiltrações estão enfrentando defesas muito físicas ou fechadas e tendem a passar a arremessar mais de três pontos. Ver o número de tocos sofridos conta então a história de como um time sofreu com a defesa adversária e teve que se adequar. O número de tocos dados ao longo do jogo mostra se o time tem como foco proteger o aro, ou se ele prefere defender o perímetro. Analisar o número de tocos e o número de faltas cometidas mostra quão agressiva é a defesa. Em geral, poucos tocos e poucas faltas cometidas mostra ou uma defesa inteligente e coletiva – se sofreu poucos pontos – ou uma defesa lenta e mal organizada – se sofreu muitos pontos.

A média entre armadores e alas fica entre 0.2 e 0.4 tocos conseguidos por jogo, o que mostra que dar um toco é um evento muito mais raro do que o fã eventual imagina. É mais comum, na defesa, tentar ficar parado na frente do adversário do que tentar o toco e correr o risco de perder sua posição e cometer uma falta. Pivôs, pelo contrário, possuem média de 1.2 tocos por jogo, mostrando que ainda têm como função proteger o aro na maior parte dos times. Dificilmente um jogador tem média de mais de 2 tocos por jogo (Hassan Whiteside teve 3.6 tocos por jogo e ganhou um contrato milionário quase exclusivamente por isso), e os bons defensores de garrafão em geral ficam na média de 1.5 tocos por partida.


PTS

Esses são os pontos, somando todas as bolas de 2 pontos, de 3 pontos e lances livres acertados ao longo do jogo. Um jogador da NBA marca em média algo perto de 10 pontos por jogo, mas a média de cada time é bem diferente porque alguns esquemas são mais focados em pontuar muito enquanto outros esquemas são mais lentos, metódicos e eventualmente focados na defesa. Analisar os pontos de um jogador faz mais sentido quando comparamos sua produção com o placar total da partida, seus outros companheiros e os adversários. Vendo o maior pontuador da partida podemos ver quanto do ataque passou pelas mãos dele, quantos erros ele cometeu no processo, quem deve ter defendido esse jogador, quantas faltas esse defensor cometeu na partida, e assim entender sua participação na vitória ou na derrota.


[image style=”” name=”on” link=”” target=”off” caption=”LeBron acompanha o boxscore em ‘tempo real'”]http://bolapresa.com.br/wp-content/uploads/2016/10/LeBron.jpg[/image]

Por fim, é a hora de os totais de cada equipe e compará-los. Se um time arremessou muito mais do que o outro, isso é provavelmente culpa dos turnovers ou dos rebotes de ataque, então podemos ver quem são os responsáveis por isso. Se um time teve muitas assistências e o outro cometeu muitas faltas, podemos ver que um time estava se movimentando muito e que a defesa adversária estava sempre chegando atrasada. Se um time cobrou muito mais lances livres do que o outro, podemos ver quem estava jogando em casa (o que costuma render um pouco mais de faltas favoráveis), ou assumir que uma defesa estava sendo agressiva demais sem muito sucesso.

Tendo certa familiaridade com as médias gerais da NBA, com os líderes em cada quesito e com as médias dos principais jogadores, é possível bater o olho num boxscore e saber exatamente quais foram as atuações fora curva, o impacto que elas tiveram no jogo, os erros e acertos de cada time e as escolhas táticas do confronto. A princípio, podemos ao menos saber como cada jogador se saiu, mas aos poucos o costume com a planilha fica maior e ela passa a ser a melhor ferramenta para se ler a história de um jogo.

O próximo passo do boxscore, quando você já estiver manjando de basquete, é descobrir o que ele NÃO MOSTRA. Foi o que aconteceu na NBA há mais ou menos uma década, quando os computadores, nerds, planilhas e estatísticas começaram a tomar conta do esporte. Como podemos contar o que não está sendo mostrado nesse tal boxscore? Foi aí que nasceram as estatísticas avançadas, dados com outro grau de complexidade que a NBA compartilha nessa sua página. Mas um passo de cada vez, né?

Torcedor do Rockets e apreciador de basquete videogamístico.

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