Como comprar ingressos para a NBA

Assistir a um jogo da NBA ao vivo, dentro do ginásio, é uma experiência transformadora. Realizamos esse sonho no ano passado, quando fizemos uma viagem por New Orleans, Houston e San Antonio – você pode ler mais sobre nossa viagem em um guia de 4 partes disponível aqui.

Para além do basquete em si, que pode ser visto no conforto do lar pela televisão, assistir aos jogos pessoalmente é uma experiência de múltiplas camadas. Para começar, há uma “visão tática” diferente que surge ao experimentar o jogo por novos ângulos, permitindo ver a quadra inteira e assistir a movimentações que, por estarem distantes da bola, não apareceriam na câmera da televisão. Além disso é possível perceber melhor a interação e a comunicação entre os jogadores, assistir dinâmicas do banco de reservas e a reação dos técnicos, numa espécie de visão periférica que torna o jogo maior e mais rico. A isso, soma-se a “materialidade” dos jogadores: poder vê-los para além dos ângulos de câmera e dos closes televisivos tem o poder de nos lembrar de que eles são de verdade, o que torna a força, o tamanho e a intensidade desses atletas muito mais impressionante.

Mas talvez o que mais tenha nos impactado na experiência foi aquilo que existe ao redor do basquete: o ginásio, os torcedores, as cidades e a relação das pessoas comuns com suas equipes. Das senhoras entediadas de New Orleans que passam as tardes papeando nos ginásios aos torcedores apaixonados gritando em San Antonio, foi fascinante descobrir como cada cidade torce – e poder, por alguns momentos, fazer parte disso. Por morarmos no Brasil, muitas vezes nos sentimos muito distantes do universo local da NBA e entrar num ginásio devolve ao esporte um caráter de “normalidade”, de pertencimento. De que a NBA também é nossa.

É por isso que incentivamos demais que todos aqueles que acompanham de perto a NBA e possuem qualquer possibilidade de planejar uma viagem dessas considerem pular de cabeça, podendo assim acompanhar AINDA MAIS DE PERTO e experimentar o que é estar verdadeiramente dentro de um universo que vemos só à distância.

Com o apoio da Hellotickets, montamos então uma série de dicas para facilitar esse processo de ver um jogo da NBA ao vivo!


QUANDO VER

A temporada 2019-20 começa em 22 de outubro de 2019 e termina em 15 de abril de 2020, período conhecido como “temporada regular”. A partir de 18 de abril já estaremos nos Playoffs, com as Finais da NBA entre os campeões de cada Conferência começando em junho.

Durante toda a temporada regular, a experiência que você terá com as partidas é até imprevisível, mas sempre bacana: como cada equipe participa de 82 jogos, é possível que jogadores importantes estejam lesionados ou até estejam sendo poupados após uma sequência de jogos. No começo da temporada, entre outubro e novembro, talvez alguns times ainda estejam em busca de entrosamento e não atuem no seu nível mais alto; perto de abril, muitas equipes estão jogando seu melhor basquete em busca de uma melhor posição na tabela.

Quando planejamos nossa ida aos Estados Unidos, usamos como jogo central um Golden State Warriors contra San Antonio Spurs que, quando aconteceu, estava recheado de lesões; por outro lado, nos surpreendemos com grandes partidas inesperadas no restante da viagem. Muitas vezes vale mais a pena assistir a vários jogos – se aproveitando de cidades vizinhas que possuam equipes de NBA – do que focar a viagem em apenas uma grande partida. Principalmente porque a experiência de acompanhar o jogo é maior do que a presença de algum jogador em particular, eu prometo, então vale esticar essa experiência pelo máximo de vezes que for possível. Como nem todos os jogos da temporada regular são badalados – todo time tem que de vez em quando enfrentar um Phoenix Suns – é possível encontrar ingressos a preços bem acessíveis e se surpreender com a qualidade dessas partidas em qualquer momento do ano.

Para quem só pode viajar nas férias de dezembro, no entanto, existe a possibilidade das rodadas de Natal e de Ano Novo, que são partidas mais importantes, simbólicas, escolhidas a dedo pelo calendário da NBA. Nessas partidas dificilmente os técnicos pouparão qualquer atleta (sob pena de tomar esporro da imprensa e da torcida) e os jogadores tendem a ter grandes partidas para se “apresentar” para o público casual que acompanhará na televisão aberta dos Estados Unidos. Essas partidas, no entanto, são mais caras e disputadas – é preciso comprar ingressos com bastante antecedência!

Para quem pretende viajar no meio do ano ou quer ver o suprassumo do basquete, existe a possibilidade de acompanhar os Playoffs de abril a julho. Mesmo em casos de lesão, todas as partidas importam e o clima de torcida nas cidades é insuperável. No entanto, os ingressos são vendidos aos poucos, conforme as séries vão avançando, e são disputadíssimos pelos torcedores locais – é preciso ficar atento nas datas, comprar rápido e, claro, abrir a carteira sem medo.

Agora, se você estiver nos Estados Unidos em setembro, há também a possibilidade de assistis aos jogos de pré-temporada, que são basicamente amistosos de treinamento das equipes. Dá pra ter uma experiência de como é um jogo, mas em geral as estrelas e os titulares participam pouco ou até mesmo nada, com ênfase para os reservas e os jogadores novatos. Os preços são acessíveis e já dá pra sentir um gostinho do que é um jogo da NBA ao vivo.


QUAIS LUGARES ESCOLHER

Depois de assistir a alguns jogos em lugares muito distintos de diferentes ginásios, posso afirmar com tranquilidade que NÃO EXISTE LUGAR RUIM para acompanhar um jogo da NBA. Não apenas porque estar no ginásio já vale a pena em si, mas porque todos os lugares oferecem uma visão adequada da quadra e ângulos que sempre acrescentam algo ao nosso entendimento “televisivo” do basquete.

Atrás das tabelas há uma distância maior para ver o lado oposto da quadra, mas é possível ver melhor o espaçamento dos jogadores (como eles se afastam um dos outros e o posicionamento nas zonas mortas) e participar da tentativa inútil de distrair os jogadores durante os lances livres, incluindo eventuais bastões infláveis entregues de graça pelos ginásios – e que é mais divertido do que parece.

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Já em regiões mais centrais da quadra dá pra ter uma visão mais próxima da televisão, mas de visão mais ampla. Quanto mais próximo da quadra, mais fica evidente o impacto dos jogadores nas trombadas e nas faltas, mais assustador é o poder físico dos atletas e mais “dentro” do jogo a gente se sente; quanto mais longe da quadra, melhor é a visão tática da partida, a movimentação das jogadas e o papel dos jogadores sem a bola. Para nossa surpresa, mesmo os anéis mais altos dos ginásios oferecem uma visão muito boa da partida, com os detalhes impossibilitados pela distância sendo mostrados continuamente nos telões.

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É claro que quem pode bancar vai querer estar o mais próximo possível da quadra, mas não deixe o medo de não conseguir ver o jogo dos lugares mais distantes te impedir de comprar um ingresso: cada lugar tem suas vantagens e as partidas valem a pena de qualquer ponto do ginásio.


COMO COMPRAR OS INGRESSOS

Quando tentamos comprar nossos ingressos, passamos por uma série de dificuldades. Vários sites e aplicativos exigiam um endereço residencial nos Estados Unidos, outros vendiam ingressos de segunda mão com o nome dos donos impresso neles (o que gera uma insegurança sobre se serão ou não aceitos na catraca) e os restantes cobravam em dólar, gerando os encargos correspondentes. Tivemos ainda a dificuldade de ter que imprimir nos Estados Unidos ingressos comprados por esses aplicativos, o que pode ser fácil se você está num hotel mas se mostrou uma experiência complexa para a gente que escolheu outros tipos de estadia. Por fim, ainda tentamos por pura inexperiência comprar alguns ingressos nos guichês dos próprios ginásios, o que às vezes pode até dar certo, mas que se mostrou uma experiência arriscada – encontramos ingressos esgotados ou caros demais por coisas imprevisíveis, como uma “bubble head night”, partida em que o time oferece bonequinhos de cortesia para os torcedores. Caso tivéssemos comprado esses ingressos com antecedência, teríamos não apenas pagado preços dignos como ganhado um desses bonecos para trazer para casa.

Por isso, a melhor solução disparada é comprar os ingressos com o máximo de antecedência possível – e de preferência com uma opção que ainda não estava disponível quando viajamos, a Hellotickets.

O serviço da matriz Hellotickets tem filial no Brasil, aceita nosso endereço aqui no país na hora do cadastro, cobra em reais sem demais taxas e gera ingressos que você pode apresentar na catraca com o celular mesmo para entrar, sem ter que imprimir. E o melhor de tudo: dá pra parcelar em 6 vezes sem juros, o que torna muito mais fácil para planejar a viagem. É certamente o melhor modo de comprar ingressos para a NBA no Brasil, o mais prático e seguro – e o motivo pelo qual firmamos essa parceria.

Com a Hellotickets dá pra comprar ingressos via site ou aplicativo e ficar de olho nos valores de todas as partidas que possam caber no itinerário da sua viagem, e até mesmo de ingressos de Playoffs no instante em que começam a ser vendidos. A dica é comprar com antecedência para não ser surpreendido e fazer a viagem valer a pena.


QUANDO CHEGAR AO GINÁSIO

A maioria dos ginásios só vai liberar o acesso cerca de uma hora antes dos jogos, às vezes até menos. Ainda assim, recomendamos chegar bem antes disso por uma série de motivos.

O primeiro é que os times oferecem uma série de atividades do lado de fora dos ginásios, com sorteios, shows de música, brincadeiras para crianças, distribuição de brindes, lugares para pintar a cara e afins. Vale a pena nem que seja para ver a movimentação do pessoal, as famílias chegando e o desfile de uniformes obscuros que a galera usa.

Mas o segundo motivo, ao meu ver, é o principal: acesso à lojinha do ginásio. Alguns times fecham o acesso às suas lojas pouco antes dos jogos, por conta delas darem acesso aos ginásios, e outras fecham assim que os jogos terminam por conta da hora avançada. Isso significa que muitas vezes o tempo que sobra para visitar as lojas é DURANTE os jogos, o que é uma péssima ideia não apenas porque você estará perdendo a partida mas também porque a loja estará lotada. Esqueça a ideia de que você vai dar um “pulinho” na loja no intervalo do jogo, porque NÃO DÁ TEMPO; existe uma razão para vermos os assentos vazios na volta para o terceiro período e não, não é descaso, é fila para tudo mesmo.

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A melhor ideia é comprar seus ingressos com antecedência e chegar para os jogos com antecedência também, assim você passa nas lojas do ginásio, aproveita que estão vazias, olha tudo mesmo se não for comprar nada, e depois dá uma volta nas atividades do entorno antes de se acomodar nos seus lugares. Aliás, acomode-se o quanto antes, não apenas para ver os jogadores se aquecendo – o que é MUITO mais divertido do que parece – mas também para assistir às apresentações, que envolvem cachorros treinado, corais de crianças desafinadas e veteranos do exército, por exemplo. Esses “espetáculos” envolvem apresentações de moradores locais e são uma excelente maneira de espiar a relação dos times com a cidade que os acolhe – é uma dose de cultura local na veia para entender que os times da NBA não flutuam no vácuo, que eles existem num contexto cultural e geográfico específicos.


Viajar e assistir a uma partida de dentro do ginásio é inesquecível para os fãs da NBA – pode ser partida dos Playoffs ou de pré-temporada, na lateral da quadra ou no último assento da parte mais alta do ginásio, com grandes estrelas ou com os reservas de fundo de banco. O que importa é chegar cedo, experimentar a dinâmica, a cultura, o espetáculo, e se surpreender com a quantidade de informações e percepções novas que assistir ao jogo pessoalmente pode trazer. Restaram dúvidas? Quer contar sua experiência com a NBA ao vivo? Ficou animado com as facilidades que a Hellotickets oferece para nós fãs brasileiros? É só comentar abaixo e vamos trocando nossas experiências!

Esse texto foi produzido graças a uma parceria entre o Bola Presa e a Hellotickets.

Torcedor do Rockets e apreciador de basquete videogamístico.

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