A troca que não aconteceu mas depois acabou acontecendo só que diferente

Às vezes parece que não há realidade que supere nossa ansiedade. Na NBA os melhores times são aqueles que podem acontecer na próxima temporada, os melhores momentos são aqueles que a gente está roendo a unha de ansiedade para ver e não há momento mais glorioso para comentar do que uma boa troca: jogadores mudam de lugar, times mexem no elenco e o mundo das possibilidades e da especulação cria cenários incríveis.

Mas de tempos em tempos aparece a realidade para chutar nossa bunda, dar um tapa na nossa cara e mostrar que nossa imaginação tem, sim, limites. Algumas coisas simplesmente não são inventáveis. Alguém já imaginou que um dia uma negociação na BILIONÁRIA NBA iria ser cancelada de última hora porque um dos envolvidos errou o jogador que iria receber? Acho que isso só compete com o dia em que Mike Conley quase não conseguiu renovar seu contrato porque tinha fila na xerox e ele ficou perto de não conseguir mandar o FAX a tempo para o escritório da liga.

O que aconteceu com o Houston Rockets?

O que aconteceu com o Houston Rockets?

Chegar ao Jogo 7 da Conferência Oeste e ficar muito, muito perto de derrotar o Golden State Warriors rumo às Finais da NBA confirmou para o mundo que o Houston Rockets era uma das grandes potências do basquete na temporada passada. Sua mistura inusitada de bolas de três pontos constantes, jogadas de mano-a-mano e uma defesa em que todos os jogadores marcam todas as posições mostrou resultados inegáveis e colocou o time sob os holofotes da torcida, da imprensa e, claro, dos demais times da NBA. No caso de jogadores que querem ser valorizados, celebrados e reconhecidos pelo seu talento e esforço, toda exposição é sempre positiva. Mas no esporte, em que todos estão assistindo para conseguir descobrir e posteriormente explorar os seus defeitos, existem malefícios nessa SUPER-EXPOSIÇÃO de ter um time indo tão longe na pós-temporada.

Podcast Bola Presa #189 – Raptors amassa o Warriors; Lakers e Celtics na briga

Bem amigos do Bola Presa, mais um podcast no ar!

Nesta semana comentamos a impactante vitória do Toronto Raptors sobre o Golden State Warriors, que dessa vez arrasou com o rival mesmo jogando fora de casa e desfalcado de Kawhi Leonard. Também falamos sobre a polêmica do Chicago Bulls, que viu seus jogadores acionarem o Sindicato dos Jogadores contra os treinos punitivos do novo técnico Jim Boylen. Por fim, falamos dos dois times mais populares e vitoriosos da história da liga: o LA Lakers aos poucos sobe na tabela mesmo com seus problemas e o Boston Celtics venceu 7 jogos seguidos desde que começou a acertar sua rotação.

No Both Teams Played Hard respondemos perguntas sobre Lonzo Ball, problemas psicológicos provocados pelas redes sociais, cantoras pop, gente que escuta podcast de basquete jogando basquete e o Danilo faz seu trabalho de sommelier de água.

Você pode ouvir este episódio no player abaixo, no Spotify, no seu agregador de podcasts favorito ou BAIXAR O ARQUIVO AQUI!

Neste episódio:
Carinha do Jabá: 1:40
Basquete: 4:33
Both Teams Played Hard: 1:02:40


NEM TANTO NOVIDADE NO AR

Existe uma outra maneira de não só ouvir o podcast, mas de VER COMO ELE É FEITO. Estamos transmitindo ao vivo no YouTube a nossa gravação. O conteúdo é o mesmo, mas os mais apressados e curiosos em ver nossa cara podem acompanhar o nascimento do podcast enquanto ele acontece.

Fazemos a transmissão ao vivo toda quinta-feira à noite no nosso canal no YouTube. Também daremos os links pelo Twitter, Instagram e para quem nos segue no app Fanclic.

Quem tem medo de Luka Doncic

Quem tem medo de Luka Doncic

Em 2003, Dirk Nowitzki já era uma das grandes estrelas da NBA, um pontuador de elite que fazia o mundo inteiro questionar o papel que os jogadores altos deveriam cumprir em quadra. Não é a toa portanto que no draft daquele ano, em meio a uma chamada “onda europeia” na NBA, dois jogadores europeus eram cotados para as 5 primeiras escolhas do draft: Darko Milicic, da Sérvia, e Maciej Lampe, da Polônia. Ambos com mais de 2,11m de altura, deveriam, assim como Nowitzki, aprofundar uma revolução de jogadores de garrafão capazes de correr e arremessar de média e longa distância.

As quatro primeiras escolhas do draft de 2003 aconteceram como todo mundo esperava: LeBron James logo na escolha número um, Darko Milicic na escolha dois, Carmelo Anthony na escolha três e Chris Bosh na escolha quatro. A partir daí, o mais provável era que o Miami Heat, com a quinta escolha, agarrasse a chance de conseguir Maciej Lampe para seu time que carecia tanto de um homem de garrafão – e, curiosamente, também de um armador principal. Mas contra todas as previsões, o que o Miami Heat fez foi escolher Dwyane Wade, nem armador e nem pivô, frustrando sem querer os planos do Chicago Bulls, que tinha esperanças de agarrar Wade com a sétima escolha. Frente a torcedores atônitos, jornalistas começaram a indicar que havia uma dúvida sobre o contrato de Lampe na Europa que poderia estar assustando os times. Como descobrimos futuramente, não passava de um pequeno blefe do Real Madrid, então equipe de Lampe, e seu desligamento para jogar na NBA custou nada mais do que uns trocados. Mas ainda assim seu nome foi sendo ignorado por time após time ao longo do draft. Um dos vinte convidados para estar na Greem Room, a sala presencial em que os jogadores mais “baladados” ficam para apertar a mão do comissário da NBA em frente às câmeras quando são escolhidos, Lampe foi o único que sobrava na sala quando a primeira rodada do draft terminou. Acabou draftado pelo New York Knicks com a primeira escolha da SEGUNDA RODADA, perdendo o contrato garantido e os holofotes que lhe haviam prometido.

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