🔒Filtro Bola Presa #104

Essa semana não tivemos podcast (ainda!) porque estou sem voz, mas dá pra digitar! Nessa edição do Filtro temos uma grande história de Nassir Little, marcas da temporada passada sendo batidas em poucas semanas, jogadoras da WNBA decidindo eleições, um número absurdo de desastradas Jogadas Bola Presa, Steph Curry quebrando um recorde enquanto perdia outro, flops, briga de papais e mamães no Sacramento Kings e muito mais!


DESCONHECIDO DA SEMANA

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O jornalista Jason Quick fez uma matéria tão boa sobre Nassir Little no The Athletic que merecia mais que uma mera linkada nas Dicas de Leitura, temos que contar tudo aqui para quem não assina o serviço ou não lê inglês. No texto, o repórter conversa com o ala do Portland Trail Blazers e relata sua luta para vencer a Covid-19: ele testou positivo em 1º de Dezembro e só foi receber o primeiro teste negativo no dia 22, com três semanas de fortes sintomas no meio disso.

“Eu estava na pior parte do espectro da doença. Não tive que ir para o hospital e ficar em um respirador, mas me atingiu com tudo. Foi realmente pesado. Por uns sete ou dez dias eu estava arrasado. Tinha dias que eu estava de agasalho, touca, calça, meias e cobertor e mesmo assim estava tremendo”, disse. Little perdeu 9kg nessas três semanas! Ele conta que não conseguia comer, beber e nem assistir televisão, por causa das dores de cabeça. “Não quero soar mórbido nem nada, mas chega num ponto que você só não quer sentir mais nada. Só quer que pare. Era o tempo todo, só muita dor. Minhas costas doíam, as dores de cabeça eram terríveis”.

Um dia antes do resultado positivo, Little havia batido seu recorde em um treino em que não se pode errar dois arremessos seguidos: acertou 94 chutes. Mas à tarde recebeu a notícia do exame e no dia seguinte já apresentou sintomas. Seu pai e sua irmã que haviam o visitado para o Dia de Ação de Graças testaram positivo também, sua mãe e outra irmã, negativo. Mas só ele sofreu com os sintomas. No fim das contas não conseguiu descobrir como contraiu o vírus, já que além da visita da família ele pode ter pego no ginásio do time, onde alguns funcionários testaram positivo e por isso até treinos foram cancelados.

Mas além do drama óbvio na saúde, a Covid-19 atrapalhou também a carreira de Little. Ele perdeu o período de preparação e o começo da temporada e voltou aos treinos (raros, diga-se) fora de forma e, como dito antes, 9kg mais magro. Ao mesmo tempo em que Little reconhece que a NBA é uma liga onde “você não tem chances ilimitadas” e que “as janelas de oportunidade são pequenas”, ele diz que o objetivo agora é não ter pressa e voltar só quando estiver pronto. A lição vem de um caso na Bolha da NBA que acabou passando batido pra quase todo mundo: durante um treinamento, o ala tomou uma trombada e bateu a cabeça no chão. Duas semanas depois, de novo em um treino, desmaiou do nada quando disputava um 3-contra-3 com companheiros. Acabou nem atuando durante a Bolha de Orlando.

Depois do tombo ele foi diagnosticado com uma concussão e chegou a ficar com a visão turva por alguns dias. Só que como o próprio jogador diz, há limites para os exames e muitas vezes os médicos precisam simplesmente acreditar no que os atletas dizem que estão sentindo. Ele admite que apressou sua volta e que isso provavelmente causou o desmaio no treino, quando caiu de cara no chão. Little diz lembrar de acordar com todos em volta olhando preocupados e que o companheiro Anfernee Simmons até estava chorando com medo de algo mais grave.

A pressa para o retorno tinha motivo claro: OPORTUNIDADE. Ele estava indo bem nos treinos, tinha sido elogiado por diversos companheiros algum tempo antes e a ausência de Trevor Ariza na Bolha poderia significar minutos extras. Não rolou, e agora foi a Covid-19 que atrapalhou seus planos. Que 2021 seja mais bondoso com a carreira do menino.


ALUNO NOVO DA SEMANA

Sabe quando chega uma pessoa nova na turma e todas as crianças ficam receosas de brincar com ela num primeiro momento? Austin Rivers viveu essa situação e ficou sozinho no canto na sua estreia pelo New York Knicks:

Mas tudo já está bem e Rivers não só recebeu a bola nos outros jogos como fez ONZE pontos seguidos no último quarto da virada sobre o Utah Jazz. O Knicks não está só jogando bem e vencendo, está contando com cestas gigantes do menino Rivers para complementar os triple-doubles de Julius Randle. NORMAL! Tenho aqui imagens exclusivas das cestas de Rivers:

A campanha do time é boa, mas não é perfeita. Na derrota pra o cambaleante Toronto Raptors, os titulares do Knicks erraram TODAS as VINTE E TRÊS bolas de 3 pontos que tentaram. O maior número de erros sem qualquer acerto por um quinteto titular na história da NBA:


JOGADAS BOLA PRESA DA SEMANA

As melhores jogadas dessa semana não aconteceram na NBA, mas no TikTok. O que foi esse reverse depois do euro step?! Gênio:

Essa aqui aconteceu no quarto período de Houston Rockets e Sacramento Kings, a princípio um lance normal, certo?

Parece um toco limpo, mas os juízes marcaram falta! O técnico Stephen Silas respondeu usando seu desafio para contestar a decisão e VENCEU.. mas aí contaram os dois pontos do Harrison Barnes no rebote. Funhé:

Eu não gosto de técnicos como o Fernando Diniz que ficam xingando jogadores de tudo que é nome, mas não sei se eu iria conseguir me controlar se fosse o Billy Donovan depois de ver Denzel Valentine tentar um passe sem olhar, para trás, no meio das próprias pernas, ignorando a cesta na sua frente, no meio de dois defensores quando estava 28 pontos atrás no placar:

No jogo entre Portland Trail Blazers e Golden State Warriors, o Robert Covington driblou igual a gente fazia quando tinha 10 anos de idade e ainda tava aprendendo as regras:

Gosto do New York Knicks, que está jogando bem, ganhando jogos, atuando com vontade, mas mesmo assim ainda volta e meia faz alguma coisa bizarra só pra não perder a identidade. Essas duas entregadas contra o Hawks foram sensacionais, engraçadas e divertidas, mas não o bastante para perderem a partida: 10/10.

A jogada seguinte é até boa, são dois roubos de bola seguidos de um interessadíssimo e engajado Kyrie Irving, algo que nem sempre vemos na defesa. Mas o vaivém frenético somado à bandeja que Kyrie ignora para passar a bola para Joe Harris dão o caráter cômico que coloca o lance nessa seção:

Mas o campeão de uma semana RIQUÍSSIMA em lances absurdos é Andre Drummond: com ele não tem correria, decisão tomada em um milissegundo ou qualquer outra desculpa, é só um absurdo inexplicável, do jeito que a gente gosta!


ESTATÍSTICAS DA SEMANA

No Grupo dos Assinantes no Facebook estamos nos acostumando em como contar dinheiro de forma bizarra. Exemplo: quantos BILHÕES de reais vale o contrato de Rudy Gobert? Ou quantos Paraná Clube dá pra comprar o dinheiro da Mega da Virada?

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Pois na NBA também temos nossa versão, como essa que o sempre ótimo Zach Harper achou para comentar o terrível começo de temporada de Kelly Oubre Jr nas bolas de 3 pontos: um em cada 25 adultos nos EUA vê o golfe como seu esporte favorito, então Oubre está arremessando um golfe como esporte favorito de um adulto da linha dos 3 pontos, 1/25.

Com os absurdos 62 pontos que marcou contra o Portland Trail Blazers, Steph Curry se tornou o primeiro jogador desde Kobe Bryant em 2007 a passar dos 60 contra o Blazers. Ele também foi o primeiro a marcar ao menos 62 em 36 minutos ou menos desde que… Kobe Bryant marcou 62 em só 33 minutos contra o Dallas Mavericks em 2006:

O engraçado é que não foram as bolas de 3 pontos que fizeram Steph Curry chegar na maior pontuação de sua carreira. Ele fez 8 bolas de 3, quantidade já alcançada outras QUARENTA E OITO vezes por ele. A diferença veio nos lances-livres: ele cobrou 19! Seu recorde anterior era 16

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Dos 19 lances-livres, ele acertou 18, interrompendo uma sequência de OITENTA lances-livres certos consecutivos do armador, a quarta melhor marca da história da NBA. Na frente dele ficaram Michael Williams, José Calderón e Dirk Nowitzki.

E foi após esse jogo que que Damian Lillard retuitou o perfil NBA DO POVO para mostrar um vídeo dele cumprimentando o rival. Como será que chegou até ele?!

Segundo Draymond Green, depois do jogo o técnico Steve Kerr reuniu todos os jogadores no vestiário e deu a bola do jogo para… James Wiseman! O novato fez seu primeiro double-double na carreira com 11 pontos e 10 rebotes. Mas era brincadeira, claro. A bola foi para Curry. Ainda bem, senão era capaz do próprio Draymond ficar puto. E ele quando fica puto…

Não foi só Curry que alcançou o máximo de pontos na sua carreira nessa semana. Também tivemos Gordon Hayward, que deve ter deixado a torcida do Boston Celtics PUTAÇA ao mostrar que ainda tem muita lenha pra queimar. Ele marcou 44 pontos na vitória do Charlotte Hornets sobre o Atlanta Hawks. Acreditam que foi a primeira vez NA CARREIRA que ele sequer chegou em 40 pontos? Podia jurar que ele tinha feito isso no Utah Jazz.

Outro recordista foi Bradley Beal, que marcou 60 na DERROTA do Washington Wizards para o Philadelphia 76ers. Acho que poucas partidas de 60+ pontos foram tão frustrantes como essa de Beal: não só veio numa derrotacomo ele marcou 57 só nos três primeiros quartos e aí esfriou a mão justo quando mais importava, errando todas as bolas decisivas que poderiam dar a vitória. Me lembrou de quando Tracy McGrady marcou 62 pontos pelo Orlando Magic contra o Wizards em 2004, mas saiu frustrado porque fez isso acertando só 17 dos 26 lances-livres que cobrou. Mas pelo menos ele venceu o jogo…

Teve marca grande também para Myles Turner, que deu 8 tocos contra o Houston Rockets, máximo de tocos numa partida nessa temporada empatado com ELE MESMO na partida contra o New York Knicks há duas semanas. Antes disso, o último jogo de ao menos 8 tocos em uma partida foi em Fevereiro de 2020 por… Myles Turner.

Estamos no comecinho da temporada ainda, então qualquer número que se iguale ou supere um do ano passado é significativo o bastante pra chamar nossa atenção. Temos três desses nessa semana: primeiro a relação entre o técnico Mike Bundeholzer e os minutos de Giannis Atentokounmpo em quadra. Se no ano passado foram só SEIS vezes que ele ficou em quadra por mais de 35 minutos, nessa temporada já foram três vezes em só sete partidas. É o técnico respondendo a uma das críticas mais comuns feitas a ele nos Playoffs…

Temos também DeMar DeRozan, que com NOVE bolas de 3 pontos já igualou o total dele de toda a última temporada:

Por fim, o Toronto Raptors tem uma marca negativa em comparação ao ano passado: três vezes nessa temporada seus adversários acertaram mais de 45% de seus arremessos, em 2019-20 isso só aconteceu em QUATRO oportunidades no ano todo!


APITO DA SEMANA

O novato LaMelo Ball tomou uma ADVERTÊNCIA da NBA por flop! Lembra quando a liga criou essa punição por fingir faltas por achar que os jogadores estavam exagerando? Depois de uma rigidez no começo, agora é raro que atletas sejam advertidos ou multados por isso, parece que o assunto foi superado. Mas a flopada do LaMelo foi tão ruim, mas tão ruim, que a liga teve que chamar a atenção. Faz curso do Wolf Maya, menino!


LISTAS DA SEMANA

O Seth Partnow, especialista em assuntos relacionados ao salary cap da NBA e que já trabalhou no Front Office do Milwaukee Bucks, montou uma tabela com os membros dos times de analytics de cada equipe. Ele não garante que essas sejam as equipes completas, mas dá pra ter uma ideia de quais times investem mais em pessoal da área de análise de desempenho. Ele alerta que a tabela não tem nomes de consultores e outros membros que não trabalham full-time nos times:

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Já o CJ Marchesani fez uma lista que talvez seja mais útil para todos nós: quem seguir no Twitter? É um documento no Google Docs que separa as principais contas da rede social que falam sobre cada time da liga, além de especialistas em Draft, gente que cobre a liga inteira, analytics e podcasts.


DICAS DE LEITURA


CHORADEIRA DA SEMANA

O técnico Steve Nash reclamou muito das faltas que Trae Young cavou contra seu Brooklyn Nets, dizendo que “isso não é basquete”. Realmente é chato assistir alguém caçar contato, mas o lance já não era uma marca registrada de Chris Paul e James Harden?


PICUINHA DA SEMANA

No podcast passado a gente alertou: o Sacramento Kings começou bem a temporada, mas poucos times são bons como eles em autossabotagem. E aqui estamos, uma semana depois, falando sobre quando o PAI de Marvin Bagley apareceu no Twitter para pedir a troca do filho:

Será que ele pediu para o pai fazer isso? Ou o pai fez por conta própria porque não consegue se calar diante de uma suposta injustiça com seu filho? Bom, qualquer uma das opções grita “QUINTA SÉRIE” e aqueles pais super protetores e constrangedores que se exaltam e fazem a criança morrer de vergonha. Pior é quando brigam com outros pais, que é que aconteceu aqui, quando o pai de De’Aaron Fox entrou na treta virtual e tuitou um “troquem ele”:

Sim, amigos. O pai do De’Aaron Fox se chama Aaron Fox! Quando a gente acha que não pode se surpreender mais. A única resposta possível para essa confusão veio do próprio menino Fox:

E já que virou time de ginásio, o último grito da torcida veio da mãe de Richaun Holmes, que pediu para o time tocar mais a bola!


NOTÍCIA QUE PARECE MENTIRA DA SEMANA

A notícia não é dessa semana, mas não dá pra ignorar. Juancho Hernangómez não pode participar de duas semanas de treinos voluntários do Minnesota Timberwolves ainda em Setembro porque… estava gravando um filme com Adam Sandler! Segundo o General Manager Gersson Rosas, ele havia se comprometido com o projeto antes do time marcar os treinos, criados para tirar a ferrugem de um grupo que não jogava desde março. Produzido pela Netflix, “Hustle” vai contar a história de um olheiro que busca por novos talentos do basquete mundo afora.


NOTÍCIA QUE É MENTIRA DA SEMANA

Essa era para o Filtro pós-Bolha que nunca aconteceu, mas merece ficar aqui para os ANAIS DA HISTÓRIA do jornalismo brasileiro. A Marie Claire caiu numa fake news que dizia que jogadores do Los Angeles Lakers haviam aparecido para um jogo dos Playoffs usando COLARINHO DE RENDA em homenagem a Ruth Bader Ginsburg, juíza da Suprema Corte dos EUA que morreu em Setembro. A matéria até tinha aspas de Anthony Davis dizendo que “o comissário Adam Silver e o presidente Xi Jinping” haviam mandado eles realizarem a homenagem. Ele ainda teria dito que fez o colarinho com “essa coisinha que peguei debaixo do abajur na casa da minha mãe”. Como alguém acreditou nisso a ponto de traduzir e publicar?!

Isso foi realmente publicado e só depois foi apagado do site da revista. A única coisa pior do que cair numa fake news sem checar ABSOLUTAMENTE NADA é cair em uma que nem foi feita para enganar as pessoas, é claramente zoeira do início ao fim. E de todos os erros, na resposta do tuíte a maior parte das pessoas está indignada que Anthony Davis tenha sido chamado de “atacante”. Se fosse só isso tava ótimo.


GRAPHIC DESIGN IS MY PASSION DA SEMANA

Um salve para essa torcedora do Philadelphia 76ers que está transformando cada vitória do time em uma capa retrô de quadrinhos:

Mas nem todo mundo é talentoso, né? Quando o Los Angeles Lakers foi campeão da NBA, uma ENXURRADA de imagens, montagens e desenhos celebrando o título apareceram internet afora. Algumas boas, mas outras nem tanto, especialmente aquelas que queriam apelar para o emocional e homenagear Kobe Bryant. O que Relâmpago McQueen tem a ver com a história?!

E falando em Lakers campeão (nunca é demais!), a Fanatics, parceira da NBA na venda de roupas e produtos licenciados da liga, disse que em apenas DOZE HORAS o Lakers já havia se tornado o campeão com mais vendas na história da loja, superando o que o Cleveland Cavaliers de 2016 havia vendido em 30 dias:


FRASE DA SEMANA (E MAIS GRAPHIC DESIGN IS MY PASSION!)

Para manter o embalo das excelentes artes mostradas acima, temos que citar o antológico ClutchPoints, página sobre NBA que é mestre em fazer as montagens mais ABSURDAS que você pode imaginar. Nessa última semana eles pegaram uma fala hilária do Shaquille O’Neal sobre Rudy Gobert e transformaram em uma imagem que consegue ser ainda mais absurda que a frase:

“Isso deveria ser uma inspiração para todas as crianças. Se você tiver média de 11 pontos na NBA, você pode ganhar 200 milhões de dólares”, disse o pivô-comentarista-polemista sobre o novo contrato de Gobert. O pivô não mordeu a isca, então Shaq postou uma montagem dele enterrando sobre o francês e dizendo que faria 45 pontos e 16 rebotes em três quartos (com 11 lances-livres, diga-se de passagem) se o enfrentasse.

E foi só então que Gobert se pronunciou: “acho que jamais saberemos”, escreveu. Tá certo o Gobert, não pode dar corda pro bully! Foi a mesma atitude do novato Peyton Pritchard, que só respondeu um “preciso aceitar” quando viu que Jaylen Brown havia postado um vídeo seu bailando o já clássico “Running Man Challenge”:


LUTO DA SEMANA

Nesta semana o mundo da NBA perdeu Paul Westphal, que fez história como jogador e técnico do Phoenix Suns. Antes de ir para o time o marcou, ele foi draftado pelo Boston Celtics e foi campeão por lá em 1974. Alguns anos depois ajudou a levar o  Suns para sua primeira Final da NBA, mas perdeu justamente para seu ex-time. Como treinador, liderou o time que tinha Charles Barkley e que alcançou a Final da NBA de 1993 contra o Chicago Bulls.

O Sam Cooper resgatou um vídeo de Westphal explicando a melhor jogada (ou ao menos a mais criativa) que ele já desenhou: um passe que deveria parecer uma ponte-aérea, mas que na verdade era feito para ir direto na tabela e cair na mão de Barkley, se aproveitando da regra que diz que o relógio só começa a contar quando tocar a mão de um jogador. Fantástico!


RETORNOS DA SEMANA

Sempre é legal ver como cada torcida recebe de volta jogadores que fizeram história por lá. Por mais que vídeos de tributo sejam emocionantes, a graça mesmo está nos aplausos (ou eventuais vaias) da galera. Como fazemos isso agora de ginásios vazios? A quem os jogadores agradecem depois da homenagem? É estranho, mas também seria estranho não fazer nada, então o Memphis Grizzlies montou um vídeo bem legal para Marc Gasol em seu primeiro jogo na cidade desde que deixou o time:

Parece estranho, mas o Toronto Raptors não visitou Memphis nenhuma vez desde que Gasol foi trocado! Em 2018-19 a troca aconteceu depois do confronto dos dois no Oeste e na temporada 2019-20 o duelo estava na parte final da temporada que foi cancelada pela pandemia. Só agora, já no LA Lakers, que Gasol fez seu retorno.

Outra volta foi a de Steven Adams a Oklahoma City, cidade onde jogou por toda a carreira na NBA até esta temporada. Em entrevista depois do jogo ele disse que por um segundo quase deu o tapinha inicial para o lado do Thunder, tamanho o costume:

Ele também recebeu vídeo de homenagem e respondeu com o primeiro triple-double da carreira: 10 pontos, 11 rebotes e 10 assistências. Em SETE ANOS de Thunder ele nunca tinha dado mais de SETE assistências em uma partida!


NBA FASHION WEEK

Se eu gostei do uniforme novo do Miami Heat mesmo com eles levando a ideia do Vice City ao extremo? Gostei. Mas confesso que na quadra ficou bem esquisito de ver, ainda mais com esse garrafão sabor napolitano. Como disse o Danilo, parece que o uniforme do Heat é azul e tem uma luz rosa muito forte perto da quadra:


QUASE HOMÔNIMO DA SEMANA

A carreira de Dwyane Wade foi brilhante, mas talvez a gente queira esquecer aquela meia temporada dele no Cleveland Cavaliers. Por isso mesmo quando ele viu outro D.Wade no time, tenha mandado uma mensagem desejando que esperava que a passagem dele por lá fosse um pouco mais frutífera:


FOTOS SEM CONTEXTO DA SEMANA

Não, não vou dar o contexto de nada aqui pra não estragar.

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DRAMAS POLÍTICO-SOCIAIS DA SEMANA

Estamos ainda em 2020 (ou em 2013, ou 2016, você escolhe) então não temos um dia de sossego nas questões político-sociais no Brasil ou em qualquer lugar do mundo. Dessa vez a coisa pegou fogo nos EUA com um protesto pró-Trump que virou uma INVASÃO DO CAPITÓLIO na coisa mais próxima de um golpe de Estado que o país já tinha viu. No mesmo dia, Boston Celtics e Miami Heat, que jogariam em rede nacional, não entraram em quadra para o aquecimento e deixaram a decisão de atuar ou não em aberto até os últimos minutos. No fim das contas decidiram jogar, mas antes soltaram um comunicado condenando não só a invasão do congresso, mas o tratamento muito mais brando do que os que vimos nos atos do Black Lives Matter pelas forças policiais. Eles também falaram do desfecho sem acusação do caso de Kenosha, aquele onde um policial matou Jacob Blake, caso que motivou o boicote de uma rodada dos Playoffs da NBA há alguns meses.

Ao redor da liga, diversos times voltaram a se ajoelhar durante o hino americano ou até com o jogo em andamento, como foi o caso da partida entre Milwaukee Bucks e Detroit Pistons:

Mas nem tudo é derrota para as causas dos atletas: no mesmo dia da invasão do Capitólio, o estado da Geórgia elegeu ao Senado o reverendo Raphael Warnock, primeiro negro eleito no estado e apenas o décimo primeiro senador afro-americano da história do país. O que basquete tem a ver com isso? Concorrendo com Warnock estava Kelly Loeffler, atual senadora republicana DONA do Atlanta Dream. Antes da temporada da WNBA começar, Loeffler escreveu para a liga pedindo para que a decisão de dedicar a temporada para as causas de justiça social fosse retirada e que “agora, mais do que nunca, deveríamos estar unidos em remover a política do esporte”. Ela também disse que o movimento Black Lives Matter “não está alinhado com os valores da WNBA”, algo que praticamente TODAS as jogadoras da liga discordaram, claro.

Como resposta às declarações da dona do time, jogadoras do Atlanta Dream passaram a usar uma camiseta com os dizeres “Vote Warnock” antes dos jogos, colocando o relativamente desconhecido candidato, que na época tinha só 9% das intenções de voto, no centro da mídia nacional e das mídias sociais. Foi o ponto de virada da campanha do democrata, que seguiu recebendo apoio de diversas jogadoras da WNBA até a vitória na última semana.

Warnock

E como fica o climão em um time onde as jogadoras ajudaram a tirar a dona do Senado? O time pode ser vendido, e LeBron James e Carmelo Anthony estão interessados em comprar:


MASCOTES POWER RANKING

Na semana passada já tínhamos dado 10 pontos e parabenizado o Coyote pelo seu prêmio de Mascote do Ano, mas não é que nessa semana ele merece ganhar DE NOVO?! Foi sensacional a sua cerimônia para revelar o BANNER no topo do ginásio, ao lado das faixas que celebram os outros cinco título menos importantes do San Antonio Spurs. Teve até presença da esposa:

Os 5 pontos da semana vão para Hugo The Hornet, que fez o que todos gostaríamos de ter feito: marretar uma melancia para celebrar o fim de 2020!

RANKING
Coyote – 20
Hugo, Benny, Clutch e Rumble – 5

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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