O fim do processo

Na última terça-feira, Sam Hinkie deu uma longa entrevista no podcast do Zach Lowe, da ESPN. No dia seguinte, escutei tudo o que ele tinha para dizer sobre seu trabalho como General Manager do Philadelphia 76ers nos últimos três anos. Escutei tudo, cheguei no trabalho, liguei o computador e li a notícia: ele tinha acabado de pedir demissão.

Era o fim da era ‘Trust the Process’, mote nunca dito pelo próprio Hinkie, mas que virou marca dele e que foi abraçado pela parte da torcida que o apoiava. Quando tudo dava errado para o time, o mantra era invocado para acalmar e dizer que tudo era parte do processo e que, acreditando nele, o Sixers, num futuro próximo, estaria muito bem. Será que no fim das contas o próprio criador do processo não acreditava mais no que ele mesmo planejou?

Difícil entender a decisão de Hinkie sair do time mesmo após ler a carta de TREZE PÁGINAS que ele mandou aos acionistas do time e que acabou vazada no mesmo dia. A melhor interpretação se dá por notícias que a imprensa já dava dias antes e que não foram diretamente abordadas na enorme mensagem. Depois de contratar o experiente Jerry Colangelo para auxiliar Hinkie na direção do time, o Sixers estava bem perto de contratar Bryan Colangelo para ter os mesmos poderes, ou até mais, que Hinkie. Uma situação confusa, inusitada e que claramente mostrava a falta de prestígio e confiança no trabalho dele. De maneira educada, porém, ele não cita isso na sua carta, ao invés disso diz que “não tenho confiança de que posso tomar decisões em nome dos investidores do Sixers”. E claro que ele não poderia só falar isso normalmente, o faz citando Warren Buffet. Tenho certeza que Hinkie estava ansioso pelos próximos passos, para ver o resultado de seu Frankenstein do Tanking, mas vê-lo sem estar na cadeira de controle era pedir demais.

[image style=”” name=”on” link=”” target=”off” caption=”A careca de Ginóbili de Hinkie só cresceu desde a chegada de Colangelo”]http://bolapresa.com.br/wp-content/uploads/2016/04/Hinkie5_.jpg[/image]

Uma questão talvez não muito decisiva, mas interessante, é saber quem vazou essa carta para a imprensa. O próprio Hinkie, para que jornalistas, público e outros times da NBA vissem sua explicação sobre o trabalho e sua saída? Ou o time, que quis deixar mais do que claro que eles não eram os responsáveis por essa mudança repentina de planos? Ainda não sabemos, mas esse assunto dá uma volta que cai no que eu considero a base do problema da equipe: comunicação.

Para falar da saída de Sam Hinkie é importante lembrar a sua trajetória. Depois de muitos anos na liga, trabalhando em volta de outros General Managers, especialmente Daryl Morey no Houston Rockets, ele ganhou a vaga para assumir o Philadelphia 76ers, que tinha acabado de vir de uma temporada desastrosa: haviam trocado Andre Iguodala, o rosto da franquia, por Andrew Bynum, que, machucado, não jogou uma partida sequer com o uniforme da equipe. O time precisava de uma reconstrução e queria um nome novo e inteligente para o serviço.

Para conquistar os seus possíveis novos chefes na entrevista de emprego, Sam Hinkie apresentou slides em que mostrou, passo a passo, tudo o que foi feito para a aquisição de James Harden pelo Rockets. Com riqueza de detalhes, mostrou como a franquia texana conseguiu, ao longo de muitos anos, todas as escolhas de Draft (de primeira e segunda rodada) e os jogadores envolvidos na troca com o OKC Thunder. Ele ganhou os caras, estava aí alguém que sabia como funcionavam as coisas na NBA, alguém que estudou como juntar todos os trocados para a compra do sonho de consumo de toda equipe, uma super estrela.

O passo seguinte foi entrar em um acordo sobre qual era o objetivo da franquia. Embora pareça óbvio dizer que é o título, nem sempre é assim. Alguns times querem, mais do que tudo, voltar a disputar os Playoffs (alô, Pistons!). Quando chegarem lá começam a pensar nos ajustes para uma briga para ir mais longe; outros querem simplesmente voltar a ter alguma relevância na liga, ou simplesmente um time capaz de encher ginásios e envolver a torcida. Mas não o Sixers, eles mandaram a real para Hinkie: era tudo pelo o título, custe o que custar.

É aí que começo o Processo. Hinkie começa seu período no Sixers trocando os principais jogadores da equipe: Jrue Holiday, All-Star naquela temporada, foi para o New Orleans Pelicans em troca da escolha de Draft que virou Nerlens Noel e mais uma escolha de Draft do ano seguinte (que virou Elfrid Payton, que virou Dario Saric). Spencer Hawes e Evan Turner foram convertidos em escolhas futuras de Draft também. Thaddeus Young, o último a sair, também rendeu ativos futuros para o time. O plano era claro: trocar o que havia de bom no time por escolhas futuras e, no caminho, ser ruim para melhorar a posição da própria escolha de Draft nos anos seguintes. Era o clássico tanking, perder de propósito para se aproveitar do sistema da NBA que premia os times mais fracos com uma chance maior de ficar entre os primeiros que escolhem na seleção de novatos.

Essa estratégia está longe de ser nova na NBA, longe disso. É difícil, aliás, lembrar uma época em que nenhum time estivesse a executando. Alguém acha que foi coincidência o Denver Nuggets e o Cleveland Cavaliers trocarem tudo o que tinham para montar dois dos piores times da história logo antes do famoso Draft de 2003? Mas isso não impediu que torcida, adversários e imprensa PIRASSEM a cada nova troca realizada por Sam Hinkie no Sixers. Alguns achavam que era prejudicial para a NBA ter um time querendo perder, outros imploravam por mudanças na regra para que nenhum outro time fizesse isso de novo. Todos argumentos válidos, mas por que agora? Meu palpite é que o Sixers não foi o primeiro a fazer isso, mas talvez tenha sido o primeiro a não mentir sobre o assunto. E sem dúvida foi o com mais paciência para fazê-lo.

[image style=”” name=”on” link=”” target=”off” caption=”PRECISO DE TODAS AS ESCOLHAS DE DRAFT”]http://bolapresa.com.br/wp-content/uploads/2016/04/Hinkie4_.jpg[/image]

A NBA de hoje tem uma série de franquias que não fizeram muito esforço para melhorar rápido e até trocaram pensando em piorar. Foi assim o Orlando Magic se livrando de todos os seus veteranos após a saída de Dwight Howard, foi assim com o Utah Jazz ao trocar Deron Williams por escolhas de Draft e um jovem Derrick Favors e depois quando não fez nenhum esforço para segurar Paul Millsap. O próprio Los Angeles Lakers faz isso quando não sai por aí atrás de Free Agents medianos logo depois de perder seus alvos estelares.

O processo é o mesmo, mas Sam Hinkie levou o seu até as últimas consequências. O desejo dos donos da equipe é o de título, certo? Então devem aceitar a espera e os riscos. O General Manager estava fazendo de tudo para evitar montar um time apenas mediano. O elenco antigo deles, um clássico desses meio-de-tabela, não iria levar eles a lugar nenhum, assim como de nada adiantaria acumular novatos mais ou menos. Então era melhor perder.

O Orlando Magic é, novamente, o melhor exemplo para isso: como disse o mesmo Zach Lowe que entrevistou Hinkie, alguém vê o Magic um pouco mais próximo de um título após acumular Aaron Gordon, Victor Oladipo, Elfrid Payton e Mario Hezonja? Seguem longe até dos Playoffs, na verdade. São bons, mas falta ainda o cara transcendental necessário para o título, e podem até ficar mais longe dele por não estarem mais com tantas chances de ficar no topo do Draft. É mais fácil imaginar até o Wolves, que é um time fraquíssimo e uma franquia incompetente, alcançando um campeonato. Motivo? Eles têm o ESPETACULAR Karl-Anthony Towns e mais Andrew Wiggins, que dá a impressão que também pode alcançar um patamar de grande estrela da NBA.

Se você analisar a história da NBA, verá que existem campeões de todos os jeitos e tamanhos. Times altos, baixos, que arremessam, jogam no garrafão, focados na defesa, no ataque, experientes, alguns com moleques, tem de tudo. Em comum só uma coisa: todos têm no elenco um dos melhores jogadores da história da liga. É um jogo de estrelas. Desde 1999 só ganharam o Oeste times de Kobe, Duncan, Nowitzki, Durant ou Curry. No Leste são 5 anos seguidos de LeBron James em finais. E é bom você botar outras mega estrelas em volta desses caras, senão morrem no caminho. O objetivo de Hinike era achar essa estrela, e o jeito mais fácil era ficar no topo do Draft.

Entre as dúzias de aspas e citações que Hinkie colocou em sua carta, uma delas explica o seu plano: “me dê seis horas para cortar uma árvore e eu passarei a primeira afiando o machado”, teria dito Abraham Lincoln. Isso ficou claro na troca mais polêmica de todas, quando Hinkie mandou Michael Carter-Williams, eleito novato do ano na temporada anterior, para o Milwaukee Bucks em troca da escolha de Draft do Los Angeles Lakers. Na frieza dele, MCW não era a estrela que colocaria o Sixers no topo da montanha, e uma escolha do Lakers, valiosíssima devido ao péssimo momento da franquia, teria mais chances de virar um grande jogador. Na prática, trocaram um cara escolhido na 10ª posição por uma escolha que pode ser a 4ª do ano que vem, ou a 1ª de 2017. Ele ainda estava afiando, e todos já estavam ansiosos para ver o machado em ação.

Essa é uma constante durante a observação das trocas de Sam Hinkie. Em uma análise fria é possível dizer que ele “ganhou” (se é que isso sequer existe) a maioria dos negócios que fez. A NBA montou nessa GIGANTESCA imagem abaixo, um resumo de todos os seus negócios que mostra que ele tirou mais do que tinha quase sempre.

Draft_Sixers2

 

Mas se Sam Hinkie tinha um bom plano a longo prazo e o apoio dos donos da equipe para isso, o que deu errado? Bom, MUITAS coisas, então vamos por partes.

A primeira e mais importante é que a NBA, como qualquer grande liga esportiva, é feita por pessoas muito competitivas. Você não chega nesse nível de esporte se não tiver um nível bem acima da média de ânsia doentia por vitórias. Então três anos seguidos de derrotas em sequência fazem mal a qualquer um. O próprio Hinkie disse que chegou a perder muito 9 quilos pelo estresse e nervosismo quando o Sixers começou essa temporada com 20 derrotas seguidas. O time, que deu a luz verde para todo o processo acontecer, começou a ter dúvidas e foi isso que os motivou a chamar Colangelo para auxiliar Hinkie no seu serviço. O primeiro erro dele, portanto, talvez tenha sido acreditar que as pessoas na NBA têm algo parecido com paciência.

O segundo erro de Sam Hinkie foi não ter conseguido alimentar o imaginário da equipe. Isso envolve jogadores, direção da equipe e torcedores. O que eu quero dizer com isso é que ele não foi capaz de criar a IDEIA de que estava acontecendo uma evolução. Veja o que eu disse do Minnesota Timberwolves acima, eles eram ruins antes, continuaram ruim depois e são horríveis agora ainda, mas ver Karl-Anthony Towns, Andrew Wiggins e Zach LaVine em quadra é animador. Talvez estejamos errados pela milésima vez seguida, mas dessa vez parece que o time tem futuro. E basta essa ESPERANÇA não soar um absurdo para que todos não abandonem o barco. Os jogadores abraçaram a ideia e jogam acreditando que podem vencer qualquer um, essa aliás, foi a frase dita por Wiggins após eles derrotarem o Golden State Warriors em Oakland. Esse é o nível de confiança surreal. No Sixers, por outro lado, Nerlens Noel demorou um ano para sequer estrear na NBA, Joel Embiid e Dario Saric, por motivos diferentes, nem pisaram numa quadra da NBA ainda. E os outros grandes ativos do time são escolhas de Draft, jogadores ainda sem rosto que não podem produzir esse sentimento de esperança no futuro.

[image style=”” name=”on” link=”” target=”off” caption=”Cultive o pomar, acredite no processo, salve o mundo”]http://bolapresa.com.br/wp-content/uploads/2016/04/Hinkie2_.jpg[/image]

Essa questão está completamente ligada com o terceiro erro de Sam Hinkie, que pode, na verdade, ser só um 2-B. Para um time tão focado na reconstrução via Draft, faltou acertar em cheio uma escolha. Tudo bem que tiveram o cruel azar (deuses do basquete?!) de não sair com uma escolha número 1 no Draft, mas mesmo assim era preciso cravar alguma coisa. Será que Kristaps Porzingis teria tido na Philadelphia o mesmo sucesso que teve em Nova York, mesmo com companheiros de time bem piores? Se sim, já seria um grande alento, já que passamos o ano inteiro só falando de como Jahill Okafor é incapaz de defender. Poderiam ter caras como, sei lá, Rodney Hood e Nikola Jokic em 2014, por exemplo. Aaron Gordon ao invés de Embiid. É cruel, quase desonesto, julgar escolhas de Draft depois que tudo já aconteceu, especialmente estamos falando de alguns jogadores que ainda nem estrearam na liga, mas é inegável que faltou um ‘home run’ de Hinkie no Draft. Mesmo o Warriors, exemplo de planejamento e execução, precisou de um Draft salvador, quando conseguiram Harrison Barnes, Festus Ezeli e Draymond Green no mesmo ano.

O último erro é o primeiro que citei, lá em cima, a comunicação. E isso vale para todos os níveis. Sam Hinkie sempre se escondeu da imprensa, e deixava o pobre técnico Brett Brown falar com os jornalistas durantes os momentos mais difíceis do time nos últimos anos. Segundo ele, era importante para a franquia acreditar no seu plano e não perder tempo e moral sempre se explicando, sempre na defensiva. Isso porém, deixa toda a narrativa na mão de outras pessoas: talvez o que eu esteja tentando explicar aqui não esteja tão certo assim, mas não tenho falas de Hinkie para consultar e comparar. A contratação de Jerry Colangelo, aliás, teve essa desculpa inicial, seria alguém para lidar com a imprensa. Mas a comunicação vai além disso: se os donos da equipe quiseram mais gente para atuar no mesmo nível de Hinkie, é porque ele falhou em mostrar para seus chefes que as coisas estavam, sim, dando certo.

Por fim, faltou fazer os próprios jogadores acreditarem que estavam fazendo parte de algo que iria valer a pena no fim das contas. A troca de Michael Carter-Williams, no fim das contas, joga na cara de todos que nem mesmo o melhor jogador do time está a salvo, tudo é feito em nome dessa estrela futura que ninguém sabe quem é. Se você, jogador, não é a estrela que o time quer, pra que se matar em quadra? Você está lá para perder, afinal. O mesmo efeito causou a contratação de Noel, Embiid e Okafor. Nenhum atleta da NBA lida bem com o fato de seu time escolher alguém da mesma posição que ele joga, passa a sensação de que ele é descartável.

O que poderia solucionar isso seria a presença de jogadores mais experientes no elenco para explicar como se portar nessas situações, mas durante dois anos Hinkie não apostou nisso. Jogadores experientes não só significariam mais (indesejadas) vitórias, mas também ocupariam um espaço no elenco que poderia ser usado em jogadores de segunda rodada ou caras da D-League, que, eventualmente, poderiam se tornar algo valioso. É raro achar grandes jogadores nessas situações, por isso mesmo Hinkie queria tentar o máximo de atletas que pudesse. É preciso resgatar 20 caras de D-League até achar um Hassan Whiteside? Então é bom ter espaço para contratar 20 caras.

Somente nesse ano, por pressão de fora, que ele foi atrás de Carl Landry e Elton Brand para dar um pouco de apoio aos jogadores. Para ficar em poucos exemplos, apenas escute o que Kobe Bryant tem a dizer sobre Ron Harper, ou Kevin Durant sobre Kevin Ollie para perceber como qualquer veterano pode fazer toda a diferença do mundo para a adaptação rápida e sem traumas de um jovem com o mundo difícil da NBA. É difícil não ver isso como um problema quando vemos Nerlens Noel ser processado por ter destruído a casa que alugava, Joel Embiid pedir drinks e fast food sem parar nos hotéis que se hospeda ou Jahill Okafor brigar com pessoas aleatórias na saída de um bar.

[image style=”” name=”on” link=”” target=”off” caption=”Sobre o que os tankers conversam quando ninguém está olhando?”]http://bolapresa.com.br/wp-content/uploads/2016/04/Hinkie3_.jpg[/image]

O mais decepcionante dessa situação é que o caso do Philadelphia 76ers era bem interessante de ser assistido, e agora acaba com um final sem cara de fim. E mais chato ainda porque Sam Hinkie deu a entender, em suas raras entrevistas, que o próximo ano era justamente o momento de começar a colher os frutos. Com um pouco de sorte no dia do sorteio, eles poderiam entrar no Draft do ano que vem com as escolhas de número 1 (a deles), a 4 (vinda do Lakers, que só mantém sua escolha se acabar no Top 3), a 23 (via Heat) e a 27 (via Thunder). Também temos chances bem grandes de ver Dario Saric encerrar seu contrato na Turquia para começar a vida da NBA e de Embiid, se nenhuma lesão se agravar, finalmente fazer sua estreia. Isso sem contar os boatos de troca de Jahill Okafor e uma presença mais agressiva na Free Agency, talvez usando o espaço infinito no teto salarial para atrair jovens jogadores mais preocupados em ter espaço para jogar do que ganhar a curto prazo.

A afiada de machado durou mais tempo do que deveria ter durado, e nem sabemos se ele está bom o bastante para derrubar a enorme árvore que o Sixers tem pela frente. Chato que não será Hinkie no comando das porradas. O General Manager cometeu erros, mas vai embora antes de poder finalizar o trabalho.  Serve como exemplo para outros da sua função ao redor da liga: não só acertar, e acertar RÁPIDO, é essencial para manter o emprego.

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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