#AlinneNoBolaPresa

#AlinneNoBolaPresa

Já ouviram o Podcast #95 que saiu na última sexta-feira? Então corram lá! Queremos sua ajuda para fazer do episódio 100 o melhor de TODOS OS TEMPOS. Ou o melhor dos últimos 100, já está bom assim.

Precisamos da ajuda de vocês em TRÊS fronts. Vamos lá:

1. Mande seus depoimentos em áudio: Já teve alguma pergunta respondida pela gente? O que aconteceu depois? Passou por uma situação tipo a daquele cara que tava ouvindo o podcast com o fone de ouvido desconectado no trabalho enquanto falávamos absurdos sobre ‘jovens senhoras’? Escutar o podcast animou ou momento ruim ou melhorou um que já estava bom? Nos escuta enquanto trabalha em uma locadora de filmes? Nos conte e você entrará no Podcast 100!

Os áudios podem ser enviados via Facebook, na nossa página, ou direto no bolapresa@gmail.com


2. Mande perguntas para o Both Teams Played Hard: Isso é fácil, vocês fazem toda semana. O formulário está aí na barra lateral. Se forem perguntar relacionadas ao podcast, melhor. Teremos nosso momento egocêntrico para celebrar a centésima edição.


3. Ajude a fazer a Alinne Moraes participar do nosso podcast: Mesmo após 9 anos de blog e 100 edições de podcast, a melhor atriz deste país não sabe ainda que tem a HONRA de ser a MUSA do Bola Presa! Isso não pode ficar assim.

Quem escutou o último podcast já está lá no Instagram dela com o a hashtag #AlinneNoBolaPresa. Entre lá, coloque também a sua mensagem e avise-a de que ela é querida por este humilde blog. Coloque o link deste post, se ajudar =)

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Sejamos sinceros, sabemos que a Alinne tá ocupada demais para nos ajudar! Mas vocês, não!!! Mandem os áudios, as perguntas e façam parte do episódio 100. 

O Both Teams Played Hard é nossa seção de perguntas e respostas. Para mandar sua pergunta sobre qualquer assunto, de NBA a relacionamentos, de futebol a física nuclear, use o botão vermelho com a carinha do Rasheed Wallace que aparece ao lado dos destaques em nossa página inicial. Ou envie direto para bolapresa@gmail.com

Pergunta da Rodada

Chukwudiebere Maduabum
Estou lendo os posts antigos do Bola Presa e isso influencia as 2 primeiras perguntas, então vamos lá:
1- Eu não sei se mais pra frente vai rolar um post falando do porque do fim do ‘desconhecido do mês’, mas se não tiver, porque parou e essa temporada não rola de voltar não? É muito boa!! Ainda mais vendo depois!!

2- Nesse post o Danilo fala que não tem stats pra provar, mas por análise ele fala que o Spurs é o melhor time defendendo pick n’ rolls… Como tá a lista de melhores defensores de pick n’ rolls hoje? E quão bom é o Spurs defendo pick n’ rolls?

3- Tava viajando aqui e pensei numa coisa…
Se os times tivessem direito a oferecer o máximo apenas pra um jogador e de 85%-90% do máximo que o respectivo jogador possa receber, e daí ninguém pode passar de 80%, a liga ficaria mais equilibrada ou não faria tanta diferença?
2 exemplos: 1º O Kobe recebe o máximo, então o D12 não poderia renovar pelo máximo, e não sei qtos % do máximo o Gasol recebe, mas dependo o Howard teria que baixar muito o salário pra continuar no Lakers.
2º O Big Three de Miami assinou por um contrato baixo, não impediria a formação do trio…

4– Peguei a fórmula de posses no Basket-Refs e queria saber o que o resultado oferece mais ou menos (tipo, o resultado é do jogo ou de cada time, em que eu posso usar ele) e se vc tem o nº de posses de uma determinada partida da NBA e me passsar pra eu ver se estou fazendo certo… E depois, se tiver de bobs, podia fazer um post falando dessas stats ai do Bskt-Reference, falando quais dão pra fazer com o Boxscore normal de um jogo…

Denis: (1) Sei lá porque parou, mas necessitava uma boa dose de pesquisa e horas gastas nos confins da internet. Mas acho que vou tentar voltar nessa temporada, um post por mês não mata ninguém. Vou começar a pesquisar uns jogadores pouco conhecidos que tenham histórias legais. De qualquer forma, legal demais que tem gente que fica fuçando nossos posts antigos!

(2) Ixi, isso é de 2008, na época não tinham números sobre pick-and-roll mesmo. Mas curioso que na temporada passada o Spurs foi um dos piores times (o pior dos Playoffs) defendendo essa jogada. Na temporada passada o Boston Celtics foi o melhor time defendendo o pick-and-roll quando a bola era finalizada pelo jogador que conduz a bola (35% de aproveitamento, 0.7 pontos por posse de bola). Já o pick-and-roll quando finalizado pelo jogador que fez o bloqueio foi melhor defendido pelo NY Knicks (44% de aproveitamento, 0.87 pontos por posse de bola). Tudo segundo dados do SynergySports.

(3) Nessa regra era capaz de jogadores se reunirem e então decidir que todos topariam só 90% do máximo, formando assim outros Big 3, Fab 4 ou qualquer outra combinação de grandes estrelas. Disse isso mil vezes e repito: A NBA é uma liga disputada e competitiva e não faz sentido querer inventar mais mil regras para forçar a barra. E se jogadores bons quiserem jogar juntos eles vão dar um jeito, sempre foi assim e ainda bem que eles tem esse direito de escolha.

(4) O número de posses de bola é de cada time. Acho que se você gosta das estatísticas avançadas descritas no Basketball-Reference a melhor coisa que você pode fazer é acompanhar as rodadas pelo Boxscore do HoopData. Lá eles mostram o número de posses de bola de cada jogo e detalhes avançados de rebote (Rebound Rate), arremessos (TrueShooting%), distância dos arremessos tentados, Usage Rate e todas essas coisas. Esse aqui é o do último jogo da Final, por exemplo.

 

 

Pedro1!!1
O que vocês acham do humor de caras como Rafinha Bastos e Danilo Gentili? Vocês acham que fazer piadas sobre loiras burras e portugueses burros nos dá o direito de fazer piadas sobre negros ou piadas sobre o holocausto? Essa visão de humor faz sentido pra vocês?
Denis: Acho que existe uma pressão surreal sobre os comediantes de hoje em dia. Muito por culpa deles, claro, que querem abraçar o mundo. Eles aparecem na TV trocentas vezes por dia, fazem stand-up, aparecem em comerciais, soltam vídeos na internet e querem atualizar Twitter e Facebook o tempo todo. Simplesmente é impossível ser engraçado o tempo inteiro, não dá. E aí no desespero, por falta de opção, acabam soltando algumas piadas ruins e outras excessivamente preconceituosas e forçadas. Eventualmente dá no saco. Sobre ofender alguns grupos, tem dois lados: Por um alguém sempre vai se ofender, se tem uma enfermeira de personagem no Zorra Total lá vai a Associação Brasileiras de Enfermeiras reclamar e ameaçar processo. Mas por outro lado tem momentos que não precisam forçar a barra, algumas piadas são tão ofensivas que as pessoas comentam só por ser polêmica e não por ser engraçada. Alguns humoristas tem essa veia artística de querer chocar mais do que fazer rir. É um direito deles e pode ser legal, mas eventualmente vai dar merda.

 

Matheus Sales
Na offseason passada vi um de vcs dizendo que iam começar a acompanhar NFL por causa do medo de um locaute na época… Queria saber se começaram á acompanhar mesmo, se gostaram da liga, time preferido, QB favorito ou ainda é bem melhor ir baixando jogos antigos da NBA?
Denis: Não consegui ver NFL. Tem uns jogos legais, uns momentos históricos interessantes e entendo quem goste. Mas mesmo assim não sobrevivo a um jogo inteiro, eita coisa enrolada. Prefiro muito mais os documentários que volta e meia passam falando sobre jogos famosos do passado.

 

thiago batista
Qual o orçamento que vc considera ideal para que as equipes de basquete do brasil evoluam 3vzs mais o seu basquetebol ? peço numero em milhoes. Vc acha que a entrada de times popularmente do futebol como palmeiras e sport, podem dar o up que faltava no basquete nacional? envie tbm pra terminar por favor uma lista dos 10 campeonatos de basquete mais fortes do mundo. PS: Se a NCAA superar algum campeonato ou D-league, inclua tbm. Forte Abraço admiro mto vcs!!
Denis: A pergunta é engraçada por você colocar basquete do Brasil e milhões na mesma frase. Quase ninguém no Brasil alcança essas cifras em patrocínios ou investimentos. Para o basquete evoluir 3 vezes mais são necessários melhores times de base (mais espalhados pelo Brasil, não só em SP de preferência) e muito mais campeonatos das categorias menores. Isso significaria revelar mais e melhores jogadores. Com esses jogadores formados aí tem o desafio de fazer a transição para o profissional, que acho que é o maior problema do basquete brasileiro atualmente. Hoje, quem consegue vai melhorar no exterior, mas a maioria aqui fica mofando como reserva de qualquer time mediano. Com 20 anos não jogam mais a Sub-19 (juvenil) e nem tem jogo ainda pra entrar na rotação de um time adulto. É nessa faixa etária que muita gente desiste, vai fazer faculdade, trabalhar com outra coisa e deixa o basquete de lado.

Essa categoria intermediária é o que o Brasil

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mais precisa. Com isso poderá ter melhores jogadores e, consequentemente, melhores campeonatos e resultados. Talvez essa faixa intermediária seja o lugar ideal para formar novos técnicos também, atualmente parece que não existem 15 bons técnicos para preencher todo o NBB. Sobre times de futebol, não creio que eles sejam tão necessários assim. O basquete cresceria com investimento e torcida. Os times de futebol podem oferecer isso, mas não tem que ser eles de qualquer jeito. Existem muitos exemplos por aí de times sem ligação alguma com time de futebol que fidelizou uma torcida apenas pela combinação de bons resultados e organização.

Por fim, os 10 melhores campeonatos do mundo? Difícil, não é minha praia. Mas considerando investimento, times fortes e representantes em campeonatos continentais dá pra colocar as ligas da Espanha, Itália, Lituânia, Turquia, Grécia e Rússia como as melhores da Europa. A da China está crescendo, mesmo sem nunca ter visto um jogo de lá eu chutaria que ainda não alcançou um Top 10 mundial, embora o investimento seja para isso. Ainda na Ásia eu sei que a liga das Filipinas investe bastante em jogadores gringos, mas não sei se o resultado é decente. Nas Américas a Argentina tem alguns poucos times absurdamente fortes, mas dizem que o campeonato não é tão equilibrado. No México o campeonato nacional está crescendo horrores nos últimos anos, vale a pena ficar de olho para daqui uns anos. A D-League acho complicada porque os times mudam muito, jogadores vão embora de repente. Não sei se tem times tão bons assim, mas certamente tem ótimos jogadores. Já a NCAA é outra categoria, outra faixa etária, difícil comparar.

 

Alcindo
O Varejão já fechou 8 temporadas pelo Cavs, ele é querido pela torcida, tem aquela coisa dá raça e tem médias decentes, vocês acham que seria possível ele ter a camisa aposentada ? (Não pelo talento em si, mas pela conexão dele com o time e torcedores)
Denis: Acho que existe uma chance disso acontecer sim. Alguns times são bem chatos com suas homenagens, como o Lakers, que só aposenta camisas de jogadores muito acima da média. Outros, como o Boston Celtics, premiam caras menos espetaculares, mas acabam favorecendo os que ganharam alguma coisa. Atualmente no Cavs eles tem aposentadas os números 7 (Bingo Smith), 22 (Larry Nance), 25 (Mark Price), 34 (Austin Carr), 42 (Nate Thurmond) e 43 (Brad Daugherty). Na lista tem lendas de lendas da NBA como Nate Thrumond até caras que nunca foram a um All-Star Game como Bingo Smith. Em comum só o fato de terem passado quase uma década em Cleveland. Se o Varejão coroar sua passagem por lá com mais algumas idas aos Playoffs, ganhar mais reconhecimento com indicações ao time de defesa da temporada e continuar sendo tão querido pela torcida ele tem boas chances de ser imortalizado por lá. Bônus se por acaso ele acabar se aposentando em Cleveland, caras de carreiras longas e que só jogam por um time são cada vez mais raros.

 

José
Entao caras é o seguinte… namoro com uma garota da minha idade faz mais de 2 anos, gosto muito dela, muito mesmo, e ela acho ate mais que eu pelo que ela demonstra. Mas tipo ela nao é qualquer uma, é aquela garota especial sabe?! Diferente das outras. Aquela mulher pra casar (obviamente, nao quero fazer isso em pelo menos 10 anos). Nosso relacionamento é daqueles diferentes, é especial, esta muito longe de ser do tipo superficial, e eu amo isso. Tenho 16 anos, e, obviamente, tenho muita coisa pela frente ainda. O problema é que as outras meninas me deixam louco cara… Sou mais ou menos de aparencia e até bom de papo, tipo se eu quiser eu sei que uma hora ou outra eu fico com quem eu quero… Obviamente, nao aquela deusa né, mas as que eu fico me mordendo de vontade eu sei pego, e, detalhe, moro sozinho e ae fica muito facil… Porém nao queria nem pensar nisso, minha namorada faz tudo e mais pra mim, é muito dedicada, me ama demais e tals… Mas porra, eu tenho só 16… Sei que tinha que aproveitar essa idade e, digamos, iniciar a vida sexual de varias garotas qe eu fico me mordendo, e isso seria maravilhoso para mim né (pra qualquer homem). Mas por outro lado quero ser fiel a ela, e fico triste de pensar isso. Nao sei o que fazer, tem horas qe fico louco pra chamar a meninada aki em casa e aproveitar esse tempo(tudo escondido, claro, nao quero terminar o namoro) mas em outras fico puto comigo mesmo por querer isso e nao levar em consideracao o que ela faz e pensa de mim. Me ajudem a tomar uma decisao! Obrigado
Denis: Antes de mais nada… você mora sozinho com 16 anos?! Caralho! Você é um personagem da Malhação? A verdade é que você perdeu, amigo. Você quer duas coisas que entram em conflito, então já vá se acostumando com a sensação de derrota para o resto da vida. Se você resolver tacar o puteiro, vai aproveitar muito, pegar um monte de mulher mas aí vai (1) viver com culpa e com medo de ser pego o tempo inteiro ou (2) ser descoberto e passar a vida pensando que perdeu uma garota especial. Se você se comportar vai (1) envelhecer ao lado dessa garota e pensar que sua vida sexual foi limitada ou (2) ela vai terminar com você daqui uns anos e você vai achar que ser bonzinho não serviu pra nada.

 

conecrew420
O que estão achando da novela Avenida Brasil?
vcs farão algum artigo sobre as paraolímpiadas?
Por que vcs tem essas fotos do Rashard Lewis?
Quem joga no Pan-americano?
Denis: (1) Melhor novela da história. Se não estragar no final entra no seleto grupo de A Favorita e Roque Santeiro. (2) Não, dessa vez não tem cobertura paralímpica como em 2008. (3) Se você confundiu Rasheed Wallace com Rashard Lewis está bloqueado do Bola Presa. (4) Atletas nascidos no continente americano.

 

Thales
A Microsoft jogou no ralo o Paint. Vocês vão conseguir viver com isso ???
Denis: Perturbador. Mas parece simpático o resultado! Xingam a Microsoft quando ela insiste nas coisas de sempre, xingam quando tentam mudar. Eles tem que inovar e arriscar mesmo, vai que um dia até acertam até no Internet Explorer. O importante mesmo é o Wordpad nunca morrer, esse é meu xodó.

 

Pedro
Pooo, posta ai sobre o Princeton Offense, to ansioso aqui… Falaram que iam postar e agora venho todo dia aqui checar pra ver se saiu e nada :(
Denis: Calma, mano! Já estou fazendo, mas não fica pronto assim do nada.

 

André
Qual o contrato máximo que pode ser oferecido na NBA hoje???
Denis: Nas atuais regras do novo CBA assinado na ano passado, o contrato máximo da NBA é de 25% do Teto Salarial para jogadores nos seus primeiros 6 anos de NBA, 30% do Teto para jogadores entre 6 e 10 anos de liga e 35% do teto salarial para jogadores com mais de 10 anos de experiência. Nessa temporada isso significa que o primeiro ano de um contrato máximo para um jogador com mais de 10 anos de NBA seria de 19 milhões de dólares.

 

FM
Qual a diferença entre Salary Cap e Luxury Tax Level?
Denis: Salary Cap é o teto salarial da NBA. Porém a NBA é boazinha e os times podem ultrapassar um pouco esse teto sem precisar pagar multas (apenas recebem algumas poucas restrições). Quando o time ultrapassa esse segundo limite, o Luxury Tax, o time paga multas para cada dólar gasto a mais.

 

Pedro Orcino
Olhando umas estatisticas na Basketball reference sobre as estatisticas dos “Finals MVP” me chamou MUITO a atenção como Wes Unseld conseguiu esse importante prêmio com números de 9 PPG e 11.7 RPG. Voces sabem exlicar isso?
Denis: O Wes Unseld era um daqueles caras que não mostravam tudo nas estatísticas. Ele era o líder do time, capitão, ótimo reboteiro e que tinha ótimo passe para puxar contra-ataques logo após pegar o rebote. Ele também foi quem marcou o ótimo Jack Sikma, bom pivô do Sonics na final. Outro motivo foi que o outro candidato a MVP, o Elvin Hayes, cometeu alguns erros críticos durante os Playoffs, como sair com 6 faltas com 10 minutos restantes para o fim do Jogo 7. Quem assistiu a Final de 78 afirma que Unseld foi mesmo o melhor jogador em quadra.

 

Alysson Elias
A pergunta que não quer calar, o Danilo morreu???
Denis: Toda semana essa pergunta… Eu já disse que sim e vocês insistem em repetir. Dá pra respeitar meu luto?

 

Antônio
Seguinte, eu to com uma dúvida cruel. Uns dias atrás eu fui pro aniversário de uma amiga e encontrei uma mina que era muito minha amiga, mas eu disse que gostava dela e ela reagiu muito mal, a gente mal se fala agora. Ela tava com o atual namorado e sempre que eu vejo ela fico muito puto e frustrado de nunca ter pegado ela. Ela chegou e ficou trocando ideia com amigos em comum e eu não tinha pra onde correr. Daí comecei a puxar papo com uma guria muito gata que eu não conhecia, ela era irmã da aniversariante e mora em outra cidade, e passei a me interessar pela guria, mas ela era muito gata! A gente ficou conversando quase a festa inteira, já que eu não queria encontrar meus amigos que estavam junto com a guria que eu gostava e do namorado dela. Tive várias oportunidades de chegar na irmã da aniversariante mas quando tava criando coragem minha carona falou que ia embora. Essa guria tava mesmo afim de mim? Tipo, eu até me garanto, mas ela era muito gata. Ela tava dando mole ou só tava sendo simpática? Já que ela não conhecia quase ninguém na festa, só a irmã. A gente dançou e ficamos bebendo no mesmo copo! Eu dei mole ou não?
Denis: Bom, como dizer? Er… sim, você vacilou grandão. Porque o único jeito de saber se ela tava te dando mole ou sendo simpática era tentando alguma coisa! Você morreu na dúvida e nem teve a chance sempre deliciosa de fazer ciúme na outra garota por estar pegando uma outra muito gata. E eu entendo o sentimento, às vezes uma garota muito bonita intimida, parece pegadinha, mas você já tinha feito o mais difícil que era quebrar o gelo e passado toda a festa de papinho. Da próxima vez vai pra cima da irmãzinha e deixa essa mala sem alça que tá namorando de lado.

 

Guilherme
Vocês já receberam alguma proposta pra levar o Blog pra um portal como aconteceu com o Bala na Cesta? Se não, vocês aceitariam?
Denis: Não recebi, mas claro que aceitaria. Qual o problema em receber para fazer o que já fazemos aqui?

 

Giant
Pra vcs diga três músicas boas para jogar basquete
Denis: Pronto, acabei de dizer pra mim três músicas.

 

Alinne Moraes
Estou linsongeada por tudo que ja fizeram por e queria agradecer todo o carinho que vocês tem por mim.Obrigado a vocês Denis e Danilo são os fans que fazem agente querer trabalhar estou muito feliz em saber que sou muito adimirada. Mais uma vez obrigado.
Denis: Eu realmente espero que a Alinne Moraes saiba escrever “lisonjeada”, “admirada”, “a gente”, “fãs” e que escreva “obrigada” ao invés de “obrigado”. Bola Presa S2 Linne

 

Agente FBI … ops.. JOHN
Onde vcs pegam as fotos que vcs postam? Jogam no google e pegam qualquer uma ou vão em sites específicos? Existem problema de direitos autorais? Pergunto isso pq sempre tive curiosidade e acho as fotos que vcs botam mt picas (as legendas entao, nao preciso nem falar). ABS
Denis: Olá, Agente. Todas as fotos do Resumo da Rodada eu pego no Yahoo! e nos detalhes da imagem tem autor e veículo. As outras eu digito no Google e fico rolando e rolando a página até achar algo interessante. Acho que cometo crimes de direitos autorais fazendo isso, mas ninguém me prendeu até agora. As legendas saem da minha cabeça mesmo, não tem Gina Indelicada kibando nada.

 

Fábio Carvalho
Vi recentemente o filme Unguardable, que conta a história do Chris Herren (ex-nuggets e celtics). Como nunca tinha ouvido falar nele, fui procurar vídeos no youtube e só achei o famoso arremesso sem um dos tênis contra os Lakers e nada mais. Enfim, como nao consegui achar muita (até porque acho que nao jogou nem duas temporadas completas), a pergunta é: vocês lembram dele jogando em 2000 e 2001? Era apenas mais um jogador “mediano”? Ou o que mais impressionava mesmo era ele sequer conseguir ficar em pé depois de tanta droga? Vi que ele nao teve grandes “stats” e era até bem baixo (6-2) para a NBA. Abs!
Denis: Não vi esse documentário sobre o Chris Herren, é bom? Lembro pouco dele, não era das coisas mais fáceis ver jogo do Nuggets em 2000. Mas aquele time não era muito bom, se ele não ficava nem 15 minutos em quadra é porque não tava jogando grande coisa. Mas a carreira dele já estava zoada na faculdade, quando se envolveu com cocaína e heroína, deu até muita sorte de ter sido escolhido no Draft. Era difícil que se recuperasse justamente quando ficou mais rico e famoso.

 

Danilo Pedrosa
Curry, Thompson, Barnes, Lee, Bogut – Com Landry, J.Jack, Rush, Biendris, R. Jeferson…Dá pra acreditar pelo menos em playoffs ou tô sendo mto otimista com o Warriors?
Denis: O time é muito bom no papel, mas não são assim todos os times do Warriors nos últimos anos? O problema deles já foi entrosamento, defesa, contusões ou tudo isso misturado. Se Mark Jackson organizar esse time e se Stephen Curry e Andrew Bogut não se machucarem eles podem surpreender.

 

G. Rodrigues
O que esperar do Bulls nessa temp. sem D.Rose? E por que nenhuma grande estrela quer jogar em Chicago?? Sera que eles tem medo de não serem a grande estrela do time (ja que o posto é do Rose) e nunca serão a Estrela maior da franquia, ja que não tem como superar MJ #23? Vlw é admiro muito o trabalho de vocês (ou seu no caso, ja que o Denis não anda postando rs).
Denis: Pô, só eu posto e ainda tenho que ler que não ando postando. Tá difícil assim, mano! O Bulls não tem espaço para assinar novos jogadores, o espaço salarial está todo comprometido com Derrick Rose, Carlos Boozer, Joakim Noah e Luol Deng, então uma estrela só poderia ir lá ganhando salário de mixaria (mais do que eu e você juntos nos próximos 10 ano). O argumento de não ser o maior da franquia não cola tanto, as pessoas vão para o Lakers mesmo sabendo que não serão maiores que Kobe na atualidade e nem que Magic Johnson na história.

 

Rodrigo_BoladoNBA
Eae galera do bola presa gostaria que voces fizessem um post faldn ode como era a NBA na epoca que voces começaram a ver e mande um abraçao pra comunidade do Orkut NBA Basketball
Denis: A NBA era pior do que é hoje e mais difícil de acompanhar, só melhorou. Abraço para a comunidade do Ork… ainda existe Orkut?! Ainda bem! Parabéns aos resistentes.

 

Bruno Lins
Qual o sentido da regra dos 3 segundos no garrafão? não sei porque criar uma regra dessa…
Denis: A regra impede que um pivô fique lá parado embaixo da cesta o tempo inteiro. O jogo teria menos movimentação, menos velocidade, menos bandejas e menos enterradas se tivesse sempre um gigante parado lá.

 

Yuri
Algum pivô draftado apenas pelo potencial físico (Hasheem Thabeet, Kwame Brown etc) já virou realmente um superstar na liga?
Denis: Dwight Howard serve?

 

Pergunta bônus recebida minutos antes da publicação
Anônimo
A minha tia, perguntou por que quando ejaculam na boca dela o gosto demora pra sair? E o gosto é doce ou salgado?
Denis: Dos grandes momentos da TV brasileira

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E como sempre, a chatinha do Altas Horas dá a resposta padrão pra qualquer pergunta: “Pode ser que sim, pode ser que não, mas usem camisinha”. Até sexo querem deixar chato! Especialista mais fajuta da história. Em resumo o gosto varia de acordo com a alimentação, gordura corporal, idade e até quanto tempo o homem não goza. E é forte e espesso, por isso que fica tanto tempo o gosto na boca. De qualquer forma, a lista abaixo é a melhor resposta para o tema que achei na interwebs:
– os europeus, geralmente têm o esperma mais azedo;
– africanos lembra levemente o mel;
– asiáticos, sem gosto algum;
– norte-americanos, lembra ketchup com vinagre
e o esperma brasileiro, ah, este sim, é uma deliciosa salada universal, um gosto moreno de safadeza que desce rebolando, e logo após o esôfago já deixou saudade.

Encerramos por aqui.

>Um fim necessário

>

As maiores mãos do mundo agora acenam adeus

Foram 23 anos como técnico do Jazz. É quase o dobro da idade do Justin Bieber, é mais do que a idade da maioria dos nossos leitores, é mais do que a idade da maioria dos novatos que entram atualmente na NBA. Quando começou a treinar o Jazz, a Emma Watson sequer tinha nascido, e convenhamos que um mundo sem a Emma Watson não faz nenhum sentido. Faz tanto tempo que o Jerry Sloan estava no comando do Jazz que chegamos a pensar que era uma monarquia, que o cargo só seria abandonado quando ele morresse e seria assumido pelo seu filho, herdeiro do trono. Por isso tem gente dizendo que é a morte de uma era, o fim dos tempos, o apocalipse. Por ser o técnico que passou mais tempo em uma equipe em toda a história dos esportes americanos, imaginar Jerry Sloan fora do Jazz é sinal de horror para muita gente. Mas foram 23 anos, gente. Uma hora, tudo na vida dá no saco.

Jerry Sloan foi um gênio, daqueles que a gente usa para provar que prêmios e títulos são bobagem. Nunca foi campeão da NBA e nunca ganhou um prêmio de técnico do ano (se tivesse ganhado teria sido vítima da maldição e demitido no ano seguinte), mas sua carreira como técnico é fantástica. Comandou o Jazz em duas finais de NBA contra o Jordan, em 97 e 98, e só perdeu porque usar o Jordan é apelação. Treinou um dos melhores times de todos os tempos, com Malone e Stockton. É o terceiro técnico com mais vitórias na história da NBA. E o mais impressionante é a consistência: foram 13 temporadas com mais de 50 vitórias, e apenas 3 temporadas em que seu time não ganhou pelo menos metade dos jogos. Com tudo isso, foi parar no Hall da Fama mesmo estando ainda em atividade. Nenhum título, nenhum prêmio, mas ele sempre esteve lá treinando times incríveis e vencedores mesmo quando o elenco não ajudava, as contusões se acumulavam e os donos da equipe mandavam bons jogadores ou escolhas de draft embora para economizar dinheiro. Lembro de um Jazz horrível, sem nenhum jogador decente, que tinha o porcaria do Raul Lopez na armação e mesmo assim ganhou 42 jogos com atuações incríveis do armador. Lembro do Raja Bell ser longamente improvisado de armador e mesmo assim o time funcionar direitinho. Na época eu dizia que um macaco de circo seria um armador genial no esquema do Jerry Sloan, desde que ele conseguisse aturar o técnico.

Porque o Sloan é um gênio velhinho e todos nós sabemos que os gênios e os velhos são muito chatos. O Sloan obriga os jogadores a colocar a camiseta por dentro do calção, proíbe o uso de faixas na cabeça nos jogos e de celulares nas viagens da equipe. Quem entra em quadra pelo Sloan é quem se esforça mais, quem treina mais e quem obedece mais. Muitos jogadores talentosos como Andrei Kirilenko já mofaram no banco de reservas enquanto Matt Harpring, sem nenhum talento, dava cabeçadas em outros jogadores. Talento sempre foi secundário perto do esforço, o Jerry Sloan vem de uma infãncia difícil e valoriza dedicação e força de vontade acima de tudo. Por isso seus times são tão chatos de enfrentar, lutam até o final e mantêm o plano de jogo. No começo dessa temporada, o Jazz cansou de vencer jogos no final depois de perder por mais de 20 pontos. Coloquem o elenco do Cavs nas mãos do Jerry Sloan e eles não perderão 26 partidas seguidas porque antes disso acontecer terão matado a facadas os adversários. Tudo isso, claro, apoiado por um estilo de jogo rígido e eficiente, baseado em bandejas, pick-and-rolls e pouquíssimos arremessos de três, com pouca frirula e nenhum arremesso forçado. Quem sai do plano vai pro banco.

Com esse tipo de rigidez, é bem óbvio que o Jerry Sloan arrumou encrenca com muitos jogadores ao longo de seus 23 anos de Utah Jazz. As histórias podem não estar aí, podem não ter ido parar na Contigo!, mas os confrontos aconteceram. Teve muito jogador descontente no banco, muita bronca por cagada feita em quadra, muito jogador querendo fazer o que bem entendesse e tomando surra de chibata. Por isso, os boatos de que o Sloan resolveu abandonar o Jazz por causa das brigas com o Deron Williams me soam completamete absurdos.

Na partida contra o Bulls, na quarta-feira, Deron Williams desobedeceu o técnico em quadra e os dois bateram boca no vestiário, com gente dizendo que tiveram que segurar os dois pra não sair porrada (já pensou um soco das mãos gigantescas do Jerry Sloan?). O Deron disse que discutiram mas que não foi nada de mais, que os dois já tinham brigado mais feio antes e que outros jogadores também já tinham confrontado o técnico com mais violência antes. Ou seja, mais uma discussão na lista de bilhares de um técnico severo. Normal, quando um técnico quer estabelecer uma filosofia desse tipo em uma equipe, proibindo até coisas idiotas como faixa na cabeça, está pronto para enfrentar resistência, confronto e insatisfação. Sloan já lidou com isso por 23 anos, não há razão para imaginar que a discussão com Deron Williams tenha sido tão pior assim. Pelo jeito, ele só está de saco cheio. Sem Boozer, o Jazz tem dificuldades em estabelecer um jogo de meia distância e o pick-and-roll. Está brigando pelas últimas vagas do Oeste, perdendo jogos que deveria ganhar, cheio de altos e baixos nos últimos anos. E o Deron Williams é competitivo, se acha fodão, e quer ter mais liberdade nas mãos. O Sloan juntou tudo isso num pacote, viu que estava passando Big Brother na tevê, e resolveu tirar férias. É justo.

Realmente, Deron Williams é um armador bom o bastante para fazer mais em quadra do que faz atualmente pelo Jazz. Nas partidas em que o Jazz virou o jogo no segundo tempo durante essa temporada, todas foram mérito de um surto criativo do Deron, de ele colocar a bola debaixo do braço e resolver sozinho – ou seja, foram vitórias da desobediência. Jerry Sloan é um dos melhores técnicos que já existiram, é um gênio e está no Hall da Fama antes mesmo de se aposentar. Mas não é por isso que seu estilo não pode ser questionado, que cada situação não deve ser analisada individualmente. Sloan é o técnico ideal para comandar esse Jazz atual, para ensinar Deron Williams, trazer estabilidade a esse time? Talvez não – e isso não é nenhuma heresia. Ficar no time por 23 anos tornou proibido discutir se seria melhor o Sloan tomar outros rumos, e todos os times deveriam discutir continuamente se mudanças são ou não necessárias. Sem o Boozer em quadra e com o jogo de meia distância de Millsap e Al Jefferson tão abaixo do que se esperava, talvez fosse hora de mudar os planos de jogo e deixar Deron arremessar mais, jogar de costas para a cesta, usar o corpo contra os armadores adversários que são sempre menores do que ele. Talvez o time funcione melhor com mais liberdade, usando a criatividade do Deron, talvez o time precise da mudança de ares, de celular nos ônibus, da chance de provar que podem vencer mesmo sem o técnico Hall da Fama. Ou talvez o time simplesmente piore e desande de vez sem a tutela do melhor técnico de sua história. De todo modo, o importante é que agora o Jazz pode debater isso abertamente, pode escolher se mantém o mesmo rumo ou se toma caminhos diferentes. Com Sloan, nada era questionado. Agora, o Jazz pode pensar, matutar e tomar decisões. Por melhor que fosse Jerry Sloan, acho essa rigidez um preço alto demais a se pagar, e o time já estava há tempos demais nesse limbo eterno de se classificar para os playoffs com certa facilidade mas não ter nenhuma chance de título. Agora o time vai ser mais maleável e, quem sabe, simplesmente feder. Isso por si só já seria o bastante para injetar talento novo na equipe e romper o atual ciclo.

Os leitores do Jazz, que adoram tacar cocô na minha cabeça e sabem onde eu moro, vão dizer que eu sou herege. Na verdade sou um grande fã do Jerry Sloan e daquilo que ele faz com seus armadores – o Stockton é, para mim, um dos melhores de todos os tempos e um dos meus três jogadores favoritos deste universo. Ainda assim, Sloan vem de outros tempos. Enfrenta uma nova geração de treinadores nerds e carregados de estatísticas que não perdem tempo proibindo faixinha ou dando eletrochoque nos armadores que não seguirem tudo à risca. São treinadores novos que podem perder seus postos a qualquer momento, gerando mudanças, contrastes, evoluções. Sem isso, os times ficariam estagnados. Jerry Sloan deixa saudade, fico feliz que ele já esteja no Hall da Fama, que ele seja reconhecido mesmo sem ter nenhum anel. Mas era hora de ir embora e deixar o Jazz respirar um pouco, se virar sem ele. Tenho a mesma opinião com o Los Angeles Lakers: por melhor que seja Phil Jackson, já atingimos um momento em que o Lakers precisa urgentemente respirar novos ares para que exista contraste, mudança e evolução. Os finais são tristes mas necessários. O Jazz vai se sair bem, mesmo sem as mãos gigantescas do Jerry Sloan dando tabefes na bunda de todo mundo.

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Acabaram as análises e o Isiah não apareceu. Que pena...

Finalmente chegamos ao fim da nossa semana especial de técnicos. É a vez da divisão Noroeste do estreante (e ridículo) Thunder. Aproveitem essa última parte e parem de nos cobrar posts sobre os técnicos!

George Karl, Denver Nuggets
Parece minha sina: O George Karl também treinou o Bucks. Será que é pré-requisito treinar os veadinhos antes de ir para o Oeste? Bom, mas antes do Denver e do Bucks, o Karl já treinava fazia um tempo, desde a temporada 84-85, quando treinou o Cavs, depois o Warriors e o Sonics, onde realmente ganhou mais fama.
O engraçado desse time do Sonics que o George Karl fez era que ele não tem nada a ver com o atual Nuggets. Era um time equilibrado! Tinha o sétimo melhor ataque da NBA e a segunda melhor defesa! É sério, George Karl e melhor defesa juntos.
Acho que podemos dar um mérito também para os jogadores naquele Sonics, o Gary Payton era o armador principal e antes de ficar velho (para quem só lembra dele no Lakers e Heat) foi um dos melhores defensores de todos os tempos, merecendo até o apelido de “The Glove“, ou “A Luva”, tal era a forma que ele marcava seus adversários. Mas se aquele time tinha o Payton, o Nuggets tem o Camby, que foi eleito melhor jogador de defesa por duas vezes e nem assim o Denver chegou a ter uma defesa próxima do razoável.
O lado negativo da passagem do Karl pelo Sonics foi em 1994, quando levou o Sonics a 63 vitórias na temporada regular mas foi o primeiro time cabeça-de-chave número 1 a perder para o número 8, quando perderam para o Denver de Dikembe Mutombo.
O que dizem é que os jogadores do Nuggets não respeitam mais o George Karl e ele mesmo parece já ter desistido. Esses rumores ficaram ainda mais fortes nos playoffs da temporada passada quando o Lakers destruiu e humilhou o Nuggets. Dizem que caras como o Kenyon Martin, o Carmelo, (principalmente o) JR Smith e até o Iverson não davam ouvidos a ele, que com o tempo parou de se importar, o que não me deixa entender porque ele ainda trabalha lá.
Não duvido do talento do George Karl porque ele treinou um timaço no Bucks, aquele com o trio Cassell, Ray Allen e Glenn Robinson, que era um time com uma defesa fraca mas com o melhor ataque da NBA e que mesmo assim ficou a uma vitória da final da NBA. Todos os times de Karl eram bons no ataque, mas só o que era bom na defesa chegou na final. Aposto que ele sabe disso, mas ele precisa enfiar isso na cabeça de seus jogadores, para que comecem a jogar decentemente na defesa e com um pouco menos de improviso no ataque.
E não é que eu tenha algo contra o improviso no jogo, acho lindo, mas quando feito por quem sabe. O Nash sabe improvisar, o Kidd sabe, o JR Smith não sabe, o Carmelo acha que improviso é arremessar de onde ele recebe a bola. O George Karl não tem o menor controle desse time e a melhor coisa pra ele era simplesmente dar o fora!
Ah, ele tem o site DemitaGeorgeKarl.com! Parabéns pra ele!

Randy Wittman, Minnesota Timberwolves
Em seus 4 anos como técnico, Wittman perdeu 2 jogos em cada 3 que disputou na carreira, um lixo. Mas não foi só culpa dele.
Seu primeiro time foi o Cavs do final do século passado, aquele time que tinha Shawn Kemp e Danny Ferry em fim de carreira e Andre Miller em começo (ruim) de carreira. Era um elenco péssimo e a 3° pior defesa de toda a liga. Mesmo assim ele continuou no time no ano seguinte, que tinha o Andre Miller jogando bem mais e já tinha o Zydrunas Ilgauskas no elenco, mas Kemp, o cestinha, tinha ido embora e o recorde do time piorou de 32 para 30 vitórias. Wittman foi mandado embora.
Então ele voltou para o Wolves. Sim, voltou. Wittman foi assistente técnico do Wolves em três ocasiões diferentes, somando 10 temporadas pela equipe. Depois de tanto tempo por lá, até foi natural colocar ele para treinar o time.
Randy Wittman é considerado um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento do Garnett na NBA, ele chegou lá como um adolescente magrelo e com a ajuda de Wittman, entre outros, claro, chegou a ser quem é hoje. Talvez até pensando nesse relacionamento entre os dois é que tenham colocado ele como técnico, mas a relação só durou uma fracassada temporada, depois Garnett foi para o Boston.
Não foi tão ruim para o Celtics, afinal eles receberam outro pivete vindo do colegial em troca, Al Jefferson, e o Wittman tem a experiência necessária pra fazer ele virar uma potência na NBA, só vai faltar mais quatro jogadores e banco de reservas.
Fucei por uns fóruns do Wolves na internet e quase todos os fãs sempre reagem a um pedido de demissão do técnico com a resposta “Mas não é culpa dele, esse time é muito ruim!“, ou “Não é culpa dele, não foi ele que mandou o Garnett por nada!” ou ainda “Ninguém faria melhor que ele, olha quanto cara ruim!“.
Então o Wittman deve ficar por lá mais um tempo, já que todo mundo sabe que não é culpa dele. O seu emprego só corre risco porque se o bicho pegar, o verdadeiro culpado, o manager Kevin McHale, irá demitir o técnico antes de admitir que só fez merda e dar o fora. Só para ilustrar o que o McHale fez, antes do draft de 2006 ele recusou uma oferta que seria a 4° escolha daquele draft mais Tyson Chandler e Luol Deng pelo Kevin Garnett. Se você lembrar que o Wolves tinha a 6° escolha naquele ano e a usou para pegar e logo depois mandar embora o Brandon Roy, o McHale teve a chance de montar um Wolves com:
Brandon Roy
Corey Brewer (escolhido no ano seguinte)
Luol Deng
LaMarcus Aldridge (aquela 4° escolha!)
Tyson Chandler
Que tal? Daria até pra colocar a culpa no técnico em caso de fracasso.

Nate McMillan, Portland Trail Blazers
Lembra que eu falei do Sonics do George Karl no começo do texto? Um dos pilares daquela defesa, além do Payton, era o Mr.Sonic, como era conhecido Nate McMillan.
McMillan foi draftado pelo Seattle Sonics em 1986 e ficou lá por toda sua carreira. Depois, em 1998, virou assistente técnico do time e em 2000 virou técnico. É uma história única. Ele foi jogador, assistente e depois técnico do mesmo time, sem nenhum ano de intervalo. O Avery Johnson fez quase isso no Dallas, mas ele não tinha passado a carreira toda no Mavs.
Depois de anos discretos treinando o Sonics, vendo acabar a era Payton e o início da era Ray Allen, mas sempre sem resultados expressivos, com apenas uma visita à primeira rodada dos playoffs. Mas então, finalmente, no seu quinto ano como técnico, ele comandou o time mais surpreendente que eu já vi jogar.
A equipe tinha Ray Allen e Rashard Lewis, grandes jogadores, mas completavam a equipe Luke Ridnour, Reggie Evans e Jerome James. Uau! Claro que ainda tinham as valiosas ajudas de Vlad Radmanovic, Antonio Daniels e Flip Murray, mas mesmo assim é absurdo. Eles conseguiram 52 vitórias, foram para a segunda rodada dos playoffs e deram uma canseira no Spurs, que venceu em 6 jogos. Eu nunca entendi esse time, não sei porque fez sucesso e admiro eles demais, principalmente o Nate McMillan, que ganhou muita moral comigo desde então.
Mas todo mundo resolveu sair por cima e não mostrar que eram uma farsa. Jerome James assinou um contrato milionário com o Knicks, Evans foi para o Nuggets, Daniels foi para o Wizards e para acabar com tudo, o próprio McMillan, pela primeira vez na carreira, iria sair do Sonics.
Para desespero geral do povo de Seattle, ele decidiu ir para o Blazers, o mais fervoroso rival de divisão do Sonics. Isso deu muita discussão na época, era impensável o “Mr.Sonic” virar um Blazer, mas ele foi, talvez já sentindo que as coisas em Seattle não iam pra frente.
No Blazers ele tem tido uma melhora a cada temporada. Foram 21 vitórias no primeiro ano, depois 32 e no ano passado impressionantes 41, além de uma sequência de 13 vitórias seguidas e outras tantas boas atuações. O Blazers dessa última temporada não foi um time muito estável mas fez partidas espetaculares, chegou a ganhar de times muito fortes com atuações convincentes. Agora é esperar a consagração, se com Reggie Evans e Jerome James no elenco o McMillan foi longe, com Aldridge e Oden o céu é o limite.

PJ Carlesimo, Oklahoma City Thunder

O Carlesimo tem quatro momentos em sua carreira como técnico. Um bom, um médio, um ruim e o outro surreal.
O momento médio foi quando treinou o Portland Trail Blazers. Foram três anos comandando um time mediano, que chegou nos playoffs em todas as temporadas mas sempre perdeu na primeira rodada. O típico caso do time que não é nem bom e nem ruim, não ganha título e não tem escolha boa no draft. Um tédio.
O momento bom foi entre 2002 e 2007, quando foi o principal assistente técnico do Gregg Popovich no Spurs. Ele esteve presente nos títulos de 2003, 05 e 07.
O momento ruim foi no ano passado. Apesar do elenco fraco, o Carlesimo passou vergonha com o Sonics: foram apenas 20 vitórias e uma quantidade infinita de partidas humilhantes. Eles chegaram a tomar 168 pontos do Denver em uma partida sem prorrogação! Por mais jovem e incompetente que seja um time, não pode tomar 168 pontos! Aliás, nos 4 jogos contra o Denver na temporada passada o Sonics tomou uma média de 143 pontos por jogo. Meu time do ginásio não tomava tanto ponto.
O momento bizarro da carreira do Carlesimo foi no Golden State Warriors. Lá ele já tinha fama de não saber lidar com jogadores jovens (o que torna a contratação dele para comandar Durant e cia. uma atitude digna de nota!), de ser grosseiro e de não saber tirar o melhor da equipe. O mal-estar chegou ao limite no dia 1 de dezembro de 1997, quando ele criticou o Latrell Spreewell, então estrela do time, por causa de um passe no treino.
Spree não pensou duas vezes, partiu para cima de Carlesimo e começou a enforcá-lo. Foram 15 segundos de ataque, que só parou quando os jogadores conseguiram afastar o companheiro. Um tempo depois o Sprewell comentou o assunto dizendo que ele estava tão descontrolado naquele momento que se não o separassem ele teria enforcado o técnico até a morte. Sério, nem o Djalminha foi tão longe.
Depois de ver no ano passado o Carlesimo deixar o novato Jeff Green tomar 48 pontos do Kobe na cabeça sem ser substituido pelo Carlesimo, acho que ele está mais próximo de ser enforcado por um jogador do Thunder do que de ganhar títulos como na sua época de assistente técnico do Spurs. O PJ Carlesimo tinha que ter ficado no Spurs e ter sido o Murtosa do Popovich.

Jerry Sloan, Utah Jazz
Dois times marcam a carreira de Jerry Sloan. O primeiro, claro, é o Jazz. Ele é técnico do Jazz desde a temporada 88-89, ou seja, completará 20 anos como técnico do mesmo time e foram 20 anos brilhantes. Desde 89 até 2003, Sloan não deixou nem por um ano de ir para os playoffs, chegando em 5 finais de conferência e duas finais da NBA.
O time, como todos sabem, era liderado pela dupla John Stockton e Karl Malone, dois dos melhores jogadores de basquete em todos os tempos. O esquema tático do Sloan era conhecido e usava e abusava do talento dos dois craques. O principal artifício era o “pick and roll”, jogada que se utilizava do entrosamento dos dois, da visão de jogo do Stockton e da combinação de bom arremesso de meia distância e de infiltração do Malone.
Então soma-se a isso bons arremessadores e jogadores sempre usando a força para cortar em direção à cesta para receber os passes de Stockton e você tem um time eternamente competitivo. Todos os anos o Jazz estava lá incomodando todo mundo, não tinha erro, podiam entrar e sair jogadores mas se tinha Malone, Stockton e Jerry Sloan, o Jazz estava na briga. O título só não veio por causa do outro time na vida de Jerry Sloan.
Por dois anos seguidos, o Jazz perdeu a final da NBA para o Chicago Bulls de Michael Jordan. O mesmo Chicago que tem a camiseta número 4 aposentada por causa de Sloan.

Sloan nasceu no estado de Illinois, onde fica Chicago, e jogou apenas uma temporada no Baltimore Bullets antes de se transferir para o Chicago Bulls no ano em que o time nasceu, até por isso o seu apelido era “O Bull original”. Lá ele fez fama defendendo como um doido, indo para dois All-Star Games, levando o time para os playoffs e como líder do único título de divisão do Bulls fora da era Jordan.

Em uma história parecida com a do Nate McMillan, Sloan logo que se aposentou (por causa de contusões no joelho) virou olheiro do time e logo depois técnico, treinou por 2 temporadas e meia, depois foi mandado embora.
No Jazz, depois de perder os títulos para o Bulls, não conseguiu mais repetir o sucesso de antes e mesmo sem Jordan na liga, o Jazz já não conseguia mais passar pelas novas potências do Oeste, como Spurs e Lakers. Aí foi a hora de Stockton se aposentar e do Malone levar seu pé frio para Los Angeles.
Todo mundo pensava que era a desculpa certa para o Sloan pedir as contas e ir embora, mas não, ele permaneceu fiel ao time e comandando um elenco ridículo não foi para os playoffs pela primeira vez em 2004. Não foi de novo em 2005 e 2006, mas nesse tempo ele não abandonou aquele mesmo velho esquema tático que deu certo durante mais de uma década e aos poucos foi montando o time com as peças necessárias para o esquema dar certo de novo. Veio o armador com visão de jogo (Deron Williams), o ala de força com potência e arremesso (Boozer), os arremessadores (Okur e Korver) e os jogadores de força que estão sempre cortando em direção à cesta (Brewer, Kirilenko, Harpring).
Se fosse pra definir Sloan com uma palavra, seria “estabilidade”. Sempre o mesmo esquema, a mesma calma, a mesma cobrança por defesa e jogo físico. O título pode não vir nunca, mas enquanto ele tiver jogadores nas mãos vamos ver ele e seu Jazz nos playoffs. E acho que ele só pára quando morrer.