Danilo

Torcedor do Rockets e apreciador de basquete videogamístico.

Resumo da Rodada – Finais da NBA: Jogo 6

Resumo da Rodada – Finais da NBA: Jogo 6

Jogando em casa pela última vez no ginásio atual e dependendo de uma vitória para forçar um decisivo Jogo 7, o Golden State Warriors precisava mostrar desde o primeiro segundo que seria capaz de superar todas as lesões e limitações no momento mais importante da temporada. Mas assim que o jogo começou, Kyle Lowry fez 8 pontos consecutivos antes do Warriors lembrar como é que fazia para colocar a bola dentro da cesta. Até o final do primeiro quarto foram 15 pontos para o armador, incluindo 4 bolas de três pontos das mais variadas modalidades: teve arremesso depois de se movimentar sem a bola, arremesso depois de corta-luz simples e até arremesso em transição no mano-a-mano, todas bolas incrivelmente agressivas que Lowry não costuma tentar logo de cara. O aviso foi dado logo na largada: o elenco de apoio do Toronto Raptors estava pronto para ser campeão. O Warriors não teria que lidar apenas com suas próprias limitações físicas, mas também com um elenco profundo e SEDENTO do outro lado da quadra.

Resumo da Rodada – Finais da NBA: Jogo 4

Resumo da Rodada – Finais da NBA: Jogo 4

Ainda sem Kevin Durant, o Golden State Warriors teve que se contentar com outros dois retornos importantes para o Jogo 4 das Finais da NBA: Kevon Looney, previamente considerado um desfalque pelo restante da série, e Klay Thompson, fora do Jogo 3 por precaução médica. Ambos permitiram, já de largada, que a defesa do Warriors retornasse ao seu funcionamento tradicional: Looney, mesmo jogado no sacrifício (mas com a garantia médica de que sua lesão não corre risco de se agravar), é capaz de fazer trocas de marcação e defender o perímetro graças à sua boa velocidade lateral; enquanto isso, Klay Thompson consegue incomodar Kawhi Leonard o suficiente para que Draymond Green possa assumir seu cargo habitual de defender na cobertura e realizar as dobras de marcação quando necessário. O resultado foi não apenas um Warriors muito melhor defensivamente do que no jogo anterior, mas também um retorno às escolhas defensivas do início da série: mesmo depois de ver Danny Green MATANDO A PAU no Jogo 3, a estratégia foi deixá-lo livre, assim como Marc Gasol no perímetro e Pascal Siakam na zona morta, para priorizar uma marcação contra infiltrações e, claro, contra Kawhi Leonard.

Resumo da Rodada – Finais da NBA: Jogo 3

Resumo da Rodada – Finais da NBA: Jogo 3

Foi sem Kevin Durant, sem Klay Thompson e sem Kevon Looney que o Golden State Warriors entrou em quadra, em casa, para o Jogo 3 das Finais da NBA. Looney está oficialmente fora da série por conta de uma fratura na região do ombro, Durant já havia sido descartado para essa partida (sendo presença possível apenas no Jogo 4) e Klay Thompson seria uma decisão de última hora para o Warriors. Pelo jeito, Klay estava decidido de que poderia jogar, mas a equipe médica não estava tão convencida assim e, pouco antes do jogo, resolveu poupá-lo para o Jogo 4 também. O que sobrou foi um Warriors pelado, exposto, que teria que encontrar recursos para impedir que sua única arma ofensiva restante – Stephen Curry – não fosse mais uma vez engolida pela forte marcação dupla do Toronto Raptors, e ainda inventar alguma maneira de parar Kawhi Leonard.

Resumo da Rodada – Finais da NBA: Jogo 1

Resumo da Rodada – Finais da NBA: Jogo 1

De um lado, marcação dupla em Stephen Curry; do outro lado, marcação dupla em Kawhi Leonard. Foi assim que começaram as Finais da NBA entre Toronto Raptors e Golden State Warriors. Nenhuma das equipes esteve disposta a encarar as estrelas rivais com uma marcação individual tradicional, apostando desde o primeiro minuto numa marcação agressiva focada em arrancar a bola das mãos dos dois principais jogadores da série. O resultado disso foi, em um dos jogos mais importantes de toda a temporada, um domínio absoluto dos jogadores de apoio, com ambos os times tentando adequar-se à dura realidade de enfrentar defesas especializadas em lhes negar suas principais armas.

🔒A defesa por zona do Toronto Raptors

🔒A defesa por zona do Toronto Raptors

Nos últimos 3 anos de NBA, apenas 10 times utilizaram uma defesa por zona por mais de 100 posses de bola. Apesar de ser um modelo defensivo permitido pela Liga desde 2001, muitos times optam por não utilizá-lo, e os que o fazem escolhem marcar em zona apenas em algumas posses de bola, não durante um jogo inteiro. A equipe que mais utiliza esse tipo de marcação, o Brooklyn Nets, só usou esse recurso em cerca de 10% das posses de bola defendidas nessa temporada, por exemplo. Na maior parte do tempo, um fã da NBA assiste a marcações estritamente individuais com algumas pequenas variações: jogadores que trocam de oponentes após um corta-luz ou marcações duplas em momentos de desespero, principalmente. Ainda assim, a prática está se popularizando aos poucos: se na temporada passada tivemos apenas 700 posses de bola defendidas por zona, na temporada atual o número ultrapassou com folga as 2000 posses. Isso porque os times estão descobrindo estatisticamente que as defesas por zona costumam ter muito mais sucesso contra os ataques modernos da NBA do que as defesas individuais, e uma das maiores vitrines para isso acaba de alcançar as Finais da NBA: o Toronto Raptors.

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