Danilo

Torcedor do Rockets e apreciador de basquete videogamístico.

🔒Filtro Bola Presa #78

🔒Filtro Bola Presa #78

A NBA acaba de passar pelo “trade deadline”, a data limite para trocas na temporada. Diversos times fizeram mudanças drásticas e não faltam discussões sobre quais times saíram vencedores das trocas, quais saíram perdedores, quem são as novas potências da Liga e as chances de título das principais equipes. Mas aqui no Filtro Bola Presa não é lugar para análise: nessa semana separamos as mais divertidas histórias dos bastidores dessas trocas, além de recordes, histórias de camaradagem, polêmicas, anedotas e, claro, mascotes!

🔒O processo agora tem pressa

🔒O processo agora tem pressa

Quando Sam Hinkie assumiu como General Manager do Sixers em 2013, a ideia era que o time fosse campeão “custe o que custar”. Em geral, quando donos de time dizem que querem ser campeões a qualquer custo, estão na prática abrindo a carteira, dando carta branca para seus General Managers torrarem dinheiro em contratos grandes e gordos, assegurando as maiores estrelas com salários impressionantes. É algo fácil para os donos milionários e um discurso que agrada aos fãs, permitindo que sonhem com os maiores nomes do basquete em seus times do coração. Mas aí Hinkie chegou e, ao invés de tentar contratar grandes nomes, pegou o único jogador All-Star do time, Jrue Holiday, e mandou para o Pelicans em troca de uma escolha de draft. Na temporada seguinte, draftou Michael Carter-Williams, eleito calouro do ano. E aí Hinkie o trocou por mais uma escolha de draft.

🔒Duas décadas de enganos

🔒Duas décadas de enganos

Em 1985, o New York Knicks conseguiu com a primeira escolha do draft o pivô Patrick Ewing. Com ele no elenco o time levou ainda mais dois anos para conseguir chegar aos Playoffs, mas a partir de então não saiu mais da pós-temporada. Sob comando do pivô, o time foi aos Playoffs 13 vezes consecutivas, incluindo 4 Finais da Conferência Leste e duas Finais da NBA, em 1994 e 1999. Em 2000, após o Knicks ser derrotado nas Finais de Conferência, Patrick Ewing foi trocado para o Seattle Supersonics. Ewing já se aproximava do final de sua carreira e apenas dois anos depois se aposentaria, incomodado por constantes lesões nos joelhos. Sem ele o Knicks precisava de um plano de reconstrução para voltar ao topo. Dezenove anos depois, nem sinal de reconstrução bem sucedida. O Knicks voltou à pós-temporada apenas 5 vezes desde então: uma na temporada seguinte à saída de Ewing, uma outra que acabou numa varrida na primeira rodada com Stephen Marbury na armação e três sob comando de Carmelo Anthony. Se faltaram campanhas de sucesso, sobraram trocas absurdas, contratações indefensáveis e escândalos de todos os tipos. Quem vê Kristaps Porzingis ser trocado para o Mavs e quer entender de verdade o que está acontecendo precisa encaixar essa decisão numa história de quase 20 anos de fracassos e confusão.

Uma nova casa para Anthony Davis

Uma nova casa para Anthony Davis

Quando Kevin Durant saiu do Oklahoma City Thunder para se unir ao Golden State Warriors, a NBA entrou em pânico. Times pequenos passaram a temer perder suas raras estrelas para times já consolidados ou, pior, JÁ CAMPEÕES. Caso um time não seja capaz de dar ao seu jogador condições para lutar por um título em cerca de oito temporadas, as chances de que ele abandone a equipe em busca de situações melhores é gigante. Isso se dá porque jogadores muito bons tendem a cumprir seu contrato de novato e imediatamente fazer uma extensão milionária. Ao fim desse período, em geral, já viram seu time passar pelo processo de reconstrução e tentar trazer reforços de peso para lutar por um título. Caso nada disso tenha funcionado, o jogador se sente no direito de procurar “lugares melhores”. O problema é que essa janela de tempo normalmente significa que o jogador abandona o time em que foi draftado justamente no melhor momento da sua carreira, e quando os times que os escolheram já fizeram comprometimentos demais de longo prazo com outras peças para tentar convencer suas estrelas a ficar. Na prática, assim que um time ruim escolhe uma jovem estrela na noite do draft, um relógio de OITO ANOS começa a correr na cabeça da diretoria: se o time não for um dos melhores da NBA ao fim desse período, a estrela possivelmente partirá para um time melhor e outro processo de reconstrução terá início.

🔒O mínimo esforço

🔒O mínimo esforço

Nos últimos anos a NBA foi profundamente abalada por uma questão aparentemente simples: o que é, afinal de contas, um “bom arremesso”? Muitas vezes acreditamos, indevidamente, que praticar bem um esporte é apenas ser capaz de realizar uma ação fisicamente melhor do que os demais atletas – que para ser um bom corredor, por exemplo, basta “correr” como qualquer um só que mais rápido; e que para ser um bom jogador de tênis basta atingir a bola, mas com mais precisão e força. Daí ficamos com a noção de que os melhores atletas são aqueles com mais poder FÍSICO para realizar as ações exigidas por cada esporte; são os mais rápidos, os mais ágeis, os mais fortes, os mais precisos. Esquecemos que em qualquer jogo um dos elementos mais importantes é compreender as regras e encontrar, MENTALMENTE, as melhores maneiras de cumpri-las.

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