Resumo da Rodada 3/5 – O jogo sem fim

por Danilo

Se tivessem qualquer ideia do que o futuro lhes reservava, Denver Nuggets e Portland Trail Blazers provavelmente teriam repensado o plano inicial de CORRER LOUCAMENTE durante o Jogo 3. Depois do espetáculo ofensivo que presenciamos no jogo que inaugurou a série, as defesas finalmente se ajustaram para retirar as bolas confortáveis de ambos os times: Nikola Jokic e Paul Millsap sofreram dobras frequentes no garrafão enquanto Damian Lillard sofreu marcação pressionada e a rota de passe para Enes Kanter passou a ser contestada. Por conta disso, no Jogo 3 o plano de ambas as equipes foi pegar as defesas adversárias fora de posição, ou seja, no contra-ataque. No fundo é uma bola de neve: para poder conseguir pontos fáceis é preciso apertar a defesa e, com algum roubo de bola, puxar um contra-ataque; essa defesa apertada, no entanto, força o adversário a tentar escapar dela e, portanto, apertar a própria defesa para puxar contra-ataques em busca de pontos mais fáceis. O resultado foi que os dois ataques desconfortáveis geraram defesas extremamente competentes e agressivas, o que tornou os ataques ainda mais desconfortáveis – e velozes, buscando jogadas de transição. A defesa do Blazers, em particular, quebrou muitas vezes correndo para a transição, e poderia ter perdido o jogo ainda no tempo normal se o Nuggets tivesse convertido mais arremessos livres no contra-ataque.

Correr para o contra-ataque, no entanto, dificulta o posicionamento para os rebotes defensivos. Isso é um problema ainda maior quando Enes Kanter, um dos melhores da NBA em rebotes ofensivos, está em quadra, mas o Nuggets fez um trabalho bem razoável em tirá-lo do garrafão defensivo para que o time de Denver também pudesse conseguir alguns rebotes ofensivos para si. Só no primeiro tempo foram 9 rebotes ofensivos para o Nuggets e 8 para o Blazers; no segundo tempo, até o fim do quarto período, foram mais 8 para o Nuggets e outros 5 para o Blazers. Foi só no final do quarto período, com a situação dos rebotes estava completamente caótica e o Nuggets dava sinais claros de CANSAÇO ABSOLUTO, que o técnico da equipe, Michael Malone, apareceu na transmissão gritando que a prioridade a partir dali era o rebote, que eles deveriam ficar com os 5 jogadores posicionados apenas para isso – o que, ainda assim, não foi suficiente.

Esse ritmo frenético e o excesso de rebotes ofensivos somaram-se ao mar de bolas desperdiçadas pelos dois times (resultado das dobras de marcação constantes, marcação agressiva e tentativa de interceptar passes) para formar um jogo que não ganharia nenhum concurso de beleza. Havia pouco espaço para os arremessos espetaculares de fora de Damian Lillard e a pontaria nessa série está longe de estar calibrada nas bolas de longuíssima distância, o que levou o armador a tentar muitas infiltrações e longos períodos sem tocar na bola. Gary Harris foi sensacional na marcação individual de Lillard e embora o Nuggets tenha trocado a marcação em momentos em que se recuperar de um corta-liz era impossível, a orientação contra o armador foi ter um jogador “atrasando” um possível arremesso enquanto Harris lutava pelo corta-luz para voltar à sua marcação habitual. Do outro lado, Jokic teve poucas chances de entrar no garrafão, sofreu marcação dupla o tempo inteiro que chegou próximo ao aro e passou a maior parte do jogo transitando pelo perímetro e tendo que tentar arremessos que não lhe são característicos. Para usar o pivô perto do aro na porção final do jogo, o plano foi o que os gringos chamam de “repost”, acionar Jokic no garrafão, ele passar a bola para o perímetro imediatamente – para fazer com que sua marcação dupla tenha que correr para impedir o arremesso de longe de outro jogador – e aí a bola voltar para Jokic, que ganha alguns segundos livre para jogar no mano-a-mano:

Como se não bastassem esses elementos para compor o cenário de desconforto e basquete truncado, Enes Kanter – uma das mais incríveis histórias de superação nesses Playoffs – está jogando lesionado, com dores no ombro esquerdo, e passou o jogo inteiro recebendo trombadas gratuitas de Jokic longe da bola, só para incomodar o ombro. Ainda que tenha jogado bem, Kanter passou um tempo considerável urrando de dor em quadra, mal conseguia levantar o braço e errou bolas completamente banais perto da cesta.

Na ausência de pontos fáceis na meia quadra para os dois times, CJ McCollum começou a se destacar: sem Harris na sua cola, como era o caso de Lillard, o armador podia receber um corta-luz simples para dar de cara com Jokic no garrafão e aí encontrar algum espaço, com dribles secos, para um arremesso de média distância. Foi McCollum quem colocou o Blazers na frente do placar no quarto período, e foi Jokic – com o “repost” e uma bola de três pontos – que permitiu que o placar ficasse empatado a 40 segundos do quarto período.

Aí já não era mais hora de McCollum, mas de Damian Lillard, a famosa “Dame Time”. O jogador tinha apenas 17 pontos no jogo, havia errado todos os seus arremessos no quarto período, mas recebeu a bola para decidir o jogo. O Nuggets, mostrando que aprendeu com a derrota do OKC Thunder na série anterior, dobrou a marcação em Lillard ainda no meio da quadra – e, bizarramente, foi aí que Lillard BRILHOU, mantendo o controle da bola sob pressão, contornando seus defensores e encontrando uma bandeja para virar o jogo.

Do outro foi a vez de Will Barton voltar dos mortos: após marcar apenas 4 pontos no Jogo 2 da série e um total de ZERO PONTOS nos três primeiros períodos desse Jogo 3, Will Barton fez a bandeja para empatar o jogo – seu décimo ponto no período. Lillard ainda teve a chance de vencer o jogo sob marcação individual dessa vez, bateu Gary Harris, entrou no garrafão e quando a defesa colapsou sobre ele, acionou Al-Farouq Aminu livre na linha de três pontos, que errou o arremesso.

Ali o jogo já era completamente outro: o Nuggets já havia colocado o pé no freio para lutar pelos rebotes defensivos desde o meio do quarto período, Jokic estava em câmera lenta por não ter descansado um minuto sequer no segundo tempo inteiro (e apenas 3 minutos na primeira metade do jogo), contra-ataques pareciam uma impossibilidade, CJ McCollum assumiu o Blazers num jogo de meia quadra e o Will Barton parecia o principal jogador do time de Denver. A correria descontrolada foi substituída por comedimento – mas os arremessos sofridos se mantiveram intactos.

Na primeira prorrogação, todos os pontos do Blazers saíram das mãos de CJ McCollum, enquanto o Nuggets dependeu de Jamal Murray, principalmente em arremessos provindos das tentativas de infiltração de Jokic e da defesa se abarrotando ao seu redor:

Mas foi só Enes Kanter sentar um pouquinho, visivelmente cansado e incapaz de suportar a dor, para que Paul Millsap imediatamente fizesse uma jogada no garrafão para assumir a liderança no placar a 40 segundos do fim. Sim, o Blazers sentiu falta da DEFESA de Kanter e a gente precisa conversar sobre isso.

Primeiramente, vale dar uma espiada em como ele marcou Jokic desde o primeiro quarto dessa partida:

Vejam como o foco foi não em contestar os arremessos, mas em tentar desviar a bola quando Jokic tentava quicá-la no quão (e enquanto a marcação dupla se aproximava, atrasando o pivô para que ele não estivesse pronto para passar a bola assim que percebesse a dobra).

No vídeo abaixo dá pra ver como ele tenta fazer a mesma coisa com Jamal Murray, em uma das milhares de vezes em que ele teve que marcar alguém no perímetro depois de um corta-luz, se preocupando mais em desviar a bola, tentar forçar um roubo, do que em propriamente bloquear o arremesso – o que não o impediu de atrapalhar bastante:

Não à toa tinha gente na torcida com uma faixa “CAN PLAY KANTER”, ou seja, DÁ PRA USAR O KANTER, diferente dos seus tempos de Thunder em que era impossível colocá-lo na quadra dadas as suas limitações defensivas. Ele fez um bom trabalho no garrafão, roubou 3 bolas e foi só sem ele em quadra que Millsap conseguiu contribuir na prorrogação.

Voltando a ela, Lillard tentou empatar o jogo mas errou, e aí o Blazers teve que salvar o jogo na base da defesa: apertou a marcação, conseguiu um roubo de bola (só nessa prorrogação foram dois roubos do McCollum e um do Lillard) e Lillard teve mais uma chance de empatar o jogo. O armador, no entanto, errou uma bandeja razoavelmente simples que saiu CURTA demais, o símbolo universal do “ESTOU CANSADO”. Coube a Aminu, que errou o possível arremesso da vitória no quarto período, pegar um rebote ofensivo e deixar McCollum acertar o arremesso de meia distância e levar o jogo para a segunda prorrogação. Jokic até teve mais uma chance, numa bola de três pontos forçada, mas sem sentar também na prorrogação – mesmo quando Kanter foi descansar – já não havia mais fôlego ali.

Na segunda prorrogação, ninguém do Blazers não chamado CJ McCollum ou Damian Lillard participou das jogadas. Bem marcado, Lillard passou a fazer “hand offs” para McCollum, soltando a bola para o companheiro enquanto usava o corpo para um corta-luz. Enes Kanter só foi tocar na bola em mais um rebote ofensivo, mas foi incapaz de converter a bandeja embaixo da cesta porque seu braço já não mais respondia.

Jokic foi acionado no garrafão mas já não conseguia finalizar, exausto. Voltou então ao perímetro para comandar as jogadas, como esse corta-luz incrível de Millsap em Damian Lillard seguido por um corte seco para a cesta:

Lillard ainda conseguiu forçar uma bola presa, novamente graças à defesa super agressiva do Blazers, para ter a chance de vencer o jogo MAIS UMA VEZ, mas novamente errou o arremesso. O jogo incrível que o armador teve na defesa, ajudando nas dobras e na cobertura, pareceu cobrar um preço caro dele no ataque depois de tantos minutos de jogo.

Na terceira prorrogação, outra vez todos os pontos do Blazers vieram de Lillard ou McCollum, com um esforço contínuo para que CJ fosse de alguma maneira marcado por um Jokic que se arrastava em quadra. O pivô do Nuggets ainda era essencial na armação do jogo, especialmente na meia quadra, mas passou a ser explorado defensivamente. Quando além disso ele errou um passe que atravessou a quadra de maneira um tanto grosseira – um passe que ele é famoso por acertar sem tantas dificuldades – não havia como não questionar se ele deveria mesmo estar ali. Ainda assim fora dele duas assistência no período, 5 jogadores do Nuggets pontuaram em situações diversas e de repente o Nuggets parecia no controle – foi o momento em que ficou mais claro, durante as prorrogações, que o Nuggets poderia vencer o jogo. O Blazers precisava pontuar rápido e impedir uma cesta para ter a chance de EMPATAR na última posse de bola. Pois bem: dessa vez Lillard conseguiu uma bandeja rápida e McCollum se encarregou de desviar a bola das mãos de Jamal Murray, que tentou manter o controle e com isso acabou sendo o responsável pela bola sair pela lateral. Com mais esse desperdício, Lillard teve OUTRA chance, mas dessa vez não para vencer o jogo, e sim para empatar: fez um arremesso certeira e levou a partida para a quarta prorrogação. QUARTA. PRORROGAÇÃO. O horror de quem precisa escrever Resumo da Rodada num fim de semana com a “Pelada Bola Presa” com os assinantes.

Foi nessa prorrogação que recordes foram quebrados: Nikola Jokic se tornou o jogador com mais de 2,11m a jogar MAIS MINUTOS na história dos Playoffs: ao todo foram 65 minutos em quadra, UMA HORA E CINCO de basquete, só tendo descansado um pouco no primeiro tempo. Para quem tinha dúvidas sobre seu preparo físico, foi um tapa de pelica na cara e uma atuação heroica, que terminou com um triple-double gordo de 33 pontos, 18 rebotes e 14 assistências.

Seu esforço descomunal parecia recompensado, mesmo perdendo a bola graças à defesa do Blazers que não respirou um minuto, quando Paul Millsap deu ao Nuggets a vantagem no placar com uma jogada individual em cima de Mo Harkless, incapaz de marcá-lo, num dos momentos em que escapou de Enes Kanter.

Mas é claro que um jogo épico desses precisa terminar com heróis improváveis em momentos que NÃO FAZEM NENHUM SENTIDO, não é mesmo? Perdendo por um ponto a 27 segundos do fim, Lillard finalmente cedeu o arremesso decisivo para CJ McCollum que… errou. Naquele momento o armador já tinha 41 pontos, Damian Lillard tinha 28, Enes Kanter somava 15 rebotes, Jokic tinha um triple-double, Jamal Murray tinha 34 pontos (e 4 bolas de três pontos, sendo que o Nuggets sempre vence quando ele faz pelo menos 3), mas o jogador decisivo não poderia ser nenhum deles. Num jogo marcado pelos rebotes de ataque, CJ McCollum coletou o próprio arremesso errado e acionou o impensável Rodney Hood, que havia jogado um total de TRINTA SEGUNDOS desde o quarto período até ficar em quadra pelo minuto e meio final da quarta prorrogação. E, claro, foi Hood quem acertou o arremesso de três pontos que deu a liderança para o Blazers em definitivo:

O Nuggets ainda conseguiu uma falta em Jokic na última posse de bola, e precisando dos dois lances livres para empatar viu seu pivô heroico, com 65 minutos em quadra, acertar apenas um. Foi o retrato perfeito de um jogador exaurido, acabado, extraindo até as últimas gotas de seu talento em quadra, encontrando passes absurdos e mantendo a compostura do seu time, e que no limite dos limites – um limite que nenhum jogador da sua altura jamais havia presenciado num palco de tanta pressão – desperdiçou um lance livre e, com isso, toda a partida, todo o esforço – e possivelmente toda a temporada.

Foi Rodney Hood, com 23 minutos de jogo – o cara mais descansado em quadra durante a quarta prorrogação – quem conseguiu o arremesso decisivo e sagrou-se vencedor ao invés do mártir com mais de uma hora de jogo nas costas e um calendário cruel que não lhe permitiu descansar o suficiente depois de um Jogo 7 contra o San Antonio Spurs na série anterior.

Justamente no jogo da correria, dos contra-ataques, dos rebotes ofensivos, das trombadas, das defesas sufocantes, o jogo acabou se esticando por quatro prorrogações. Ter alguém minimamente descansado em quadra que fosse digno de confiança para um arremesso decisivo acabou fazendo toda a diferença, de modo que um dos jogos mais icônicos da NBA moderna – um clássico instantâneo – terá para sempre o mais improvável dos heróis, e um dos mais belos e doloridos sacrifícios por parte de um perdedor. O jogo de Rodney Hood é também o jogo em que Jokic deu absolutamente tudo – menos o lance livre crucial.


por Denis

A série entre Boston Celtics e Milwaukee Bucks chegou no Jogo 3 com um dilema: depois de uma vitória convincente para cada lado nas duas primeiras partidas, qual estratégia iria se provar mais eficiente com os times sabendo o que esperar do rival? A resposta veio, como nas duas primeiras partidas, em uma sequência devastadora no terceiro período. Dessa vez foi o Bucks que bateu o Celtics e transformou um jogo que estava praticamente empatado no começo do segundo tempo em uma vantagem de 18 pontos no início do último quarto. No fim, vitória de 123 a 116.

Como das outras vezes, o primeiro tempo nos enganou e nos fez achar que a partida seria disputada. De um lado, Giannis Antetokounmpo não estava exatamente dominando, mas estava conseguindo entrar no garrafão para fazer seus pontos. Do outro, Kyrie Irving teve seus momentos de MAGIA logo cedo, marcando 13 pontos logo no primeiro período. Entre os coadjuvantes, Pat Connaughton, que só tem jogado porque Malcom Brogdon está ainda machucado, brilhou acertando os três arremessos de 3 pontos que tentou na primeira etapa e compensando o início discreto de Khris Middleton.

Depois do seu início arrasador, Irving deu uma sumida do jogo, mas nada que parecesse muito preocupante a princípio. A partida estava rolando como o imaginado: o Bucks, com as trocas de marcação que adotaram já no jogo passado, deram uma empacada no esquema de passes e arremessos longos do Celtics, mas com Irving, Tatum e Horford criativos e difíceis de parar no mano-a-mano, os espaços para passe surgiam. Já o Bucks está descobrindo maneiras de fazer o time pontuar mesmo contra o PAREDÃO do Celtics e as dobras de marcação.

Para evitar a muralha humana que fecha a cabeça do garrafão, o Bucks resolveu deixar que Middleton ou Eric Bledsoe levem a bola da defesa para o ataque, de preferência pelas pontas da quadra. Isso obriga o defensor que normalmente iria fazer a Muralha Anti-Giannis no meio da quadra ser obrigado a trabalhar, afinal não pode dar uma reta livre para que Bledsoe ataque a cesta. O armador do Bucks então atrai a marcação e só aí aciona Giannis, que pode enfrentar Horford sozinho:

Contras as dobras, Giannis resolveu ter mais paciência e ser menos machão. Ao invés de só querer enterrar na cabeça de Al Horford e quem mais venha na dobra ao mesmo tempo, ele esperou para achar espaços para passes ou para que ele mesmo pudesse subir e finalizar.

Essa agressividade inteligente de Giannis foi chave para o jogo. Ele fez 32 pontos na partida acertando apenas 8 de 13 arremessos tentados, isso porque bateu nada menos que VINTE E DOIS lances-livres e acertou 16 deles. Ele não respeitou Semi Ojeleye quando ele apareceu para marcá-lo, lidou um pouco melhor com Al Horford e simplesmente ATACOU quando alguma troca de marcação o deixou frente a frente com qualquer outro jogador. Nas poucas vezes que foi defendido pelo pequeno Irving ou Marcus Morris, por exemplo, atacou como um bicho selvagem com fome:

Depois de até acertar umas bolas de longe nos jogos passados, Giannis voltou a ser ele mesmo e fez TODOS os seus pontos dentro do garrafão ou na linha de lance-livre. Foi até cômico quando o grego fingiu que ia arremessar, o (quase) sempre disciplinado Al Horford pulou de bobo e cedeu a enterrada mais fácil da noite:

A sequência em que o Bucks matou o jogo, porém, foi conduzida por outro jogador. George Hill acertou três bolas de 3 pontos seguidas e ainda conseguiu uma enterrada numa infiltração como se ele fosse o Russell Westbrook. Eu nem sabia que ele ainda conseguia enterrar a essa altura do campeonato!

O armador acabou o jogo com 21 pontos e foi crucial comandando o ataque e deixando que Giannis pudesse por vezes se posicionar sem a bola mais próximo da cesta. Ver Hill destroçar a defesa do Celtics foi o o que marcou o fim da partida.

O Danilo já disse isso no podcast algumas vezes e ontem foi uma prova claríssima: o Celtics não sabe o que fazer quando seu plano de jogo não dá certo. Não é que o técnico Brad Stevens seja ruim ou que o elenco é limitado, muitíssimo pelo contrário, mas psicologicamente o time desmonta quando eles tentam alguma coisa e ela não dá resultado. Parece que mentalmente passam a culpar um ao outro e decidem resolver sozinhos. Quando o Bucks entrou numa boa sequência ofensiva, o Celtics, sem grandes explicações, passou a atacar mal. No Twitter chegaram a contar ao menos OITO POSSES DE BOLA SEM UM PASSE durante a sequência que definiu a partida.

Enquanto Giannis atacava a cesta sem dó e cavava faltas, o Celtics passou a reclamar das marcações da arbitragem e a fazer os ataques mais frustrados e preguiçosos do mundo. Alguém batia a bola, driblava, não se livrava da defesa e forçava uma bola difícil sobre a marcação forte. Nada de movimentação, nada da inteligência e versatilidade que já mostraram ter. E Kyrie Irving, que estava já meio sumido, DESAPARECEU quando Eric Bledsoe resolveu que iria marcar o armador pela frente, evitando que ele sequer recebesse o passe. O resultado foi esse abaixo, uma sequência de lances estáticos e pouco inspirados:

O Celtics tem algo a celebrar depois disso tudo? Bem pouco. A defesa por zona que eles experimentaram nos minutos finais da partida resultaram em alguns turnovers do Bucks e parece ter pego o adversário de surpresa, é algo que pode ser usado esporadicamente para quebrar o ritmo do ataque rival e evitar sequências absurdas de pontos. Tirando isso o que vimos foi um time se perder sozinho em um jogo que deveria ter continuado disputado. Eles afundaram no primeiro sinal de dificuldade.

Ah, quase ia esquecendo! Teve outra coisa boa sim, torcedores do Celtics: Jaylen Brown sofreu com problemas de falta e desfalcou o time no momento decisivo do jogo, mas pelo jeito ele aprendeu a enterrar na cabeça do Giannis. É todo jogo agora? Dá pra ficar satisfeito com pelo menos a jogada mais bonita do dia? Pequenas vitórias, pequenas vitórias…

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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